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	<title>Portal Cultura PE &#187; Encontro Internacional de Literatura Cartoneira</title>
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		<title>Mais do que livros, experiências de coletividade</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jul 2013 01:58:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira, experiência inédita, reune múltiplas iniciativas de editoras cartoneiras e realiza oficinas de produção de livro artesanal Por Maria Peixoto &#160; “Muito mais do que livros”, diz o slogan da Eloísa Cartonera. Intrigado com a frase, o francês Nicolas Duracka, em viagem pela América Latina, procurou saber do que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira, experiência inédita, reune múltiplas iniciativas de editoras cartoneiras e realiza oficinas de produção de livro artesanal</p>
<div id="attachment_4026" aria-labelledby="figcaption_attachment_4026" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-08.jpg"><img class="size-medium wp-image-4026" alt="(Foto: Pri Buhr)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-08-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">(Foto: Pri Buhr)</p></div>
<p dir="ltr">Por Maria Peixoto</p>
<p>&nbsp;</p>
<p dir="ltr">“Muito mais do que livros”, diz o slogan da Eloísa Cartonera. Intrigado com a frase, o francês Nicolas Duracka, em viagem pela América Latina, procurou saber do que se tratava ao passar por uma oficina cartoneira. O europeu acostumado a ver os livros como objetos sagrados, num país onde não existem as figuras dos catadores de lixo, encantou-se ao conhecer a experiência argentina.  O que lhe sensibilizou, conta, foi “a dimensão social, coletiva, comunitária por trás do universo cartoneiro”. Voltando à França, Nicolas fundou o selo Cephisa Cartonera, voltado para acolher jovens autores e descobriu que, “sim, na França o livro de papelão também funciona”, diz. Ele explica que apesar de haver uma grande disponibilidade de livros baratos em seu país, o livro cartoneiro faz sentido porque “não é só literatura, é amor, felicidade”. “Eu não entendo por que na França as pessoas preferem estar sozinhas do que fazerem as coisas juntas, compartilhar”, questiona. Dessa maneira, os livros feitos de forma colaborativa possibilitam momentos de “solidariedade, amor, alegria”, afirma.</p>
<p dir="ltr">O fundador do selo Eloísa Cartonera, Washington Cucurto acrescenta que os livros cartoneiros também têm a função de ensinar a consumir literatura a partir de outros valores, a partir “da lógica comunitária, dos afetos”. Ele menciona os altos preços dos livros nas livrarias e sugere que o movimento deve promover uma boa relação das pessoas com os livros, torná-los acessíveis.</p>
<p dir="ltr">Experiência vizinha a de Cucurto, Juan Malebrán, do selo chileno Canita Cartonera não trabalha com catadores, mas com outros indivíduos também invisibilizados pela sociedade, os presidiários. Juan conta que no Complexo Penitenciário de Alto Hospício, no Chile, já havia uma experiência de presos que faziam literatura. Ele resolveu se aproximar do grupo e juntos fundaram o selo. “É muito bonito encontrar-se com eles. Para muitos deles, nos transformamos em sua família”, afirma. Juan conta que os presos ficam muito felizes quando recebem notícias sobre a circulação dos livros, “é a liberação das ideias a partir da poesia. É a poesia servindo a algo mais do que somente lê-la, como ferramenta, como arma”, diz.</p>
<p dir="ltr">Aqui no Brasil, mais precisamente em Garanhuns é de “severinos” que se trata. O selo Severina Catadora, homenagem ao livro de João Cabral de Melo Neto, casa bem com a “vida severa, bruta, difícil” dos catadores de papelão, diz Hélder Herik, um de seus fundadores. Hélder diz que viu a humanização que um livro cartoneiro pode realizar ao observar a produção feita aqui, quando os catadores paravam um pouco de sua rotina corrida para estar juntos, fazendo arte. No fim de sua fala, Hélder lembra um poema escrito por um poeta de Garanhuns, André Luiz de Castro, que está no livro “Severina Catadora”. Vai um trecho:</p>
<p dir="ltr">“De tudo se tem, por assim dizer, um museu de tudo: plásticos, latas, vidros, papéis, resíduos alimentares, animais mortos, carne humana e sonhos. Sonhos também. Enfim, tudo que é humano. Aliás, o que é o lixo senão uma parte da vida humana que escondemos com vergonha do que somos e fedemos. Lixo é também uma intimidade”.</p>
<p dir="ltr">Leia mais sobre o I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira, <a href="http://www.fig2013.com/quando-o-papelao-vira-arte-e-o-catador-olha-nos-olhos/">AQUI</a>.</p>
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		<title>I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira é destaque da programação</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Jul 2013 16:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nos dias 25 e 26 de julho, evento reunirá no FIG escritores e editores de selos cartoneiros de vários países, que fabricam livros em sistema colaborativo com catadores de papelão. Este ano, o lema que tomará conta da Praça da Palavra, o polo de literatura do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), é a de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nos dias 25 e 26 de julho, evento reunirá no FIG escritores e editores de selos cartoneiros de vários países, que fabricam livros em sistema colaborativo com catadores de papelão.</p>
<p>Este ano, o lema que tomará conta da Praça da Palavra, o polo de literatura do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), é a de que “qualquer pessoa pode fundar um selo e criar livros artesanais”, como diz Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secult-PE/Fundarpe. A literatura cartoneira, movimento editorial poético, filosófico, político e cultural que nasceu na Argentina, em 2002, com a criação da Eloisa Cartonera, parte desse princípio. Ao utilizar papelão para a confecção das capas de livros, aliando literatura, artes plásticas e consciência ecológica, o movimento vai na contramão do mercado, atuando pela descentralização do comércio do livro.</p>
<p dir="ltr">Além de editoras independentes, os cartoneiros, ou “catadores”, como têm sido denominados aqui no Brasil, são coletivos com preocupação social e ecológica. Escritores e artistas juntam-se aos catadores de papelão para confeccionar livros, utilizando a matéria-prima dos catadores para as capas, a fim de valorizar o seu trabalho e desenvolver o seu potencial artístico. O papelão é comprado dos próprios catadores a preços menores do que os do mercado e, quando transformados em livros, são vendidos a valores módicos. O apurado, por sua vez, é distribuído entre escritores e catadores. O movimento iniciado na América Latina já se difundiu pela Europa e tem seus representantes brasileiros, incluindo de Garanhuns.</p>
<p dir="ltr">A edição do FIG do ano passado levou o coletivo paulista Dulcinéia Catadora para a Cidade das Flores, deixando como fruto de uma oficina o selo Severina Catadora. Durante a ação, os escritores do município, do coletivo u-Carbureto, se somaram à Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reciclável Nova Vida (Asnov), do bairro da Cohab III produzindo a publicação “Severina Catadora”, de mesmo nome do selo.</p>
<p dir="ltr">Este ano, o escritor Helder Herik e a catadora Núbia Bezerra, do selo Severina Catadora, estarão no I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira, dias 25 e 26/7, junto a nomes de vários países: Nicolas Duracka (Cephisa Cartonera, França), Washington Cucurto (Eloísa Cartonera, Argentina), Daniela Elias (Babel Cartonnière, Bolívia), Amandine Cholez (Yiyi Jambo, França/Paraguai) e Juan Malebrán (Canita Cartonera, Chile).</p>
<p dir="ltr">Parte da programação, os cartoneiros também realizarão workshops de criação de livros artesanais durante o festival.</p>
<p dir="ltr">Serviço:</p>
<p dir="ltr">I Encontro Internacional de Literatura Cartoneira</p>
<p dir="ltr">Dias 25 e 26 de julho, na Praça da Palavra, no FIG 2013</p>
<p dir="ltr">Aberto ao público</p>
<p dir="ltr">Programação:</p>
<p dir="ltr">25/7</p>
<p dir="ltr">10h – “Garanhuns, o mundo, papelão e literatura: o que é o movimento cartonero?”</p>
<p dir="ltr">Roda de diálogo e troca de experiências entre cartoneros</p>
<p dir="ltr">Com Nicolas Duracka (Cephisa Cartonera, França), Washington Cucurto (Eloísa Cartonera, Argentina), Daniela Elias (Babel Cartonnière, Bolívia), Amandine Cholez (Yiyi Jambo, França/Paraguai), Helder Herik e Núbia Bezerra (Severina Catadora, Brasil), Juan Malebrán (Canita Cartonera, Chile). Mediação: Andreia Joana Silva (Portugal)</p>
<p dir="ltr">19h – Cartoneros do mundo, avante!</p>
<p dir="ltr">Recital Cartonero. Leituras abertas e lançamentos de livros de editoras cartoneras</p>
<p dir="ltr">26/7</p>
<p dir="ltr">10h às 13h – Workshop de criação de livros artesanais (público infantil), com Andreia Joana</p>
<p dir="ltr">Silva (Portugal) e Nicolas Duracka (França)</p>
<p dir="ltr">10h às 13h – Workshop “Como fazer um livro com um pé nas costas”. Parte 1: Fast writing -</p>
<p dir="ltr">workshop de escrita criativa, com Andreia Joana Silva (Portugal)</p>
<p dir="ltr">15h às 18h – Workshop “Como fazer um livro com uma perna nas costas”. Parte 2: Imprimindo, encadernando e pintando capas, com Andreia Joana Silva (Portugal)</p>
<p dir="ltr">16h às 18h – Workshop de criação de livros artesanais (público adulto), com Andreia Joana Silva (Portugal) e Nicolas Duracka (França)</p>
<p dir="ltr">19h às 20h30 – Troca de experiências entre cartoneros: exibição de documentário sobre</p>
<p dir="ltr">democratização do objeto livro e conversa com cartoneiros</p>
<p>&nbsp;</p>
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