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	<title>Portal Cultura PE &#187; Enoo Miranda</title>
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		<title>Outras Palavras leva cultura e arte para escola pública de Itaquitinga</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Sep 2019 16:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudantes da EREM Prof. Denival José Rodrigues de Melo, de Itaquitinga, na Zona da Mata pernambucana, vão receber na sua escola, nesta segunda-feira (30), uma edição do Outras Palavras, projeto promovido pelo Governo do Estado de integração entre a cultura e a educação. Na ocasião, haverá uma conversa com o escritor Philippe Wollney, um dos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_71816" aria-labelledby="figcaption_attachment_71816" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/40518063265_5fd58227ac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-71816 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/40518063265_5fd58227ac_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Em quatro anos, o Outras Palavras atingiu 615 escolas pernambucanas, beneficiou 18.456 estudantes e distribuiu 6.514 livros</p></div>
<p>Estudantes da EREM Prof. Denival José Rodrigues de Melo, de Itaquitinga, na Zona da Mata pernambucana, vão receber na sua escola, nesta segunda-feira (30), uma edição do Outras Palavras, projeto promovido pelo Governo do Estado de integração entre a cultura e a educação. Na ocasião, haverá uma conversa com o escritor Philippe Wollney, um dos vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura, com a participação especial do poeta Enoo Miranda. A programação encerra com uma apresentação do Cavalo Marinho Estrela de Ouro, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>A ação é realizada pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico de Artístico de Pernambuco (Fundarpe), em parceria com a Secretaria Estadual de Educação.</p>
<p>Antes do bate-papo, os jovens irão assistir ao do filme “Silêncio Interrompido”, do programa PE na Rua. Em seguida, os estudantes vão ter a oportunidade de conhecer mais sobre a relação de Phillippe Wolney e Enoo Miranda com a literatura, além de assistir, ao vivo, a uma apresentação de um dos Patrimônios Vivos de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_71817" aria-labelledby="figcaption_attachment_71817" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/40699111504_fd80b6714a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-71817" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/40699111504_fd80b6714a_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Escritor premiado no Prêmio Pernambuco de Literatura, Philippe Wollney participa do Outras Palavras</p></div>
<p>O secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, avalia que este é um dos programas mais relevantes, voltado aos jovens estudantes da rede pública. “Não é segredo que arte e cultura andam lado a lado com a cidadania. Então, faz todo o sentido que elas estejam juntas nesse projeto que, até o final do ano, circulará por várias escolas e regiões do Estado”, disse.</p>
<p>Presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto acredita que “é muito gratificante colaborar para que os jovens estejam em contato com a cultura de uma maneira tão enriquecedora como a que o Outras Palavras proporciona. Esse contato direto com os artistas alarga as experiências escolares e expande os horizontes dos alunos”.</p>
<div id="attachment_71815" aria-labelledby="figcaption_attachment_71815" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Magda Silva/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/9338281709_a4c59a28ef_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-71815" alt="Magda Silva/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/9338281709_a4c59a28ef_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O Cavalo Marinho Estrela de Ouro, Patrimônio Vivo de Pernambuco, também faz parte da programação</p></div>
<p>Tarciana Portella, gerente de Formação e Projetos Especiais da Secult-PE, explica que o Outras Palavras sempre vai além do objetivo central de divulgar a literatura. “O projeto traz para esses jovens das escolas publicas o contato com as manifestações diversas da nossa cultura, de Patrimônios Vivos a Pontos de Cultura, e de grupos que trabalham com as expressões do patrimônio cultural imaterial de Pernambuco”, detalha.</p>
<p>Voltado para estudantes da rede pública estadual de ensino, em quatro anos de existência o programa já atingiu 615 escolas pernambucanas, beneficiou 18.456 estudantes e distribuiu 6.514 livros nas bibliotecas por onde passou.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong> </span><br />
Outras Palavras em Itaquitinga, com o Philippe Wollney, Enoo Miranda e o Cavalo Marinho Estrela de Ouro (Patrimônio Vivo de Pernambuco)<br />
Segunda (30/09) | 14h<br />
EREM Prof. Denival José Rodrigues de Melo<br />
Gratuito</p>
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		<title>5º Prêmio Pernambuco de Literatura lança livros vencedores</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Apr 2018 20:03:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem; e ainda um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino integram a mais recente coleção da Cepe [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reunião de contos sobre viagens e descobertas; um romance-livro de memórias do protagonista; um poemário que joga luz sobre o fazer criativo do poeta; uma narrativa que mergulha nas pequenas tragédias cotidianas do homem; e ainda um conjunto de histórias que evidenciam as diversas facetas do feminino integram a mais recente coleção da Cepe Editora. São as obras que venceram, em 2017, o <strong>5º Prêmio Pernambuco de Literatura</strong>, uma iniciativa do Governo do Estado (Secult-PE, Fundarpe e Companhia Editora de Pernambuco).</p>
<p>O lançamento coletivo das cinco publicações, que registram mais um imperdível momento da nossa literatura, está marcado para às 19h da quinta-feira, 26 de abril, no Museu do Estado de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_59596" aria-labelledby="figcaption_attachment_59596" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/convite2.jpg"><img class="size-medium wp-image-59596" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/convite2-607x398.jpg" width="607" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Lançamento será no Museu do Estado de Pernambuco, aberto ao público</p></div>
<p>Primeira mulher a receber o maior reconhecimento em uma edição do Prêmio, a escritora <strong>Ezter Liu</strong>, residente em Carpina, apresenta o livro de contos <em>das tripas coração</em>. Revelando ainda a produção literária da Zona da Mata, <em>O Velocista</em> é o primeiro romance de <strong>Walter Cavalcanti Costa</strong>; e <em>chã</em>, o novo poemário de <strong>Enoo Miranda</strong>. Representando o Agreste, o romancista <strong>Amâncio Siqueira</strong> lança seu <em>Nem tudo cabe na paisagem</em>.  O poeta <strong>Fred Caju</strong> completa a lista de agraciados lançando <em>nada consta</em>.</p>
<p>A Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, comemora a chegada dos novos livros. “Este é um momento muito importante para todos nós que lutamos por mais visibilidade para a literatura pernambucana e para ampliação do acesso ao livro e à leitura no Estado”. É que além da premiação no valor total de R$ 40 mil aos escritores e a tiragem de mil exemplares de cada obra, o Prêmio garante ainda a distribuição dos livros a escolas públicas do Estado e a participação dos escritores em rodas de diálogo de eventos como o Festival de Inverno de Garanhuns e de projetos como o ‘Outras Palavras’.</p>
<p>&#8220;A Cepe participa, com muita satisfação, desta iniciativa. Promover o livro e a leitura é uma das principais missões institucionais da empresa e fazemos isso, ainda com mais entusiasmo, quando editamos trabalhos com a qualidade dos que venceram o 5º Prêmio Pernambuco de Literatura&#8221;, destaca Ricardo Leitão, presidente da Cepe.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MAIS RECURSOS PARA A LITERATURA PERNAMBUCANA</strong></span></p>
<p>No dia 17 de dezembro de 2017, o Governador Paulo Câmara assinou decreto ampliando os recursos destinados à iniciativa – de 40 mil para 90 mil reais &#8211; e rebatizando-o de Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. De acordo com Marcelino Granja, Secretário Estadual de Cultura, “além da deferência a um grande escritor, que marca a história da arte e da cultura pernambucanas, o novo formato do Prêmio amplia o número de vencedores, contemplando mais um autor da RMR e os segundos colocados de cada macrorregião”. A sexta edição do Prêmio recebeu 161 inscrições, de todas as regiões pernambucanas.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>AS OBRAS</strong></span></p>
<p>Grande vencedor do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, <strong>das tripas coração</strong>, de Ezter Liu, reúne dezoito contos que têm em comum a temática feminina, mas as narrativas apontam para panoramas diversos. A mulher que é deus, a mulher-monstro, a mulher que foge, a que faz perguntas, a que acende fogueiras. São as várias faces do feminino que protagonizam as histórias. A escolha estética de uma narrativa sem vírgulas aponta para a necessidade de contar sem pausas, com o fôlego possível, o que precisa ser contado, porque o texto tira da adversidade a sua força e atravessa os próprios limites para dizer o que precisa ser dito, muitas vezes usando a poesia nas entrelinhas das narrativas como alinhavo e marca de estilo.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Tenho dezenove anos e coleciono isqueiros vazios. Coleciono isqueiros. E coleciono vazios. Tenho vinte anos e aprendi a odiar o formato dos meus seios. E aprendi a odiar a finura dos meus lábios. Meu coração Himalaia. Meu coração Vale do Catimbau. Meu coração dimensão estranha. China plástico neon coqueiral. Tenho setenta anos nos domingos depois do jantar. Lenta. Premeditada. Disfarço a imprecisão das mãos. Tenho trinta pontuais anos no expediente. Me sirvo de bandeja. Sem atrasos. Tenho quarenta e três anos e calos nos cotovelos. Me sirvo com gelo no balcão do bar. Tenho cinquenta anos. Preciso parar de beber. Tenho dezesseis anos. Preciso parar de fumar. Tenho sessenta e sete anos. Preciso acreditar nos santos. Em deus. Em mim.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>nada consta</strong> é o nono livro de poemas de Fred Caju. Um poemário sobre o próprio poemário, luzes sobre processos criativos do escritor. Pode ser ainda uma pinça a arrancar, uma a uma, as plumas dos poetas. Armadura, também pode ser.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>pediram a cabeça</em><br />
<em>do poeta incendiário</em><br />
<em>chega de badvibes</em><br />
<em>foi o que disseram</em><br />
<em>após a decapitação</em><br />
<em>o cheiro de pólvora</em><br />
<em>ficou com cheirinho</em><br />
<em>de morango e não</em><br />
<em>se ouviu nunca mais</em><br />
<em>nenhuma explosão</em><br />
<em>nasceram arco-íris</em><br />
<em>longe das chuvas</em><br />
<em>e nenhum poema</em><br />
<em>precisa mais existir</em></p>
<p>Em <strong>chã</strong>, Enoo Miranda evoca pequenas tragédias cotidianas que assolam o homem do nosso tempo, ora evocando cenários e hábitos do trabalho no meio rural, ora realçando conflitos internos ou típicos da vida nos grandes centros urbanos. Mormaço, suor de trabalho, calor de motim, desordem. A maioria das pessoas que vivem nesse livro também vivem em outros lugares. O fogo dos homens. O mesmo fogo que não garantiu a superioridade destes homens sobre os outros animais. O que usamos para matar uns aos outros. Ou como disse um poeta amigo em tom de pilhéria sobre textos de orelhas de livros de poesia: “Bota tipo ‘Sugiro que leia sentado em assento confortável. Se preferir, aperte o cinto. Esse livro é o brilho sobre as vossas carniças’”, e no fim parece ser isso – além do que é.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>o ruído que faz a tua sombra</em><br />
<em>rasgando um pedaço</em><br />
<em>de chão duro é o de</em><br />
<em>um corpo-</em><br />
<em>carcaça</em><br />
<em>arrastando as</em><br />
<em>mazelas de</em><br />
<em>3 gerações</em><br />
<em>em uma chã</em><br />
<em>qualquer.</em></p>
<p>Viagem e descoberta são os motes que dão unidade aos contos de <strong>Nem tudo cabe na paisagem</strong>, de Amâncio Siqueira. O poeta que decide rodar o mundo para viver seu poema épico; o homem que viaja a um passado ainda não cicatrizado durante uma confissão; o marido que volta para casa após despedir-se de um amigo; o índio que quer vingança contra o homem branco que matou seu pai; o pai que caminha no corredor do hospital para encontrar o filho internado; o filho que tenta acertar as contas com o pai durante uma longa viagem&#8230; O texto direto lança uma luz diferente sobre situações cotidianas, expondo seu teor dramático nos recortes apresentados, muitas vezes flertando com o cômico, incidindo como um raio X sobre a vida ao redor.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Não fez essa viagem hoje. Ontem Júnior teve várias convulsões. A médica teve que encontrar uma veia na cabeça para injetar morfina. Dormiram como não faziam há seis anos: Natália sobre seu colo e Júnior sobre o colo dela. Passaram uma hora assim, e foi todo o descanso que tiveram. Sua viagem foi longa pela manhã: atravessar a rua para tomar café. Quase dormiu sobre o balcão da padaria, mas o cansaço era tão grande que fechar os olhos não bastava para cessar o estado de alerta. Fechar os olhos faz a mente viajar ainda mais, embora ela passeie apenas em volta do leito do hospital.</em></p>
<p>No percurso de <strong>O Velocista</strong>, o autor Walter Cavalcanti Costa navega pela experimentação formal e procura mostrar suas influências em quatro epígrafes: o futurismo europeu, o modernismo brasileiro, o concretismo brasileiro e a teoria literária. Com linguagem telegráfica, a obra é também um livro de memórias do protagonista, o astronauta Jô Tadeu. O velocista, antes de ser uma odisseia espacial, é uma fragmentária, melancólica, irônica e nervosa viagem do protagonista a si mesmo e aos que o cercam, através de suas lembranças descontinuadas.</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Eu sou Jô Tadeu Tábua, sou astronauta. Sou filho da estilista Carolina Vásquez e do Professor de Ciências Contábeis João Tábua. Sou casado com Beyita Samana, a governadora do Estado de Pernambuco, no Nordeste, da República Federativa do Brasil e sou irmão do artista plástico Von O’ Val, que é casado com a bibliotecária Valbuena Sales, que fala sete línguas ocidentais. Sales trabalhou com meu pai, João Tábua, no local onde hoje é a biblioteca que recebe o nome dele.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Tenho um filho chamado João Tadeu. Uma filha está para nascer. Nasceu.</em></p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 150px;"><em>Estou há 35 dias, 6 horas e 27 minutos terrestres no espaç</em>o.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>MAIS SOBRE OS ESCRITORES<br />
</strong></span></p>
<div id="attachment_59589" aria-labelledby="figcaption_attachment_59589" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/ezter-liu_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59589" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/ezter-liu_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Ezter Liu</p></div>
<p><strong>Ezter Liu</strong> nasceu no Recife, mas mora em Carpina desde criança. Graduada em Letras, escritora de prosa e poesia, desde o ano de 2005 tem seus textos publicados em várias coletâneas na região e no estado. Em 2015, pela Porta Aberta Editora Independente, lança seu primeiro livro solo: Vermelho alcalino (poemas). Ezter Liu e o ritmo de sua literatura se misturam à efervescência literária de Pernambuco, sobretudo na Zona da Mata, e assim, como os recitais e banquinhas independentes, insiste e resiste.</p>
<div id="attachment_59590" aria-labelledby="figcaption_attachment_59590" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/fred-caju_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59590" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/fred-caju_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Fred Caju</p></div>
<p><strong>Fred Caju</strong> é autor de Arremessos de um dado viciado, As tripas de Francis Conceição por ela mesma, Paisagens sépias, Intervalo aberto, Estilhaços, Transpassar: poemas de atravessamento, O revide das pequenas maldades e Permanência. Também é editor, artesão do livro e livreiro nômade da Castanha Mecânica.</p>
<div id="attachment_59588" aria-labelledby="figcaption_attachment_59588" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/enoo-miranda_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59588" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/enoo-miranda_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Enoo Miranda</p></div>
<p><strong>Enoo Miranda</strong> é escritor, coordenador do Cineclube Tela da Mata, professor licenciado em Letras pela Universidade de Pernambuco, campus Mata Norte, situado em Nazaré da Mata, município onde reside e trabalha. Entre suas publicações encontram-se textos em antologias, como Inquebrável: Estelita para cima (Mariposa Cartonera, 2014), a coletânea 1 (Publique-se!, Livrinho de Papel Finíssimo, 2015), e o livro solo Papel de pegar mosca (Porta Aberta, 2016). Atualmente se dedica à criação do selo Vão! Edições e Publicações Independentes.</p>
<div id="attachment_59587" aria-labelledby="figcaption_attachment_59587" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Valeria Vieira</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/amancio_valeria-vieira.png"><img class="size-medium wp-image-59587" alt="Valeria Vieira" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/amancio_valeria-vieira-607x425.png" width="607" height="425" /></a><p class="wp-caption-text">Amâncio Siqueira</p></div>
<p><strong>Amâncio Siqueira</strong> nasceu em Afogados da Ingazeira e mora em Garanhuns. Aficionado por livros, acalenta a ilusão de que existem aqueles que ainda não foram escritos e tenta escrevê-los. Entre tais tentativas, teve publicada a novela Quebra Cabeças, em 2014.</p>
<div id="attachment_59591" aria-labelledby="figcaption_attachment_59591" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/walter-costa_Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-59591" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/walter-costa_Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Walter Cavalcanti Costa</p></div>
<p><strong>Walter Cavalcanti Costa</strong> é doutorando em Teoria da Literatura (PPGL/UFPE). A maior parte de sua formação foi realizada na UPE/Mata Norte, com graduação em Licenciatura em Letras, especialização lato sensu em Literatura Brasileira e Mestrado Profissional em Educação (PPGE/UPE). Recifense, nascido em 1989, é professor do quadro da rede pública de ensino de Pernambuco. Na escrita, realizou publicações acadêmicas em diversas revistas científicas. Publicou Entressafra 89 (2011), livro de poemas e contos que também ganhou curta-metragem, e Marlinda: Em diálogo de amor às suas cidades (2017), livro infanto-juvenil incentivado pelo Funcultura, em parceria com Milca de Paula.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>SERVIÇO<br />
</strong></span><strong>Lançamento dos livros vencedores do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura </strong><strong><br />
</strong>Quinta-feira, 26 de abril | 19h<br />
Museu do Estado de Pernambuco (Av. Rui Barbosa, 960, Graças &#8211; Recife)</p>
<p>Valor de cada livro: R$ 20,00</p>
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		<title>A descoberta do Silêncio Interrompido no FPNC Mata Norte</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Apr 2013 19:04:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Seminário de Escritores e Leitores]]></category>

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		<description><![CDATA[Além do coletivo de jovens, outros escritores da Zona da Mata falaram sobre como se descobriram no ofício de escrever Por Maria Peixoto Está muito enganado quem acha que só vai encontrar cordelista ou escritores do gênero na Zona da Mata. Não querendo desmerecer a rica e belíssima tradicional expressão literária, mas foi uma ótima [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5090" aria-labelledby="figcaption_attachment_5090" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/escritores-e-leitores.jpg"><img class="size-medium wp-image-5090" alt="Enoo Miranda, do Silêncio Interrompido, e J.A Silva (Foto: Costa Neto)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/escritores-e-leitores-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Enoo Miranda, do Silêncio Interrompido, e J.A Silva (Foto: Costa Neto)</p></div>
<p><em>Além do coletivo de jovens, outros escritores da Zona da Mata falaram sobre como se descobriram no ofício de escrever</em></p>
<p>Por Maria Peixoto</p>
<p>Está muito enganado quem acha que só vai encontrar cordelista ou escritores do gênero na Zona da Mata. Não querendo desmerecer a rica e belíssima tradicional expressão literária, mas foi uma ótima surpresa conhecer na última quinta-feira (4/4), no Seminário de Escritores e Leitores na UPE, em Nazaré da Mata, o Movimento Cultural Silêncio Interrompido. O grupo formado por jovens faz intervenções em música, poesia e artes visuais em toda a região. Com foco na literatura, desenvolve produções de baixo custo: cartazes de poesia, colagens, livretos poéticos. Publicaram no ano passado o livro “Silêncio Interrompido: Goiana revisitada”, uma cartografia dos artistas da região. As produções estão disponíveis para download no blog deles (silencio-interrompido.blogspot.com.br). Tanto o blog como o livro incentivados pelo Funcultura.  De várias cidades da Zona da Mata, os jovens também desenvolvem produções locais em seus municípios, caso de Geisiara Lima, colaboradora do jornalzinho Poesia Itinerante, em Timbaúba.</p>
<p>Não menos entusiasmante foi escutar o cordelista Edvaldo Lima contar como escreveu pela primeira vez um cordel, inspirado pela visita que fez a um engenho. Ou como ele busca difundir a arte, ele próprio indo nas escolas, levando seus folhetos de cordel. Contou de um encontro que teve com uma criança certa vez, perguntou se ela queria ler um folheto e ela disse que não tinha um real pra pagar. Ele disse não ter problema, e lhe ofereceu um folheto. Ela leu, disse ter gostado, ele perguntou se ela queria ler outro, ela respondeu que sim. Só que quando ela terminou de ler, não quis devolver esse. Mas por quê? Perguntou ele. Ela disse que aquele falava sobre a história do lugar onde ela vivia, esse ela num largava, não. Qual não foi a felicidade do poeta ao ver que tinha sensibilizado uma criança ao prazer de ler.</p>
<p>“A importância de trazer escritores pro curso de letras da Universidade de Pernambuco”, disse Wellington Melo, coordenador de literatura da Fundarpe e Secult, “é mostrar que a figura do escritor não está tão distante assim da gente quanto a gente imagina”. Foi bem nesse espírito que cada um dos autores foi se apresentando. Caso de Mery Lemos, de Carpina, que disse: “Sabe aquelas pessoas que escrevem e escondem? Sou eu”. Assim, os estudantes puderam se aproximar da fragilidade que há entre escrever algo e achar aquilo digno de publicação; entre ser alguém que escreve e ser um escritor. Porém, se houve algo também presente em todos os depoimentos foi a paixão pela poesia, e assim disse Mery de sua convivência com o poeta recifense França: “Com França, eu me apaixonei pela palavra falada”.</p>
<p>A União Brasileira de Escritores (UBE) também participou do encontro, ressaltando a importância de “fazer movimentar a roda da cultura na Mata Norte”, de incentivar os escritores locais.</p>
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