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	<title>Portal Cultura PE &#187; Escola Estadual Profª Rita Maria</title>
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		<title>Outras Palavras para falar sobre poesia, Manguebeat e cantoria popular</title>
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		<pubDate>Wed, 23 May 2018 15:42:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60838" aria-labelledby="figcaption_attachment_60838" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400749435_235ead3700_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60838" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400749435_235ead3700_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Em Orobó o Outras Palavras completou a marca de 40 cidades alcançadas. De 2015 pra cá, o projeto atingiu mais de 510 escolas, interagiu com mais de 12 mil alunos e deixou nas bibliotecas das instituições de ensino por onde passou mais de 5.100 livros</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Marcus Iglesias</strong></em></p>
<p>Logo na entrada da Escola Estadual Profª Rita Maria, em Orobó, no Agreste pernambucano, o escritor Carlos Gomes e o cantador e repentista Adiel Luna deram de cara com uma surpresa das boas. Estudantes e professores da escola os esperavam na última terça-feira (22) com abraços, chocolates e sorrisos nos rostos, a forma que escolheram para agradecer a ida dos artistas pernambucanos até seu município dentro do projeto <strong>Outras Palavras</strong>. Sabiam que aquela tarde seria diferente porque a educação ganharia um toque especial, artístico, um momento de reflexão importante para jovens estudantes da rede pública estadual de ensino.</p>
<div id="attachment_60837" aria-labelledby="figcaption_attachment_60837" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40495999090_9c522a462a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60837" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/40495999090_9c522a462a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Alguns municípios nós já fomos mais de uma vez, mas a nossa meta é chegar a todas as microrregiões do estado. Ao todo, são doze, e faltam apenas três delas para completarmos Pernambuco inteiro”, comemorou Marcos Henrique Lopez, da equipe do Outras Palavras</p></div>
<p><em>“A gente também está muito feliz com essa recepção porque aqui em Orobó o <strong>Outras Palavras</strong> completa a marca de 40 cidades alcançadas. Alguns municípios nós já fomos mais de uma vez, mas a nossa meta é chegar a todas as microrregiões do estado. Ao todo, são doze, e faltam apenas três delas para completarmos Pernambuco inteiro”,</em> comemorou Marcos Henrique Lopez, da equipe do projeto, que de 2015 pra cá atingiu mais de 510 escolas, interagiu com mais de 12 mil alunos e deixou nas bibliotecas das instituições de ensino por onde passou mais de 5.100 livros.</p>
<p>As surpresas para os dois artistas não haviam acabado na entrada da escola. No início da atividade, a estudante Taynara, do 3º ano, cantou uma toada com versos que homenageavam Chico Science e o Manguebeat, abrindo os caminhos para o que viria em seguida, quando o grupo de dança Profª Rita Maria, formado por oito alunas da escola, apresentou uma coreografia baseada na música <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7dWLyC7lafo" target="_blank"><strong>Forró Bom</strong></a>, de Adiel Luna, sob a orientação da professora Emília.</p>
<div id="attachment_60836" aria-labelledby="figcaption_attachment_60836" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28429219728_fdb534fa94_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60836 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/28429219728_fdb534fa94_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A atividade começou com a estudante Taynara, do 3º ano, cantando uma toada com versos que homenageavam Chico Science e o Manguebeat</p></div>
<p>Estudante de escola pública na infância, Carlos Gomes foi o primeiro a conversar com os alunos. Atualmente ele trabalha como professor de Português e Literatura numa escola técnica do Recife. É também editor e fundador do blog de crítica de arte <strong><a href="https://outroscriticos.com/" target="_blank">Outros Críticos</a></strong>, que posteriormente se transformou numa revista impressa e completa em 2018 seus dez anos de estrada; e é autor de dois livros: O de poesias <strong>êxodo,</strong>, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, e o <strong>Canções Iluminadas de Sol</strong>, lançado este ano, que faz uma análise sobre os pontos em comum entre dois movimentos musicais brasileiros, a Tropicália, na Bahia, e o Manguebeat, em Pernambuco.</p>
<p>Dentro do auditório onde aconteceu a atividade havia um painel com uma dezena de perguntas escritas por estudantes do 3º ano sobre a pesquisa que Carlos Gomes desenvolveu no seu mais recente livro. <em>“Como você avalia o Movimento Manguebeat hoje, 20 anos depois, e qual a sua importância para a música brasileira?”</em>, ou “<em>Uma das maiores características do Manguebeat é a crítica social. E o cenário político atual? Dá pra fazer política com música?”</em> eram algumas delas.</p>
<div id="attachment_60845" aria-labelledby="figcaption_attachment_60845" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580664814_f24a8054e6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60845 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580664814_f24a8054e6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Dentre outras atividades que acumula, Carlos Gomes é editor e fundador do blog de crítica de arte Outros Críticos, que posteriormente se transformou numa revista impressa e completa em 2018 seus dez anos de estrada</p></div>
<p>Ao dar início à sua fala, Carlos Gomes convidou uma aluna para recitar um dos poemas do livro <strong>êxodo,</strong>, ao seu lado, mostrando na prática a experiência que faz nos seus textos. <em>“Quando eu comecei a fazer o poema, e eu falava de êxodo, de estrada, e comecei a pensar nas suas margens. Cada margem é uma estrofe, e as duas unidas se transformam na estrada em si”,</em> explicou o autor, reforçando que lendo o livro a ideia fica mais clara de se entender.</p>
<p>Ao tratar de <strong>Canções Iluminadas de Sol</strong>, lançado este ano, ele fez uma análise sobre os pontos em comum entre dois movimentos musicais brasileiros, a Tropicália, na Bahia, e o Manguebeat, em Pernambuco. Para isso, apresentou duas músicas: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=P-DdzOJOaH4" target="_blank"><strong>Coco Dub</strong></a>, de Chico Science e Nação Zumbi; e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=pObbaUIqlQU" target="_blank"><strong>Bat Macumba</strong></a>, de Caetano Veloso e Gilberto Gil. <em>“Minha ideia no livro é encontrar a intercessão entre os dois movimentos. Na primeira música, você tem o experimento da ressonância da guitarra, numa sensação de circularidade, com o som do coco, que também traz essa impressão. Já no segundo caso, a brincadeira de misturar as palavras Batman, um ícone da cultura pop dos gibis que explodia na época, e Macumba, que representa uma cultura, uma sonoridade, já é um tipo de reflexão e crítica sobre a sociedade que está se construindo”,</em> reflete o autor.</p>
<div id="attachment_60840" aria-labelledby="figcaption_attachment_60840" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580658794_1fd9462fa8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60840 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41580658794_1fd9462fa8_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Carlos também é autor de dois livros: O de poesias &#8216;êxodo,&#8217;, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, e o &#8216;Canções Iluminadas de Sol&#8217;, lançado este ano</p></div>
<p><em>“Para os tropicalistas, a crítica estava na forma e no conteúdo, e no Manguebeat havia a crítica em relação ao ambiente das cidades, espaços urbanos, e na sonoridade também, quando ele coloca a música de raiz, da cultura popular, num espaço de vanguarda”,</em> pontua Carlos Gomes, respondendo ainda a diversas outras questões sobre o Manguebeat que os alunos faziam.</p>
<p>Em seguida foi a vez dele que é um dos participantes de longas datas do <strong>Outras Palavras</strong>, o cantador e repentista Adiel Luna, tomar a palavra. Ele já passou por vários cantos do Brasil levando sua cantoria de viola, mas revela que é no ambiente escolar que se encontra como artista-cidadão. <em>“Respondendo a uma das perguntas do quadro, eu não acredito em intervenção política acerca da educação se a cultura não andar junto. Hoje minha cultura é meu ganha-pão, é como sustento minha família. O que eu faço meu pai, meu avô e minha bisavó já faziam. A diferença é que hoje a gente tem uma atenção maior por conta de políticas públicas como essa que estamos vivenciando agora”,</em> opinou.</p>
<div id="attachment_60839" aria-labelledby="figcaption_attachment_60839" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400752255_1e67799af5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60839 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41400752255_1e67799af5_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Eu não acredito em intervenção política acerca da educação se a cultura não andar junto&#8221;, disse o cantador Adiel Luna aos estudantes</p></div>
<p>Falando para um público do Agreste pernambucano, ele contou como foi a sua chegada em São Lourenço da Mata, na sua adolescência. <em>“Quando eu tinha a idade de vocês fui morar na Região Metropolitana do Recife, e na época eu me vestia, segundo eles, de uma forma antiquada. Vocês podem imaginar o tipo de brincadeira de mau gosto que eu ouvia, e isso me fez desacreditar várias vezes da minha origem. Hoje em dia todo alternativo do Recife tem uma alpercata e uma bota, mas na época eu sofri bastante preconceito por ser como eu era”,</em> disse Adiel Luna, para em seguida puxar toadas do cancioneiro popular como <strong>Ajoelha</strong> e <strong>Mulher ingrata e fingida</strong>, cantados em coro pelos estudantes no auditório. Depois convidou a estudante Taynara a soltar a voz novamente, desta vez ao seu lado, com a canção <strong>Boi Cigano</strong>.</p>
<div id="attachment_60842" aria-labelledby="figcaption_attachment_60842" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42301744721_d6de4efc9e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-60842 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42301744721_d6de4efc9e_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Num dos momentos da sua apresentação, Adiel Luna convidou a estudante Taynara para cantar mais uma vez</p></div>
<p><em>“Pernambuco é um dos lugares que mais recebe turistas no mundo todo, e o mundo vem pra cá é pra conhecer nossa ciranda, nossos cantadores e o coco de roda, entre outras coisas. A gente precisa enaltecer nossa cultura porque assim vamos enaltecer a nós mesmos. Essas toadas são coisas da gente, é uma herança que vem bem de antes. Não vamos perder a nossa essência, porque sempre que a gente a segue coisas boas acontecem“,</em> concluiu o cantador, que tem três discos lançados:<strong> Coco Camará</strong> (2010), <strong>Onde As Violas Se Encontram</strong> (2013) e <strong>Baionada</strong> (2015).</p>
<p>Esta edição do <strong>Outras Palavras</strong> em Orobó contou também com a presença de uma representante da Associação de Artesãs de Orobó, com peças de frivolité, uma das tradições da cidade, além de estudantes de outras quatro escolas da região: Escola Municipal Leonardo Pimentel; Escola Municipal Paulo Freire; Escola Estadual Antônio Prado; e Escola Estadual Abílio Barbosa.</p>
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