<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; Escola Professora Elvira Viana</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/escola-professora-elvira-viana/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 May 2026 14:17:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>O doce desafio de levar Outras Palavras, cultura e arte, ao ambiente escolar</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/o-doce-desafio-de-levar-outras-palavras-cultura-e-arte-ao-ambiente-escolar/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/o-doce-desafio-de-levar-outras-palavras-cultura-e-arte-ao-ambiente-escolar/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2018 14:56:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[2018]]></category>
		<category><![CDATA[Adelma Elias]]></category>
		<category><![CDATA[AMÂNCIO SIQUEIRA]]></category>
		<category><![CDATA[Disco Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Escola Professora Elvira Viana]]></category>
		<category><![CDATA[fig]]></category>
		<category><![CDATA[garanhuns]]></category>
		<category><![CDATA[Kiara Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Iglesias]]></category>
		<category><![CDATA[Nem tudo cabe na paisagem]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>
		<category><![CDATA[Secult-PE]]></category>
		<category><![CDATA[V Prêmio Pernambuco de Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=61419</guid>
		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias Pra quem gosta de falar sobre cultura e arte, por mais tímida que essa pessoa seja (como é o meu caso), parece até simples a missão de mediar um debate entre estudantes de uma escola pública de Garanhuns, e dois artistas que têm uma forte conexão com a Terra da Garoa pernambucana: [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_61430" aria-labelledby="figcaption_attachment_61430" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42722504642_f225493b5f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61430" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42722504642_f225493b5f_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Vencedor no V Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro de contos &#8216;Nem tudo cabe na paisagem&#8217;, o escritor Amâncio Siqueira foi um dos convidados dessa edição</p></div>
<p align="right"><b>Por Marcus Iglesias</b></p>
<p>Pra quem gosta de falar sobre cultura e arte, por mais tímida que essa pessoa seja (como é o meu caso), parece até simples a missão de mediar um debate entre estudantes de uma escola pública de Garanhuns, e dois artistas que têm uma forte conexão com a Terra da Garoa pernambucana: A cantora Kiara Ribeiro, que segue em divulgação do seu CD <b>Disco Velho</b>; e um dos premiados no V Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro de contos <b>Nem tudo cabe na paisagem,</b> o escritor Amâncio Siqueira – que apesar de ter nascido em Afogados da Ingazeira, mora na cidade do nosso maior Festival de Inverno (FIG) e a tem como um dos seus lares.</p>
<p>Mas quando você se vê diante dos olhos curiosos – e também tímidos – daquela garotada, uma doce responsabilidade cai sobre o colo de quem está ali na frente, como um aviso que serve pra lembrar que com educação não se brinca – por mais divertida que a proposta seja.</p>
<p>Cerca de cinquenta alunas e alunos da Escola de Referência em Ensino Médio Professora Elvira Viana participaram desse debate, mais uma edição do <strong>Outras Palavras</strong>, neste caso realizada na última terça-feira (12) em Garanhuns, véspera de Santo Antônio, o padroeiro da cidade. O projeto da Secult-PE e Fundarpe já percorreu mais de 500 escolas, levando escritores e escritoras, mestres e mestras da cultura popular, e dezenas de artistas que fazem parte da atual cena cultural pernambucana. Sem falar na revolução social que isso representa, é uma iniciativa que forma público, que o informa, e que faz circular a atual produção artística do estado pelas escolas.</p>
<div id="attachment_61426" aria-labelledby="figcaption_attachment_61426" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054708904_ae47f1ccb5_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61426" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054708904_ae47f1ccb5_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">“Vou começar aqui a conversa com os artistas, mas eu preciso que vocês entrem no papo também e se libertem da timidez pra fazer suas perguntas, até porque preciso da ajuda de todo mundo pra fazer minha matéria sobre esse encontro”, brinquei na ocasião</p></div>
<p>Como jornalista que acompanha o Outras Palavras, já escrevi dezenas de matérias sobre o assunto, mas nunca estive no papel de mediador do debate. Antes apenas observava o cenário para depois narrar por escrito a história que vi. Ali, na mediação, no entanto, tive uma perspectiva bem diferente e deixo aqui o reconhecimento a quem cumpre esse papel. É desafiador sentir a curiosidade de um público jovem e criar meios para que eles interajam com a ação – que só fará real sentido com esta dinâmica. <i>“Vou começar aqui a conversa com os artistas, mas eu preciso que vocês entrem no papo também e se libertem da timidez pra fazer suas perguntas, até porque preciso da ajuda de todo mundo pra fazer minha matéria sobre esse encontro”,</i> brinquei, tentando quebrar o gelo. Acho que consegui.</p>
<p>A diretora da Gerência Regional de Educação, Adelma Elias, fez uma fala legal neste sentido, do papel da educação e da proposta de aula que estava ali sendo apresentada. <i>“O que a gente vai vivenciar aqui hoje é fruto de uma articulação entre duas secretarias do estado, a de Cultura e a de Educação. Precisamos refletir que a educação é uma tarefa que precisa ser feita com várias mãos. A escola tem esse papel formalmente, mas ela não é possível sem parcerias como essa, que partem pelo viés das artes. Outras Palavras, seja na literatura ou na música, mas que elas venham para dentro do ambiente escolar”.</i></p>
<div id="attachment_61428" aria-labelledby="figcaption_attachment_61428" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054711154_91901bf635_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61428" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054711154_91901bf635_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Precisamos refletir que a educação é uma tarefa que precisa ser feita com várias mãos. A escola tem esse papel formalmente, mas ela não é possível sem parcerias como essa, que partem pelo viés das artes&#8221;, refletiu a diretora Adelma Elias</p></div>
<p>Quando fomos, eu e o Amâncio, convidados a compor a mesa, eu já sabia que teria ali uma conversa muito gostosa sobre literatura. Li <b>Nem tudo cabe na paisagem</b> e fiquei bastante encantado com aqueles contos e aquelas palavras construídas pelo autor. Alguns em especial, como <b>Bastardo</b> (que narra a vingança de um índio que teve seu pai assassinado por um homem branco) e <b>Atirei no que vi, acertei no que não vi</b> (mais tarde confessado pelo próprio autor, sob os olhares de sua mãe que assistia emocionada a participação do filho, como uma espécie de confissão que desejaria ter feito ao pai, falecido em 2014). Além disso, por coincidência, descobri nas pesquisas que fiz que nascemos eu e ele no mesmo dia, 13 de janeiro. Eu estava à vontade, mas queria levar mesmo essa sensação era para o público de jovens.</p>
<p>Amâncio também queria isso. Era sua primeira vez no Outras Palavras (assim como a minha primeira como mediador), e com seu tom professoral e didático falou de como foi simples o surgimento da paixão pela literatura na sua vida. Espontaneamente, ele diria. <i>“Eu gostava muito de ler gibis e tive dentro de casa uma mãe que me estimulava bastante a ler livros, sempre tinha uma sugestão de algo pra mim. E lembro que tinha um amigo que era assinante da Revista Superinteressante. Na época, eu não tinha nenhum projeto literário, mas já gostava de pesquisar sobre as coisas que eu gostava. A palavra sempre foi fascinante pra mim”.</i></p>
<div id="attachment_61427" aria-labelledby="figcaption_attachment_61427" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054709194_4c786737a8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61427" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054709194_4c786737a8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes e autor puderam conversar sobre vários assuntos, como o mercado editorial brasileiro, o processo criativo de uma escritor e os projetos futuros de Amâncio</p></div>
<p><b>Nem tudo cabe na paisagem</b> é o segundo livro lançado por Amâncio (que estreou na literatura com o romance <b>Quebra-Cabeça</b> &#8211; 2015), e que foi lançado graças ao V Prêmio Pernambuco de Literatura. Sobre ele, Amâncio reforçou que <i>“esse Prêmio é importante por várias razões. Uma delas é porque ele passa pela avaliação de duas comissões, primeiro por região e depois dentro das categorias. Há também o pagamento de um valor em dinheiro, o que ajuda o escritor a se sentir profissional. E há uma organização que não é comum dentro do mercado editorial brasileiro, com o envolvimento de várias outras pessoas que fortalecem o trabalho final”.</i></p>
<p><i>“O título do livro, por exemplo, surgiu a partir de uma ideia do meu colega Carlos Caldas, que percebeu que há nos contos, com muita força, a presença de paisagens. Cada viagem, na verdade, traz uma revelação pros personagens em questão”,</i> detalhou o autor para os estudantes. Num dos contos que citei, o <b>Atirei no que vi, acertei no que não vi</b>, há um trecho que diz: <i>“Tem um livro de Saramago que ele começa dizendo que a única coisa que não tem fim é a paisagem. Quem viaja sabe que é verdade. A viagem acaba, a vida acaba, e a paisagem ali, desafiando.”.</i><i> </i></p>
<div id="attachment_61429" aria-labelledby="figcaption_attachment_61429" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42722502682_eab27cc1e6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61429" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42722502682_eab27cc1e6_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8216;Nem tudo cabe na paisagem&#8217; é o segundo livro lançado por Amâncio (que estrou na literatura com o romance Quebra-Cabeça &#8211; 2015)</p></div>
<p>Nesse ponto da conversa, o papo entre ele e os estudantes já havia se estendido sobre vários assuntos, como o mercado editorial brasileiro, o seu processo criativo e projetos futuros. Mas questionado por um aluno sobre que conselho ele poderia dar a alguém daquele auditório que tivesse um sonho com a arte, Amâncio respondeu com firmeza: <i>“O conselho é que a vida é curta e os sonhos não acontecem sozinhos. Não vai descer um anjo dos céus pra realizá-los. O ser humano ele é feito de vontade, de desejo, de projetos, então toda vez que você realiza um, aquele deixa de ter aquela importância e você projeta um novo. Eu busco agora conquistar algum prêmio nacional, quero ser o melhor dos melhores. Não me contento em ser considerado um bom escritor. Quero ser o melhor que puder”</i>, explicou.</p>
<div id="attachment_61425" aria-labelledby="figcaption_attachment_61425" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054708174_ec94de52a8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61425" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054708174_ec94de52a8_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><br />“A inexistência é a regra básica do universo. Eu inexisti durante 15 bilhões de anos, existirei por no máximo cem e inexistirei por mais muito tempo. Então não percam tempo e corram atrás do que vocês gostam de fazer&#8221;, sugeriu o escritor</p></div>
<p><i>“A inexistência é a regra básica do universo. Eu inexisti durante 15 bilhões de anos, existirei por no máximo cem e inexistirei por mais muito tempo. Então não percam tempo e corram atrás do que vocês gostam de fazer. Escrever é como respirar. Eu posso prender a respiração durante algum tempo, mas terei que voltar a fazê-lo para me sentir vivo. A escrita é uma necessidade, e se eu não exercitasse isso eu não me sentiria um ser humano completo”,</i> refletiu na sequência.</p>
<p>Em seguida foi a vez da cantoria Kiara Ribeiro conversar com os adolescentes, recebida com muitos aplausos. Talvez Kiara não lembrasse – e eu nem comentei – mas cheguei a entrevistá-la algumas vezes durante o Festival de Inverno de Garanhuns, então de certa forma também já me sentia à vontade com a artista. <i>“Eu acho que esse encontro vai frutificar e vai eternizar, e é isso que importa. Passar e fazer valer. Estar aqui hoje é mais do que uma realização profissional, é pessoal mesmo”,</i> disse ela.</p>
<div id="attachment_61424" aria-labelledby="figcaption_attachment_61424" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054706404_2d3c4530a6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61424" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/42054706404_2d3c4530a6_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;“Desde criança eu vislumbrei o palco como um espaço de realização plena e transformação. Eu não sabia se eu queria dançar, cantar, o que eu queria era o palco. Queria ser artista&#8221;, disse Kiara Ribeiro</p></div>
<p><i>“Desde criança eu vislumbrei o palco como um espaço de realização plena e transformação. Eu não sabia se eu queria dançar, cantar, o que eu queria era o palco. Queria ser artista. Mas também estudei, tenho formação acadêmica, e deixo esse conselho a vocês. Que independente do que você deseje, o estudo é sua maior segurança e o maior investimento que você pode fazer”,</i> aconselhou a cantora, que atualmente tem divulgado o seu novo trabalho autoral chamado <b>Disco Velho</b>, uma homenagem ao samba brasileiro.</p>
<p><i>“Há sete anos eu coloquei o samba dentro do meu repertório por intuição. Eu nunca tinha cantado esse gênero. E aconteceu que o samba engoliu o show de uma maneira que se tornou uma constante. Ali é minha casa e onde me realizo. E não achem que o samba só existe no Rio de Janeiro. Ele tem forte força lá, mas o samba é de raiz negra, e existe em vários estados, como aqui em Pernambuco. Mas sem dúvidas minha maior referência é a cantora Clara Nunes.”</i></p>
<div id="attachment_61423" aria-labelledby="figcaption_attachment_61423" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27903052887_ef4b678684_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61423" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27903052887_ef4b678684_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Foram também várias perguntas direcionadas a Kiara, sobre como é estar em turnê, o apoio dos fãs e parcerias que deseja fazer na vida artística</p></div>
<p>Na hora que Kiara falou isso, alguma estudante perguntou em voz alta pra si mesma <i>“Quem é Clara Nunes?”.</i> Ao ouvir a pergunta, um professor provocou a cantora a explicar ao público quem é a tão famosa cantora – aparentemente não tão famosa nas novas gerações. Mas ao cantar a música <b>Iansã,</b> houve uma identificação por parte de boa parte daqueles jovens, como se a música estivesse numa espécie de memória celular. “<i>Ah, então quer dizer que essa música é de Clara Nunes? Que legal”</i>, conversou consigo a mesma estudante, com aquele olhar de quem percebeu alguma coisa no ar.</p>
<div id="attachment_61422" aria-labelledby="figcaption_attachment_61422" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27903048997_930a39964c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-61422" alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/06/27903048997_930a39964c_k-607x434.jpg" width="607" height="434" /></a><p class="wp-caption-text">Kiara se surpreendeu quando uma das alunas pediu para cantar com microfone uma música de Dominguinhos ao seu lado</p></div>
<p>Foram também várias perguntas direcionadas a Kiara, sobre como é estar em turnê, o apoio dos fãs e parcerias que deseja fazer na vida artística (“<i>Cantar com Roberta Sá, sem dúvidas, seria um grande sonho”, </i>disse ela na ocasião). Para finalizar sua apresentação, a cantora fez uma homenagem ao seu grande incentivador musical, o mestre Dominguinhos, e pediu a ajuda do público pra fechar com chave de ouro. <i>“Vamos todo mundo ficar de pé e cantar comigo?”,</i> convocou a cantora, para depois se surpreender quando uma das alunas, corajosa e determinada, pediu para cantar com microfone ao lado dela<i>. “Eu só quero um amor, que acabe o meu sofrer, um xodó pra mim, do meu jeito assim, que alegre o meu viver” </i>foi um refrão que ecoou naquele auditório, com vários sorrisos nos rostos, e provou que quando a arte se aproxima da educação, coisas incríveis podem acontecer. Eu, pessoalmente, só tenho a agradecer pelo convite e pela experiência de ter mediado um encontro tão sincero e bonito.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/o-doce-desafio-de-levar-outras-palavras-cultura-e-arte-ao-ambiente-escolar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

