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	<title>Portal Cultura PE &#187; espetáculo de dança</title>
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		<title>Grupo de dança de Pernambuco apresenta-se no 1º Festival Funarte Acessibilidança</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Aug 2021 19:22:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
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		<category><![CDATA[1º Festival Funarte Acessibilidança]]></category>
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		<description><![CDATA[  O espetáculo de dança acessível Ensaio sobre o silêncio, da coreógrafa Taciana Gomes, marca a estreia de Pernambuco no 1º Festival Funarte Acessibilidança. A apresentação acontece ao vivo nesta quarta-feira (4), a partir das 20h, no canal da Funarte no YouTube (bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca). Sete montagens do Nordeste marcam presença nesta terceira temporada do festival que, até [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"> <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Ensaio-sobre-o-Silencio2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-86712" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Ensaio-sobre-o-Silencio2-607x394.jpg" width="607" height="394" /></a></p>
<p>O espetáculo de dança acessível <i>Ensaio sobre o silêncio</i>, da coreógrafa Taciana Gomes, marca a estreia de Pernambuco no 1º Festival Funarte Acessibilidança. A apresentação acontece ao vivo nesta quarta-feira (4), a partir das 20h, no canal da Funarte no YouTube (<strong><a href="http://bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca&amp;source=gmail&amp;ust=1628007114499000&amp;usg=AFQjCNFa4mjuhlZEsFR61msIqRvf2fXYlw">bit.ly/<wbr />FunarteYouTubeFestivalAcessibi<wbr />liDanca</a></strong>). Sete montagens do Nordeste marcam presença nesta terceira temporada do festival que, até o encerramento em outubro, contará com todas as regiões do país serão representadas por companhias premiadas pelo estímulo à arte e à inclusão. As apresentações em vídeos, com audiodescrição e Libras, ficam disponíveis gratuitamente no YouTube.</p>
<p><strong>ENSAIO SOBRE O SILÊNCIO -</strong> Criada por Taciana Gomes, a montagem de dança acessível tem como objetivo “construir poéticas provocativas sobre a percepção de mergulho pessoal”, em busca de uma aproximação e relação entre espaço e corpo. “Movimento, poesia e audiovisual são influenciados pela construção sonora marcada pelo psy-trance e sonoridades binaurais, pelo coco, o maracatu em uma estética atual, com marcadores da pós-contemporaneidade”, comenta a criadora do espetáculo.</p>
<p>O bailarino e consultor Victor Marley explica a importância de ter participado do projeto e de ter colocado a identidade surda em ação, ao mesclar a arte da dança com o recurso de Libras. <em>“Como único surdo cursando faculdade de dança aqui em Pernambuco, na UFPE, me senti honrado em fazer parte do Acessibilidança. Por meio do visual, poder passar emoção. Provando que o surdo pode tudo, assim como os ouvintes. Tentei colocar minha marca na dança. Como a dança é algo visual, os movimentos e ritmos chamam a atenção de quem está vendo. O foco da dança é levar a sensação de tranquilidade e sentimentos que cada bailarino proporciona pelas suas habilidades, fazendo com que o público tenha visões e emoções únicas, a cada solo ou apresentação em grupo”</em>, destaca Marley.</p>
<p><strong>EVENTO -</strong> O Festival Funarte Acessibilidança foi criado a partir das ações do Prêmio Festival Funarte Acessibilidança Virtual 2020. No concurso, foram premiados 25 projetos de vídeos de espetáculos, que promovem o acesso de todas as pessoas à arte.</p>
<p>Com a iniciativa, a Funarte busca realizar novas ações a partir do uso das mais recentes tecnologias, estendendo, desse modo, um novo modelo para todo o Brasil. Assim, a Fundação reforça seu compromisso de promover e incentivar a produção, a prática, o desenvolvimento e a difusão das artes no país; e de atuar para que a população possa cada vez mais usufruir das manifestações artísticas. Criada em 1975, a Funarte segue, portanto, empenhada em acompanhar as transformações no cenário artístico e social.</p>
<p>O coordenador de Dança da entidade, Fabiano Carneiro, destaca a importância de se levar essa linguagem artística à população, durante o período de distanciamento social. <em>“Estamos estreando o Festival Funarte Acessibilidança, um projeto inédito com foco na acessibilidade e na inclusão. Ao longo dos próximos meses, serão apresentados espetáculos de dança das cinco regiões do Brasil, plenamente acessíveis ao público, contemplando uma enorme diversidade na sua programação”</em>, explica o coordenador.</p>
<p>O festival foi lançado no dia 16 de junho, com o espetáculo Lua de Mel, da Cia. Lamira Artes Cênicas (Tocantins). Na semana seguinte, foi exibido Maculelê: Reconstruindo o Quilombo, do Grupo de Dança Reconstruindo o Quilombo (Rondônia). Solatium encerrou a programação de companhias da Região Norte. A segunda fase apresentou montagens premiadas da Região Sul e Flamenco Imaginário, da Cia. Del Puerto (Rio Grande do Sul), deu início a programação. Em seguida, Convite ao Olhar, da Cia. de Dança Lápis de Seda (Santa Catarina) foi exibido. O espetáculo Do Avesso, do Grupo Nó Movimento em Rede (Paraná), fechou a temporada da região. A fase atual apresenta as montagens da Região Nordeste.</p>
<p>Os projetos contemplados nas demais regiões do país serão exibidos em seguida, até outubro, por meio do canal da Funarte no YouTube (<strong><a href="http://bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://bit.ly/FunarteYouTubeFestivalAcessibiliDanca&amp;source=gmail&amp;ust=1628007114499000&amp;usg=AFQjCNFa4mjuhlZEsFR61msIqRvf2fXYlw">bit.ly/<wbr />FunarteYouTubeFestivalAcessibi<wbr />liDanca</a></strong>). No decorrer das apresentações, o coordenador de Dança da Fundação, Fabiano Carneiro, participará de uma “live” com diretores e artistas de dança, além de convidados.</p>
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		<title>Débora Colker faz estreia internacional do seu novo espetáculo no Recife</title>
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		<pubDate>Wed, 31 May 2017 15:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[espetáculo de dança]]></category>

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		<description><![CDATA[Deborah Colker faz no Recife, neste final de semana, a estreia internacional do espetáculo Cão sem Plumas. Baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), este é seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/CÃO-SEM-PLUMAS.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-49490" alt="Cia. Débora Colker" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/CÃO-SEM-PLUMAS-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Deborah Colker faz no Recife, neste final de semana, a estreia internacional do espetáculo Cão sem Plumas. Baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto (1920-1999), este é seu primeiro espetáculo de temática explicitamente brasileira. Publicado em 1950, o poema acompanha o percurso do rio Capibaribe, que corta boa parte do estado de Pernambuco. Mostra a pobreza da população ribeirinha, o descaso das elites, a vida no mangue, de “força invencível e anônima”.  A imagem do “cão sem plumas” serve para o rio e para as pessoas que vivem no seu entorno.</p>
<p>“O espetáculo é sobre coisas inconcebíveis, que não deveriam ser permitidas. É contra a ignorância humana. Destruir a natureza, as crianças, o que é cheio de vida”, diz Deborah. A dança se mistura com o cinema. Cenas de um filme realizado por Deborah e pelo pernambucano Cláudio Assis – diretor de longas-metragens como <i>Amarelo Manga</i>, <i>Febre do Rato</i> e <i>Big Jato</i> – são projetadas no fundo do palco e dialogam com os corpos dos treze bailarinos em cena. As imagens foram registradas em novembro de 2016, quando coreógrafa, o cineasta e toda a companhia viajaram durante 24 dias, indo do Recife, passando pelo Agreste e chegando até o Sertão pernambucano.</p>
<p>A jornada também foi documentada pelo fotógrafo Cafi, nascido em Pernambuco. Na trilha sonora original estão mais dois pernambucanos: Jorge Dü Peixe, da banda Nação Zumbi e um dos expoentes do movimento mangue beat, e Lirinha (ex-cantor do Cordel do Fogo Encantado, poeta e ator). Juntam-se ao carioca Berna Ceppas, que acompanha Deborah desde seu trabalho de estreia, <i>Vulcão</i> (1994). Outros antigos parceiros estão em cenografia e direção de arte (Gringo Cardia) e na iluminação (Jorginho de Carvalho). Os figurinos são de Claudia Kopke. A direção executiva é de João Elias, fundador da companhia.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/CÃO-SEM-PLUMAS-2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-49491" alt="Cia. Débora Colker" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/CÃO-SEM-PLUMAS-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>Os bailarinos estão “vestidos” de lama, numa alusão às paisagens que o poema descreve, e seus passos evocam os caranguejos. O bicho que vive no mangue está nas ideias do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de <i>Geografia da fome</i> e <i>Homens e caranguejos</i>, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), principal nome do manguebeat, movimento cuja estética híbrida, que se nutria de referências locais e universais, tradição e tecnologia, extrapolou a música e chegou ao cinema, à moda, e também à dança.</p>
<p>Para construir um bicho-homem, conceito que é base de toda a coreografia, a artista não se baseou apenas em manifestações que são fortes em Pernambuco, como maracatu e coco. Também se valeu de samba, jongo, kuduro e outras danças populares. “Minha história é uma história de misturas”, afirma ela. Seu grupo se firmou como fenômeno pop em <i>Velox </i>(1995), <i>Rota </i>(1997) e <i>Casa </i>(1999). Os espetáculos <i>Nó </i>(2005), <i>Cruel </i>(2008), <i>Tatyana </i>(2011) e <i>Belle </i>(2014) trataram de temas existenciais, como os afetos. Em <i>Cão sem plumas</i>, Deborah reúne aspectos de toda a sua carreira. “Cabem a elegância do clássico, a lama das raízes e o olhar contemporâneo. O nome disso é João Cabral”, diz ela.</p>
<p><strong>SERVIÇO:</strong></p>
<p>Cão Sem Plumas &#8211; Cia. de Dança Débora Colker</p>
<p>Sábado, 03, às 21h</p>
<p>Domingo, 04, às 20h</p>
<p>Local: Teatro Guararapes (Centro de Convenções, Recife)</p>
<p><b>Ingressos:</b></p>
<p>Plateia Setor 1: R$ 120,00 inteira / R$ 60,00 meia-entrada</p>
<p>Plateia Setor 2: R$ 100,00 inteira / R$ 50,00 meia-entrada</p>
<p>Plateia Setor 3: R$ 80,00 inteira / R$ 40,00 meia-entrada</p>
<p>Balcão: R$ 50,00 inteira / R$ 25,00 meia-entrada</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cultura hip hop nas ruas e no palco do FIG</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jul 2012 14:17:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[22º Festival de Inverno de Garanhuns]]></category>
		<category><![CDATA[espetáculo de dança]]></category>
		<category><![CDATA[FIG 2012]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos que hipam]]></category>
		<category><![CDATA[movimentos que hopam = y]]></category>
		<category><![CDATA[Oficina com Paulo Azevedo]]></category>
		<category><![CDATA[oficina de hip hop]]></category>
		<category><![CDATA[Respeitável Público e Ballet: A Arte do Movimento]]></category>
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		<description><![CDATA[A programação de dança da terça-feira (17/7), contou com oficinas, rodas e espetáculo sobre o hip hop Por Diego Gouveia A Escola Monsenhor Tarcísio Falcão, no bairro de Magano, recebeu na manhã da terça-feira (17/7), dentro da programação do 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), jovens da Associação Metropolitana do Hip Hop do Recife [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A programação de dança da terça-feira (17/7), contou com oficinas, rodas e espetáculo sobre o hip hop</p>
<div id="attachment_6419" aria-labelledby="figcaption_attachment_6419" class="wp-caption img-width-596 aligncenter" style="width: 596px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/FIG-68.jpg"><img class="size-full wp-image-6419" alt="Bairro do Magano recebe oficina de hip hop (Foto: Beto Figueiroa/Secult-PE)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/FIG-68.jpg" width="596" height="366" /></a><p class="wp-caption-text">Bairro do Magano recebe oficina de hip hop (Foto: Beto Figueiroa/Secult-PE)</p></div>
<p dir="ltr">Por Diego Gouveia</p>
<p>A Escola Monsenhor Tarcísio Falcão, no bairro de Magano, recebeu na manhã da terça-feira (17/7), dentro da programação do 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), jovens da Associação Metropolitana do Hip Hop do Recife para uma roda de diálogo com estudantes e moradores da comunidade. O encontro abriu as atividades do dia voltadas para a cultura hip hop. Houve também oficina, roda de break e espetáculo de dança.</p>
<p>As discussões na escola giraram em torno da importância do hip hop na promoção da autoestima dos jovens, a sociabilidade que essa cultura gerou desde sua formação, por volta dos anos 70, e como a juventude pode se reconhecer politicamente. A estudante Tegla Hortência, de 17 anos, veio do Ibura, Recife, para participar da programação. “Aprendi muito com as discussões. Enfrentamos muita resistência e esses debates fortalecem nossas ideias”, descreveu.</p>
<p>O arte-educador e antropólogo Paulo Azevedo coordenou a oficina “Movimentos que hipam x movimentos que hopam = y” também no bairro do Magano. Nela, os jovens aprenderam técnicas de construção corporal a partir dos movimentos do hip hop. A relação sobre o uso do corpo e do espaço contribuiu ainda mais para a formação de Tegla. “Conheci outra visão da dança. O conceito de flexibilidade e sua aplicação ao nosso estilo de dança nos fez pensar bastante sobre os passos que realizamos. Amanhã, teremos mais um dia de curso”, disse.</p>
<p>À tarde, uma roda de break foi montada no Parque Euclides Dourado. Lá, jovens da associação recifense e moradores de Garanhuns puderam mostrar um pouco do talento de cada um, além de trocar conhecimentos. Nas apresentações, Tegla apostou na mistura do toprock, footwork, drop e freezer, numa performance conhecida como style.</p>
<p>Complementando a programação, foram montados espetáculos no Espaço da Dança e do Teatro para a Infância e Juventude. A receita para fazer hip hop é bastante simples. “Junte um punhado de dançarinos, vista roupas maneiras, não perca a batida da música, mostre corpos sarados, dance de maneira ousada, convide uma mulher bonita”, explica o ator e diretor Renato Cruz durante o espetáculo de hip hop “Estéreo Tipos”. As frases espantam a plateia, mas, com o desenrolar da trama, fica claro que, na verdade não existe um jeito único e correto de se fazer hip hop.</p>
<p>“Existe um formato, mas nossa ideia é mostrar que não existe apenas os estereótipos do machismo, da mulher como objeto, das roupas caras, que permeiam o imaginário sobre nosso estilo de dança. A gente quer romper um pouco essa ideia e desmistificar isso”, esclarece o diretor.</p>
<p>Na apresentação, cinco dançarinos dão depoimentos que parecem ser testemunhos, mas que, posteriormente, revelam-se comuns a várias pessoas e, ao som de música clássica, fazem os principais movimentos do hip hop. Eles realizam coreografias com gestos lentos, utilizam muitas caretas para mostrar os esforços dos bailarinos e, como não poderia deixar de ser, exploram simulações de rodas de break.</p>
<p>O discurso contrário ao hip hop dos homens ricos, das mulheres submissas, da exposição de corpos é revelado nas falas dos bailarinos, que falam sobre homossexualidade no hip hop, aceitação dos negros, mistura de influências. Um exemplo de como lidar com as diferenças.</p>
<p>Antes da apresentação hip hop, que fechou a programação da terça (7/7) do hip hop, Confetes &amp; Serpentinas, do Grupo de Dança da escola de Frevo do Recife, levou 11 bailarinos ao palco. A encenação os principais movimentos do frevo, como a tesoura, o saci-pererê, os saltos, para contar o romance entre confete e serpentina. A coreografia foi montada por José Valdomiro e a direção é da apresentação é e Ana Miranda.<br />
Nesta quarta-feira, a Escola Monsenhor Tarcísio Falcão tem mais um dia de atividades:</p>
<p>Dança (quarta-feira, 18/7)</p>
<p dir="ltr">9h às 12h – Oficina com Paulo Azevedo</p>
<p dir="ltr">14h às 16h – Roda de Break</p>
<p>E o Espaço da Dança e do Teatro no Euclides Dourado recebe:</p>
<p>Dança (terça-feira, 18/7)</p>
<p dir="ltr">16h30 – Respeitável Público e Ballet: A Arte do Movimento</p>
<p>Os ingressos para o teatro no Euclides Dourado devem ser retirados gratuitamente na bilheteria do Espaço da Dança e do Teatro das 14h às 16h. Os ingressos estão sujeitos à disponibilidade de assentos.</p>
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