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	<title>Portal Cultura PE &#187; espetáculo “Meire Love”</title>
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		<title>“Meire Love”, entre o risível e o trágico</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jul 2012 13:22:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Peça do grupo cearense Bagaceira de Teatro discute prostituição infantil Por Cecília Almeida Alguns podem ter interpretado o espetáculo “Meire Love”, do grupo cearense Bagaceira de Teatro, como uma comédia. Outros podem percebê-lo de fato como uma tragédia, como sugere o próprio subtítulo da obra, “Uma tragédia lúdica”. A peça, apresentada nesta quarta-feira (18/7) no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Peça do grupo cearense Bagaceira de Teatro discute prostituição infantil</p>
<p dir="ltr">Por Cecília Almeida</p>
<p>Alguns podem ter interpretado o espetáculo “Meire Love”, do grupo cearense Bagaceira de Teatro, como uma comédia. Outros podem percebê-lo de fato como uma tragédia, como sugere o próprio subtítulo da obra, “Uma tragédia lúdica”. A peça, apresentada nesta quarta-feira (18/7) no Teatro Luiz Souto Dourado como parte da programação de teatro adulto do 22º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), traz reflexões sobre prostituição, abuso e abandono infantil. O texto é de Suzy Élida Lins de Almeida, que também assina a produção como co-diretora, ao lado de Yuri Yamamoto.</p>
<div id="attachment_6369" aria-labelledby="figcaption_attachment_6369" class="wp-caption img-width-597 aligncenter" style="width: 597px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/FIG-59.jpg"><img class="size-full wp-image-6369" alt="“Meire Love – uma tragédia lúdica”, do Grupo Bagaceira de Teatro. (Foto: Edmar Melo/Secult-PE)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/FIG-59.jpg" width="597" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">“Meire Love – uma tragédia lúdica”, do Grupo Bagaceira de Teatro. (Foto: Edmar Melo/Secult-PE)</p></div>
<p dir="ltr">As personagens representadas – Meire um, Meire dois e Meire três – são meninas, com menos de 15 anos. Mas os atores que as representam são três homens adultos, que vestem bustiês curtos e coloridos por baixo de seus paletós – o que provocou tanto o riso quanto o desconforto na plateia. Elas são prostitutas, que passam a maior parte de seu tempo nas ruas, tentando dar sentido à sua realidade de maneira bem-humorada, alimentando sonhos e até a crença de um grande amor (o “love”) que irá levá-las dali.</p>
<p>O riso foi constante durante toda a peça, mas, em alguns momentos, ele se tornava um riso nervoso, quase angustiado. “Talvez essa não seja uma peça de humor. Mas é mais fácil pra muita gente achar que é. Preferimos achar risível do que lidar com a realidade e enxergar que isso é uma verdadeira tragédia”, opinou o jornalista garanhuense Thiago Almeida, que disse ter considerado a peça uma das melhores que assistiu durante o Festival.</p>
<p>Durante quase toda a peça, os atores não deixam suas cadeiras. A interpretação se dá totalmente através dos diálogos entre as personagens. O grupo tentou reproduzir da melhor maneira possível o modo de falar e de se comportar dessas meninas. As expressões, o linguajar obsceno, as brincadeiras, as danças, os trejeitos. Enchem o palco sem sair do lugar, sugerindo uma vida permeada pelo abuso, pelos vícios e pelo abandono.</p>
<p>“Algumas pessoas se incomodaram por conta dos palavrões, mas acho que é essa a realidade. O tema foi muito bem escolhido e retratado”, continua Thiago. “Só gostaria que, ao invés de rir, todo mundo saísse daqui indignado”, completou.</p>
<p>Apesar do que pode parecer, as três Meires não são representadas como garotas tristes ou sofredoras. Passam todo o seu tempo rindo, debochando dos passantes nas ruas. Em algumas falas, a vontade de fugir dali transparece. E elas revelam a sutil esperança por um final feliz. Que não vem.</p>
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