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	<title>Portal Cultura PE &#187; ETE Jurandir Bezerra Lins</title>
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		<title>Projeto Outras Palavras combina literatura e dança em Igarassu</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2018 00:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63938" aria-labelledby="figcaption_attachment_63938" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31624196798_165a4514e0_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63938" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31624196798_165a4514e0_h-607x292.jpg" width="607" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">O Outras Palavras no ETE Jurandir Bezerra Lins contou com o escritor Walter Cavalcanti Costa e o espetáculo &#8220;Ascenso em Movimento&#8221;</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><em><strong>Por Camila Estephania</strong></em></p>
<p dir="ltr">Coordenadora da biblioteca da ETE Jurandir Bezerra Lins, que fica em Igarassu, Sabrina Oliveira assistiu a uma vivência do Outras Palavras no Teatro Arraial, em junho deste ano, e se encantou com a projeto, que habitualmente acontece em escolas da rede pública do estado. Desde então, passou a articular com o gestor da instituição, Claudivan Claudino da Silva, uma data para receber o projeto, que é realizado pela Secult-PE/Fundarpe com o intuito de atrelar a cultura à educação dos estudantes da rede pública através de bate-papos com escritores, músicos, bailarinos, dentre outros artistas.</p>
<p dir="ltr">Na última sexta-feira (19), o tão aguardado dia em que o Outras Palavras iria para a ETE Jurandir Bezerra Lins finalmente chegou e foi recebido com as comemorações dos professores e a curiosidade de um auditório cheio de alunos ansiosos. “<em>Para nós, é uma honra receber esse trabalho, que acrescenta de maneira muito qualificativa à educação dos alunos. A partir disso, eles podem fazer uma outra leitura do que é a obra de arte e transformá-la em algo melhor para sua própria construção enquanto cidadãos</em>”, avaliou, o auxiliar de gestão, Luciano Trajano, como representante da instituição na ocasião.</p>
<div id="attachment_63939" aria-labelledby="figcaption_attachment_63939" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45445777362_6dafb50114_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63939" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45445777362_6dafb50114_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Walter Cavalcanti Costa falou sobre o livro &#8220;O Velocista&#8221;, que venceu o 5º Prêmio Pernambuco de Literatura.</p></div>
<p dir="ltr">As expectativas foram correspondidas ao longo da tarde, que concretizou mais uma edição especial: além de trazer pela primeira vez o escritor Walter Cavalcanti Costa para o projeto, o dia também contou com o espetáculo de dança “Ascenso em Movimento”, dirigido por Maria Paula Costa Rêgo, contando com coreografias improvisadas de Anne Costa e Adoni Nascimento, tendo sido desenvolvido especialmente para a edição em questão do Outras Palavras.</p>
<p dir="ltr">Vencedor do 5º Prêmio Pernambuco de Literatura, Walter Cavalcanti Costa abriu a roda de conversa falando sobre o livro “O Velocista”, que o consagrou entre os campeões do concurso, que também é realizado pela Secult-PE/Fundarpe.<em> “A ideia era escrever sobre um astronauta que viajava pelo espaço. Guardei esse material e fui escrever outras coisas, mas, com o tempo, senti necessidade de retomar esse roteiro inicial e reestruturar os fragmentos”</em>, explicou ele, que, até agora, também já publicou outros dois livros, sendo eles “Entressafra 89” (2011) e o infantil “Marlinda” (2017), em co-autoria com Milca de Paula.</p>
<p dir="ltr">Questionado sobre o que achava do ensino da literatura nas escolas, o escritor defendeu que ainda era preciso mais leitura. Para reforçar essa importância, o autor também defendeu a leitura de determinados materiais como fonte de compreensão de sua obra:<em>“Todos os livros pertencem, de alguma forma, à alguma tradição. Já na sinopse de ‘O velocista’, por exemplo, eu digo que trabalho com Futurismo europeu, com o Modernismo brasileiro, com o Concretismo. Você identifica tudo isso lendo, mas a literatura que se estuda no Brasil se dedica mais a estudar as características das correntes e não se lê literatura”</em>, observou ele, que é doutorando em teoria da literatura e também é professor na área.</p>
<div id="attachment_63940" aria-labelledby="figcaption_attachment_63940" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/43680044070_d47c475a1a_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63940" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/43680044070_d47c475a1a_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos tiraram dúvidas sobre o universo da literatura e da dança.</p></div>
<p dir="ltr">O autor também encorajou os alunos a enfrentar as críticas e seguir fazendo aquilo que eles acreditavam. <em>“Ser escritor no Brasil é complicado. Principalmente se você não escreve um tipo de leitura fácil. O tipo de livro que faço sofre alguma resistência até dentro da comunidade de escritores, mas isso é consequência da má formação dos leitores para a recepção da prosa no modernismo brasileiro. Recebi críticas tanto positivas quanto negativas, porque é um livro todo pautado em leituras. Esse momento da leitura é quando a obra ganha vida, porque os leitores ampliam o que eu escrevi, mas tem gente que só quer buscar defeito. É preciso saber escutar só quem precisa escutado”</em>, defendeu ele.</p>
<p dir="ltr">Em resposta a um aluno que quis saber qual era o tipo de texto mais fácil de escrever, Walter disse: <em>“acho que o primeiro ponto que a gente deve se perguntar não é o que é mais fácil, mas se a gente não está fazendo mais do mesmo. Ultimamente, tenho focado mais na prosa, por isso, tem sido mais fácil, mas já foi a poesia. Porém, acredito que o que é mais procurado é a prosa. Ela está bem em alta e é bem difícil de ser escrita de uma forma diferente do que já foi escrito”</em>, analisou ele.</p>
<div id="attachment_63941" aria-labelledby="figcaption_attachment_63941" class="wp-caption img-width-561 alignnone" style="width: 561px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30556809207_04a4501a51_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63941" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30556809207_04a4501a51_h-561x486.jpg" width="561" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O espetáculo &#8220;Ascenso em Movimento&#8221; foi aplaudido pelos alunos.</p></div>
<p dir="ltr">Na sequência, o espetáculo “Ascenso em Movimento” foi encenado combinando cinema, dança, música e literatura. Durante a obra, os bailarinos Anne Costa e Adoni Nascimento improvisaram uma coreografia ao som da musicalidade da poesia de Ascenso Ferreira, usada para os diálogos do curta-metragem “Incenso” (2005. Marco Hanois), que foi exibido em sobreposição à performance dos artistas, que trouxeram na corporalidade vários movimentos da nossa cultura popular.</p>
<p dir="ltr"><em>“Ascenso tem um ritmo que nos fez dispensar uma trilha sonora, a própria poesia dele já é a música. Temos como base a improvisação e como técnica as brincadeiras populares. Pensei assim, porque gosto de peças que tem muita improvisação e dá autonomia para o bailarino”,</em> explicou a diretora Maria Paula Costa Rêgo, que também é Assessora de Dança na Fundarpe. <em>“Adoni veio das brincadeiras de Mestre Salustiano e quando eu o via sempre achava ele muito rico, por isso, o chamei pra dançar no grupo Grial, onde ele passou dez anos. Anne, que tem uma história também trabalhou comigo por lá. Pra mim, é muito fácil trabalhar com quem tem essa liberdade de corpo, por isso chamei os dois para esse trabalho de hoje”,</em> continuou ela.</p>
<div id="attachment_63942" aria-labelledby="figcaption_attachment_63942" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44583201775_537a69aa43_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63942" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44583201775_537a69aa43_h-607x377.jpg" width="607" height="377" /></a><p class="wp-caption-text">Coordenadora de Dança da Fundarpe, a bailarina Maria Paula Costa Rêgo dirigiu o espetáculo.</p></div>
<p dir="ltr">Com passos de maracatu, cavalo marinho, frevo, afoxé, dentre outros elementos da cultura popular misturados à dança contemporânea, os bailarinos arrancaram aplausos dos alunos, que quiseram saber mais sobre a dança do Estado. <em>“Pernambuco é muito original, tem toda essa misturas das brincadeiras populares e ainda é muito técnico. Só a gente tem isso. Todo mundo que dança e vai para os festivais acha que Pernambuco é único, porque os grupos daqui são muito específicos”</em>, comentou Maria Paula.</p>
<p dir="ltr">Interessados em saber quais passos seguir para entrar na área, os estudantes perguntaram como o trio começou a trabalhar com a linguagem. <em>“Comecei a dançar quando tinha quase 15 anos. Antes, dançava em casa Madonna, Spice Girls. Foi o que construiu o meu prazer com a dança. Não há artistas na minhas família e meus pais viviam dizendo que eu deveria estudar outras coisas, mas persisiti nisso e hoje vivo de dança. Desde 2001, nunca parei”</em>, disse Anne, que trabalha em quatro grupos de dança, encorajando os estudantes.<em> “Assumam o compromisso com o que vocês gostam e vão adiante. Se juntem com quem faz dança ou outras coisas que vocês gostem e as portas vão se abrindo. O mundo vai ter respondendo como seguir”</em>, completou Maria Paula.</p>
<div id="attachment_63943" aria-labelledby="figcaption_attachment_63943" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44771703794_35d324a00b_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63943" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44771703794_35d324a00b_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Os bailarinos Adoni Nascimento e Anne Costa falaram sobre suas trajetórias na dança.</p></div>
<p dir="ltr">Adoni também foi questionado se ele sofria preconceito por trabalhar com dança, que costuma ser uma linguagem mais associada às mulheres. <em>“Eu queria ser baterista, mas meu pai, que é músico, queria eu me dedicasse à guitarra. Aí resolvi que não seria nenhum dos dois e fui pra dança. Meu pai teve preconceito no início, mas quando me assistiu no teatro veio falar comigo emocionado depois. Isso não tem nada a ver com orientação sexual. Temos que nos focar e se especializar no que nos dá prazer e eu sou muito feliz com a minha profissão, porque com ela acho que consigo dialogar com qualquer pessoa”</em>, respondeu o bailarino, que é pai de quatro filhos.</p>
<p dir="ltr">Ao responder sobre o que é dança, Maria Paula falou sobre o estudo artístico. <em>“É uma linguagem e tem suas bases. Dança, para mim, é a junção de tempo, espaço e corpo. Você tem que aprender isso, é um estudo de como você combina isso no seu corpo. Eu estou conversando com você sobre algo e crio um movimento a partir disso, isso é dança”</em>, concluiu ela.</p>
<p>&nbsp;</p>
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