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	<title>Portal Cultura PE &#187; família vidal</title>
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		<title>Circo como casa e destino</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2016 17:48:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Márcio Bastos Se é para o que nasce, Francisca Vidal soube desde cedo que sua casa e ofício eram o circo. Filha de circenses, ela vive há 50 anos na estrada, tendo como referencial de morada o picadeiro. Proprietária, junto com o marido, Mário, do Disney Circo, ela aportou na quinta-feira (28) com sua [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Márcio Bastos</em></p>
<p>Se é para o que nasce, Francisca Vidal soube desde cedo que sua casa e ofício eram o circo. Filha de circenses, ela vive há 50 anos na estrada, tendo como referencial de morada o picadeiro. Proprietária, junto com o marido, Mário, do Disney Circo, ela aportou na quinta-feira (28) com sua trupe no Parque Euclides Dourado para participar da 26ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns. Rodeada pela família, ela compartilhou conosco a experiência de nascer, crescer e criar sua família nos picadeiro.</p>
<p>Nos bastidores da estrutura montada no Euclides Dourado, Francisca supervisiona os últimos preparativos dos artistas antes de entraram em cena. Retoca a maquiagem de uma, dá instruções a outra. Ali, é empresária, mas também mãe e avó. Sim, porque assim como outros tradicionais circos de Pernambuco, o Disney Circo é essencialmente familiar. Seus nove filhos e oito netos, se não estão envolvidos nas atividades da família, estão se preparando para. Não que haja pressão: todos são livres para buscar seus sonhos. A questão é que, quase invariavelmente, essa paixão está no circo.</p>
<div id="attachment_38676" aria-labelledby="figcaption_attachment_38676" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-22.jpg"><img class="size-medium wp-image-38676" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-22-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">A matriarca do Disney Circo à frente de sua família, a de sangue e a circense</p></div>
<p>&#8220;É uma coisa de sangue mesmo. Minha mãe, por exemplo, tem 74 anos, uma casa, mas não deixa de viajar com o circo. Ela, como eu, gosta de viajar, de ver a plateia se divertindo, dos aplausos. É uma vida com altos e baixos, mas pela qual sou apaixonada&#8221;, contou.</p>
<p>A história de dona Francisca é indissociável do circo. Quando conheceu Mário, se apaixonaram e como não tiveram o aval da família dela não pensaram duas vezes: fugiram com (outro circo). Para ela e sua família, o circo não é só sustento, é amor. &#8220;Meu grande desejo é perpetuar essa tradição. Meu marido vem de uma linhagem de cinco gerações no picadeiro. Eu, de duas. E agora tenho meus filhos e netos e quero que eles continuem esse legado&#8221;, afirmou.</p>
<div id="attachment_38677" aria-labelledby="figcaption_attachment_38677" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-38677" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-4-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Antes do picadeiro, família cumpre ritual de ajuda mútua na preparação</p></div>
<p>No que depender de sua prole, esse desejo será atendido. Daniele, 31 anos, filha de Francisca e Mário, também nasceu dentro do picadeiro e nele se casou. &#8220;Perguntamos ao padre se ele aceitaria nos casar no circo. Ele disse que a gente era doido, mas topou&#8221;, relembrou. Atualmente morando na Europa com o marido (também circense) e as duas filhas, ela conta que já chegou a cogitar outra profissão, gastronomia, mas que o circo é sua paixão primeira.</p>
<p>&#8220;Comecei a trabalhar com cinco anos. É o tipo de ofício que se passa de pai para filho, com paixão. Temos muita liberdade para não seguir, mas é difícil não continuar quando você cresce nesse universo. De manhã, é estudo, à tarde ensaio e à noite espetáculo. É uma rotina difícil, mas tão boa. Cheguei à conclusão que o circo é destino. Pelo menos é o meu&#8221;, afirma.</p>
<div id="attachment_38675" aria-labelledby="figcaption_attachment_38675" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-23.jpg"><img class="size-medium wp-image-38675" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-23-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Francisca com a filha, Daniele, ambas nascidas e criadas no circo</p></div>
<p>A itinerância é uma das partes difíceis da vida circense. As crianças, segundo o o artigo 29 da lei 6.533/1978, podem se matricular temporariamente na escola mais próxima de onde a lona estiver montada. Segundo Francisca, no entanto, muitas instituições dificultam o acesso. &#8220;É uma luta, mas a gente não desiste&#8221;, enfatizou.</p>
<p>Segundo ela, a rotina de ensaios é intensa, pois encantar o público é o objetivo maior. A plateia, aliás, é a razão de ser do circo. No entanto, nos últimos anos, como observa a matriarca da trupe, a presença dos espectadores vem caindo. &#8220;Acho que é essa coisa da violência, a perda do hábito de sair e ir ao circo. São muitos fatores, mas o circo, como sempre fez, vai resistir&#8221;, reforçou.</p>
<div id="attachment_38678" aria-labelledby="figcaption_attachment_38678" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-24.jpg"><img class="size-medium wp-image-38678" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-24-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Nas famílias circenses, tradição é passada ainda na infância</p></div>
<p>A trupe do Disney Circo, formada por 15 artistas, é diversa. De crianças a senhores, como o índio Falcão Dourado, atirador de facas e há 30 anos nos picadeiros. Mário Vidal, marido de dona Francisca, enfatiza que a família circense não é só aquela de sangue, mas a de todos que fazem a engrenagem se mover, a lona subir e o espetáculo acontecer. &#8220;Isso aqui é nossa paixão, nosso ganha pão, nosso passado e nosso presente. E, se deus quiser, o futuro dos nossos filhos&#8221;, disse.</p>
<div id="attachment_38679" aria-labelledby="figcaption_attachment_38679" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-14.jpg"><img class="size-medium wp-image-38679" alt="Juarez Ventura" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/07/FIG-2016-Juarez-Ventura-14-607x413.jpg" width="607" height="413" /></a><p class="wp-caption-text">Mário Lúcio, que arte da palhaçaria exerce a palhaçaria há 50 anos, luta pela sobrevivência do circo</p></div>
<p>Luzes se apagam, música começa, o público aplaude enquanto o apresentador indica: senhoras e senhoras, o espetáculo vai começar. E pela próxima hora e tanta, o Disney Circo e seus integrantes fazem os olhos brilharem, os risos ecoarem e o coração perder alguns quilos. Sob a lona, durante o espetáculo, a vida é mais leve, o tempo tem outro ritmo. É um universo próprio que a &#8220;normalidade&#8221; e a modernidade insistem em minar. O circo e sua irreverência, ainda hoje, representam perigo por mostrarem que outras formas de vida são possíveis. Podem tentar miná-lo, mas, na rua ou no palco, seus habitantes hão de resistir.</p>
<p>&nbsp;</p>
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