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	<title>Portal Cultura PE &#187; fenelivro</title>
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		<title>Bairro do Recife recebe a sexta edição da Fenelivro</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Sep 2022 13:05:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Bairro do Recife recebe, a partir da quarta-feira (21), a sexta edição da Feira Nordestina do Livro, evento que integra o Circuito Cepe de Cultura 2022. Ocupando cinco mil metros quadrados da Avenida (Boulevard) Rio Branco e com a participação de 25 editoras, a Fenelivro volta ao formato presencial depois de dois anos, homenageando [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_96734" aria-labelledby="figcaption_attachment_96734" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elidiane Alexandrino/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-Escritor-Sacolinha_CRED.-Elidiane-Alexandrino.jpg"><img class="size-medium wp-image-96734" alt="Elidiane Alexandrino/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Foto-Escritor-Sacolinha_CRED.-Elidiane-Alexandrino-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor paulistano Sacolinha (pseudônimo de Ademir Alves de Sousa) é um dos participantes da programação</p></div>
<p>O Bairro do Recife recebe, a partir da quarta-feira (21), a sexta edição da Feira Nordestina do Livro, evento que integra o Circuito Cepe de Cultura 2022. Ocupando cinco mil metros quadrados da Avenida (Boulevard) Rio Branco e com a participação de 25 editoras, a Fenelivro volta ao formato presencial depois de dois anos, homenageando o poeta Miró da Muribeca e o cantor e compositor Chico Science. Inspirada no pensamento do precursor do Manguebeat, traz como tema central “Há fronteiras nos jardins da razão?” costurando a programação gratuita que segue até domingo (25).</p>
<p>A 6ª Fenelivro é uma das sete feiras que a Companhia Editora de Pernambuco promoverá dentro do circuito cultural até o fim deste ano. O calendário prevê ainda a II Feira Literária de Goiana (Fligo), em outubro; a IV Feira Literária do Sertão (Felis), a II Feira da Poesia do Pajeú e a Feira Miol(o)s Olinda, em novembro; a IV Feira da Literatura Infantojuvenil (Flitin) e a I Feira Literária de Vitória de Santo Antão, ambas em dezembro. O circuito é uma iniciativa da Cepe, com curadoria da Fundação Gilberto Freyre, e tem como parceiros prefeituras municipais, além da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).</p>
<p>Com uma estrutura física de três palcos e arena para lançamentos, a 6ª Fenelivro contará com mais de trinta atrações entre lançamentos literários, saraus, shows, oficinas, espetáculos infantis, rodas de conversas, exibição de filmes e videoteatro. “Essa edição se tornou especial a partir do momento que a levamos para uma área aberta e no coração do Recife. O diálogo com o território seria, portanto, mais necessário. Por isso, estamos oferecendo uma programação onde literatura, música, teatro, cinema e artes visuais falam sobre a cidade, transmitem o que pensam e o que sentem às pessoas que transitam por ela,&#8221; destaca a curadora Jamille Barbosa.</p>
<p>Entre os lançamentos, a Cepe Editora apresentará o inédito Além do Ipiranga, a extraordinária vida de Pedro Américo e suas incríveis facetas. Escrito pelo advogado Thélio Queiroz Farias, o livro detalha a vida do pintor paraibano, revelando sua importância para além do quadro Independência ou Morte!, de sua autoria. A editora também lançará Feiticeiros de Acbar, Os Governantes &#8211; Volume I. Primeiro título de uma série de cinco, escrita por Simone Aubin, a obra propõe um mergulho na literatura fantástica para os leitores adolescentes. Conversas com os autores dos já lançados Memórias de um motorista de turnês (Paulo André Pires), Bicho Geográfico (Bernardo Brayner) e da HQ Ragu 8 (Christiano Mascaro, João Lin, Dandara Palankof e Paulo Floro) também estão previstas. Outras editoras aproveitam a feira para lançar livros: A falta (Tusquets, 2022), do jornalista e escritor Xico Sá, e o infantojuvenil A Festa da Cabeça (Arole Cultural, 2022), de Kemla Baptista, são destaques.</p>
<div id="attachment_96735" aria-labelledby="figcaption_attachment_96735" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Thiago Oliveira/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Matheus-Abel-espetáculo-infantil-Madalena-eu-Madalena-Foto-Thiago-Oliveira-2.jpeg"><img class="size-medium wp-image-96735" alt="Thiago Oliveira/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/09/Matheus-Abel-espetáculo-infantil-Madalena-eu-Madalena-Foto-Thiago-Oliveira-2-607x403.jpeg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">O ator Mateus Abel encarna o palhaço Abelardo Cabelim, em Madalena, eu Madalena, para contar o seu amor por um fusca 76</p></div>
<p><strong>Bate-papos -</strong> Todos os dias a programação traz um bate-papo diferente, com temas culturalmente relevantes. Na quarta-feira, às 18h30, a roda de conversa Manguebeat: o movimento e a memória, reunirá o cineasta Jura Capela, realizador do documentário Manguebit, a professora de sociologia da UFPE Luciana Moura, autora do livro Manguebeat: a cena, o Recife e o mundo (Appris, 2020), com mediação do crítico musical, jornalista, escritor e pesquisador José Teles, autor do livro Da lama ao caos: que som é esse que vem de Pernambuco (Edições Sesc São Paulo, 2022).</p>
<p>Outro bate-papo instigante vai abordar os caminhos do quadrinho no Brasil, com o ilustrador e artista visual paulistano João Pinheiro, um dos principais autores do quadrinho nacional contemporâneo, e a artista visual e quadrinista de São Paulo Mariana Waechter. A mediação é da editora de quadrinhos recifense Dandara Palankof, na quinta-feira (22), às 18h30.</p>
<p>Um dos destaques de sexta-feira (23) fica com o bate-papo Caminhos do pavor: o horror insólito na literatura brasileira contemporânea, com a participação dos autores de terror Márcio Benjamin e Paula Febbe e mediação do jornalista, escritor e criador do site O Recife Assombrado, Roberto Beltrão. “Márcio e Paula fazem parte de uma geração que, de certa forma, ‘desafia’ o cânone da literatura brasileira que, por décadas, desde o fim do século XIX, foi o realismo”, destaca Roberto. Para a paulistana Paula Febbe, escrever sobre terror é como colocar para fora os próprios medos. “Minha literatura é resultado do meu inconsciente”, define Paula, que estudou psicanálise justamente para entender seus processos mentais e colocá-los no papel.</p>
<p>O escritor paulistano Sacolinha (pseudônimo de Ademir Alves de Sousa), a cordelista e poeta cearense Jarid Arraes e a escritora carioca Clara Alves mostrarão como as suas experiências sociais se refletem nas suas produções literárias. A conversa entre Sacolinha e Jarid Arraes será no sábado (24) e terá mediação do poeta pernambucano Fred Caju. Clara Alves participa do bate-papo no domingo (25), com mediação de Gianni Gianni, editora assistente da Cepe. Todas a partir das 16h.</p>
<p>Morador de Suzano (SP), com dez livros publicados, Sacolinha tem 39 anos e celebra 20 anos de carreira em 2022. “Costumo dizer que eu coloco a minha pele no fogo. Como morador de periferia, escrevo aquilo que eu vivo. Não é que eu escreva a realidade, mas um pouco da minha vivência social se reflete na minha produção literária”, declara o escritor. “Desde que me entendi como mulher bissexual, o foco da minha produção literária passou a ser o protagonismo LGBTQIAP+. Eu demorei muito a me entender e me aceitar, justamente por essa invisibilidade com que crescemos. As histórias que eu lia nunca eram sobre mim”, acrescenta Clara Alves, 28 anos.</p>
<p>A performance do coletivo Slam das Minas de Pernambuco é uma boa pedida para o domingo (25), às 19h, quando oito mulheres negras estarão juntas para recitar poesias autorais sobre resistência e ancestralidade. “A poesia feita a partir da nossa vivência é uma característica do nosso grupo”, destaca Amanda Timóteo, poeta e uma das organizadoras do coletivo.</p>
<p>Nos shows do fim de semana, a banda Geração Mangue leva sua mistura de música regional com hip-hop para o palco da Fenelivro, às 20h do sábado (24). A banda pernambucana Café Preto, projeto de Cannibal, DJ PI-R e Bruno Pedrosa, que mistura ragga, dub, funk e EDM, é a atração do domingo (25), também às 20h.</p>
<p><strong>Oficinas e crianças -</strong> Atividades voltadas para a garotada ocupam as manhãs e tardes da programação com opções de oficinas (dublagem/voz original, trilha sonora, animação e roteiro, desenho artístico, pintura e grafite), contações de histórias e espetáculos infantis. O Coletivo Teatro de Retalhos leva para a Fenelivro clássicos da literatura (Moby Dick, Dom Casmurro e Hamlet) em linguagem adaptada para a criançada, enquanto o ator Mateus Abel encarna o palhaço Abelardo Cabelim, em Madalena, eu Madalena, para contar o seu amor por um fusca 76.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
VI Fenelivro<br />
Quarta (21) a domingo (25)<br />
Boulevard Rio Branco, Bairro do Recife<br />
Entrada gratuita</p>
<p><strong>Confira a programação da VI Fenelivro:</strong></p>
<p><strong>Quarta-feira (21)</strong></p>
<p>9h – Contação de Histórias / Arena<br />
O que é isso que eu sinto?, de Marcela Egito, com Lili</p>
<p>9h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Quixote Para Quem Gosta de Cordel (11&#8217;28&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>10h – Oficina / Tenda<br />
Entorninho: a pintura da Cidade, com Emerson Pontes</p>
<p>10h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Quixote Para Quem Gosta de Cordel (11&#8217;28&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>14h – Contação de Histórias / Arena<br />
O que é isso que eu sinto?, de Marcela Egito, com Lili</p>
<p>14h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Quixote Para Quem Gosta de Cordel (11&#8217;28&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>15h – Oficina / Tenda<br />
Grafitte, com Larone</p>
<p>15h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Quixote Para Quem Gosta de Cordel (11&#8217;28&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>16h – Oficina / Cineminha<br />
Dublagem e Voz original, com Erickson Marinho da Escola VIU CINE de Criatividade</p>
<p>18h30 – Bate-papo / Palco<br />
Manguebeat: o movimento e a memória. Com Luciana Moura (PE) e Jura Capela (PE). Mediação de José Teles (PE)</p>
<p>19h30 – Lançamento / Arena<br />
Memórias de um motorista de turnê (Cepe), de Paulo André Pires. Apresentação de Débora Nascimento</p>
<p><strong>Quinta-feira (22)</strong></p>
<p>9h – Contação de Histórias / Arena<br />
O encontro de Mário, de Márcia Cristina Silva, com Lili</p>
<p>9h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Hamlet, para quem não sabe qual a questão (15&#8217;00&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>10h – Oficina / Tenda<br />
Entorninho: a pintura da Cidade, com Emerson Pontes</p>
<p>10h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Hamlet, para quem não sabe qual a questão (15&#8217;00&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>14h – Contação de Histórias / Arena<br />
O encontro de Mário, de Márcia Cristina Silva, com Lili</p>
<p>14h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Hamlet, para quem não sabe qual a questão (15&#8217;00&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>15h – Oficina / Tenda<br />
Grafitte, com Larone</p>
<p>15h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Hamlet, para quem não sabe qual a questão (15&#8217;00&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>16h – Oficina / Cineminha<br />
Trilha Sonora, com Felipe Andrade da Escola VIU CINE de Criatividade</p>
<p>17h30 – Lançamento / Arena<br />
Além do Ipiranga: a extraordinária vida de Pedro Américo e suas incríveis facetas (Cepe), de Thélio Faria</p>
<p>18h30 – Bate-papo / Palco<br />
Existe um quadrinho brasileiro? Com Mariana Waechter (SP) e João Pinheiro (SP). Mediação de Dandara Palankof (PE)</p>
<p>19h30 – Lançamento / Arena<br />
Ragu 8 (Cepe), organização de Christiano Mascaro, João Lin, Dandara Palankof e Paulo Floro. Apresentação de Paulo Floro</p>
<p><strong>Sexta-feira (23)</strong></p>
<p>9h – Contação de Histórias / Arena<br />
A palavra da boca pra fora, de Clara Angélica, com Lili</p>
<p>9h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6&#8217;49&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>10h – Oficina / Tenda<br />
Entorninho: a pintura da Cidade, com Emerson Pontes</p>
<p>10h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6&#8217;49&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>14h – Contação de Histórias / Arena<br />
A palavra da boca pra fora, de Clara Angélica, com Lili</p>
<p>14h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6&#8217;49&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>15h – Oficina / Tenda<br />
Grafitte, com Larone</p>
<p>15h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
A Metamorfose, para quem tem medo de humanos (6&#8217;49&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>16h – Oficina / Cineminha<br />
Os princípios da animação, Pablo Ferreira da Escola VIU CINE de Criatividade</p>
<p>18h30 – Bate-papo / Palco<br />
Caminhos do pavor: o horror insólito na literatura brasileira contemporânea, com Paula Febbe (SP) e Márcio Benjamin (RN). Mediação de Roberto Beltrão (PE).</p>
<p>19h30 – Lançamento / Arena<br />
Feiticeiros de Acbar (Cepe) de Simone Aubin</p>
<p><strong>Sábado (24)</strong></p>
<p>9h – Contação de Histórias / Arena<br />
Atchim!, de Miró da Muribeca, com Lili</p>
<p>9h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Moby Dick, para novos veganos (9&#8217;01&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>10h – Espetáculo Infantil / Palco<br />
Madalena, eu, Madalena, de Matheus Abel</p>
<p>11h – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Moby Dick, para novos veganos (9&#8217;01&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>11h – Oficina / Tenda<br />
Entorninho: a pintura da Cidade, com Emerson Pontes</p>
<p>14h – Contação de Histórias / Arena<br />
Atchim!, de Miró da Muribeca, com Lili</p>
<p>14h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Moby Dick, para novos veganos (9&#8217;01&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>15h – Oficina / Tenda<br />
Grafitte, com Larone</p>
<p>15h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Moby Dick, para novos veganos (9&#8217;01&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>16h – Oficina / Cineminha<br />
Roteiro para conteúdo infantil, de Erickson Marinho da Escola VIU CINE de Criatividade</p>
<p>16h – Bate-papo / Palco<br />
Experiência social e trajetória literária. Com o escritor Sacolinha (SP). Mediação de Fred Caju (PE)</p>
<p>17h – Lançamento / Arena<br />
A falta (Tusquets, 2022), de Xico Sá. Apresentação de Samarone Lima</p>
<p>18h – Espetáculo Infantil / Palco<br />
Cantigas de Fiar, com a Companhia Fiandeiros de Teatro</p>
<p>19h – Sarau / Arena<br />
Viva Miró, com a Luz Criativa e convidados</p>
<p>20h &#8211; Show / Palco<br />
Banda Geração Mangue</p>
<p><strong>Domingo (25)</strong></p>
<p>9h – Contação de Histórias / Arena<br />
Achados e perdidos, de Rafael Nolli, com Lili</p>
<p>9h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Casmurro, para quem gosta de dar murro em ponta de faca. (9&#8217;36&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>10h – Espetáculo Infantil / Palco<br />
Histórias do velho do saco, com Luciano Pontes da Cia Meias Palavras</p>
<p>11h – Oficina / Tenda<br />
Entorninho: a pintura da Cidade, com Emerson Pontes</p>
<p>11h – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Casmurro, para quem gosta de dar murro em ponta de faca. (9&#8217;36&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>14h – Contação de Histórias / Arena<br />
Achados e perdidos, de Rafael Nolli, com Lili</p>
<p>14h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Casmurro, para quem gosta de dar murro em ponta de faca. (9&#8217;36&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>15h – Oficina / Tenda<br />
Grafitte, com Larone</p>
<p>15h – Lançamento / Arena<br />
Bicho Geográfico, de Bernardo Brayner. Apresentação de Wellington de Melo</p>
<p>15h30 – Vídeoteatro / Cineminha<br />
Dom Casmurro, para quem gosta de dar murro em ponta de faca. (9&#8217;36&#8243;), do Coletivo Teatro de Retalhos</p>
<p>16h – Oficina / Cineminha<br />
Desenho artístico, Mariana Nicoleli da Escola VIU CINE de Criatividade</p>
<p>16h – Bate-papo / Palco<br />
Experiência social e trajetória literária. Com Clara Alves (RJ). Mediação de Gianni Gianni (PE)</p>
<p>17h – Lançamento Infantojuvenil / Arena<br />
A Festa da Cabeça (Arole Cultural, 2022), de Kemla Baptista</p>
<p>18h – Espetáculo Infantil / Palco<br />
Bandalelê</p>
<p>19h – Sarau / Arena<br />
Resistência e Ancestralidade, com o Slam das Minas de Pernambuco</p>
<p>20h &#8211; Show / Palco<br />
Café Preto, projeto musical de Cannibal e dos DJs PI-R e Bruno Pedrosa</p>
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		<title>5ª Feira Nordestina do Livro dá início ao Circuito Cultural de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/5a-feira-nordestina-do-livro-da-inicio-ao-circuito-cultural-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Oct 2019 19:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[5ª Feira Nordestina do Livro]]></category>
		<category><![CDATA[centro de convenções]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
		<category><![CDATA[Circuito Cultural de Pernambuco]]></category>
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		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
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		<description><![CDATA[A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e a Fundação Gilberto Freyre darão a largada, na próxima quarta-feira (30), ao Circuito Cultural de Pernambuco, com a abertura 5ª Feira Nordestina do Livro (Fenelivro). A programação do evento &#8211; que associa cultura e sustentabilidade estimulando reflexões fundamentais sobre meio ambiente, ancorada no tema &#8220;Terra Viva, compromisso de todos&#8221; &#8211; [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_71889" aria-labelledby="figcaption_attachment_71889" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/Foto-coletiva-Circuito-Cultural-de-Pernambuco-da-esquerda-para-a-direita-Marcelo-Canuto-Jamille-Barbosa-gerente-Ricardo-Leitão-Gilberto-Freyre-Neto-e-Tarcísio-Pereira.png"><img class="size-medium wp-image-71889" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/09/Foto-coletiva-Circuito-Cultural-de-Pernambuco-da-esquerda-para-a-direita-Marcelo-Canuto-Jamille-Barbosa-gerente-Ricardo-Leitão-Gilberto-Freyre-Neto-e-Tarcísio-Pereira-607x404.png" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Lançado no último dia 30 de setembro, o Circuito Cultural de Pernambuco passará por 13 municípios do Estado</p></div>
<p>A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) e a Fundação Gilberto Freyre darão a largada, na próxima quarta-feira (30), ao <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/em-parceria-com-secult-pefundarpe-cepe-lanca-o-circuito-cultural-de-pernambuco/" target="_blank"><strong>Circuito Cultural de Pernambuco</strong></a>, com a abertura 5ª Feira Nordestina do Livro (Fenelivro). A programação do evento &#8211; que associa cultura e sustentabilidade estimulando reflexões fundamentais sobre meio ambiente, ancorada no tema &#8220;Terra Viva, compromisso de todos&#8221; &#8211; ocupará o Pavilhão de Feiras do Centro de Convenções até o dia 3 de novembro, com entrada gratuita.</p>
<p>Foram convidados para o debate não somente poetas e escritores, mas ambientalistas, profissionais da indústria criativa, gestores públicos e coletivos comprometidos com a causa, cujo homenageado, Vasconcelos Sobrinho, é considerado uma das maiores autoridades em ecologia da América Latina.</p>
<p>Maior evento literário do Circuito Cultural de Pernambuco, a Fenelivro foi formatada na perspectiva do evento âncora, que perpassa por linguagens diversas, como cinema, teatro, música, gastronomia e moda, convergindo para questões contemporâneas ligadas ao tema central. Inclusive uma das novidades este ano é o Cine Fenelivro, com exibição filmes, quatro deles baseado na obra de João Cabral de Melo Neto, a exemplo de Morte e vida Severina, de Zelito Viana (1977).</p>
<div id="attachment_72444" aria-labelledby="figcaption_attachment_72444" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/Jout-Jout.jpg"><img class="size-medium wp-image-72444" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/Jout-Jout-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A youtuber Jout Jout será um dos destaques da programação da 5ª Fenelivro</p></div>
<p>Entre os nomes de destaque da programação estão a escritora Inez Cabral de Melo, filha de João Cabral de Melo Neto, homenageado do Circuito Cultural; o estilista mineiro Ronaldo Fraga; o romancista amazonense Márcio Souza, destaque na última Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que lançará na Fenelivro o livro A história da Amazônia &#8211; do período pré-colombiano aos desafios do século XXI (Record); o oceanógrafo Clemente Júnior; a youtuber Jout Jout, o físico Heitor Scalambrini Costa, e o escritor e biólogo pernambucano Ricardo Braga, entre outros nomes.</p>
<p>No estande da Cepe haverá lançamento de nove livros inéditos, além de sessões de autógrafos. O poeta Miró apresentará na Fenelivro o seu primeiro livro infantil (Atchim). Por lá também estará a escritora carioca Stephanie Borges, vencedora do Prêmio Cepe Nacional 2018, com o título Talvez precisemos de um nome para isso. A Cepe Editora também anuncia na feira mais uma coleção literária – Perfis – trazendo a biografia de J.Borges, Germano Coelho e o artista plástico José Cláudio.</p>
<p>A feira contará com mais de cem estandes, entre distribuidoras de livros, editoras e de instituições como União Brasileira dos Escritores (UBE) e do Fórum Socioambiental de Aldeia. Oferecerá ainda grade de oficinas gratuitas, como a do projeto Lixiki, que transforma resíduos em brinquedos e objetos de decoração, e de Rafa Mattos, artista gráfico e ilustrador carioca criador do Movimento Plante Amor Colha O Bem.</p>
<p>Com investimento público de R$ 1,2 milhão, e ocupando 6,8 mil metros quadrados do Centro de Convenções, a Fenelivro espera receber cerca de cem mil visitantes durante os cinco dias de atividades.</p>
<p>Veja abaixo a programação completa da 5ª Fenelivro:</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>DIA 30/10 (QUARTA-FEIRA)</strong></span></p>
<p><strong>PALCO VASCONCELOS SOBRINHO</strong><br />
18h30 &#8211; Cerimônia de abertura<br />
19h &#8211; Conversa entre a escritora Inez Cabral de Melo, filha do homenageado, o poeta João Cabral de Melo Neto; e o editor da Cepe, Diogo Guedes<br />
20h &#8211; Show da Banda Flor de Cactus</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>DIA 31/10 (QUINTA-FEIRA)</strong></span></p>
<p><strong>AUDITÓRIO TARTARUGA</strong><br />
15h &#8211; Mesa &#8211; Economia criativa e desenvolvimento de território, com Eliete Lopes (Quintais Produtivos do Paiva), Luciana Raposo (hortas comunitárias) e mediação de Karina Zapata<br />
17h &#8211; Mesa &#8211; Usinas Nucleares em Pernambuco: pós e contras, com Heitor Scalambrini e Carlos Mariz, mediação do presidente da Cepe, Ricardo Leitão<br />
18h &#8211; Mesa &#8211; Óleo nas praias, desastre ambiental no Nordeste, com José Bertotti (Secretário do Meio Ambiente do Estado de Pernambuco), Clemente Coelho (UPE)</p>
<p><strong>AUDITÓRIO PEIXE-BOI</strong><br />
9h30 &#8211; Oficina Elo criativo<br />
10h30 &#8211; Oficina Lixiki<br />
11h30 &#8211; Contação de história com o grupo Além da lenda<br />
14h &#8211; Oficina Lixiki<br />
15h &#8211; Oficina Elo criativo<br />
16h &#8211; Contação de história com o grupo Além da lenda<br />
17h &#8211; Mesa – Turismo sustentável de base comunitária, com Negralinda (Ilha de Deus Bistrô) e Larissa Almeida (LOA Turismo de Experiência)<br />
19h &#8211; Painel &#8211; O Sertão pode virar um deserto, com o professor da Univasf José Alves de Siqueira e representante da ASA – Articulação do Semiárido do Brasil</p>
<p><strong>CAFÉ LITERÁRIO</strong><br />
14h &#8211; Painel Moda e sustentabilidade<br />
15h &#8211; Aldravias: Oficina de poesias, com Ivanilde Gusmão de Morais (UBE)<br />
16h &#8211; Painel: O meio ambiente da informação e a infotoxina, com Luis Carvalho Gallego (Fórum Socioambiental de Aldeia)</p>
<p><strong>PRACINHA</strong><br />
9h30 &#8211; Teatro de mamulengo do Mestre Sebá<br />
14h &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá</p>
<p><strong>CINEMA</strong><br />
10h &#8211; Documentário – Tempo circular, de Graciela Guarani (2018/20 min)<br />
10h30 &#8211; Documentário – Homens e caranguejos, Paulo de Andrade (2016 / 25 min)<br />
11h &#8211; Documentário – Enraizada, de Tiago Delácio (2018 / 8 min)<br />
11h30 &#8211; Documentário – Entremarés, Anna Andrade (2018 / 17 min)<br />
15h30 &#8211; Animação – Ex-mágicos, de Olímpio Costa, Maurício Nunes (2016 / 11 min)<br />
16h &#8211; Animação – Guaxuma, de Nara Normade (2018 / 14 min)<br />
16h30 &#8211; Ficção &#8211; Meu livro proibido, de Thom Galiano e Robério Brasileiro<br />
17h &#8211; Filme – Morte e vida Severina, de Zelito Viana (1977 / 1h28 min)</p>
<p><strong>PALCO VASCONCELOS SOBRINHO</strong><br />
20h &#8211; Show do Maestro Spok</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>DIA 1º/11 (SEXTA-FEIRA)</strong></span></p>
<p><strong>ESTANDE DA CEPE EDITORA</strong><br />
Lançamentos:<br />
18h &#8211; Sessão de autógrafos dos livros Ecologia do Cotidiano (Ricardo Braga), A flor lilás e outros contos (Ricardo Braga), Bia baobá (Itamar Morgado) e Açude de Apipucos: história e ecologia (Kleber de Toledo)<br />
20h &#8211; Lançamentos: Talvez precisemos de um nome para isso (Stephanie Borges), O breve fulgor do tempo (José Rodrigues Paiva), Caminho Áspero e outros poemas (Severino Filgueira) e Poesia da Geração 65 (Marcos D’Morais)</p>
<p><strong>AUDITÓRIO TARTARUGA</strong><br />
15h &#8211; Palestra – Direito à literatura, com Flávia Suassuna (UBE)<br />
16h &#8211; Palestra – Tubarões e meio ambiente, com Jonas Rodrigues<br />
19h &#8211; Palestra – Roupa para se ler: a literatura como inspiração nas coleções de Ronaldo Fraga</p>
<p><strong>AUDITÓRIO PEIXE-BOI</strong><br />
9h30 &#8211; Oficina Rafa Matos (Exposição das peças no sáb/dom)<br />
11h30 &#8211; Contação de história com o grupo Além da lenda<br />
14h &#8211; Oficina Rafa Matos (Exposição das peças no sab/dom)<br />
15h &#8211; Natureza, comida e o sagrado, com Raul Lody<br />
16h &#8211; Contação de história, com o grupo Além da Lenda<br />
19h &#8211; Mesa &#8211; A poesia da geração 65, com José Rodrigues Paiva, Almir Castro Barros e mediação de Tarcísio Pereira (Cepe)</p>
<p><strong>CAFÉ LITERÁRIO</strong><br />
14h &#8211; Mesa – Empreendedorismo afetivo, sustentável e criativo, com Germana Uchoa, Juliane Miranda e Manuela Tenório<br />
15h &#8211; Painel – Desafios da preservação da Mata Atlântica em Pernambuco, com Herbert Tejo (Fórum Socioambiental de Aldeia)<br />
16h &#8211; Painel – Árvore da palavra, com Roberta Guimarães<br />
17h &#8211; Escrever para conscientizar: literatura como ferramenta de educação ambiental, com Ricardo Braga, Itamar Morgado e Kleber de Toledo<br />
18h &#8211; Lançamento Religiosidade popular, de Silvério Pessoa<br />
19h &#8211; Bate-papo sobre o livro Talvez precisemos de um nome para isso (Cepe), com a aurtora Stephanie Borges e a jornalista Nathaly Barreto</p>
<p><strong>PRACINHA</strong><br />
9h30 &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá<br />
14h &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá</p>
<p><strong>PALCO VASCONCELOS SOBRINHO</strong><br />
10h &#8211; Entrega dos prêmios aos três primeiros colocados do concurso de redação promovido pela Secretaria de Educação de Pernambuco<br />
19h &#8211; Roupa para se ler: a literatura como inspiração nas coleções de Ronaldo Fraga, com Ronaldo Fraga<br />
20h &#8211; Show com Silvério Pessoa</p>
<p><strong>CINEMA</strong><br />
11h &#8211; Animação: Ex-mágicos, de Olímpio Costa, Maurício Nunes (2016, 11 min)<br />
11h30 &#8211; Animação: Guaxuma, de Nara Normade (2018, 14 minutos)<br />
12h &#8211; Ficção: Meu livro proibido, de Thom Galiano e Robério Brasileiro (2018 / 23 min)<br />
15h &#8211; Documentário – Tempo circular, de Graciela Guarani (2018 / 20 min)<br />
15h30 &#8211; Documentário – Homens e caranguejos, Paulo de Andrade (2016 / 25 min)<br />
16h &#8211; Documentário – Enraizada, de Tiago Delácio (2018 / 8 min)<br />
16h30 &#8211; Documentário – Entremarés, Anna Andrade (2018 / 17 min)<br />
17h &#8211; Documentário: Recife – Sevilha (Bebeto Abrantes / 52 min)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>DIA 2/11 (SÁBADO)</strong></span></p>
<p><strong>ESTANDE DA CEPE EDITORA</strong><br />
15h &#8211; Lançamento dos livros da Coleção perfis Germano Coelho: jardins em desertos (Sidney Rocha), J. Borges: entre fábulas e astúcias (Maria Alice Amorim) e José Cláudio: aventuras à mão livre (Júlio Cavani)<br />
16h30 &#8211; Sessão de autógrafos dos livros Burle Marx e o Recife: Um passeio pelos jardins da cidade (organizado por Maurício Cavalcanti, Ana Rita Sá Carneiro e Lúcia Maria de S.C. Veras) e Recife: fotografias (Fred Jordão)<br />
18h &#8211; Sessão de autógrafos do livro Maturidade: um tempo novo (organizado por Sílvia Gusmão)<br />
19h &#8211; Lançamento e sessão de autógrafos dos livros As margens do paraíso (Lima Trindade) e Jogo de cena (Andréa Nunes)</p>
<p><strong>AUDITÓRIO TARTARUGA</strong><br />
10h &#8211; Mesa &#8211; Mediação de leitura, e eu com isso? Com Bruna Peixoto, Erika Montenegro e mediação de Hélio Monteiro<br />
11h &#8211; Mesa &#8211; Diálogos sobre literatura juvenil, com Toni Brandão, Severino Rodrigues e mediação de Haidée Camelo<br />
15h &#8211; Literatura Infantil, com Léo Cunha, Rosinha e mediação de Severino Rodrigues<br />
16h &#8211; Contação de histórias, com a Companhia da Palavra Andarilha<br />
19h &#8211; Palestra do romancista amazonense Márcio Souza</p>
<p><strong>AUDITÓRIO PEIXE-BOI</strong><br />
10h &#8211; Contação de história, com o grupo Além da Lenda<br />
11h &#8211; Bate-papo sobre RPG e criação de personagens<br />
14h &#8211; Mesa &#8211; Diálogos sobre o Rio Capibaribe, com Márcio Erlich e Luiz Vieira<br />
15h30 &#8211; Mesa – Andanças, olhares e reflexões sobre o Recife: onde está o verde?, com Francisco Cunha, Ana Rita Sá Carneiro e Fred Jordão<br />
16h30 &#8211; Contação de história com o grupo Além da lenda<br />
17h &#8211; Mesa Gilberto, judaísmo e meio-ambiente, com Renato Athias, Caesar Sobreira e mediação de George Cabral</p>
<p><strong>CAFÉ LITERÁRIO</strong><br />
10h &#8211; Oficina Haikai: uma fotografia poética e suas invenções no Brasil, com Carlos Seixas (UBE)<br />
11h &#8211; Mesa &#8211; Soluções inovadoras para a cidade, com Vanessa Santana (Ameciclo) e Caio Scheidegger (Startup Navegue) e mediação de Roderick Jordão (Laursatur)<br />
14h &#8211; Mesa Coleção Perfis: os desafios e a importância da biografia, com Maria Alice Amorim e Júlio Cavani<br />
15h &#8211; Lançamento – O segredo de Paulo (Franci Palhano)<br />
15h30 &#8211; Lançamento &#8211; O segredo de Paulo (Franci Palhano)<br />
16h &#8211; Lançamento Revista Estudos Universitários, com Lourival Holanda, Eduardo Cesar Maia e Diogo Fernandes<br />
17h &#8211; Palestra Maturidade: um tempo novo, com Sílvia Gusmão e Carol Dubeux<br />
18h &#8211; Mesa Baseado em fatos reais: a ficcionalização da realidade brasileira, com Lima Trindade e Andréa Nunes, mediação por Wellington de Melo</p>
<p><strong>PRACINHA</strong><br />
9h30 &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá<br />
14h &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá</p>
<p><strong>PALCO VASCONCELOS SOBRINHO</strong><br />
10h &#8211; Apresentação – Escola Sunny Place<br />
10h30 &#8211; Apresentação – Rodrigo Lima<br />
14h &#8211; Apresentações Geek<br />
17h &#8211; Palestra Jout Jout<br />
19h &#8211; Palestra com Márcio Souza<br />
20h &#8211; Show Josildo Sá</p>
<p><strong>CINEMA</strong><br />
10h &#8211; Documentário – Tempo Circular, de Graciela Guarani (2018/20 min)<br />
10h30 &#8211; Documentário – Homens e Caranguejos, Paulo de Andrade (2016/25 min)<br />
11h &#8211; Documentário – Enraizada, de Tiago Delácio (2018 / 8 min)<br />
11h30 &#8211; Documentário – Entremarés, Anna Andrade (2018 / 17min)<br />
15h30 &#8211; Animação – Ex-mágicos, de Olímpio Costa, Maurício Nunes (2016, 11 minutos)<br />
16h &#8211; Animação – Guaxuma, de Nara Normade (2018, 14 min)<br />
16h30 &#8211; Ficção – Meu livro proibido, de Thom Galiano e Robério Brasileiro (2018 / 23 min)<br />
17h &#8211; Curta – Recife de dentro pra fora, de Kátia Mesel (1997 / 15 min)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>DIA 3/11 (DOMINGO)</strong></span></p>
<p><strong>AUDITÓRIO TARTARUGA</strong><br />
10h &#8211; Bate-papo literário Roda de conversa sobre a importância dos cinco clubes de leitura (Alephanáticos, Tamo lendo e Soterrada por livros)<br />
11h &#8211; Mesa – A importância das bibliotecas comunitárias na sociedade, com Cida Fernandez (Centro Cultural Luiz Freire), Rafaela Lima e mediação de Lourival Pinto (UFPE)<br />
15h &#8211; Painel – Portal de zoologia de Pernambuco, com Felipe Aléssio</p>
<p><strong>AUDITÓRIO PEIXE-BOI</strong><br />
9h30 &#8211; Contação de história, com o grupo Além da Lenda<br />
14h &#8211; Programação com atrações Geek<br />
16h30 &#8211; Contação de história com o grupo Além da lenda</p>
<p><strong>CAFÉ LITERÁRIO</strong><br />
15h &#8211; Palestra – A palavra como instrumento de controle social, com Alexandre Santos (UBE)</p>
<p><strong>PRACINHA</strong><br />
9h30 &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá<br />
14h &#8211; Teatro de Mamulengo do Mestre Sebá</p>
<p><strong>PALCO VASCONCELOS SOBRINHO</strong><br />
10h30 &#8211; Tapete Voador<br />
14h &#8211; Apresentação Rodrigo Lima<br />
16h &#8211; Apresentação com o grupo Fada Magrinha<br />
18h &#8211; Show com Karina Spinelli</p>
<p><strong>CINEMA</strong><br />
11h &#8211; Animação – Ex-mágicos, de Olímpio Costa, Maurício Nunes (2016, 11 minutos)<br />
11h30 &#8211; Animação – Guaxuma, de Nara Normade (2018, 14 min)<br />
12h &#8211; Ficção – Meu livro proibido. De Thom Galiano e Robério Brasileiro (2018 / 23 minutos)<br />
15h &#8211; Documentário – Tempo circular, de Graciela Guarani (2018 / 20 minutos)<br />
15h30 &#8211; Documentário – Homens e caranguejos, Paulo de Andrade (2016 / 25 minutos)<br />
16h &#8211; Documentário – Enraizada, de Tiago Delácio (2018 / 8 minutos)<br />
16h30 &#8211; Documentário – Entremarés, Anna Andrade (2018 / 17 min)<br />
17h &#8211; Curta &#8211; Homem que vira peixe, de Cezar Maia (2012 / 15 min)</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
5ª Feira Nordestina do Livro (Fenelivro)<br />
Quando: 30 de outubro a 3 de novembro<br />
Horário: 9h às 21h<br />
Local: Centro de Convenções de Pernambuco (Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n &#8211; Salgadinho, Olinda &#8211; PE)<br />
Entrada gratuita</p>
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		<title>&#8220;A sociedade mudou e o jornalismo também&#8221;, diz Sheila Borges</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2015 20:05:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29708" aria-labelledby="figcaption_attachment_29708" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/sheila-borges-lancamento-livro-o-reporter-amador.jpg"><img class="size-medium wp-image-29708" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/sheila-borges-lancamento-livro-o-reporter-amador-607x412.jpg" width="607" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">A obra, que conta com apoio cultural da Cepe, é uma adaptação da tese de doutorado da autora em Sociologia, na UFPE</p></div>
<p style="text-align: right;"><a href="https://www.instagram.com/brunos.souza/" target="_blank"><strong>Bruno Souza</strong></a></p>
<p>A Internet, as redes sociais e as novas tecnologias trouxeram para as pessoas novas percepções e diferentes maneiras de se relacionar com o mundo. Se antes, para se manter informado, o cidadão precisava se deslocar até uma banca de jornal, ligar a televisão ou rádio, hoje, com um simples deslizar de dedos na tela de um dispositivo móvel, é possível que ele tenha acesso a uma série de informações e, além de poder escolher o que vai ler e interagir diretamente com o conteúdo que ali está disponível, produzir/publicar suas próprias notícias em blogs ou plataformas de jornalismo colaborativo.</p>
<p>Interessada nessas transformações que vem acontecendo na sociedade nos últimos anos, advindas sobretudo pelo uso e popularização da Internet, a jornalista e professora Sheila Borges decidiu investigar o que leva indivíduos comuns, diga-se de passagem sem nenhuma formação em Comunicação Social, a criarem espaços próprios nas redes sociais e na <em>web</em> para veicular matérias produzidas por conta própria. Com apoio da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), a autora apresenta o resultado de sua pesquisa no livro <em>O repórter-amador</em>, que será lançado domingo (30), dentro da programação da Fenelivro, que ocupará o Centro de Convenções de Pernambuco, entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro.</p>
<p>Fruto de sua tese de doutorado em Sociologia na UFPE, a publicação revela quais são as disposições sociais que mais frequentemente motivam esse cidadão a querer ser produtor de notícia de forma voluntária, sem compromisso profissional e no tempo livre. &#8220;Consideramos que esse ator assume a condição de repórter-amador quando consome, colabora e cria um espaço autoral, driblando a mediação da imprensa, e se comunica diretamente com outros atores&#8221;, explica a jornalista, que recebeu em 2014, pela proposta de sua pesquisa, menção honrosa do prêmio Adelmo Genro Filho, concedido pela Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJOR). Além do Recife, a obra será lançada no Rio de Janeiro, durante o 38º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), que acontecerá de 4 a 7 de setembro. Confira abaixo a entrevista que a autora concedeu ao <strong>Cultura.PE</strong> sobre o livro e os novos rumos do jornalismo dentro do espaço virtual:</p>
<p><strong>1- Neste seu primeiro livro, que é uma adaptação da sua tese de doutorado em Sociologia, na UFPE, você apresenta uma série de perfis que retrata indivíduos que, embora não possuam formação em Comunicação Social, produzem e veiculam notícias de maneira independente em suas comunidades. Quando surgiu seu interesse nesses repórteres-amadores? Como você chegou a esses personagens?</strong><br />
Quando comecei a estagiar em redação de grandes veículos, na década de 90, comecei a observar que havia muita gente, mais do que eu imaginava, que procurava as empresas para expressar sua opinião sobre os mais variados problemas: do buraco da rua à falta de uma política pública. Não se contentava apenas em aparecer na sessão de opinião do leitor, que antes se restringia ao envio de cartas e hoje utiliza, como canal de interação, as ferramentas das redes sociais, queria ser protagonista das matérias jornalísticas. Ou seja, esse cidadão mais atuante não ficava apenas no papel de consumidor da informação. Além de opinar, ele também passava a enviar sugestão de matéria. Queria ver a sua pauta nas edições dos grandes veículos, mas nem sempre essa sugestão virava matéria. E, quando virava, nem sempre contemplava o enfoque sugerido pela audiência, o que gerava uma frustração. Mesmo assim, apesar dos filtros e das edições frustradas, ele continuava a interagir com os jornalistas. Passei a me indagar sobre as motivações que levam esse cidadão a querer participar do processo de produção da notícia, mesmo com todas essas dificuldades. O interesse começou daí. Onde encontrei esses cidadãos? Nos portais ou fóruns de comunicação que as empresas passaram a criar na Internet para dialogar com esse cidadão mais participativo. Isso ocorreu porque os veículos começaram a perceber que, por meio das ferramentas da grande rede virtual, a audiência não precisava mais ficar refém da mediação dos veículos. Ela poderia ir direto às fontes de informação e externar sua opinião, procurando solucionar seus problemas pelas mídias sociais. Passei três meses acompanhando os diálogos dos cidadãos nesses espaços virtuais e comecei a interagir com eles. Utilizei como principal fonte, o fórum que o Diário de Pernambuco instituiu. Não quis utilizar o do Jornal do Commercio por trabalhar naquela empresa. Como objeto de pesquisa, procurei um fórum que não tivesse ligado ao meu local de trabalho, já que, na época, atuava no JC.</p>
<p><strong>2- De maneira geral, o que leva esses cidadãos a atuarem por conta própria, muitas vezes voluntariamente, como repórteres? Nas matérias produzidas por eles, você conseguiu identificar os critérios de noticiabilidade que aprendemos nos cursos de jornalismo?</strong><br />
Foram três anos de pesquisa, tomando como suporte teórico e metodológico a sociologia à escala do indivíduo do sociólogo francês Bernard Lahire, que conheci pessoalmente aqui no Recife, em 2010, por intermédio de minha orientadora Lília Junqueira. Ele apoia seu programa de pesquisa na sociologia das disposições, uma linha de investigação centrada na tradição das teorias da ação. Dessa escola, fazem parte, por exemplo, estudiosos como Max Weber, Pierre Bourdieu, Erving Goffman e Norbert Elias. Nas teorias disposicionalistas, existem dois grupos. Em um deles, são enfatizados os princípios unificadores e homogêneos, que colocam um peso grande no passado e não valorizam características singulares do indivíduo e o contexto imediato da ação. No outro, é dada relevância à fragmentação interna das experiências, sem delegar tanta importância ao passado, como o grupo anterior. Lahire defende um estudo sobre as diversas formas de reflexão que agem nos diferentes tipos de ação. Trabalha com base em uma sociologia da pluralidade. Os indivíduos sofrem influências das socializações nos diversos mundos, como os da família, do trabalho e da escola. Isso vai depender também das relações sociais e dos contextos nos quais estão inseridos tanto os do passado quando os do presente. A disposição é uma força interna que vai sendo formada inconscientemente no indivíduo em meio à diversidade das experiências socializadoras, incorporadas de forma plural e externalizadas de forma individual. Elas só podem ser vistas na ação. Por isso, as disposições são, ao mesmo tempo, plurais e singulares. Elas são consideradas fracas se são vistas esporadicamente em determinados momentos. E são fortes se são recorrentes na vida do cidadão. Com base no programa de Lahire, aproximamos a nossa lente do universo social de indivíduos que utilizavam o fórum com frequência para dialogar com os jornalistas. Buscamos os atores que tinham disposição forte para interagir com os jornalistas. No nosso estudo, isso ocorreu por meio do fórum colaborativo do Diário de Pernambuco. Na pesquisa, identificamos que, de forma mais frequente, quatro disposições se entrecruzavam para motivar os cidadãos estudados a, inicialmente, interagir e a, posteriormente, ter iniciativa de criar espaços próprios para produzir notícia nas mídias sociais. Estamos nos referindo às motivações para as ações sociais, políticas, religiosas e culturais. Ou seja, esses cidadãos atuantes, que chamamos de repórteres-amadores, agiam em atividades ligadas aos campos político, cultural, religioso e comunitário. Pelo menos três deles agem como fortes variáveis motivadoras para a ação de interagir com a grande imprensa e de instituir canais próprios de comunicação. Intuitivamente, os atores estudados identificam o que é mais relevante para um fato entrar na categoria de notícia para o jornalismo, mas eles não obedecem aos critérios de noticiabilidade tradicionais do campo do jornalismo. Eles criam seus próprios critérios a partir da importância que o fato tem em seu espaço local, nas suas relações interpessoais, que nem sempre correspondem aos valores consagrados pelo campo do jornalismo. Isso contribui para abalar os valores arraigados do campo profissional.</p>
<p><strong>3- Num dos trechos da publicação, você conta que, antes mesmo da chegada da Internet às redações, sempre existiram indivíduos dispostos a colaborar com o &#8220;ciclo de concepção das matérias jornalísticas&#8221;, e que os computadores só facilitaram esse acesso direto entre cidadãos e jornalistas. Gostaríamos que você comentasse um pouco sobre essas mudanças que encontramos atualmente nas relações/configurações que são estabelecidas dentro e fora da imprensa.</strong><br />
Quando não tínhamos uma sociedade interligada em rede, como a atual, o cidadão tinha dificuldade de dialogar com a imprensa. Antes da Internet, isso só poderia ser feito pessoalmente, por carta ou telefone. Agora, tudo ficou mais fácil e ágil. Várias ferramentas tecnológicas foram criadas, o celular está aí para instituir novas práticas. Por meio dele, podemos rapidamente mandar mensagens de texto, imagens e áudios, que podem ser enviados para a imprensa. Isso revolucionou a interatividade e ampliou o diálogo social. A sociedade mudou e o jornalismo também. Antes das mídias sociais, o fluxo de informação era de um grupo para todos. Agora, é de todos para todos. Qualquer pessoa produz conteúdo e se transforma em uma mídia.</p>
<p><strong>4- Esse movimento, se é que podemos identificá-lo assim, de “faça você mesmo sua notícia”, tem alguma relação com essa crise que o jornalismo tem enfrentado na contemporaneidade, principalmente, no que se diz respeito à credibilidade das notícias que são veiculadas todos os dias nos meios de comunicação?</strong><br />
O atual contexto, digamos assim, mais democrático está abalando sim o fazer jornalismo. Se a grande imprensa divulga um fato, a partir de seus filtros econômicos e políticos, o veículo pode ser questionado por meio das postagens feitas por cidadãos comuns que estão ali atentos aos acontecimentos. A noticia não é mais unicamente fruto do complexo processo de produção da informação, instituída pelo campo do jornalismo. A notícia é resultado das relações sociais. Não se pode mais esconder os interesses que estão por trás das grandes corporações. É preciso que os veículos assumem publicamente as suas posições. Isso tornaria as relações mais transparentes. Não existe imparcialidade. É um mito. E não existe apenas uma verdade, mas muitas versões de um mesmo fato. É claro que o emaranhado de fontes gera um problema grande: o da credibilidade da informação. É aí que entra a formação profissional e a cultura do indivíduo. A imprensa ainda é identificada como fonte para se checar se um fato é procedente ou não, mas não é mais o lugar único de produção desse sentido. Estamos passando por um processo de decantação. Na imprensa ou fora dela, só vai permanecer como fonte de informação o indivíduo (ou mídia) que tiver cuidado na apuração e na divulgação das mais variadas versões de um fato. Acredito que a saída do jornalismo, nesse contexto tão complexo, é o de publicar matérias mais analíticas e voltadas para os problemas locais. Aproximar-se do cidadão cada vez mais. Não perder, de forma alguma, esse contato.</p>
<p><strong>5- Em sua publicação, você faz questão de diferenciar o papel do cidadão-repórter para o do repórter-amador. Em linhas gerais, o que os distingue? E mais: de que maneira eles conseguem sair desse amadorismo para assumir o protagonismo no que você considera no livro como “jogo do agir ativamente no jornalismo”, chegando, inclusive, a pautar veículos e jornalistas renomados?</strong><br />
O conceito de jogo do agir ativamente no jornalismo foi construído para identificar os indivíduos que têm a capacidade de se movimentar, fazer o jogo, entre o que chamo de mundo do jornalismo (onde estão todos os atores do jornalista, passando pelo jornaleiro até a audiência tradicional) e o campo do jornalismo (onde estão os profissionais que vivem, são remunerados, do fazer jornalismo). Nesse jogo, o cidadão comum age ativamente quando cria um espaço próprio para produzir notícia em seu tempo livre, sem obedecer às regras do campo profissional, como horários e valores. Não são remunerados. Ganham a vida em outros campos profissionais. O cidadão-repórter consome e interage com a imprensa. O repórter-amador, além de consumir e interagir, cria um espaço autoral para produzir a informação como ele quer. Parte desses atores tem se dedicado tanto aos seus espaços que passa a ser consultado como fonte de informação pelos jornalistas, pautando as edições. Isso ocorre, por exemplo, com os blogs de cidadãos que moram no interior.</p>
<p><strong>6- A jornalista Adriana Barsotti lançou recentemente um livro que coloca em xeque o papel do jornalista dentro do ambiente digital. Segundo ela, na obra <em>Jornalista em mutação &#8211; Do cão de guarda ao mobilizador de audiência</em>, o nosso papel, em especial dos editores de grandes portais de notícias, não é mais de selecionar as matérias pelos critérios jornalísticos padrões de outrora &#8211; já que, ao contrário dos impressos, há uma elasticidade maior de espaço na web &#8211; mas, baseados em estatísticas de audiência e comentários nas redes sociais, tornamo-nos num mero &#8220;mediador, mobilizador de audiência&#8221;. Com base nisso, como você, que agora é professora do curso de Comunicação Social da UFPE em Caruaru, vê o futuro da nossa profissão neste espaço de constantes transformações no jornalismo?</strong><br />
O jornalista não é mais apenas o <em>gatekeeping</em>, o guardião do portão por onde as notícias entram e são selecionadas para figurar nas edições dos veículos. Agora, o jornalista é fundamentalmente um <em>gatewatching</em>. Ou seja, um selecionador das informações que estão circulando na grande rede, a partir de critérios de noticiabilidade definidos pela audiência. Há uma disputa entre discursos e competências entre os atores, mas o essencial é que a prática jornalística foi modificada, pois mudou a forma de se produzir notícias. Todos nós somos produtores de informação. Sou favorável ao diploma para o exercício do jornalismo, mas a notícia não está mais restrita à grande mídia. A notícia está também nas redes sociais, a notícia é resultado das relações sociais. Criou-se um compartilhamento e uma colaboração entre os atores, o que gera um fluxo mais circular da informação. O novo curso de comunicação social da UFPE, em Caruaru, foca sua formação nesse ator que gera conteúdo nas mídias sociais para que ele possa ser empreendedor e se transformar em uma fonte de notícia com massa crítica de credibilidade. Apesar dessas mudanças, não podemos dizer que os jornalistas perderam a sua importância no processo de seleção e divulgação das informações nem que o cidadão “X” tem o mesmo peso que o cidadão “Y”. Isso porque estaríamos, neste caso, diante de redes igualitárias onde todos teriam o mesmo nível de acesso e de condições para interagir e produzir informação, o que não acontece. O jornalista precisa acompanhar a mudança na configuração do campo da comunicação e oferecer um produto diferenciado.</p>
<p><strong>7- É possível encontrar um denominador comum entre qualidade e audiência?</strong><br />
Claro que sim, o que é bom fica. O que é ruim termina sendo descartado. Não podemos perder de vista, porém, que não existe um público homogêneo. Temos muitos grupos e isso amplia a capacidade de se produzir e de se consumir a informação. Considero que o denominador comum entre qualidade e audiência é a produção de um conteúdo com substância, com competência, com respeito e ética.</p>
<p><strong>8- O sucesso dos blogs e redes sociais dos repórteres-amadores se deve a essa proximidade que eles mantêm diretamente com o público e, conhecedores dos problemas de suas comunidades, na prestação de serviço que promovem nesses espaços virtuais? Será que os grandes veículos de comunicação não precisam retomar e colocar em suas pautas matérias que ajudem efetivamente os cidadãos a solucionarem seus problemas? Ou jornalismo não é só prestação de serviço?</strong><br />
Acredito que o sucesso dos repórteres-amadores acontece porque eles estão focando as suas notícias nos problemas locais, nos temas mais próximos dos atores com os quais se relacionam. Assim, colocam notícias que não estão nas pautas dos grandes veículos seja por falta de espaço, seja por se confrontarem com os interesses das empresas. O jornalismo sempre teve uma vertente forte na prestação de serviço, a exemplo do rádio, mas com a redução das equipes, esse trabalho fica mais difícil. O cidadão que age ativamente nas redes sociais consegue entrar nesse espaço e ganha audiência e reconhecimento. O jornalista pode fazer a diferença quando consegue trabalhar as pautas locais, abordando os assuntos com um enfoque mais analítico. O que pode ocorrer por meio da chamada grande mídia, mas também por espaços criados nas mídias sociais de forma mais autônoma. Não podemos esquecer que as empresas têm os seus interesses políticos e econômicos, por meio deles criam os seus filtros de edição que não estão, na maioria das vezes, claros para o público.</p>
<p><strong>9- Percebe-se também atualmente, em especial nestes blogs mais famosos que encontramos na web, que o personalismo é importante ferramenta na consolidação de projetos online. Isto é, quem acompanha um determinado blogueiro, quer ouvir a opinião e, porque não, as impressões dele sobre tudo o que acontece na esfera em que ele atua. Será que essa perspectiva individual, que cada vez mais tem migrado para as organizações e grandes veículos de comunicação, já sinaliza uma mudança do que teremos no jornalismo mais na frente? O jornalismo colaborativo pode ser uma saída para essa enxurrada de opiniões e personalismo da notícia?</strong><br />
A credibilidade da notícia não está centrada nos veículos, mas nos jornalistas, nas pessoas que apuram e produzem o conteúdo. Sejam elas jornalistas ou não. Por isso, muitas vezes, a audiência acompanha o profissional por onde quer que ele esteja. O jornalismo colaborativo é uma tentativa de dar mais espaço ao cidadão comum ao publicar textos e imagens remetidas pela audiência. Alguns veículos estão colocando os nomes de alguns atores como colaboradores do conteúdo, dando crédito à fonte. Essa colaboração, no entanto, é limitada. Não podemos nos iludir. Nada é publicado sem passar pelo crivo da empresa. Nada é publicado sem o consentimento dos editores. Ou seja, tem uma interferência direta dos filtros econômicos e políticos sempre.</p>
<p><strong>10- Antes de encerrar, gostaríamos que você nos contasse mais sobre o lançamento do livro, que irá acontecer neste domingo (30), na Fenelivro. Além da tarde de autógrafos, haverá um debate sobre o tema?</strong><br />
O livro é uma produção independente que conta com o apoio cultural da Cepe. Fui convidada pelo jornalista Evaldo Costa, que fez o texto da orelha do livro, para lançá-lo na Feira Nordestina do Livro, do qual é curador. Antes do lançamento, haverá um bate papo sobre o resultado de minha pesquisa e temas que perpassam o jornalismo. Conto com a participação do jornalista Laurindo Ferreira, editor geral do Jornal do Commercio, e dos professores Amílcar Bezerra (UFPE) e Juliano Domingues (Unicap). A feira ocorre no Centro de Convenções. A conversa e o lançamento acontecem em um espaço dentro da feira chamado do Café Literário, a partir das 15h.</p>
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