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	<title>Portal Cultura PE &#187; FERA</title>
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		<title>20º FestCine promove debate sobre a atuação feminina no audiovisual</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Dec 2018 21:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65136" aria-labelledby="figcaption_attachment_65136" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46206209731_93f3d35d32_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65136" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46206209731_93f3d35d32_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Com plateia formada principalmente por mulheres, realizadoras de audiovisual falaram da experiência feminina na área.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p>Durante esta semana em que acontece o 20º FestCine, o primeiro andar do Cinema São Luiz tem recebido diariamente debates com os realizadores dos curtas-metragens apresentados na programação deste ano. No entanto, na tarde da última quarta-feira, a roda de conversa fugiu um pouco dos trabalhos selecionados para falar da atuação feminina no cenário do audiovisual e seus planos para o futuro. Em parceria com a FERA (Feminismo &amp; Equidade para Reiventar o Audiovisual), o FestCine recebeu as realizadoras Juliana Lima, Rachel Ellis, Yane Mendes e Melina Bomfim para debater o tema “Cinema urgente: estratégias de existência do cinema como arte e resistência”, sob a mediação da jornalista e também realizadora Débora Britto.</p>
<p>“A grande sacada do festival é que ele coloca na tela o que está sendo feito de novo e foca em formação. Então, a FERA tem tudo a ver com o FestCine. Na Coordenadoria de Audiovisual existe uma preocupação de fortalecer a ação feminina não só na produção, mas também como roteiristas, diretoras, entre outras funções”, comentou Andréa Mota, que é assessora da Coordenadoria de Audiovisual da da Fundarpe, ao abrir o debate.</p>
<div id="attachment_65137" aria-labelledby="figcaption_attachment_65137" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46206212571_21f2ebc57e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65137" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46206212571_21f2ebc57e_k-607x477.jpg" width="607" height="477" /></a><p class="wp-caption-text">Parceria com a FERA, o debate teve como convidadas Yane Mendes, Melina Bomfim, Juliana Lima e Rachel Ellis, além de ter contado com a mediação de Débora Britto.</p></div>
<p>A mediadora Débora Britto começou a conversa indagando as convidadas como seria possível fazer um cinema questionador e que dialogue com a população nos próximos anos. “Acho que a maior urgência que a gente tem é a educação. A gente não consegue formar a nossa população se a gente não dá oportunidade. Fico pensando no meu cinema, já que ano que vem tenho um projeto do Funcultura para gravar, que é será o meu primeiro curta autoral, e fico angustiada, porque a população negra nunca se sentiu tranquila. O que teremos que fazer nesse novo cenário, então? Acho que cada um vai ter que trocar com o outro e tentar transformar esse cenário. É trabalhando que a gente vai conseguir mudar”, avaliou Juliana Lima, que ainda falou sobre a importância da atuação feminina em ferramentas como o Conselho Consultivo de Audiovisual, onde foi possível aumentar o peso da pontuação de projetos dirigidos ou roteirizados por mulheres na avaliação do edital do Funcultura.</p>
<p>“A urgência da narrativa feminina não é só para mulheres, mas para todo mundo. Cada vez mais eu vejo que é muito importante os corpos das mulheres negras ocuparem o cinema nas telas e atrás delas. Hoje eu entendo, finalmente, que a curadoria é um lugar de muito poder, porque é quem escolhe os filmes, e nós, mulheres negras, temos que ocupar tudo. Como produtora, meu foco é descentralizar o máximo possível. Enquanto realizadora construir cada vez mais pontes que expandam nosso imaginário e nossos corpos negros. Estamos por um momento de anseio pelos nossos corpos na tela, mas, se no Brasil a gente vai ter algumas dificuldades, a gente tem que buscar cada vez mais parcerias institucionais internacionais”, destacou a brasiliense Melina Bomfim, que defendeu a ocupação de espaços como uma forma de manter as conquistas da mulheres.</p>
<div id="attachment_65138" aria-labelledby="figcaption_attachment_65138" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32334121748_3f798be446_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65138" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32334121748_3f798be446_k-607x368.jpg" width="607" height="368" /></a><p class="wp-caption-text">Assessora da Coordenadoria de Audiovisual da Fundarpe, Andréa Mota destacou a preocupação do FestCine em investir em formação.</p></div>
<p>Francesa radicada no Brasil há 15 anos, Rachel Ellis trabalha com a distribuição de filmes pernambucanos e reafirmou a importância de parcerias também de fora do país. “Minha primeira experiência com cinema foi na distribuição de “Um Lugar ao Sol”, de Gabriel Mascaro. Um filme tão importante para despertar o olhar sobre a desigualdade no País e não conseguimos incentivo através de edital. Fui procurar parcerias fora do Brasil e conseguimos uma focada em direitos humanos. O desejo de fazer cinema ninguém tira da gente, há uma série de questões que se colocam agora de como fazer cinema, mas temos que descobrir fazendo e indo atrás”, observou ela.</p>
<p>Realizadora e oficineira de audiovisual para jovens de periferia, Yane Mendes frisou que as realizadoras de origem humilde já fazem cinema superando adversidades. “Na favela, o medo da repressão já existe há muito tempo. Para eu chegar no cinema, tive que ir atrás, conhecer pessoas, viver com pessoas da área. A estratégia para fazer cinema talvez seja seguir o movimento do brega, que chegou na classe média, independente da letra, se apropriando dos espaços. Temos que aparecer nos lugares, como fez o brega. No desespero pela sobrevivência, a periferia já traçou estratégias há muito tempo, elas estão nas ruas. A questão é aprender no olhar e na escuta com outras pessoas, temos que deixar de ser prepotentes”, concluiu a pernambucana.</p>
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		<title>FERA oferece formação em audiovisual exclusiva para mulheres no Portomídia</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Oct 2018 03:27:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Entre os dias 26 de novembro e 8 de dezembro, com atividades formativas no Portomídia, no bairro do Recife, o mercado do audiovisual pernambucano será impulsionado pela presença feminina. Segue aberto até o dia 24 de outubro o processo seletivo para as oficinas do FERA &#8211; Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual, realizada pela Zumbayllu Mesmo Assim A Gente Faz e Tilovita Produções. O valor da contribuição para participar das oficinas será de R$ 100, com a possibilidade de isenção para aquelas que não tiverem como custeá-la. As inscrições podem ser realizadas através do<strong> <a href="http://www.feraaudiovisual.com " target="_blank">site </a> </strong>e cada mulher pode se candidatar em uma oficina, permitindo assim que mais mulheres possam desfrutar da iniciativa.</p>
<div id="attachment_63847" aria-labelledby="figcaption_attachment_63847" class="wp-caption img-width-538 alignnone" style="width: 538px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Carol-Almeida.png"><img class="size-medium wp-image-63847" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Carol-Almeida-538x486.png" width="538" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Carol Almeida ministra oficina de Crítica Cinematográfica</p></div>
<p>Cerca de 75 mulheres terão a oportunidade de se aperfeiçoar na linguagem audiovisual escolhendo entre cinco oficinas intensivas, ministradas por profissionais reconhecidas nacionalmente nas seguintes áreas: direção e roteiro (Eliza Capai), direção de fotografia (Flora Dias), som direto (Simone Dourado), montagem de imagem e som (Natara Ney e Catarina Apolônio) e crítica cinematográfica (Carol Almeida). Mulheres que já utilizam ferramentas audiovisuais como forma de expressão são o principal público-alvo do projeto. Levando em conta toda a diversidade feminina, a seleção visará incluir mulheres negras, indígenas, residentes nas periferias, mulheres transgênero, sem deixar de considerar as mulheres lésbicas, bissexuais ou assexuais.</p>
<p>As mulheres representam mais de 51% da população brasileira. No entanto, em 2016 apenas 20,3% dos filmes lançados no Brasil foram dirigidos por mulheres. Nesse contexto foi pensada a plataforma FERA, na intenção propiciar espaços de encontro, reflexão e formação para fomentar a equidade de gênero no audiovisual e impulsionar a atuação técnica e criativa das mulheres no setor. &#8220;Este projeto deverá ter um impacto positivo para a equidade de gênero na cadeia audiovisual pernambucana, com a ampliação e o fortalecimento da rede de mulheres trabalhadoras do audiovisual, para que tenhamos cada vez mais mulheres atrás das câmeras, sendo autoras de suas próprias narrativas&#8221;, explica a produtora Amandine Goisbault.</p>
<div id="attachment_63846" aria-labelledby="figcaption_attachment_63846" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Catarina-Apolonio.jpg"><img class="size-medium wp-image-63846" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/Catarina-Apolonio-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Catarina Apolonio facilita curso sobre montagem de imagem e som</p></div>
<p>A FERA também reunirá em debates abertos ao público geral, trabalhadoras do audiovisual para discutir temas relacionados à participação e protagonismo feminino na área. O público ainda poderá assistir aos filmes produzidos pelas alunas na noite de encerramento do 20º Festcine, que acontecerá no Cinema São Luiz.</p>
<p>ZUMBAYLLU MESMO ASSIM A GENTE FAZ</p>
<p>Desde 2008, a produtora audiovisual Zumbayllu Mesmo Assim A Gente Faz abrange em suas atividades: produção, direção, fotografia, som direto, pós- produção, finalização, e também formação audiovisual. Além de desenvolver suas próprias produções, a Zumbayllu colabora intensamente com a Vídeo nas Aldeias e outras produtoras e cineastas, em projetos nos quais acredita.</p>
<p>TILOVITA PRODUÇÕES</p>
<p>A Tilovita é um núcleo de produção e articulação de projetos que têm como foco cinema, meio ambiente, urbanismo, música e intercâmbios. Desde 2006, produzimos programas de TV, documentários, vídeos institucionais, ficção, realizamos workshops, oficinas, mostras de cinema e vídeo, projetos de arte-educação, palestras, tudo no intuito de articular ideias, pessoas e culturas.</p>
<p><strong>SERVIÇO</strong></p>
<p>FERA &#8211; Feminismo e Equidade para Reinventar o Audiovisual<br />
Inscrições ate o dia 24 de outubro.<br />
Oficinas entre os dias 26 de novembro e 8 de dezembro, no Portomídia (R. Barão Rodrigues Mendes, 52, Bairro do Recife)</p>
<p>Informações:<br />
<strong><a href="http://www.feraaudiovisual.com " target="_blank">https://www.feraaudiovisual.com/</a></strong><br />
contateafera@gmail.com<br />
(81) 98123-0663<br />
(81) 99922-1113<br />
(81) 99504-5210</p>
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