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	<title>Portal Cultura PE &#187; Ferida</title>
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		<title>Websérie pernambucana &#8220;Ferida&#8221; discute violência contra a mulher e machismo</title>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2020 20:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_77081" aria-labelledby="figcaption_attachment_77081" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Camila Silva/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Perseguida2-Foto-Camila-Silva.jpg"><img class="size-medium wp-image-77081" alt="Camila Silva/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/05/Perseguida2-Foto-Camila-Silva-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Os três capítulos da <em>websérie</em> surgem a partir de performances que se mesclam a entrevistas com pessoas que têm histórias relacionadas aos temas</p></div>
<p>Discutir a desigualdade de gênero e a violência contra a mulher se faz ainda mais urgente diante da pandemia que atravessamos, com o alarmante aumento do número de casos de violência doméstica. Segundo o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), durante as medidas de isolamento social, haverá crescimento médio de cerca de 20% dos casos em todo o mundo. Neste cenário, o Núcleo de Experimentações em Teatro do Oprimido (Nexto) lança a <em>websérie</em> &#8221;Ferida&#8221;, com o intuito de reforçar a discussão de temas relacionados ao machismo e suas consequências, como a violência e desigualdade de gênero e assédio sexual, trazendo reflexões e provocações a respeito do que é ser mulher e sua vulnerabilidade na sociedade moderna.</p>
<p>Os três capítulos da <em>websérie</em> surgem a partir de performances que se mesclam a entrevistas com pessoas que têm histórias relacionadas aos temas. Eles serão lançados a partir do próximo sábado (23) e nos dois seguintes (30/5 e 6/6) e podem ser assistidos pelo site do Nexto (<strong><a href="http://www.nextope.com/" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.nextope.com&amp;source=gmail&amp;ust=1590004414179000&amp;usg=AFQjCNFGESJoT6zkCZebjO-6a4cY5dfEAA">www.nextope.com</a></strong>). Os vídeos também contarão com Legendas para Surdos e Ensurdecidos (LSE).</p>
<p>A <em>websérie</em> &#8221;Ferida&#8221; derivou da pesquisa &#8220;Do gênero performativo às perfomatividades de gênero&#8221;, incentivada pelo <strong>Governo do Estado de Pernambuco</strong>, por meio dos recursos do <strong>Funcultura</strong>, e que permitiu a continuidade e o aprofundamento da pesquisa teatral desenvolvida pelo Nexto sobre o universo da violência de gênero. A pesquisa criou performances inspiradas na relação das artistas envolvidas com seus corpos, suas sexualidades, seus gêneros. A ideia de performar o seu próprio gênero levou os artistas a criarem cinco performances individuais, uma fotoperformance e um Manifesto do Gênero Performativo. Estes dispositivos foram apresentados nas ruas do Recife, Olinda, Caruaru e São Lourenço da Mata. Em 2019, Mulheres que carregam homens, participou do 2º Festival Feminista de Lisboa, em Portugal.</p>
<p>Algumas questões guiam os diálogos, como o motivo pelo qual o homem se sente no &#8220;direito&#8221; de abusar do corpo de uma mulher, o que faz alguém se caracterizar como homem ou mulher e até que ponto estamos presos às identidades de gênero.<em> &#8220;Achamos importante ressaltar que a violência contra a mulher não acontece apenas com a presença do homem, mas também se manifesta entre as próprias mulheres quando reproduzem ideias machistas. Foi através do contato com a arte performática que passamos a pensar sobre como a gente performava nosso gênero, sinalizamos situações que nos inquietavam e tentamos desconstruir essa valorização das diferenças de gêneros&#8221;</em>, ressalta Andréa Veruska, atriz, arte-educadora e uma das idealizadoras do projeto.</p>
<p>Os capítulos &#8220;Perseguida&#8221;, &#8220;Mulheres que carregam homens&#8221; e &#8220;Devir animal&#8221; foram gravados entre 2018 e 2019 em diferentes locações, que também reforçam a discussão que cada um traz. Antes de tratar o assédio sexual, por exemplo, as mulheres entrevistadas participaram de uma aula de boxe; o bate-papo com uma mulher e um homem trans foi gravado em um ambiente religioso; e a roda de conversa sobre igualdade de gênero foi registrada em um bar no mercado público, onde a presença de homens é predominante.</p>
<p><strong>Sobre o Nexto</strong><br />
O Núcleo de Experimentações em Teatro do Oprimido (Nexto) foi fundado em 2012 pelos atores e arte-educadores Andréa Veruska e Wagner Montenegro, ambos formados pelo Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO-Rio), à época sob direção artística do Augusto Boal. Juntos realizam pesquisas, os estudos e as experimentações sobre o método e desenvolvem trabalhos de arte-educação, formação em Teatro do Oprimido, experimentação estética e criações artísticas em espaços sociais e culturais.</p>
<p>Entre as ações já realizadas pelo Nexto, o projeto Descobrindo a Estética do Oprimido que, em 2014 e 2017, formaram e capacitaram professores da rede pública de ensino e educadores populares na linguagem do Teatro do Oprimido em 13 cidades  do Agreste, Zona da Mata, Sertão e Região Metropolitana do Recife. O primeiro espetáculo do grupo foi Las Mariposas que surgiu a partir do desejo de retratar a situação de violência contra as mulheres em Pernambuco.</p>
<p>Em 2016, o Nexto realizou o projeto Teatro na Prisão: Conexão Brasil e Estados Unidos que proporcionou o intercâmbio o de teatro formado por detentos na Prisão de Segurança Máxima de Auburn (Auburn Maximum Security Prison), uma das mais antigas prisões do Estado de Nova York e facilitado por professores de teatro da Universidade de Cornell e da Ithaca College, em Ithaca, NY, Estados Unidos.  No ano de 2018, o espetáculo Las Mariposas fez sua primeira itinerância internacional na República Dominicana. Em 2019,  realizaram um laboratório de Teatro do Oprimido para Homens, com 21 homens dispostos a encarar processos criativos de desconstrução de suas ações machistas e patriarcais. Este processo foi documentado e se transformará em um filme-dispositivo que terá o Teatro do Oprimido como ferramenta de diálogo. E recentemente o grupo foi contemplado com o 2º Prêmio Roberto França (Pernalonga) de Teatro na Categoria Iniciativa Coletiva, com o projeto de formação em Teatro do Oprimido.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Site: <strong><a href="http://www.nextope.com/">www.nextope.com</a></strong><br />
Facebook: <strong><a href="https://www.facebook.com/nexto.pe/">www.facebook.com/nexto.pe</a></strong><br />
Instagram: <strong><a href="https://www.instagram.com/nexto.pe/">@nexto.pe</a></strong></p>
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