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	<title>Portal Cultura PE &#187; FPNC MATA NORTE</title>
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		<title>Poetas do Pajeú derramam poesia na terra do maracatu</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 16:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Pernambuco Nação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[FPNC MATA NORTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Nazaré da Mata]]></category>

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		<description><![CDATA[“Trouxe umbu do pomar de João Paraibano pra Mestre Salustiano saber do gosto de lá. Vim pra plateia escutar o canto do Pajeú para que Mestre Salu nos faça aqui companhia, vim derramar poesia no chão dos maracatus” (Caio Menezes) Como quem se esforça pra fazer bonito em casa alheia, como quem entra pedindo licença [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><img class="  " alt="" src="http://fpnc.org/site/wp-content/uploads/2012/04/6877509186_b7e5d86974_c-e1333999065823.jpg" width="614" height="410" /><p class="wp-caption-text">Mesa de Glosa com poetas do Pajeú em Nazaré da Mata</p></div>
<p><em>“Trouxe umbu do pomar de João Paraibano</em><br />
<em>pra Mestre Salustiano saber do gosto de lá.</em><br />
<em>Vim pra plateia escutar o canto do Pajeú</em><br />
<em>para que Mestre Salu nos faça aqui companhia,</em><br />
<em>vim derramar poesia no chão dos maracatus”</em><br />
<em>(Caio Menezes)</em></p>
<p>Como quem se esforça pra fazer bonito em casa alheia, como quem entra pedindo licença pra contar um pouco da história de seu lugar, o grupo de poetas do Sertão do Pajeú que visitou Nazaré da Mata nesta terça-feira, fez da Mesa de Glosas uma das ações mais emocionantes do Festival Pernambuco Nação Cultural até aqui.</p>
<p>De improviso e sob os olhares atentos do público que lotou o auditório da Universidade de Pernambuco, Alexandre Morais, Genildo Azevedo, Caio Menezes, George Alves, Zé Adalberto, Dudu Morais e Adiel Luna encheram o lugar com um tipo de beleza rara, aquela que a gente sente quando vê assim, bem de perto, o processo criativo de um artista popular.</p>
<p>Mais que um mediador da bela disputa, ou peleja da palavra, o também poeta Dedé Monteiro tratou logo de explicar como funcionaria a Mesa de Glosas: “A gente apresenta um mote aos participantes da mesa, na verdade são dois versos que cada poeta tem que incluir em sua estrofe rimada e feita de improviso”. Informações úteis para Ana Rosa, que como muitos ali, nunca haviam assistido a uma “luta pela poesia” naquele formato, como definiu a estudante de Letras.</p>
<p>Com tradicionais elementos do imaginário sertanejo ou que ressaltavam a riqueza da cultura pernambucana, os motes foram surgindo. Entre eles, versos que lembraram o legado para a poesia popular deixado por João Batista de Siqueira, o poeta Cancão, de São José do Egito. “Uma das nossas motivações para realizarmos este momento aqui em Nazaré da Mata foi também levar a todas as regiões o nome e a poesia deste importante poeta que, se estivesse vivo, faria cem anos em 2012″, comentou Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secretaria de Cultura do Estado. Na ocasião, Wellington anunciou um calendário de outras ações em homenagem ao “pássaro-poeta”, como a Aula Recitativa sobre a obra de Cancão que acontece na próxima sexta (30/03), às 15h, também na UPE de Nazaré da Mata.</p>
<p>Confira algumas glosas surgidas do encontro desta terça-feira, 27/03:</p>
<p>Em itálico estão os motes sugeridos aos poetas.</p>
<p><strong>George Alves</strong><br />
Cancão glosava bonito, feliz de quem o conheceu.<br />
Foi gênio enquanto viveu, faleceu pra virar mito.<br />
De São José do Egito, voou para a imensidão<br />
Onde não tem alçapão, baladeira e espinho.<br />
<em>Na terra é difícil um ninho, mas no céu tem de Cancão.</em></p>
<p><strong>Adiel Luna </strong><br />
Para descrever Cancão o poeta se retorce,<br />
mas por mais que se esforce, todo esforço é em vão.<br />
Cancão é imensidão, é o sabor da água fria,<br />
a força da ventania e nessa mesa dileta,<br />
<em>no peito nu do poeta, Cancão se faz poesia</em>.</p>
<p><strong>Alexandre Morais</strong><br />
A missão é bem pesada nessa mesa se dispor<br />
E a culpa é desse senhor da cabeça esbranquiçada.<br />
Dedé velho camarada está entre os meus gurus,<br />
pra poesia é Jesus e um Deus para quem cria,<br />
<em>vim derramar poesia no chão dos maracatus.</em></p>
<p><strong>Genildo Santana</strong><br />
A minha terra natal é um estado soberano.<br />
Foi aqui que Ariano fez soneto armorial.<br />
Que Ascêncio foi genial, que deu estrela a Cancão.<br />
E de tanta inspiração vocês são o resultado.<br />
<em>Pernambuco é o estado mais cultural dessa nação.</em></p>
<p><strong>Zé Adalberto</strong><br />
Improvisar não é ruim, mas é bom que a gente diga<br />
que dá frio na barriga, pois sempre começa assim.<br />
Eu vim lá de Itapetinga pedindo força a Jesus<br />
pra que ele me dê luz e assim minha mente cria.<br />
<em>Vim derramar poesia no chão dos maracatus.</em></p>
<p><strong>Dudu Morais</strong><br />
Não foi criado em gaiola, nem era branco com preto,<br />
mas Cancão fez do soneto seu caderno de escola.<br />
Também cantou de viola, mas não seguiu profissão.<br />
O gracejo e o baião inventou o do passarinho<br />
<em>Na terra é difícil um ninho, mas no céu tem de Cancão</em></p>
<p><strong>Mesa de Glosas</strong></p>
<p>Só agora itinerante, a Mesa de Glosas de Tabira, no sertão do Pajeú, já acontece na cidade há 16 anos. Sempre no 3º fim de semana de setembro, quando a população local celebra a Festa do Poeta Zé Marcolino, parceiro letrista de Luiz Gonzaga.</p>
<p>Para Genildo Santos, um dos organizadores do projeto no município, a “iniciativa é também uma forma de manter aceso o interesse dos tabirenses pela poesia, pra que as novas gerações também tomem gosto pela rima e não deixem essa marca tão característica da nossa região acabar”.</p>
<p><strong>Mais programação</strong><br />
As atividades de Literatura no Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte que estão concentradas em Nazaré da Mata seguem até a próxima sexta-feira.</p>
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		<title>Debates sobre o Modernismo abrem programação literária do FPNC em Nazaré da Mata</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 12:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco Nação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[FPNC MATA NORTE]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante o início do mês de fevereiro de 1922 um grupo de artistas se reuniu em torno de um projeto que daria novos rumos à cultura brasileira – especialmente à literatura. Intitulada Semana de Arte Moderna de 22, a iniciativa propagou no país os conceitos do Modernismo – movimento artístico-cultural influenciado pelas vanguardas europeias e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><img class="  " alt="" src="http://fpnc.org/site/wp-content/uploads/2012/04/6874741756_80517c7f9a_z-e1333997939359.jpg" width="614" height="410" /><p class="wp-caption-text">Mesa Redonda sobre Semana de 22 em Recife: antecedentes e repercussões (Foto: Daniela Nader)</p></div>
<p>Durante o início do mês de fevereiro de 1922 um grupo de artistas se reuniu em torno de um projeto que daria novos rumos à cultura brasileira – especialmente à literatura. Intitulada Semana de Arte Moderna de 22, a iniciativa propagou no país os conceitos do Modernismo – movimento artístico-cultural influenciado pelas vanguardas europeias e que propunha uma quebra com os padrões tradicionais de fazer arte. Foi deste evento, inclusive, que saíram nomes emblemáticos para a cultura nacional como Mário e Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Vicente do Rego Monteiro e Anita Malfatti. Como forma de celebrar e discutir o evento, que em 2012 completa 90 anos, a Coordenadoria de Literatura da Secretaria de Cultura de Pernambuco, em parceria com a Universidade de Pernambuco (UPE), realiza uma série de ações dentro da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte.</p>
<p>Nessa segunda (26), o auditório da UPE ficou lotado para assistir a mesa redonda “Modernismo precursor do Nordeste – Manuel Bandeira e Vicente do Rego Monteiro”. Com as participações da professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Wilma Martins; do Mestre em Linguística pela UFPB, André Cervinskis e do professor da UPE, Alexandre Furtado, a mesa discutiu a importância dos artistas dentro do movimento. Para Wilma Martins, o legado dos realizadores da Semana de 22, em especial dos escritores, pode ser observado até hoje na produção cultural brasileira. “A literatura nos ajuda a encontrar soluções para nosso País”, comentou.</p>
<p>André Cervinskis apresentou uma análise sobre as particularidades do Modernismo no Nordeste, destacando a presença do movimento na capital pernambucana. “Antes de 1922 já podemos identificar tendências modernistas no Recife”, comentou. O tema, inclusive, foi um dos tópicos da mesa seguinte: “Semana de 22 em Recife: antecedentes e repercussões”, com mediação do próprio Cervinskis e participação dos professores da Universidade Federal de Pernmabuco (UFPE), Antônio Paulo Rezende e Lourival Holanda.</p>
<p>Para Holanda, os princípios do Modernismo difundidos por Mário de Andrade continuam atuais. “O espírito de Mário de Andrade está presente hoje principalmente no direito permanente à pesquisa – seja ela nos meios convencionais ou no Google. O importante é buscar outras formar de fazer literatura”, teorizou. O especialista, contudo, ressaltou a importância de se estabelecer também uma visão crítica sobre o movimento. “Tudo o que dispensa a crítica nos envenena. É muito importante retomar o que dizem os manuais sobre 22, mas é fundamental repensar o que significa esta semana para a cultura. Se vocês não ousam, estão negando 22″, afirmou.</p>
<p>Antônio Paulo Rezende prosseguiu com o debate citando versos do “Poema das Sete Faces”, de Carlos Drummond de Andrade. “É muito importante pensarmos o tempo de uma forma simultânea e não linear, já que presente, passado e futuro estão todo tempo dialogando”, comentou antes dos versos. Para o professor o Modernismo no Recife esteve atrelado ao Regionalismo, em obras de autores como Gilberto Freyre. “Muitos não gostam da obra de Freyre e fazem críticas quanto ao seu elitismo e certo preconceito, mas a forma como ele narrava era profundamente moderna. Poucas pessoas na época escreviam de uma forma tão clara e integrada quanto ele”, destacou.</p>
<p>O debate seguiu com a abertura de perguntas para os estudantes. Carlos Santos, aluno de Letras, comentou a importância da iniciativa. “Eventos como este, que trazem especialistas e professores de outras instituições, é fundamental para o desenvolvimento crítico dos alunos, além de promover um intercâmbio com outras correntes de pensamento”.</p>
<p>Confira mais destaques da programação de literatura em Nazaré da Mata</p>
<p><strong>Oficinas</strong><br />
Data: 27/03, das 15h às 17h<br />
Local: Campus UPE</p>
<p>Leitura, texto e sociedade, Profa. Rosário<br />
Literatura Popular, Prof. Josivaldo<br />
A poesia na escola, Prof. Jacinto<br />
A biblioteca e o leitor, Prof. Alexandre Furtado<br />
A formação do leitor literário, Prof. Cristina Botelho</p>
<p>17h – Recital do Grupo Silêncio Interrompido<br />
Com Philippe Wollney, André Philipe e David Borges. Poeta Convidado: Jorge, o poeta do Improviso.<br />
Local: Campus da UPE</p>
<p>19h – Mesa de Glosa com poetas do Pajeú<br />
Com Caio Menezes, George Alves, Genildo Santana, Alexandre Morais, Dudu Morais, Zé Adalberto. Apresentação: Dedé Monteiro. Convidado: Adiel luna (SECULTE/PE)<br />
Local: Auditório da UPE</p>
<p>19h – Mesa redonda: Encontro de Saberes – O popular e o acadêmico<br />
Com Izabel Guillen, Manoelzinho Salustiano, Carmem Lélis e Guitinho da Xambá.<br />
Local: UPE</p>
<p>20h30 – Mesa redonda: Poesia de Cordel Sociedade<br />
Com Maria Alice Amorim e Prof. Josivaldo<br />
Local: Auditório da UPE</p>
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