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	<title>Portal Cultura PE &#187; FPNC Taquaritinga</title>
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		<title>Marcelo Jeneci se joga nos braços de Taquaritinga do Norte</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Sep 2014 21:08:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Último dia do Festival Pernambuco Nação Cultural na cidade de Taquaritinga do Norte. Neste sábado (13), parte do município e alguns visitantes de outras regiões aguardavam pelos shows que aconteceriam logo mais, a partir das 21h, no Palco Nação Cultural, na Praça Padre Otto Sailer. Um dos motivos da expectativa era [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15047481029_aaa526234c_z.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13758" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15047481029_aaa526234c_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Último dia do Festival Pernambuco Nação Cultural na cidade de Taquaritinga do Norte. Neste sábado (13), parte do município e alguns visitantes de outras regiões aguardavam pelos shows que aconteceriam logo mais, a partir das 21h, no Palco Nação Cultural, na Praça Padre Otto Sailer. Um dos motivos da expectativa era a apresentação do cantor, músico e compositor paulista Marcelo Jeneci, que voltava ao município, após dois anos, para mais uma apresentação pelo FPNC. Antes dele, subiram ao palco os cantores Allexa, Almério e Geraldo Maia, com shows que impressionaram pela qualidade, seja estética ou de repertório.</p>
<p>Catártico. Não haveria adjetivo melhor para definir o show de Marcelo Jeneci. Última atração da noite, ele coroou esta edição do FPNC com uma apresentação que levou o público ao delírio. Apresentou, em maior parte do show, canções do seu mais recente trabalho, &#8220;De graça&#8221;, segundo álbum solo. No entanto, apesar de relativamente novas, as canções deste CD também estavam na ponta da língua do público, que, bem antes dos shows, o aguardava com ansiedade. Foi o caso dos jovens Felipe Cícero de Almeida, 19, e Guilherme Melo, 20, que vieram de Caruaru especialmente para ver Jeneci. Eles estavam entre os inúmeros jovens que se aglomeravam no gargarejo para conseguir um visgo que fosse da imagem do artista diante dos seus olhos, ao longo do show.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15233878352_554412115d_z.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13759" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15233878352_554412115d_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>&#8220;<em>O que mais agrada nele é a tranquilidade e a paz que as músicas dele me passam, é uma coisa da alma mesmo</em>&#8220;, dizia Felipe, que acompanha a carreira de Jeneci há três anos e já assistiu a shows do artista em Caruaru, em Garanhuns, durante o Festival de Inverno deste ano, e na própria Taquaritinga, em 2012, durante o FPNC. &#8220;<em>Ele é o meu artista preferido. As letras dele falam diretamente com a gente. A gente se encontra no que ele diz nas músicas</em>&#8220;, completou Guilherme.</p>
<p>Tamanha empatia com o público se deve ao conteúdo extremamente passional e emotivo das canções de Jeneci. Além disso, ele também mostra, atualmente, uma atitude mais extrovertida e com músicas mais agitadas e pesadas em palco, do que em tempos anteriores. &#8220;Alento&#8221;, justamente a primeira faixa do disco novo (e que abriu o show do último sábado), é prova disso. É música para dançar, assim como &#8220;Pense duas vezes antes de esquecer&#8221;, essa do “Feito pra acabar”, e uma das que encerrou a apresentação, durante o bis. Outra coisa que pode significar essa sinergia entre Jeneci e o público é a sua ascendência. Filho de um pernambucano de Sairé, ele tem laços fortes com Pernambuco. Não apenas os familiares, mas também de amizade. Construiu e solidificou parcerias aqui.</p>
<div id="attachment_13760" aria-labelledby="figcaption_attachment_13760" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15234232135_bffa68b5f9_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-13760" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15234232135_bffa68b5f9_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Acompanhado de Laura Lavieri (esq.) e de uma excelente banda, Jeneci fez público cantar todas as músicas</p></div>
<p>&#8220;<em>Além do meu pai, que trabalhou a vida inteira lidando com sanfona, com vários músicos, o que eu mais observo como influência, em volta de mim, são os meus avós pernambucanos. E isso faz com que eu me sinta sempre muito próximo daqui. E esse meu nome, &#8216;Jeneci&#8217;, é tipicamente local. Existem vários homens e mulheres com este primeiro nome. Então, a minha sensação, por todos esses motivos, que se juntam ao carinho que eu recebo quando venho pra cá, parece aquela coisa &#8216;ó, estamos recebendo de volta alguém que daqui e que vem cheio de coisas especiais pra dizer pra gente. Romanticamente, é assim que eu vejo e que eu sinto</em>&#8220;, explica ele sobre a sinergia entre ele e Pernambuco.</p>
<p>Ao longo do show, a cada música, essa ligação foi se estreitando mais e mais. Ao lado da parceira Laura Lavieri e dos excelentes músicos da sua banda, ele entoou as suas canções acompanhado pelo coro ensurdecedor de fãs e admiradores. Grande parte do show foi baseada no repertório do álbum &#8220;De graça&#8221;, &#8220;Tudo bem, tanto faz&#8221;, &#8220;Sorriso Madeira&#8221;, &#8220;O melhor da vida&#8221;, &#8220;A vida é bélica&#8221; estavam entre as canções. Mas composições de &#8220;Feito pra acabar” também marcaram presença, como a própria canção-título, &#8220;Pra sonhar&#8221;, &#8220;Felicidade&#8221; e “Dar-te-ei, quando, inesperadamente, Jeneci desce do palco e se joga nos braços da plateia, no momento de maior catarse.</p>
<p>Não houve quem saísse com o coração ileso, depois te tamanha emoção.</p>
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		<title>Literatura que se espalha e reverbera dentro de cada um</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 23:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova &#8220;Isso é pegadinha, é?&#8221; Assim perguntou uma senhora, no Distrito de Jerimum (Taquaritinga do Norte), ao ver um livro solto, num banco da praça, tão à mão. Algo do tipo não era comum de acontecer por aquelas bandas. Um livro, assim, livre? Mas, por que não? Nesta semana, com a chegada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/IMG_7187.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13702" alt="Costa Neto/SecuLt-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/IMG_7187-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>&#8220;<em>Isso é pegadinha, é</em>?&#8221;</p>
<p>Assim perguntou uma senhora, no Distrito de Jerimum (Taquaritinga do Norte), ao ver um livro solto, num banco da praça, tão à mão. Algo do tipo não era comum de acontecer por aquelas bandas. Um livro, assim, livre? Mas, por que não? Nesta semana, com a chegada do Festival Pernambuco Nação Cultural ao município, uma das principais ações que aconteceu na região foi o Livros Livres, da Secretaria de Cultura de Pernambuco, através da sua Coordenadoria de Literatura. A ideia é fazer com que vários livros sejam espalhados em locais públicos para que qualquer pessoa possa lê-los e, depois, deixá-los em outro lugar, para que mais e mais pessoas tenham acesso à leitura. E foi assim no Distrito de Jerimum, na manhã deste sábado (13).</p>
<p>Crianças, adultos e idosos se deparavam com livros por toda a parte e, movidos pela curiosidade, se aproximavam, para ver o que era. &#8220;<em>Eu perguntei ali por quanto é que estavam vendendo&#8221;</em>, disse dona Severina Maria das Neves, 70, enquanto folheava um dos livros que encontrou no caminho de casa.<em> &#8220;Aí eu vi esse livro aqui, falando coisas bonitas e me disseram que era de graça, pra eu pegar e ler. Minha gente, muito obrigado, viu?</em>&#8220;, comentava ela, com um sorriso no rosto e os olhos brilhando, mirando as páginas.</p>
<div id="attachment_13703" aria-labelledby="figcaption_attachment_13703" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/IMG_7229.jpg"><img class="size-medium wp-image-13703" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/IMG_7229-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A Gente da Palavra levou versos para Distrito de Jerimum</p></div>
<p>E não foi só nas folhas de papel que a literatura chegou até lá. Vozes também entoaram versos que reverberavam pelo pequeno distrito, com outra importante ação que se fez presente: o A Gente da Palavra, que reuniu os poetas João Higino, Gleison Nascimento e Wilma Torres. Eles batiam de porta em porta, nas casas, nos bares, para levar poesia aos moradores. A sortuda Maria Severina também recebeu os poetas em sua casa. Acompanhada da neta Maria Helena, 7, que se divertiu à beça com os versos de Wilma e Higino, ela ouviu atentamente cada palavra, cada verso. &#8220;<em>Eita, que eu gostei muito disso aqui hoje. A gente já teve filme passando aqui essa semana e, agora, o pessoal dizendo poesia pra gente, é bom demais. Eu gosto de ler, gosto de ouvir poesia. Eu me agradei foi muito</em>&#8220;, dizia ela. A pequena Maria Helena pareceu gostar também, pois ao ver Gleison recitando poesia em outra residência, correu logo e ficou bem ao seu lado, para ouvir.</p>
<div id="attachment_13704" aria-labelledby="figcaption_attachment_13704" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/IMG_7207.jpg"><img class="size-medium wp-image-13704" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/IMG_7207-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Dona Severina e a neta Maria Helena acompanharam atentamente as palavras do poeta</p></div>
<p>&#8220;<em>A acessibilidade à informação e à leitura é imprescindível para a gente construir uma literatura forte. E isso é muito importante pra nós que estamos aqui, trazendo poesia pra essas pessoas. A possibilidade de vir pra cá, numa cidade dessas, onde eu, provavelmente, nem saberia que existia e, possivelmente, não viria, se não fosse graças a esta ação, é extremamente gratificante. Eu mesmo estou voltando muito mais enriquecido do que eu vim pra cá, de material de poesia, de escrita e de vida</em>&#8220;, declarou o poeta Gleison Nascimento, durante a ação.</p>
<p>E ele volta pra casa com um recado: &#8220;<em>Era pra vocês terem trazido um CD ou um livro com essas poesias, pra deixar aqui pra gente</em>&#8220;, disse um dos moradores. Pediu que Gleison deixasse algo escrito em um papel. Ao saber que, logo mais, ele estava de partida de Taquaritinga, o homem, então, terminou: &#8220;<em>Pois, então, escreva num papel e deixe lá na farmácia, no centro, que eu vou lá buscar</em>&#8220;.</p>
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		<title>Cultura forjada na resistência</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Sep 2014 17:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova No antigo refúgio, negros guerreiros que não se curvaram ao cativeiro imposto pelo branco colonizador. Escondidos, embrenhados, lá ergueram suas trincheiras e empunharam uma resistência&#8230; étnica e cultural. Os quilombos tornaram-se, então, redutos de comunidades inteiras que, desde séculos passados, fizeram sobreviver a cultura negra ao longo dos séculos. Chã de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-41.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-13675" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-41-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>No antigo refúgio, negros guerreiros que não se curvaram ao cativeiro imposto pelo branco colonizador. Escondidos, embrenhados, lá ergueram suas trincheiras e empunharam uma resistência&#8230; étnica e cultural. Os quilombos tornaram-se, então, redutos de comunidades inteiras que, desde séculos passados, fizeram sobreviver a cultura negra ao longo dos séculos. Chã de Negros, em Passira, é uma dessas localidades onde os descendentes dos que, um dia, foram acorrentados, hoje, celebram a vitória e liberdade. O Festival Pernambuco Nação Cultural aproveitou a passagem por Taquaritinga do Norte e levou à cidade vizinha, nesta sexta (12), grupos que comungam das mesmas matrizes: a África que pulsa em nossas veias.</p>
<div id="attachment_13676" aria-labelledby="figcaption_attachment_13676" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-13676" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Grupo Ifá Rhadhá de Art&#8217;Negra, de Olinda</p></div>
<p>Há relatos de que Chã de Negros existe desde o século XVIII, quando lá chegaram as três primeiras famílias. Hoje, são mais de 150, que vivem da agricultura familiar, outros são professores, funcionários públicos. Mas todos, acima de tudo, estão irmanados pelo mesmo sentimento: o de preservação das suas tradições. &#8220;É o que temos de mais precioso aqui e a nossa luta é para que possamos preservar e deixar para os mais novos a nossa tradição&#8221;, conta a professora Goreti Martins, que é também representante da comunidade. Chã de Negros se tornou Ponto de Cultura, a partir dos projeto Contos e Danças de Roçado, que tem como sua principal proposta manter viva a tradição do coco de roda tradicional da localidade.</p>
<div id="attachment_13674" aria-labelledby="figcaption_attachment_13674" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15223406252_8c6e0184a1_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-13674 " alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/15223406252_8c6e0184a1_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Balé Afro Raizes, de Peixinhos (Recife)</p></div>
<p>Como estratégia de fortalecimento dessa cultura, é necessário ver, ouvir e intercambiar com outras manifestações que tem a contribuir com a preservação dessa tradição. Desse diálogo, em que a cultura negra é o principal norte, participaram de uma tarde de celebração em Chã de Negros, o Balé Afro Raízes &#8211; de Peixinhos, no Recife -, o grupo Ifá Rhadhá de Art&#8217;Negra. Cada um falou um pouco de suas experiências e, em seguida, mostraram sua arte aos quilombolas. Gilson Gomes, do Balé Afro Raízes &#8211; uma das crias do Magê Molê, de Peixinhos -, sentia-se energizado em estar no meio daquela celebração. &#8220;É recompensador estar aqui, nesse local, onde muitos dos nossos irmãos resistiram bravamente. E é melhor ainda ver que somos irmãos na nossa cultura, principalmente, nessa troca de afinidades e experiências&#8221;, conta ele.</p>
<div id="attachment_13677" aria-labelledby="figcaption_attachment_13677" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-13677" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/09/quilombo-3-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Severino Otaviano &#8211; o &#8220;Chico Véi&#8221; &#8211; cantou coco de roda tradicional</p></div>
<p>O Raízes mostrou uma apresentação em que reviveu as agruras do povo negro, no período da escravidão e a vitória do povo negro sobre a suposta hegemonia branca. Na sequência, o Ifá Rhadhá encenou um texto onde chama a atenção, através de uma reflexão crítica, sobre a situação dos afro-brasileiros ao longo dos séculos. Para encerrar a celebração, pra cima, seu Severino Otaviano, mais conhecido como Chico Véi, mandou formar a roda para entoar o tradicional coco de roda da comunidade. E foi pisada de pé cadenciada até o anoitecer. &#8220;Receber essas visitas aqui hoje só faz engrandecer a gente que ouviu tanto dos nosso pais e avós histórias de tristeza e sofrimento, mas que também tinham seus momentos de alegria. E assim foi que surgiu o coco de roda, pra hoje, a gente dançar e se divertir, junto com esses amigos que vêm de fora&#8221;, exaltou Chico Véi.</p>
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