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	<title>Portal Cultura PE &#187; #GERLANELOPS</title>
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		<title>Mulheres deram o tom do samba no Palco Mestre Dominguinhos</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jul 2017 21:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania A sexta-feira (28) foi dia de louvar os orixás na noite de samba do palco Mestre Dominguinhos, que teve a cantora Mart&#8217;nália como atração principal. Para além de abrir espaço para o ritmo de matriz africana, o polo, que ainda teve Kiara Ribeiro, Grupo Terra, Gerlane Lops e Mariene de Castro, destacou [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Por Camila Estephania</em></p>
<p>A sexta-feira (28) foi dia de louvar os orixás na noite de samba do palco Mestre Dominguinhos, que teve a cantora Mart&#8217;nália como atração principal. Para além de abrir espaço para o ritmo de matriz africana, o polo, que ainda teve Kiara Ribeiro, Grupo Terra, Gerlane Lops e Mariene de Castro, destacou sobretudo a voz das mulheres no samba. A programação reforçou que a atuação feminina no estilo vai além da dança e tem cada vez mais conquistado o microfone, onde intérpretes e compositoras escoam uma produção sensível e vigorosa.</p>
<div id="attachment_51906" aria-labelledby="figcaption_attachment_51906" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/kiara.jpg"><img class="size-medium wp-image-51906" alt="Elimar Caranguejo " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/kiara-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A garanhuense Kiara Ribeiro abriu a programação da noite</p></div>
<p>&#8220;Acho maneiro, você vê tudo mundo na mesma intenção, acho bonito tudo o que acontece aqui. Temos alguns nomes de mulheres que já estão no samba há muito tempo como Elza Soares, Leci Brandão, eu mesma sou mais velha, mas é bacana perceber que tem mais moças chegando&#8221;, comentou Mart&#8217;nália, cujo repertório foi além do ritmo e explorou, principalmente, a MPB. A cantora iniciou a apresentação com &#8220;Você Abusou&#8221;, de Antônio Carlos Jocafi, abrindo a sequência de sucessos emprestados como &#8220;Linha do Equador&#8221;, de Djavan, e &#8220;Odara&#8221;, de Caetano Veloso. Um dos personagens mais tradicionais do samba, o malandro foi incorporado por Mart&#8217;nália nas canções autorais, como &#8220;Sem Dó&#8221;, &#8220;Pé do meu samba&#8221; e &#8220;Cabide&#8221;, cantadas entre um gole de cerveja e outro.</p>
<div id="attachment_51918" aria-labelledby="figcaption_attachment_51918" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/martnalia1.jpg"><img class="size-medium wp-image-51918" alt="Elimar Caranguejo " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/martnalia1-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mart&#8217;nália no FIG 2017</p></div>
<p>Porém, o show mais representativo da noite talvez tenha sido o da baiana Mariene de Castro que, assim como todos os artistas que a antecederam no dia, subiu ao palco vestida de branco, seguindo a tradição das religiões de origem africana que usam a cor na sexta-feira em respeito a Oxalá. A cantora foi acompanhada pelo coro do público em músicas como &#8220;Mamãe Oxum&#8221;, &#8220;Vi mamãe na areia&#8221;, &#8220;Iansã cadê Ogum?&#8221; e &#8220;Cordeiro de Nanã&#8221;, em uma espécie de oração coletiva emoldurada por um samba mais próximo da música de terreiro.</p>
<p>A presença marcante da cantora no palco ainda era incrementada por artifícios performáticos, como o uso do glitter como poeira em &#8220;Ponto de Nanã&#8221;, que assim como as demais canções do repertório, difunde a cultura da Umbanda e do Candomblé. Personalidades desse universo também assistiam ao show admirados da plateia, como a chef do restaurante Altar, Dona Carmen. &#8220;Essa foi a primeira vez que vim ao festival porque amigos meus iam tocar e quis vir prestigiar. Gostei da pegada porque começou uma sambista pernambucana, depois veio Mariene, que é um samba de raiz, que é o samba mais ancestral, e terminou com Mart&#8217;nália, que faz um samba mais contemporâneo. Serviu também para empoderar a mulher no samba&#8221;, opinou ela.</p>
<div id="attachment_51921" aria-labelledby="figcaption_attachment_51921" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/MARIENE-DE-CASTRO.jpg"><img class="size-medium wp-image-51921" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/MARIENE-DE-CASTRO-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mariene de Castro levou o samba ancestral à Praça Mestre Dominguinhos </p></div>
<p>&#8220;Segunda vez que venho e com uma expectativa muito grande, porque na primeira todo mundo já cantava minhas músicas, então hoje foi dia de matar a saudade. Estar aqui é um encontro, Pernambuco e Bahia estão juntos nas raízes africanas. O samba é nossa história, nossa origem, e ninguém consegue falar tão bem das nossas raízes como o FIG, que reúne tantas artes&#8221;, observou Mariene, que também prestou homenagem a Dominguinhos, cantando &#8220;De volta pro aconchego&#8221; ao lado da pernambucana Gerlane Lops. A recifense também apresentou seu próprio show antes da apresentação da amiga baiana, levando um repertório diverso que provou que Pernambuco também tem uma identidade  no samba.</p>
<div id="attachment_51904" aria-labelledby="figcaption_attachment_51904" class="wp-caption img-width-482 alignnone" style="width: 482px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/gerlane.jpg"><img class="size-medium wp-image-51904" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/gerlane-482x486.jpg" width="482" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Gerlane Lops cantou sucessos de compositores brasileiros</p></div>
<p>Na mesma linguagem do samba de terreiro, Gerlane inseriu na sua roupagem sucessos como &#8220;Anunciação&#8221;, de Alceu Valença, &#8220;Reconvexo&#8221;, de Maria Bethânia, e &#8220;O que é? O que é?&#8221;, de Gonzaguinha, além de apresentar novas músicas produzidas no Estado, como &#8220;O Samba Chegou&#8221; e &#8220;Obá Obá&#8221;. &#8220;Várias pessoas de Pernambuco já passaram pelo FIG na noite do samba e isso é muito importante para ampliar o espaço do ritmo no Estado&#8221;, opinou a cantora, que foi antecedida pelos recifenses do Grupo Terra, que apresentaram seu samba de bateria, e pela garanhuense Kiara Ribeiro.</p>
<div id="attachment_51905" aria-labelledby="figcaption_attachment_51905" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/grupo-terra.jpg"><img class="size-medium wp-image-51905" alt="Elimar Caranguejo " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/grupo-terra-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O Grupo Terra, no maior palco do Festival</p></div>
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