<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; gerônimo</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/geronimo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Apr 2026 22:10:36 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Sidney Rocha lança drama contemporâneo no Teatro de Santa Isabel</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/sidney-rocha-lanca-drama-contemporaneo-no-teatro-de-santa-isabel/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/sidney-rocha-lanca-drama-contemporaneo-no-teatro-de-santa-isabel/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2018 20:40:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Cênicas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A Estética da Indiferença]]></category>
		<category><![CDATA[Drama]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanflor]]></category>
		<category><![CDATA[germano haiut]]></category>
		<category><![CDATA[gerônimo]]></category>
		<category><![CDATA[Iluminuras]]></category>
		<category><![CDATA[literatura pernambucana]]></category>
		<category><![CDATA[Sidney Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=65461</guid>
		<description><![CDATA[Por Camila Estephania O processo de criação do livro “A Estética da Indiferença” (Iluminuras), do escritor pernambucano Sidney Rocha, começou há cerca de seis anos, mas o material nunca foi tão atual quanto em 2018. O lançamento nesta quinta-feira (20), às 20h, no Teatro de Santa Isabel vem para evidenciar as semelhanças entre a fictícia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65462" aria-labelledby="figcaption_attachment_65462" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Verissímo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/35826606670_e927d61846_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65462" alt="Fer Verissímo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/35826606670_e927d61846_k-607x426.jpg" width="607" height="426" /></a><p class="wp-caption-text">Novo livro de Sidney Rocha dá continuidade à trilogia &#8220;Geronimo&#8221;, inciada pelo livro &#8220;Fernanflor&#8221; (2015).</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p>O processo de criação do livro “A Estética da Indiferença” (Iluminuras), do escritor pernambucano Sidney Rocha, começou há cerca de seis anos, mas o material nunca foi tão atual quanto em 2018. O lançamento nesta quinta-feira (20), às 20h, no Teatro de Santa Isabel vem para evidenciar as semelhanças entre a fictícia cidade de Cromane, onde se passa a história, e os centros urbanos contemporâneos, onde maiorias temem tudo aquilo que é diferente. Soluções para temas que ganharam destaque durante os debates eleitorais deste ano encontram tristes consequências nas páginas de “A Estética da Indiferença”, que ainda contará com uma leitura do ator recifense Germano Haiut na ocasião do lançamento.</p>
<p>“<em>Eu diria que é um drama urgente do contemporâneo</em>”, avaliou o autor que, com a publicação, dá continuidade a trilogia “Geronimo”, iniciada com o romance “Fernanflor”, em 2015. O novo trabalho conta a história de Hana e Michi, um casal que busca a felicidade ao se mudar para o condomínio de luxo Amaravati, onde todos são felizes, dentro da cidade de Cromane, que tem o dinheiro como tema central. O cenário, por si só, levanta questões como o conceito vigente de felicidade focado em aspectos como o conforto e a segurança em detrimento da busca por empatia e identidade, por exemplo.</p>
<p>“<em>É tudo sobre o inesgotável desejo de humilhar o outro para manter as aparências. Certa noite, eles vão ao teatro e, nesse dia, eles realmente teriam que dizer umas verdades um para o outro para tentar compensar o incompensável, porque em Cromane não é permitido confissões, não é permitido humanidade. É uma cidade protegida das violências, onde, portanto, os diferentes não têm nem acesso, eles são apagados</em>”, explica Sidney, sobre a linha tênue entre vivos e mortos. Quão vivos estamos se não podemos ir além da nossa versão pasteurizada imposta pela sociedade? A pergunta fica implícita.</p>
<div id="attachment_65463" aria-labelledby="figcaption_attachment_65463" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/36868634135_21ab4bc851_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65463" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/36868634135_21ab4bc851_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O autor recorre ao drama como linguagem para proporcionar mais ironia e sarcasmo à narrativa.</p></div>
<p><strong>HOMENAGEM AO TEATRO</strong></p>
<p>O teatro, por sua vez, vai além do ambiente de discussão do casal e influencia também no estilo do texto, que se caracteriza como um drama. Essa linguagem foi escolhida pelo autor como um recurso para enfatizar com ironia e sarcasmo a encenação que pauta as relações de Cromane. “<em>Tem isso das máscaras que a gente está usando o tempo todo, mesmo quando estamos nus. Esse livro é ao mesmo tempo um drama, uma farsa e uma comédia. Depende por onde você olha</em>”, observa Sidney, que também busca homenagear o teatro com o livro, por isso, o lançamento também contará com a leitura do ator Germano Haiut no palco do Teatro de Santa Isabel, com entrada gratuita.</p>
<p>“<em>Não nos conhecíamos pessoalmente, mas propus isso ao Germano e ele adorou, foi muito generoso. Chamei ele até por uma relação física com o personagem. O Michi parece que foi desenhado para o Germano, pela técnica dele de atuar, pois ele tem algo de selvagem e é muito visceral, muito carnal. A leitura acaba sendo um presente que a gente está dando para a comunidade teatro e para a cidade, porque queremos mesmo é nos agarrar uns aos outros nesse momento</em>”, comenta o escritor que resume o lançamento do livro como um momento para reunir forças e confraternizar.</p>
<p>Com esse mesmo espírito agregador, o autor montou uma rende de leitura recentemente em que muitos já compraram o livro antecipadamente até para presentear amigos e doar para instituições como escolas, bibliotecas e lares comunitários. Sidney destaca a Oftalmolaser, a Up Negócios e o Curso de Química Vieira Filho entre as empresas que mais financiaram essas ações. Além disso, o lançamento também conta com apoios da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, que cedeu o Teatro de Santa Isabel. “<em>Sabemos que a hora de fazer algo é a hora de fazer algo, não dá para ficar esperando o momento ideal. A ação de quem vive de cultura é imponderável</em>”, conclui Sidney, que busca provocar reflexões e contribuir com a superação de tempos difíceis.</p>
<p><b>SERVIÇO:</b><br />
Lançamento do livro “A Estética da Indiferença”, de Sidney Rocha, com leitura dramatizada de Germano Hauit<br />
Quando: Nesta quinta-feira (20), às 20h<br />
Onde: Teatro de Santa Isabel (Praça da República)<br />
Entrada Gratuita</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">*Na ocasião, o livro será vendido por R$ 31. A obra também pode ser comprada pelo mesmo preço promocional <strong><a href="http://iluminuraslivros.wixsite.com/hotsite?fbclid=IwAR2z2MApkAoTlcpiQUTYj0XLcp0PSZlLdWn3CNhaxc460QOzh6SEprR5raY">neste link. </a></strong>Nas livrarias, a publicação custará R$ 62. </span></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/sidney-rocha-lanca-drama-contemporaneo-no-teatro-de-santa-isabel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Crítica: Geronimo, de Anny Stone</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/critica-geronimo-de-anny-stone/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/critica-geronimo-de-anny-stone/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Dec 2018 16:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[anny stone]]></category>
		<category><![CDATA[audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[festcine]]></category>
		<category><![CDATA[gerônimo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=65433</guid>
		<description><![CDATA[Por Luiz Joaquim Nunca foi fácil trabalhar no cinema entre o limiar do realismo e do fantástico (ou do surrealismo). Dar o tom correto tanto a um quanto a outro, se desenvolvidos separadamente, já é também, por si só, algo que requisita uma elaboração para lá de azeitada sobre suas fórmulas, sobre seus signos. Realizar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Luiz Joaquim</em></strong></p>
<p>Nunca foi fácil trabalhar no cinema entre o limiar do realismo e do fantástico (ou do surrealismo). Dar o tom correto tanto a um quanto a outro, se desenvolvidos separadamente, já é também, por si só, algo que requisita uma elaboração para lá de azeitada sobre suas fórmulas, sobre seus signos. Realizar algo que transite de um lado para o outro dentro de uma mesma obra&#8230; bom, aí já entramos num outro patamar de sofisticação.</p>
<div id="attachment_65435" aria-labelledby="figcaption_attachment_65435" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Still/Gerônimo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/Geronimo-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-65435" alt="Still/Gerônimo " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/Geronimo-3-607x254.jpg" width="607" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">O curta Geronimo, de Anny Stone, venceu na categoria de Ficção</p></div>
<p>No caso do trabalho eleito como o melhor curta-metragem de ficção na Competitiva Geral do 20º Festcine – <strong>Geronimo</strong>, de Anny Stone– é suave, mas segura, a curva que nos conduz do concreto para o intangível no percurso de seu enredo. E só por isso, o filme de Stone mereceria atenção. O cenário aqui é determinante, e também é a opção como ele nos é apresentado. Falamos da bela, dura e desértica região do Vale do Catimbau pela qual transita o protagonista Geronimo (vivido pelo ator paraibano Sebastião Formiga, de <em>O som ao redor</em>).</p>
<p>Com a fotografia de Breno César imprimindo uma tonalidade quase monocromática e assim aproveitando a pequenez de Geronimo diante da imensidão dos cânions, fica de pronto estabelecido que a aridez da paisagem só reforça o que o destino reserva de pedregoso para o nosso herói. E o melhor, num sentido literal e também metafórico.</p>
<p>A aridez da paisagem emoldura a aridez do protagonista, do qual não escutamos nenhuma fala, não recebemos nenhum dado além do que temos na imagem. Ele é um homem simples, vivendo numa humilde casa sertaneja e que, ao acordar, se prepara para uma jornada, carregando com muita dificuldade um caixão nas costas. Sobe uma trilha improvável para o alto de uma montanha e com ele vamos tentando entender o porquê de tanta determinação. O porquê daquele empenho para seguir diante de tanta dificuldade nas quais tropeça no percurso.</p>
<p>A não resposta que o filme não dá para essa pergunta é a não resposta que nunca teremos, mas sempre a buscaremos até a morte. “Transitar” é o verbo mais preciso a usar aqui, uma vez que Geronimo, roteirizado por Sidney Rocha, trata de uma travessia, e sobre o que a travessia significa, sendo ela mais definidora do que o seu destino. É da vida, portanto, que Anny e Sidney nos falam em seu filme.</p>
<p>Na travessia não faltam distração e alegria, como temos na vida. A representação aqui vem na forma de uma roda-gigante, cuja imagem Geronimo não hesita em registrar numa máquina fotográfica. Um instrumento que define muito bem a tentativa de prolongarmos o prazer, ou estendermos o tempo (ou a memória de um tempo). Interessante percebermos que o prazer aqui não vem descolado do risco, na forma de um precipício que ameaça Geronimo, distraído por esse prazer.</p>
<p>Aqui, Anny aproveita bem a situação provocando o espectador sobre um possível falso final. É como um recado, nos lembrando que a distração nos alivia de nosso destino, mas ele sempre vai nos espreitar por trás, uma vez que a humanidade está condenada. Um destino que se repetirá e se repetirá e se repetirá.</p>
<p>Em sua leitura mais direta, Geronimo nos remete à mitologia grega de Sísifo, que recebeu dos deuses, como castigo, a obrigação de levar nas costas uma enorme pedra de mármore para o topo de uma montanha, de onde ela rolaria para baixo sempre que ele estivesse próximo de atingir seu objetivo.</p>
<p>A sina de Sísifo era para o mesmo não esquecer de que os mortais nunca terão a mesma liberdade que os deuses. Se a própria raiz da palavra ‘mortal’ define a condição do homem, o que lhe cabe é cuidar da limitada liberdade que possui dentro de sua travessia. Aquela que tem um destino definido, para um único e inevitável lugar.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/critica-geronimo-de-anny-stone/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

