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	<title>Portal Cultura PE &#187; Gonzaga de Garanhuns</title>
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		<title>Gonzaga de Garanhuns sustenta o reisado pernambucano</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Jan 2019 16:22:45 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_66578" aria-labelledby="figcaption_attachment_66578" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leo Caldas</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/27886714824_9676d42263_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66578" alt="Leo Caldas" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/27886714824_9676d42263_k-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">Atualmente com 75 anos, Gonzaga de Garanhuns começou a brincar o reisado quando tinha apenas 12 anos de idade.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p>Fundador de oito grupos de Reisado, dos quais quatro permanecem ativos, Luiz Gonzaga de Lima é bastante requisitado nas principais épocas festivas de Pernambuco. Natural de Garanhuns, somente na edição de 2018 do Festival de Inverno da cidade, Gonzaga de Garanhuns – como ficou conhecido – se apresentou com cinco grupos de reisados, sendo dois deles de amigos. Aos 75 anos de idade, completos no último dia 8 de agosto, o artista exibe uma disposição invejável que lhe permite ter a generosidade de alavancar não só as suas iniciativas, mas também as de outros grupos. Tudo para ver o reisado reinar como merece.</p>
<p><em>“O reisado para mim é tudo. É como se fosse um medicamento, porque, se não fosse isso, acho que eu já estaria morto. A gente se aposenta, fica lá no canto, cabisbaixo, sem ter um negócio pra desenvolver a mente, aí vai embora logo. Isso me dá ânimo, mas quando termino a apresentação, Deus sabe como as minhas pernas ficam</em>”, brinca ele, que trabalhou por mais de 50 anos como vendedor de tecidos no comércio de Garanhuns e hoje, com mais tempo livre, se dedica mais intensamente ao brinquedo. “<em>Às vezes me apresento também com reisados que não são meus ajudando eles. Geralmente eu sou o mestre, mas quando participo no dos outros sou ajudante</em>”, completa, entregando a receita da vitalidade.</p>
<div id="attachment_66575" aria-labelledby="figcaption_attachment_66575" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Verícimo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/35766758630_f1085d6276_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66575" alt="Fer Verícimo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/35766758630_f1085d6276_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Bastante querido em sua cidade natal, o mestre se apresentou no Palco de Cultura Popular do FIG de 2017.</p></div>
<p>Por isso, a rotina de ensaios depois da aposentadoria passou a ser quase diária. Nas terças-feiras, o mestre ensaia com os <em>Unidos com Alegria</em>; nas quartas com o <em>Garanhuns Cultural</em> e o <em>Reisado Mirim da Convivência</em>; e nas sextas com o <em>Cultura de Garanhuns</em>. Com exceção dos grupos voltados para crianças e adolescentes, Gonzaga segue a tradição do Reisado e mantém os grupos sempre com integrantes mais velhos. “<em>Tem gente que sai, tem gente que morre. No Cultura de Garanhuns já morreram cinco componentes com idade avançada, por exemplo. Tem outros que estão com problemas de saúde, aí não estão participando no momento”</em>, revela ele, que sempre está aberto para receber novos integrantes.</p>
<p>“<em>Quando alguém quer participar, eu chamo para fazer o ensaio e, se passar no teste, fica. De um modo geral, eles vêm atrás de mim. Só não quero pessoas doentes, porque tem gente que tem problemas de coração e não quero piorar isso. Só aceito quando o médico e a família dão permissão”</em>, esclarece ele, sobre os critérios usados na escolha de novos brincantes, buscando sempre manter entre 10 a 25 membros em suas apresentações.</p>
<p>À frente do Reisado Mirim da Convivência, que atende crianças do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, e do Reisado EREM Virgem do Socorro, o mestre persiste em ter projetos que aproximem os menores do brinquedo como uma forma de perpetuar a tradição. “<em>Se não investir nas crianças, o reisado acaba. Como é que pode continuar só com pessoas idosas? Tem que ter criança para levar adiante”</em>, responde ele.</p>
<div id="attachment_66577" aria-labelledby="figcaption_attachment_66577" class="wp-caption img-width-325 alignnone" style="width: 325px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/15833403927_d50c1012ef_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66577" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/15833403927_d50c1012ef_k-325x486.jpg" width="325" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Em 1982, Gonzaga fez sucesso ao participar do LP &#8220;Benditos e Reisados&#8221;, primeiro disco dedicado ao gênero.</p></div>
<p><b>TRAJETÓRIA</b></p>
<p>Essa abertura para os mais jovens dentro do reisado é coerente com a sua própria trajetória com o brinquedo que começou quando ele tinha apenas 13 anos de idade. “<em>Em dezembro de 1954, eu assisti meu primeiro reisado. Eu tinha 12 anos de idade e me chamaram a atenção aquelas cantigas bonitas, as pisadas, aquelas rodadas que o rei dava. Tudo isso me deixou encantado. Até então, eu não brincava nada. Esse foi o meu primeiro passo na cultura popular, minha entrada na vida artística foi com o reisado. No ano seguinte, formei um reisado de garotos e garotas da minha idade. Eu era o mestre, mas era o menor de todos</em>”, relembra Gonzaga, que seguiu com o seu primeiro grupo até 1957.</p>
<p>Depois de um longo hiato, o brincante voltou a dançar reisado após os ensinamentos de Manoel Clarindo da Rocha, a quem chama até hoje de “primeiro mestre”, e com quem participava do Reisado do Mestre Cândido. A partir daí, em 1977, Gonzaga foi convidado a ser o personagem Mateus, no Reisado do Mestre João Gomes, mas a guinada em sua carreira foi quando gravou uma faixa de autoria própria para o LP “Benditos e Reisados”, de 1982, que foi o primeiro disco dedicado ao gênero. Através do trabalho, Gonzaga foi convidado no mesmo ano a se apresentar no programa “Som Brasil”, da Rede Globo, sob o comando de Rolando Boldrin, tornando Garanhuns uma referência nacional em reisado.</p>
<p>“<em>Até hoje eu componho reisados inéditos, mas também canto os de outros mestres. Tem mestre aqui que só quer cantar o dele, mas eu canto o dos outros também</em>”, explica ele, que adota apenas triângulo, pandeiro, viola e agogô para acompanhar a sua cantoria. “<em>A tradição é essa. Tem gente que usa sanfona e zabumba, mas eu não quero. Esses que usam outros instrumentos, eu não acho certo, porque não acertam o tom da peça”</em>, diz ele, que, apesar de não tocar nada, é criterioso na escolha dos músicos. Na viola, por exemplo, não abre mão de Senival Teixeira, com quem se apresenta há mais de 40 anos.</p>
<div id="attachment_66579" aria-labelledby="figcaption_attachment_66579" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Beto Figueiroa/Santo Lima</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/4819567008_4055a11fdf_b.jpg"><img class="size-medium wp-image-66579" alt="Beto Figueiroa/Santo Lima" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/4819567008_4055a11fdf_b-607x298.jpg" width="607" height="298" /></a><p class="wp-caption-text">O Reisado Unidos com Alegria é um exemplo de como Gonzaga busca manter as tradições e repassá-las para os mais jovens.</p></div>
<p>Em 1995, participou do festival “Alô Pernambuco”, tendo conquistado o sexto lugar com a composição que mais tarde deu origem ao CD “Reisado Pernambucano”, sendo a primeira música do gênero gravada no formato. “<em>Foram mil cópias. Não deu para quem quis</em>”, relembra ele, sobre o prestígio que tem em Garanhuns, onde já recebeu o troféu local Anum de Ouro, em 2007, como reconhecimento pelo seu trabalho para o crescimento da cultura da cidade. No ano seguinte, passou a ser uma das atrações mais tradicionais do Polo de Cultura Popular do Festival de Inverno de Garanhuns. “<em>O Mestre Salustiano comandava o palco e disse que me queria lá, aí nunca mais parei</em>”, relembra.</p>
<p><em>“A gente se apresenta no FIG, no Natal, quando tem festa de igreja, festa de santo, aniversários de cidades</em>”, comenta ele sobre o perfil dos eventos que já o levaram a viajar para cidades de todo o Estado ao longo dos seus mais de 60 anos de atividade com o reisado. “<em>Meu maior desejo era ver o reisado no auge. Quando comecei, tinha reisado que ninguém valorizava, outros que ficavam mais pela zona rural.  Formei os grupos em Garanhuns e deu certo</em>”, observa ele, que nasceu no Sítio Susuaruna, quando ainda era parte da zona rural de Garanhuns, mas hoje fica no território da cidade de São João.</p>
<div id="attachment_66581" aria-labelledby="figcaption_attachment_66581" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/43377757704_db898d1a5b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66581" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/43377757704_db898d1a5b_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Com cerca de 350 títulos escritos, Gonzaga também é destaque na literatura de cordel.</p></div>
<p><b>LITERATURA DE CORDEL</b></p>
<p>A sua relação com o centro urbano da cidade também fez despertar, ainda na infância, uma outra paixão. Quando criança, Gonzaga costumava ir às feiras públicas de Garanhuns, onde gostava de ler os cordéis pendurados nas barracas e acabava comprando alguns para ele. Ainda nessa época, começou a escrever suas próprias histórias seguindo as métricas do gênero, mas foi somente em 1973 que publicou seu primeiro cordel, intitulado “Lampião em Serrinha”.</p>
<p>De lá para cá, já escreveu cerca de 350 títulos, sendo considerado um dos melhores cordelistas do Nordeste pelo holandês Joseph M. Luyten, que é pesquisador de literatura de cordel e um dos maiores divulgadores da cultura popular brasileira. Livros de Gonzaga, como “Garanhuns em Versos”, lançado em 2008 com incentivo do Funcultura, também apontam a importância da sua produção literária como fonte de pesquisa sobre a cidade.</p>
<div id="attachment_66582" aria-labelledby="figcaption_attachment_66582" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/42287241480_042309e0c8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66582" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/42287241480_042309e0c8_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Gonzaga de Garanhuns recebe o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco das mãos de Ricardo Leitão, presidente da CEPE Editora, durante o encerramento da XI Semana do Patrimônio, em 2018.</p></div>
<p>A abrangência do seu trabalho alcança ainda territórios internacionais, tendo cordéis seus no museu <em>Off Etnologic</em>, na cidade de Osaka, no Japão, e no Museu Internacional da Santa Fé, que fica no Novo México, nos Estados Unidos. Junto ao poeta e cordelista Bispo, Gonzaga também promoveu a primeira Feira de Literatura de Cordel, em Garanhuns, no ano de 2011.</p>
<p>“Meu nome pouco importa, o que eu quero ver em destaque é a cultura para o povo, para nossa terra. Muita gente diz que eu divulguei Garanhuns mais do que todo mundo, porque eu amo a minha cidade. Para mim, não existe outra igual”, conclui ele, um homem que encontrou nas suas paixões um jeito de acrescentar ao lugar onde vive.</p>
<p><strong>Veja também:</strong></p>
<p><strong>Mestre Gonzaga de Garanhuns, um dos homenageados do FIG 2013</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fAOrfLoFh94" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Sai resultado do 13º Concurso do Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 18:51:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta quarta-feira, 18 de julho, por meio do 13º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: Gonzaga de Garanhuns (reisado), Mestre Zé de Bibi (cavalo marinho), Cavalo-Marinho Estrela de Ouro (cavalo marinho), Cristina Andrade (ciranda, pastoril, urso), Banda Musical Saboeira (banda filarmônica), e Casa de Xambá (organização religiosa). [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta quarta-feira, 18 de julho, por meio do 13º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: <strong>Gonzaga de Garanhuns</strong> (reisado), <strong>Mestre Zé de Bibi</strong> (cavalo marinho), <strong>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro</strong> (cavalo marinho),<strong> Cristina Andrade</strong> (ciranda, pastoril, urso), <strong>Banda Musical Saboeira</strong> (banda filarmônica), e <strong>Casa de Xambá</strong> (organização religiosa). A eleição dos mestres e dos grupos aconteceu na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), e, com os novos eleitos, Pernambuco agora conta com 57 titulados.</p>
<p><b>PLEITO -</b> A eleição dos Patrimônios Vivos é composta por várias etapas. Após o período de inscrição, os candidatos passam pela fase de análise documental. Uma vez habilitados, os nome dos inscritos seguem para a Comissão de Análise, que analisa se as candidaturas cumprem os critérios estabelecidos na Lei 12.196/2002 (Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco), como relevância cultural e transmissão de saberes. Nessa edição, 59 mestres e mestras da cultura pernambucana defenderam suas candidaturas em uma série de audiências públicas promovidas pelo CEPPC (órgão responsável pela outorga do título), no antigo Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco.</p>
<p>A titulação será entregue no próximo dia 17/8 (Dia Nacional do Patrimônio Histórico), durante a 11ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.</p>
<p>Confira um breve histórico dos eleitos:</p>
<div id="attachment_62147" aria-labelledby="figcaption_attachment_62147" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Veríssimo/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Gonzaga-de-Garanuns_Foto-Fer-Verissimo-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62147" alt="Fer Veríssimo/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Gonzaga-de-Garanuns_Foto-Fer-Verissimo-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Gonzaga de Garanhuns</strong><br />No ano que completará 75 anos, Seu Gonzaga de Garanhuns torna-se Patrimônio Vivo de Pernambuco, como um dos ícones do Reisado e da literatura de cordel. Na primeira expressão, que atua desde sua infância, vem ativamente participando do processo de apropriação, difusão e transmissão de saberes, por ininterruptos 63 anos de atividades. Na produção literária atua desde a década de 1970, quando lançou seu primeiro cordel, intitulado “Lampião em Serrinha” (1973). Também é autor e referência de obras sobre a cultura da cidade de Garanhuns. É membro da Academia de Letras do município e reconhecido e premiado mestre do Reisado pernambucano.</p></div>
<div id="attachment_62149" aria-labelledby="figcaption_attachment_62149" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cavalo-Marinho-estrela-de-Ouro_Foto-Jan-Ribeiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62149" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cavalo-Marinho-estrela-de-Ouro_Foto-Jan-Ribeiro-2-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado</strong><br />O Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado tem uma história que se confunde com a história de vida da família do mestre Biu Alexandre. O Mestre atua desde os 12/13 anos de idade na brincadeira que herdou de seu pai, o também mestre Pedro de Quina. O grupo Estrela de Ouro foi fundado em 31/07/1979. Toda a família vem mantendo a brincadeira há quatro gerações. Nesse sentido, existe como elementos básicos para transmissão de saberes e fazeres a observação, a participação e reprodução das falas, cantigas e encenações das figuras vivenciadas ativamente pelos integrantes. O grupo possui sede própria e utiliza o espaço como escola de tradição popular, intitulado: &#8220;Centro Àgora de Tradição e Criação”, além de forte atuação em diferentes projetos artísticos que também ajudam na preservação e difusão da expressão cultural.</p></div>
<div id="attachment_62150" aria-labelledby="figcaption_attachment_62150" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cristina-Andrade-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-62150" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cristina-Andrade-3-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Maria Cristina de Andrade (Cristina Andrade)</strong><br />Representante das manifestações da cultura popular como a ciranda, o pastoril, o urso de Carnaval, a Bandeira de São João, a Lapinha, dentre outras, Cristina Andrade desde criança está ligada à cultura pernambucana. Aos seis anos de idade, começou a dançar pastoril, no bairro do Alto do Pascoal/Recife. Sua mãe teve forte influência para sua interação na cultura popular. Conhecida como Dona Dengosa, a mãe da candidata criou, em 1958, o Pastoril Estrela Brilhante e, dez anos mais tarde, a Ciranda Dengosa, da qual Cristina posteriormente se tornou mestra cirandeira. Cristina também se tornou cantora e organizadora dos corais dos blocos: Após Fun, Bloco do Amor, Diversional da Torre e Urso Cangaçá, colecionando diversos títulos em todos os folguedos que participa. Do mesmo modo, também tem preservado e transmitido seus valores para filhos, netos e bisnetos. Aos 71 anos de idade, a mestra cirandeira e carnavalesca é reconhecida como uma grande liderança dos folguedos.</p></div>
<div id="attachment_62152" aria-labelledby="figcaption_attachment_62152" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Banda-Saboeira-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62152" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Banda-Saboeira-2-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Sociedade 12 de Outubro (Banda Saboeira)</strong><br />Banda Saboeira, de Goiana, é a segunda mais antiga do Brasil em atividades, com 169 anos ininterruptos de história. É uma entidade reconhecida no Estado, uma referência para a cultura musical de bandas da Zona da Mata Norte. Tem vasta experiência de atuação com a comunidade, formando jovens, transformando-os em músicos profissionais dos mais diversos instrumentos musicais, projetando talentos da música para todo o Estado. Sua atuação contribui diretamente para a preservação das expressões artístico-culturais do universo da música.</p></div>
<div id="attachment_62154" aria-labelledby="figcaption_attachment_62154" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/casa-de-xambá.jpg"><img class="size-medium wp-image-62154" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/casa-de-xambá-607x239.jpg" width="607" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Organização Religiosa Africana Santa Bárbara Nação Xambá (Casa Xambá)</strong><br />Nos seus 88 anos de existência, a Nação Xambá modelou o crescimento da comunidade do Quilombo do Portão do Gelo, através de suas ações religiosas (cultos aos orixás de matriz africana) e de suas ações mais representativas como Coco da Xambá, Memorial Severina Paraíso, Afoxé Ylê Xambá, polo afro-carnavalesco, Grupo Bongar, centro cultural bongar, biblioteca xambá, cursos profissionalizantes e campanhas de saúde em geral. Estas ações ajudaram a demarcar o território da Casa Xambá como o primeiro quilombo urbano do norte-nordeste. A importância desta Casa é referendada por ser o único espaço na América Latina de culto xambá, ou seja, temos vários terreiros nagôs, jejes, mas, Xambá, temos apenas o terreiro Santa Bárbara, localizada no Quilombo do Portão do Gelo. Por toda sua história, ações e singularidade, a Nação Xambá se configura hoje como grande guardiã de parte do imaginário afro-brasileiro.</p></div>
<div id="attachment_62155" aria-labelledby="figcaption_attachment_62155" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Ze-do-Bibi-Cavalo-Marinho.jpg"><img class="size-medium wp-image-62155" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Ze-do-Bibi-Cavalo-Marinho-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>José Evangelista de Carvalho (Mestre Zé de Bibi)</strong><br />Representante da cultural do Cavalo-Marinho e do Mamulengo, Mestre Zé de Bibi celebra sua arte há mais de 50 anos. Segundo carta de recomendação do IPHAN, o mestre destaca-se por: manter o Sítio Histórico e Museu do Cavalo-Marinho em Glória do Goitá; foi vencedor do Prêmio Culturas Populares, do MinC, em 2007; detém o título de Construtor da Cultura pelo Conselho de Cultural da Cidade de Recife; conquistou o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do MINC/IPHAN, no ano de 2009, na categoria salvaguarda de bens de natureza imaterial. A solicitação para sambadas, os convites para participação em eventos em vários municípios, formações, concursos e a manutenção são ações pioneiras de um Museu voltado à difusão do Cavalo-Marinho que estão sob sua responsabilidade.</p></div>
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