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	<title>Portal Cultura PE &#187; guaxuma</title>
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		<title>Crítica: Guaxuma, curta-metragem de Nara Normande</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Dec 2018 15:23:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Luiz Joaquim Se cineastas brincam de deuses em seus filmes, criando um mundo particular, formatando-o de maneira que tudo seja resolvido visualmente dentro de um retângulo, e ainda provocando o espectador com o que também está fora do retângulo, imagine então como se divertem os animadores. Se divertem e trabalham duro. Sim, porque a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Luiz Joaquim</em></strong></p>
<div id="attachment_65406" aria-labelledby="figcaption_attachment_65406" class="wp-caption img-width-460 alignnone" style="width: 460px"><p class="wp-image-credit alignleft">Still/Guaxuma</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/guaxuma2.jpg"><img class="size-full wp-image-65406" alt="Still/Guaxuma" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/guaxuma2.jpg" width="460" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">A animação &#8216;Guaxuma&#8217;, de Nara Normande, é fábula inspirada na história da diretora</p></div>
<p style="text-align: left;">Se cineastas brincam de deuses em seus filmes, criando um mundo particular, formatando-o de maneira que tudo seja resolvido visualmente dentro de um retângulo, e ainda provocando o espectador com o que também está fora do retângulo, imagine então como se divertem os animadores.</p>
<p style="text-align: left;">Se divertem e trabalham duro. Sim, porque a mesma medida do desvario criativo funcionando para conceber ambientes e personagens que desafiam qualquer lógica ou lei racional serve também de régua, proporcionalmente, para medir a dimensão do trabalho que essa brincadeira dá.</p>
<p>Com <strong>Guaxum</strong>a, terceiro filme de Nara Normande e vencedor do título de melhor animação na Competição Geral do 20º Festcine, a diretora nos oferece uma fábula inspirada em sua própria história de vida, e o resultado que obtemos disso reside naquela casa de prazeres, visuais e sensoriais, onde a gente esquece da gente mesmo. Sobram poucos elogios maiores que esse a serem feitos sobre um filme.</p>
<p>Guaxuma nos provoca a cada novo olhar. Não por nos desafiar com seu discurso, pois ele é bem dado de primeira, mas por não ‘encolher’ a cada revisão &#8211; ainda que seja objetivo em sua fábula.</p>
<p>O certo, na qualidade de manter o encantamento a cada nova vista sobre este filme de areia de Nara, é a sua técnica. Corrigindo: é a sua técnica ajustada em sintonia fina com o seu discurso.</p>
<p>Guaxuma conta, com narração em off na voz da própria diretora, a amizade e o amor de infância da cineasta, sua amiga Tayra. Ambas meninas, foram criadas na região litorânea de Alagoas, que dá título ao filme. É uma história que se constrói em cima de fotografias e da memória de Nara.</p>
<p>Nesse sentido, a personalidade visual e sonora (por sua voz como narradora onisciente) que Nara criou aqui estabelece um universo onírico que é, ao mesmo tempo, particular e reconhecível.</p>
<p>‘Particular’ porque a ‘Nara’ e a ‘Tayra’ que enxergamos em Guaxuma são únicas. E mesmo que construídas em formatos diversos (mas seguindo o mesmo princípio estético), e carregando sempre a areia como elemento presente em seu corpo, elas são únicas. Nas bonecas ‘Nara’ e ‘Tayra’ de areia com enchimento, por exemplo – que certamente têm o perfil mais marcante -, vemos seus rostos circulares com os olhinhos pretos redondos e sem a boca, sugerindo uma eterna curiosidade.</p>
<p>É um perfil definido, que saiu da cabeça da Nara-deus onisciente, dona dos traços e do mundo que nos chega pelo filme, a partir de uma ‘Nara’ e ‘Tayra’ de um outro mundo. Este real.</p>
<p>O filme nos é ‘reconhecível’ exatamente por isto. Em Guaxuma, a narradora se coloca em primeira pessoa e nesse jogo de personificação, fica tácito que a alegria e a melancolia que iremos acompanhar ali foi real. Nesse sentido, o curta-metragem é também um documentário. Inusitado, é verdade, pois não está interessado na verdade dos fatos (e também está!), mas quer saber, principalmente, da verdade da memória e do amor.</p>
<p>Essa é, enfim, a combinação matadora que Nara Normande soube equilibrar aqui com a sabedoria de mestres da animação. Do cinema. Pois, ainda que seu filme nos toque por todas as revoluções da técnica da animação &#8211; e ele nos toca -, é com a comoção pelo destino da Tayra real, ilustrado tão lindamente pelos pássaros de origami partindo pelo céu, que deixamos a sala de cinema.</p>
<p>Em tempo: Entre tantos prêmios recebidos por Guaxuma onde quer que seja exibido, um deles, não por acaso, foi o de melhor documentário em curta-metragem. Aconteceu em outubro último, no Festival Internacional de Cinema de Hamptons, em Long Island, Nova Iorque (EUA). Com a premiação, inclusive, o filme está habilitado a concorrer a uma vaga nessa categoria (documentário de curta) no Oscar de 2020.</p>
<p><strong>ASSISTA AO TRAILER</strong></p>
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<p><a href="https://vimeo.com/274537503">GUAXUMA | Trailer | VOSTEN</a> from <a href="https://vimeo.com/lesvalseurs">Les Valseurs</a> on <a href="https://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
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