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	<title>Portal Cultura PE &#187; Higino</title>
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		<title>A história de seu Higino, o dono da Kombi do cordel</title>
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		<pubDate>Thu, 17 May 2012 03:59:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4541" aria-labelledby="figcaption_attachment_4541" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Ricardo Moura</p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/seu-higino.jpg"><img class="size-medium wp-image-4541" alt="Ricardo Moura" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/seu-higino-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Higino mostra a kombi para alunos da Escola Caic, na Cohab Massangano</p></div>
<p>“Porque eu acredito que a razão da vida é partilhar. Não tem sentido viver isolado. Eu acho o capitalismo uma coisa muito bárbara, muito selvagem, entendeu?”. Quando perguntei ao Seu Antonio Higino o motivo pelo qual ele tinha uma “cordelteca”, foi essa a resposta surpreendente que ouvi. Nesse segundo, percebi que não estava diante apenas de uma amante da literatura do cordel, o famoso “apologista”, como dizem, mas de alguém dono de uma profunda compreensão do que é generosidade.</p>
<p>Seu Antônio Higino, nascido no Crato, tem uma kombi. No início, essa kombi passeava pela cidade carregada com as mercadorias da sua budega chamada hilariamente de “Aplausos – aqui o lascado tem vez”.</p>
<p>“Eu fiz uma pesquisa. Perguntava: por que na sua casa a empregada não é nutricionista? Ah, porque é lascada! E por que seu jardineiro não é um técnico agrícola? Ah, porque é lascado! Aí pronto, lascado não tem vez. Mas na minha budega tinha. Não era pra ofender. Mas quando a pessoa lê, faz ela refletir, e a partir da reflexão a gente pode mudar a realidade”. O mercadinho, que nasceu em 1985, foi pensado por seu Higino pra vender tudo rateado: café, manteiga, querosene. Ninguém precisava comprar um pacote inteiro, podia levar só o suficiente pro dia e o possível pro dinheiro.</p>
<p>Hoje em dia quem toma conta da budega é sua mulher, e ele é uma espécie de pequeno atacadista, que leva produtos pra vários comerciantes: pipoca, salgado, refrigerante, bombom, chocolate, bala, guloseimas. E junto com os produtos, ele passou a levar cordéis para emprestar aos budegueiros. A coisa deu tão certo, que hoje ele tem um acervo de mais de mil títulos, os quais ele dispõe em um catálogo organizado. Na frente do catálogo, o regulamento da cordelteca: “não vendo, não troco e nem dou. Mas empresto, basta que você exerça sua cidadania. Escolha aqui o cordel do seu agrado, leia, não pague nada e devolva-o ou justifique-se, no dia e local combinado”.</p>
<p>Em dezembro do ano passado até a reforma da velha kombi foi oferecida por um programa de tv, junto com um prêmio em dinheiro. Desde então, seu Higino vem rodando o país, dando entrevistas. Mas isso é apenas um detalhe. O relevante mesmo dessa história é que existe um homem incrível, que mora no interior do Ceará, e é completamente apaixonado por literatura de cordel e pelas pessoas.</p>
<p><strong>Seu Higino no Clisertão</strong></p>
<div id="attachment_4542" aria-labelledby="figcaption_attachment_4542" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Ricardo Moura</p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/higino-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-4542" alt="Ricardo Moura" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/higino-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Seu Higino distribui cordéis para alunos na ação Kombi do Cordel</p></div>
<p>Ontem (16/07), na Cohab Massangano, seu Higino destribuiu cordéis e fez a alegria de cerca de 100 alunos da Escola Caic numa praça próxima ao colégio. A ação descentralizada acontece também amanhã, dessa vez na Escola Maroquinha.  A Escola Jacob Ferreira, no bairro de Cosme e Damião também recebeu a Kombi do Cordel na segunda-feira.</p>
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