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	<title>Portal Cultura PE &#187; hotel central</title>
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		<title>Hotel Central do Recife passará por requalificação em sua cobertura</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 17:43:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_114512" aria-labelledby="figcaption_attachment_114512" class="wp-caption img-width-364 alignnone" style="width: 364px"><p class="wp-image-credit alignleft">Bersato Produções Culturais/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Hotel-Central-Bersato-Produções-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-114512" alt="Bersato Produções Culturais/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Hotel-Central-Bersato-Produções-3-364x486.jpg" width="364" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Hotel Central</p></div>
<p>Perto de seu centenário, o Hotel Central, o mais antigo hotel em funcionamento do Recife e um ícone da arquitetura histórica da cidade e o primeiro arranha-céu da capital pernambucana, está prestes a passar por uma requalificação em sua cobertura, marquise de apoio e casa de máquinas do elevador. Situado no coração do bairro da Boa Vista, na Avenida Manoel Borba, nº 209, o prédio será submetido a uma série de intervenções que buscam estancar o desgaste de sua estrutura e recuperar características originais que remontam aos anos 1920, década de sua construção. Durante quase um século de existência, o edifício recebeu hóspedes ilustres como Getúlio Vargas, João Dantas, Carmem Miranda, Luz Del Fuego, Luiz Gonzaga e os passageiros e tripulantes do Zeppelin, em 1930, quando o dirigível alemão aportou na capital pernambucana. Atualmente o hotel vem agregando artistas, fortalecendo a cultura e o turismo sob a batuta da proprietária Rosa Maria onde também dirige o Tempero da Rosa no local.</p>
<p>De acordo o proponente do projeto, Saturnino de Araújo, da Bersato Produções Culturais (produtora executiva do projeto cultural), em parceria com a Construtora Menelau de Almeida, a restauração é o primeiro passo para garantir a longevidade do edifício, que já possui o título de Imóvel Especial de Preservação (IEP), foi tombado pela Fundarpe em dezembro de 2018, conforme publicação no Diário Oficial, assegurando suas prerrogativas de proteção conforme a Lei nº 7970/79. Antes disso, o edifício havia recebido status de semitombamento em 2010, o que conferiu ao Hotel Central um grau de preservação excepcional, com levantamento técnico em 2012 e reforçado pelo incentivo do Funcultura em 2016-2017, quando a fachada do prédio foi restaurada com sucesso. A execução da requalificação também conta com o incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), e da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Governo de Pernambuco.</p>
<p>Atualmente em fase de pré-produção, o projeto prevê início no primeiro semestre de 2025, após a obtenção das licenças da Prefeitura do Recife, e será liderado pela arquiteta Marina Russel, coordenadora técnica e arquiteta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de Pernambuco (Iphan-PE), Mestra em Preservação do Patrimônio Cultural e Especialista em Restauração do Patrimônio Cultural Edificado. A obra, estimada para durar entre três e quatro meses, foi elaborada segundo a metodologia do mapa de danos e projeto de intervenção no patrimônio edificado, seguindo à risca as recomendações do Manual de Elaboração de Projetos de Preservação do Patrimônio Cultural — Caderno Técnico e do Caderno de Encargos — Caderno Técnico 2, do Ministério da Cultura, Instituto do Programa Monumenta.</p>
<p>A intervenção será concentrada na recuperação estrutural da cobertura principal do corpo principal do edifício, localizado no 8º andar, incluindo a marquise de apoio dos reservatórios e a casa de máquinas do elevador. Entre os serviços planejados estão o reparo de lajes e paredes danificadas por infiltrações de águas pluviais, lavagem e higienização das telhas francesas antigas, com substituições das que se encontram deterioradas, além da higienização, desinfestação e imunização do madeiramento do telhado e impermeabilização da laje do elevador, danificado por óleo proveniente de casas de máquinas. “Essas medidas são essenciais para preservar o prédio, que continua recebendo olhares de turistas e recifenses, sempre admirados por sua arquitetura única e história vibrante”, destaca Russel.</p>
<p><strong>SOCIAL -</strong> Como contrapartida social do projeto, será realizada a Oficina de Preservação Patrimonial Cultural, voltada ao treinamento e à sensibilização de técnicos, estudantes e moradores da região sobre práticas de preservação de bens culturais. Essa ação, que faz parte das exigências para aprovação do projeto cultural, promoverá aulas aos sábados a partir de novembro, abordando a preservação material e imaterial do patrimônio cultural. A oficina será gratuita e possui vagas limitadas, com inscrições abertas para a comunidade e profissionais da área.</p>
<p>Para os organizadores do projeto de reestruturação, preservar o Hotel Central é uma maneira de garantir que a história cultural e arquitetônica do Recife seja apreciada por gerações futuras. “Nossa missão é manter viva a essência e a estrutura do edifício para que continue a ser um ponto de referência histórica e turística, além de um elemento ativo na identidade de Pernambuco e do Brasil”, conclui Saturnino de Araujo.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span>:</strong></p>
<p><strong>Oficina de Preservação Patrimonial Cultural: Material e Imaterial</strong><br />
Data: sábados — 23 e 30 de novembro; 7, 14 e 21 de dezembro de 2024<br />
Local: bairro da Boa Vista, Recife<br />
Inscrições: gratuitas, limitadas a 25 vagas<br />
Contato: (81) 99872-1978 (horário comercial)<br />
E-mail para informações e inscrições: oficinapreservacaopatrimonial@gmail.com</p>
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		<title>Sarau das Artes retoma atividades presenciais no Hotel Central</title>
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		<pubDate>Wed, 18 May 2022 14:58:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Hotel Central, localizado no bairro da Boa Vista, será palco do retorno do Sarau das Artes, que celebra 13 anos de existência, em 2022. Nesta nova edição, agendada para o próximo sábado (21), a partir das 16h, o evento será em comemoração ao aniversário de 21 anos do Grupo João Teimoso, coletivo que fundou [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/20220517_141004.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-93869" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/20220517_141004-394x486.jpg" width="394" height="486" /></a></p>
<p>O Hotel Central, localizado no bairro da Boa Vista, será palco do retorno do Sarau das Artes, que celebra 13 anos de existência, em 2022. Nesta nova edição, agendada para o próximo sábado (21), a partir das 16h, o evento será em comemoração ao aniversário de 21 anos do Grupo João Teimoso, coletivo que fundou o Sarau das Artes.</p>
<p>&#8220;<em>Será um dia recheado de atrações artísticas de dança, teatro, música e poesias, num local mágico, com um charme todo especial, que é o Hotel Central, que recebe pela primeira vez o Sarau das Artes em seu salão&#8221;</em>, diz Oséas Borba Neto, um dos integrantes do Grupo João Teimoso.</p>
<p><strong>SOBRE O EVENTO -</strong> O Sarau das Artes somam 234 edições já realizadas e mais de 4 mil apresentações artísticas. Em agosto, o evento completa 13 anos de criação.</p>
<p>S<span style="text-decoration: underline;"><strong>erviço</strong></span><br />
Saraus das Artes &#8211; comemoração de 21 anos do Grupo João Teimoso<br />
Quando: 21 de maio de 2022 (sábado), às 16h<br />
Onde: Hotel Central (Av. Manoel Borba, 209 &#8211; Boa vista, Recife/PE)</p>
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		<title>Conselho de Preservação aprova tombamento do edifício do Hotel Central</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Nov 2017 20:15:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (23), o tombamento do edifício do Hotel Central, localizado no centro do Recife (Av. Manoel Borba, 209 &#8211; Boa Vista, Recife &#8211; PE). O prédio, que teve sua fachada revitalizada recentemente com recursos do Governo do Estado de Pernambuco, por meio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_55460" aria-labelledby="figcaption_attachment_55460" class="wp-caption img-width-320 alignright" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marina Russel/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/hotel-central-foto-marina-russel-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-55460 " alt="Marina Russel/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/11/hotel-central-foto-marina-russel-5-273x486.jpg" width="273" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A fachada do Hotel Central foi revitalizada recentemente com recursos do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura</p></div>
<p>O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) aprovou por unanimidade, nesta quinta-feira (23), o tombamento do edifício do Hotel Central, localizado no centro do Recife (Av. Manoel Borba, 209 &#8211; Boa Vista, Recife &#8211; PE).</p>
<p>O prédio, que teve sua fachada revitalizada recentemente com recursos do <strong>Governo do Estado de Pernambuco</strong>, por meio do Funcultura, foi inaugurado em 31 de outubro de 1928, com 80 quartos e 6 apartamentos de luxo, todos eles com telefone, um bar, uma barbearia, uma perfumaria, um salão para senhoras, um restaurante no oitavo pavimento bem como um terraço, na cobertura, de onde se tinha um grande panorama da cidade, graças à sua altura de 35,74m. O Hotel Central teve diversos hóspedes ilustres, como Getúlio Vargas, Orson Welles, Carmen Miranda e até mesmo a tripulação do Graf Zeppelin, nas vezes em que passou pelo Recife. Por ser o local mais alto da cidade, durante muitos anos, nas noites de Réveillon, eram realizadas queimas de fogos de artifício no terraço da cobertura.</p>
<p>Em seu parecer, o conselheiro Rodrigo Cantarelli destacou, com base no exame elaborado pelo corpo técnico da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe, que o Hotel Central<em> &#8220;foi a primeira construção do gênero de grande porte em Pernambuco e foi palco, durante décadas, de um sem número de eventos sociais, envolvendo não só a sociedade recifense, mas de todo o Estado, que de alguma maneira possuem ligações afetivas com o lugar&#8221;</em>.</p>
<p>Além disso, o relator destacou que, embora o prédio j<em>á &#8220;esteja inserido numa área de preservação municipal, a Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural – ZEPH-08 – Boa Vista, desde 1980, a quadra fronteiriça ao Hotel Central, segundo a mais recente legislação aprovada pela Prefeitura do Recife, possui índices urbanísticos altíssimos que poderiam permitir construções que causem interferência na ambiência e na visibilidade do bem em questão&#8221;</em>.</p>
<p>Para Cantarelli, o tombamento, além da importância cultural para cidade, reconhece que o edifício do Hotel Central é um marco inegável da verticalização em Pernambuco, uma vez <em>“que inaugurou um novo padrão para a verticalização das cidades pernambucanas que, adaptado pelo mercado imobiliário, se repete até hoje pelas principais cidades do Estado, e que só foi possível de ser realizado graças à adoção do concreto armado associado ao uso de elevadores, provavelmente um dos primeiros instalados na cidade”</em>.</p>
<p><strong>HISTÓRICO -</strong> A construção do edifício do Hotel Central se deu a partir de uma iniciativa do empresário greco-suíço Constantin Aristide Sfezzo, que chegou ao Recife em abril de 1922, após uma curta temporada morando na cidade do Rio de Janeiro. Sfezzo logo se inseriu na sociedade pernambucana e, pouco tempo depois de se instalar na capital, casou-se com Judith Adele von Sohsten, filha do rico, porém já falido, comerciante Julius von Sohsten.</p>
<p>Ao final da década de 1920, Constantin Sfezzo, buscando novos investimentos para o seu capital, resolveu construir um prédio de apartamentos para aluguel, especialmente os estrangeiros que estavam se mudando para a cidade naquele momento. Desejando desde o princípio construir um edifício alto, no qual poderia explorar o terreno de forma mais lucrativa, Sfezzo não conseguiu apoio da municipalidade naquele momento, situação somente contornada após um encontro com o urbanista francês Alfred Agache, que, naquele momento, estava visitando ao Recife a convite do Governador Estácio Coimbra.</p>
<p>Embora essa ideia inicial de Sfezzo tenha sido a construção de um edifícios de apartamentos para aluguel, após uma proposta do comerciante George Kyrillos, Sfezzo resolveu transformar o empreendimento num hotel de luxo para atender não somente aos visitantes de fora da cidade, mas também à própria sociedade recifense. Kyrillos, cidadão de origem libanesa, já era dono de um hotel na cidade, o Palace Hotel, inaugurado na praça Maciel Pinheiro em 1925, e também proprietário de lojas de materiais elétricos e sanitários, anunciadas na época como <i>a mais moderna e luxuosa de todo o norte do Brasil</i>.</p>
<p>O local escolhido para a construção do hotel foi um terreno na esquina das ruas Manoel Borba e Gervásio Pires, no bairro da Boa Vista, onde anteriormente existia uma caixa d’água pertencente à antiga Companhia do Beberibe, destinada ao abastecimento d’água dos bairros centrais do Recife. Segundo consta no <i>Exame Técnico</i> realizado pela Fundarpe, tal reservatório ainda existe no subsolo do atual edifício. Após superados os obstáculos iniciais dados pela prefeitura do Recife, no dia 16 de outubro de 1927 o <i>Diário de Pernambuco</i> noticiou o início da construção daquele que viria a ser o primeiro arranha-céus da cidade, que, a época, só possuía edifícios com no máximo quatro pavimentos de altura, utilizando uma tecnologia de ponta: o concreto armado.</p>
<p>A mesma notícia do <i>Diário </i>também nos indica que a autoria do projeto foi do arquiteto italiano Giácomo Palumbo, formado pela Escola de Belas Artes de Paris e radicado no Recife desde 1918, sendo ele o responsável pelo traço de vários edifícios públicos e privados ao longo da década de 1920, como o da Faculdade de Medicina, o Hospital do Centenário e o Palácio da Justiça, bem como um sem número de palacetes e mansões, a exemplo da pertencente ao usineiro João da Costa Azevedo, na esquina da Avenida Conselheiro Rosa e Silva com a Rua Amélia. A construção do prédio ficou a cargo da firma Brandão &amp; Magalhães, também bastante conhecida na cidade, tanto pela construção de edifícios de luxo como pela realização de obras públicas de destaque, a exemplo da restauração realizada na Igreja da Madre Deus, em 1930.</p>
<p>O projeto elaborado por Palumbo está filiado ao movimento conhecido na arquitetura como Ecletismo, do qual ele foi um dos principais expoentes no Estado de Pernambuco. O Ecletismo na arquitetura é caracterizado pela profusão de elementos ornamentais, e o uso de um vocabulário ornamental oriundo dos mais diversos estilos e momentos da história da arquitetura. No Recife esse estilo, que já se fazia presente desde finais do Século XIX, se popularizou com a Reforma do Bairro do Recife, iniciada em fins da década de 1910. Naquele momento, foram edificadas por toda a cidade diversas construções que se tornaram referência para a história da arquitetura brasileira, como, por exemplo, o prédio da Faculdade de Direito do Recife, de autoria do arquiteto francês Gustave Varin, inaugurado em 1912.</p>
<p>No projeto para o Hotel Central, Palumbo tratou a fachada à semelhança de uma coluna, dando destaque a sua base e ao seu coroamento, onde estavam os usos mais nobres e destacados, usando uma decoração mais comedida nos andares intermediários, correspondentes, na planta, ao quartos. No primeiro e no último pavimentos os vãos são tratados com janelas em arco pleno, ao contrário dos pavimentos intermediários que possuem janelas retangulares. Ainda é importante destacar que no pavimento térreo o edifício recebeu um acabamento rusticado, do tipo almofadado, à semelhança de alguns até hoje encontrados no Bairro do Recife e que o próprio Palumbo usou no seu projeto para o Palácio da Justiça. Esse tipo de composição, está ligado ao próprio surgimento da tipologia do arranha-céus moderno, criado a partir da Escola de Chicago, no final do século XIX.</p>
<p>Com o desejo de construir o primeiro hotel de luxo da cidade, Sfezzo não poupou esforços, seja na contratação da equipe responsável pelo projeto e construção do edifício, seja nos materiais e mobiliário utilizados para acabamentos e ornamentação da construção. As notícias de época destacam a presença de um grande lustre de cristal do saguão de entrada e salões envidraçados, além de mordomias bastante modernas, como água encanada e uma central telefônica que atendida a todos os quartos. Lamentavelmente, com a decadência enfrentada pelo hotel a partir de meados da década de 1950, muito desse mobiliário e acabamentos refinados foram perdidos, restando, nos quartos, bem poucos móveis e alguns painéis de azulejos nos banheiros. Tais azulejos, de gosto marcadamente <i>Art Nouveau</i> são de procedência alemã, produzidos na cidade de Gota, estado da Turíngia, pela empresa <i>Porzellan und Fayencenfabrik Fritz Pfeffer</i>, que funcionou entre os anos de 1882 e 1934 e que, a época da construção do Hotel Central, tinha como principal designer de produtos o artista Arnold Viegelmann.</p>
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