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	<title>Portal Cultura PE &#187; Igreja Matriz de Santa Isabel</title>
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		<title>Igreja Matriz de Santa Isabel, em Paulista, é tombada pelo CEPPC</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 16:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural]]></category>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) deferiu, nesta quinta-feira (5), o tombamento da Igreja Matriz de Santa Isabel, localizada no cento de Paulista. O pedido de tombamento foi apresentado em 2010, pelo Movimento Pró-Museu, e tinha como objetivo &#8220;valorizar a importância que a edificação representa para os moradores e a vida religiosa local&#8221;, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) deferiu, nesta quinta-feira (5), o tombamento da Igreja Matriz de Santa Isabel, localizada no cento de Paulista. O pedido de tombamento foi apresentado em 2010, pelo Movimento Pró-Museu, e tinha como objetivo <em>&#8220;valorizar a importância que a edificação representa para os moradores e a vida religiosa local&#8221;</em>, conforme indicou o presidente do Movimento Pró-Museu, Ricardo Andrade, à época.</p>
<p>Relator do processo no CEPPC, o conselheiro Marcos Prado destacou em seu parecer técnico que <em>&#8220;a igreja Matriz de Santa Isabel reúne um conjunto de motivos para o seu tombamento, inclusive, pelo seu estado de conservação&#8221;</em>. <em>&#8220;A igreja, de 1946, tal como as chaminés das antigas fábricas, ainda existentes no entorno, assistiu à cidade crescer e a se desenvolver a seu redor. O templo é, para muitos ainda hoje, o orgulho e o coração de Paulista, tornando-se símbolo maior do município, que foi, no passado, berço representativo da indústria nordestina de tecidos&#8221;</em>, disse Prado.</p>
<div id="attachment_65609" aria-labelledby="figcaption_attachment_65609" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/marcos-prado-conselho-de-preservacao-foto-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-65609" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/marcos-prado-conselho-de-preservacao-foto-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Marcos Prado foi o relator do processo no Conselho de Preservação</p></div>
<p>O conselheiro lembrou ainda que o <em>&#8220;templo foi edificado em estilo eclético, com a utilização de traços romanos, neoclássicos e neogóticos, totalmente construído com tijolos avermelhados aparentes, apropriando-se, lateralmente, de um passado arquitetônico, ainda hoje, digno de nossa admiração&#8221;</em>. <em>&#8220;Em arquitetura, o ecletismo, que tanta visibilidade alcançou em Pernambuco, designa a atitude dos arquitetos do século XIX, que utilizaram elementos escolhidos na história com a intenção de conceber uma nova forma de construir e edificar. O eclético começou a vigorar no Brasil, principalmente, após a semana de 22, que também abriu caminho para o modernismo e suas vertentes atuais, porém, atualmente, este tipo de estilo ainda tem sido adotado em grandes edificações, expressando poderosos monumentos no ambiente das nossas cidades&#8221;</em>, frisou.</p>
<div id="attachment_65541" aria-labelledby="figcaption_attachment_65541" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Marcos Prado/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/Igreja-Matriz-de-Santa-Isabel.jpg"><img class="size-medium wp-image-65541" alt="Marcos Prado/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/Igreja-Matriz-de-Santa-Isabel-607x455.jpg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">O templo religioso está localizado no coração da cidade</p></div>
<p><strong>HISTÓRICO -</strong> A cidade do Paulista dista cerca de 20 km da capital pernambucana e sua nomenclatura remete para o final do século XV, quando Manuel Álvares de Moraes Navarro, natural da capitania de São Paulo comprou de João Fernandes Vieira as glebas das freguesias de Paratibe e Maranguape. As terras por ele adquiridas ficaram conhecidas como Engenho do Paulista (o natural de São Paulo), derivando daí o nome do município.</p>
<p>Paulista ao longo do tempo teve um considerável desenvolvimento político e econômico e já no final do século XIX, possuía uma pequena empresa de tecidos, a Companhia de Tecidos Paulista (CTP) que foi adquirida em 1904, por Herman Theodor Lundgren, um sueco naturalizado brasileiro. Herman e seus familiares descendentes, tornou-se seu maior acionista, expandindo o processo de industrialização têxtil no estado, influenciando profundamente a vida dos habitantes do Paulista, e comercializando seus produtos Brasil a fora por meio das Lojas Pernambucanas.</p>
<p>Herman Lundgren e seus descendentes deixaram na cidade do Paulista edificações que testemunham a época áurea que proporcionaram ao lugar, e que constituem ainda hoje o maior legado histórico e arquitetônico da cidade. Estão legalmente protegidas pelo instrumento do tombamento estadual, a Casa e Jardim do Coronel, as 03 chaminés da antiga Fábrica Aurora, a chaminé, casa da administração e cruzeiro da Fábrica Arthur e, em processo, o tombamento da Igreja de Santa Isabel.</p>
<p>Para homenagear a matriarca da família, D. Elizabeth Lundgren, os filhos, entre os anos de 1946 e 1950, os filhos de Herman fizeram construir uma igreja que se chamaria Santa Elisabeth Regina. Por não conhecerem à época a santa católica com o nome de Elizabeth que viveu no Sec. III na Atual Eslováquia, o templo foi dedicado a Santa Isabel – Rainha de Portugal.</p>
<p>A 13 de janeiro de 1946 foi lançada a pedra fundamental da Igreja com a presença do Arcebispo D. Miguel de Lima Valverde. Quatro anos e cinco meses levou a construção, inaugurada em 29 de junho de 1950, com procissão e missa concelebrada pelo bispo arquidiocesano.</p>
<p>Depois de construída os Lundgren doaram a igreja para a Arquidiocese de Olinda e Recife, mas esse documento de doação desapareceu e, até hoje, a igreja é de propriedade da CTP (ANDRADE, 2010, p. 2), embora de acordo com o Livro de Tombo da Igreja, junto com à pedra fundamental foi colocada uma urna e nela, um documento que “prova a promessa e o fato da doação da Igreja ao povo católico do Paulista” (ALCÂNTARA, p. 95). Segundo o mesmo ANDRADE, para legalizar esta situação o Padre Valdemir José entrou com um processo na justiça com um pedido de usucapião por parte da igreja.</p>
<p>Construído com muito esmero, o templo tem 60m de altura, e constitui um raro exemplar em Pernambuco do estilo eclético (romano, neoclássico, neogótico) tendo sido todo edificado em tijolo aparente. É uma construção simétrica com três portas frontais, encimadas, nas laterais, por janelas com fechamento em vitral e no eixo, por um óculo e uma abertura em formato de cruz finalizada por uma torre sineira única onde está localizado o campanário, protegido por venezianas. A nave única com arcos plenos e janelas em vitrais apresenta o transepto de onde se tem acesso a duas tribunas ou púlpito. Seu altar-mor é simples, ladeado por duas capelas laterais, do Evangelho e da Epístola. A pintura de fundo dos altares é do artista plástico Hildebrando Eugênio, que também é autor da bandeira da cidade do Paulista. No alto do arco-cruzeiro se lê a inscrição: “Santa Elisabeth Regina”, que reafirma a homenagem prestada à Dona Elizabeth Lundgren.</p>
<p>Ainda em memória da família Lundgren, cuja história é confundida com a história do próprio município, estão sepultados no ossuário daquele templo, os despojos do patriarca da família, Herman Theodor Lundgren, sua esposa Anna Elizabeth, e outros membros da família.</p>
<p>O acesso ao templo é feito pelo nártex de entrada, sobre ele, um coro, dois nichos laterais, um de acesso ao coro e à torre sineira, e o outro, onde estão sepultados os despojos do mártir da Revolução Pernambucana de 1817, Padre João Ribeiro.</p>
<p>O crânio do padre João Ribeiro esteve guardado no Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico de Pernambuco, onde ficou exposto ao público até 2001. O IAHGP junto com o governo de Pernambuco, a Arquidiocese de Olinda e Recife, o vigário da Igreja de Santa Isabel, o prefeito e o secretário de turismo do Paulista decidiram enterrá-lo com merecido respeito, em 29 de outubro de 2001, o crânio do padre João Ribeiro foi sepultado num túmulo construído especialmente para ele dentro da Igreja de Santa Isabel, após quase dois séculos de seu falecimento.</p>
<p>Toda a edificação está quase que totalmente preservada, apenas as janelas, originalmente em vitrais, foram restauradas, em 1988, pelo Pe. Geraldo Leite, S.C.J. e substituídas por basculantes.</p>
<p>Por sua história intrinsecamente ligada ao desenvolvimento do município, sua expressão e evidente relação com a memória e identidade da gente de Paulista, e por constituir exemplar arquitetônico de grande valor, a Igreja de Santa Isabel hoje é considerada Imóvel Especial de Preservação e patrimônio dos paulistenses, tendo sido escolhida, em 2008, como o principal cartão-postal da cidade.</p>
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