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	<title>Portal Cultura PE &#187; III Encontro de Aboiadores</title>
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		<title>Vaqueiros que cantam poesia, ou os poetas que chamam gado no Sertão Central</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jun 2013 14:06:54 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4586" aria-labelledby="figcaption_attachment_4586" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Aboiadores.jpg"><img class="size-medium wp-image-4586" alt="“Eu dormindo, eu sonhava com corrida de mourão”, cantam Raimundo Gomes e Luciano                     Foto: Rubem Lima" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/Aboiadores-607x403.jpg" width="607" height="403" /></a><p class="wp-caption-text">“Eu dormindo, eu sonhava com corrida de mourão”, cantam Raimundo Gomes e Luciano Foto: Rubem Lima</p></div>
<p><i>Cobertura do III Encontro de Aboiadores, em Serrita</i></p>
<p><em>Por Maria Peixoto</em></p>
<p><b> </b>No Sertão há uma linguagem que só vaqueiros sabem falar e os bois entendem, o aboio. Misto de canto, chamado e lamentação,  no palco, o aboio fala de um eterno saudosismo sertanejo: saudade de ser vaqueiro, para aqueles que deixaram a profissão; saudade do Sertão, para aqueles que tiveram que ir embora ou até saudade de um tempo antigo que não volta mais, tempo onde ao invés de televisão, o povo se voltava pro oratório, ao invés de geladeira, o povo tomava a água dos potes de barro.</p>
<p>No campo, o aboio serve pra chamar o gado, “ele vai bater na porteira pelo chamado dos donos. Quando a gente aboia bem alto, ele se arrebanha”, conta Cláudio Ágria, que tem 48 anos e 15 de aboio. “Desde os 10 anos que eu andava no campo. A minha satisfação era pegar o boi, estrovar e botar na estrada”, conta.</p>
<p>Mas parece que mais do que dar uma ordem ao boi, aboiar é um carinho deles que tanto gostam dos animais, e tanto apreço têm a essa profissão. “O amor que eu tenho ao gado eu não doei por ninguém”, canta o aboiador. Cláudio diz que “o gado fica mais habilidoso, ele tem amor aos donos”. Seu Luciano, de 64 anos e 10 de aboio diz que nasceu vaqueiro e “termino minha vida lutando com o gado, se Deus quiser”. Ele canta com saudosismo a história daqueles que tem que fugir da seca: “Reparando a vacaria, saí com uma dor no peito vendo as vacas morrendo. E eu sem poder dar jeito. Os bezerros me arrodeando e o cachorro latindo, como quem tava me chamando..”</p>
<p>Quando não estão em serviço, os aboiadores são poetas cuja missão, segundo eles é “cantar a cultura do Sertão”. “Tou aqui pra prestar minha homenagem à cidade de Serrita e mostrar que eu faço parte da cultura do vaqueiro”, diz o aboiador Cassiano. Serrita é terra conhecida pela Missa do Vaqueiro, que acontece anualmente, em julho, quando vaqueiros de todo o nordeste se juntam em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, primo de Luiz Gonzaga, assassinado em 1954.</p>
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