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	<title>Portal Cultura PE &#187; ilha de itamaracá</title>
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		<title>Jornada do Patrimônio Alimentar vai à Ilha de Itamaracá para vivência com marisqueiras</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Aug 2024 01:28:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Texto: Valentine Herold Fotos: Ronny Colors &#160; A cena é clássica, perpassa gerações e recortes temporais: seja na casa de um familiar ou amigo próximo, todos costumam se reunir na cozinha, ponto de encontro de conversas, confissões e preparos coletivos de muitos pratos. Agregadora e transmissora de saberes tradicionais, a gastronomia é, sem dúvida alguma, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/marisqueiras-1.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-112822" alt="Foto: Ronny Colors/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/marisqueiras-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<h5>Texto: Valentine Herold<br />
Fotos: Ronny Colors</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cena é clássica, perpassa gerações e recortes temporais: seja na casa de um familiar ou amigo próximo, todos costumam se reunir na cozinha, ponto de encontro de conversas, confissões e preparos coletivos de muitos pratos. Agregadora e transmissora de saberes tradicionais, a gastronomia é, sem dúvida alguma, um dos mais fortes elementos identitários. E é justamente sobre esse tema,”Cultura Alimentar e Identidade Territorial”, que a 3° Jornada do Patrimônio Alimentar vem se debruçando ao longo desta semana, dando continuidade à 17º Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.</p>
<p>Fruto de uma parceria do Governo do Estado, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), com os cursos de gastronomia da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Faculdade Senac (FacSenac), a Jornada teve continuidade nesta quarta-feira (28) com uma vivência com marisqueiras na Ilha de Itamaracá.</p>
<p>Recentemente um pedido de registro da mariscada como Patrimônio Imaterial foi enviado à Fundarpe. Dando início aos processos de pesquisa, debate e escuta que irão acontecer ao longo dos próximos meses, a atividade prática desta reta final da Jornada foi até Vila Velha, bairro histórico de Itamaracá e muito simbólico na pesca de mariscos. A vivência, que envolveu trilha, travessia de barco, demonstração de retirada de ostras de mangue, preparo das comidas e um almoço seguido de uma roda de conversa, aconteceu com marisqueiras e mestras cozinheiras da ONG Casa de Uaná.</p>
<p>Mulheres como Coquinha, nascida e crescida na Ilha e que, desde os 10 anos, sai diariamente para pescar. Ela aprendeu com sua mãe e hoje aos 58, continua na ativa, vivendo dessa atividade e integrando o projeto Caminhos das Pescadeiras, da ONG. “A minha vida é a pesca. Ostra, marisco, siri…A gente aqui vive disso, é nossa sobrevivência. Se tirassem a pesca iriam tirar um pedaço da gente, é muito importante para todos nós, não só por ser nossa fonte de renda, mas também pelo que representa. Pesar é bom demais! É muito cansativo, mas também dá muita satisfação. Quando chego na praia esqueço de todos os estresses e quando termino de pescar estou renovada. O mar, o vento, a areia, tudo me faz um bem danado, que não tem preço”, ressalta Coquinha.</p>
<p>Entender as práticas, heranças e processos diversos que envolvem o saber da mariscada é precisamente o objetivo do trabalho de pesquisa e de campo da Fundarpe e Secult-PE. De que maneira é realizada a pesca, quem são as pessoas envolvidas, como se limpa e se prepara o alimento, quais os tipos de mariscadas e moquecas existentes etc&#8230;. Essas e outras questões formam o todo desta iguaria, revelando a complexidade social, histórica e econômica que um patrimônio cultural e gastronômico possui.</p>
<p>Para a antropóloga e assessora técnica da Gerência de Patrimônio Imaterial da Fundarpe, Júlia Bernardes, essa vivência com as marisqueiras de Vila Velha joga luz sobre a multidisciplinaridade da Jornada do Patrimônio Alimentar. “Vemos na prática como as áreas da antropologia, história, gastronomia, turismo e economia estão interligadas e devem ser levadas em conta. Hoje foi um dia extremamente enriquecedor para todo mundo que participou. Nós, da Fundarpe e Secult e os estudantes de gastronomia da UFRPE e Senac. A gente espera com essa atividade fortalecer essas relações e, consequentemente, o patrimônio cultural alimentar do nosso Estado.”</p>
<p><strong>Mariscos e marisqueiras</strong></p>
<p>Moqueca seca de marisco, caldinho de marisco, mariscada, moqueca de marisco, beijú e salada. O marisco foi o ingrediente principal do almoço servido na vivência desta quarta (28). Em toda sua diversidade e combinações de sabores, ele reinou. Preparados de forma totalmente artesanal e tradicional, os pratos foram explicados pelas mestras cozinheiras na sequência.</p>
<p>Em torno de uma farta mesa de sobremesas com passas de caju (também produzidas na Casa Uaná), café passado a partir de grãos moídos na hora e tarecos típicos da Ilha de Itamaracá, as mulheres que pescaram e preparam os alimentos partilharam um pouco de suas histórias de vida e como essa transmissão de saberes gastronômicos acontece. A maioria delas aprendeu a cozinhar com as mães, tias e avós e perpetuam essa tradição. Se antes ficavam restrita ao ambiente doméstico, agora as receitas à base de marisco fazem parte do roteiro turístico de Vila Velha.</p>
<p>A importância desse território para a tradição da mariscada pernambucana é ressaltada pela assessora de Gastronomia da Secult-PE, Dianne Sousa. “Iniciamos a Jornada do Patrimônio Alimentar na segunda com momentos de seminários, palestras no Senac e na UFRPE. E o fechamento, que está acontecendo hoje, foi pensado justamente para ser uma vivência prática de outro processo que vai ser iniciado”, afirma Dianne. “Este ano recebemos o pedido de patrimonialização da mariscada, então nada mais justo que pensar num território tradicional. Essa relação, esse diálogo com o espaço e com as mestras já vem sendo construído e é muito bonito, simbólico.”</p>
<div id="attachment_112827" aria-labelledby="figcaption_attachment_112827" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/travessiabarcovilavelha-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-112827" alt="Barco que leva diariamente as marisqueiras para a pesca" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/travessiabarcovilavelha-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Barco que leva diariamente as marisqueiras para a pesca</p></div>
<div id="attachment_112826" aria-labelledby="figcaption_attachment_112826" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/rodamarisqueiras-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-112826" alt="Marisqueiras da Ilha de Itamaracá" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/rodamarisqueiras-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Marisqueiras da Ilha de Itamaracá</p></div>
<div id="attachment_112825" aria-labelledby="figcaption_attachment_112825" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/moquecasecademarisco-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-112825" alt="Moqueca seca de marisco" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/moquecasecademarisco-1-607x387.jpeg" width="607" height="387" /></a><p class="wp-caption-text">Moqueca seca de marisco</p></div>
<div id="attachment_112823" aria-labelledby="figcaption_attachment_112823" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/ostrasdemangue-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-112823" alt="Ostras do mangue de Vila Velha" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/08/ostrasdemangue-1-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Ostras do mangue de Vila Velha</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cineclube O Canto da Sereia retoma sessões de filmes na Ilha de Itamaracá</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2022 19:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, o Cineclube O Canto da Sereia retoma as suas sessões de filmes, na Ilha de Itamaracá. A partir desta sexta-feira (16), o Centro Cultural Estrela de Lia vai exibir dois curtas e um videoclipe que, com diferentes abordagens, pensam as conexões e múltiplas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_97820" aria-labelledby="figcaption_attachment_97820" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/FOTOS_CURTA_ALEXANDRINA-51.jpg"><img class="size-medium wp-image-97820" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/12/FOTOS_CURTA_ALEXANDRINA-51-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O curta &#8220;Alexandrina&#8221; será um dos filmes que vão ser exibidos pelo Cineclube O canto da Sereia</p></div>
<p>Com incentivo do Governo de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, o Cineclube O Canto da Sereia retoma as suas sessões de filmes, na Ilha de Itamaracá. A partir desta sexta-feira (16), o Centro Cultural Estrela de Lia vai exibir dois curtas e um videoclipe que, com diferentes abordagens, pensam as conexões e múltiplas raízes da nossa formação negro-ameríndia. As obras apresentadas revelam estratégias relacionais que gestos artísticos pensam uma ancestralidade construída no coletivo. As sessões são gratuitas e começam às 19h.</p>
<p>O videoclipe &#8220;Terra preta &amp; Negraíndia&#8221;, da banda pernambucana Casas Populares da BR232, foi dirigido e roteirizado por Naya Lopes. Partindo do provérbio congoles &#8220;os pássaros têm asas porque elas lhe foram passadas por outros pássaros”, a narrativa nasce na criação do universo cósmico, discorre para a Zona da Mata pernambucana e vai até a luta e festa das mulheres negraíndias dentro do território-quilombo do Sítio Ágatha.</p>
<p>O curta &#8220;Eu sou Raiz&#8221;, de Cintia Lima e Lilian Alcantara, apresenta a história da Mestra Mariinha, líder quilombola. Benzedeira e Mestra de Reisado no Quilombo de São José e sua vida-obra dedicada a luta pelo território, cultura e a natureza local.</p>
<p>Já o curta &#8220;Alexandrina &#8211; Um relâmpago&#8221;, de Keila Sankofa, de Manaus (AM), através dos destinos da personagem-titulo, fala sobre os diferentes modos de colonização do povo brasileiro, e de como essa mulher-preta se levanta e contesta.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Cineclube O Canto da Sereia<br />
Quando: 16 de dezembro de 2022 (sexta-feira), às 19h<br />
Onde: Centro Cultural Estrela de Lia (Av. Benigno Cordeiro Galvão, 664-764 &#8211; Jaguaribe, Ilha de Itamaracá/PE)<br />
Acesso gratuito</p>
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		<title>Projeto &#8220;Letras da Ilha&#8221; mostra tradição dos letreiros das embarcações de Itamaracá</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2021 21:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ilha de itamaracá]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Aldir Blanc em Pernambuco]]></category>
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		<description><![CDATA[A design Lili Nascimento disponibilizou recentemente na web o catálogo do projeto &#8220;Letras da Ilha&#8221;, que apresenta uma pesquisa visual sobre tipografia vernacular, com foco nos letreiros presentes nas tradicionais embarcações da Ilha de Itamaracá. A investigação dos letreiros aconteceu nos meses de janeiro a março de 2021, e nasceu a partir da necessidade de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><iframe width="600" height="400" src="https://www.youtube.com/embed/rdJfQHRt8QU" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe></p>
<p>A design Lili Nascimento disponibilizou recentemente na web o catálogo do projeto &#8220;Letras da Ilha&#8221;, que apresenta uma pesquisa visual sobre tipografia vernacular, com foco nos letreiros presentes nas tradicionais embarcações da Ilha de Itamaracá.</p>
<p>A investigação dos letreiros aconteceu nos meses de janeiro a março de 2021, e nasceu a partir da necessidade de registrar, valorizar e chamar a atenção para a gráfica popular e suas tradições, que em diversos lugares como na Ilha de Itamaracá, resistem em meio a um cenário cada vez mais digitalmente padronizado.</p>
<p>O resultado da pesquisa, que conta com os recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, pode ser conferido no website <strong><a href="http://www.letrasdailha.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noreferrer" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.letrasdailha.com.br&amp;source=gmail&amp;ust=1625256795891000&amp;usg=AFQjCNEVrzlLSOyhyNTBBCJ7djqqpobBLA">www.letrasdailha.com.br</a></strong>, que contém informações gerais sobre o projeto, assim como os registros realizados durante os meses de pesquisa. Já o catálogo pode ser baixado gratuitamente em: <a href="https://issuu.com/liliswho/docs/catalogo_letras_da_ilha_ln" target="_blank"><strong>issuu.com/liliswho/docs/catalogo_letras_da_ilha_ln</strong></a>.</p>
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