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	<title>Portal Cultura PE &#187; Inspire – Interpretação para TV e Cinema</title>
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		<title>Oficinas do FestCine fortalecem a cadeia produtiva do cinema pernambucano</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2018 19:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65177" aria-labelledby="figcaption_attachment_65177" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45304893935_749b4f95a6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65177 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45304893935_749b4f95a6_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes da EREM Eurídice Cadaval, de Itapissuma, participaram de uma das oficinas com o objetivo de aprender técnicas para lançar na internet um filme que produziram</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Além de possibilitar a exibição de dezenas de curtas produzidos em Pernambuco no Cinema São Luiz, o templo do cinema pernambucano, a 20ª edição do Festcine teve um olhar voltado para a formação profissional no audiovisual. Da última segunda (3) até esta sexta-feira (7), sempre das 13h às 17h, três oficinas movimentaram a programação do Festival em três espaços distintos: <strong>Estratégias de marketing digital para o lançamento de filmes</strong>, no Portomídia; <strong>Inspire – Interpretação para TV e Cinema</strong>, no São Luiz; e <strong>Documentando</strong>, no Espaço Pasárgada.</p>
<p><em>“O FestCine é um festival, na sua essência, de experimentação e de formação de novos cineastas e profissionais dentro do cenário do audiovisual. Neste sentido, ele promove minicursos e debates que façam com que essa renovação exista de verdade”,</em> ressalta Matheus Lins, coordenador do Audiovisual da Secult-PE e do Festival.</p>
<p>De acordo com Matheus Lins, recentemente a Coordenadoria do Audiovisual da Secult-PE fez um estudo sobre a cadeia produtiva do audiovisual em Pernambuco, no qual foram entrevistadas mais de 50 empresas e 100 realizadores, que falaram sobre os principais gargalos que existem no setor.</p>
<div id="attachment_65180" aria-labelledby="figcaption_attachment_65180" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32297630798_9bb056faa6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65180 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32297630798_9bb056faa6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Segundo Matheus Lins, coordenador do Festcine, as oficinas oferecidas buscam enfrentar gargalos apontados por 50 empresas e 100 realizadores do audiovisual num estudo feito pela Secult-PE</p></div>
<p><em>“As três oficinas do 20º Festcine estão em consonância com a política pública do audiovisual porque enfrentam esses entraves. Dentro da programação temos a Documentando, que abrange todo o processo de gravação e filmagem de um documentário, e capacita profissionais nas diversas áreas do cinema. Outra é a Inspire, que prepara atores e atrizes para o cinema. E, por fim, outra voltada para estratégias de marketing digital para lançamentos de filmes, um gargalo que identificamos neste estudo”,</em> revela o coordenador do Festcine.</p>
<p>A <strong>Estratégias de marketing digital para o lançamento de filmes</strong> foi ministrada pelo cineasta Txai Ferraz, roteirista e diretor dos curtas-metragens <strong>Fora de Quadro</strong> (2016), <strong>Rua do Retrato</strong> (2015) e <strong>Três Voltas</strong> (2013) e com especialização em distribuição de filmes.</p>
<div id="attachment_65178" aria-labelledby="figcaption_attachment_65178" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45304950735_f37e7ee124_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65178 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45304950735_f37e7ee124_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Pouco se fala sobre, e menos ainda a respeito do impacto das redes sociais no lançamento de um trabalho audiovisual. Às vezes, esta é a única maneira de divulgação que se pode ter, principalmente pensando em curtas e filmes de nicho”, explica Txai Ferraz</p></div>
<p><em>“Essa foi a primeira vez que dei esta oficina, mas trabalho com mídias sociais de filmes há um tempo e percebo que existe uma carência na formação sobre o processo de distribuição. Pouco se fala sobre, e menos ainda a respeito do impacto das redes sociais no lançamento de um trabalho audiovisual. Às vezes, esta é a única maneira de divulgação que se pode ter, principalmente pensando em curtas e filmes de nicho”,</em> explica Txai Ferraz.</p>
<p>De acordo com Txai, o minicurso foi pensado com perfil livre de público. <em>“Temos aqui estudantes da EREM Eurídice Cadaval, de Itapissuma, que foram inscritos pela escola porque têm um projeto de cineclube. Participam também alunos que estão se formando ou acabaram de se formar em Cinema, com um curta na gaveta, e um pessoal mais velho que trabalha com comunicação e música”,</em> detalha o professor.</p>
<div id="attachment_65179" aria-labelledby="figcaption_attachment_65179" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46217869961_9f1ce37297_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65179 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/46217869961_9f1ce37297_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Txai Ferraz é roteirista e diretor dos curtas-metragens &#8216;Fora de Quadro&#8217; (2016), &#8216;Rua do Retrato&#8217; (2015) e &#8216;Três Voltas&#8217; (2013)</p></div>
<p>Os participantes tiveram a liberdade de escolher um filme e pensar em como divulgá-lo com uma campanha. <em>“No caso dos meninos de Itapissuma eles já lançaram um curta na cidade, que trata de um personagem que tem deficiência visual, chamado <strong>O vencedor</strong>. Mas a divulgação não tinha sido muito boa no Youtube, então pensamos em usar o Dia Nacional do Cego, na próxima quinta-feira (13), para fazer um relançamento nesta janela”,</em> pontua Txai.</p>
<p>No EREM Eurídice Cadaval (<strong><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/formacaocultural/dona-glorinha-do-coco-leva-a-tradicao-de-amaro-branco-ao-outras-palavras/" target="_blank">que recebeu uma edição do Outras Palavras no ano passado</a></strong>), desde 2008, um grupo de estudantes, coordenados pela professora Kelly Costa, tem trabalhado com a sétima arte e na produção de curtas, alguns inclusive premiados no projeto Cine Cabeça &#8211; realizado pelo Centro de Atitudes/AMO Produção e Comunicação, em convênio com a Secretaria de Educação e apoio da Secult-PE/Fundarpe. Foi no Cineclube Pedra Negra, que abre sessões abertas ao público em Itapissuma, que os jovens produziram <strong>O vencedor</strong>. O filme conta a história do professor José Ricardo, que tem deficiência visual desde os quinze anos de idade.</p>
<div id="attachment_65175" aria-labelledby="figcaption_attachment_65175" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32345598958_651e5b3187_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65175 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32345598958_651e5b3187_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Aluna da EREM Eurídice Cadaval, em Itapissuma, a jovem Ana Íris participou da oficina &#8216;Estratégias de marketing digital para o lançamento de filmes&#8217; para relançar um filme produzido pelo cineclube da escola</p></div>
<p>Ana Íris de Souza, estudante da escola, conta que foi realizada, no dia 9 de maio deste ano, uma sessão no Mercado Público da cidade com direito a pipoca e refrigerante e a presença de mais de 300 pessoas.<em> “O espaço ficou pequeno pra todo mundo, mas foi bem legal porque a gente conseguiu que José Ricardo estivesse lá. E aqui no curso aprendemos umas dicas legais para relançar o filme e fazer com que mais pessoas possam assistir ao nosso trabalho”,</em> conta a jovem, de 15 anos.</p>
<p>No São Luiz, profissionais e interessados em teatro e cinema participaram da<strong> Inspire – Interpretação para TV e Cinema</strong>, ministrada pelo professor Gilvan Noblat, diretor do canal <a href="https://www.youtube.com/channel/UCmxZzjTZFrwbJ7WdqeXKIEQ" target="_blank"><strong>Entre Becos</strong></a> e produtor cultural que atua nas áreas do teatro com ênfase para o audiovisual.</p>
<div id="attachment_65181" aria-labelledby="figcaption_attachment_65181" class="wp-caption img-width-598 aligncenter" style="width: 598px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/Secult PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45293491925_600215279f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65181 " alt="Elimar Caranguejo/Secult PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/45293491925_600215279f_k-598x486.jpg" width="598" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">No São Luiz, profissionais e interessados em teatro e cinema participaram da Inspire – Interpretação para TV e Cinema, ministrada pelo professor Gilvan Noblat</p></div>
<p>O novato ator Junnior Albuquerque, quando soube da oportunidade, foi um dos primeiros a fazer sua inscrição. <em>“Eu disse pra mim que não podia perder essa porque é um mercado que visualizo na minha vida. Conheço o trabalho de Gilvan aqui em Pernambuco, já fui a espetáculos e o acompanho no Youtube. Como professor, ele nos deixou muito à vontade, e nos podou para o cinema. Pra mim, que sou de teatro e tenho expressões exageradas que o palco pede e a câmera não, esse corte é bastante importante”.</em></p>
<div id="attachment_65174" aria-labelledby="figcaption_attachment_65174" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Foto: Jan Ribeiro/ Secult PE - Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32292726938_ea487808ac_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65174 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/32292726938_ea487808ac_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A terceira oficina do 20º FestCine foi a Documentando, oferecida por Marlom Meirelles, diretor da Eixo Audiovisual, realizador e professor em projetos de iniciação em cinema</p></div>
<p>A terceira oficina do 20º FestCine foi a Documentando, oferecida por Marlom Meirelles, diretor da Eixo Audiovisual, realizador e professor em projetos de iniciação em cinema. As aulas abordaram as etapas que envolvem a produção de um filme, que será exibido neste sábado (8), no São Luiz. <em>“Quando decidi estudar cinema, em 2005, não havia projetos de iniciação audiovisual no interior de Pernambuco. Sou natural de Bezerros, no agreste, e vivenciei esta carência real. O minicurso é breve, mas consegue apresentar um universo novo para os participantes”,</em> comenta Marlom.</p>
<div id="attachment_65176" aria-labelledby="figcaption_attachment_65176" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44389027230_b28376098e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-65176 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/44389027230_b28376098e_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Neste sábado (8), no Cinema São Luiz, será exibido o filme produzido durante as aulas do Documentando</p></div>
<p>De acordo com o aluno Felipe França, responsável pelo <strong><a href="https://www.facebook.com/BATAKOSSO/" target="_blank">Ponto de Cultura Batá Kossô</a></strong>, de Olinda, o documentário que a turma produziu conta a história de um lugar que atrai a curiosidade da população recifense e que fica no Bairro da Boa Vista. <em>“Existem vários pontos curiosos que a gente não tem coragem de entrar por preconceito, e esse filme busca justamente quebrar com esses dogmas da sociedade”,</em> detalha Felipe França, que operou no filme como captador de áudio. <em>“Tinha o sonho de criança de brincar com aquele boom, e tive isso realizado no curso”</em>.</p>
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