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	<title>Portal Cultura PE &#187; J. Michiles</title>
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		<title>Premiado em festivais, Frevo Michiles entra em cartaz nos cinemas brasileiros</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 14:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após ser exibido em diversos festivais de cinema e acumular prêmios, o longa-metragem Frevo Michiles, dirigido por Helder Lopes, estreia nos cinemas este mês. Vencedor dos prêmios de melhor trilha sonora e premiado pela crítica da Abraccine como melhor longa-metragem no Cine PE 2023, o documentário celebra a vida e a obra do compositor pernambucano [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_Frame-Créditos_-Marcelo-Lacerda-min.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-116105" alt="Marcelo Lacerda/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_Frame-Créditos_-Marcelo-Lacerda-min-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a></p>
<p>Após ser exibido em diversos festivais de cinema e acumular prêmios, o longa-metragem <em>Frevo Michiles</em>, dirigido por Helder Lopes, estreia nos cinemas este mês. Vencedor dos prêmios de melhor trilha sonora e premiado pela crítica da Abraccine como melhor longa-metragem no Cine PE 2023, o documentário celebra a vida e a obra do compositor pernambucano Jota Michiles, Patrimônio Vivo de Pernambuco e um dos maiores nomes do frevo. A partir do dia 13 de fevereiro, a obra estreia em salas do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Maceió, Aracaju, Garanhuns (PE) e Caruaru (PE). A expectativa é que o filme seja distribuído para cinemas de todo o Brasil.</p>
<p>No Recife, a produção entra em cartaz no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no bairro de Casa Forte (Zona Norte do Recife), e no Cinema São Luiz, na Boa Vista (Centro). Com a chegada do documentário à tela grande, o público poderá conhecer de perto o legado do compositor Jota Michiles, que tem sua música reverenciada por artistas como Alceu Valença, Spok, Getúlio Cavalcanti e Edson Rodrigues.</p>
<p>Autor de composições que marcaram gerações e celebram a alegria, resistência e identidade, Michiles mostra no filme a força do frevo e o diretor, Helder Lopes, faz um convite a enxergar o mundo por meio da perspectiva poética e carnavalizada do compositor, à frente de sucessos como <em>Bom Demais</em>, <em>Diabo Louro</em> e <em>Me Segura que Senão Eu Caio</em>.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_-Cartaz-2023-1-1-min.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-116106" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_-Cartaz-2023-1-1-min-343x486.jpg" width="343" height="486" /></a></p>
<p>O lançamento ocorre em meio ao aquecimento para a folia de momo, quando o frevo impera nas ruas e na alma do povo pernambucano. O documentário é um presente para os amantes da música e da cultura brasileira, sendo uma oportunidade para mergulhar na trajetória de um artista que tem a capacidade de transformar a vivência cotidiana em pura poesia sonora.</p>
<p>Produzido por Kika Latache, da Vilarejo Filmes, que tem a Visiom como co-produção, o documentário investiga o universo musical de Michiles de forma intimista. O diretor Helder Lopes esquadrinhou a trajetória musical e pessoal do artista. Vivenciou não só o fluxo criativo, como o dia a dia com a família, os filhos e netos. Além do Cine PE, <em>Frevo Michiles</em> já foi apresentado para o público em eventos como Festival Internacional de Documentário Musical (In-Edit) e o 7º Cine Jardim &#8211; Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim.</p>
<p>Segundo Helder, o filme tem a intenção de mostrar ao público a mente criativa de Jota Michiles e esmiuçar a originalidade das suas composições. &#8220;Nos últimos anos, tive o privilégio de conviver com Jota Michiles e pude observar de perto a singularidade de seu pensamento e modos de se expressar. A obra de Michiles não é apenas um reflexo de sua originalidade, mas uma reinvenção do próprio frevo, a ponto de se criar um novo subgênero dentro desse gênero tão rico. Como diz Spok: ‘O frevo existia antes dele, mas dele para frente, o frevo é outro&#8217;.&#8221;</p>
<p><strong>O DIRETOR -</strong> Helder Lopes é documentarista do Recife cujo trabalho tem se concentrado na pesquisa sobre grandes nomes da cultura brasileira, em especial os compositores da música popular. <em>Onildo Almeida: Groove Man</em> (2017) e <em>Pipoca Moderna</em> (2019), ambientados entre o Agreste e o Sertão pernambucanos, tornaram-se referências na filmografia recente sobre ritmos nordestinos como baião e as matizes do forró. Em <em>Frevo Michiles</em> (2023) é o frevo pernambucano e o seu principal compositor vivo que são investigados e apresentados ao público. Helder tem formação em letras e jornalismo, dirigiu longas, médias e curtas-metragens e telefilmes.</p>
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		<title>Patrimônio Vivo da cultura e do frevo pernambucano, J. Michiles celebra 80 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2023 11:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, o cantor e compositor Jota Michiles completou 80 anos neste último sábado (4) e, para comemorar a nova idade, reuniu toda sua família e vários amigos em sua casa, que fica no bairro de Campo Grande (Recife). O dia começou com uma reunião familiar para assistir um especial que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_98768" aria-labelledby="figcaption_attachment_98768" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/80-anos-j-michiles-foto-felipe-souto-maior-secult-pe-fundarpe-4.jpeg"><img class="size-medium wp-image-98768" alt="Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/80-anos-j-michiles-foto-felipe-souto-maior-secult-pe-fundarpe-4-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A festa dos 80 anos foi realizada em sua casa, localizada em Campo Grande</p></div>
<p>Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, o cantor e compositor Jota Michiles completou 80 anos neste último sábado (4) e, para comemorar a nova idade, reuniu toda sua família e vários amigos em sua casa, que fica no bairro de Campo Grande (Recife).</p>
<p>O dia começou com uma reunião familiar para assistir um especial que foi exibido pela TV Globo em homenagem ao artista, que não resistiu a emoção e foi às lágrimas. <em>“Viver 80 anos já é um sonho, o que acontecer daqui para frente irei receber de braços abertos”</em>, disse Michilles.</p>
<div id="attachment_98769" aria-labelledby="figcaption_attachment_98769" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/80-anos-j-michiles-foto-felipe-souto-maior-secult-pe-fundarpe-5.jpeg"><img class="size-medium wp-image-98769" alt="Felipe Souto Maior/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/80-anos-j-michiles-foto-felipe-souto-maior-secult-pe-fundarpe-5-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Amigos e familiares se reuniram em torno dos 80 anos do grande compositor pernambucano</p></div>
<p>Michiles recebeu muitas ligações durante o dia, uma delas foi do amigo Geraldo Azevedo, que será uma dos homenageados do Carnaval do Recife. Durante os parabéns, os familiares entoaram canções marcantes do seu repertório, como: “Bom demais”, “Diabo louro”, “Adoro celulite”, entre outros.</p>
<p><strong>BREVE PERFIL &#8211; </strong>“O difícil é sempre fazer o fácil, criar aquela música que as pessoas escutam pela primeira vez e saem por aí cantando”. Foi com essa filosofia estético-criativa que José Michiles da Silva, o Jota Michiles, construiu um repertório musical que está gravado no imaginário coletivo de quem ama o carnaval. As obras desse recifense, nascido em 4 de fevereiro de 1943, embalam a trilha sonora da alegria de muitas gerações.São mais de 150 músicas registradas na União Brasileira de Compositores (UBC).</p>
<p>“É muito gratificante ver como uma composição musical surgida na nossa intimidade, nossa solidão, de repente, se populariza na boca do povo, nas ruas, becos, ladeiras, nos bares, nas orquestras e nos clubes. É um prenúncio de muitos e muitos carnavais, assim como acontece com ‘Recife manhã de Sol’, ‘Recife nagô’, ‘Bom demais’, ‘Me segura senão eu caio’, ‘Diabo louro’, ‘Vampira’, ‘Espelho doido’, e outros mais”, destaca Michiles, citando alguns dos seus sons carnavalescos mais populares.</p>
<p>“Jota Michiles é um compositor inacreditável, que trabalha com as nossas raízes e matrizes. Ele é frevo de bloco, frevo de rua, é ciranda, ele faz todos os gêneros da nossa cultura pernambucana”, exalta Alceu Valença. Foi com a ajuda do cantor e amigo que a carreira de Michiles ganhou um grande impulso.</p>
<p>Lançado em 1986, na voz do filho de São Bento do Una, o frevo “Bom demais” estourou e passou a fazer parte do repertório de centenas de orquestras, bandas e artistas solo. “Eu tenho mais que tá nessa/ Fazendo mesura na ponta do pé/ Quando o frevo começa/ Ninguém me segura/ Vem ver como é”, diz trecho da canção.</p>
<p>Depois desse impulso, ninguém mais segurou Jota Michiles. No ano seguinte, o frevo que faz referência a um dos pontos culturais e de encontros de Olinda, também gravado por Alceu, novamente colocou a criação do compositor na boca do povo e na ponta do pé de passistas profissionais ou eventuais.</p>
<p>Com “Me segura senão eu caio”, Michiles transformou em verso, melodia, harmonia e ritmo o roteiro afetivo-carnavalesco de quem chega na cidade do Homem da Meia-Noite e de outros bonecos gigantes, para curtir os dias de folia. A sequência de sucessos prosseguiu com obras gravadas pelo sempre parceiro Alceu Valença e por outros grandes nomes do cenário local e nacional.</p>
<p><strong>MOMENTOS MARCANTES DA CARREIRA -</strong> Homenageado do Carnaval do Recife 2018, junto com a cantora Nena Queiroga, Jota Michiles começou a alimentar a paixão pela festa ainda na infância. Naquele tempo, ele assistia encantado às passagens dos blocos e troças em bairros recifenses onde morou, como Campo Grande, Arruda e Água Fria.</p>
<p>A estreia como compositor, entretanto, não foi na seara carnavalesca. O acontecimento marcou-O positivamente para sempre. “Nesses mais de 50 anos de atividade musical, tive meu primeiro momento de emoção ao gravar uma canção intitulada ‘Não quero que chores’, com o grupo vocal The Golden Boys, em julho de 1964”, rememora.</p>
<p>Outro momento importante foi quando conquistou o primeiro lugar no concurso “Uma canção para o Recife”, instituído pela Prefeitura da Cidade, na gestão de Augusto Lucena, e pela Rádio Jornal do Commercio. A marcha “Recife, manhã de Sol” foi a vencedora, concorrendo com os mais consagrados compositores daquele momento, a exemplo de Capiba, Nelson Ferreira, Luiz Bandeira, Clóvis Pereira e Zé Menezes, e entre mais de 200 músicas inscritas.</p>
<p>“Recife, manhã de Sol” foi lançada em compacto pela lendária gravadora e fábrica de discos Rozenblit. Posteriormente ganhou diversas versões, incluindo a do cantor Orlando Dias – tio de Michiles – e Maria Bethânia, que a gravou para o disco “Asas do frevo”.</p>
<p><strong>BIOGRAFIA -</strong> Em fevereiro de 2013, a Cepe Editora lançou a biografia “Jota Michiles – Recife, Manhã de Sol”, escrita pelo jornalista Carlos Eduardo Amaral. A obra apresenta a história do filho de seu Romeu e dona Maria José, que chegou a trabalhar como professor de desenho industrial e história até ser reconhecido como um dos mais importantes compositores da música pernambucana.</p>
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		<title>J. Michiles e Urariano Mota somam cultura à educação no Outras Palavras</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2018 20:28:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Na manhã da última terça-feira (16), o encontro entre o escritor Urariano Mota e o compositor J. Michiles com os alunos do sexto ano da Escola Gabriela Mistral, no Compaz Eduardo Campos, veio para aproximar os adolescentes dos seus sonhos.  A ação foi mais uma edição do projeto Outras Palavras, realizado pela [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_63829" aria-labelledby="figcaption_attachment_63829" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460918845_8a86137be9_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63829" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460918845_8a86137be9_h-607x385.jpg" width="607" height="385" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Urariano Mota e o compositor J. Michiles conversaram com alunos da Escola Gabriela Mistral</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Camila Estephania</strong></em></p>
<p>Na manhã da última terça-feira (16), o encontro entre o escritor Urariano Mota e o compositor J. Michiles com os alunos do sexto ano da Escola Gabriela Mistral, no Compaz Eduardo Campos, veio para aproximar os adolescentes dos seus sonhos.  A ação foi mais uma edição do projeto Outras Palavras, realizado pela Secult-PE/Fundarpe, com a proposta de acrescentar mais arte à educação dos jovens de Pernambuco através de um bate-papo com convidados experientes da nossa cultura.</p>
<p>“Desde 2015, a Secult executa esse projeto dirigido aos alunos das escolas públicas com o objetivo de levar cultura e trazer aspectos humanísticos e de cidadania que também é importante para a formação de vocês”, explicou o vice presidente da Fundarpe, Guido Bianchi, ao abrir o evento lembrando que o projeto já alcançou mais de 17 mil estudantes, atingindo 584 escolas, nas quais foram distribuídos mais de 6 mil livros.</p>
<div id="attachment_63830" aria-labelledby="figcaption_attachment_63830" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31499663938_e55b2a1bc8_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63830" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/31499663938_e55b2a1bc8_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O vice presidente da Fundarpe, Guido Bianchi, doou livros ao Compaz e destacou a importância do projeto para a formação de novos cidadãos.</p></div>
<p>Ex-colegas de classe de Richardson Barbosa, que ficou nacionalmente conhecido como MC Bruninho pela música “Jogo do Amor”, os alunos da Escola Gabriela Mistral participaram do projeto com uma curiosidade especial sobre os caminhos possíveis para se dedicar à cultura. A oportunidade de conviver tão de perto com artistas de outros segmentos, como Urariano e J. Michiles, manteve os adolescentes animados e mais confiantes de que a literatura e a música também podem ser universos acessíveis às suas realidades.</p>
<p>“No nosso colégio, muitos meninos estão querendo cantar desde que viram o amigo fazer sucesso. Esse evento é importante para que eles conheçam nomes relevantes da nossa cultura e percebam que não é fácil, mas é possível se dedicando aos estudos também”, comentou a professora de português da turma, Andreza Carvalho, destacando a importância dos jovens descobrirem a importância da criação artística para além da fama.</p>
<p>Criador de músicas que já viraram hinos do Carnaval do Estado, como “Bom Demais”, “Diabo Louro” e “Me Segura Que Senão Eu Caio”, conhecidas na voz de Alceu Valença, J. Michiles serviu como exemplo do papel fundamental do compositor para o sucesso de um artista. “O autor fica sempre na moita, né? As pessoas conhecem os intérpretes, mas não conhecem o autor. Uma vez minha mulher foi ao Centro do Recife e viu uma troça passar tocando ‘Diabo Louro’. Uma vendedora ambulante começou a cantar toda animada e disse: ‘pense na miséria que essa galega pintou para Alceu fazer essa música!’”, lembrou ele, cujas letras também já foram cantadas por nomes como Elba Ramalho, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Almir Rouce, André Rio e Claudionor Germano.</p>
<div id="attachment_63831" aria-labelledby="figcaption_attachment_63831" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30435119377_ee8ee6b5ff_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63831" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/30435119377_ee8ee6b5ff_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">J. Michiles defendeu a importância dos estudos para se dedicar às artes.</p></div>
<p>Ao ser questionado sobre quais caminhos seriam interessantes para revelar novos nomes da nossa cultura, o compositor relembrou de competições como o festival Uma Canção Para o Recife, que lhe trouxe reconhecimento já em 1966. Na ocasião, o artista venceu concorrentes como Luís Bandeira, Ademar Paiva, Capiba e Ariano Suassuna, com a música “Recife Manhã de Sol” . “Tem menino aqui que tem inclinação para escrever, mas não tem oportunidade. Acho que festivais e concursos musicais como os que tinham poderiam ser uma oportunidade, sim”, defendeu ele, que começou a compor aos 19 anos e considera que os estudos foram essenciais para o exercício.</p>
<p>“Quando eu era menino, ficava me perguntando como o músico tocava lendo um monte de garrancho. Depois fui entender que as partituras significam um som. É uma linguagem universal e isso é lindo. Por isso que depois fui ensinar elementos musicais, desenho, entre outras coisas. Sem estudo, a gente não faz nada na vida. A idade que vocês estão é a idade de aprender para se tornarem grandes pessoas”, alertou Michiles, que já foi professor da rede pública.</p>
<div id="attachment_63832" aria-labelledby="figcaption_attachment_63832" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460922765_162f1dcf85_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63832" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460922765_162f1dcf85_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Urariano Mota falou do papel essencial da literatura para enfrentar a realidade.</p></div>
<p>Urariano Mota, por sua vez, destacou a leitura como ferramenta essencial na formação de cidadãos mais esclarecidos sobre o seu contexto. “Os professores cometem um grande erro quando obrigam os alunos à leitura. É preciso despertar nos alunos o gosto e fascínio pela leitura e não é pra ser só escritor, não. É importante pra qualquer coisa e existem vários tipos de livros. Acho que é preciso chamar os alunos para lerem sobre seus problemas concretos e não sobre ‘Lucíola’, de José de Alencar. É papel do professor apresentar livros que tratem de problemas que o aluno vivencia”, opinou ele, que indicou autores como Lima Barreto, Cruz e Souza, Machado de Assis, Manuel Bandeira, dentre outros.</p>
<p>Autor de livros como “Dicionário Amoroso do Recife” e “A mais longa duração da juventude”, Urariano defendeu a literatura como um meio de combater mazelas da nossa sociedade, como o preconceito. “Há pouco tempo, o homem podia matar a mulher por crime de honra e ainda vivemos em um momento em que uma professora negra foi chamada de ‘macaca’ lá em São Paulo. Acho que que literatura mostra como, na verdade, somos todos muito parecidos e temos tudo isso muito perto”, observou ele.</p>
<div id="attachment_63833" aria-labelledby="figcaption_attachment_63833" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460924655_207b611812_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63833" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/44460924655_207b611812_h-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Músicos do projeto Anjo Luz tocaram frevos de J. Michiles, dentre outros sucessos do ritmo.</p></div>
<p>Ao final da aula, os alunos ainda tiveram uma apresentação surpresa do projeto de música Anjo Luz, que ensina crianças a partir de 6 anos a tocar metais todos os sábados no Compaz. O grupo tocou sucesso de J. Michiles, entre outros clássicos do Carnaval, como “Cabelo de Fogo” e “Madeira Que Cupim Não Rói”. Logo após, os estudantes fizeram uma visita guiada à biblioteca da instituição acompanhados pelos artistas convidados.</p>
<p>“Trabalhamos com o modelo de biblioteca viva, em que ela se assemelha mais a um centro cultural. A gente oferece aqui permanentemente atividades onde as crianças podem participar através de inscrição. Tem a ‘Hora do Conto’, ‘Faça Você Mesmo’, ‘Hora da Palavra’, ‘Pintando o Set’, dentre outras. A ideia é que a biblioteca funcione como uma ferramenta de prevenção à violência explorando o turno extra escola das crianças”, listou Débora Escheverria, que gerencia a rede de Bibliotecas Pela Paz do Recife.</p>
<p>Pela primeira vez como anfitriã do projeto Outras Palavras, a diretora geral do Compaz Eduardo Campos, Mayse Cavalcanti, não só aprovou a experiência como torceu pela volta de outras edições ao endereço. “Foi muito interessante a gente receber esse projeto por dois motivos: nossa biblioteca, que tem esse compromisso com a educação e a cultura; e por receber ícones. Teve tudo a ver, porque temos também duas orquestras que ensaiam aqui e foi uma excelente oportunidade para conhecerem esses artistas de perto”, avaliou ela, que acredita que o episódio servirá de incentivo para jovens se aproximarem ainda mais da cultura através do Compaz.</p>
<div id="attachment_63834" aria-labelledby="figcaption_attachment_63834" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45324296492_485fc02ca4_h.jpg"><img class="size-medium wp-image-63834" alt="Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/45324296492_485fc02ca4_h-607x328.jpg" width="607" height="328" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos e os artistas convidados também fizeram uma visita à biblioteca do Compaz Eduardo Campos.</p></div>
<p>“Para mim, o Outras Palavras é o que há de mais avançado no país na área de educação e da literatura. Esse projeto faz essa junção e dá um grau de relevância à literatura muito importante. E a experiência aqui no Compaz acabou sendo também uma ótima descoberta de uma boa estrutura que qualquer morador pode usar”, frisou Urariano Mota.</p>
<p>J. Michiles também elogiou atividade por apostar no sentimento de pertencimento dos jovens em relação ao Estado. “O projeto Outras Palavras vem despertar em nossos jovens o sentimento de pernambucanidade e o orgulho de saber que somos donos de uma diversidade musical e cultural que nenhuma outra terra tem. É frevo, maracatu, caboclinho, ciranda, coco de roda, mamuglengo, papangu, xote, xaxado e baião. Tudo isso é Pernambuco, do litoral ao sertão”, concluiu ele.</p>
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		<title>75 anos de J. Michiles em ritmo de frevo</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Feb 2018 13:25:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Camila Estephania Para fazer frevo, é preciso ser um homem do povo. É por isso que J. Michiles não sabe dizer se anda com os ouvidos bem abertos por causa do ritmo ou se faz música porque sempre foi atento ao que acontece na rua. Homenageado pelo Carnaval do Recife deste ano, o compositor, que [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_57783" aria-labelledby="figcaption_attachment_57783" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39407106974_62cdb2b1dc_k.jpg"><img class="size-large wp-image-57783" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/39407106974_62cdb2b1dc_k-800x530.jpg" width="800" height="530" /></a><p class="wp-caption-text">Homenageado do Carnaval do Recife deste ano, J. Michiles completou 75 anos no último dia 4 de fevereiro.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Camila Estephania</em></strong></p>
<p>Para fazer frevo, é preciso ser um homem do povo. É por isso que J. Michiles não sabe dizer se anda com os ouvidos bem abertos por causa do ritmo ou se faz música porque sempre foi atento ao que acontece na rua. Homenageado pelo Carnaval do Recife deste ano, o compositor, que completou 75 anos nesta semana, passou a virar sinônimo de frevo quando estourou nas ladeiras de Olinda com a música “Bom Demais”, gravada por Alceu Valença no disco “Estação da Luz”, de 1985, revelando uma obra que transformava em música verdadeiras crônicas sobre a vida dos foliões na festa.</p>
<p>Exemplo disso é a música “Vampira”, que também fez sucesso na voz de Alceu, seu mais constante intérprete, e narra a cena do encontro entre dois foliões, que Michiles assistiu em pleno sábado de Carnaval de Olinda. <em>“Levei um trote/ Em plena multidão/ Ela me deu um bote/ Bem no meu cangote/ Me botou no chão/ Naquele alvoroço/ Mordeu meu pescoço/ Parece mentira/ Aquele beijo foi um beijo de vampira/ Mordeu, mordeu/ Quase me devora/ Logo foi embora/ Fiquei sem saber o seu telefone, seu nome, e agora?/ Vampira, cadê você?”</em>, diz a letra sobre o inusitado episódio do beijo no pescoço entre os dois desconhecidos.</p>
<p>“Eu estou sempre em contato com o povo, gosto de ouvir as conversas nos bares e nas barracas, enquanto tomo caldo de cana e como bolo de bacia. Compor para mim é tirar essa emoção das ruas para depois retribuir em música, melodia e letra”, explica ele, sobre a fidelidade de suas músicas ao espírito pernambucano. Para Michiles, a inspiração é algo que surge espontânea e repentinamente, mas claro que tanta naturalidade para fazer versos não surgiu do nada.</p>
<p>Sobrinho do cantor Orlando Dias, que foi um dos heróis da Era do Rádio a partir da década de 1940, J. Michiles cresceu em uma família que o cercava de música. Desde criança, acostumou-se a ouvir mestres como Capiba, Luís Bandeira, Nelson Ferreira, Carnera, Zumba, Jackson do Pandeiro, dentre outros nomes que foram incorporando o frevo-canção e a música popular a sua formação como compositor. Embora suas primeiras composições pertencessem à outra seara, como o bolero “Você Me Maltratou”, interpretada por Vitor Bacelar, em 1962, e “Não Quero Que Chores”, que foi sucesso na Jovem Guarda gravado pelos Golden Boys, em 1964, não demorou até que Michiles encontrasse no frevo sua maior expressão.</p>
<div id="attachment_57784" aria-labelledby="figcaption_attachment_57784" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25246760367_17bfdbfc2b_k.jpg"><img class="size-large wp-image-57784" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25246760367_17bfdbfc2b_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">Compacto dos Golden Boys que trazia a gravação de &#8220;Não Quero Que Chores&#8221;</p></div>
<p>“Eu estava visitando meu tio no Rio de Janeiro, quando soube que as inscrições para o Festival Uma Canção Para o Recife de 1966 haviam sido adiadas por conta de uma pequena cheia. Resolvi participar com a música ‘Recife Manhã de Sol’ e fui até o aeroporto do Rio com a partitura pedir para alguém que fosse para o Recife a levasse. Por coincidência, a primeira pessoa que encontrei morava em uma rua próxima a da minha namorada na época e meu cunhado levou até o local da inscrição, fui o último a me inscrever”, relembra ele da própria sorte, que ainda concretizou a premonição do ditado que diz que “os últimos serão os primeiros”.</p>
<p>Vencendo concorrentes como Luís Bandeira, Ademar Paiva e a parceria entre Capiba e Ariano Suassuna, J. Michiles ganhou o festival com “Recife Manhã de Sol” na interpretação de Marcos Aguiar, que anos mais tarde ganhou versão de Maria Bethânia. A partir de então, não parou mais de participar de festivais e enriquecer o cancioneiro da música popular nordestina. Embora já conhecesse Alceu Valença antes mesmo do cantor explodir na década de 1980, foi somente quando o cantor comprou uma casa em Olinda que os laços entre os dois se estreitaram. Em uma das conversas, Michiles cantou “Bom Demais” para o artista de São Bento do Una, que resolveu gravá-la iniciando uma das dobradinhas mais famosas da música pernambucana.</p>
<p>“Até então, o frevo andava meio adormecido, mesmo com o grande projeto Asas da América, de Carlos Fernando. Foi só a partir de 1986, com ‘Bom Demais’, que o frevo caiu na boca do povo de novo”, explica ele, que passou a engatar um sucesso atrás do outro. A convite de Alceu, Michiles foi ao Rio no mesmo ano para assistir a um show do cantor, que também ofereceu um sarapatel na sua casa para os amigos. No encontro, Michiles aproveitou para cantar uma de suas novas músicas, intitulada “Me Segura Senão Eu Caio”, imediatamente acatada por Alceu, que gravou a faixa no disco “Rubi”, lançado no mesmo ano, garantindo mais um hino para o Carnaval de 1987.</p>
<p>Outro sucesso estrondoso, “Roda e Avisa”, feita em parceria com o maestro Edson Rodrigues em homenagem a Chacrinha, também rendeu momentos emocionantes para Michiles. “Quando Cazuza esteve pelo Recife e ouviu a letra, ele chorou, porque tem um verso que diz ‘a vida é um sonho que vai terminar e o bom palhaço não chora e vai embora sem explicar’. Ele veio me dizer que era o palhaço que já estava no fim da vida. Ele foi até a casa de Alceu e pediu para que ele cantasse a música”, comenta ele, evidenciando a delicadeza nem tão oculta por trás da alegria do frevo.</p>
<div id="attachment_57786" aria-labelledby="figcaption_attachment_57786" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25246769307_5a3905b63a_k.jpg"><img class="size-large wp-image-57786" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/02/25246769307_5a3905b63a_k-800x529.jpg" width="800" height="529" /></a><p class="wp-caption-text">O compositor planeja lançar os discos &#8220;Asas do Forró&#8221; e &#8220;Asas do Frevo&#8221; ainda este ano.</p></div>
<p>&#8220;O difícil é fazer o fácil. O fácil é aquela música que você escuta pela primeira vez e já sai cantarolando e o que bem caracteriza isso no frevo pernambucano é o contratempo de suas frases rítmicas. É a síncope que o diferencia da marcha e do dobrado. Desde menino, eu já trazia esse ritmo no sangue, já havia internalizado isso&#8221;, explica ele, que sempre entrega as composições com o esqueleto da introdução instrumental (&#8220;é o cartão de visitas da música&#8221;) e com os compassos dos versos bem definidos.</p>
<p>“Diabo Louro”, “Queimando a Massa”, “Fazendo Fumaça”, “Forró Fogoso”, “Pernas Pra Que Te Quero”,  “Sonhos de Pierrô”, foram alguns dos vários títulos que vieram na sequência consolidando o espaço de J. Michiles não só com o frevo, mas também com outros ritmos nordestinos. Gravado já por nomes como Almir Rouche, André Rio, Elba Ramalho, Fafá de Belém e Claudionor Germano, o compositor agora planeja lançar dois discos em 2018.</p>
<p>O primeiro deles é o “Asas do Forró”, que deve chegar às prateleiras logo após o Carnaval trazendo 12 faixas de autoria do pernambucano, entre inéditas e regravações, como “Estrela Gonzaga”, gravada por Dominguinhos em 1993. Para depois do São João, o artista planeja lançar o “Asas do Frevo 2”, que também trará novas composições e algumas regravações. Esse último trabalho dá continuidade a primeira edição do projeto, lançada em 2007, contando com interpretações de nomes como Daniela Mercury, Silvério Pessoa, Geraldo Azevedo, Maria Bethânia, Lula Queiroga e Alceu Valença.</p>
<p>“Eu estou sempre fazendo frevo. Fiz agora o frevo para os 40 anos do Galo da Madrugada, por exemplo. Acordo, almoço e janto pensando em música, especialmente o frevo, essa é minha rotina”,  resume ele que, depois de mais de 20 anos trabalhando paralelamente como professor da rede estadual, desde 1991 se dedica exclusivamente a música.</p>
<p><strong>SHOW DE J. MICHILES NA ABERTURA DO CARNAVAL DO RECIFE</strong><br />
Sexta-feira, 09/02<br />
Marco Zero | 21h<br />
Com a Transversal Frevo Orquestra, do seu filho César Michiles, e participações de nomes como Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho</p>
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		<title>Frevo: dos velhos aos novos carnavais</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2015 16:15:01 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_20982" aria-labelledby="figcaption_attachment_20982" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/discos-de-frevo-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20982" alt="A cada ano, novos discos com frevos inéditos são lançados. É preciso conhecer essas novidades da nossa música" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/discos-de-frevo-costa-neto-607x383.jpg" width="607" height="383" /></a><p class="wp-caption-text">A cada ano, novos discos com frevos inéditos são lançados. É preciso conhecer essas novidades da nossa música</p></div>
<p style="text-align: right;"><b><i> </i></b><b><i>por Leonardo Vila Nova</i></b></p>
<p>Em cima do trio elétrico, o coro canta “<em>Ai, que calor ô ô! Ai, que calor ô ô!&#8230;</em>”. Por entre o bailar dos flabelos, se ouve “<em>Madeeeira do Rosariiinho</em>”. Nos ataques das orquestras, as sete primeiras notas de <em>Vassourinhas</em> e o já previsível “<em>Heeeei!!!</em>”. Nas ladeiras de Olinda, o “Hino do Elefante” é repetido à exaustão, várias vezes ao dia e em todos os dias de folia. E no palco, Alceu Valença, mais uma vez, canta “<em>Biiiicho maluco beleeeza no Largo do Amparo</em>”. Essas músicas estão na boca e na ponta do pé do folião pernambucano. É assim todos os anos. Clássicos do frevo, que atravessou mais de um século e foi consagrado por nomes de envergadura inconteste no cancioneiro popular pernambucano, entre autores e intérpretes: Nelson Ferreira, Capiba, Antonio Maria, Claudionor Germano, Carlos Fernando, Alceu Valença, J. Michiles. Isso, só para citar apenas alguns. O frevo, no entanto, não ficou congelado no passado. Ele continua sendo vívida fonte de inspiração para novas criações que surgem ano após ano. Mas&#8230; onde estão os novos frevos? Quem são os novos compositores?</p>
<p>Novos artistas vêm botando a mão na massa da criação e ajudando ampliar o repertório carnavalesco pernambucano, com músicas e trabalhos dedicados ao frevo. Basta procurar. Fábio Cabral, proprietário da Loja Passadisco, que fica no Shopping Sítio da Trindade, zona Norte do Recife, é um apreciador de música e vem acompanhando de perto esse processo. O espaço possui um acervo invejável de obras musicais pernambucanas, desde as antológicas até as novidades recém-saídas do forno. E, óbvio, o frevo tem lugar garantido no estabelecimento. Ele enumerou os artistas com lançamentos que se deram do fim do ano passado pra cá, e que têm o frevo como protagonista. Quinze foram os nomes citados por ele à reportagem, sejam discos autorais ou coletâneas, que já se encontram nas lojas, à disposição do público. “<em>A quantidade de lançamentos de discos de frevo que acontecem, anualmente, eu creio que seja basicamente a mesma, algo nessa média de 10 discos por ano</em>”, destaca Fábio.</p>
<div id="attachment_20983" aria-labelledby="figcaption_attachment_20983" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/fabio-passadisco-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20983" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/fabio-passadisco-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Sempre antenado, Fábio Cabral, da Loja Passadisco acompanha as novidades que surgem no frevo</p></div>
<p>André Rio, Benil, Som da Terra, Geraldinho Lins, Um Bloco em Poesia estão entre os que foram lembrados por ele. Boa parte dos trabalhos traz composições inéditas. Mas, ainda assim, a busca pelo novo ainda encontra certa resistência. “<em>Eu vejo muito disso aqui na loja: a maioria das pessoas não vem procurando algo novo, mas sempre os clássicos. Às vezes, eu até tento estimular, mostro um disco legal, aí a pessoa olha e diz: ‘Ué, mas essas músicas eu não conheço!’, e não leva o disco. Mas, claro, ainda há aqueles, os colecionadores de frevo de verdade, que sempre marcam presença aqui, especialmente nesse período, e compram de tudo, inclusive as novidades! Mas são minoria, ainda”</em>.</p>
<p>No entanto, o universo de novos compositores que, nos dias de hoje, vêm dando sua contribuição ao frevo é ainda maior. Na lista, músicos como Bráulio Araújo, Luciano Magno, Henrique Albino, Beto Hortiz, César Michiles, Dudu do Acordeon e, mais recentemente, o cantor Maciel Melo, estão nesse hall. Conversamos com três deles.</p>
<p><strong>Do matulão para a sombrinha colorida</strong><br />
Quando a reportagem chegou à Passadisco para a entrevista com Fábio Cabral, um CD tocava no aparelho de som da loja. Era <em>Perfume de Carnaval</em>, o novíssimo e surpreendente álbum de Maciel Melo. O “caboclo sonhador”, conhecido pela sua trajetória de décadas calcada no forró, resolveu, dessa vez, cair no frevo! O novo trabalho tem direção musical do Maestro Spok e traz 11 canções inéditas – duas compostas solo, sete parcerias e duas canções de amigos. Todas são frevos!</p>
<div id="attachment_20980" aria-labelledby="figcaption_attachment_20980" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/maciel-melo-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20980" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/maciel-melo-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Acostumado ao forró, Maciel Melo surpreende com &#8220;Perfume de Carnaval&#8221;, disco totalmente dedicado ao frevo</p></div>
<p>Mesmo que timidamente, Maciel já havia composto alguns frevos ao longo de sua carreira. <em>Frever</em>, em parceria com Valmar Belarmino, conquistou, em 1991, o segundo lugar no concurso Recifrevo, promovido pela TV Jornal do Recife. O hino do jornal anárquico Papa-figo também foi composto por Maciel. E essa vontade de fazer frevos encontrava-se latente em Maciel, mas ainda quieta. “<em>Eu, como artista e compositor pernambucano, sentia a necessidade de ter um disco dedicado ao frevo. Não tinha feito antes porque não havia amadurecido essa ideia ainda</em>”, conta.</p>
<p>O principal incentivador foi o compositor e produtor musical Carlos Fernando (falecido em 2013), a quem <em>Perfume de Carnaval</em> é dedicado. Foi o boêmio amigo quem, por vezes, jogou a semente dessa ideia em Maciel. Porém, o gatilho detonador se deu no Carnaval de 2014, a partir de um ligeiro incômodo, enquanto acompanhava o desfile do Galo da Madrugada. “<em>Quando vi o primeiro trio, tocava alguns frevos daqueles conhecidos. O segundo tocava as mesmas músicas do primeiro. O terceiro, as mesmas dos dois primeiros. Eu fiquei pensando como é que podia uma coisa dessas. Daí, quando cheguei em casa, me tranquei na sala onde eu trabalho e só saí na quinta depois do carnaval, com 11 músicas prontas</em>”, relembra.</p>
<p>Nessa empreitada, Maciel teve a colaboração de nomes do quilate de Maestro Spok, Geraldo Azevedo, Rogério Rangel, que lhe enviaram músicas para que ele colocasse as letras. Saiu do processo de composição determinado a gravar um disco. Maciel, então, se cercou dos melhores músicos e arranjadores e pôs a mão na massa, de forma independente, bancando tudo. “<em>Eu não vim brincar de fazer frevo. Tudo o que eu faço no meu trabalho é valendo. Foi um disco feito de corpo e alma, bem arranjado</em>”, diz Maciel. O resultado que se ouve em <em>Perfume de Carnaval</em> é digno de um veterano do frevo. Maciel parece que gostou da ideia e já vai botar o seu frevo na rua, com apresentações no polo de Campo Grande, no dia 16 de fevereiro, e na cidade de Surubim, dia 21. E já prometeu que, a partir de agora, irá fazer frevo todos os anos.</p>
<p><strong>Confira o clipe &#8220;Davanira&#8221;, do novo disco de Maciel Melo, &#8220;Perfume de Carnaval&#8221;.</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/hKNTtcsi66k" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p><strong>Frevo que vem no sangue</strong><br />
Um dos parceiros de Maciel em <em>Perfume de Carnaval</em> é o instrumentista, compositor, produtor e arranjador César Michiles. O jovem músico, virtuoso na flauta, traz no sangue o DNA do frevo. Filho do compositor J. Michiles (autor de clássicos carnavalescos famosos na voz de Alceu Valença), desde muito cedo César se interessou em seguir o caminho da música. Ele se dedicou aos estudos no Conservatório Pernambucano de Música e seguiu se aperfeiçoando em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro. O menino prodígio, então com 12 anos, chegou a fazer duas apresentações acompanhando Luiz Gonzaga, no ginásio Geraldão. Não demoraria muito para que fosse morar fora do país, residindo em Nova York (E.U.A.) por três anos. Lá, acompanhou nada menos que Naná Vasconcelos, Toninho Horta, Manolo Badrena, Bill O’Connel, entre outros. De volta ao Brasil, passou pelo Rio de Janeiro, e passou a trabalhar com produção musical e arranjos para vários artistas.</p>
<div id="attachment_20981" aria-labelledby="figcaption_attachment_20981" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/César-Michilles-Costa-Neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-20981" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/02/César-Michilles-Costa-Neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">César Michiles foi um dos músicos que trouxe sofisticação ao frevo, com novas composições</p></div>
<p>Apesar da herança paterna, o frevo só chegou na sua vida bem depois. Sua primeira composição no gênero data de 2008. “Pega Ladrão” ganhou o primeiro lugar no Festival de Músicas Carnavalescas, da Prefeitura do Recife (PCR), em 2008/2009. Depois, outros frevos foram surgindo. Mais um primeiro lugar, em 2011/2012, com “Pipocando” e, pelo festival Frevo da Humanidade, também da PCR, em 2013/2014, o segundo lugar com “Esse é o tom”, que ganhou letra de Maciel Melo para entrar no seu disco. <em>“Minhas músicas têm sido bem aceitas nesse universo dos músicos, compositores e críticos. Maestros como Edson Rodrigues e Spok têm elogiado o meu trabalho. Isso tem sido muito bom e me incentiva a criar ainda mais”.</em></p>
<p>Se ambientando nesse universo dos festivais de música carnavalesca, César teve um <em>insight</em> e captou um novo conceito para o frevo de rua, chamado “frevo concerto”. A nova estética traz o solista executando seu frevo à frente da orquestra. <em>“Passou a se tornar muito frequente nos festivais esse novos autores/instrumentistas defendendo, em palco, suas músicas”</em>. Outros compositores compartilham da mesma ideia de César: Bráulio Araújo, Beto Hortiz e Luciano Magno. Não por acaso, também profícuos compositores de frevo e competidores de festivais de música.</p>
<p><strong>Ouça &#8220;Pega Ladrão&#8221;, primeiro frevo composto por César Michiles</strong></p>
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<p><strong>Virtuoso da guitarra no ritmo do frevo</strong><br />
Também habitué de festivais de música carnavalesca, o guitarrista Luciano Magno tem uma trajetória longa com o frevo. Nascido em Paulo Afonso (BA), entrou em contato com a música pernambucana através das rádios que retransmitiam os sons daqui até lá. Mas, ao mesmo tempo, absorveu toda a sonoridade do rock’n’roll, gênero forte na década de 1980. Começou a tomar gosto pela música e passou a tocar entre os anos de 1985 e 86. E, ao se apresentar com uma orquestra de frevo, se deparou com os clássicos, as músicas mais tradicionais, que, de certa forma, foram uma escola.</p>
<p>“<em>Já cheguei no Recife praticamente pronto pra essa coisa do carnaval</em>”, diz Luciano, que veio morar na capital pernambucano em 1989, então, com 17 anos, para prestar o vestibular em Engenharia. Em 1990 já se apresentava no carnaval daqui, pela primeira vez. Daí não parou mais. Abandonou a faculdade, passou a cursar o Conservatório Pernambucano de Música e decidiu que essa seria a sua estrada a partir de então. No batente, passou a trabalhar como instrumentista e compositor de artistas como Dominguinhos, Geraldo Azevedo, Naná Vasconcelos, André Rio, entre outros. No seu currículo, ele também traz a participação em praticamente todas as edições da coletânea “Recife Frevoé”.</p>
<p>O primeiro frevo – de tantos que já fez – ele não lembra qual foi, nem quando compôs. <em>“Eu tinha muitas músicas, que eu utilizava mais como estudo mesmo, e que foram se dispersando”</em>, conta. Mas ele lembra que começou a inserir frevos em seus discos a partir do segundo, <em>Sotaque</em>, de 2003. Ele entrou de cabeça e passou a compor ainda mais, participando de seis festivais de música carnavalesca, entre 2006 e 2011. <em>Pisando em brasa</em> é um dos frevos que ele inscreveu, sagrando-se campeão em 2011. <em>Esquentadinho</em> é outro frevo que, recentemente, ganhou letra de Moraes Moreira, e está no novo disco de André Rio, <em>Um abraço do frevo</em>. Luciano também teve participação ativa nas composições do mais recente disco de 15 anos do “Um Bloco em Poesia”, que o homenageia no carnaval deste ano.</p>
<p>Mas, segundo Luciano, seu frevo de maior alcance é <em>Frevo Mágico</em>, finalista do concurso de 2008. Mesmo não tendo faturado o prêmio, ele conta que chegou aos ouvidos de várias partes do mundo, por ser uma música cuja execução é mais complexa e tem atraído a atenção de vários estudiosos. <em>“É um dos frevos que mais me traz alegria em ter feito, por ele ser um dos mais interpretados pelos novos instrumentistas. É um frevo diferente, que traz influências das fugas de Bach, e que soa bem no rock’n’roll. Está sendo muito acessada por quem quer estudar guitarra no frevo”</em>, revela, orgulhoso.</p>
<p><strong>Ouça abaixo &#8220;Frevo Mágico&#8221;, de Luciano Magno</strong></p>
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<p>Muito mais do que se apresentar através das vozes e dos acordes de novos compositores, ao longo de seus 108 anos de existência, o frevo também deu conta de se renovar, dialogando com outros elementos musicais, ganhando novas caras e novos ares. Foi relido, repaginado, reprocessado. Nesta terça (10), a segunda matéria da série de reportagens em homenagem ao Dia do Frevo! Não perca!</p>
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