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	<title>Portal Cultura PE &#187; Jailma Maria Oliveira</title>
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		<title>Protagonismo feminino no maracatu é abordado na Semana do Patrimônio</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2015 13:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_29370" aria-labelledby="figcaption_attachment_29370" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-01.jpg"><img class="size-medium wp-image-29370  " alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-01-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestra Joana Cavalcante, regente do Nação do Maracatu Encanto do Pina, Lady Selma Albernaz, professora do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE, e Jailma Maria Oliveira, Doutoranda do curso de pós-graduação em Antropologia da UFPE, durante a roda de diálogo realizada na Casa do Carnaval do Recife.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por: Roberto Moraes Filho</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Promovendo discussão sobre a presença da mulher nas tradições do maracatu, a 8ª Semana do Patrimônio, promovida pela Secult-PE, Fundarpe e contando com a parceria da Secretaria da Mulher de Pernambuco  e a Casa do Carnaval (Recife), realizou na manhã de terça-feira (18), a roda de diálogo ‘Patrimônio Cultural e Gênero: o protagonismo da mulher no Maracatu Nação’.</p>
<p style="text-align: justify;">Contando com a mestra da Nação do Maracatu Encanto do Pina, Joana Cavalcante; a antropóloga e professora do Programa de Pós-graduação em Antropologia da UFPE, Lady Selma Albernaz; e Jailma Maria Oliveira, Doutoranda do curso de pós-graduação em Antropologia da UFPE, a explanação inicial abordou questões como a hierarquia existente nas nações de maracatu, assim como o machismo predominante para a execução de determinados papeis e o domínio de funções, seguindo tradições já pré-estabelecidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“O significado do gênero é muito maior e mais complexo do que a simples classificação da divisão de tarefas. O masculino tem a tendência de ser superior e englobar a participação do gênero feminino como questão de domínio da situação”</em>, explicou a professora Lady Selma. <em>“A partir das posições que eles ocupam, é que estarão pautando a sociedade. Com isso, até hoje as mulheres formam o grupo social mais pobre e da sociedade, especialmente quando se trata da relação de ocupar posições de liderança</em>”, completou.</p>
<p style="text-align: justify;">Observando a composição dos maracatus nação a partir de sua tradição, a roda de diálogo refletiu também sobre a religiosidade dos grupos: <em>“A côrte é feminina, apesar de ser composta tanto por mulheres como homens. Já o batuque, é extremamente masculino. Sendo o gênero feminino relacionado especialmente com o lado sagrado do maracatu, é ele que está responsável pela proteção espiritual do grupo”</em>, observou Lady Selma.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“A convite do Mestre Luiz de França (Maracatu Leão Coroado), Marta Rosa se tornou a primeira mulher a tocar em público uma alfaia. Este fato, relacionado ao machismo que impera em diversos segmentos da cultura popular, não se trata de tirar o poder dos homens, mas sim, uma questão de ocupação da mulher pelo direito que ela também possui de exercer a determinada função”</em>, ressaltou a professora.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-29371" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/08/Roda-de-Dialogo-na-Casa-do-Carnaval-Semana-do-Patrimonio-Costa-Neto-02-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para a mestra Joana Cavalcante, que cresceu dentro do terreiro do Maracatu Encanto do Pina e toca todos os instrumentos do grupo, exercer a função de líder foi vencer diversos preconceitos e demonstrar que a mulher pode e deve ocupar qualquer papel: <em>“Dentro do terreiro e do maracatu, mulher sempre fez de tudo. O que divide um pouco é a questão dos homens cuidarem dos instrumentos e do batuque. Eu fiquei surpresa em saber que tinha sido a primeira mulher a tocar e a reger em um maracatu”</em>, comentou.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Hoje sinto que minha posição dentro do grupo é, sobretudo, a de preservar a religiosidade do maracatu, que está se deteriorando em virtude de outras criações externas às origens de terreiro, que não são voltadas para contribuir socialmente com a comunidade. Quero que a tradição do maracatu preserve especialmente o sagrado, a matriz africana e tudo o que o constitui desde a sua formação inicial”</em>, ressaltou a mestra Joana.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a doutoranda do curso de pós-graduação em Antropologia da UFPE,  Jailma Maria Oliveira, no quesito de patrimônio, as nações de maracatus atualmente enfrentam um grande desafio, além da questão da aceitação do gênero feminino. <em>“A religiosidade é um marcador importante e não se negocia, especialmente para a manutenção do maracatu. Entendo que para ser mestra de maracatu, como é o caso de Joana, é preciso conhecer e dominar não apenas a alfaia, como também preservar a religiosidade praticada. Cada grupo tem sua forma de lidar com a religião e isso precisa ser respeitado”</em>, comentou.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final da roda de diálogo, que também debateu questões relacionadas aos preconceitos vivenciados pelas religiões africanas, o público participante também opinou e fez perguntas para as participantes. Como um dos desfechos do debate, a professora Lady Selma enfatizou a questão da disputa de virilidade entre os homens, como um dos quesitos relacionados ao machismo. <em>“A dificuldade de tocar abê, que é tido como um instrumento mais destinado às mulheres, é tão grande quanto tocar alfaia. A ideia do abê como beleza para a dança corporal desqualifica a ideia da mulher no poder, o que demonstra a questão da ocupação do homem nesta posição, desde as primeiras formações de maracatus”</em>, destacou a professora.</p>
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