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	<title>Portal Cultura PE &#187; Janela Internacional de cinema</title>
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		<title>Cinema São Luiz recebe programação do 16º Janela Internacional de Cinema do Recife neste fim de semana</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2025 18:12:50 +0000</pubDate>
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<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Cinema-São-Luiz-Secult-PE-Fundarpe1.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-120207" alt="Cinema São Luiz Secult PE  Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/09/Cinema-São-Luiz-Secult-PE-Fundarpe1-607x403.jpeg" width="607" height="403" /></a></p>
<p>Entre os dias 1º e 2 de novembro, sábado e domingo, respectivamente, o Cinema São Luiz traz à programação os filmes que compõem a 16ª edição do Festival Janela Internacional de Cinema. Em mais um ano, a mostra exibirá lançamentos nacionais e internacionais, clássicos restaurados e sessões especiais de curtas-metragens de Jomard Muniz de Britto. Os ingressos podem ser adquiridos na plataforma Sympla do Janela.</p>
<p>Este ano, a curadoria da mostra, que chega à sua 16ª rodagem, ficou a cargo de Pedro Azevedo Moreira, diretor de programação do festival; dos cineastas e escritores Felipe André Silva e Dodô Azevedo; da multiartista Biarritzzz e do montador e crítico Montez.</p>
<p>A primeira sessão do sábado (1º), às 14h, será o documentário “With Hasan in Gaza”, do realizador palestino Kamal Aljafari, que, por meio de registros de antigas imagens, capta vislumbres da vida cotidiana e fragmentos de uma realidade agora irreversivelmente transformada da Palestina. A partir das 16h30, o cineasta pernambucano Fábio Leal apresenta o seu novo curta-metragem, Faz-Tudo, que abrirá a sessão do longa “Nem Deus é Tão justo Quanto Seus Jeans”, de Sérgio Silva.</p>
<p>Além desses, às 18h30, haverá exibição do média-metragem “Os Arcos Dourados de Olinda”, que abre a sessão comemorativa de 60 anos do clássico “São Paulo S.A (1965)”, de Sérgio Person, que culminará em debate com a cineasta e filha do realizador, Marina Person, e o cineasta Kléber Mendonça Filho. Já às 21h10, as produções “Ajude os Menor”, de Janderson Felipe e Lucas Litrento, e “Morte e Vida Madalena”, de Guto Parente, debutam na tela do São Luiz.</p>
<p>No domingo (2), às 13h, em homenagem ao legado do mestre do cinema surrealista norte-americano David Lynch, o templo do cinema pernambucano traz coletânea de sete curtas-metragens experimentais anteriormente publicados no site DavidLynch.com — Out Yonder: The Neighbor Boy (11’), Darkened Room (12’), Industrial Soundscape (10’), Boat (8’), Lamp (30’), Bug Crawls (5’) e Intervalometer Experiments (19’) —, que exploram o universo surreal e sensorial do artista, entre imagens brutas, som experimental e fragmentos de realidade distorcida.</p>
<p>Outro homenageado do dia será o cineasta, poeta e ensaísta pernambucano Jomard Muniz de Britto, que ganha mostra especial de custas recém-restaurados, às 14h45. A Sua obra é marcada por humor, irreverência e crítica mordaz às estruturas de poder e à moral burguesa. Serão exibidos: Jogos Labiais Libidinais (1979), Inventário de um Feudalismo Cultural (1978, 12’), Alto Nível Baixo (1977, 6’), Discurso Classe Média (1977, 4’) e Palhaço Degolado (1976, 13’).</p>
<p>Além dos curtas de Lynch e Muniz de Britto, o festival também evidencia produções aclamadas em festivais internacionais como “Kontinental 25”, de Radu Jude”, que será exibido às 16h15, além dos nacionais “Papagaios”, de Douglas Soares, e “Dolores”, do pernambucano Marcelo Gomes e Maria Clara Escobar, com sessões às 18h20 e 20h30, respectivamente. As duas últimas projeções culminarão em debates.</p>
<p>Toda a programação do Janela Internacional de Cinema do Recife (@janeladecinema) pode ser conferida nas redes sociais da mostra e na perfil oficial do Cinema São Luiz (@cinemasãoluizpe).</p>
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		<title>10ª edição do Janela Internacional de Cinema anuncia programação completa</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 18:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez anos do Janela se abrem agora. De encontros entre público e realizadoras e realizadores, de possibilidades de formas de olhar o mundo e suas várias maneiras de despertar sensibilidades do presente. Realizado desde 2008 por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, e há três anos sob a coordenação de programação de Luís Fernando Moura, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_31552" aria-labelledby="figcaption_attachment_31552" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Victor Jucá/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/cinema-sao-luiz_victor-juca.jpg"><img class="size-medium wp-image-31552" alt="Victor Jucá/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/11/cinema-sao-luiz_victor-juca-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O festival traz retrospectiva da diretora argentina Lucrecia Martel, o programa especial L.A. Rebellion, e a competição de dez longas de 11 países, entre eles Jovem Mulher, de Léonor Serraille, premiado na mostra Um Certo Olhar em Cannes deste ano</p></div>
<p>Dez anos do Janela se abrem agora. De encontros entre público e realizadoras e realizadores, de possibilidades de formas de olhar o mundo e suas várias maneiras de despertar sensibilidades do presente. Realizado desde 2008 por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, e há três anos sob a coordenação de programação de Luís Fernando Moura, com apresentação da Petrobras desde a quarta edição e do Funcultura desde a primeira, o festival comemora seu decênio desde já com uma lista extensa de novidades.</p>
<p>O 10º Janela Internacional de Cinema do Recife traz, assim como nos anos anteriores, mostras competitivas de longas-metragens curtas-metragens, programa de clássicos e seleções especiais projetados em 2K e 4K, no formato DCP (Digital Cinema Package) e também em 16mm e 35mm. De 3 a 12 de novembro, filmes, oficinas, palestras e convidados brasileiros e estrangeiros ocuparão ao longo dos dez dias dois cinemas da cidade: o São Luiz, no Centro do Recife, e o Cinema da Fundação no Museu do Homem do Nordeste, em Casa Forte. Demais atividades, como o Janela Crítica e a oficina “Compondo Trilhas Sonoras”, também ocorrerão no Portomídia, no Bairro do Recife – um dos parceiros antigos do festival.</p>
<p>A décima edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife é organizada pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, com apresentação da Petrobras e incentivo do Funcultura / Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco.</p>
<p>“O Janela se pauta na ideia de diversidade em muitos níveis, por formas de olhar o mundo, formas de entender o que é cinema e manusear suas ferramentas, diferentes durações, épocas e origens também nos mais diversos sentidos da palavra. Ao mesmo tempo não nos esquivamos dos diálogos que têm sido feitos em torno dos filmes dentro e fora do Brasil, e naturalmente tomamos parte neles. É um caminho espontâneo mas é também um dever das curadorias, já que o cinema se faz e se mostra em sociedade. E o momento não é simples: é um momento de acirramento e polarização das forças políticas, de emergência de vozes conservadoras e de ataque às curadorias, é um momento de colapso de conquistas no Brasil e fora do Brasil e de demanda e urgência de representação e de representatividade. Revisitar formas de olhar para e com pontos de vistas das mulheres, que são uma alteridade na história do cinema, é um exercício. Redescobrir um movimento incrível de cineastas negros como o L.A. Rebellion é outro exercício”, diz Kleber Mendonça Filho, diretor artístico do Janela.</p>
<p>A curadoria do festival, assim como nos anos anteriores, é marcada por visitas a festivais no Brasil e exterior, como Tiradentes (MG – Brasil), a Berlinale (Berlim &#8211; Alemanha), Cinéma du Réel (Paris &#8211; França) e Cannes (França), mas sobretudo pela observação do circuito global e nacional, além de conversas com amigos e parceiros ao longo do ano inteiro. “O Janela tem uma feição muito particular no circuito de festivais, pois não costumamos compartimentar o mainstream e a vanguarda, o cânone e o contracânone. A maior parte dos festivais divide os filmes em seções e horários que dialogam com diferentes cinefilias específicas, e na verdade sabemos que em todos os lugares da indústria de cinema independente há uma série de filmes seguindo protocolos, e por vezes, é verdade, fazem isto muito bem. Isto se reflete na lógica das curadorias. Nossa competição, tanto de curtas quanto de longas &#8211; e eu gostaria de destacar este último caso, que é uma seção que particularmente exige um pensamento aguçado e eu diria que coragem de iluminar filmes &#8211; aposta no risco de misturas destes lugares da linguagem para além dos protocolos: esperamos honestamente que cada sessão seja um pequeno acontecimento”, comenta Luís Fernando Moura, coordenador de programação do Janela.</p>
<p><strong>VENDA ANTECIPADA DE INGRESSOS ON LINE –</strong> Repetindo a experiência dos últimos dois anos, no sentido de minimizar o efeito das extensas filas frente ao Cine São Luiz, os organizadores do festival retomam a comercialização virtual antecipada de ingressos para todas as sessões no histórico cinema de rua do Recife. Nesta edição, serão disponibilizados os bilhetes <em>on line</em> pela plataforma <a href="https://www.sympla.com.br/x-janela-internacional-de-cinema-do-recife__209829" target="_blank"><strong>Sympla</strong></a>, a partir do dia 1º de novembro (quarta-feira), às 8h (horário local do Recife), e seguem à venda durante todo o festival até 30 minutos antes da sessão iniciar ou até esgotar o lote. Toda a programação do Cine São Luiz será comercializada on line e física de acordo com a seguinte cota: 50% dos ingressos online e 50% física.</p>
<p>Acrescido ao valor do ingresso (R$ 6, para longas; R$ 3, para curtas), será cobrada a taxa de R$ 2 na venda virtual. No ato da compra, o sistema gera um bilhete que pode ser validado na entrada do Cine São Luiz, sem a necessidade de troca do voucher, somente a apresentação de um documento de identificação com foto junto ao QR code do ingresso impresso ou no celular. Paralelo a isso, a venda física antecipada no São Luiz ocorre nesta quinta-feira (02/11) e sexta-feira (03/11), com guichê aberto das 15h às 20h. Para atender ao público nessa segunda opção e, posteriormente durante o festival, operando exclusivamente com tíquetes impressos, o Cine São Luiz conta com sistema de bilhetagem eletrônica.</p>
<p>Para as master classes Encontro com Lucrecia Martel, que acontece sábado 04/11, às 11h, e Encontro com Laurent Cantet, domingo (05/11), às 11h, ambas no Cinema do Museu, serão comercializadas entradas antecipadas também pela plataforma Sympla. À exceção dessas atividades, não haverá venda antecipada para sessões no Cinema do Museu.</p>
<p><strong>COMPETIÇÃO -</strong> Entre os longas, dez títulos de 11 países formam a mostra competitiva, pautada no interesse pela singularidade dos filmes e com atenção especial a realizadores em seus primeiros, segundos ou terceiros longas-metragens: Jovem Mulher/Jeune Femme (França/Bélgica), produção assinada por Léonor Serraille e aclamada na Mostra Un Certain Regard (prêmio Camera d’Or) do Festival de Cannes no começo deste ano; Que o Verão Nunca Mais Volte(Alemanha/Geórgia), primeiro longa do georgiano Alexandre Koberidze, descoberto na Semana da Crítica de Berlim 2017 e vencedor do principal prêmio do FID Marseille (França); As Boas Maneiras (Brasil/França), de Juliana Rojas e Marco Dutra, horror estrelado por Isabél Zuaa e Marjorie Estiano, eleito melhor filme no 19º Festival do Rio e agraciado com o prêmio especial do júri no Festival de Locarno, na Suíça; Baronesa (MG &#8211; Brasil), de Juliana Antunes, primeiro longa com percurso prestigiado por outros festivais (melhor filme na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes e no Festival Internacional de Cinema de Valdivia &#8211; Fic Valdivia – no Chile, além do prêmio do público no FID Marseille); A Fábrica de Nada (Portugal), de Pedro Pinho, filme de inventiva elaboração política que estreou na Quinzena de Realizadores em Cannes este ano, levando o prêmio da crítica); O Gênero/The Genre (Rússia), de Klim Kozinsky, um pequeno mas impressionante filme de arquivo que teve estreia há uma semana no DocLisboa (e em première americana no Janela); A Noite/La Noche (Argentina), de Edgardo Castro, filme que virou fenômeno na competição do Bafici 2016, em Buenos Aires, onde mereceu o Prêmio Especial do Júri, e que estranhamente permaneceu inédito no Brasil; Era Uma Vez Brasília (Brasil), de Adirley Queirós, do mesmo diretor do incendiário Branco Sai, Preto Fica (2014), que vem ao Janela com novo título recém-premiado em Brasília (melhor direção) e em Locarno (Signs of Life, menção especial); O Peixe/El Pez/The Fish (França/México), de Martin Verdet; e Verão 1993/Estiu 1993/Summer 1993 (Catalunha/Espanha), de Carla Simón, belo filme que estreou na mostra Generation do Festival de Berlim e sagrou-se com o prêmio de melhor primeiro longa-metragem entre todas as seções contemporâneas, além do troféu de melhor direção no Bafici 2017. Com Que o Verão Nunca Mais Volte, O Gênero, O Peixe e A noite (este que precisa ser visto em tempos de assombrosos ataques de fundamentalistas a museus), o Janela faz, nesta edição, quatro estreias brasileiras na competição de longas.</p>
<p><strong>SESSÕES ESPECIAIS -</strong> As sessões especiais de longas e curtas também compõem a programação do Janela e trazem aos cinemas do Recife, pela primeira vez, filmes aguardados, homenagens e apostas da curadoria. Vinte títulos foram selecionados, entre eles 120 Batimentos por Minuto (França), novo filme do realizador Robin Campillo (roteirista de Entre os Muros da Escola e colaborador de filmes de Laurent Cantet), exibido em Cannes este ano e agraciado com o Grande Prêmio do Júri; Me Chame Pelo Seu Nome (Itália/França), de Luca Guadagnino, drama projetado em competição em Sundance e na mostra Panorama da Berlinale este ano; 66 Cinemas (Alemanha), de Philipp Hartmann, filme-processo e um exercício de metalinguagem sobre o cinema e o universo de pequenas salas de exibição alemãs, exibido nos festivais de Viena (2016) e Roterdã (2017); e Gabriel e a Montanha (França/Brasil), de Fellipe Barbosa, longa de ficção baseado em fatos reais, vencedor dos prêmios de revelação e da Fundação Gan na Semana da Crítica de Cannes 2017.</p>
<p>A seleção de longas brasileiros em sessão especial neste ano joga luz sobre o diálogo dos filmes com o presente. Nessa lista, estão filmes com diferentes carreiras em festivais, como os pernambucanos Em Nome da América, do diretor estreante Fernando Weller (documentário de tons e cores marcadamente políticos, em competição este ano no Festival do Rio e presente na MostraSP e no CachoeiraDoc); Açúcar, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira (estrelado por Maeve Jinkings e que também concorreu na Mostra Première Brasil do 19º Festival do Rio); Modo de Produção, de Déa Ferraz (nova obra da diretora de Câmara de Espelhos, que estreou na 20ª Mostra de Cinema de Tiradentes e foi exibido no 50º Festival de Brasília) e Camocim, dirigido por Quentin Delaroche (vencedor do prêmio máximo no Miami Film Festival e recém-estreado na mostra Terra em Transe do último Festival de Brasília).</p>
<p>Merecem atenção o longa paraibano O Nó do Diabo, de Ramon Porto Mota, Gabriel Martins, Ian Abé e Jhésus Tribuzi, um compêndio de cinco histórias de terror que retorce fantasmagorias do presente e do passado sob o vórtice da escravidão (em competição no Festival de Brasília 2017); e o mineiro Arábia, da dupla de diretores Affonso Uchoa e João Dumans, que reflete a vida íntima de um operário numa fábrica de alumínio em Ouro Preto (melhor filme pelo júri oficial e pela crítica no 50º Festival de Brasília). Vale menção também o retorno da realizadora Helena Ignez, mestra do cinema marginal, presente no Janela em 2015 com Ralé, que exibe seu mais novo filme A Moça do Calendário (SP), baseado em roteiro deixado por Rogério Sganzerla.</p>
<p>Na seção de curtas, serão apresentados quatro títulos nacionais, três deles agrupados tematicamente em torno da mostra intitulada “3 Maneiras de Dizer Não”. Eis eles: De Tanto Olhar o Céu Gastei Meus Olhos (MS), de Nathália Tereza (premiado no 28º Kinoforum – Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo pelo Canal Curta/Porta Curtas, em setembro deste ano); Fantasia de Índio, de Manuela Andrade, uma busca narrativa e histórica da diretora recifense guiada por seus antepassados indígenas; e Primavera, de Fábio Ramalho, mais nova produção do coletivo pernambucano Surto &amp; Deslumbramento – ambos em première mundial no Janela.</p>
<p>E na noite de encerramento do Janela, será exibido o curta-metragem Vendo/Ouvindo (1972), primeiro trabalho artístico de Lula Gonzaga (em parceria com Fernando Spencer e Firmo Neto) e um dos primeiros filmes do ciclo do Super-8 em Pernambuco, em versão digital restaurada em DCP 2K. Trata-se da mais antiga animação existente da filmografia pernambucana. O processo de digitalização de “Vendo/Ouvindo” foi coordenado por André Dib (pesquisador e crítico) e Tiago Delácio (realizador e filho de Lula Gonzaga) e incluiu eliminação de riscos, restauração de som e correção de cor no sistema Da Vinci.</p>
<p><strong>L.A REBELLION: UM NOVO CINEMA NEGRO –</strong> O Janela traz, pela primeira vez ao país, um recorte de 16 filmes da produção do L.A. Rebellion, como ficou conhecido grupo de realizadoras e realizadores negros egressos da Escola de Cinema da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) nos anos 1970 e 1980. Foco de um projeto de restauração e catalogação pela universidade na última década, esta numerosa e frutífera produção tem sido redescoberta com entusiasmo dentro e fora dos EUA como uma espécie de Cinema Novo Negro, por seu arrojamento político e estético, sua independência em relação aos esquemas industriais vigentes em Hollywood e sua pregnância crítica no presente. Parte do acervo restaurado circulou recentemente no Tate Modern, em Londres, e no festival Cinéma du Réel, em Paris.</p>
<p>A mostra L.A. Rebellion: Um Novo Cinema Negro, com seleção feita pelo curador Luís Fernando Moura e pelo curador convidado Victor Guimarães, conta com filmes dirigidos por realizadores e realizadoras, entre elas Julie Dash, primeira diretora negra a ter um filme em circuito comercial nos EUA, Filhas do Pó (Daughters of the dust), em 1993 – e que tem declaradamente inspirado iconografia pop contemporânea, como o álbum visual Lemonade, de Beyoncé. Além do longa, restaurado em DCP em março deste ano, Dash tem também um curta-metragem e um média-metragem na programação, das décadas de 1970 e 1980, respectivamente. Um dos diretores com maior visibilidade no grupo, e que receberá Oscar honorário no ano que vem, Charles Burnett terá dois curtas-metragens e dois longas-metragens exibidos, entre eles o clássico O Matador de Ovelhas (Killer of sheep), de 1978. Alguns raros títulos serão projetados em cópias 16mm provenientes do arquivo de preservação da UCLA.</p>
<p><strong>LUCRECIA MARTEL -</strong> Uma das atividades mais aguardadas deste ano é a vinda da diretora argentina Lucrecia Martel, que irá participar de um encontro com o público, além de ganhar retrospectiva de sua produção em longa-metragem. Referência na produção audiovisual da América Latina com três filmes &#8211; O Pântano (2001), A Menina Santa (2004) e A Mulher sem Cabeça (2008), Lucrecia foi inicialmente enquadrada no chamado “novo cinema argentino” dos anos 2000, acumulando renome internacional além de participações e prêmios em diversos festivais, incluindo Cannes e Sundance. A aula de cinema “Um Encontro com Lucrecia Martel” será mediada pelo cineasta Kleber Mendonça Filho, idealizador e curador do Janela. A filmografia da diretora será revisitada a partir da exibição de seu novo filme, Zama (2017), que estreou no Festival de Veneza, e de seus três longas anteriores.</p>
<p><strong>PROGRAMA DE INTERCÂMBIO CINÉLATINO TOULOUSE -</strong> Reafirmando a vocação do Janela de promover encontros e descobertas, o Janela apresenta um programa de intercâmbio Brasil-França em parceria com o lendário Festival de Cinema Latino-Americano de Toulouse, o Cinélatino – Rencontres de Toulouse. Existente desde 1989 e uma das plataformas de maior referência para o cinema independente no trânsito entre a França e a América Latina, o Festival Cinelatino – Encontros de Toulouse (Cinélatino – Recontres de Toulouse), sediado na região da Occitânia, no sudeste francês, firma parceria inédita com o Janela em 2017. A aproximação estética, temática e afetiva entre os festivais do Brasil e da França, desencadeada após a projeção de filmes pernambucanos de diretores a exemplo de Marcelo Gomes e Kleber Mendonça Filho em Toulouse, veio a estimular projetos de cooperação e amizade que agora começam a ser efetivados e prometem engrenar nas próximas edições. Em contrapartida a um primeiro gesto ensaiado pelo festival francês, que recebeu curtas pernambucanos em 2016, o Janela recebe, em sua décima edição, a mostra “Cinélatino – Rencontres de Toulouse”, com dois programas formados, ao todo, por oito curta-metragens. No primeiro programa, intitulado “Pequenas Histórias da América Latina #2” e direcionado para um público infanto-juvenil (“Petites Histoires D’Amérique Latine #2”), serão exibidas as produções Caminho dos Gigantes (Brasil), de Alois de Leo; Ba (Brasil), de Leandro Tadashi; Wuejia Nyi/El Camino del Viento (Colômbia), de Diana Marcela Torres Llantén; e Viaje a Marte (Argentina), de Juan Pablo Zaramella. No segundo programa, batizado de “Occitânia” (“Occitanie”), serão projetados os curtas franceses After School Knife Fight, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel; Les Photographes, de Aurélien Vernhes-Lermusiaux; Contorsion, de Ingrid Chikhaoui; e Belle Guelle, de Emma Benestan. Chance imperdível de conferir novos olhares de cinemas que dialogam fortemente com a safra atual pernambucana.</p>
<p><strong>AULAS DE CINEMA PETROBRAS -</strong> Pelo terceiro ano consecutivo, o programa “Petrobras Apresenta: Aulas de Cinema do Janela” renova a parceria de longa data do Janela com a Petrobras (desde 2011) pela realização de atividades educativas e de reflexão sobre o próprio fazer cinema. Duas aulas de cinema com grandes cineastas serão realizadas, a primeira com a argentina Lucrecia Martel, que vem também exibir retrospectiva de seus longas e também seu mais novo filme Zama.</p>
<p>Além da atividade com Lucrecia Martel, está programada uma segunda aula de cinema conduzida por Laurent Cantet, cineasta francês vencedor da Palma de Ouro em Cannes por Entre os Muros da Escola (2008). O premiado diretor, roteirista e ator, que desde os anos 1980 assina uma filmografia sensivelmente política e social, vem ao Janela apresentar seu recente filme A Trama (2017), que estreou no último Festival de Cannes. O programa “Petrobras Apresenta: Aulas de Cinema do Janela” abrange, ainda, encontros de realizadores e críticos em torno de questões e formas que atravessam filmes; haverá debates em torno do movimento L.A. Rebellion e da representação e representatividade de negras e negros nos filmes, do cinema de gênero no Brasil e da tematização do trabalho e da vida dos trabalhadores pelo cinema contemporâneo.</p>
<p>“As aulas de cinema são uma oportunidade de aproximar o público recifense de realizadoras e realizadores com experiência admirável com a criação de filmes. O Janela é também um lugar de troca de experiências, e ter figuras de referência como Lucrecia Martel e Laurent Cantet entre nós é também uma chance de ouvir e descobrir de perto pontos de vista especiais sobre o cinema. Há também uma série de debates no Janela, e este ano planejamos conversas de muito interesse com a presença de realizadores e críticos, por exemplo em torno de cinema de gênero no Brasil, que é algo emergente e cada vez mais disseminado de maneira muito rica e diversa”, diz Luís Fernando Moura.<br />
<strong>OFICINA E DEBATES -</strong> Em parceria com o Portomídia, o Janela receberá, entre os dias 6 e 10 de novembro, a oficina “Compondo trilhas sonoras”, ministrada pelo mestre em composição Mateus Alves. Apoiada na história da Música para Cinema tanto estrangeira como brasileira, a oficina pretende capacitar músicos e interessados do meio cinematográfico tanto no sentido criativo como no entendimento desta prática. Assuntos como produção musical e direitos autorais também serão tratados, ampliando o alcance da oficina a níveis mais práticos da profissão. A oficina, com um total de 16 horas-aula, tem como objetivo final desenvolver pequenos projetos a serem apresentados pelos alunos no último dia de aula que simulam a produção de uma trilha sonora. Vagas limitadas a 15 pessoas. O valor de investimento: R$ 300. As inscrições podem ser feitas até 1º de novembro pelo site do Janela: <a href="http://www.janeladecinema.com.br/2016/oficina-compondo-trilhas-sonoras/" target="_blank"><strong>www.janeladecinema.com.br/2016/oficina-compondo-trilhas-sonoras</strong></a>.</p>
<p>Após as sessões, o Janela também promove debates e encontros com realizadores e realizadoras, nos cinemas São Luiz e do Museu, como uma forma de aprofundar a reflexão e as percepções do público. Na lista dos debates, destaca-se, no sábado (dia 11), às 18h30, no Cinema do Museu, o tema “Caça e censura às artes”, que ocorre após a exibição de Prelúdio da Fúria, de Gilvan Barreto.</p>
<p><strong>CURTAS -</strong> Neste ano o festival recebeu o montante expressivo de 1.350 trabalhos de 47 países na etapa de inscrição, encerrada em julho passado. Destes, foram selecionadas 39 obras de 19 países, sendo 19 curtas brasileiros e 20 estrangeiros. Participaram da seleção de curtas nacionais os pesquisadores Sabrina Tenório e Rodrigo Almeida, o cineasta Leonardo Lacca e o roteirista Luiz Otávio Pereira. A comissão de curtas internacionais é formada pelo cineasta e ator Fábio Leal, pela produtora executiva e coordenadora do Janela Emilie Lesclaux, pela cineasta Nara Normande e pelo sócio da Cinemascópio Produções, Winston Araújo.</p>
<p>Na mostra nacional, participam curtas de sete estados. De Pernambuco, foram selecionados três trabalhos: Terremoto Santo, de Barbara Wagner e Benjamin de Burca (em première mundial no Janela); O Peixe, do artista visual alagoano e radicado pernambucano Jonathas de Andrade (apresentado pela primeira vez na 32ª Bienal de São Paulo) e O Olho e o Espírito, de Amanda Beça.</p>
<p>Entre os filmes internacionais, há um equilíbrio entre as diferentes origens, com uma leve dianteira em produções da França, Portugal e dos Estados Unidos. A maior parte estreou em diferentes seções dos principais festivais de cinema no mundo, a exemplo de Cannes e Clermont Ferrand (França), Berlim (Alemanha), Roterdã (Holanda) e Locarno (Suíça), como Jeunes Hommes à La Fenêtre, de Loukianos Moshonas, que tem première brasileira no Janela.</p>
<p>A seleção conta com filmes fortes ou inventivos como o holandês Meryem, de Reber Dosky, um documentário direto sobre mulheres do exército contra o Estado Islâmico; e Borderhole, de Amber Bemak e Nadia Granados, filme-performance com que um casal de namoradas reimagina o imperialismo e a liberdade. Questionador também dos limites do queer e do pornô, o lendário diretor de cinema adulto Bruce LaBruce aparece com seu Refugee&#8217;s Welcome, obra que tematiza o drama dos refugiados na Europa pela história de amor entre um poeta sírio e outro imigrante tcheco.</p>
<p>“A produção de curta-metragem internacional parece estar agitada com o estado das imagens e das políticas, e há no conjunto uma série de filmes tomados, se não simplesmente por temas de visibilidade, por energia de enfrentamento, de desconforto e de descompasso. Temos a sincera sensação de que é um conjunto especial e de que, a partir de certo pensamento que põe os filmes lado a lado, algo pode acontecer entre ele e o público do festival”, avalia Luís Fernando Moura.</p>
<p>Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme.</p>
<p><strong>CLÁSSICOS DO JANELA -</strong> Sob o tema “Heroínas”, a oitava edição do Clássicos do Janela traz uma seleção de 11 títulos em cópias novas ou restauradas, nos formatos DCP e 35mm, obras de mestres como Chantal Akerman (com Jeanne Dielman, 23, Quai du Commerce, 1080 Bruxelles, de 1975, obra-prima da cineasta belga falecida há dois anos); James Cameron (com o espetacular thriller-scifi-horror Aliens, o Resgate, de 1986, onde Sigourney Weaver e Cameron fizeram avançar algumas casas a liderança de uma personagem feminina num espetáculo de massa através da Tenente Ripley, na mesma década de 80 dominada por Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger); Agnès Varda (com uma dupla de protagonistas femininas em Uma Canta, a Outra Não, de 1977, realizado dentro do movimento feminista dos anos 70 na França, um documento e tanto em forma de cinema); e Dario Argento (com Suspiria, também de 1977, que reescreve a noção da &#8220;donzela em apuros&#8221; num filme de horror de forte tom vermelho).</p>
<p>Nesses filmes, a representação habitual do herói masculino não faz parte de nenhum dos filmes, que em troca apresenta personagens femininas, ou noções de feminilidade que comandam cada filme nos mais variados tons e estilos de representação.</p>
<p>Vale destacar também Garota Negra/La Noire de&#8230; de Ousmane Sembène, o primeiro filme da África subsariana a ter um grande impacto na Europa e na América do Norte. Restaurado em 2015 na Cineteca di Bologna/L&#8217;Immagine Ritrovata laboratory, o longa foi recuperado pela Film Foundation&#8217;s World Cinema Project, em colaboração com a família Sembène, o Instituto Nacional do Audiovisual, os laboratorios Eclair e o Centro Nacional da Cinematografia (França). Há ainda o filme de aventura de 1913 Protéa, de Victorin-Hippolyte Jasset, lançado há 104 anos e que será exibido no Janela em cópia restaurada pela Cinémathèque Française. Trata-se de um dos primeiros registros de uma heroína em um filme de ação, estrelado pela atriz Josette Andriot no papel da acrobata e espiã Mata-Hari. A sessão terá acompanhamento musical ao vivo.<br />
Além dos 11 títulos agrupados sob o título “Heroínas”, o Janela exibirá duas sessões especiais: Contatos Imediatos de Terceiro Grau (1977), de Steven Spielberg, que completa 40 anos e é um dos grandes filmes de ficção científica do cinema; e Vá e Veja (1985), de Elem Klimov, filme monumental sobre um garoto de 12 anos que perambula pela terra arrasada da Bielorrúsia sob a cruel invasão nazista. Ambas as cópias, apresentadas há um mês no Festival de Veneza, serão projetadas em resolução 4K na tela do Cinema São Luiz.</p>
<p><strong>PROGRAMAS CONVIDADOS</strong></p>
<p><strong>Cachaça Cinema Clube -</strong> Cineclube carioca que pela nona vez colabora com o Janela de Cinema. Traz um longa que se comunica com a intenção do festival de borrar fronteiras e fundamentalismos: o filme Etéia, a Extraterrestre em sua Aventura no Rio, lançado em 1983, de Roberto Mauro (1940 – 2004), obra maldita de um dos maiores nomes da pornochanchada brasileira. Diretor de 20 longas, entre eles O poderoso machão e As cangaceiras eróticas, Roberto Mauro filma uma versão antecipada de E.T., o extraterrestre, clássico de Steven Spielberg, com cópias forçosamente adiadas e depois compradas (e destruídas) pela Universal Studios, em um episódio sui generis de apagamento histórico de um filme brasileiro. No Janela, será exibida uma cópia restaurada com base em negativos encontrados em 2011, pelo pesquisador Hernani Heffner, dentro do projeto de Recuperação do Acervo da Cinemateca do MAM, financiado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). No filme, também celebra-se a carreira da incrível atriz Zezé Macedo, recordista feminina em participações no cinema brasileiro, tendo feito mais de 108 filmes.</p>
<p><strong>Toca o Terror –</strong> Coletivo que promove programas de rádio e sessões de cineclube dedicados a filmes de horror apresenta, pelo quarto ano consecutivo, sessões especiais no Janela. Este ano são seis curtas e um longa. São eles: Mar de Monstro (RJ/MG), de Isabella Raposo; Casulos (SP), de Joel Caetano; Ándale!(SC), de Petter Baiestorf; Última Puella (PE), segundo curta-metragem de Jota Bosco, membro do Toca o Terror; Os Enamorados (SP), de Claudio Ellovitch; e Zornit (PE), de Marcello Trigo. O coletivo apresenta também a sessão do longa O Nó do Diabo.</p>
<p><strong>PRÊMIO JOÃO SAMPAIO –</strong> Anunciado na sétima edição, o “Prêmio João Sampaio para Filmes Finíssimos que Celebram a Vida&#8221; é uma homenagem permanente ao crítico baiano, falecido em 2014. A honraria será concedida pela organização do festival para um filme contemporâneo ou de arquivo, nos formatos longa ou curta-metragem. &#8220;O que mais me alegra nesse prêmio é todo ano ter que explicar para as pessoas como era João Sampaio, crítico e jornalista que teve trabalho importantíssimo em Salvador e uma voz notável no âmbito nacional. Para além disso, alguém que muitos de nós, em todo o cenário de cinema, amavam como amigo&#8221;, diz Kleber.</p>
<p>A décima edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife é organizada pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, com apresentação pela Petrobras e incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura. Tem apoio institucional do British Council/BFI, Consulado da França/Instituto Francês, Instituto Camões/Embaixada de Portugal, Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine), CCBA, German Films, Deutsche Kinemathek, Draft House, Imovision, Canal Brasil, Park Circus, RT Features, SBS, Sony Brasil, Tamasa, Universal, Zeta Filmes, além da parceria com a Fundação Joaquim Nabuco, Portomídia/Portodigital, Mistika Finalizadora, Link Digital, Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec), Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas de Pernambuco (ABD/PE), Cachaça Cinema Clube. Conta finalmente com o apoio das empresas Provisual, A Firma, Jeep, Seu Mundico, Transamérica Hospitality Group, Uber, Eufizaqui.com e Stampa.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>CINEMA SÃO LUIZ</strong></span></p>
<p><strong>Sexta (3)</strong><br />
16h | L.A. REBELLION: Filhas do pó, de Julie Dash &#8211; 123 min<br />
18h15 | ESPECIAL: Me chame pelo seu nome, de Luca Guadagnino – 132 min<br />
21h | FILME DE ABERTURA: Zama, de Lucrecia Martel &#8211; 115 min<br />
23h45 | CLÁSSICOS: Pink Flamingos, de John Waters – 93 min</p>
<p><strong>Sábado (4)</strong><br />
11h | L.A. REBELLION: O matador de Ovelhas, de Charles Burnett &#8211; 83 min<br />
13h45 | CLÁSSICOS: Garota Negra, de Ousmane Sembène &#8211; 65 min<br />
15h10 | ESPECIAL: A trama, de Laurent Cantet – 114 min + debate<br />
17h50 | L.A. REBELLION: Bush Mama, de Haile Gerima &#8211; 97 min<br />
20h | ESPECIAL: Gabriel e a Montanha, de Fellipe Gamarano Barbosa &#8211; 130 min + debate<br />
23h | CLÁSSICOS: Aliens, o resgate, de James Cameron &#8211; 137 min</p>
<p><strong>Domingo (5)</strong><br />
11h | CLÁSSICOS: Tudo que o céu permite, de Douglas Sirk &#8211; 89 min<br />
14h30 |L.A. REBELLION: Curtas 1: Corra! &#8211; 75 min<br />
16h10 | CLÁSSICOS ESPECIAL: Contatos imediatos de terceiro grau, de Steven Spielberg, 135’<br />
18h50 | COMPETITIVA CURTAS NACIONAL 1: Em caso de fim do mundo &#8211; 84 min + debate<br />
21h | COMPETITIVA LONGAS: As boas maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra – 121 min</p>
<p><strong>Segunda (6)</strong><br />
13h30 | COMPETITIVA LONGAS: Verão 1993, de Carla Simón &#8211; 97 min<br />
15h30 | COMPETITIVA CURTAS NACIONAL 2: Tomar os Tronos &#8211; 82 min + debate<br />
17h40 | ESPECIAL: Série Fantásticos / Piloto: Mancupium, de André Pinto e Henrique Spencer &#8211; 48 min<br />
19h | ESPECIAL: Açúcar, de Renata Pinheiro e Sergio Oliveira &#8211; 100 min + debate<br />
21h30 | ESPECIAL: O nó do diabo, de Ramon Porto Mota, Ian Abé, Gabriel Martins e Jhésus Tribuzi &#8211; 124 min</p>
<p><strong>Terça (7)</strong><br />
13h50 | COMPETITIVA CURTAS INTERNACIONAL 2: O Diabo, provavelmente &#8211; 76 min<br />
15h30 | LUCRECIA MARTEL: A Menina Santa &#8211; 106 min<br />
17h40 | COMPETITIVA CURTAS NACIONAL 3: Se essa rua fosse minha &#8211; 78 min + debate<br />
19h45 | COMPETITIVA LONGAS: Que o verão nunca mais volte, de Alexandre Koberidze -202 min + debate</p>
<p><strong>Quarta (8)</strong><br />
13h50 | COMPETITIVA CURTAS INTERNACIONAL 3: Arregace as mangas &#8211; 79 min<br />
15h40 | COMPETITIVA CURTAS NACIONAL 4: Nada será como antes &#8211; 80 min + debate<br />
17h45 | L.A. REBELLION: O Cavalo, de Charles Burnett, 14 min + Assim na Terra como no Céu, de Larry Clark, 52 min + debate<br />
19h15| ESPECIAL: Em Nome da América, de Fernando Weller &#8211; 96 min + debate<br />
21h40| ESPECIAL: Vacancy, de Matthias Müller &#8211; 16 min + COMPETITIVA LONGAS: Era uma vez Brasilia, Adirley Queiroz &#8211; 140 min + debate</p>
<p><strong>Quinta (9)</strong><br />
14h | COMPETITIVA CURTAS INTERNACIONAL 4: De caravela ou ovni &#8211; 79 min<br />
16h |COMPETITIVA LONGAS: A fábrica de nada, de Pedro Pinho – 177 min<br />
19h20| ESPECIAL: A moça do calendário, de Helena Ignez &#8211; 86 min + debate<br />
21h40| ESPECIAL: Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida &#8211; 98 min + debate</p>
<p><strong>Sexta (10)</strong><br />
14h | reprise CLÁSSICOS: Uma canta, a outra não, de Agnès Varda &#8211; 120 min<br />
16h | reprise COMPETITIVA LONGAS: O peixe, de Martin Verdet &#8211; 82 min<br />
18h10 | reprise CLÁSSICOS: Victor Victoria, de Blake Edwards – 133 min<br />
20h50 | ESPECIAL Leona Assassina Vingativa &#8211; 11min + COMPETITIVA LONGAS: Jovem Mulher, de Léonor Seraille &#8211; 97 min<br />
23h15 | reprise CLÁSSICOS: O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante, de Peter Greenaway &#8211; 124 min</p>
<p><strong>Sábado (11)</strong><br />
10h | Tour pelo cinema São Luiz<br />
11h | ESPECIAL: 66 cinemas, de Philipp Hartmann &#8211; 98 min + debate<br />
14h20 | reprise L.A. REBELLION: O matador de ovelhas, de Charles Burnett &#8211; 83 min<br />
16h10 | CACHAÇA CINEMA CLUBE: Etéia, a extraterrestre em sua aventura no Rio &#8211; 93 min<br />
18h15 | ESPECIAL: Invisível, de Pablo Giorgelli &#8211; 87 min + debate<br />
20h30 | ESPECIAL: Arábia, de Affonso Uchoa e João Dumans &#8211; 97 min + debate<br />
23h | Reprise CLÁSSICOS: Suspiria, de Dario Argento + curta Figuras impossíveis e outras histórias 2 &#8211; 100 min</p>
<p><strong>Domingo (12)</strong><br />
11h | ESPECIAL: Cinema, Aspirinas e Urubús, de Marcelo Gomes &#8211; 99 min + apresentação<br />
15h | reprise COMPETITIVA LONGAS: Baronesa, de Juliana Antunes &#8211; 73 min<br />
15h45 | CLÁSSICOS ESPECIAL: Vá e Veja, de Elem Klimov Peter Brook &#8211; 137 min<br />
18h30 | ESPECIAL: Todos os Paulos do mundo, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo Oliveira &#8211; 80 min + apresentação<br />
20h30 | ENCERRAMENTO: Vendo/ouvindo 6min + CLÁSSICOS: Protéa &#8211; 50 min</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
10ª Janela Internacional de Cinema do Recife<br />
Quando: de 3 a 12 de novembro<br />
Onde: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 &#8211; Boa Vista) e Cinema do Museu (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte) e Portomídia (Rua do Apolo, 181 – Bairro do Recife)<br />
Quanto: Cinema São Luiz (meia entrada para todos: R$ 6 &#8211; LONGAS; R$ 3 &#8211; CURTAS)*; Cinema do Museu (meia-entrada para todos: R$ 7).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Janela Internacional de Cinema divulga seleção da mostra competitiva</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Oct 2017 17:19:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[governo de pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Janela Internacional de cinema]]></category>
		<category><![CDATA[X Janela Internacional de Cinema]]></category>

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		<description><![CDATA[O Janela Internacional de Cinema do Recife divulga, nesta segunda-feira (2), o resultado da seleção da mostra competitiva de curtas, nas categorias nacional e internacional. Este ano o festival recebeu a inscrição de 1.350 trabalhos vindos de 47 países, e desse total, 39 obras foram selecionadas. Com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_53963" aria-labelledby="figcaption_attachment_53963" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/bora_20170809_1.4.1.jpg"><img class="size-medium wp-image-53963" alt="Borá (RJ), de Angelo Defante, é um dos curtas nacionais selecionadas para a programação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/bora_20170809_1.4.1-607x254.jpg" width="607" height="254" /></a><p class="wp-caption-text">Borá (RJ), de Angelo Defante, é um dos curtas nacionais selecionadas para a programação</p></div>
<p>O<strong> <a href="https://www.facebook.com/janelainternacionaldecinemadorecife/" target="_blank">Janela Internacional de Cinema do Recife</a> </strong>divulga, nesta segunda-feira (2), o resultado da seleção da mostra competitiva de curtas, nas categorias nacional e internacional. Este ano o festival recebeu a inscrição de 1.350 trabalhos vindos de 47 países, e desse total, 39 obras foram selecionadas. Com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, a décima edição do festival de cinema acontecerá de 3 a 12 de novembro deste ano.</p>
<p>Ao todo, a programação conta com 19 curtas brasileiros e 20 estrangeiros, de 19 países diferentes, que vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme.</p>
<div id="attachment_53965" aria-labelledby="figcaption_attachment_53965" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/Still4_OPeixe_JdA.jpg"><img class="size-medium wp-image-53965 " alt="Still4_OPeixe_JdA" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/Still4_OPeixe_JdA-607x373.jpg" width="607" height="373" /></a><p class="wp-caption-text">Dentre os pernambucanos selecionados, &#8216;O peixe&#8217; (PE), de Jonathas de Andrade, está na lista</p></div>
<p>Participaram da seleção de curtas nacionais os pesquisadores Sabrina Tenório e Rodrigo Almeida, o cineasta Leonardo Lacca e o roteirista Luiz Otávio Pereira. Já a comissão de curtas internacionais foi formada pelo cineasta e ator Fábio Leal, pela produtora executiva e coordenadora do Janela Emilie Lesclaux, pela cineasta Nara Normande e por Winston Araújo, da Cinemascópio Produções, realizadora do festival.</p>
<p>A mostra nacional apresentará curtas de sete estados brasileiros. De Pernambuco, foram selecionados três trabalhos: <strong>Terremoto Santo</strong>, de Barbara Wagner e Benjamin de Burca (em première mundial no Janela), <strong>O peixe</strong>, do artista visual alagoano e radicado pernambucano Jonathas de Andrade (apresentado pela primeira vez na 32ª Bienal de São Paulo) e<strong> O olho e o espírito</strong> (PE), de Amanda Beça.</p>
<div id="attachment_53966" aria-labelledby="figcaption_attachment_53966" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/SUPERBIA-still3.jpg"><img class="size-medium wp-image-53966 " alt="SUPERBIA still3" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/10/SUPERBIA-still3-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Dentre os selecionados na categoria Internacional está o Superbia (HUN/CZE/SVK), de Luca Toth</p></div>
<p>Entre os filmes internacionais, há um equilíbrio entre as diferentes origens, com uma leve dianteira em produções da França, Portugal e dos Estados Unidos. A maior parte estreou em diferentes seções dos principais festivais de cinema no mundo, a exemplo de Cannes e Clermont Ferrand (França), Berlim (Alemanha), Roterdã (Holanda) e Locarno (Suíça), como <strong>Jeunes hommes à la fenêtre</strong>, de Loukianos Moshonas, que terá première brasileira durante o Janela.</p>
<p><strong>Confira a lista dos curtas-metragens selecionados para o X Janela Internacional de Cinema do Recife:</strong></p>
<p><strong>Curtas nacionais</strong><br />
A barca do sol (MG), de Leonardo Amaral<br />
As melhores noites de Veroni (AL), de Ulisses Arthur<br />
A passagem do cometa (SP), de Juliana Rojas<br />
Borá (RJ), Angelo Defante<br />
Cachorro (SP), de Gustavo Vinagre<br />
Deus (RS/SP), de Vinícius Silva<br />
Experimentando o vermelho em dilúvio (RJ), de Michelle Mattiuzzi<br />
Filme-catástrofe (SP), de Gustavo Vinagre<br />
Filme de rua (MG), de Joanna Ladeira, Paula Kimo, Zi Reis, Ed Marte, Guilherme Fernandes, Daniel Carneiro<br />
Nada (MG), de Gabriel Martins<br />
O olho e o espírito (PE), de Amanda Beça<br />
O peixe (PE), de Jonathas de Andrade<br />
Pele suja, minha carne (RJ), Bruno Ribeiro<br />
Rei (RJ), de Alfreu França<br />
Retratos para você (SP), de Pedro Nishi<br />
Terremoto Santo (PE), de Barbara Wagner e Benjamin de Burca<br />
Torre (SP), de Nadia Magolini<br />
Travessia (RJ), de Safira Moreira<br />
Vando vulgo vedita (CE), de Andréia Pires e Leonardo Mouramateus</p>
<p><strong>Curtas internacionais</strong><br />
Armageddon 2 (CUB), de Corey Hughes<br />
Borderhole (MEX/EUA/COL), de Amber Bemak e Nadia Granados<br />
Cipka / Pussy / Periquita (POL), de Renata Gasiorowska<br />
Coelho mau (POR), de Carlos Conceição<br />
Employee of the month / Empregado do mês (PHI/SIN), de Carlo Francisco Manatad<br />
Everything / Tudo (EUA/IRL), de David O&#8217;Reilly<br />
Green screen gringo / Gringo da tela verde (HOL/BRA), de Douwe Dijkstra<br />
Impossible figures and other stories II / Figuras impossíveis e outras histórias II (POL), de Marta Pajek<br />
Jeunes hommes à la fenetre/ Jovens homens na janela / Young men at their window (FRA), de Loukianos Moshonas<br />
Keep that dream burning / Deixe esse sonho arder (AUS/ALE), de Rainer Kohlberger<br />
La Bouche (FRA), de Camilo Restrepo<br />
Meryem (HOL), de Reber Dosky<br />
Min börda / O fardo (SUE), de Niki Lindroth von Bahr<br />
Nyo Vweta Nafta (POR/MOZ), de Ico Costa<br />
Os humores artificiais (POR), de Gabriel Abrantes<br />
Poke (FRA), de Mareike Engelhardt<br />
Refugee&#8217;s welcome / Refugiados bem-vindos (ALE/ESP), de Bruce LaBruce<br />
Superbia (HUN/CZE/SVK), de Luca Toth<br />
The rabbit hunt / A caça ao coelho (EUA/HUN), de Patrick Bresnan<br />
Tudo o que imagino (POR), de Leonor Noivo</p>
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		<title>Começa a oitava edição do Janela Internacional de Cinema do Recife</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2015 11:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
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		<description><![CDATA[O Janela Internacional de Cinema do Recife, com patrocínio da Petrobras e incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, dá início nesta sexta-feira, 6 de novembro, à sua oitava edição. Realizado desde 2008 por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, e este ano sob a coordenação de programação de Luís Fernando Moura, um dos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_16258" aria-labelledby="figcaption_attachment_16258" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Victor Jucá</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/sao-luiz.jpg"><img class="size-medium wp-image-16258" title="são luiz janela" alt="Victor Jucá" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/sao-luiz-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Já com projeção e som digitais, o São Luiz é um dos polos de programação do festival</p></div>
<p>O Janela Internacional de Cinema do Recife, com patrocínio da Petrobras e incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, dá início nesta sexta-feira, 6 de novembro, à sua oitava edição. Realizado desde 2008 por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, e este ano sob a coordenação de programação de Luís Fernando Moura, um dos festivais mais esperados do ano traz mostras de curtas, programa de clássicos e seleções especiais projetados em 2 e 4K, DCP (Digital Cinema Package) e 35mm. Até o dia 15 de novembro, 118 filmes de 21 países, oficinas, palestras e convidados nacionais e estrangeiros ocuparão os três cinemas de rua da cidade: São Luiz e da Fundação do Derby e de Casa Forte, além do Portomídia.</p>
<p>Junto à grade competitiva de longas e curtas, a programação do 8º Janela terá outros três destaques de peso. Uma delas é a mostra<em> “Gothic: the dark heart of film”</em> (“Gótico: o coração sombrio do cinema”), uma seleção do gênero British Gothic (Gótico Britânico), em parceria inédita com o prestigiado British Film Institute (BFI) e com apoio do British Council. As outras novidades são o programa <em>“Cinema de Rua”</em>, uma seleção de curtas temáticos sobre os cinemas de rua e aqueles feitos na rua; e a mostra <em>“Ocupe Estelita: Filmes de Ação</em>”, com um apanhado de produções pernambucanas, nos últimos cinco anos, que usam o cinema como ferramenta política. Estão programadas, ainda, sessões especiais de longas, curtas e clássicos, oficinas, passeios guiados, lançamento de livros, mostras convidadas e debates.</p>
<p>Entre os longas, dez títulos de nove países formam a mostra competitiva, reunindo nomes já cativados pelo Janela e pela cinefilia a uma atenção especial a cineastas emergentes em longa-metragem: A Academia das Musas (L’Accademia delle Muse, Espanha), de José Luís Guerín; Aspirantes (Brasil), de Ives Rosenfeld (melhor direção, ator e atriz coadjuvante no Festival do Rio 2015); Boi Neon (Brasil/Uruguai/Holanda), do pernambucano Gabriel Mascaro (prêmio especial do júri na mostra Orizzonti do 42º Festival de Veneza e vencedor do Festival do Rio em quatro categorias, incluindo melhor filme de ficção); Dead Slow Ahead (Espanha/França), de Mauro Herce (prêmio especial do júri na mostra Cineastas do Presente do Festival de Locarno 2015); Futuro Junho (Brasil/Holanda), de Maria Augusta Ramos (melhor direção de documentário no Festival do Rio 2015); Kaili Blues (China), de Gan Bi (prêmio de diretor emergente no Festival de Locarno 2015); Mate-me por favor (Brasil/Argentina), de Anita Rocha da Silveira (prêmio especial Bisato d&#8217;Oro na mostra Orizzonti do 42º Festival de Veneza e melhor direção de ficção e atriz no Festival do Rio 2015); O Movimento (El Movimiento, Argentina/Coréia do Sul), de Benjamin Naishtat (prêmio especial do júri no Festival de Valdívia 2015); O Tesouro (Comoara, Romênia), de Corneliu Porumboiu (prêmio Um Certo Talento da mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes 2015) e Tropykaos (Brasil), de Daniel Lisboa.</p>
<p>O júri de longas é composto por Fabiano Canosa (curador, produtor), Claudio Marques (realizador, diretor do Panorama Coisa de Cinema), Beth Sá Freire (diretora-adjunta do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo). Serão avaliadas as categorias melhor filme, imagem, montagem e som.</p>
<p><strong><a href="http://www.janeladecinema.com.br/2015/programacao/" target="_blank">Confira aqui a programação completa.</a></strong></p>
<p><strong>SESSÕES ESPECIAIS</strong> – As sessões especiais de longas e curtas também compõem a programação do Janela e trazem aos cinemas do Recife, pela primeira vez, filmes aguardados, homenagens e apostas da curadoria. Vinte e dois títulos foram selecionados, entre eles As Mil e Uma Noites (Portugal), novo filme do realizador Miguel Gomes (do aclamado Tabu), dividido em três volumes com exibição programada no festival; Visita ou Memórias e Confissões, de Manoel de Oliveira, autobiografia de 1982 que ganha sessão em homenagem ao mestre do cinema falecido em abril deste ano. Era o seu desejo que esse filme só fosse visto após sua morte. A relação tem ainda Minha mãe (Mia madre, Itália), de Nanni Moretti; Mistress America (EUA), de Noah Baumbach (diretor de Frances Ha); O Evento (The Event, Holanda/Bélgica), de Sergei Loznitsa; Cemitério do Esplendor (Rak Ti Khon Kaen,Tailândia/Reino Unido/Alemanha/Malásia/França), de Apichatpong Weerasethakul, e Lugar Certo, História Errada (Right Now, Wrong Then, Coreia do Sul), de Hong Sang-Soo, vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno 2015.</p>
<p>A seleção de longas brasileiros em sessão especial busca uma visada generosa e diversa da produção contemporânea no país, destacando a capacidade dos filmes de invenção e de diálogo com o presente. Nessa lista, estão filmes premiados e já com sólida carreira em festivais, como Mais do que Eu Possa Me Reconhecer (RJ), de Allan Ribeiro; A paixão de JL (SP), de Carlos Nader; Para Minha Amada Morta (PR), de Aly Muritiba; e Seca (RJ), de Maria Augusta Ramos; e também uma reunião de apostas que inclui A Seita (PE), de André Antônio; Ralé (RJ), de Helena Ignez; O Espelho (RJ), de Rodrigo Lima; Santa Mônica (PE), de Felipe André Silva; Ramo(PE), de Hugo Coutinho, João Lucas, Pedro Andrade e Rafael Amorim; e Todas as Cores da Noite (PE), de Pedro Severien. BRITISH GOTHIC &#8211; Este ano o Janela irá projetar, em parceria com o Conselho Britânico e o British Film Institute (BFI), prestigiada instituição de preservação da história do cinema e da cinefilia sediada em Londres (Reino Unido), e com o apoio do British Council, uma seleção de filmes de gênero britânicos, em cópias restauradas. A mostra “Gothic: The Dark Heart of Film” (“Gótico: o coração sombrio do cinema”) traz uma seleção com títulos como A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves, 1984), de Neil Jordan, e A Múmia (The Mummy, 1959) de Terence Fisher, A Inocente Face do Terror (The Innocents, 1960, de Jack Clayton. As versões serão exibidas nos formatos 35mm e DCP.</p>
<p><strong>PROJEÇÃO DIGITAL</strong> &#8211; O VIII Janela Internacional de Cinema do Recife também será o primeiro festival a utilizar o novo equipamento permanente de projeção digital do Cine São Luiz, reivindicado pela classe do audiovisual pernambucano, durante o próprio Janela. O pacote de equipamentos adquirido pelo Governo de Pernambuco via Fundarpe e Secult &#8211; um projetor digital Barco 23B 4K com capacidade de apresentar filmes em 3D, um servidor digital e novos processadores e amplificadores de som para formato Dolby 7.1 – garantem padronização da qualidade técnica e a democratização da projeção de filmes em digital. Os novos equipamentos marcam também uma nova fase para o Cinema São Luiz. “Já fazíamos projeção digital excelente no Janela, mas cerca de um quinto do orçamento do festival era destinado ao aluguel de equipamentos para a sala”, diz Emilie Lesclaux, produtora e co-diretora do Janela. Todo ano, ao final do Janela, os equipamentos eram encaixotados e despachados para o sul do país. A partir deste ano, o Janela, os demais festivais de cinema locais e a própria programação do São Luiz poderão contar com um equipamento de alta qualidade.</p>
<p><strong>VENDA ANTECIPADA DE INGRESSOS ON LINE</strong> – Uma das novidades deste ano é que o festival passará a ter comercialização virtual de ingressos antecipada para as sessões de longas-metragens no Cine São Luiz. Preocupados em minimizar o efeito das extensas filas frente ao histórico cinema de rua do Recife, os organizadores do festival decidiram, nesta edição, disponibilizar os bilhetes on line pela plataforma Eventick (www.eventick.com.br), para os dias 2 e 3 de novembro. Acrescido ao valor do ingresso (R$ 4 e R$ 2, meia, nas sessões de longas da mostra competitiva e dos clássicos), será cobrada a taxa de R$ 1 na venda virtual. No ato da compra, o sistema gera um bilhete que pode ser validado na entrada do Cine São Luiz, sem a necessidade de troca do voucher, somente a apresentação de um documento de identificação com foto. Paralelo a isso, a venda física antecipada no São Luiz se mantém nos dias 4 e 5 de novembro. Para atender o público nessa segunda opção e, posteriormente durante o festival, operando exclusivamente com tíquetes impressos, o Cine São Luiz contará, a partir deste ano, com sistema de bilhetagem eletrônica.</p>
<p><strong>ABERTURA COM HOMENAGEM A CHANTAL AKERMAN + GOTHIC FILMS + FILME PERNAMBUCANO</strong> &#8211; A sessão de abertura do Janela, dia 6 no Cinema São Luiz, traz um esperado filme pernambucano: o longa Boi Neon, de Gabriel Mascaro, que estreou no último Festival de Veneza e vem angariando prêmios por onde passa. Somente este mês, o filme ganhou o Prêmio da Crítica do Festival de Cinema de Hamburgo, na Alemanha, e o de melhor filme no Festival Internacional de Cinema de Adelaide (Austrália). Mês passado, já havia recebido a Menção Honrosa do Toronto International Film Festival (TIFF). E junto com a sessão de abertura do filme de Mascaro, às 22h, o festival exibe o curta Faz que Vai, projeto da brasiliense Bárbara Wagner e do alemão Benjamin de Burca, artistas visuais que, inspirados na relação entre corpo, câmera e movimento, investigam o frevo e a estética do videoclipe. Mais cedo, às 17h, o Janela programou sessões de pré-abertura: Não É um Filme Caseiro (No Home Movie, Bélgica/França), último filme de Chantal Akerman, falecida em outubro, dois meses após sua primeira exibição, no Festival de Locarno, onde a curadoria do Janela viu o filme. Logo após, às 19h, ocorre a sessão de abertura do programa “Gothic Films”, com A Inocente Face do Terror (The Innocents, 1961), de Jack Clayton, eleito por Martin Scorsese um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Oportunidade fantástica de ver esse filme na tela grande.</p>
<p><strong>CINEMA DE RUA</strong> – Como parte das reflexões sobre a resistência de espaços de cinema fora do modelo shopping center, o Janela apresenta o programa e o debate em torno do “Cinema de Rua”. Convergem para esse tema a própria aura do festival, que desde 2010 apostou no Cinema São Luiz como espaço indissociável da identidade do próprio Janela e também um importante grupo de discussão que teve início no último Festival de Triunfo, capitaneado pelo jornalista André Dib e pela arquiteta e pesquisadora Kate Saraiva. Será realizado um grupo de trabalho e oficializado o lançamento do Cine Rua PE, movimento inspirado no grupo do Rio de Janeiro. Ao todo, são dois longas (Un importante preestreno, de Santiago Calori; e João Bénard da Costa: Outros Amarão as Coisas que Eu Amei, de Manuel Mozos) e nove curtas, que ora trazem a rua como elemento decisivo na narrativa fílmica, ora abordam a história dos cinemas de rua propriamente ditos. Os Clássicos do Janela esse ano também tem como fio condutor “A Rua” e debates abertos ao público. Um dos destaques desse foco será a exibição especial da cópia restaurada do longa Amigos de Risco, de Daniel Bandeira. Filme marcante na produção pernambucana, a produção está fazendo dez anos e ficou infelizmente fora de circulação após seu lançamento em festivais. Na mesma noite em que será projetado o clássico “Os Selvagens da Noite”, de Walter Hill (lançado no Cinema São Luiz em 1979), haverá a sessão do filme de Bandeira. No dia 14 de novembro, o Janela organiza um tour guiado pelos antigos cinemas do Recife, já fechados, mas que permanecem na memória cinéfila de muitos recifenses. No roteiro, estão previstas caminhadas pelos antigos endereços dos cinemas AIP, Moderno, Trianon/Art Palácio, Veneza, além de históricos cinemas da Rua Nova. O percurso se encerra no Cinema São Luiz com projeção do cine-jornal da inauguração do Veneza.</p>
<p><strong>OCUPE ESTELITA – FILMES DE AÇÃO</strong> –Destaque na grade, a recente produção do audiovisual pernambucana, criada por vários diretores e artistas envolvidos com a causa do Cais José Estelita nos últimos cinco anos, também terá espaço este ano. “Fizemos um apanhado do que há de mais interessante em termos de obras audiovisuais, em seus diferentes formatos, que nasceram como uma reação coletiva às discussões sobre o Recife e as decisões de ocupação pública de seus espaços”, justifica Kleber. Ao todo, são seis curtas que repensam o Recife contemporâneo e suas questões urbanas serão exibidos na mostra “Ocupe Estelita &#8211; Filmes de Ação”. No fim de cada sessão, estão programados debates sobre os filmes.</p>
<p><strong>CURTAS –</strong> Este ano, 964 trabalhos de 22 países foram submetidos à seleção, mostrando a força do festival. Destes, foram selecionadas 44 obras de 11 países, sendo 23 curtas brasileiros e 21 estrangeiros. Participaram da seleção de curtas nacionais os cineastas Leonardo Lacca e Leonardo Sette, o jornalista e pesquisador Rodrigo Almeida e o roteirista Luiz Otávio Pereira. A comissão de curtas internacionais foi formada pelo ator Fábio Leal e pelo sócio da Cinemascópio Produções, Winston Araújo. A curadoria contou com a supervisão de Luís Fernando Moura, coordenador de programação do Janela. Na mostra nacional, participam curtas de nove estados e do Distrito Federal. De Pernambuco, foram selecionados dois trabalhos: A Clave dos Pregões, de Pablo Nóbrega (exibido, entre outros festivais, nas últimas edições da Mostra de Tiradentes e no Festival Internacional de Curtas de São Paulo) e Superquadra-Sací, de Cristiano Lenhardt (destaque em importantes mostras de videoarte, como o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil, e estreante em festivais de cinema). Entre os filmes internacionais, há um domínio das produções portuguesas, com seis títulos ao todo. Exibido no Festival de Berlim deste ano, Iec Long, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (parceiros em longas como O Fantasma, de 2000, e A Última Vez que Vi Macau, de 2012), se apresenta como uma das sessões mais aguardadas. Em parceria com o Instituto Camões, que apoia o Janela pelo quarto ano consecutivo, João Pedro Rodrigues será o convidado deste ano e virá pessoalmente a Recife. Em 2013, o cineasta português ganhou o prêmio de Melhor Filme no Janela com a produção O Corpo de Afonso. Para Luís Fernando Moura, a mostra competitiva de curtas exibe uma diversidade geográfica e uma riqueza temática na forma de se fazer cinema, abrindo-se para várias formas de experimento e uma variedade de durações. &#8220;O diálogo entre os filmes surge de forma espontânea e natural e, no conjunto, parece dar um parecer próprio àquilo que de mais instigante tem sido feito no formato&#8221;. Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Integram o júri de curtas internacionais Bernard Payen (programador da Cinemateca francesa de Paris), Santiago Calori (realizador argentino) e Rachel Ellis (produtora). E os jurados dos curtas brasileiros são Paolo Gregori (realizador e coordenador do curso de cinema da AESO), Livia de Melo (produtora) e Sophie Mirouze (programadora do festival de La Rochelle na França).</p>
<p><strong>CLÁSSICOS DO JANELA</strong> &#8211; Sob o tema “Filmes de Rua”, a sexta edição do Clássicos do Janela traz uma seleção de 11 títulos em cópias novas out restauradas, no formato DCP, obras de mestres como Alfred Hitchcock, David Lean (“Desencanto”, filme que completa 70 anos, do mesmo diretor de “Lawrence da Arábia”), Charlie Chaplin, Carlos Saura, Quentin Tarantino e irmãos Cohen, além de títulos emblemáticos do horror, aventura e ficção-científica, entre eles Um Lobisomem Americano em Londres, de John Landis e A Pequena Loja de Horrores, na versão de 1986 por Frank Oz. Na mesma noite em que veremos o clássico “Os Selvagens da Noite”, de Walter Hill (lançado no Cinema São Luiz em 1979), faremos uma exibição especial da cópia restaurada do filme “Amigos de Risco”, de Daniel Bandeira. A seção de clássicos se tornou uma das marcas do festival, utilizando o porte e a história do Cinema São Luiz como elemento essencial para o sucesso desse conceito. O São Luiz interage lindamente com filmes que fazem parte da história do cinema, das pessoas e, muitas vezes, dessa própria grande sala. Nos últimos seis anos, milhares de espectadores lotaram a sala diversas vezes, em sessões inesquecíveis que têm colaborado para estabelecer um aspecto forte da personalidade do Janela: a alegria do cinema e o respeito pela história.</p>
<p><strong>PROGRAMAS CONVIDADOS</strong><br />
<strong>Cachaça Cinema Clube</strong> &#8211; Cineclube carioca que pela sétima vez colabora com o Janela de Cinema. Traz um longa que se comunica com o programa de Clássicos: o filme Guerra Conjugal, obra lançada em 1974 e dirigida por Joaquim Pedro de Andrade, mesmo diretor de um clássico do cinema brasileiro, Macunaíma. Toca o Terror – Coletivo que promove programas de rádio e sessões de cineclube dedicados a filmes de horror apresenta o longa As Fábulas Negras, do capixaba Rodrigo Aragão, que já participou de festivais este ano, como 18ª Mostra de Cinema de Tiradentes; Horrorant Film Fest (Grécia); Fantaspoa (Porto Alegre); 29º Festival Internacional de Cine de Mar del Plata (Uruguai) e Nocturna (Espanha). Como reza a tradição, a sessão acontece numa sexta-feira 13, às 19h, no cinema da Fundação do Derby.<br />
<strong>Juventudes</strong> – Filmes sobre jovens, em sua maioria, são feitos por cineastas adultos que voltam o olhar para este período de suas vidas. Para mostrar o trabalho de jovens realizadores brasileiros que costumam olhar para si mesmos de maneiras muito particulares, a Associação dos Blogs de Cinema de Pernambuco (ABC-PE) compilou cinco curtas, unidos sob o título de “As Juventudes”, formando um interessante mosaico de texturas, estéticas e expectativas sob um novo olhar que se anuncia no cinema brasileiro.</p>
<p><strong>ATIVIDADES PARALELAS NO PORTOMÍDIA</strong> – O Festival também inaugura a programação “Petrobras Apresenta: Aulas de Cinema do Janela”, em apoio com o Portomídia, do Bairro do Recife. São duas oficinas. A primeira, “Oficina de efeitos visuais (VFX) para filmes de baixo orçamento&#8221;, é gratuita e faz parte da parceria entre o festival e o programa de artes do British Council, o Transform. Pela primeira vez ao Recife, a mestre em efeitos visuais Caroline Pires, radicada em Londres, ministra a atividade, entre os dias 12 e 13 de novembro, cujo foco é trazer informações sobre ferramentas atuais para, de maneira inteligente, propor soluções no processo de criação de um filme, sem um grande orçamento. Artista conceituada internacionalmente, Caroline trabalhou na equipe de efeitos visuais de grandes blockbusters (participou de “A Invenção de Hugo Cabret”, de Martin Scorsesse, ganhador do Oscar de efeitos especiais). Outra atividade é a “Oficina Super 8”, curso realizado pelo Janela, em parceria com a Kodak, para celebrar os 50 anos de existência deste formato e modelo estético que batiza um dos movimentos do cinema pernambucano. A oficina será conduzida, de 13 a 15 de novembro, pelo realizador e produtor radicado em Los Angeles (EUA) Ivan Cordeiro, autor do curta-metragem “Censura Livre” (1979) e um dos clássicos do Super 8 recifense – restaurado e reexibido pelo Janela em 2013 – junto aos produtores norte-americanos Phil e Rhonda Vigeant, proprietários da pro8mm, uma produtora especializada na venda e revelação de filmes analógicos, sediada também em Los Angeles. Durante essa oficina, serão produzidos filmes revelados e patrocinados pela Kodak, empresa que marcará participação também com um representante no Recife.</p>
<p><strong>LANÇAMENTO DE LIVROS</strong> – Assim como anos anteriores, o Janela propõe lançamento de publicações que refletem o pensamento sobre o cinema e os estudos da imagem. Desta vez, são dois livros. Dia 11 de novembro, às 19h, no Cinema da Fundação do Derby, a jornalista e cineasta Mariana Lacerda apresenta o livro Olinda, que, ao lado da artista Clara Moreira, narra as memórias contidas nas paredes daquela cidade. O filme de Mariana Lacerda A Vida Noturna das Igrejas de Olinda esteve na competição do Janela em 2012 e Clara Moreira é designer e colaboradora do Janela desde sua primeira edição. E no dia 14/11, às 15h30, no Cinema Museu, o diretor Gabriel Mascaro lança o livro Doméstica, uma coletânea de artigos + link para download dofilme Domésticas – O Filme, organizada por Victor Guimarães, com textos de Nicole Brenez, Moacir dos Anjos, Sonia Roncador, Fábio Andrade, entre outros. Na ocasião, o filme Doméstica também será projetado.</p>
<p><strong>PATROCÍNIO PETROBRAS</strong> &#8211; Patrocinadora do Janela pelo quarto ano consecutivo, a Petrobras vem ajudar a ampliar o circuito de cursos e oficinas do festival, somando sua experiência, em âmbito nacional, de oferecer patrocínios à produção de filmes e difusão, além de ações de formação na área de audiovisual, em projetos como a Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Projeto 5 Visões, cursos no Festival de Curtas de São Paulo, entre outros. &#8220;A Petrobras abraçou a ação de Aulas de Cinema proposta pelo festival, com o intuito de incentivar o diálogo com os espectadores por meio de debates, conversas e oficinas&#8221;, explica Emilie.</p>
<p><strong>PRÊMIO JOÃO SAMPAIO –</strong> Anunciado na sétima edição, o “Prêmio João Sampaio para Filmes Finíssimos que Celebram a Vida&#8221; é uma homenagem permanente ao crítico baiano, falecido em 2014. A honraria será concedida pela organização do festival para um filme contemporâneo ou de arquivo, nos formatos longa ou curta-metragem. &#8220;O que mais me alegra nesse prêmio é todo ano ter que explicar para as pessoas como era João Sampaio, crítico e jornalista que teve trabalho importantíssimo em Salvador e uma voz notável no âmbito nacional. Para além disso, alguém que muitos de nós, em todo o cenário de cinema, amavam como amigo&#8221;, diz Kleber.<br />
A oitava edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife é organizada pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, tem patrocínio da Petrobras e incentivo do Funcultura / Fundarpe, Secretaria de Cultura do Governo de Pernambuco e conta com apoio institucional do British Council/Transform, Consulado da França, Cinemateca Francesa de Paris, Institut Français, Instituto Camões/Embaixada de Portugal, Prefeitura do Recife, Portomídia, Canal Curta!, Mistika Finalizadora e Kodak, além da parceria com a Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec), Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas de Pernambuco (ABD/PE), Associação dos Blogs de Cinema de Pernambuco (ABC/PE) e Cachaça Cinema Clube. Mais informações: www.janeladecinema.com.br.</p>
<p><strong>Serviço:</strong><br />
<strong>VIII Janela Internacional de Cinema do Recife</strong><br />
Quando: de 6 a 15 de novembro<br />
Onde: Cinema São Luiz (Rua da Aurora, 175 &#8211; Boa Vista), Cinema da Fundação (Rua Henrique Dias 609 &#8211; Derby), Cinema Museu (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte) e Portomídia (Rua do Apolo, 181 – Bairro do Recife)<br />
Quanto: Cinema São Luiz (R$ 4 e R$ 2)*; Cinema da Fundação (meia-entrada para todos a R$ 5); Cinema do Museu (meia-entrada para todos a R$ 7); Sessão de curtas: R$ 2 (para todas as salas).<br />
*VENDAS ANTECIPADAS ON LINE (CINE SÃO LUIZ): dias 02 e 03/11, pelo endereço virtual: www.eventick.com.br. Apenas longas e clássicos exibidos no Cine São Luiz. Valores: R$ 4 inteira e R$2 meia + R$1 (taxa de conveniência). Cada pessoa tem direito a comprar 2 ingressos por sessão. Informações para o dia da sessão: o público deve imprimir o voucher com QRCode e levar documento com foto, se for inteira, e carteira de estudante, se for meia. Forma de pagamento: apenas crédito. Em cada sessão, os vouchers serão validados (não é necessária a troca). Não haverá fila específica para validação de ingressos online.<br />
*VENDAS ANTECIPADAS NO LOCAL (CINE SÃO LUIZ): dias 04/11, das 14h às 20h, e dia 05/11, das 10h às 16h. Valores: R$4 (inteira) e R$2 (meia). Forma de pagamento: apenas espécie. Cada pessoa tem direito a comprar 2 ingressos por sessão. Informações para o dia da sessão: O público deve levar documento com foto, se for inteira, e carteira de estudante, se for meia. A partir do dia 6, bilheteria com funcionamento das 14h até a última sessão no Cine São Luiz.<br />
Informações: www</p>
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		<title>Janela Internacional de Cinema divulga lista dos curtas selecionados para a mostra competitiva</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2015 14:28:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>O Festival Janela Internacional de Cinema do Recife divulgou, na manhã desta segunda-feira (19), o resultado da seleção da mostra competitiva de curtas, nas categorias nacional e internacional, que acontecerá dentro da programação da mostra entre os dias 6 e 15 de novembro, no Cinema São Luiz. Viabilizado pelo Governo do Estado de Pernambuco, através do incentivo do Funcultura, e com patrocínio da Petrobras, a 8ª edição do evento contará com 964 trabalhos de 22 países, que foram submetidos a processo seletivo.</p>
<p>Destes, foram selecionadas 44 obras de onze países, sendo 23 curtas brasileiros e 21 estrangeiros. Participaram da seleção de curtas nacionais os cineastas Leonardo Lacca e Leonardo Sette, o jornalista e pesquisador Rodrigo Almeida e o roteirista Luiz Otávio Pereira. A comissão de curtas internacionais foi formada pelo ator Fábio Leal e pelo sócio da Cinemascópio Produções, Winston Araújo. A curadoria contou com a supervisão de Luís Fernando Moura, coordenador de programação do Janela.</p>
<div id="attachment_30723" aria-labelledby="figcaption_attachment_30723" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Victor Jucá/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Janela_Internacional_Cinema_Recife_Foto_Victor_Juca_Divulgacao.jpg"><img class="size-medium wp-image-30723" alt="Victor Jucá/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Janela_Internacional_Cinema_Recife_Foto_Victor_Juca_Divulgacao-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">23 curtas brasileiros e 21 estrangeiros integram a programação do Janela Internacional neste ano</p></div>
<p>Na mostra nacional, participam curtas de nove estados e do Distrito Federal. De Pernambuco, foram selecionados dois trabalhos: <em>A Clave dos Pregões</em>, de Pablo Nóbrega (selecionado da Mostra de Tiradentes em 2014, além do Festival Internacional de Curtas de São Paulo deste ano) e <em>Superquadra-Sací</em>, de Cristiano Lenhardt (destaque em importantes mostras de videoarte, como o Festival de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil).</p>
<p>O curta mineiro <em>Quintal</em>, de André Novais Oliveira, selecionado para a mostra Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes deste ano; <em>A Outra Margem</em>, produção do Mato Grosso dirigida por Nathália Tereza, prêmio de direção no último Festival de Cinema de Brasília; e o <em>Lembranças de Mayo</em>, de Flávio C. von Sperling, curta também mineiro que fará sua estreia nacional na programação do Janela, são alguns outros destaques.</p>
<p>Entre os filmes internacionais, há um domínio das produções portuguesas, com seis títulos ao todo. Exibido no Festival de Berlim deste ano, <em>Iec Long</em>, de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata (parceiros em longas como <em>O Fantasma</em>, de 2000, e<em> A Última Vez que Vi Macau</em>, de 2012), apresenta-se como uma das sessões mais aguardadas. Mas também marcam presença títulos com novos olhares, premiados mundo afora, a exemplo da produção inglesa <em>A Field Guide to the Ferns</em>, da diretora de origem palestina Basma Alsharif, uma das surpresas na Berlinale deste ano, e o russo <em>The Shadow of Your Smile</em>, de Alexei Dmitriev, um trabalho de três minutos de duração que atrai por sua experimentação fílmica.</p>
<p>Há, ainda, expectativa pela mais nova produção do diretor bielorrusso Sergei Loznitsa, conhecido mundialmente pelo longa <em>Na Neblina</em>, com o documentário <em>The Old Jewish Cemetery</em> (Holanda), de 2014. “Os curtas internacionais exibem uma diversidade geográfica e uma riqueza muito grande na forma de se fazer cinema. Eles não se fecham em um estilo nem uma pesquisa específica, mas abrem para todo tipo de experimento e duração”, explica Luís Fernando Moura. &#8220;Entre os nacionais, chama a atenção que Minas Gerais e Ceará continuam sendo fonte para alguns dos filmes mais interessantes no cenário de curta-metragem brasileiro&#8221;, disse.</p>
<p>Os curtas vão competir nas categorias melhor som, montagem, imagem e melhor filme. Veja abaixo a lista dos selecionados:</p>
<p><strong>Curtas-nacionais</strong></p>
<p><em>A Clave dos Pregões</em> (Pernambuco), de Pablo Nóbrega</p>
<p><em>A Festa e os Cães</em> (Ceará), de Leonardo Mouramateus</p>
<p><em>A Invenção da Noite</em> (Paraná), de Tomás von der Osten</p>
<p><em>A Outra Margem</em> (Mato Grosso do Sul), de Nathália Tereza</p>
<p><em>Biquini Paraíso</em> (Ceará), de Samuel Brasileiro</p>
<p><em>Cidade Nova</em> (Ceará/Distrito Federal), de Diego Hoefel</p>
<p><em>Command Action</em> (São Paulo), de João Paulo Miranda</p>
<p><em>De Terça pra Quarta</em> (Ceará), de Victor Costa Lopes</p>
<p><em>E (São Paulo)</em>, de Alexandre Wahrhaftig, Helena Ungaretti e Miguel Antunes Ramos</p>
<p><em>Estudo de Persistência</em> (Paraná), de Krefer</p>
<p><em>História de Abraim</em> (São Paulo), de Otavio Cury</p>
<p><em>Imóvel</em> (Rio de Janeiro), de Isaac Pipano</p>
<p><em>Lembranças de Mayo</em> (Minas Gerais), de Flávio C. von Sperling</p>
<p><em>Macapá</em> (Maranhão), de Marcos Ponts</p>
<p><em>MoBios</em> (São Paulo), de Carlos Eduardo Nogueira</p>
<p><em>No Dia em que Lembrei da Viagem a Bicuda</em> (Rio de Janeiro), de Vitor Medeiros</p>
<p><em>Outono Celeste</em> (Rio Grande do Sul), de Iuri Minfroy</p>
<p><em>Outubro Acabou</em> (Rio de Janeiro/Portugal), de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman</p>
<p><em>Quintal</em> (Minas Gerais), de André Novais Oliveira</p>
<p><em>Rapsódia para o Homem Negro</em> (Minas Gerais), de Gabriel Martins</p>
<p><em>Retrato de Carmen D.</em> (Rio de Janeiro), de Isabel Joffily</p>
<p><em>Submarino</em> (São Paulo), de Rafael Aidar</p>
<p><em>Superquadra-Sací</em> (Pernambuco), de Cristiano Lenhardt</p>
<p><strong>Curtas Internacionais</strong></p>
<p><em>A Glória de Fazer Cinema em Portugal/The Glory of Filmmaking in Portugal</em> (Portugal), de Manoel Mozos</p>
<p><em>A Field Guide to the Ferns</em> (Inglaterra), de Basma Alsharif</p>
<p><em>Caravan</em> (Austrália), de Keiran Watson-Bonnice</p>
<p><em>Cinema</em> (Portugal), de Rodrigo Areias</p>
<p><em>Coro dos Amantes/Chorus</em> (Portugal), de Tiago Guedes</p>
<p><em>Estratos de la Imagen/Strata of the Image</em> (Espanha), de Lois Patiño</p>
<p><em>Fora da Vida/On the Side</em> (Portugal), de Filipa Reis e João Miller Guerra</p>
<p><em>Fuligem/Soot</em> (Portugal), de David Doutel e Vasco Sá</p>
<p><em>Iec Long</em> (Portugal), de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata</p>
<p><em>I&#8217;m in Pittsburg and It&#8217;s Raining</em> (EUA), de Jesse McLean</p>
<p><em>La Fin du Dragon/The Dragon&#8217;s Demise</em> (França), de Marina Diaby</p>
<p><em>La Impresión de una Guerra/Impression of a War</em> (Colômbia), de Camilo Restrepo</p>
<p><em>Livreur/Delivery</em> (Bélgica), de Vladilen Vierny</p>
<p><em>Par ce Chemin Descendent les Ombres/Shadows</em> (França), de Didier d&#8217;Abreu</p>
<p><em>Riot</em> (EUA), de Nathan Silver</p>
<p><em>The Old Jewish Cemetery</em> (Holanda), de Sergei Loznitsa</p>
<p><em>The Shadow of Your Smile</em> (Rússia), de Alexei Dmitriev</p>
<p><em>The Vast Landscape</em> (Croácia), de Lea Vidakovic</p>
<p><em>Under the Heat Lamp an Opening</em> (EUA), de Zachary Epcar</p>
<p><em>Wayward Fronds</em> (EUA), de Fern Silva</p>
<p><em>Why?</em> (Israel), de Nadav Lapid</p>
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		<title>Janela Internacional de Cinema do Recife abre inscrições para oficina</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2015 15:34:05 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O festival Janela Internacional de Cinema do Recife está com inscrições gratuitas para a oitava edição da oficina Janela Crítica, destinada a cinéfilos que tenham interesse em exercitar um olhar crítico para o cinema por meio da escrita. Viabilizado pelo Funcultura/Governo do Estado com patrocínio da Petrobras e organizado pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_30723" aria-labelledby="figcaption_attachment_30723" class="wp-caption img-width-425 aligncenter" style="width: 425px"><p class="wp-image-credit alignleft">Victor Jucá/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Janela_Internacional_Cinema_Recife_Foto_Victor_Juca_Divulgacao.jpg"><img class="wp-image-30723 " title="janela de cinema" alt="Victor Jucá" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/10/Janela_Internacional_Cinema_Recife_Foto_Victor_Juca_Divulgacao-607x404.jpg" width="425" height="283" /></a><p class="wp-caption-text">Janela de Cinema acontece no Cine São Luiz</p></div>
<p>O festival Janela Internacional de Cinema do Recife está com inscrições gratuitas para a oitava edição da oficina Janela Crítica, destinada a cinéfilos que tenham interesse em exercitar um olhar crítico para o cinema por meio da escrita. Viabilizado pelo Funcultura/Governo do Estado com patrocínio da Petrobras e organizado pela CinemaScópio Produções Cinematográficas e Artísticas, o VIII Janela Internacional de Cinema do Recife ocorre entre os dias 30 de outubro a 8 de novembro.</p>
<p>A oficina tem o objetivo de incentivar o pensamento crítico sobre o audiovisual a partir do acompanhamento do jornalista, crítico e pesquisador Heitor Augusto, abordando ideias e conceitos do universo da crítica cinematográfica. Crítico da revista Interlúdio, Heitor coordena, desde 2013, a oficina de crítica no Festival de Curtas de São Paulo e foi um dos selecionados da Berlinale Talent Press 2015, programa do Festival de Berlim para jovens críticos. Tem trabalhos também em jornalismo cultural, curadoria, júri e ensino em cursos e workshops.</p>
<p>Serão selecionadas apenas sete pessoas para a oficina. Os participantes irão vivenciar a prática da crítica cinematográfica durante o festival. Em encontros com Heitor Augusto, eles terão a chance de discutir os principais conceitos e correntes da crítica de cinema, os diversos formatos e abordagens da escrita crítica e diálogos entre a crítica e o cinema contemporâneo. Os encontros ocorrerão entre os dias 27 e 29 de outubro, no turno da noite.</p>
<p>Os selecionados terão, ainda, entrada gratuita nas sessões para produzir críticas que serão veiculadas no site do evento diariamente. Ao final do festival, os participantes irão integrar o júri especial Janela Crítica, que elege os melhores filmes nas categorias de curtas nacionais, curtas internacionais e longas.</p>
<p>Para participar da seleção, é preciso enviar e-mail com o formulário, que estará disponível no site, preenchido para janelacritica@gmail.com, com uma crítica de até 2500 caracteres sobre um filme da sua escolha (seja curta ou longa, ficção ou documentário) e seus dados pessoais e curriculares como nome, idade, cidade, telefone, universidade (curso e periodização), conhecimento de línguas estrangeiras, endereço de blog ou site, caso tenha um. Os participantes precisam ter a partir de 18 anos, por questões de adequação de conteúdo.</p>
<p>Candidatos de qualquer lugar do Brasil poderão ser considerados, mas o evento não custeia a passagem e estada dos selecionados. As inscrições seguem até 15 de outubro. O resultado da seleção será divulgado até 22 de outubro. Mais informações: <a href="http://www.janeladecinema.com.br" target="_blank">www.janeladecinema.com.br</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>&#8220;Tatuagem&#8221; deixa sua marca de afeto no Recife</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Oct 2013 03:23:32 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Uma noite para acarinhar a alma e o coração. Há tempos que o público recifense se preparava para o que aconteceu na última sexta (11): a tão aguardada estreia do filme Tatuagem, de Hilton Lacerda, na capital pernambucana. Depois de festejadas exibições no Festival de Gramado e do Rio (nesses dois, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_46344" aria-labelledby="figcaption_attachment_46344" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2013/05/10227579146_3b523f50d8_z2.jpg"><img class="size-medium wp-image-46344" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2013/05/10227579146_3b523f50d8_z2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Hilton Lacerda (dir), acompanhado da equipe de &#8220;Tatuagem&#8221;, fala sobre a estreia do filme</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Uma noite para acarinhar a alma e o coração. Há tempos que o público recifense se preparava para o que aconteceu na última sexta (11): a tão aguardada estreia do filme <em>Tatuagem</em>, de Hilton Lacerda, na capital pernambucana. Depois de festejadas exibições no Festival de Gramado e do Rio (nesses dois, conquistou um total de nove prêmios), o primeiro longa de ficção do diretor encheu a tela do São Luiz, na abertura do 6ª edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife, e arrebatou um público gigante, que enfrentou fila e chuvisco para garantir seu lugar em mais um momento histórico da nossa produção audiovisual.</p>
<p>E o que levou tantas pessoas a enfrentarem uma fila que deu voltas no quarteirão e a esperar por horas para conseguir o melhor lugar no cinema? O estudante de publicidade Thomaz Jefferson respondeu com um sorriso no rosto: &#8220;<em>É a paixão pelo cinema! O prazer de ver um lindo trabalho, como imagino que deva ser</em> Tatuagem&#8221;. Jefferson veio de Paudalho  especialmente para a abertura do Janela (além do Recife, Olinda e Bonito, o município na Zona da Mata Norte serviu de cenário para algumas passagens do filme). O jovem chegou no São Luiz por volta das 14h. Ao saber que os ingressos só seriam vendidos a partir das 19h, deu um tempo e depois, em torno das 16h, estava de volta à fila, onde já haviam 10 pessoas à sua frente. Para passar o tempo, valeu banquinho para esperar sentado e até tabuleiro de xadrez como distração. Mesmo com a fila já abraçando o São Luiz, quem ainda tinha uma ponta de esperança de conseguir um ingresso não desistiu.</p>
<p>Amor pelo cinema e prestígio da produção pernambucana. Tamanha expectativa não se limitava somente ao público. Momentos antes da exibição, o diretor Hilton Lacerda já recebia abraços carinhosos e desejos de boa sorte enquanto circulava entre os convidados. E ele não fez a menor questão de esconder a ansiedade pela recepção que o filme teria em sua terra. &#8220;<em>É a primeira vez que estou nervoso. Já passei por várias estreias em minha trajetória, mas sempre muito tranquilamente. Só que mostrar o filme em casa é outra coisa e esse está sendo um momento muito feliz, é uma expectativa e uma responsabilidade muito grandes</em>&#8220;, declarou.</p>
<p>A sessão começou exibindo o curta <em>Censura livre</em> (1979), registro do diretor Ivan Cordeiro, em Super 8, da demolição de algumas salas de cinema no Recife, sendo substituídas por estabelecimentos comercias. Imagens que falam por si, apontando a desolação e o ostracismo a que verdadeiros templos da cultura e lazer foram destinados pelo poder predatório do capital. Na sequência, sem intervalo, o clima de desbunde total invade a tela do São Luiz e enche os olhos dos espectadores. <em>Tatuagem</em> estava começando!</p>
<p>É &#8220;amor da cabeça aos pés&#8221;, como cantaram os Novos Baianos. Do primeiro ao último minuto, <em>Tatuagem</em> faz reverberar em quem o assiste um brado de liberdade, que chacoalha, emociona e faz apaixonar. Com extrema sensibilidade, o filme é uma verdadeira catarse, uma entrega sem medidas do diretor, de sua equipe e, inclusive, do próprio público. Em cena, Clécio Wanderley (interpretado por Irandhir Santos) comanda a trupe teatral Chão de Estrelas, que, de modo libertário, faz do deboche e da anarquia suas principais armas de transgressão, indo de encontro à repressão e ao autoritarismo que marcaram os “anos de chumbo”.</p>
<p>Desbundados, provocativos, ousados e, acima de tudo, livres, os atores do grupo se travestem de múltiplas cores e de incontáveis sonhos e desejos de amor para contestar o conservadorismo da época. É neste cenário que surge o recruta Fininha (Jesuíta Barbosa), que, de cara, é fisgado por Clécio. A paixão entre os dois desabrocha instantaneamente, e Fininha – em contraponto ao ambiente autoritário e disciplinador  de um quartel &#8211; começa a se entregar ao amor por Clécio e ao novo mundo que se descortina diante dele.</p>
<p>O grupo Chão de Estrelas é uma verdadeira comunidade, onde todos vivem a mais absoluta experiência de se despir de pudores, fazendo uso da linguagem teatral como meio de expressão disso. Sexualidade, nudez, contracultura estão nas assertivas do grupo, que questiona padrões sociais e culturais a partir dos seus happenings alegres, envolventes, críticos e repletos de afeto, palavra que é fio-condutor do filme. Inspiração que vem do grupo de teatro Vivencial Diversiones, que agitou a Olinda setentista, e de forma apaixonante e apaixonada, <em>Tatuagem</em> representa o questionamento mais contundente &#8211; e mais delicado &#8211; sobre os valores humanos e os padrões que nos moldam, freando o desejo infinito de amar o mundo ao nosso redor. &#8220;<em>Apesar de aparentar,</em> Tatuagem <em>está longe de ser um filme saudosista ou de época, mas é, sim, um filme contemporâneo, que quer discutir o que somos hoje, de uma construção do futuro delineada a partir do passado, sobre o que é que a gente fez e onde foram parar os nossos sonhos</em>&#8220;, disse Hilton Lacerda, ao explicar essa identificação do público com o filme.</p>
<p>Uma das personagens mais magnéticas do filme é Paulete, interpretada por Rodrigo García, que, um dia antes da abertura do Janela, ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival do Rio, por sua atuação em <em>Tatuagem</em>. O sucesso do filme e o destaque que Paulete tem na história foram celebrados por García. &#8220;<em>Foi um dos presentes mais lindos da minha vida ser convidado para esse filme e, ainda mais, fazer esse personagem. Esse reconhecimento que </em>Tatuagem<em> está tendo só vem confirmar que tudo o que vivemos valeu a pena e que nós estamos no caminho certo. A nossa convivência juntos, como uma verdadeira família, numa comunidade que foi criada especialmente para o filme, foi decisiva para esse sentimento de carinho que ele revela. Esse filme nos deu a chance de viver momentos intensos que, pra todos nós, com certeza, foram maravilhosos e se revelam igualmente incríveis para o público!</em>&#8220;, destacou.</p>
<p>Para quem ainda não viu o filme, vai ter a chance de assistir a mais uma sessão, nesta terça (15/10), no Cinema da Fundação, a partir das 18h, com a presença do diretor Hilton Lacerda.</p>
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