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	<title>Portal Cultura PE &#187; Jesuíta Barbosa</title>
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		<title>“Tatuagem” ganha edição em DVD e Blu-Ray</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2014 21:28:50 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<p>Quem teve a oportunidade de assistir ao filme “Tatuagem” na tela grande do cinema, poderá agora tê-lo em casa. O premiado longa-metragem de Hilton Lacerda chega ao mercado de home video, com lançamento em DVD/Blu-Ray. Para celebrar esta nova edição do filme, acontece, nesta quarta (15), às 19h, um debate com Hilton Lacerda, a jornalista Fabiana Moraes e a pesquisadora Ângela Prysthon. O encontro acontece na Livraria Cultura (Paço Alfândega), no Bairro do Recife.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/10/tatuagem.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-15465" alt="Flávio Gusmão/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/10/tatuagem-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p>“Tatuagem” é estrelado por Irandhir Santos, Jesuíta Barbosa, Rodrigo García e grande elenco que trazem à tela a história do debochado grupo teatral Chão de Estrelas e o amor que aflora entre Clécio Wanderley, líder da trupe, e o recruta Fininha. O filme vem ganhando colecionando prêmios em diversos festivais pelo país. Entre eles, conquistou quatro kikitos no Festival de Gramado, cinco prêmios no Festival do Rio, outros cinco no Festival de Cinema de Triunfo, além de ser a única produção brasileira indicada ao Prêmio Goya, da Espanha, na categoria Melhor Filme Ibero-Americano.</p>
<p>Com distribuição da Imovision, o DVD/Blu-Ray traz, além do filme em si, material extra, como as apresentações teatrais, na íntegra, do Chão de Estrelas, além dos vídeos Super-8 do professor Joubert, que, no filme, registrava as performances da trupe, além de trailers e making of.</p>
<p><strong>Tatuagem</strong><br />
Brasil, 1978. A ditadura militar, ainda atuante, mostra sinais de esgotamento. Em um teatro/cabaré, localizado na periferia entre duas cidades do Nordeste do Brasil, um grupo de artistas provoca o poder e a moral estabelecida com seus espetáculos e interferências públicas. Liderado por Clécio Wanderley (Irandhir Santos), a trupe conhecida como Chão de Estrelas, juntamente com intelectuais e artistas, além de seu tradicional público de homossexuais, ensaiam resistência política a partir do deboche e da anarquia.</p>
<p>A vida de Clécio muda ao conhecer Fininha (Jesuíta Barbosa), apelido do soldado Arlindo Araújo, 18 anos: um garoto do interior que presta serviço militar na capital. É esse encontro que estabelece a transformação de nosso filme para os dois universos. A aproximação cria uma marca que nos lança no futuro, como TATUAGEM: signo que carregamos junto com nossa história.</p>
<p>Revisitando o cinema novo, flertando com o experimentalismo do super-8 da década de setenta no Brasil e dialogando com o cinema contemporâneo, TATUAGEM procura jogar luz sobre as várias maneiras que podemos ler e interpretar a história e a cinematografia de um país, devolvendo-lhe texturas e cheiros, e abrir uma brecha para vislumbrar uma das faces mais interessantes e complexas do Brasil: a história que nasce na marginalidade dos acontecimentos.</p>
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		<title>&#8220;Tatuagem&#8221; deixa sua marca de afeto no Recife</title>
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		<pubDate>Sat, 12 Oct 2013 03:23:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_46344" aria-labelledby="figcaption_attachment_46344" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2013/05/10227579146_3b523f50d8_z2.jpg"><img class="size-medium wp-image-46344" alt="Costa Neto" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2013/05/10227579146_3b523f50d8_z2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Hilton Lacerda (dir), acompanhado da equipe de &#8220;Tatuagem&#8221;, fala sobre a estreia do filme</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Uma noite para acarinhar a alma e o coração. Há tempos que o público recifense se preparava para o que aconteceu na última sexta (11): a tão aguardada estreia do filme <em>Tatuagem</em>, de Hilton Lacerda, na capital pernambucana. Depois de festejadas exibições no Festival de Gramado e do Rio (nesses dois, conquistou um total de nove prêmios), o primeiro longa de ficção do diretor encheu a tela do São Luiz, na abertura do 6ª edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife, e arrebatou um público gigante, que enfrentou fila e chuvisco para garantir seu lugar em mais um momento histórico da nossa produção audiovisual.</p>
<p>E o que levou tantas pessoas a enfrentarem uma fila que deu voltas no quarteirão e a esperar por horas para conseguir o melhor lugar no cinema? O estudante de publicidade Thomaz Jefferson respondeu com um sorriso no rosto: &#8220;<em>É a paixão pelo cinema! O prazer de ver um lindo trabalho, como imagino que deva ser</em> Tatuagem&#8221;. Jefferson veio de Paudalho  especialmente para a abertura do Janela (além do Recife, Olinda e Bonito, o município na Zona da Mata Norte serviu de cenário para algumas passagens do filme). O jovem chegou no São Luiz por volta das 14h. Ao saber que os ingressos só seriam vendidos a partir das 19h, deu um tempo e depois, em torno das 16h, estava de volta à fila, onde já haviam 10 pessoas à sua frente. Para passar o tempo, valeu banquinho para esperar sentado e até tabuleiro de xadrez como distração. Mesmo com a fila já abraçando o São Luiz, quem ainda tinha uma ponta de esperança de conseguir um ingresso não desistiu.</p>
<p>Amor pelo cinema e prestígio da produção pernambucana. Tamanha expectativa não se limitava somente ao público. Momentos antes da exibição, o diretor Hilton Lacerda já recebia abraços carinhosos e desejos de boa sorte enquanto circulava entre os convidados. E ele não fez a menor questão de esconder a ansiedade pela recepção que o filme teria em sua terra. &#8220;<em>É a primeira vez que estou nervoso. Já passei por várias estreias em minha trajetória, mas sempre muito tranquilamente. Só que mostrar o filme em casa é outra coisa e esse está sendo um momento muito feliz, é uma expectativa e uma responsabilidade muito grandes</em>&#8220;, declarou.</p>
<p>A sessão começou exibindo o curta <em>Censura livre</em> (1979), registro do diretor Ivan Cordeiro, em Super 8, da demolição de algumas salas de cinema no Recife, sendo substituídas por estabelecimentos comercias. Imagens que falam por si, apontando a desolação e o ostracismo a que verdadeiros templos da cultura e lazer foram destinados pelo poder predatório do capital. Na sequência, sem intervalo, o clima de desbunde total invade a tela do São Luiz e enche os olhos dos espectadores. <em>Tatuagem</em> estava começando!</p>
<p>É &#8220;amor da cabeça aos pés&#8221;, como cantaram os Novos Baianos. Do primeiro ao último minuto, <em>Tatuagem</em> faz reverberar em quem o assiste um brado de liberdade, que chacoalha, emociona e faz apaixonar. Com extrema sensibilidade, o filme é uma verdadeira catarse, uma entrega sem medidas do diretor, de sua equipe e, inclusive, do próprio público. Em cena, Clécio Wanderley (interpretado por Irandhir Santos) comanda a trupe teatral Chão de Estrelas, que, de modo libertário, faz do deboche e da anarquia suas principais armas de transgressão, indo de encontro à repressão e ao autoritarismo que marcaram os “anos de chumbo”.</p>
<p>Desbundados, provocativos, ousados e, acima de tudo, livres, os atores do grupo se travestem de múltiplas cores e de incontáveis sonhos e desejos de amor para contestar o conservadorismo da época. É neste cenário que surge o recruta Fininha (Jesuíta Barbosa), que, de cara, é fisgado por Clécio. A paixão entre os dois desabrocha instantaneamente, e Fininha – em contraponto ao ambiente autoritário e disciplinador  de um quartel &#8211; começa a se entregar ao amor por Clécio e ao novo mundo que se descortina diante dele.</p>
<p>O grupo Chão de Estrelas é uma verdadeira comunidade, onde todos vivem a mais absoluta experiência de se despir de pudores, fazendo uso da linguagem teatral como meio de expressão disso. Sexualidade, nudez, contracultura estão nas assertivas do grupo, que questiona padrões sociais e culturais a partir dos seus happenings alegres, envolventes, críticos e repletos de afeto, palavra que é fio-condutor do filme. Inspiração que vem do grupo de teatro Vivencial Diversiones, que agitou a Olinda setentista, e de forma apaixonante e apaixonada, <em>Tatuagem</em> representa o questionamento mais contundente &#8211; e mais delicado &#8211; sobre os valores humanos e os padrões que nos moldam, freando o desejo infinito de amar o mundo ao nosso redor. &#8220;<em>Apesar de aparentar,</em> Tatuagem <em>está longe de ser um filme saudosista ou de época, mas é, sim, um filme contemporâneo, que quer discutir o que somos hoje, de uma construção do futuro delineada a partir do passado, sobre o que é que a gente fez e onde foram parar os nossos sonhos</em>&#8220;, disse Hilton Lacerda, ao explicar essa identificação do público com o filme.</p>
<p>Uma das personagens mais magnéticas do filme é Paulete, interpretada por Rodrigo García, que, um dia antes da abertura do Janela, ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival do Rio, por sua atuação em <em>Tatuagem</em>. O sucesso do filme e o destaque que Paulete tem na história foram celebrados por García. &#8220;<em>Foi um dos presentes mais lindos da minha vida ser convidado para esse filme e, ainda mais, fazer esse personagem. Esse reconhecimento que </em>Tatuagem<em> está tendo só vem confirmar que tudo o que vivemos valeu a pena e que nós estamos no caminho certo. A nossa convivência juntos, como uma verdadeira família, numa comunidade que foi criada especialmente para o filme, foi decisiva para esse sentimento de carinho que ele revela. Esse filme nos deu a chance de viver momentos intensos que, pra todos nós, com certeza, foram maravilhosos e se revelam igualmente incríveis para o público!</em>&#8220;, destacou.</p>
<p>Para quem ainda não viu o filme, vai ter a chance de assistir a mais uma sessão, nesta terça (15/10), no Cinema da Fundação, a partir das 18h, com a presença do diretor Hilton Lacerda.</p>
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