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	<title>Portal Cultura PE &#187; Jota Michiles</title>
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		<title>Premiado em festivais, Frevo Michiles entra em cartaz nos cinemas brasileiros</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Feb 2025 14:05:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após ser exibido em diversos festivais de cinema e acumular prêmios, o longa-metragem Frevo Michiles, dirigido por Helder Lopes, estreia nos cinemas este mês. Vencedor dos prêmios de melhor trilha sonora e premiado pela crítica da Abraccine como melhor longa-metragem no Cine PE 2023, o documentário celebra a vida e a obra do compositor pernambucano [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_Frame-Créditos_-Marcelo-Lacerda-min.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-116105" alt="Marcelo Lacerda/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_Frame-Créditos_-Marcelo-Lacerda-min-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a></p>
<p>Após ser exibido em diversos festivais de cinema e acumular prêmios, o longa-metragem <em>Frevo Michiles</em>, dirigido por Helder Lopes, estreia nos cinemas este mês. Vencedor dos prêmios de melhor trilha sonora e premiado pela crítica da Abraccine como melhor longa-metragem no Cine PE 2023, o documentário celebra a vida e a obra do compositor pernambucano Jota Michiles, Patrimônio Vivo de Pernambuco e um dos maiores nomes do frevo. A partir do dia 13 de fevereiro, a obra estreia em salas do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Maceió, Aracaju, Garanhuns (PE) e Caruaru (PE). A expectativa é que o filme seja distribuído para cinemas de todo o Brasil.</p>
<p>No Recife, a produção entra em cartaz no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no bairro de Casa Forte (Zona Norte do Recife), e no Cinema São Luiz, na Boa Vista (Centro). Com a chegada do documentário à tela grande, o público poderá conhecer de perto o legado do compositor Jota Michiles, que tem sua música reverenciada por artistas como Alceu Valença, Spok, Getúlio Cavalcanti e Edson Rodrigues.</p>
<p>Autor de composições que marcaram gerações e celebram a alegria, resistência e identidade, Michiles mostra no filme a força do frevo e o diretor, Helder Lopes, faz um convite a enxergar o mundo por meio da perspectiva poética e carnavalizada do compositor, à frente de sucessos como <em>Bom Demais</em>, <em>Diabo Louro</em> e <em>Me Segura que Senão Eu Caio</em>.</p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_-Cartaz-2023-1-1-min.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-116106" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/Frevo-Michiles_-Cartaz-2023-1-1-min-343x486.jpg" width="343" height="486" /></a></p>
<p>O lançamento ocorre em meio ao aquecimento para a folia de momo, quando o frevo impera nas ruas e na alma do povo pernambucano. O documentário é um presente para os amantes da música e da cultura brasileira, sendo uma oportunidade para mergulhar na trajetória de um artista que tem a capacidade de transformar a vivência cotidiana em pura poesia sonora.</p>
<p>Produzido por Kika Latache, da Vilarejo Filmes, que tem a Visiom como co-produção, o documentário investiga o universo musical de Michiles de forma intimista. O diretor Helder Lopes esquadrinhou a trajetória musical e pessoal do artista. Vivenciou não só o fluxo criativo, como o dia a dia com a família, os filhos e netos. Além do Cine PE, <em>Frevo Michiles</em> já foi apresentado para o público em eventos como Festival Internacional de Documentário Musical (In-Edit) e o 7º Cine Jardim &#8211; Festival Latino-Americano de Cinema de Belo Jardim.</p>
<p>Segundo Helder, o filme tem a intenção de mostrar ao público a mente criativa de Jota Michiles e esmiuçar a originalidade das suas composições. &#8220;Nos últimos anos, tive o privilégio de conviver com Jota Michiles e pude observar de perto a singularidade de seu pensamento e modos de se expressar. A obra de Michiles não é apenas um reflexo de sua originalidade, mas uma reinvenção do próprio frevo, a ponto de se criar um novo subgênero dentro desse gênero tão rico. Como diz Spok: ‘O frevo existia antes dele, mas dele para frente, o frevo é outro&#8217;.&#8221;</p>
<p><strong>O DIRETOR -</strong> Helder Lopes é documentarista do Recife cujo trabalho tem se concentrado na pesquisa sobre grandes nomes da cultura brasileira, em especial os compositores da música popular. <em>Onildo Almeida: Groove Man</em> (2017) e <em>Pipoca Moderna</em> (2019), ambientados entre o Agreste e o Sertão pernambucanos, tornaram-se referências na filmografia recente sobre ritmos nordestinos como baião e as matizes do forró. Em <em>Frevo Michiles</em> (2023) é o frevo pernambucano e o seu principal compositor vivo que são investigados e apresentados ao público. Helder tem formação em letras e jornalismo, dirigiu longas, médias e curtas-metragens e telefilmes.</p>
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		<title>Documentário de Hélder Lopes sobre Jota Michiles estreia no In-Edit 2023, em São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jun 2023 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Será lançado nesta sexta-feira (16), no Cinesesc em São Paulo, o longa-metragem pernambucano &#8220;Frevo Michiles&#8221;. O documentário, que conta a trajetória do octogenário compositor frevista Jota Michiles, vai ser exibido na mostra competitiva nacional do Festival Internacional de Documentário Musical (In-Edit). Com participações de Alceu Valença, Spok, Getúlio Cavalcanti e Edson Rodrigues, o filme presta [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/CARTAZ-Frevo-Michiles-2023_B.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-102216" alt="" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/06/CARTAZ-Frevo-Michiles-2023_B-343x486.jpg" width="343" height="486" /></a></p>
<p>Será lançado nesta sexta-feira (16), no Cinesesc em São Paulo, o longa-metragem pernambucano &#8220;Frevo Michiles&#8221;. O documentário, que conta a trajetória do octogenário compositor frevista Jota Michiles, vai ser exibido na mostra competitiva nacional do Festival Internacional de Documentário Musical (In-Edit). Com participações de Alceu Valença, Spok, Getúlio Cavalcanti e Edson Rodrigues, o filme presta verdadeira reverência à contribuição do músico, que é Patrimônio Vivo de Pernambuco, para a cultura nacional através de suas canções e histórias.</p>
<p>Dirigido por Helder Lopes, com produção de Kika Latache (Vilarejo Filmes), &#8220;Frevo Michiles&#8221; é um documentário intimista que busca desvincular a vasta obra de Michiles e seus frevos do universo estritamente carnavalesco, destacando a inventividade poética de suas letras, o vigor de suas melodias e realçando sutis aspectos de sua marcante personalidade.</p>
<p>“Estive os últimos anos muito próximo a Michiles e pude acompanhar de perto toda a imprevisibilidade do seu pensamento e modo de ser. A família, os filhos, os netos, os amigos, todos parecem ter muito a oferecer e isso atribuo em parte à originalidade das coisas em que ele repara e nos faz enxergar. Nosso filme é também um convite a essa experiência, olhar com os olhos de Jota Michiles e enxergar com poesia carnavalizada a cidade, as manhãs de sol, os diabos louros e vampiras”, relata o diretor.</p>
<p>Para Hélder, o filme tem como grande mérito repassar e consagrar o legado do compositor para o frevo e o Carnaval brasileiro. “Ao mergulhar na obra de Jota Michiles percebemos a originalidade de suas composições a ponto de, em certo sentido, quase a denominarmos um subgênero dentro do frevo. O que ele faz, da forma que ele faz, não tem precedentes. Daí o título ‘Frevo Michiles’, porque, como diz Spok, o frevo até existia antes dele, mas dele pra frente o frevo tornou-se outro”, explica Helder Lopes.</p>
<p>As sessões de estreia contarão com as presenças de Jota Michiles e de Helder Lopes, que também estarão presentes na Cinemateca Brasileira quando, na sequência do festival, no domingo (18), Michiles será homenageado com uma apresentação, após a exibição do filme, da Orquestra de Frevo Capibaribe, liderada pelo pernambucano Junior Kaboclo. O In-Edit Brasil acontece entre os dias 14 e 25 de junho na cidade de São Paulo.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Documentário Frevo Michiles &#8211; Helder Lopes<br />
16/6 &#8211; SEX &#8211; 18H – CINESESC<strong>*</strong><br />
18/6 &#8211; DOM 19H – CINEMATECA BRASILEIRA &#8211; Entrada franca<strong>**</strong><br />
25/6 &#8211; DOM 16H – CCSP &#8211; SALA PAULO EMÍLIO &#8211; Entrada franca</p>
<p><strong>*</strong>Sessão apresentada pelo diretor e por Jota Michiles.<br />
<strong>**</strong>Sessão seguida de show com a Orquestra Frevo Capibaribe</p>
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		<title>Patrimônio Vivo de Pernambucano, Jota Michiles celebra 80 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2023 20:30:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[80 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Jota Michiles]]></category>
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		<description><![CDATA[Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, cantor e compositor de vários sucessos carnavalesco, Jota Michiles completou 80 anos no dia 4 de fevereiro, e para comemorar a nova idade, reuniu a familiares e amigos em sua casa. Conversamos com Michiles sobre os grandes sucessos e sua trajetória. “O difícil é sempre fazer o fácil, criar [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco, cantor e compositor de vários sucessos carnavalesco, Jota Michiles completou 80 anos no dia 4 de fevereiro, e para comemorar a nova idade, reuniu a familiares e amigos em sua casa. Conversamos com Michiles sobre os grandes sucessos e sua trajetória.</p>
<p>“O difícil é sempre fazer o fácil, criar aquela música que as pessoas escutam pela primeira vez e saem por aí cantando”. Foi com essa filosofia estético-criativa que José Michiles da Silva, o Jota Michiles, construiu um repertório musical que está gravado no imaginário coletivo de quem ama o carnaval. As obras desse recifense, nascido em 4 de fevereiro de 1943, embalam a trilha sonora da alegria de muitas gerações. São mais de 150 músicas registradas na União Brasileira de Compositores (UBC).</p>
<p>“É muito gratificante ver como uma composição musical surgida na nossa intimidade, nossa solidão, de repente, se populariza na boca do povo, nas ruas, becos, ladeiras, nos bares, nas orquestras e nos clubes. É um prenúncio de muitos e muitos carnavais, assim como acontece com ‘Recife manhã de Sol’, ‘Recife nagô’, ‘Bom demais’, ‘Me segura senão eu caio’, ‘Diabo louro’, ‘Vampira’, ‘Espelho doido’, e outros mais”, destaca Michiles, citando alguns dos seus sons carnavalescos mais populares.</p>
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		<title>Jota Michiles, Patrimônio Vivo da cultura e do frevo pernambucano</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Apr 2022 12:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Patrimônios Vivos]]></category>
		<category><![CDATA[Salvaguarda do Frevo]]></category>

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		<description><![CDATA[“O difícil é sempre fazer o fácil, criar aquela música que as pessoas escutam pela primeira vez e saem por aí cantando”. Foi com essa filosofia estético-criativa que José Michiles da Silva, o Jota Michiles, construiu um repertório musical que está gravado no imaginário coletivo de quem ama o carnaval. As obras desse recifense, nascido [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_91714" aria-labelledby="figcaption_attachment_91714" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/51383448459_0a8afca3a7_c.jpg"><img class="size-medium wp-image-91714" alt=" Jota Michiles quando recebeu título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Foto: PH Reinaux Fundarpe / Secult PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/03/51383448459_0a8afca3a7_c-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><br />Jota Michiles quando recebeu título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Foto: PH Reinaux Fundarpe / Secult PE</p></div>
<p dir="ltr">“O difícil é sempre fazer o fácil, criar aquela música que as pessoas escutam pela primeira vez e saem por aí cantando”. Foi com essa filosofia estético-criativa que José Michiles da Silva, o Jota Michiles, construiu um repertório musical que está gravado no imaginário coletivo de quem ama o carnaval. As obras desse recifense, nascido em 4 de fevereiro de 1943, embalam a trilha sonora da alegria de muitas gerações.São mais de 150 músicas registradas na União Brasileira de Compositores (UBC).</p>
<p dir="ltr">“É muito gratificante ver como uma composição musical surgida na nossa intimidade, nossa solidão, de repente, se populariza na boca do povo, nas ruas, becos, ladeiras, nos bares, nas orquestras e nos clubes. É um prenúncio de muitos e muitos carnavais, assim como acontece com ‘Recife manhã de Sol’, ‘Recife nagô’, ‘Bom demais’, ‘Me segura senão eu caio’, ‘Diabo louro’, ‘Vampira’, ‘Espelho doido’, e outros mais”, destaca Michiles, citando alguns dos seus sons carnavalescos mais populares.</p>
<p dir="ltr">Ele também mostra muita destreza em criar forrós. Tanto que praticamente todo ano compõe várias canções nesse estilo, de maneira caseira, e as envia para rádios, jornalistas e músicos para divulgá-las. Entre os destaques dessa veia artística, está o &#8220;Forró Fogoso&#8221;, que foi gravado por Novinho da Paraíba e Fafá de Belém; e &#8220;Estrela Gonzaga&#8221;, interpretada por Dominguinhos. &#8220;Festa fogueteira&#8221;, &#8220;Muçambê&#8221;, &#8220;Queimei seu travesseiro&#8221; e &#8220;Acorda povo&#8221; são composições mais recentes.</p>
<p dir="ltr">&#8220;Jota Michiles é um compositor inacreditável, que trabalha com as nossas raízes e matrizes. Ele é frevo de bloco, frevo de rua, é ciranda, ele faz todos os gêneros da nossa cultura pernambucana&#8221;, exalta Alceu Valença. Foi com a ajuda do cantor e amigo que a carreira de Michiles ganhou um grande impulso.</p>
<p dir="ltr">Lançado em 1986, na voz do filho de São Bento do Una, o frevo “Bom demais” estourou e passou a fazer parte do repertório de centenas de orquestras, bandas e artistas solo. “Eu tenho mais que tá nessa/ Fazendo mesura na ponta do pé/ Quando o frevo começa/ Ninguém me segura/ Vem ver como é”, diz trecho da canção.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/-xqX1Vsn4wc" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr">Depois desse impulso, ninguém mais segurou Jota Michiles. No ano seguinte, o frevo que faz referência a um dos pontos culturais e de encontros de Olinda, também gravado por Alceu, novamente colocou a criação do compositor na boca do povo e na ponta do pé de passistas profissionais ou eventuais.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>“Nos quatro cantos, cheguei e todo mundo chegou</em></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>Descendo ladeira, fazendo poeira, atiçando calor</em></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>Nos quatro cantos, cheguei e todo mundo chegou</em></strong></p>
<p dir="ltr" style="text-align: center;"><strong><em>Descendo ladeira, fazendo poeira, atiçando o calor”</em></strong></p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Com “Me segura senão eu caio”, Michiles transformou em verso, melodia, harmonia e ritmo o roteiro afetivo-carnavalesco de quem chega na cidade do Homem da Meia-Noite e de outros bonecos gigantes, para curtir os dias de folia. A sequência de sucessos prosseguiu com obras gravadas pelo sempre parceiro Alceu Valença e por outros grandes nomes do cenário local e nacional.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/dA7oBsmIYmk" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr">Além das já citadas pelo próprio Jota, a lista inclui &#8220;Fazendo Fumaça&#8221;, &#8220;Forró Fogoso&#8221; e &#8220;Negue&#8221; (com Fafá de Belém), &#8220;Queimando a Massa&#8221; (gravada por André Rio e Claudionor Germano), &#8220;Perna pra que te quero&#8221; (Versão Brasileira), &#8220;Sonhos de Pierrô&#8221; e &#8220;Obrigado criança&#8221;, que marcaram e continuam a marcar os evoluções do Bloco da Saudade. O sucesso “Diabo louro” foi inicialmente registrado por Almir Rouche e, em seguida, por Alceu.<a href="https://youtu.be/u9ikGQDsEAo"> </a></p>
<p dir="ltr">“Roda e avisa”, uma homenagem a Chacrinha, o Velho Guerreiro, o dono das tardes de sábado da televisão brasileira, foi fruto de uma parceria com o maestro Edson Rodrigues &#8211; outro grande baluarte do carnaval e da cultura pernambucana.</p>
<p dir="ltr"><a href="https://youtu.be/-BZt5ZdK5zw"><strong style="color: #333333;">“Asas do frevo &#8211; o Carnaval de J. Michiles”</strong></a></p>
<p dir="ltr">Lançado em 2007, depois de dois anos de trabalho, o CD<a href="https://www.youtube.com/watch?v=L8s0E2xmMsc&amp;list=PLXGWX56wS5womgw23J4oTYWSajRpYvoBz"> “Asas do frevo &#8211; o Carnaval de J. Michiles”</a> é uma importante síntese do poder criativo carnavalesco de Michiles e do prestígio do artista diante de grandes nomes da música brasileira.</p>
<p dir="ltr">O disco, cujo título faz referência ao projeto “Asas da América”, do <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Fernando_(compositor)">compositor caruaruense Carlos Fernando</a>, reúne uma verdadeira constelação de cantores e cantoras. Entre os destaques, Silvério Pessoa, Amelinha, Daniela Mercury, Elba Ramalho, Antonio Nóbrega, Spok Frevo Orquestra &amp; Dominguinhos, Lula Queiroga, Chico Cesar &amp; Naná Vasconcelos, além dos aqui já citados, André Rio, Almir Rouche, Fafá de Belém, Claudionor Germano e, claro, Alceu Valença.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/u9ikGQDsEAo" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Grandes momentos na carreira</strong></p>
<p dir="ltr"><a href="https://www.folhape.com.br/noticias/nena-queiroga-e-j-michiles-sao-os-homenageados-do-carnaval-do-recife/48292/">Homenageado do Carnaval do Recife 2018</a>, junto com a cantora Nena Queiroga, Jota Michiles começou a alimentar a paixão pela festa ainda na infância. Naquele tempo, ele assistia encantado às passagens dos blocos e troças em bairros recifenses onde morou, como Campo Grande, Arruda e Água Fria.</p>
<p dir="ltr">A estreia como compositor, entretanto, não foi na seara carnavalesca. O acontecimento marcou-lhe positivamente para sempre. “Nesses mais de 50 anos de atividade musical, tive meu primeiro momento de emoção ao gravar uma canção intitulada ‘Não quero que chores’, com o grupo vocal The Golden Boys, em julho de 1964”, rememora.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/IjUt2fp1KUg" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr">A música, classificada por ele mesmo como uma “pré-Jovem Guarda”, era o lado B de um compacto simples da gravadora Odeon. O lado A trazia a versão de &#8220;I wanna hold your hand”, dos Beatles.</p>
<p dir="ltr">De acordo com Jota Michiles, sua “segunda grande emoção” aconteceu dois anos depois, quando conquistou o primeiro lugar no concurso &#8220;Uma canção para o Recife&#8221;, instituído pela Prefeitura da Cidade, na gestão de Augusto Lucena, e pela Rádio Jornal do Commercio.</p>
<p dir="ltr">A marcha “Recife, manhã de Sol” foi a vencedora, concorrendo com os mais consagrados compositores daquele momento, a exemplo de Capiba, Nelson Ferreira, Luiz Bandeira, Clóvis Pereira e Zé Menezes, e entre mais de 200 músicas inscritas.</p>
<p dir="ltr">“Recife, manhã de Sol” foi lançada em compacto pela <a href="https://especiais.jconline.ne10.uol.com.br/100anos/post_materias/musica/">lendária gravadora e fábrica de discos Rozenblit</a>. Posteriormente ganhou diversas versões, incluindo a do cantor Orlando Dias &#8211; tio de Michiles &#8211; e Maria Bethânia, que a gravou para o disco “Asas do frevo”.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/vUtbMwY3UTQ" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Concurso Nordestino de Frevo</strong></p>
<p dir="ltr">Em 2021, primeiro ano em que o carnaval não aconteceu devido aos infortúnios causados pela pandemia da covid-19, Jota Michiles ganhou mais um prêmio. Composta em parceria com o filho César Michiles, a música “Caceteiro” conquistou o título na categoria “Frevo de rua”, no Concurso Nordestino do Frevo &#8211; promovido pela Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).</p>
<p><iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/BfzMMO1xdOE" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p dir="ltr"><strong>Biografia e maior alegria</strong></p>
<p dir="ltr">Em fevereiro de 2013, a Cepe Editora lançou a biografia “Jota Michiles &#8211; Recife, Manhã de Sol”, escrita pelo jornalista Carlos Eduardo Amaral. A obra apresenta a história do filho de seu Romeu e dona Maria José, que chegou a trabalhar como professor de desenho industrial e história até ser reconhecido como um dos mais importantes compositores da música pernambucana.</p>
<p dir="ltr">Indagado sobre qual teria sido a maior alegria de todas, em sua carreira, ele conta: “Foi mesmo no Carnaval de 1986, quando meu nome passou a ser destaque na cena carnavalesca, com o estrondoso sucesso do frevo ‘Bom demais’, na interpretação de Alceu Valença, no disco ‘Estação da Luz’, da RCA. Na quarta-feira de cinzas, uma manhã chuvosa, o Diario de Pernambuco estampou na primeira página:  “Carnaval foi bom demais!””, festeja Jota Michiles, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
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		<title>CEPE lança três novos livros no Paço do Frevo</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2019 18:50:06 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_67126" aria-labelledby="figcaption_attachment_67126" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/02/25246761857_d3bb91b369_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-67126" alt="Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/02/25246761857_d3bb91b369_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O compositor de frevos Jota Michiles é biografado pelo jornalista Carlos Eduardo Amaral.</p></div>
<p>A história do Carnaval do Recife, seus personagens e o frevo são temas de três títulos importante lançados pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) neste sábado (23), às 15h, no Paço do Frevo. São eles: “Carnaval do Recife”, do historiador Leonardo Dantas Silva; o perfil biográfico “José Michiles: Recife, manhã de sol”, do jornalista e pesquisador Carlos Eduardo Amaral; e “Arranjando Frevo-canção”, do maestro Marcos FM.</p>
<p>Durante o lançamento, a Orquestra do Maestro Formiga tocará os acordes do que há de melhor no Carnaval pernambucano. O clima vai esquentar quando o compositor Jota Michiles se reunir à turma do maestro para cantar um dos seus sucessos, acompanhado da orquestra.</p>
<p>Inclusive é sobre a vida e obra de Jota Michiles que o jornalista e pesquisador Carlos Eduardo Amaral se debruçou para escrever o 4º perfil biográfico da coleção <i>Frevo, memória viva,</i> selo da Cepe Editora, que será lançado neste mesmo dia. A marcha de bloco <i>Recife, manhã de sol, </i>composta pelo carnavalesco, dá título ao livro.</p>
<p>A canção tornou-se um marco na vida do artista e na história do próprio frevo-canção. Foi com ela que o músico, na época com apenas 23 anos, ganhou o concurso promovido pela Secretaria de Educação da Prefeitura do Recife, em 1966, que ficou memorável pelas circunstâncias.</p>
<p>Até então desconhecido, Jota Michiles desbancou 19 outros finalistas, entre eles nomes como Capiba (com <i>A canção do Recife,</i> em parceria com Ariano Suassuna), Nelson Ferreira, Sebastião Lopes e outras sumidades. Ganhou um vultoso prêmio e uma gravação em compacto pela Rozenblit.</p>
<p>Em <i>Carnaval do Recife</i>, o historiador pernambucano Leonardo Dantas Silva convida o leitor a um mergulho profundo no emaranhado de confete, serpentina, purpurina, mela-mela, fantasia, frevo, maracatu e multidão de rua. O pesquisador exibe as entranhas carnavalescas da capital pernambucana.</p>
<p>Trata-se de uma segunda edição &#8211; a primeira é de 2000. Revisada e, segundo o autor, “muito ampliada, como dizia Gilberto Freyre”, revela as mudanças da folia recifense de 1553 até 2018, em 428 páginas &#8211; o dobro da primeira edição.</p>
<p>O terceiro título <i>Arranjando frevo-canção</i> preenche uma lacuna histórica, sinalizando caminhos para os interessados em aprender a escrever para orquestras de frevo. É uma contribuição importante para quem compõe e faz música.</p>
<p>No prefácio assinado pelo Mestre, Doutor em Música e professor do Conservatório Pernambucano de Música Climério de Oliveira Santos, ele destaca a importância da iniciativa: “Desde que o frevo é frevo, ninguém se atrevera a publicar um livro sobre arranjo e orquestração dessa música – incrível realidade! Com o método <i>Arranjando frevo de rua</i> (Cepe, 2017), o baixista, maestro e compositor Marcos FM já tinha lançado a pedra fundamental de uma nova fase do frevo. É o marco da etapa em que os adidos dessa intrépida cultura musical começam a se sentir aliviados do receio de que o frevo pudesse desaparecer por não terem às mãos escritos da sua sistematização”, afirma no texto.</p>
<p><b>SERVIÇO</b><br />
Lançamento dos livros: <i>José Michiles: Recife, manhã de sol</i>, de Carlos Eduardo Amaral; <i>Carnaval do Recife,</i> de Leonardo Dantas Silva; <i>Arranjando Frevo-cancão</i>, do maestro Marcos FM<br />
Quando: Neste sábado, às 15h<br />
Onde: Paço do Frevo (Rua da Guia s/n, Bairro do Recife)<br />
Entrada Gratuita</p>
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