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	<title>Portal Cultura PE &#187; lanamento</title>
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		<title>Cepe lança obra crítica sobre a produção de Janete Costa</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2021 19:55:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_82992" aria-labelledby="figcaption_attachment_82992" class="wp-caption img-width-342 alignright" style="width: 342px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/JANETE-COSTA.jpg"><img class="size-medium wp-image-82992 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/JANETE-COSTA-342x486.jpg" width="342" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A obra revisita a trajetória profissional da arquiteta Janete Costa</p></div>
<p>Grande nome da arquitetura pernambucana, Janete Costa (1932-2008) ficou conhecida por inserir em seus sofisticados projetos de interiores a junção perfeita entre arte popular e erudita, aliado ao design pós-modernista, agregando várias épocas a um mesmo ambiente. Mas Janete fez muito mais: foi colecionadora de arte popular, designer de móveis e objetos, curadora; foi vanguardista no incentivo à economia criativa ao trabalhar em conjunto com artistas populares, contemporâneos e artesãos; ensinou as classes altas brasileiras a valorizar suas raízes em detrimento ao que vinha da Europa; inseriu plantas tropicais nos ambientes quando ninguém falava em valorizar o verde. Mesmo assim ela ainda não tem o devido reconhecimento nem no Brasil, nem no exterior.</p>
<p><em>“Talvez por ser mulher e nordestina, uma combinação ainda muito subestimada no meio arquitetônico nacional”</em>, acredita o crítico, jornalista e escritor Júlio Cavani, um dos autores do livro de arte Janete Costa &#8211; Arquitetura, Design e Arte Popular, editado pela Cepe. A obra vem para mostrar a contribuição técnica e estética do trabalho de Janete através de um rico material fotográfico e de textos críticos, em inglês e português, assinados também por Adélia Borges, Lauro Cavalcanti, Marcelo Rosenbaum e Marcus Lontra. O lançamento acontece nesta quinta-feira (25), às 19h, em live no canal da Cepe Editora, com a participação de Adélia Borges, Júlio Cavani, da arquiteta e filha de Janete, Roberta Borsoi, e do editor da Cepe, Diogo Guedes.</p>
<p><em>“Ao oferecer um panorama de seus principais projetos e criações, esse livro torna-se um importante documento de valorização, divulgação e reparação, que servirá de referência para novos olhares e ressignificações”</em>, declara ainda Júlio Cavani, para quem Janete é uma verdadeira artista, pois <em>“elabora discursos poéticos a partir do cruzamento entre signos visuais e em que transmite uma expressão humana essencialmente criado. Apesar de associada à cultura popular, “suas ambientações nunca caem em uma representação estereotipada”</em>, analisa Júlio.</p>
<p><em>“São ensaios que se aprofundam no legado de uma das maiores arquitetas de Pernambuco. O volume busca não só valorizar a produção de Janete Costa na arquitetura de interiores e no design, mas também refletir, mostrar os caminhos que ela percorreu e abriu. Além disso também ressalta a sua parceria com a arte e os artistas populares, em uma curadoria que ampliava o alcance e o potencial deles”</em>, declara Diogo Guedes.</p>
<p>A crítica, historiadora de design e curadora Adélia Borges escreveu que, para Janete, nascida no município de Garanhuns, ser brasileira foi decisivo como norte de sua atuação. Daí decorreu uma ação determinante em valorizar a criação popular do Brasil, e a procura contínua por induzir a inclusão social através de seus projetos. Ao abrir espaço para a criação popular, Janete Costa estava expressando a cultura de seus clientes e os ajudando a valorizar suas raízes. O caminho foi difícil pois, como lembra Adélia, <em>“a criação popular era associada, em princípio, à pobreza, algo que se quer apagar, esquecer, superar”</em>.</p>
<p>Desbravadora do mundo, Janete viajava tanto pelo Brasil em busca de artesãos como pela Europa à procura do que havia de mais cosmopolita. Nessa caminhada descobriu que o Nordeste é muito mais rico em quantidade de mestres artesãos devido à influência dos contrastes sociais. Precisava desse contraste. <em>“O contraste não é só na cor, na proposta; é também no comportamento, no sentimento. Uma parte feita à mão humaniza o espaço. Porque você terá dentro desse espaço o elemento técnico, o elemento industrial, e também o elemento emocional”</em>, disse a própria Janete, em entrevista a Adélia, para uma revista italiana.</p>
<p>Janete foi vanguardista ao pensar em interação com a natureza dentro de casa quando ninguém se importava com isso, e ao afirmar que o ponto de partida de industriais e designers brasileiros para a criação de peças com identidade própria deveria ser o nosso artesanato.</p>
<p>Desde os anos 1960, a arquiteta projetou centenas de residências e dezenas de hotéis, onde inseriu seus trabalhos com vários materiais como granito, mármore, vime, vidro, madeira, metal, tecidos, acrílico. Criou uma linha de móveis de madeira desmontáveis e modulados que batizou de Senzala. Foram também mais de 50 expografias e curadorias de exposições que Janete assinou, sendo a maior parte em torno da arte popular.</p>
<p>O designer e arquiteto Marcelo Rosenbaum ressalta a importância de Janete na formação de colecionadores de arte popular brasileira, tendo sido ela também uma colecionadora. <em>“Das coisas mais lindas que já ouvi de Janete Costa foi quando contou que seus brinquedos de infância eram a boneca de pano, o pote de barro, objetos cotidianos. Eu a vejo como a fusão do simples com o sofisticado”</em>. Marcelo conheceu Janete pessoalmente na Fenearte, onde a partir de 2002 ela passou a organizar o Espaço Interferência, cuja proposta era selecionar objetos entre os vendidos na feira e apresentá-los com a sua leitura, em ambientações que permitissem ao público o seu (re)conhecimento.</p>
<p>Já o curador Marcus Lontra conta que teve o privilégio de trabalhar com Janete na curadoria da mostra Viva o povo brasileiro, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1992<em>. “Poucas vezes na minha vida aprendi tanto e em tão pouco tempo com alguém. As obras chegavam de diversas partes do Brasil e encantavam pela sua força e criatividade”. O curador descreve os ambientes criados por Janete como momentos de cultura que refletem sua formação acadêmica modernista de integração entre as artes e recusa de dogmas. “São lugares de convívio, de troca, de festa, mas são também lugares de recolhimento, de silêncio e contemplação”</em>. Para acompanhar o lançamento virtual, é só apertar o play:</p>
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<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro Janete Costa &#8211; Arquitetura, Design e Arte Popular<br />
Quando: 25 de março, às 19h, no canal da Cepe Editora no YouTube, com participação de Adélia Borges, Júlio Cavani, Roberta Borsoi e Diogo Guedes<br />
Preço do livro: R$ 100 (impresso); R$ 40 (E-book)</p>
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