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	<title>Portal Cultura PE &#187; Le</title>
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		<title>Lia Letícia apresenta exposição Desculpe Atrapalhar O Silêncio De Sua Viagem</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 15:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_102962" aria-labelledby="figcaption_attachment_102962" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/DESCULPE1_Adlaberto_Oliveira.jpeg"><img class="size-medium wp-image-102962" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/07/DESCULPE1_Adlaberto_Oliveira-607x390.jpeg" width="607" height="390" /></a><p class="wp-caption-text">Visitação poderá ser feita o dia até 26 de agosto deste ano</p></div>
<p style="text-align: left;" align="center">O Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica está sediando, desde o último sábado (15), a exposição Desculpe Atrapalhar O Silêncio De Sua Viagem, de Lia Letícia, sua primeira individual no Rio de Janeiro. Com curadoria de Clarissa Diniz, a exposição apresenta singularidades do percurso da artista, que busca redimensionar e representar corpos invisibilizados ou excluídos da história oficial da arte. Na mostra serão apresentadas obras, práticas, intervenções e documentos que, conectando Rio Grande do Sul, Pernambuco e Rio de Janeiro, visam potencializar esses cruzamentos geopolíticos em contínua transformação e expressar um desejo vivo pela criação em coletividade. Com realização de Rosa Melo Produções Artísticas e incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio do Funcultura, a mostra fica em cartaz até 26 de agosto, de segunda a sábado, das 10h às 18h, com entrada franca.</p>
<p style="text-align: left;">Como destaca a curadora, Clarissa Diniz, certamente quem frequenta ônibus, trens e metrôs das grandes cidades já foi abordado por um “desculpe atrapalhar o silêncio de sua viagem”. Mesmo proibidas no Brasil, as atividades comerciais nos meios de transporte são o meio de sobrevivência de milhares de pessoas. O comércio de itens tão díspares quanto balas, pendrives, biscoitos e fones de ouvido divide espaço com músicos, poetas, dançarinos e vários outros artistas que também fazem desses veículos palco para suas performances. Esse contexto de disputa entre desigualdade social e a pujança criadora permeia a produção de Lia Letícia.</p>
<p>“É nessa complexidade política, social e estética das formas de trabalho que se inscreve a obra de Lia Letícia. Nesse contexto, sua obra atua não apenas como denúncia, mas como uma provocativa, irônica, inventiva e bem-humorada terapêutica social. A exposição é um convite para a aproximação desses públicos às práticas da artista que também fará uma criação coletiva junto a doceiras da Saara”, destaca a curadora Clarissa Diniz.</p>
<p>Gaúcha radicada em Recife (PE) desde 1998, Lia Letícia tem sua obra lastreada não na excepcionalidade e pretensa autonomia da arte, mas em seu oposto: sua ordinariedade, suas disputas, suas violências. Para Lia, a arte é parte dos conflitos e construções da cultura e, como tal, deve ser pensada, criticada e tensionada por práticas culturais que se situam à margem do coração de sua hegemonia econômica, política e simbólica. Por isso, há quase três décadas a artista tem convocado camelôs e artistas de rua para usos não-especializados da ideia de arte e suas práticas políticas. Ela usa o humor e convida mulheres, indígenas, negros e outros sujeitos que foram subalternizados pela colonização para um diálogo e um conjunto de intervenções e propostas que, agora, pela primeira vez serão articulados e apresentados como um corpo.</p>
<p>Lia Letícia considera que sua atuação como artista e seu papel como educadora se retroalimentam. &#8220;Toda obra, mesmo quando pensada individualmente pelo artista, traz dentro de si um pensamento coletivo, da vivência do artista enquanto ser social”, afirma.</p>
<p>O trabalho que leva o nome da exposição contou com a participação do musicista Jessé de Paula, que tocava nos coletivos de Recife, e atuou de forma ativa e insubmissa. Segundo Lia, a conversa com Jessé mudou, em diversos aspectos, a própria feitura da obra. &#8220;Essa tensão, essa fricção entre como uma obra é pensada, como ela é executada e como chega ao espectador é o que me interessa. Busco trazer para dentro do meu trabalho as contradições desses outros corpos e coletividades”.</p>
<p>Também faz parte da exposição Thinya (2015-2019), obra realizada pela artista a partir de duas residências artísticas, uma em Berlim, na Alemanha, e outra no Território Indígena Fulni-ô, agreste de Pernambuco. Com a sinopse &#8220;Minha primeira viagem ao Velho Mundo. Minha fantasia aventureira pós-colonial&#8221;, o trabalho foi premiado em festivais como o Janela Internacional de Cinema, de Recife, e o Pachamama &#8211; Festival de Cinema de Fronteira, no Acre, e tem em sua trajetória a passagem por mostras nacionais e internacionais.</p>
<p><strong>Serviço: </strong><br />
Desculpe Atrapalhar O Silêncio De Sua Viagem<br />
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica (Rua Luís de Camões, 68 &#8211; Centro, Rio de Janeiro)<br />
Visitação até 26 de agosto 2023<br />
Segunda a sábado, das 10h às 18h<br />
Mais informações no <a href="https://www.instagram.com/osilenciodesuaviagem/" target="_blank">Instagram </a>do projeto</p>
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