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	<title>Portal Cultura PE &#187; leandro gomes de barros</title>
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		<title>Bonecos dão vida à obra do poeta Leandro Gomes de Barros</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2021 21:48:08 +0000</pubDate>
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<p>A obra do poeta Leandro Gomes de Barros, que viveu entre 1865 e 1918, é muito vasta e inspirou muitos artistas contemporâneos, entre os quais Ariano Suassuna (dois de seus cordéis foram reescritos e incorporados ao primeiro ato do <em>Auto da Compadecida</em>). Agora, um dos seus poemas foi utilizado como base para encenação de um espetáculo de Teatro de Bonecos. <em>Não torture meu coração com a sua opinião</em> é a mais nova produção do Grupo Scenas. A peça é uma adaptação livre de Jorge Costa para o cordel <em>Discussão do autor com uma velha de Sergipe. </em>O enredo mostra uma contenda, travada em versos, entre o próprio Leandro e uma senhora que o desafiou. Produzida com recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, a montagem está disponível em vídeo no YouTube.</p>
<p>Um debate de gêneros ocorrido nos idos de 1900, machista X feminista, é o que a encenação propõe. Poeta de versejar fértil, Leandro Barros construiu uma obra de temática muito ampla. Falava de aguardente, fazia crítica social, mexia com a política, descreveu batalhas, eleições e fábulas entre tantos outros assuntos. O retrato da mulher que ele pintava, no entanto, não era lá muito auspicioso. Sogras, amantes, esposas foram retratadas, geralmente tendo seus defeitos ressaltados. O cordel <em>Discussão do autor com uma velha de Sergipe </em>é um relato do encontro de Leandro com uma senhora que lhe contestou as atitudes e cobrou reconhecimento ao papel que cabia às mulheres naquela época, em que elas o desempenhavam a contento, mas, no entanto, só recebiam em troca desprezo e indiferença. Se esse debate aconteceu de verdade não se sabe. Tendo acontecido ou não, o seu registro, pelo próprio Leandro, mostra a grandeza do poeta em dar voz a uma opinião contrária a sua, emitida pelo sexo oposto, fato bem incomum para aquela época. Participam desta montagem os atores/manipuladores Marcelo Bonfim, Jorge Costa (também responsável pela direção geral), e Antero Assis, que além de atuar, criou e confeccionou bonecos e figurinos.</p>
<p>O Grupo Scenas, de Olinda, é formado por artistas e arte educadores. A Cia, fundada em 1983, conta no seu currículo com montagens de espetáculos como <em>O homem e o cavalo,</em> texto de Oswald de Andrade, direção de Ricardo Bigi de Aquino, <em>Torturas</em> <em>de Um Coração</em>, texto de Ariano Suassuna, direção Angela Belfort, <em>Reinações de Um Rei </em>e <em>A sanfoninha choradeira do Rei do Baião,</em> ambas escritas e dirigidas por Angela Belfort, além do musical infantil <em>O Urubu Cor-de-rosa,</em> de Suzany Porto, direção Guto Lusttosa.</p>
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