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	<title>Portal Cultura PE &#187; #Literatura</title>
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		<title>Livro da Cepe conta a história da Soparia, a casa da música pernambucana nos anos 1990</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 17:59:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A efervescência cultural pernambucana dos anos 1990, principalmente no campo da música, tinha um epicentro: a Soparia. A história do icônico bar de Roger de Renor, no bairro do Pina (Zona Sul do Recife), é contada pelo jornalista José Teles no livro Soparia: De Boteco a Palco de Todos os Sons. A publicação é lançada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_105609" aria-labelledby="figcaption_attachment_105609" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leopoldo Conrado Nunes/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/José-Teles-Roger-de-Renor-Foto-de-Leopoldo-Conrado-Nunes-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-105609" alt="Leopoldo Conrado Nunes/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/José-Teles-Roger-de-Renor-Foto-de-Leopoldo-Conrado-Nunes-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">José Teles e Roger de Renor</p></div>
<p>A efervescência cultural pernambucana dos anos 1990, principalmente no campo da música, tinha um epicentro: a Soparia. A história do icônico bar de Roger de Renor, no bairro do Pina (Zona Sul do Recife), é contada pelo jornalista José Teles no livro <em>Soparia: De Boteco a Palco de Todos os Sons</em>. A publicação é lançada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), nesta sexta-feira (6), às 16h, no Auditório Círculo das Ideias da 14ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. No lançamento Teles e Roger participam do bate-papo Soparia: A Biografia de um Bar e de uma Cena, mediado pela jornalista Valentine Herold, editora-assistente do jornal literário Pernambuco (Cepe).<br />
“Todo mundo que fazia arte baixava lá”, afirma Teles referindo-se à Soparia. De acordo com o autor, Chico Science (1966-1997) era um dos habitués da casa onde também passaram muitas outras pessoas da música &#8211; Otto, Silvério Pessoa, Maciel Melo, Sivuca, Hermeto Pascoal, Fagner e Herbert Vianna, por exemplo -, das artes plásticas e do cinema, seja para se apresentar, dar uma canja (sic), acompanhar shows, beber ou apenas conversar. Teles conclui que “no geral, a programação (do bar) acontecia na base da imprevisibilidade” e que “a maioria dos que frequentavam a Soparia nem se preocupava em saber o que rolaria por lá”. Quase todos confessaram que iam ao bar “para se encontrar com os amigos”.<br />
Para resgatar a história Teles foi atrás não só dos famosos, mas de quem fazia o estabelecimento funcionar, como a produtora cultural Paula de Renor &#8211; irmã e braço-direito de Roger no negócio -, garçons;,seguranças, e frequentadores do bar. E o que se vê nas 212 páginas do livro, com cerca de 50 imagens, é resultado de dezenas de entrevistas, pesquisas em jornais antigos e em trabalhos acadêmicos, além de análise de material de divulgação do bar e de fotografias.<br />
A Soparia foi aberta por Roger de Renor em 1992. Começou a funcionar sem a pretensão de ser o que se tornou. Alguns fatores contribuíram para se transformar em referência cultural. Um deles, as frequentes canjas (sic) dadas por Lula Cortês, músico já consagrado. “Tocar num lugar onde uma lenda da música pernambucana se apresentava tornou-se objeto de desejo para qualquer jovem músico. E não apenas de Pernambuco”, diz no livro. Outro fator foi a Maré de 73 Lançamentos, como ficou conhecida a “histórica noitada mangue, que ocorreu no dia 14 de novembro de 1992, com Mundo Livre S/A e Chico Science &amp; Nação Zumbi”. Além da apresentação das duas bandas, o evento contou com exibição de clipes e de um documentário chamado Mangue, chancelando a Soparia como a casa da nova música pernambucana. A partir daí subiram ao palco grupos como Mombojó, Mestre Ambrósio, Cascabulho, Comadre Florzinha, Paulo Francis Vai pro Céu e Querosene Jacaré.<br />
Em 25 de março de 1999 o bar encerrou as atividades. O fechamento atraiu milhares de pessoas. “Tanto pelo bota-fora como pelo sucesso que fazia na cidade a principal atração, Cordel do Fogo Encantado”, destaca Teles. Após virar a noite, no dia seguinte Roger fechou o ciclo do bar. Baixou a porta e pichou “Cadê a Sopa?”, a frase mais ouvida ao longo da história do estabelecimento, que não servia apenas música, mas também sopa aos amantes da noite.<br />
Para Teles, Roger “aproveitou o timing perfeito” para fechar a Soparia. E não fez isso por falta de público. “Se fosse por frequência a maioria dos donos de bar teria continuado até a fonte secar”, avalia. Sobre isso Roger afirma, em entrevista para o livro, que a badalação sobre a Soparia aumentou após a morte de Chico Science, ocorrida em 2 de fevereiro de 1997, atraindo novos negócios para o Polo Pina e, consequentemente, mais pessoas e problemas. “Começou a chegar uma galera pesada para o local. Eu entendo de juntar gente por meio da música. As pessoas que estavam vindo ali não fui eu que juntei. Foram trazidas por telefone sem fio. Era outra coisa. Aí resolvi fechar enquanto estava em cima. Quando as pessoas entendessem [o que tinha mudado] já teria queimado meu filme”, diz Roger.<br />
O livro não se limita à história da Soparia. Teles aponta os bares da época do Soparia e de décadas anteriores. Dos anos 1970, por exemplo, lembra do Beco do Barato, no qual inicialmente passaram sambistas cariocas – Clementina de Jesus, Cartola, Zé Keti, Nelson Cavaquinho, Grande Otelo – e posteriormente virou referência para a psicodelia pernambucana, o chamado udigrudi. Dessa turma, o Beco do Barato recebeu apresentações de Flaviola e das bandas Tamarineira Village (futura Ave Sangria) e Phetus. Sobre os arredores do Soparia, nos anos 1990, o livro resgata dados de bares como o Satchmo, localizado na Galeria Joana d’Arc, o Oficina Mecânica e o Boratcho.<br />
Teles adianta que o livro não lista todos os bares contemporâneos do Soparia. “Mas quem não a viveu terá uma ideia do que foi a Soparia. No Recife nunca teve um bar feito a Soparia. Acho que nem no Brasil. O bar foi alto e baixo astral, Woodstock e Altamont ao mesmo tempo”, pontua. Nele cabia diferentes vozes e ritmos. E <em>Soparia: De Boteco a Palco de Todos os Sons</em> retrata bem o espaço democrático e aparentemente caótico do bar que mereceu as páginas do New York Times em 1997 e 2001. Não por acaso a Soparia tinha uma atmosfera própria, uma cenografia única, com sua radiola de ficha, o cachorro de gesso, o quadro da sereia e seu inconfundível sofá vermelho.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Lançamento do livro <em>Soparia: De Boteco a Palco de Todos os Sons</em>, de José Teles -</strong> <em>sexta-feira (6), às 16h, no Auditório Círculo das Ideias da 14ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (Centro de Convenções, Olinda). Preço do livro: R$ 50 (impresso) e R$ 20 (e-book)</em></p>
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		<title>Sidney Rocha lança romance O Inferno das Repetições no Mepe</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Oct 2023 17:16:06 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_105582" aria-labelledby="figcaption_attachment_105582" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Leopoldo Conrado Nunes/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/LEOPOLDO-CONRADO-NUNES_2_DIVULGAÇÃO.jpg"><img class="size-medium wp-image-105582" alt="Leopoldo Conrado Nunes/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/LEOPOLDO-CONRADO-NUNES_2_DIVULGAÇÃO-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Sidney Rocha</p></div>
<p>No próximo dia 10, a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), será lançado <em>O Inferno das Repetições</em> (Iluminuras, 230 páginas), livro do premiado escritor Sidney Rocha, vencedor de prêmio literários como Jabuti, Osman Lins e Guerra Junqueiro de Lusofonia (Portugal), entre outros. É o sexto romance do autor, além de outros títulos, de contos, publicado pela mesma editora.<br />
Depois de mais de uma década dedicado à trilogia <em>Cromane</em>, Sidney traz com esse livro um novo projeto literário, que mantém o tom provocativo que acompanha a obra do escritor e, por várias razões, tem sido muito esperado pelos leitores e leitoras e pela crítica.<br />
Neste mês o suplemento Pernambuco, da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), oferece sua capa, além de resenha e análise do romance. Na resenha, o crítico literário Cristhiano Aguiar reforça um ponto importante na obra de Sidney Rocha, também presente em <em>O Inferno das Repetições</em>, que é se posicionar contra o lugar-comum: &#8220;Ao negar o senso de lugar a obra de Sidney Rocha se posiciona orgulhosamente na contramão do tempo presente&#8221;.<br />
Na mesma edição a análise da psiquiatra e psicanalista Suzana Boxwell aponta para as entrelinhas desse romance corajoso: “Há ainda, nesse romance de Rocha, o horror e terror sociais de várias gerações de silêncios na América Latina”.<br />
Suzana ainda destaca a importância de uma obra como essa de Sidney, neste momento da humanidade, um romance que trata de problemas reais como a perda da memória: “O horror. Estudos recentes apontam para números distópicos: cerca de 50 milhões de pessoas no mundo sofrem com doenças desse tipo. O horror. Em 30 anos o número triplicará, dizem os especialistas. O horror. Outros milhões vivem, sem saber, na realidade infernal da perda de cognição e memória. Esse horror do esquecimento está presente no novo romance de Sidney Rocha. Paradoxalmente este é também um romance sobre a lucidez. &#8216;Tenho apenas meia consciência&#8217;, diz Omar, o personagem-narrador, em uma das definições mais duras dos atestados existenciais dessas criaturas – sobretudo ele, Omar, atormentado pelo malévolo deus das repetições. São castigos. Traumas inibidos. Silenciados. São cortes. Não ao modo dos diretores de cinema, mas dos anatomistas&#8221;.<br />
O romance será lançado também, em novembro, na Livraria da Tarde, em São Paulo, com bate-papo com o autor e presenças do editor da Iluminuras, Samuel Leon, e do escritor pernambucano Marcelino Freire em uma promoção da Capivara Cultural.</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Lançamento do romance <em>O Inferno das Repetições</em> (editora Iluminuras, 230 páginas) –</strong> <em>terça-feira (10), às 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe – Avenida Rui Barbosa, 960, Graças. Telefone: 81-31843170). Livro também em pré-venda no site da editora <a title="O INFERNO DAS REPETIÇÕES - pré-venda" href="https://www.iluminuras.com.br/o-inferno-das-repeticoes" target="_blank">Iluminuras</a></em></p>
<div id="attachment_105583" aria-labelledby="figcaption_attachment_105583" class="wp-caption img-width-486 alignnone" style="width: 486px"><p class="wp-image-credit alignleft">Iluminuras/Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/capa-e-contracapa.png"><img class="size-medium wp-image-105583" alt="Iluminuras/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/10/capa-e-contracapa-486x486.png" width="486" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Contracapa e capa do romance O Inferno das Repetições</p></div>
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		<title>Marcelo Peixoto lança livro no Mepe nesta terça-feira (19)</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/marcelo-peixoto-lanca-livro-no-mepe-nesta-terca-feira-19/</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 14:11:12 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_105242" aria-labelledby="figcaption_attachment_105242" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Marcelo-Peixoto.jpeg"><img class="size-medium wp-image-105242" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/09/Marcelo-Peixoto-607x332.jpeg" width="607" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">O autor Marcelo Peixoto</p></div>
<p>Ao ler a indicação Contos Gays na capa do novo livro do pernambucano Marcelo Peixoto – <em>Ava Gardner Nunca Disse Te Amei</em> –, o leitor pode ser provocado por uma efervescente imaginação de sentidos. No entanto, esteja preparado: a fetichização e exotificação que frequentemente são associadas aos corpos gays não têm lugar na obra. Também não encontrará os estereótipos decorrentes das representações na mídia, que ao longo do tempo moldaram uma percepção distorcida da identidade gay reduzindo-a a aspectos eróticos. É necessário abandonar os preconceitos para ler Marcelo Peixoto e, ao mesmo tempo, libertar-se da estrutura formal das análises sintáticas e morfológicas. Nesse ato de inventar um novo modo de expressar o que raramente é dito, pelo menos na literatura, Marcelo nos envolve em suas tramas, ou melhor, na trama de seus personagens.<br />
Publicado pela Editora Mirada, o livro teve um lançamento no Rio de Janeiro e agora chega a vez de divulgá-lo no Recife. A noite de autógrafos acontece nesta terça=feira (19), a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe). Posteriormente o livro estará disponível para venda em alguns sites e também pode ser adquirido diretamente com o editor e produtor executivo do livro, Léo Asfora, pelo WhatsApp (81) 99379-7711.<br />
O livro surgiu a partir de três contos já escritos por Marcelo, em períodos distintos, e que abordam a homossexualidade. &#8220;Quando reli os contos que tinha escrito percebi que eles poderiam formar uma ótima temática, especialmente considerando o momento de violência, principalmente contra pessoas que expressam livremente opiniões sobre sua sexualidade e que pagam um preço muito alto por isso. Vi que havia muitas coisas a serem ditas e muitas a serem conhecidas&#8221;, diz o escritor.<br />
As quatro estações são marcos simbólicos na estrutura de <em>Ava Gardner Nunca Disse Te Amei</em>, que é o terceiro livro de contos de Marcelo. A sugestão poética da passagem do tempo é usada para organizar as memórias em torno das várias referências do autor, que reuniu textos de diferentes épocas e personagens: histórias que viveu, as que lhe foram contadas, outras que testemunhou e ainda aquelas que imaginou haver acontecido. Todas giram em torno de uma condição que acompanhou Peixoto ao longo de sua vida, sendo motivo de alegria e drama, prazer e sofrimento. <em>Ava Gardner Nunca Disse Te Amei</em> é um livro de contos gays, descrito exatamente assim em sua capa, para não deixar dúvidas para quem o procura nas prateleiras das livrarias.<br />
&#8220;Existe ainda muito preconceito, inclusive em expor um livro gay na vitrine. Quando eu perguntava se havia livros gays ao entrar em uma livraria apontavam para uma prateleira apertada, pequena, com uns cinco livros. Mas em destaque, exposto na vitrine, nunca vi. Mesmo quando eu morava no Rio, nos últimos dez anos. Estou agora assumindo isso, tendo a coragem de mostrar para as pessoas o que elas vão ler&#8221;, conta Marcelo.<br />
<em>Ava Gardner</em> reúne 16 contos que se desenvolvem a partir das histórias de personagens diversos: jovens, velhos, prostitutos, castos, decadentes ou glamourosos; de Paris, Rio de Janeiro, Recife e Nova Iorque. São amores que se concretizam, os sufocados, os reprimidos, os erotizados e os simplesmente fantasiados. Há amores fáceis e difíceis, verdadeiros e tóxicos, dos que podem até matar. O livro é escrito sem pudores, com doses certas de sarcasmo e ousadia.<br />
É um livro que nos provoca ainda pela linguagem. Marcelo Peixoto faz uso do método literário que ficou conhecido como fluxo de consciência, quando as falas ou ideias dos personagens surgem descritas sem edição, linearidade, mas de forma muitas vezes desordenada tal como como os pensamentos nos acometem. Ao abdicar de uma linha ordenada de raciocínio as rupturas de sintaxe e de pontuação acontecem para permitir que, ao ler a história, o leitor penetre nessa consciência de fluxo ininterrupto das razão humana.<br />
O resultado pode ser lido ainda como se Marcelo transferisse a linguagem da poesia para a prosa, um modo de contar por meio de silêncios. As ausências verbais também comunicam implicitamente. Isso se torna um exercício para o leitor, que ao longo das narrativas aprende a ler Marcelo Peixoto não apenas por meio das palavras, mas abrindo-se a novos sentidos, perspectivas e reflexões que, ao final, estimulam o entendimento de que a literatura pode ser &#8211; e é bela quando é &#8211; uma ferramenta de confronto e posicionamento político.<br />
O escritor Raimundo Carrero já definiu sobre Marcelo: para o escritor, o conto não é apenas uma história, mas também uma experiência de linguagem. O professor Anco Márcio Tenório Vieira, no prefácio do livro, sentencia: &#8220;Essas limitações na expressão, seja na forma ou no conteúdo, exploradas pelo narrador, resultam ao longo desses 16 contos em um silêncio longo e inquietante; um silêncio entre palavras, frases, diálogos, parágrafos, ações e, sobretudo, entre o narrador e o leitor. Esse silêncio, de maneira explícita ou implícita, convoca o leitor deste livro a sair de sua posição passiva e se inscrever, como se também fosse narrador, nas tramas e ações puramente textuais que se desenrolam diante de seus olhos. É responsabilidade dele, o leitor, suprir as elipses e insuficiências linguísticas deste <em>Ava Gardner Nunca Disse Te Amei</em>”, analisa o professor.<br />
Após lançar o livro em duas capitais brasileiras, Marcelo e seu editor, Léo Asfora, já consideraram uma versão em inglês. &#8220;Acredito que essa temática realmente desperta interesse em todo o mundo. Acho que isso é extremamente benéfico para contribuir com a disseminação de informações. É importante que as pessoas percebam que não se trata apenas de sofrimento e dor. Muitos dos contos são alegres. Afinal, pensar que os gays são apenas infelizes é um equívoco. Assim como qualquer pessoa de qualquer orientação sexual os gays também podem ser felizes. No entanto, o preconceito&#8230; O preconceito é algo que continua causando muita violência. Mesmo nos dias de hoje, por causa do preconceito, vidas são perdidas. E tudo isso por causa da escolha de orientação sexual de outra pessoa. Nunca consegui entender e aceitar isso&#8221;, desabafa Marcelo.</p>
<p><strong>SOBRE O ESCRITOR –</strong> Marcelo Peixoto é recifense e escreve desde a juventude. Aos 17 anos de idade apresentou dois de seus poemas à poetisa Maria do Carmo Barreto Campelo de Mello que, reconhecendo a qualidade dos textos, compartilhou-os com um editor do Suplemento Cultural do Jornal do Commercio. Impressionado pela pouca idade e maturidade poética do escritor, o jornal publicou os poemas com destaque intitulados <em>Dois Poemas de Marcelo Peixoto</em>. Foi assim que estreou na poesia.<br />
Ele cursou sociologia e política na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Participou do Movimento de Cultura da Ribeira em Olinda. Foi proprietário do bar Senzala, que se tornou um ponto de encontro da cena cultural do Recife e de Olinda. Também atuou no teatro no Recife e no Rio de Janeiro. Foi professor de desenvolvimento da criação na Organização Brasileira de Ensino Pedagógico e trabalhou na TV Educativa nos anos 1970. Em 1978, ao retornar para o Recife, criou o Baile dos Artistas, que completou 45 anos de existência.<br />
Fez parte da equipe da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), período em que produziu diversos documentários na Massangana Multimídia, sendo premiado com Melhor Curta-Metragem Documentário por <em>Axexe</em> no Festival Nacional de Curitiba. Criou a Galeria Vicente do Rego Monteiro, também da Fundaj. Quando trabalhou no setor de artes plásticas atuou como curador em diversos projetos, como <em>Espaço Aberto</em>, <em>Riscos e Rabiscos</em> e <em>Um Olhar sobre os Trópicos</em> (exposição de artistas nordestinos realizada na cidade do Porto, em Portugal).<br />
É autor dos livros: <em>Pastor da Solidão</em> (poesia), <em>Ai, Quem Me Dera Beijar os Lábios de Dorothy Lamour</em> (contos), <em>Cemitério Canários</em> (contos) e <em>Solidão Quebrada</em> (uma retrospectiva de sua poesia dos anos 1960 até 2010).</p>
<p><strong>Serviço:</strong></p>
<p><strong>Lançamento do livro <em>Ava Gardner Nunca Disse Te Amei</em> (Editora Mirada), de Marcelo Peixoto –</strong> <em>terça-feira (19), a partir das 19h, no Museu do Estado de Pernambuco (Avenida Rui Barbosa, 960, Graças. Telefone: (81) 3184-3110). Aquisição do livro pelo WhatsApp: (81) 99379-7711. Valor: R$ 40</em></p>
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