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	<title>Portal Cultura PE &#187; livros c</title>
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		<title>Cepe promove lançamento de três obras de poetas nordestinos</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Dec 2021 18:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na próxima quinta-feira, dia 30, a Cepe Editora lançará no município de Itapetim, Sertão de Pernambuco, três títulos que evidenciam a produção poética nordestina. Dois deles saem pela Coleção Pajeú e remetem a nomes referenciais do repente, cujos centenários de nascimento são comemorados em 2021: Pedro Amorim (&#8220;O Poeta dos Vaqueiros&#8221;) e Dimas Batista (&#8220;Obras [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na próxima quinta-feira, dia 30, a Cepe Editora lançará no município de Itapetim, Sertão de Pernambuco, três títulos que evidenciam a produção poética nordestina. Dois deles saem pela Coleção Pajeú e remetem a nomes referenciais do repente, cujos centenários de nascimento são comemorados em 2021: Pedro Amorim (&#8220;O Poeta dos Vaqueiros&#8221;) e Dimas Batista (&#8220;Obras Poéticas&#8221;). O terceiro livro, &#8220;O Aventureiro e o Boêmio&#8221;, tem coautoria do professor do Departamento de Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marcos Nunes e do escritor e advogado Raimundo Patriota, filho de Louro do Pajeú. O lançamento acontece às 19h, na Praça Rogaciano Leite, dentro das comemorações do aniversário da cidade, que completa 68 anos, no dia 29.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-O-Poeta-dos-Vaqueiros.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-90076" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-O-Poeta-dos-Vaqueiros-306x486.jpg" width="306" height="486" /></a></p>
<p><strong>Poeta dos Vaqueiros -</strong> O amor, o vaqueiro aboiador, a vida no Sertão, a saudade dos pais falecidos e a tristeza pela morte prematura de uma filha serviram de mote para Pedro Amorim escrever as poesias e os sonetos que compõem &#8220;O Poeta dos Vaqueiros&#8221;, agora relançado pela Cepe Editora. Nascido em Desterro (PB), em 18 de setembro de 1921, Pedro Vieira de Amorim migrou para Itapetim (PE) ainda criança, onde faleceu em 2011. Tinha na agricultura sua atividade principal, mas era famoso pelas poesias, cantorias e o bom humor.</p>
<p>Com 116 páginas, o livro está dividido em duas partes: a primeira tem 18 poesias e a segunda, 12 sonetos. &#8220;O Poeta dos Vaqueiros&#8221;, publicado originalmente em 1988, ganha nova impressão com acréscimos de versos que Pedro Amorim fez depois, muitos ainda sob o impacto da perda da filha Cléfira. <em>&#8220;Meu pai tinha como sonho a reedição deste livro&#8221;</em>, informa Bartira Amorim, em nota de agradecimento na abertura do título.</p>
<p><em>&#8220;O Poeta dos Vaqueiros é a revelação criadora do seu mundo sertanejo, vaqueiro e poeta. Seus versos têm a sonoridade do aboio dos vaqueiros e a virilidade da voz do Sertão&#8221;</em>, destaca o advogado José Rabelo de Vasconcelos, no prefácio.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-Obras-Poeticas_SQ.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-90075" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/12/capa-Obras-Poeticas_SQ-293x486.jpg" width="293" height="486" /></a></p>
<p><strong>Obras Poéticas -</strong> Vindo de uma tradicional família de cantadores, irmão de dois outros nomes estelares da poética sertaneja (Lourival/Louro do Pajeú e Otacílio), Dimas Batista é homenageado pela Coleção Pajeú com a coletânea Obras Poéticas. Cantador, violeiro e repentista admirado por artistas e intelectuais, como Alceu Valença e Ariano Suassuna, foi considerado um metrificador de raro talento e o mais erudito entre os poetas populares.</p>
<p><em>&#8220;Atrevo-me a reputá-lo como o poeta mais caprichoso que Itapetim ofereceu ao mundo até a atualidade. Seu verso era lapidado, feito sob uma medida ímpar, farto em rima e rico em oração, tal era seu capricho na escultura da estrofe&#8221;</em>, destaca no prefácio o advogado, poeta e pesquisador itapetinense Saulo Passos.</p>
<p>Dimas Batista nasceu no povoado das Umburanas, hoje Itapetim, em 21 de julho de 1921. Começou na cantoria aos 15 anos de idade, por mais de 15 anos ganhou o mundo e fez fama com sua arte, sendo vencedor em todas as contendas que participou. Conviveu, fazendo duplas, com nomes fundamentais da chamada &#8220;Era de Ouro&#8221; da poesia popular nordestina. Grande mestre, tinha predileção por alguns gêneros poéticos, como o martelo, o galope à beira-mar e o quadrão trocado, considerado um dos mais difíceis, além de grande glosador.</p>
<p>Aos 50 anos de idade, formou-se em Letras, cursou ainda Direito e Pedagogia. Falava com fluência inglês, francês e espanhol. Abandonou a viola e se tornou professor de literatura e língua portuguesa. Com 265 páginas, o livro &#8220;Obras Poéticas&#8221;, Dimas Batista reúne mais de 40 textos, entre poesias, sonetos, versos e trechos de livros publicados ainda em vida. Dimas Batista faleceu aos 65 anos, em Fortaleza, vítima de um acidente vascular cerebral, e foi sepultado em Tabuleiro do Norte (CE), onde residia com a família.</p>
<p><strong>O Aventureiro e o Boêmio -</strong> O livro tem como principal objetivo registrar a genialidade de dois grandes nomes da poesia popular, Pinto do Monteiro e Louro do Pajeú, que cantaram juntos por mais de meio século. O valor documental do livro é inestimável. Fica guardada na memória a peleja em que os poetas se enfrentavam fazendo ou respondendo a insultos e provocações. <em>&#8220;Esses dois poetas não só estão presentes na cultura popular nordestina, mas já foram tema de estudos acadêmicos em grandes universidades, não só no Brasil, mas até no exterior&#8221;</em>, diz o professor e escritor Marcos Nunes.</p>
<p>Pinto Velho do Monteiro nasceu em 1895, a 21 de novembro, na então Vila do Monteiro, na Paraíba. Exerceu várias profissões, em diversas regiões. Foi vaqueiro, soldado de polícia, guarda do serviço contra a malária no Norte do país, auxiliar de enfermagem e vendedor de cuscuz no Recife, antes de se fixar na viola.</p>
<p>Já Lourival Batista Patriota, o Louro do Pajeú, nasceu em 1915, a 6 de janeiro, na Vila de Umburanas, hoje Itapetim. No prefácio, o poeta Joselito Nunes descreve os companheiros de tantas pelejas: <em>&#8220;Sempre que eu encontrava Louro em São José do Egito era de sandálias japonesas, camisa aberta ao peito, um cigarro pendente num canto da boca, uma bengala pendurada num dos braços, um pacote de pão num sovaco e um livro no outro. Já de Pinto ficou uma imagem que publiquei no livro e que chama a atenção pelo inusitado. Ele deitado na cama, onde passaria seus últimos dias, tendo ao lado uma mesinha de cabeceira, sem nenhum frasco ou caixa de remédio, mas sim com uma bisnaga de óleo singer. Alguma coisa alusiva a uma possível máquina de fazer versos que ali repousava&#8221;</em>.</p>
<p>Os primeiros títulos da Coleção Pajeú, criada pela Cepe para dar mais visibilidade à produção poética sertaneja, foram lançados em junho de 2021: &#8220;Meu Eu Sertanejo&#8221;, antologia que reúne 40 poemas do compositor e repentista de Serra Talhada Henrique Brandão; &#8220;Redes de poesia&#8221;, primeiro livro do poeta Andrade Lima, com cerca de 170 poemas de temáticas diversas; e Mesas da 1ª Feira de Poesia Popular, que registra as poesias declamadas por 19 poetas que participaram das três mesas de glosa realizadas na feira promovida pela Cepe, em São José do Egito, em 2019.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
&#8220;O Poeta dos Vaqueiros&#8221; (Coleção Pajeú): R$ 30<br />
&#8220;Obras Poéticas&#8221; (Coleção Pajeú): R$ 45<br />
&#8220;O Aventureiro e o Boêmio&#8221;: R$ 40</p>
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		<title>Três livros da Cepe são semifinalistas do Prêmio Jabuti 2020</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2020 21:50:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Cepe Editora conta com três títulos entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti 2020, que chega à 62ª edição. A relação geral dos dez finalistas por categoria (20 ao todo) foi divulgada, nesta quinta-feira (22), pela Câmara Brasileira do Livro. Obscuro fichário dos artistas mundanos (1934-1958), com roteiro de Clarice Hoffmann e de Abel Alencar,  ilustrado por [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A Cepe Editora conta com três títulos entre os semifinalistas do Prêmio Jabuti 2020, que chega à 62ª edição. A relação geral dos dez finalistas por categoria (20 ao todo) foi divulgada, nesta quinta-feira (22), pela Câmara Brasileira do Livro. <i>Obscuro fichário dos artistas mundanos (1934-1958),</i> com roteiro de Clarice Hoffmann e de Abel Alencar,  ilustrado por Maurício Castro, Greg, Paulo do Amparo e Clara Moreira, concorre na categoria Histórias em Quadrinhos; <i>Solo para vialejo</i>, de Cida Pedrosa, disputa a categoria Poesia; e <i>Recife – Fotografias: </i><i>1986-2018</i>, de Fred Jordão, está entre os dez em Fotografia. No dia 5 de novembro, será divulgada a lista dos cinco finalistas por categoria, e, no dia 26, acontecerá a cerimônia virtual que revelará os vencedores.</p>
<div id="attachment_79441" aria-labelledby="figcaption_attachment_79441" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/cepe-semifinalista-prêmio-jaboti.jpg"><img class="size-medium wp-image-79441" alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/10/cepe-semifinalista-prêmio-jaboti-607x303.jpg" width="607" height="303" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Solo para vialejo&#8221; disputa a categoria Poesia; &#8220;Obscuro fichário dos artistas mundanos (1934-1958)&#8221; concorre na categoria Histórias em Quadrinhos; e &#8220;Recife – Fotografias: 1986-2018&#8243; está entre os dez em Fotografia</p></div>
<p>Álbum de estreia do Selo HQ da Cepe Editora, <i><strong>Obscuro Fichário dos Artistas Mundanos</strong>, </i>foi inspirado no projeto de pesquisa da jornalista e produtora cultural Clarice Hoffman, realizado entre os anos de 2014 e 2017, e que teve como fonte os arquivos da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). Em 115 páginas coloridas, a HQ apresenta quatro histórias baseadas em fatos reais ocorridas durante a ditadura de Getúlio Vargas. Em 2020, o livro também foi destacado pelo Prêmio Grampo 2020, conferido por jornalistas e críticos especializados no segmento literário, entrando na lista dos dez melhores títulos em quadrinhos publicados no Brasil.</p>
<p><strong><i>Recife &#8211; Fotografias: </i><i>1986-2018</i></strong>, de Fred Jordão, documenta as transformações urbanas sofridas pela cidade ao longo dos 30 anos. Em 175 fotografias, revela os muitos contrastes da metrópole, marcada pela extrema pobreza e opulência, pela riqueza arquitetônica e o passado em decadência. Em textos assinados, o arquiteto e urbanista Luiz Amorim e o pesquisador José Afonso Jr. – ambos professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) -  refletem tais mutações.</p>
<p>Com 128 páginas,<strong> <em>Solo para vialejo</em></strong>, de Cida Pedrosa, é um longo poema épico-lírico que se inicia em percurso (geográfico e sentimental) do litoral rumo ao Sertão. Um retorno às memórias da escritora, natural de Bodocó, em busca de sua própria identidade. Uma narrativa poética que, carregada de referências à poesia moderna, à música e à cultura pop, também reflete fragmentos coletivos, como a diáspora de homens e mulheres que deixaram o litoral migrando para o Sertão com a chegada do branco colonizador.</p>
<p><b>ABEU</b> -A Cepe Editora também é finalista do 6º Prêmio ABEU 2020, concedido pela Associação Brasileira de Editoras Universitárias. O livro  Moema Cavalcanti: livre para voar (2019), coedição da Cepe e da Imprensa Oficial de São Paulo (Imesp), foi selecionado e concorre na categoria Projeto Gráfico. Os vencedores serão conhecidos na próxima segunda-feira (26), em cerimônia transmitida pelo Canal do YouTube da ABEU, a partir das 19h.</p>
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