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	<title>Portal Cultura PE &#187; Luiz Barroso</title>
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		<title>Outras Palavras leva estudantes para conhecer a Invisível Presença de Luiz Barroso</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2018 19:07:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias Estudantes da EREM Porto Digital, no Bairro do Recife, foram na última quarta-feira (25) participar do último dia de visitação da exposição Invisível Presença II, do artista plástico Luiz Barroso, na Torre Malakoff. A visita fez parte de mais uma edição do Outras Palavras dentro da Semana do Livro, promovida pela Secult-PE [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_59991" aria-labelledby="figcaption_attachment_59991" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/39909536360_d8ab4cc9dd_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-59991 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/39909536360_d8ab4cc9dd_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Esta exposição foi a primeira mostra individual de Luiz Barroso no Recife, que em determinado momento sentou para conversar com os alunos e alunas sobre seu processo criativo e os detalhes de Invisível Presença II</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p>Estudantes da EREM Porto Digital, no Bairro do Recife, foram na última quarta-feira (25) participar do último dia de visitação da exposição <strong>Invisível Presença II</strong>, do artista plástico Luiz Barroso, na Torre Malakoff. A visita fez parte de mais uma edição do <strong>Outras Palavras</strong> dentro da Semana do Livro, promovida pela Secult-PE e Fundarpe, e foi acompanhada pela poetisa Luna Vitrolina &#8211; que em cada ambiente declamou poesias que dialogavam com a mostra do artista natural de Campina Grande (PB).</p>
<p>Esta exposição foi a primeira mostra individual de Luiz Barroso no Recife, que em determinado momento sentou para conversar com os alunos e alunas sobre seu processo criativo e os detalhes de Invisível Presença II. <em>“Sou uma artista que nasceu em Campina Grande, na Paraíba, mas que sou do mundo. Cada pessoa tem uma história de vida, e no caso do artista a arte não acontece do nada. A gente não dorme a acorda artista. A vida pessoal é quem conduz e faz com que a gente construa nossa trajetória”,</em> refletiu.</p>
<div id="attachment_59990" aria-labelledby="figcaption_attachment_59990" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/39909535290_159ce6ea59_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-59990 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/39909535290_159ce6ea59_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Cada pessoa tem uma história de vida, e no caso do artista a arte não acontece do nada. A gente não dorme a acorda artista. A vida pessoal é quem conduz e faz com que a gente construa nossa trajetória”, refletiu o artista</p></div>
<p><em>“Preciso dar rápidas pinceladas no meu histórico de vida, pra vocês entenderem o porquê de pedras, das inscrições e de todo esse trabalho”,</em> disse Luiz Barroso. Órfão de mãe, aos três meses de idade, e com um pai ausente, o artista contou que apesar disso foi criado numa família carinhosa. <em>“Mas eu tinha uma carência que não compreendia, nem nenhum familiar meu”.</em></p>
<p><em>“Foi assim que caí nos cadernos, e durante as aulas eu rabiscava e rabiscava e rabiscava. Sentava lá atrás e não interagia muito com as pessoas. Se a professora falasse comigo, eu me tremia de medo e vergonha. Era um pesadelo ir à escola”,</em> disse ele.</p>
<div id="attachment_59989" aria-labelledby="figcaption_attachment_59989" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/26849302827_34f9b15ace_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-59989 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/26849302827_34f9b15ace_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Luna Vitrolina declamou poesias de poetas como Antonio Pereiram, Dudu Moraes, Cora Coralina e Cecília Meireles</p></div>
<p>Para fugir desse medo e se sentir vivo, Luiz revelou aos estudantes que encontrou sua saída no mundo das artes, e que começou a produzir suas próprias peças, sem nem saber direito o que estava fazendo. <em>“E esse processo de composição, da minha parte, é bastante compulsivo. Tem vezes que é difícil parar de produzir. Parafraseando Caetano Veloso, eu vivo a dor e a delícia de ser quem sou”.</em></p>
<p>Num dos momentos da visitação guiada, o público chegou a uma instalação com ‘pedras flutuantes’, uma das obsessões do artista. “<em>Essa instalação, que aparentemente é pesada, na verdade é leve, assim como é a arte. Numa visita guiada, um aluno que esteve aqui disse que se sentia como se estivesse num sonho. Por isso eu produzo todo tempo. Eu vivo para esse trabalho e a partir dele criei meu universo particular”,</em> reforçou Luiz Barroso.</p>
<div id="attachment_59988" aria-labelledby="figcaption_attachment_59988" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/26849298577_7118fffc3a_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-59988 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/26849298577_7118fffc3a_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Com esse público mais jovem, eu tento ser mais didática, porque quando a gente fala do ambiente escolar, falamos de outra realidade”, disse Luna Vitrolina</p></div>
<p>Na sala que leva o nome da exposição, a Invisível Presença, há uma carteira de sala de aula e um quadro na frente, que, segundo o artista, representam a fase de sua vida quando tinha que frequentar a escola. Quando os estudantes entraram neste ambiente, foram surpreendidos com uma declamação de Luna Vitrolina, que escolheu poemas de Antonio Pereira, o poeta da saudade, para preencher o espaço vazio.</p>
<p><em>“Escolhi esses textos porque este espaço remete à ausência, e a ausência remete à saudade. A ideia é trazer ao ambiente esta sensação”,</em> explicou a poetiza aos jovens. Ao longo da visitação, ela também declamou poesias de Dudu Moraes, de Tabira e de Carlos Pena Filho. <em>“Já na sala com as pedras, aproveitei o gancho dos jovens que, espontaneamente, começaram a declamar No Meio do Caminho, de Drummond, e fiz esse jogo com eles. Depois trouxe para a sala poesias de Cora Coralina e Cecília Meireles, e fechei com um de minha autoria”,</em> detalhou Luna.</p>
<div id="attachment_59987" aria-labelledby="figcaption_attachment_59987" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/26849288987_04e1d178d4_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-59987 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/26849288987_04e1d178d4_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Num dos momentos da visitação guiada, o público chegou a uma instalação com ‘pedras flutuantes’, uma das obsessões do artista.</p></div>
<p>A poetiza fez toda uma preparação para o momento. Foi antes conhecer a exposição, e sabia que durante a sua intervenção o artista estaria presente.<em> “Então também pedi pra ver as instruções de montagem da exposição para entender melhor o processo criativo de Luiz Barroso. Até porque, com esse público mais jovem, eu tento ser mais didática, porque quando a gente fala do ambiente escolar, falamos de outra realidade”.</em></p>
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