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	<title>Portal Cultura PE &#187; luiz joaquim</title>
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		<title>Cinema São Luiz tem novo programador</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Jan 2022 12:48:27 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_90400" aria-labelledby="figcaption_attachment_90400" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Osmário Marques/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/luiz-crédito-Osmário-Marques-Divulgação.jpg"><img class="size-medium wp-image-90400" alt="Osmário Marques/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/01/luiz-crédito-Osmário-Marques-Divulgação-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Luiz Joaquim tem uma longa trajetória dedicada ao cinema</p></div>
<p>O Cinema São Luiz, equipamento histórico que em 2022 completa 70 anos, tem um novo programador. A partir deste mês, o professor, jornalista e crítico cinematográfico Luiz Joaquim estará responsável pela escolha dos filmes a serem exibidos na sala de cinema mais charmosa do Estado. Ele, que já trabalhou na mesma função no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, também vai acumular a gestão do Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Mispe), cujo acervo encontra-se na Casa da Cultura.</p>
<p>Demonstrando entusiasmo com o convite feito pelo presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, Luiz Joaquim será apresentado à equipe do São Luiz nesta segunda-feira (10).<em> “O tamanho da responsabilidade é proporcional a minha alegria em assumir essa nova função num dos templos não só do cinema nacional, como da arte brasileira. Vai ser algo ainda mais desafiador essa minha chegada aqui no São Luiz justamente quando o cinema completa 70 anos”</em>, comentou ele, lembrando que o equipamento celebra sete décadas no próximo mês de setembro.</p>
<p>Luiz Joaquim complementa relembrando o antigo programador da sala, que nos deixou em novembro passado:<em> “Não é o caso de substituir meu saudoso amigo Geraldo Pinho, uma figura tão querida e fundamental não só para minha formação pessoal como para a de algumas gerações de jovens e adultos do Estado. Eu venho para dar continuidade ao legado de formação de público que ele competentemente construiu. O Cinema São Luiz merece ser reconhecido por todo pernambucano como a casa do cinema brasileiro”</em>.</p>
<p>Para o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, o convite veio pela importância do trabalho que Luiz Joaquim desenvolve no setor.<em> “Foi algo natural pensar num nome como o dele, que tem muitos anos acumulados no Cinema da Fundação e tem o respeito da classe aqui em Pernambuco e no Brasil. Ficamos muito felizes por ele ter aceitado o convite”</em>, declarou o gestor.</p>
<p><strong>CURRÍCULO -</strong> Luiz Joaquim é jornalista e mestre em comunicação especializado em crítica cinematográfica. Foi repórter de cultura e crítico de cinema no Jornal do Commercio e na Folha de Pernambuco. Atuou na implantação do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em 1998, sendo convidado a coordenar e responder pela curadoria do espaço em 2001 ao lado de Kleber Mendonça Filho. Inaugurou em 2015 o Cinema do Museu da Fundaj, instituição onde ficou até 2017. No mesmo ano, foi convidado a coordenar o bacharelado em Cinema e Audiovisual do Centro Universitário Aeso Barros Melo (Olinda), onde ainda hoje leciona também no curso de Jornalismo. Na Universidade Católica de Pernambuco, integra o corpo docente da pós-graduação ‘Estudos Cinematográficos’ desde 2006. Luiz Joaquim é também autor dos livros &#8220;Celso Marconi: o senhor do tempo&#8221;(2020, CEPE) e &#8220;Cinema brasileiro nos jornais&#8221; (2018, Ed. Massangana).</p>
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		<title>Cepe Editora lança biografia do cineasta Celso Marconi</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2020 13:35:14 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Cepe Editora lançará na próxima sexta-feira (21), em live no seu canal no YouTube, a biografia do jornalista, crítico, professor, programador, curador cinematográfico e cineasta Celso Marconi. Celso, que completará 90 anos de idade no domingo (23), tem trajetória de vida intrinsecamente ligada ao cinema e à formação de gerações de cinéfilos e cineastas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_78179" aria-labelledby="figcaption_attachment_78179" class="wp-caption img-width-323 alignright" style="width: 323px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/Capa-CelsoMarconin-Colecao-Perfil.jpg"><img class="size-medium wp-image-78179 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/Capa-CelsoMarconin-Colecao-Perfil-323x486.jpg" width="323" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O livro é o quinto da coleção Perfis, que biografa a vida de grandes personalidades pernambucanas</p></div>
<p>A Cepe Editora lançará na próxima sexta-feira (21), em live no <a href="https://www.youtube.com/channel/UCI9qcytTbfViq_vr7igY6VQ" target="_blank"><strong>seu canal no YouTube</strong></a>, a biografia do jornalista, crítico, professor, programador, curador cinematográfico e cineasta Celso Marconi. Celso, que completará 90 anos de idade no domingo (23), tem trajetória de vida intrinsecamente ligada ao cinema e à formação de gerações de cinéfilos e cineastas em Pernambuco. O livro <em>Celso Marconi, o senhor do tempo</em>, quinto título da Coleção Perfis, leva a assinatura do também jornalista, professor, escritor e realizador Luiz Joaquim. A live começará às 17h30 e contará com a participação do autor, do biografado e do editor da Cepe, Diogo Guedes, na mediação da conversa.</p>
<p>Considerado o mais longevo crítico de cinema em atividade no Brasil, Celso Marconi de Medeiros Lins, recifense nascido no Poço da Panela, que um dia pensou em ser médico, se preparou para cursar Direito e mergulhou na Filosofia, se mantém em plena atividade há 66 anos ininterruptos.</p>
<p>Tempo marcado por vigorosa contribuição, em várias frentes, que sempre convergiu para a democratização do acesso ao cinema. <em>“Formidável é também conhecer a trajetória de Celso Marconi ao longo das quase sete décadas [...] e entender que sua bandeira seguiu flamulando, coerentemente, sob o mesmo vento que sopra a ideia do cinema brasileiro como uma arte popular, para o povo e sobre o povo”</em>, destaca o autor no livro.</p>
<p>Celso Marconi, o senhor do tempo é a primeira biografia de Luiz Joaquim. Autor de Cinema brasileiro nos jornais (Editora Massangana, 2018), ele levou 11 meses em um profundo mergulho no universo pessoal e profissional de Celso Marconi para revelá-lo a partir de extensa pesquisa em livros e acervos jornalísticos, depoimentos de familiares, amigos, colegas de profissão e do próprio biografado.</p>
<p><em>“A experiência foi excitante, e não apenas do ponto de vista intelectual (pela erudição que Celso carrega com ele), mas também por me pôr à prova para tocar um projeto tão valioso em termos pessoais para o biografado &#8211; que tanto admiro &#8211; e para mim. O leitor, claro, também estava nesse horizonte. A ele me propus entregar um material sedutor, rico e, em vários sentidos, inspirador e revelador sobre a trajetória e importância de Celso”</em>, revela Luiz Joaquim.</p>
<p>Em 167 páginas e com fotos do acervo pessoal, o livro evidencia marcos da vida de Celso Marconi, referenciando-os a fatos históricos e cotidianos da cidade, do país e do mundo. Entre tantos balizadores, a infância impactada pela morte da mãe; os sucessivos lares (e cidades) em que viveu sob a guarda de parentes; a adolescência de menino tímido que viu o mundo se revelar em tardes de leituras (Charles Dickens, Dostoievski, Jorge Amado); o envolvimento com a cena cultural recifense (que nos anos 1950 já buscava ressignificar o cinema); a generosa amizade com Jomard Muniz de Brito; as tantas colaborações para a cultura e para o audiovisual; a carreira jornalística estelar; os anos de chumbo e os novos espaços ocupados num mundo essencialmente digital.</p>
<p>Luiz Joaquim acredita que o título chega para reparar lacunas. <em>“Entre os vários méritos que o livro resgata a Celso está a sua contribuição na formação de dezenas (ou centenas) de milhares de interessados por arte no Estado. E não apenas como um jornalista cuja proposta era difundir e promover reflexão sobre esse campo &#8211; e sempre com um pé (ou os dois) fincado(s) na responsabilidade social da arte-, mas também como curador e programador de cinema. Junto a Fernando Spencer (que também carece de uma biografia), Celso sedimentou no morador do Grande Recife, dos anos 1950 aos 2000, o hábito de sair de casa para ver e debater um filme autoral e, assim, afinar sua personalidade com o que havia de melhor no mundo. E isso não é pouco”</em>, conta.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Sobre o autor</strong></span><br />
Jornalista e mestre em comunicação, Luiz Joaquim atuou como repórter e crítico de cinema no Jornal do Commercio (Recife, 1997-2001) e na Folha de Pernambuco (2004- 2015). Coordenou o Cinema da Fundação Joaquim Nabuco entre 2001 e 2017. Atualmente é responsável pelo bacharelado em Cinema e Audiovisual da Uniaeso e vice-presidente da Associação Brasileira de Críticos de Cinema. Criador e editor do site <a href="https://www.cinemaescrito.com/" target="_blank"><strong>cinemaescrito.com</strong></a>, também dirigiu os curtas-metragens Eiffel (2008) e O homem dela (2010).</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Live de lançamento do livro <em>Celso Marconi, o senhor do tempo</em>, com  a participação de Luiz Joaquim, Celso Marconi e Diogo Guedes<br />
Quando: 21 de agosto (sexta-feira), às 17h30<br />
Onde: Canal da Cepe no Youtube (<a href="https://www.youtube.com/channel/UCI9qcytTbfViq_vr7igY6VQ" target="_blank"><strong>www.youtube.com/watch?v=tHCBSwwWfkk</strong></a>)<br />
Preço do livro: R$ 40 (impresso) e R$ 12 (e-book).</p>
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		<title>Crítica: GeoPoesis, de Zé Diniz e Fred Nascimento</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Dec 2018 17:00:25 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Luiz Joaquim Poesia não se traduz. Não se explica. Sente-se. Ou não. GeoPoesis, filme de Zé Diniz e Fred Nascimento, que venceu em primeiro lugar na categoria ‘Videoarte/Experimental’ da competitiva geral no 20º Festcine, situa-se nesse espaço em que qualquer tentativa de tradução ou explicação seria ingênua. Por que não dizer, desnecessária. Como experimento [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65711" aria-labelledby="figcaption_attachment_65711" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/geopoesis.jpg"><img class="size-medium wp-image-65711" alt="Reprodução" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/geopoesis-607x365.jpg" width="607" height="365" /></a><p class="wp-caption-text">O curta ficou em 1º lugar na categoria de videoarte/experimental.</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Luiz Joaquim</em></strong><b></b></p>
<p>Poesia não se traduz. Não se explica. Sente-se. Ou não. <i>GeoPoesis</i>, filme de Zé Diniz e Fred Nascimento, que venceu em primeiro lugar na categoria ‘Videoarte/Experimental’ da competitiva geral no 20º Festcine, situa-se nesse espaço em que qualquer tentativa de tradução ou explicação seria ingênua. Por que não dizer, desnecessária.</p>
<p>Como experimento (planejado) que é, o trabalho realizado com o Grupo Totem – que desenvolve conceitos performáticos há 30 anos, completos neste 2018 -, o curta com cerca de 20 minutos de duração tem como referência norteadora a cultura dos povos indígenas de Pernambuco, os Pankararu, Kapinawá e os Xukuru.</p>
<p>A relação proposta aqui pelas performers Juliana Nardin, Taína Veríssimo, Gabi Cabral, Lau Veríssimo e Inaê Veríssimo é a da interação com os elementos da natureza; ou melhor seria dizer, elas próprias vivenciarem os elementos da natureza &#8211; com a coreografia sendo aqui a expressão absoluta dessa representação (apoiada por figurino e maquiagens bem específicos).</p>
<p>Coreografia que interage com a locação escolhida – em particular o Vale do Catimbau, em Buíque (PE) -, com sua diversidade arenosa, rochosa e de vegetação; sem falar na imponência visual, denotando respeito.</p>
<p>Nesse sentido, soa muito acertado que <i>GeoPoesis </i>inicie sempre com closes destacando detalhes no corpo das mulheres para daí partir para o todo, para a natureza, com a mulher como que trespassando pelos quatro elementos da nossa natureza.</p>
<p>Numa certa medida, este experimento remete a um outro trabalho igualmente impactante no qual mulher e natureza são uma só coisa. É de <i>Solon </i>(2017)<i> </i>que falamos. Curta mineiro, de Clarissa Campolina, que sugere o surgimento da vida na terra começando pela mulher vindo da água.</p>
<p>Além da coreografia, figurino, maquiagem e locação, há um quinto aspecto indissociável ao bom resultado com o qual somos agraciados em <i>GeoPoesis: </i>a trilha sonora conduzida por Cauê Nascimento (na guitarra), Alexandre Salomão (derbak e didgeridoo e ainda editor de som) e os diretores Zé Diniz e Fred na percussão/efeitos e didgeridoo, respectivamente.</p>
<p>É com os efeitos de som e a trilha sonora de personalidade forte que o filme ajuda, ainda mais, a ‘vender’ para ao espectador a ideia de simbiose entre as performers e a natureza. A sequência de Inaê Veríssimo com uma rocha junto ao seu corpo, ou os movimentos de Taína Veríssimo pintando as pernas a partir de outra pedra, e ainda, Juliana Nardin ‘descolando-se’ da rocha, tudo sob os efeitos sonoros e musicais criados especificamente para o filme, são perfeitos exemplos desse acerto.</p>
<p>Ao final, fica a indiscutível certeza de que estamos diante de um trabalho profundamente feminino. E seria pouco afirmar assim apenas pela presença exclusiva das mulheres em cena. É feminino pela ideia da mulher como, ela própria, um elemento transformador da natureza.</p>
<p>Duas sequências em particular parecem reforçar essa ideia. Os movimentos em torno da fogueira, e a espécie de comunicação e reverência entre elas e o sol que nasce no horizonte. Sol que sempre foi, e será, a fonte de energia necessária para qualquer vida aqui na Terra florescer.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crítica: &#8220;Coração do Mar&#8221;, de Rafael Nascimento</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Dec 2018 14:59:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Luiz Joaquim Nada mais eficaz para demonstrar o tamanho da catástrofe que a violência urbana originada pelo preconceito provoca do que a personificação de um caso. De um modo geral, a dramaturgia audiovisual – telejornalismo incluso, cuja estrutura se transformou numa espécie de dramaturgia da notícia – segue a máxima (de apelo midiático) ventilada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65615" aria-labelledby="figcaption_attachment_65615" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/turismoselvagem2.png"><img class="size-medium wp-image-65615" alt="Reprodução" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/turismoselvagem2-607x260.png" width="607" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">O curta venceu como melhor ficção da Mostra Competitiva de Formação</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Luiz Joaquim</strong></em><b></b></p>
<p>Nada mais eficaz para demonstrar o tamanho da catástrofe que a violência urbana originada pelo preconceito provoca do que a personificação de um caso. De um modo geral, a dramaturgia audiovisual – telejornalismo incluso, cuja estrutura se transformou numa espécie de dramaturgia da notícia – segue a máxima (de apelo midiático) ventilada por Stalin: “Uma única morte é uma tragédia; um milhão de mortes é uma estatística”.</p>
<p>Indo por aí, temos o argumento de Rafael Nascimento para <i>Coração do mar</i>, ficção vencedora da categoria na competitiva em formação do 20º Festcine. E ele, o argumento, é para lá de eficaz quando vem ressaltar outra máxima urgente: “Vidas negras importam” – sendo esta de indispensável e necessário apelo social.</p>
<p>Pelo seu filme, Nascimento não apenas nos apresenta, mas também nos coloca muito próximo do adorável Cadu (o ótimo Murilo Farias). Um menino de dez anos de idade, negro, que vive com a mãe (Naruna Costa) e o irmão mais velho num subúrbio pobre de São Bernardo do Campo (SP). Na verdade, é só por essa qualidade – de nos aproximar muito do drama do garoto Cadu -, que <i>Coração do mar </i>resulta exitoso em seu desfecho.</p>
<p>Desde já, que fique registrada a competência do roteirista e diretor em sugar o espectador com tanta rapidez para o universo do menino Cadu. Para dar conta de tanto, só uma combinação de muitos aspectos próprios do cinema bem administrados. Senão, vejamos: em seus cerca de 20 minutos, <i>Coração do mar</i> nos oferece personagens, contexto social e ambientação profundos e com fôlego suficiente para que fossem desdobrados num longa-metragem. Sendo a dobradinha formada entre o final do filme e o imediato desejo do espectador de que o filme se perpetue o melhor indicativo dessa assertiva.</p>
<p>Mãe solteira, dividindo-se entre o trabalho e a criação dos dois filhos, ela lamenta não poder realizar o sonho do caçula de ir numa excursão de escola para Santos, conhecer o mar. Cadu, por sua vez, que havia trabalhado em segredo na feira livre carregando as compras das clientes, juntou um dinheirinho para realizar seu sonho.</p>
<p>Até a decisão da mãe em permitir que o menino faça a viagem, Rafael Nascimento vai nos colocando dentro da cabeça de Cadu e, o melhor, conduz <i>Coração do mar </i>num ritmo que parece ser o próprio ritmo do menino, e não o do adulto. O caminho de volta da feira para casa ilustra isso com maestria.</p>
<p>Há uma não-pressa do garoto em voltar para casa, quando ele, pelo caminho, vai se distraindo com a própria ambientação. Numa função dupla, o diretor faz dessa sequência, com o olhar curioso do menino, também um momento para nós, espectadores, olharmos curiosos para aquele ambiente.</p>
<p>A inteligência em não fazer o menino chegar com pressa em casa, porque é certo que haverá um elemento dramático lá esperando por ele, reside também no conceito de que a própria dramaturgia já está no cenário pobre que é o bairro onde ele reside, e em como o menino interage com este lugar.</p>
<p>Não à toa, um dos melhores momentos silenciosos em <i>Coração do mar </i>está com Cadu subindo lentamente por uma ruela íngreme, onde lá tem um policial em alerta, com a mão sobre a arma no coldre, esperando Cadu passar. O olhar do menino para o policial (este desfocado e em primeiro plano), numa mistura de inocência e receio, é cortante e muito eloquente sobre o lugar, o poder e o menino negro.</p>
<p>No trabalho de aproximação entre espectador e o seu protagonista, Nascimento ainda encontra espaço para representar o sonho que o menino tem numa noite de sono. Partindo para uma representação ali pelo tom surreal, com Cadu correndo pelas ruas escuras da cidade, com malabares lhe distraindo, e chegando finalmente ao mar, o filme não se exime de agregar referências diretas, sejam plásticas ou de montagem, de filmes como <i>Pixote, a lei do mais fraco</i>, <i>Os incompreendidos</i> e, porque não, <i>O encouraçado Potemkin, </i>com o seu infinito trajeto da escadaria, aqui substituído pelas areias na praia de Santos. E o resultado é, acredite, bom.</p>
<p>Ao conhecer finalmente o desfecho do menino Cadu, após tanto envolvimento no universo desse garoto negro, pobre, que só queria conhecer o mar, o público presente na sessão em que o curta foi projetado, no cinema São Luiz (Recife), soltou um uníssono: “OOOhhh!!!”.</p>
<p>Tal reação &#8211; Rafael Nascimento sabe -, é o melhor a ganhar de um público que, ao menos por ali, acompanhando a sina de Cadu, já entendeu que a vida perdida de um negro nunca deve ser tratada apenas como estatística.</p>
<p><strong>Assista ao trailer:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Er4GTYoyNBI" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Crítica: Eu o declaro meu inimigo, de Marcos Buccini e Tiago Delácio</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2018 14:04:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Por Luiz Joaquim A supremacia da técnica sobre a linguagem. Ou seria a inteligência da linguagem para se aproveitar da técnica? Difícil concentrar num conceito fechado para falar do que resultou a beleza visual (e sonora) vista no videoclipe da música Eu o declaro meu inimigo – faixa do álbum O fim que nunca acaba, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65612" aria-labelledby="figcaption_attachment_65612" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/724.jpg"><img class="size-medium wp-image-65612" alt="Reprodução" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/724-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Música da banda Devotos venceu na categoria videoclipe da Mostra Competitiva Geral</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong><em>Por Luiz Joaquim</em></strong></p>
<p>A supremacia da técnica sobre a linguagem. Ou seria a inteligência da linguagem para se aproveitar da técnica? Difícil concentrar num conceito fechado para falar do que resultou a beleza visual (e sonora) vista no videoclipe da música <i>Eu o declaro meu inimigo</i> – faixa do álbum <i>O fim que nunca acaba, </i>lançado neste 2018 pela banda punk rock hardcore do Alto José do Pinho (Recife), o Devotos.</p>
<p>A partir do efeito da rotoscopia – sobre o qual o animador trabalha tendo como ponto de partida imagens <i>live-action</i> (com pessoas reais gravadas em ambientes reais) -, o videoclipe é resultado de uma labuta coletiva.</p>
<p>Capitaneado por Marcos Buccini, e sob co-direção de Tiago Delácio, o projeto que deu origem ao videoclipe campeão da Mostra Competitiva Geral do 20º Festcine foi produzido pelo ‘Ponto de Cultura Cinema de Animação’. A obra arregimentou nada menos que 127 parceiros que se debruçaram, cada um, sobre seis frames do filme, ou seja, cerca de apenas 0,5 segundo do que é visto no total de imagens que cobrem o pouco mais de um minuto da duração da música.</p>
<p>O grupo reúne tanto veteranos da animação de todo o Brasil (César Coelho, Aída Queiroz, Fábio Yamaji, Cata Preta) como também artistas plásticos (João Lin, Lourival Cuquinha, Galo de Souza), passando por designers, artistas gráficos, ilustradores e até o filhote de Cannibal (voz e baixo do Devotos), de apenas 5 anos de idade</p>
<p>O resultado é um caleidoscópio de estilos que se fundem em cores e propostas das mais diversas. Impossível, em sua velocidade, de relacionar a cria com qualquer um de seus 127 pais. É um excelente exemplo de projeto em que o coletivo tem mais força do que o indivíduo. Aqui, o indivíduo se apaga. Não tem sentido se não integrado no todo.</p>
<p>Por esse aspecto, parece não haver melhor representação visual daquilo que vemos no experimento ordenado por Buccini e Delácio para dar conta da nervosa sonora que é expurgada pelo Devotos na música escolhida.</p>
<p>O curioso é que, aparentemente, nem é preciso uma imagem bruta muito sofisticada para chegarmos a tal atração visual, como a conferida no produto finalizado em que se tornou este videoclipe.</p>
<p>O próprio <i>Eu o declaro meu inimigo </i>registra, de maneira tradicional, apenas uma performance de Cannibal com Cello Brown (bateria) e Neilton Carvalho (guitarra) tocando no estúdio da casa deste último; e, ainda, com algumas poucas imagens do trio caminhando pelo icônico Alto José do Pinho.</p>
<p>O luxo do videoclipe está acima disso. Vem do bom devaneio visual de 127 cabeças criativas, da precisão de Bruno Cabús na edição e da sacada coletiva de Buccini e Delácio.</p>
<p>No mais, o que temos é punk rock hardcore animado.</p>
<p><strong>Assista:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/oD8jhCTHHl4" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Crítica: #Turismo_Selvagem, animação de Triunfo</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 16:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[#Turismo_Selvagem]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Luiz Joaquim Ao vencer o título de ‘melhor animação’ da Mostra Competitiva de Formação do 20º FestCine, o curta-metragem #Turismo_Selvagem teve uma dupla vitória. Ou melhor, a vitória deve ser multiplicada por 20, que foi o número de participantes da Oficina de Animação CineSesi 2018 – responsável por ter criado o filminho de quatro [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_65602" aria-labelledby="figcaption_attachment_65602" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/turismoselvagem.png"><img class="size-medium wp-image-65602" alt="Reprodução" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/12/turismoselvagem-607x262.png" width="607" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">O curta venceu na categoria de animação da Mostra Competitiva de Formação</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Luiz Joaquim</strong></em><b></b></p>
<p>Ao vencer o título de ‘melhor animação’ da Mostra Competitiva de Formação do 20º FestCine, o curta-metragem <i>#Turismo_Selvagem</i> teve uma dupla vitória. Ou melhor, a vitória deve ser multiplicada por 20, que foi o número de participantes da Oficina de Animação CineSesi 2018 – responsável por ter criado o filminho de quatro minutos de duração.</p>
<p>Realizado no famoso “oásis do sertão pernambucano”, o município de Triunfo -  a 408 quilômetros do Recife -, <i>#Turismo_Selvagem </i>teve<i> </i>sua apresentação, na noite da projeção, feita por Bruna Florie, uma das integrantes da oficina.</p>
<p>Bruna soube dar o recado com precisão suficiente para não estragar a surpresa do que estava por vir. Ela lembrou que Triunfo é uma cidade com cerca de 17 mil habitantes, e isso significa que notícias correm rápido; e se apimentada pelo aplicativo do WhatsApp então&#8230;</p>
<p>Criado a partir de um acontecimento inusitado e registrado num domingo pela manhã por uma câmera de segurança, deixando a cidade em polvorosa por semanas, o documentário abusa da criatividade e do bom humor para ilustrar como estava o espírito do triunfense naqueles dias de tensão e sorrisos.</p>
<p>O trabalho aqui é feliz desde o título, com ‘turismo selvagem’ podendo abarcar na cabeça do espectador desavisado qualquer ideia em torno do que significa ‘turismo’ ou ‘selvagem’. Tendo Triunfo como pano de fundo, e o adendo do símbolo do <i>hashtag</i> na frente do título, tudo contribui para disfarçar o que será apresentado.</p>
<p>Uma vez iniciado o filme, e com o público entendendo que se trata de uma representação da interface do WhatsApp, aqui toda feita manualmente e com liberdade absoluta de criação na reconstrução dos símbolos (mas não totalmente a ponto de nos confundirmos), <i>#Turismo_Selvagem </i>conquista o espectador rapidamente por dois caminhos.</p>
<p>Um pelo seu visual de plástica rica, alegre, colorida, leve, feliz mesmo – e numa identidade visual que todo usuário do WhatsApp irá compreender imediatamente -, e outra pela dinâmica dos diálogos escritos como mensagens num grupo de WhatsApp – também forjando todas os clichês tão conhecidos para quem participa de grupos de comunicação do aplicativo.</p>
<p>Estão lá o “textão”, a “gargalhada exagerada”, a pegadinha com um falso áudio e tendo muito da inteligência de <i>#Turismo_Selvagem </i>residindo em seu ritmo.</p>
<p>Para o acerto desse ritmo a turma responsável pelo filme soube apropriar-se da natureza multimidiática do WhatsApp; quer dizer, soube inserir vídeos, áudios, e fotografias, como elemento narrativo, ajudando a dinamizar essa história tão bem contada e ilustrada.</p>
<p>E ainda, vale ressaltar: num filme sem diálogos falados (apenas diálogos tocados por troca visual de mensagens), o tempo de exposição dos textos é outro ajuste que não pode prescindir de <i>timing</i>. Assim como a trilha sonora (aqui ótima), que pode empurrar para baixo ou para cima as imagens que ela está cobrindo.</p>
<p>No caso da animação de Triunfo, parece mesmo não ter havido deslize da equipe técnica do filme. O único que escorrega em cena<i> </i>é o protagonista do curta-metragem, enquanto corre desembestado pelas ruas de Triunfo, fazendo o seu turismo selvagem enquanto nós, plateia, rimos sem culpa e sem medo.</p>
<p><strong>Assista:</strong></p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/2VVGQ44-YBc" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Cinema São Luiz retoma programação com a pré-estreia d&#8217;O Processo</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/cinema-sao-luiz-retoma-programacao-com-a-pre-estreia-do-processo/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2018 15:36:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Espaços culturais]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema São Luiz]]></category>
		<category><![CDATA[estreia]]></category>
		<category><![CDATA[luiz joaquim]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Augusta Ramos]]></category>
		<category><![CDATA[o processo]]></category>
		<category><![CDATA[Programação]]></category>
		<category><![CDATA[retomada]]></category>

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		<description><![CDATA[Boas novas para os cinéfilos pernambucanos: o Cinema São Luiz retomará sua programação no próximo 10/5 (quinta-feira), com a pré-estreia do filme O Processo, a partir das 19h30. A película, dirigida por Maria Augusta Ramos, foi premiada como &#8220;Melhor Longa&#8221; na última edição do Festival Internacional de Documentários da Suíça e documenta o processo de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/23410509880_07715fcfbd_z.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-43836" alt="Djair Freire/SecultPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/01/23410509880_07715fcfbd_z-607x405.jpg" width="607" height="405" /></a></p>
<p>Boas novas para os cinéfilos pernambucanos: o Cinema São Luiz retomará sua programação no próximo 10/5 (quinta-feira), com a pré-estreia do filme <strong>O Processo</strong>, a partir das 19h30. A película, dirigida por <strong>Maria Augusta Ramos</strong>, foi premiada como &#8220;Melhor Longa&#8221; na última edição do Festival Internacional de Documentários da Suíça e documenta o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Após a exibição do filme, haverá um debate com a diretora do filme, mediado pelo crítico de cinema <strong>Luiz Joaquim</strong>. O longa ficará em cartaz no circuito comercial a partir do dia 17 de maio. O acesso à sessão especial custará R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada).</p>
<p>Além d<strong>&#8216;O Processo</strong>, já estão confirmados na grade do equipamento cultural os filmes:<strong> Todos os Paulos do Mundo (2017)</strong>;<strong> Quase Memória (2017)</strong>; <strong>Os Iniciados (2017)</strong> e <strong>Jovem Mulher (2016)</strong>.</p>
<p><strong>CINE PE -</strong> Assim como nas últimas três edições, o <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/canal/audiovisual/22o-cine-pe-ocupa-o-cinema-sao-luiz/" target="_blank"><strong>22º Cine PE</strong></a> ocupará as dependências do Cinema São Luiz entre os dias 29 de maio e 4 de junho de 2018. O equipamento foi a primeira casa do festival em 1997, e seu retorno, em 2015, tem atraído cada vez mais público ao espaço, graças à sua centralidade e capacidade técnica de exibição de filmes em diversos formatos.</p>
<p><strong>HISTÓRICO -</strong> O São Luiz inaugurou em 5 de novembro de 2015 seu novo projetor digital Barco 23B 4k, com capacidade de projetar filmes em DCP/3D, atualização necessária para abarcar os recentes conteúdos audiovisuais produzidos no mundo. Conta com um servidor digital e novos processadores e amplificadores de som para formato Dolby 7.1.</p>
<p>O equipamento tem desempenhado papel de destaque na difusão cinematográfica pernambucana, nacional e internacional, tornando-se uma das poucas salas de cinema de rua do país com uma ocupação contínua, efervescente e diversificada. Além do conjunto arquitetônico com suas características originais mantido, a sala conta com projeção digital de alta qualidade (DCP) e projetor 35mm, dialogando com produções contemporâneas e históricas.</p>
<p>Fechado apenas às segundas-feiras, o Cinema São Luiz é ocupado por mostras e festivais de cinema, a exemplo do Cine PE, Janela Internacional de Cinema do Recife; do Recifest (Festival de Cinema da Diversidade Sexual); MOV &#8211; Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco; Ver Ouvindo: Festival de Filmes com Acessibilidade Comunicacional do Recife, entre outros.</p>
<p><b><span style="text-decoration: underline;">Serviço</span></b><br />
Pré-estreia do filme &#8220;O Processo&#8221; + debate com a diretora Maria Augusta Ramos<br />
Quando: quinta-feira (10), às 19h30<br />
Onde: Cinema São Luiz (R. da Aurora, 175 &#8211; Boa Vista, Recife &#8211; PE)<br />
Quanto: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada)<br />
Informações: (81) 3184-3157</p>
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