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	<title>Portal Cultura PE &#187; lula cardoso ayres</title>
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		<title>CEPPC-PE indica tombamento de murais, painéis e pinturas de Lula Cardoso Ayres</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jan 2024 20:05:12 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_107903" aria-labelledby="figcaption_attachment_107903" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Coleção Luiz Cardoso Ayres Filho</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/LulaCardosoAyres01_ColecaoLuizCardosoAyresFilho.jpg"><img class="size-medium wp-image-107903" alt="Coleção Luiz Cardoso Ayres Filho" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/01/LulaCardosoAyres01_ColecaoLuizCardosoAyresFilho-607x417.jpg" width="607" height="417" /></a><p class="wp-caption-text">Lula Cardoso Ayres</p></div>
<p>Na última quinta-feira (18), o Conselho Estadual de Preservação e Patrimônio Cultural (CEPPC-PE) decidiu pelo tombamento de obras do artista visual, cenógrafo, desenhista, designer, fotógrafo, Ilustrador, pintor, muralista e professor de artes plásticas Lula Cardoso Ayres (1910-1987). Na reunião, que aconteceu na Academia Pernambucana de Letras (APL), na Zona Norte do Recife, foi apresentado o relatório conclusivo da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) indicando como objeto do tombamento um conjunto de 17 painéis e pinturas murais com recorte cronológico das obras de 1947 a 1985.</p>
<p>O documento reforça a importância simbólica do tombamento mais que a própria materialidade em si. Destaca que, mais do que os painéis artísticos, foi considerada a capacidade memorialística, representacional e simbólica das obras a partir de suas narrativas, além de suas relações com os espaços e cotidianos da cidade do Recife.</p>
<p>Foram identificados elementos semelhantes entre essas obras como as temáticas do cotidiano do trabalho, de manifestações da cultura popular e das paisagens urbanas e rurais em Pernambuco. Uma arte de grandes proporções feita para ser inserida em espaços públicos ou de grande circulação, integradas ao espaço arquitetônico, diferente da lógica de exibição dos museus e galerias.</p>
<p>“Quero parabenizar toda a equipe da Fundarpe, na pessoa de Célia Campos, pela iniciativa do processo de tombamento, seguida de um trabalho técnico primoroso, e aos conselheiros responsáveis pela relatoria do Processo de Tombamento no CEPPC, Augusto Ferrer e Diomedes Oliveira”, comentou Cláudia Rodrigues, vice-presidente da Fundarpe e presidente do CEPPC-PE.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">A lista das obras:</span></strong></p>
<p>• <em>Cena rural</em> – 1947 – Fachesf<br />
• <em>Colheita, pesca e artesãos</em> (3 painéis) – 1950 – acervo da Caixa Cultural (Bairro do Recife)<br />
• <em>Cenas ligadas à agricultura e pecuária</em> – 1950 – Salão Nobre da UFRPE<br />
• <em>Cena urbana</em> – 1953 – Hall do Cinema São Luiz<br />
• <em>Ciclos econômicos</em> (2 murais) e <em>Folclore</em> (1 mural) – 1957/58 – prédio do antigo terminal do Aeroporto Internacional dos Guararapes<br />
• <em>Indústria</em> – 1960 – Edifício JK (Avenida Dantas Barreto)<br />
• <em>Paisagem urbana azul</em> – 1960 – antigo prédio do Citibank (Bairro do Recife)<br />
• <em>Cena rural</em> – década de 1960 – Edifício Al Mare (Avenida Guararapes)<br />
• <em>Casario às margens do Rio Capibaribe</em> – 1967 – Restaurante Varanda – sede do Sport Club do Recife<br />
• <em>Painéis representando as quatro macrorregiões de Pernambuco</em> – 1985 – sede do Metrorec.</p>
<p>O exame técnico, assim como todo o processo de tombamento, encontra-se disponível para consulta na sede da Fundarpe.</p>
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		<title>Projeto mapeia esculturas e murais em espaços públicos do Recife</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Feb 2016 19:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[Funcultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Enchendo os olhos de moradores e visitantes, um rico acervo de murais artísticos e esculturas estão espalhados pela capital pernambucana. São monumentos, esculturas, estátuas, bustos, murais, painéis em cerâmica, pinturas e azulejos datados do século XVII até os dias atuais. Com a intenção de tornar este valoroso patrimônio artístico, histórico e cultural ainda mais conhecido, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Enchendo os olhos de moradores e visitantes, um rico acervo de murais artísticos e esculturas estão espalhados pela capital pernambucana. São monumentos, esculturas, estátuas, bustos, murais, painéis em cerâmica, pinturas e azulejos datados do século XVII até os dias atuais. Com a intenção de tornar este valoroso patrimônio artístico, histórico e cultural ainda mais conhecido, o projeto <strong>Recife Arte Pública</strong> mapeou estas obras e, com incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, apresenta nesta quinta-feira, 25/2, o resultado do trabalho.</p>
<div id="attachment_34014" aria-labelledby="figcaption_attachment_34014" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Hassan Santos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/02/grifo-em-bronze-MEPE_hassan-santos.jpg"><img class="size-medium wp-image-34014" alt="Hassan Santos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/02/grifo-em-bronze-MEPE_hassan-santos-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Grifo em bronze (Fundição Val d&#8217;Osne), que está no Museu do Estado, é uma das obras mapeadas</p></div>
<p>Dois mapeamentos distintos foram realizados: escultura e mural. O livreto <em>“Recife Arte Pública: Escultura</em>” apresenta mais de 100 pontos de localização. Durante a pesquisa, a equipe visitou trinta e dois bairros da Região Metropolitana do Recife (RMR) e traz como resultado o mapeamento de mais de duzentas esculturas públicas. <em>“A arte pública testemunha o crescimento urbano, e deve ser vista sob esse caráter documental, um verdadeiro acervo público disponível a toda sociedade”</em>, explica a coordenadora de pesquisa, Lúcia Padilha.</p>
<p>Mais de 70 murais em espaços públicos e espaços privados com acesso ao público na cidade também foram mapeados. Vinte bairros da RMR foram visitados para compor o site<em> “Recife Arte Pública: Murais”</em>, que traz em seu conteúdo informações sobre a obra de arte, o artista, sua localização e dados para acessar o mural mapeado.</p>
<p>Nas ruas, em parques, praças e prédios, a arte pública do Recife conta a sua história através da arte, que inclui obras de grandes artistas como Cícero Dias, Abelardo da Hora, Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres e Corbiniano Lins.</p>
<div id="attachment_34015" aria-labelledby="figcaption_attachment_34015" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Breno Laprovitera</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/02/painel-frei-caneca_casa-da-cultura_cicero-dias_foto-breno-laprovitera.jpg"><img class="size-medium wp-image-34015" alt="Breno Laprovitera" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/02/painel-frei-caneca_casa-da-cultura_cicero-dias_foto-breno-laprovitera-607x393.jpg" width="607" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Painel de Cícero Dias sobre Frei Caneca pode ser apreciado na Casa da Cultura</p></div>
<p>O projeto é idealizado pela arquiteta e arte-educadora Lucia Padilha Cardoso. A equipe de pesquisa conta com os educadores Niedja Santos e Hassan Santos, com produção de Janaisa Cardoso e design gráfico da Zoludesign.</p>
<p>O registro das obras em mural é de autoria do fotógrafo Breno Laprovitera e compõem o site “Recife Arte Pública: murais”. As fotos das esculturas foram realizadas por Nando Chiappetta e integram o livreto “Recife Arte Pública: Escultura”, que será distribuído, gratuitamente, em pontos culturais da cidade.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço<br />
</strong></span><strong>Quinta-feira, 25 de fevereiro, a partir das 17h<br />
</strong>- Lançamento do projeto “Recife Arte Pública” com distribuição do livreto e divulgação do site <strong><a href="http://www.recifeartepublica.com.br" target="_blank">www.recifeartepublica.com.br<br />
</a></strong>- Abertura da exposição de fotografias de arte pública da cidade do Recife<br />
No Museu Murillo La Greca (<em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel">Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366 &#8211; Parnamirim/Recife)</em></em></em></em></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><em id="__mceDel"><span style="text-decoration: underline;"><strong>SAIBA MAIS<br />
</strong></span><em>*Com informações da assessoria do projeto</em></em></em></em></em></em></em></p>
<p><strong>Esculturas</strong></p>
<p>O livreto “Recife Arte Pública: Escultura” apresenta mais de 100 pontos de localização para conhecer esses patrimônios construídos em espaços públicos do Recife. Na sua maioria, são locais com livre acesso, alguns possuem horários de visitação, enquanto que outros espaços são privados, porém com acesso ao público. Todas as informações necessárias para visitação das obras estão contempladas na publicação.</p>
<p>Durante a pesquisa, a equipe visitou 32 (trinta e dois) bairros da Região Metropolitana do Recife e traz como resultado o mapeamento de mais de 200 esculturas públicas nas quatro zonas principais da cidade: <i>Leste (Centro), Norte, Oeste e Sul</i>.</p>
<p>Entre as obras da pesquisa estão esculturas francesas do século XVIII como as instaladas no Museu do Estado, Praça da República e Ponte Maurício de Nassau. São esculturas de ferro produzidas pelos mesmos autores das peças encontradas no acervo de museus franceses como o d’Orsay, em Paris. Outras esculturas dessa mesma época podem ser vistas, feitas em mármore ou bronze, muitas delas associadas à arquitetura de prédios ou compondo o contexto urbano da cidade.</p>
<p>Dos artistas pernambucanos, Abelardo da Hora e Francisco Brennand são autores de grande parte do acervo da arte pública do Recife. Realizadas no modernismo, são esculturas e monumentos produzidos, em sua maior parte, entre as décadas de 40 e 60, utilizando técnicas e materiais diversos, como cerâmica, pedra, bronze, entre outros. Além deles, outros grandes nomes se fazem presente nessa exposição a céu aberto, como Corbiniano Lins e José Cláudio. Muitas dessas obras reforçam a memória da nossa sociedade e constroem a cultura pernambucana.</p>
<p>Mais contemporâneas, instaladas às margens do Rio Capibaribe ou em praças públicas, esculturas e monumentos nascem com a vocação de fazer lembrar, evocar, celebrar, como o “Monumento Tortura Nunca Mais” e a escultura “Carne da Minha Perna”, um caranguejo confeccionado com sucata de ferro que homenageia o músico Chico Science e o geógrafo pernambucano Josué de Castro.</p>
<p>Da mesma maneira, as esculturas dos escritores do Recife que compõem o “Circuito da Poesia” prestam homenagem aos poetas que nasceram ou viveram no Recife, como Capiba, Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto, Carlos Pena Filho e Clarice Lispector. Contemporâneo também é o “Parque de Esculturas de Francisco Brennand”, com 90 esculturas do artista e os 40 metros quadrados no piso do Marco Zero, considerado o ponto de partida da cidade, que traz a obra “Rosa dos Ventos”, de Cícero Dias, e representa a origem do mundo e do Recife.</p>
<p>“A ausência de um inventário sobre esse patrimônio material contribui para o esquecimento e desvalorização desse tesouro cultural pernambucano. A arte pública, ao ser criada para a cidade, testemunha o crescimento urbano, e deve ser vista sob esse caráter documental, um verdadeiro acervo público disponível a toda sociedade”, explica Lúcia.</p>
<p><strong>Murais</strong></p>
<p>O projeto mapeou mais de 70 (setenta) murais em espaços públicos e espaços privados com acesso ao público na cidade do Recife. Durante a pesquisa, a equipe visitou 20 (vinte) bairros da Região Metropolitana do Recife, com a intenção de compor o site “Recife Arte Pública: Murais”, com acesso pelo endereço <a href="http://www.recifeartepublica.com.br/">www.recifeartepublica.com.br</a>. O site traz em seu conteúdo informações sobre a obra de arte, o artista, sua localização e dados para acessar o mural mapeado.</p>
<p>Entre os principais nomes da arte em mural do Recife estão grandes artistas plásticos pernambucanos como Francisco Brennand, Lula Cardoso Ayres, Abelardo da Hora, Cícero Dias, Delfim Amorim, Petrônio Cunha, Maurício Silva, José Paulo, entre outros. Boa parte produzidos entre as décadas de 40 e 90 e disponíveis para apreciação.</p>
<p>O primeiro mural abstrato da América do Sul encontra-se na capital pernambucana, de autoria de Cícero Dias, e está exposto na Secretaria da Fazenda do Estado. Muitos prédios recifenses abrigam nas suas fachadas a arte mural de Francisco Brennand, como o mural de duzentos metros de altura, de 1967, que ocupa metade da lateral de um edifício situado na Rua do Sol. Da mesma forma, os painéis em azulejos de Delfim Amorim compõem fachadas de edifícios que são referência na cidade, como o Edifício Acaiaca em Boa Viagem e o prédio do IMIP no bairro dos Coelhos.</p>
<p>Lula Cardoso Ayres assina muitos murais espalhados pela cidade, como o do hall do Cinema São Luiz. Corbiniano Lins e Abelardo da Hora também contribuem com esse acervo de painéis e murais artísticos pelo Recife, especialmente com temáticas mais políticas como o mural “Joaquim Nabuco e a Abolição da Escravatura”, na Rua do Sol e os cinco painéis em azulejo intitulado “Revoluções Pernambucanas” em Santo Amaro. Os artistas mais contemporâneos também participam com obras espalhadas pela cidade como os painéis de Christina Machado, Rinaldo e Maurício Silva no Bar Central.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong> </strong></span></p>
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