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	<title>Portal Cultura PE &#187; LUZILÁ GONÇALVES</title>
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		<title>Cultura popular e literatura mudam rotina escolar em Gameleira</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Apr 2017 14:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Roberto Moraes Filho A Escola de Referência em Ensino Médio Dr. Jaime Monteiro, em Gameleira, na Mata Sul de Pernambuco, recebeu na manhã da sexta-feira (7), a programação do projeto Outras Palavras. A iniciativa, promovida pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, contou com cerca de 150 estudantes, oriundos das instituições EREM Dr. Jaime Monteiro, Escola [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-EREM-Dr.-Jaime-Monteiro-Gameleira-Foto-Jan-Ribeiro-01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-47459" alt="Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-EREM-Dr.-Jaime-Monteiro-Gameleira-Foto-Jan-Ribeiro-01-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p align="right"><i>Por Roberto Moraes Filho</i></p>
<p style="text-align: justify;">A Escola de Referência em Ensino Médio Dr. Jaime Monteiro, em Gameleira, na Mata Sul de Pernambuco, recebeu na manhã da sexta-feira (7), a programação do projeto <strong>Outras Palavras.</strong> A iniciativa, promovida pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, contou com cerca de 150 estudantes, oriundos das instituições EREM Dr. Jaime Monteiro, Escola Estadual Nossa Senhora da Penha e Escola Municipal Dom Felipe.</p>
<div id="attachment_47460" aria-labelledby="figcaption_attachment_47460" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Antonieta-Trindade-EREM-Dr.-Jaime-Monteiro-Gameleira-Foto-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-47460" alt="Foto: Jan Ribeiro" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Antonieta-Trindade-EREM-Dr.-Jaime-Monteiro-Gameleira-Foto-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Antonieta Trindade</p></div>
<p style="text-align: justify;">Iniciando o ciclo de atividades, Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e idealizadora do projeto Outras Palavras, fez a doação de kits literários contendo obras vencedoras do Prêmio Pernambuco de Literatura, além do livro ‘Patrimônios Vivos de Pernambuco’ (2014), de autoria da pesquisadora Maria Alice Amorim, para as bibliotecas de cada instituição de ensino presentes nesta edição, que contou com a participação da secretária de Educação de Gameleira, Fabíola Nunes. <i>“Nós conseguimos atingir este ano a marca de mais de 220 escolas contempladas pelo projeto, em todas as regiões do Estado de Pernambuco e já temos uma programação intensa agendada para neste primeiro semestre”</i>, informou Antonieta. <i>“Tendo em seu aspecto de resistência, o ‘Outras Palavras’ visa que os estudantes da rede pública de ensino tenham acesso à arte e à cultura, para que possam ampliar seus repertórios e dominar, por exemplo, conhecimentos ligados à cultura popular e literatura, através da oportunidade de participarem de bate-papo com escritores premiados e Patrimônios Vivos do Estado”</i>, ressaltou.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-EREM-Dr.-Jaime-Monteiro-Gameleira-Foto-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-47462" alt="Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-EREM-Dr.-Jaime-Monteiro-Gameleira-Foto-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, os estudantes participaram de um bate-papo literário mediado pelo jornalista e cineasta Marcos Enrique Lopes, com a escritora, pesquisadora e professora de literatura da Universidade Federal de Pernambuco, Luzilá Gonçalves, que falou um pouco sobre seu processo de criação literária, sendo autora de dez livros, entre eles ‘Muito Além do Corpo’ e ‘<em>A Anti</em>-<em>Poesia de Alberto</em> Caeiro’. Natural da cidade de Garanhuns, no Agreste, Luzilá ocupa a cadeira de nº 38 da Academia Pernambucana de Letras, instituição da qual também é vice-presidente.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Luzila-Goncalves-Foto-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="alignnone  wp-image-47463" title="Luzilá Gonçalves" alt="Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Luzila-Goncalves-Foto-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><i>“Eu ensinava literatura brasileira há muitos anos e quando comecei, achava que existiam poucas mulheres escrevendo. No século 19, ninguém. No final do século XIX, surgia a escritora Francisca Júlia. Mas foi no século XX, que então começamos a ver mulheres como Rachel de Queiroz e Cecília Meireles escrevendo. Então, eu me impressionei com isso e comecei a fazer pesquisas, e descobri que aqui em Pernambuco havia uma quantidade enorme no século XIX de mulheres escrevendo, entre elas poetisas e jornalistas. Havia jornais em que mulheres publicavam desde 1810, lutando para que as mulheres tivesses acesso ao ensino, coisa que não existia à época&#8221;,</i> destacou Luzilá.</p>
<p style="text-align: justify;">Sobre o contato com a literatura, Luzilá foi enfática: <i>“No meu caso, por que é que eu escrevo? Tenho dez romances publicados, além de vários livros de pesquisa, uns 30 ao todo. E aí, por que? A gente escreve porque a vida não basta. A gente quer mais, quer conhecer mais coisas, mais sobre os seres humanos e se conhecer também. E é o que acontece quando você pega um livro, você vai descobrir um outro jeito de ver o mundo, outro jeito de julgar as pessoas e um outro jeito de se entender. Porque o escritor, quando ele escreve, está tentando dizer aquele mundo que está lá dentro e que não é essa realidade muito banal da gente. Quando você pega um livro ou o escreve, é porque você quer um pouco mais do que a banalidade</i>.<i> A leitura proporciona assumirmos outras vozes. Em outras palavras, por exemplo, que é muito mais brando do que o nome do projeto, o escritor e o leitor estão procurando exatamente outros jeitos de dizer ou de se expressar”</i>, resumiu.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Mestre-Galo-Preto-Foto-Jan-Ribeiro-02.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-47461" alt="Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Mestre-Galo-Preto-Foto-Jan-Ribeiro-02-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Após o bate-papo literário, o coquista Galo Preto, Patrimônio Vivo de Pernambuco, entrou em cena. Interpretando composições do seu mais novo trabalho musical, o CD ‘Histórias que Andei’, lançado em 2016, Galo Preto animou os presentes com a poética e os repentes de embolada. <i>“Defino este projeto, que participo pela terceira vez, como uma iniciativa bem pensada, que chegou em bom momento e está proporcionando nossa cultura completamente viva para os mais jovens. Isso incentiva os estudantes a cultivarem as nossas raízes artísticas, o que eu acho muito importante e gratificante”</i>, comentou com animação.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Mestre-Galo-Preto-Foto-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-47464" alt="Foto: Jan Ribeiro/Secult-Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/04/Outras-Palavras-Mestre-Galo-Preto-Foto-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Para<i> a </i>estudante Larissa Cauani, do EREM Dr. Jaime Monteiro, a participação no projeto serviu de inspiração para toda vida estudantil .<i> “Foi muito interessante a edição do projeto aqui em Gameleira, especialmente por tratar a forma como encaramos a leitura de obras literárias. Gravei muita coisa do que ouvi hoje na memória e espero que a programação volte por aqui mais vezes”</i>, avaliou.</p>
<p style="text-align: justify;">Já para Laura Beatriz, <em>“toda a programação foi muito legal, porque nem sempre temos a oportunidade de ter esse contato mais próximo com uma escritora renomada em nossa cidade. Também adorei a apresentação do mestre Galo Preto, por ele demonstrar a tradição do coco de uma forma muito animada”</em>, destacou.</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>Outras Palavras</strong> segue com sua programação itinerante para Timbaúba, nesta terça-feira, 11 de abril.</p>
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		<title>Recife ganha aplicativo que traça percurso literário e afetivo da cidade</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2016 15:22:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[por Marina Suassuna É extensa a jornada que se pode empreender pelo Recife a partir de suas referências na literatura. Quantas poesias, romances, crônicas e contos foram escritos, ao longo da história, representando e evocando a geografia da cidade? Partindo dessa premissa, o cineasta Eric Laurence (Uma Passagem para Mário), um apaixonado por literatura, desenvolveu [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Marina Suassuna</em></p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/08/14999406645_625d54efa4_z.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-12624" alt="Costa Neto/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2014/08/14999406645_625d54efa4_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>É extensa a jornada que se pode empreender pelo Recife a partir de suas referências na literatura. Quantas poesias, romances, crônicas e contos foram escritos, ao longo da história, representando e evocando a geografia da cidade? Partindo dessa premissa, o cineasta Eric Laurence (<em>Uma Passagem para Mário</em>), um apaixonado por literatura, desenvolveu o aplicativo <strong><em>Ruas Literárias do Recife</em></strong>, que tem incentivo do Funcultura.</p>
<p>Por meio do mapeamento das ruas da cidade, a plataforma possibilita um roteiro literário e poético, no qual a população pode descobrir como as ruas e suas edificações foram descritas e representadas por escritores pernambucanos. Foram elencados aproximadamente 150 pontos de localização no Recife, que são os<em> pins</em> do aplicativo. Cada um remete a trechos de escritos feitos por 82 autores, de diferentes épocas e estilos, desde o século 19 até os dias atuais.</p>
<div id="attachment_39922" aria-labelledby="figcaption_attachment_39922" class="wp-caption img-width-320 alignright" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/pin.jpg"><img class="size-full wp-image-39922  " alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/pin.jpg" width="289" height="415" /></a><p class="wp-caption-text">Aplicativo visa aproximar o Recife de seus habitantes e visitantes a partir da ótica de diferentes escritores de diferentes épocas</p></div>
<p>A pesquisa, empreendida pela escritora Luzilá Gonçalves, traz referências a escritos de Raimundo Carrero, Ronaldo Correia de Brito, Joaquim Cardozo, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Audálio Alves, Lucila Nogueira, Manuel Bandeira, Carlos Pena Filho, Micheliny Verunschy, Carneiro Vilela, Rubem Rocha Filho, Paulo Mendes Campos, José Teles, Antônio Maria, entre outros.</p>
<p>&#8220;Recife é uma das capitais do Brasil que mais tem poetas falando da cidade. E cada um tem um jeito distinto de abraçar as paisagens.Um dos motivos é o Rio Capibaribe, que é um coração que conduz as paisagens concretas e interiores. O aplicativo proporciona uma interação ente a paisagem concreta, visível, que está resistindo, e a paisagem interior&#8221;, observa a escritora e doutora em Estudos Literários, que possui 44 livros publicados, entre contos, romances, biografias e ensaios.</p>
<p>De acordo com Eric Laurence, um dos nortes da pesquisa foi trazer a multiplicidade de olhares e perspectivas desses autores. &#8220;Sabíamos que havia muitos escritores que naturalmente falaram sobre as ruas e os bairros do Recife. De um lado, há escritores numa perspectiva mais documental, outros mais memorialistas como Manuel Bandeira. Os escritores contemporâneos já tem um olhar mais critico, mais ácido&#8221;, avalia Eric.</p>
<p>Ele também chama atenção para a presença de Cecília Villanova, poetisa que colaborou com a produção dos textos e com a pesquisa. &#8220;Foi importante contar com ela por sua relação com a poesia marginal. Assim, ela trouxe escritores marginais que têm um olhar bastante particular, mais urbano, como Miró e Ericksson Luna&#8221;. A edição geral do projeto foi realizada pela jornalista Olívia Mindêlo.</p>
<div id="attachment_39930" aria-labelledby="figcaption_attachment_39930" class="wp-caption img-width-320 alignleft" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/EricLaurence.jpg"><img class="size-full wp-image-39930" alt="Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/09/EricLaurence.jpg" width="265" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">O cineasta Eric Laurence demonstra o interesse em desenvolver ações com escolas do estado</p></div>
<p>Uma das pretensões do projeto é também desenvolver ações junto com escolas. Para Eric, é uma forma dinâmica de promover o ensino, sobretudo a partir do quiz, que gera uma interação maior. &#8220;Não estamos preocupados com a quantidade de pessoas que vão acessar. Mas, claro que se ele emplacar, o projeto vai ganhar uma outra dimensão. Nosso grande objetivo é que as pessoas usufruam dele e fiquem encantados com a possibilidade de estabelecer uma relação afetiva com a cidade, a partir de um olhar poético da literatura que abordou o espaço urbano ao longo dos anos todos&#8221;.  O aplicativo é gratuito e está disponível para Android e iOS, nas versões mais modernas de <em>smartphones</em> e tablets.</p>
<div id="attachment_27010" aria-labelledby="figcaption_attachment_27010" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Costa Neto/Scult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/luzila-goncalves-foto-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-27010" alt="Costa Neto/Scult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/luzila-goncalves-foto-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Para a produção dos textos que sintetizam as referências literárias das ruas do Recife, o projeto contou com Luzilá Gonçalves, uma das grandes escritoras pernambucanas</p></div>
<p>Confira alguns trechos e respectivas ruas:</p>
<p><strong>AVENIDA GUARARAPES</strong><br />
O poeta Carlos Pena Filho, cuja imagem pode ser encontrada em escultura, na Praça da Independência, bem perto daí, imortalizou esta avenida que é um dos símbolos do processo de modernização no Recife, além de conhecido ponto de encontro de intelectuais e boêmios no século 20. Aqui vão, então, os versos de “Chope”, que pertence ao conjunto de poemas “Guia prático da cidade do Recife”:</p>
<p>“Na Avenida Guararapes,<br />
o Recife vai marchando.<br />
O bairro de Santo Antônio<br />
tanto se foi transformando<br />
que, agora, às cinco da tarde<br />
mais se assemelha a um festim;<br />
nas mesas do Bar Savoy,<br />
o refrão tem sido assim:<br />
São trinta copos de chope,<br />
são trinta homens sentados,<br />
trezentos desejos presos,<br />
trinta mil sonhos frustrados.</p>
<p>(&#8230;)”<br />
FILHO, Carlos Pena. “Livro geral – Poemas”. Recife: Recife, 1999.</p>
<p><b>CAIS DA ALFÂNDEGA</b></p>
<p>À beira do Capibaribe, no Cais da Alfândega, encontramos o poeta Ascenso Ferreira repousando ao lado de seus livros e de “companheiros” de toda idade, que se sentam com sua escultura. O escritor foi imortalizado pelo escultor Demétrio Albuquerque e, entre suas obras, nos deixou estes versos de “Noturno”, que podem ser lidos e imaginados bem defronte ao rio, que, como diz ele, “tem coisas para me contar”:</p>
<p>”Sozinho de noite,<br />
Nas ruas desertas<br />
Do velho Recife<br />
Que atrás do arruado<br />
moderno ficou&#8230;<br />
Criança de novo<br />
Eu sinto que sou:</p>
<p>– Que diabo tu vieste fazer aqui, Ascenso?<br />
(&#8230;)<br />
Das casas fechadas<br />
e malassombradas<br />
Com as caras tisnadas<br />
Que o incêndio queimou&#8230;<br />
Pelas janelas esburacadas<br />
Eu sinto, tremendo,<br />
Que um olho de fogo<br />
Medonho me olhou:</p>
<p>– Olha que o papa-figo te agarra, desgraçado!”</p>
<p>Vários autores. “O Recife pela voz dos poetas”. Organização de Luiz do Nascimento. Recife: Prefeitura Municipal do Recife, 1977. Coleção Recife, vol. 1</p>
<p><b>ESTRADA DOS REMÉDIOS</b></p>
<p>Em “Homens e caranguejos”, o único romance escrito pelo cientista social Josué de Castro, temos a fotografia de um Recife profundo e pulsante que culmina na descrição de um elemento chave em sua narrativa: a popular Feira Livre de Afogados, que acontece na Estrada dos Remédios. Ela está ambientada desde estas palavras abaixo, retiradas da primeira página do livro:</p>
<p>“Recife, a cidade dos rios, das pontes e das antigas residências palacianas é também a cidade dos mocambos: das choças, dos casebres de barro batido a sopapo, cobertos de capim, de palha de coqueiro e de folha-de-flandres.</p>
<p>Na madrugada fria de junho, ainda com a cor da noite, mas já soprando um arzinho de manhã, toda a zona dos mangues dorme quieta, atolada na placidez da lama (&#8230;) Pela estrada de Motocolombó, que nesta hora incerta se perde quase invisível no meio dos mangues, passam os primeiros balaieiros carregados de frutas e verduras, puxando na perna para que antes do dia amanhecer de todos já estejam eles abancados na feira de Afogados para venderem os seus produtos. (&#8230;)”</p>
<p>CASTRO, Josué de. “Homens e caranguejos”. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.</p>
<p><b> </b></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Conversa com Luzilá Gonçalves abre série de debates literários do 25º FIG</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Jul 2015 18:01:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
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		<category><![CDATA[LUZILÁ GONÇALVES]]></category>
		<category><![CDATA[Praça da Palavra]]></category>

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		<description><![CDATA[Na primeira noite da Praça da Palavra, a homenageada do 25º Festival de Inverno de Garanhuns, Luzilá Gonçalves, abriu a série de debates sobre literatura que devem atrair centenas de visitantes nos próximos dias. Durante a discussão, mediada pelo professor Alexandre Furtado, Luzilá trouxe à tona temas recorrentes de suas produções literárias e acadêmicas, como [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na primeira noite da Praça da Palavra, a homenageada do 25º Festival de Inverno de Garanhuns, Luzilá Gonçalves, abriu a série de debates sobre literatura que devem atrair centenas de visitantes nos próximos dias. Durante a discussão, mediada pelo professor Alexandre Furtado, Luzilá trouxe à tona temas recorrentes de suas produções literárias e acadêmicas, como o feminismo e o papel da mulher na literatura nacional e regional, além de contar um pouco de sua trajetória como romancista e pesquisadora na área de escritos literários produzidos por mulheres pernambucanas. Na ocasião, a autora garanhuense foi aclamada por diversos leitores, professores e escritores da região, que ouviram, atentos, as histórias que marcaram seus 30 anos de carreira, em que publicou cerca de 30 livros.</p>
<div id="attachment_27636" aria-labelledby="figcaption_attachment_27636" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19803080096_51368e1aed_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-27636" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19803080096_51368e1aed_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A homenageada do festival conversou com o escritor Alexandre Furtado</p></div>
<p>&#8220;<em>Tudo o que é beleza me interessa, e o FIG é uma oportunidade de diversas culturas expressarem sua beleza. Me senti muito honrada por ter sido escolhida para essa homenagem e, mais ainda, por poder participar ativamente dessa edição. O carinho com que as pessoas me tratam aonde quer que eu vá é como uma segunda homenagem e estreitam, ainda mais, minha relação com a cidade. É como se eu estivesse unindo um passado que nunca vivi ao meu presente</em>&#8220;, contou, emocionada, Luzilá, que passou mais de uma década fora de seu estado natal.</p>
<p>De acordo com o secretário de Cultura do Estado, Marcelino Granja, discussões relacionadas a produção literária e a homenagem a Luzilá também serviram como um incentivo para relembrar a multiculturalidade do FIG, que, costumeiramente, é atrelado às atrações musicais. &#8220;<em>Não queremos que as pessoas deixem de lembrar da grandiosidade do festival por conta dos grandes nomes musicais que trazemos. Homenagear Luzilá é relembrar todas as linguagens que permeiam o FIG, valorizar a cultura de Garanhuns e também a força da mulher, já que vivemos em um momento tão conturbado atualmente com relação aos setores mais oprimidos da sociedade. Além disso, é maravilhoso ter a pessoa que escolhemos homenagear participando ativamente e animando o festival</em>&#8220;, pontuou Marcelino.</p>
<div id="attachment_27637" aria-labelledby="figcaption_attachment_27637" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19209138863_aedea60c1f_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-27637" alt="Jorge Farias" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/19209138863_aedea60c1f_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Marcelino Granja e Márcia Souto prestigiaram o bate-papo com a escritora.</p></div>
<p>O bate-papo  marcou o começo das visitas da escritora aos espaços reservados à literatura do FIG &#8211; a Praça da Palavra e a Livraria e Cafeteria Casa Café. Na manhã deste domingo (19), o livro &#8220;A cabra sonhadora&#8221;, escrito por Luzilá, será relançado também na Praça da Palavra, às 11h, com contação de histórias. Na quarta-feira (22), na Casa Café, haverá um bate-papo com a escritora, a partir das 17h. Já na quinta-feira (23), haverá uma conversa entre a homenageada, que volta às ações na Praça da Palavra, e a também escritora Luzinette Laporte sobre livros infantis, a partir das 16h. Na sexta-feira (24), ocorrerá a última ação: uma palestra de Luzilá sobre autores pernambucanos e o panorama atual de produção literária do estado.</p>
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		<title>Abertura Oficial do FIG 2015</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2015 21:17:58 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Homenagem à Luzilá Gonçalves e o show Porcelana, com Alaíde Costa, Gonzaga Leal e Ceronha Pontes, marcaram a cerimônia oficial de abertura do 25º Festival de Inverno de Garanhuns. A abertura contou com a participação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara; do secretário de cultura, Marcelino Granja; da presidente da Fundarpe, Márcia Souto; e do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Homenagem à Luzilá Gonçalves e o show Porcelana, com Alaíde Costa, Gonzaga Leal e Ceronha Pontes, marcaram a cerimônia oficial de abertura do 25º Festival de Inverno de Garanhuns.<br />
A abertura contou com a participação do governador de Pernambuco, Paulo Câmara; do secretário de cultura, Marcelino Granja; da presidente da Fundarpe, Márcia Souto; e do prefeito de Garanhuns, Izaías Regis.<br />
Confira o site do festival: <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/fig2015" target="_blank">www.cultura.pe.gov.br/fig2015</a></p>
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		<title>Garanhuns celebra a Literatura neste 25º FIG</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 10:19:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[por Leonardo Vila Nova Como já é de praxe, Garanhuns contará com seu cantinho dedicado à literatura durante o FIG. A Praça da Palavra marca presença nesta 25ª edição do festival, trazendo aos visitantes uma extensa programação onde o universo da leitura e do imaginário literário é o grande protagonista. A começar pela grande homenageada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/praça-da-palavra.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-27332" alt="Eric Gomes/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/praça-da-palavra-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p style="text-align: right;"><em><strong>por Leonardo Vila Nova</strong></em></p>
<p>Como já é de praxe, Garanhuns contará com seu cantinho dedicado à literatura durante o FIG. A <strong>Praça da Palavra</strong> marca presença nesta 25ª edição do festival, trazendo aos visitantes uma extensa programação onde o universo da leitura e do imaginário literário é o grande protagonista. A começar pela grande homenageada deste ano, a escritora garanhuense <strong>Luzilá Gonçalves</strong>, que coloca a literatura na linha de frente deste FIG 2015. A programação, que ocupará a <strong>Praça Souto Filho,</strong> de 18 a 25 deste mês, sempre das 10h às 21h, contará com debates, lançamentos de livros, saraus, contação de histórias e performances ao longo de todo o festival.</p>
<p>“<em>Este ano, temos uma programação que, tradicionalmente, é voltada para o público adulto e o infantil. Quem for à Praça da Palavra, poderá acompanhar tanto uma programação matinal, principalmente as de contação de histórias, algo que vem se fortalecendo a cada ano, como conferir as palestras, debates, assistir às performances. Temos também uma expectativa de um público cada vez maior no stands de venda de livros, o que projeta ainda mais essa circulação de livros</em>”, comenta o coordenador de Literatura da Secult-PE, Wellington de Melo.</p>
<p>Como não poderia deixar de ser, Luzilá Gonçalves terá espaço de destaque na programação. A escritora e sua obra serão abordadas em vários momentos do FIG. No sábado (18), às 19h, o escritor e professor Alexandre Furtado (UPE) conversa com a escritora sobre sua produção literária. No domingo (19), às 11h, ela relança o seu livro infantil A cabra sonhadora (CEPE), com contação de histórias. Na quinta (23), 16h, ela conversa com a também escritora Luzinette Laporte sobre o tema “Livros infantis e formação do leitor”, abordando a importância da literatura para estimular o gosto da leitura nos pequenos. E na sexta (24), às 17h, a homenageada ministra a palestra “Autores pernambucanos: um panorama”.</p>
<p>Outros destaques na programação: a participação do escritor paulistano Ricardo Lísias, que conversa com o também escritor Mário Rodrigues, sobre o tema “Literatura e autoficção: esses espelhos”, no sábado (18), às 16h. De 22 a 24, sempre às 10h, acontecerá “Pequenos universos portáteis”, uma intervenção facilitada por Cristiane Amador e Margarita Semperos, que irá estimular nas crianças a criação poética através de artefatos diversos que não sejam somente a palavra. O encontro da Literatura de cordel de Pernambuco e Alagoas acontece no dia 20, às 16h, em um sarau que irá reunir os poetas Cícero Emanuel (AL), Santana do Mundaú (AL), Edmilson Soares (AL), Edilene Soares Palmerina (PE), Sergio Nunes Terezinha (PE) e Dorgival Fabiano Bispo (PE).</p>
<p><strong>Nova literatura se encontra</strong><br />
Os quatro vencedores do II Prêmio de Literatura – Wander Shirukaya, Tadeu Sarmento, Helder Herik e Rômulo de Melo – participam de um encontro na programação da Praça da Palavra. “Nova literatura pernambucana: manual de instruções” será um bate-papo com os escritores sobre um panorama da cena literária estadual, suas obras e como editais como o Prêmio Pernambuco contribuem para fomentar a cadeia produtiva local.</p>
<p><strong>Performances</strong><br />
Para muito além das páginas dos livros, a literatura também se dá através de sons, gestos e do corpo. Neste dias de FIG, a fruição literária transcende a leitura e ganha outras possibilidades. Entre os nomes que darão novas abordagens ao seu fazer poético, destacam-se Allan Jones, apresentando a performance inédita “Intra-barulho: poesia &amp; megafone”, que contará com as participações de Pedro Bomba e Fábio Barros.</p>
<p>O poeta José Juva se junta a Jonatas Onofre e Camillo José para a performance poético-musical “Poesia ao vivo”. No palco, eles dirão poemas inéditos de suas autorias, personificando o Trimúrti, baseado nos três principais deuses hinduístas: Brahma (criação), Vishnu (manutenção) e Shiva (destruição). O instante em que o poeta usa da palavra falada para dar vida à poesia, em sua potência criadora, é a tônica da performance. “<em>O lance é dizer ‘poesia ao vivo’ e indicar que o poema, que a poesia está bem além da página, que ela acontece no momento de sua enunciação e que a palavra poética é criadora de circunstâncias, situações</em>”, conta Juva sobre a performance.</p>
<p>A poesia também é memória, afeto. A jornalista Julya Vasconcelos vai registrar momentos vividos por moradores de Garanhuns na ação “Cápsulas sentimentais”. De 23 a 25 de julho, balões de hélio serão espalhados em diversos pontos da cidade. Dentro de cada um deles, uma história, uma recordação, cartas, poesias de garanhuenses que vão abrir seu coração poderão ser “lidos” por quem achá-los. “<em>Eu pretendo unir três coisas: jornalismo, artes visuais e literatura. A ideia é conversar com as pessoas para que elas tragam memórias relativas às suas vivências na cidade, reunir essas informações como se fosse um perfil dessas pessoas e trazer isso para uma dimensão poética</em>”, explica Julya. “<em>Essa produção vai ter uma dupla importância: tanto o de trazer essas memórias à tona como de dar a elas esse tratamento literário. Além disso, distribui-las pela cidade, pra que qualquer pessoa possa encontrar um balão desses e conhecer a história de outra pessoa</em>”, conta ela.</p>
<p><strong>Outras ações</strong><br />
Poetas uniformizados baterão à porta dos garanhuenses, oferecendo poesia de graça. É o A Gente da Palavra, que irá percorrer bairros da periferia de Garanhuns, recitando poemas seus e de outros autores. Participarão Joy Carlu, André Monteiro, Clécio Rimas e Wilson China. Eles irão visitar as seguintes localidades: bairro da Boa Vista (20/7, das 14h30 às 16h30), bairro Magano (21/7, das 9h30 às 11h30) e bairro Mané Xéu (22/7, das 9h30 às 11h30).</p>
<p>Das 10h às 20h, a Praça da Palavra também estará promovendo o Escambo de Livros. Lá, o público poderá levar um livro seu, que esteja em bom estado (menos livros didáticos ou religiosos) e trocar por outro, incluindo livros incentivados pelo Funcultura.</p>
<p>Tem também os “Livros Livres”, que estarão espalhados por Garanhuns, durante todo o Festival de Inverno. Quem se deparar com um livro, pode pegar e ler à vontade. Depois de ler, é só deixá-lo em outro ponto público da cidade, para que outras pessoas tenham acesso livremente.</p>
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		<title>Café em Pasárgada propaga obra de Manuel Bandeira no FIG</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 18:59:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/livraria-casa-cafe.jpg"><img class="size-medium wp-image-27335 aligncenter" alt="livraria-casa-cafe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/livraria-casa-cafe-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>O Espaço Pasárgada, mais conhecido como a casa que poeta Manuel Bandeira viveu parte da sua infância no Recife, comandará, pelo segundo ano consecutivo, uma programação especial no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), entre os dias 18 e 25/7: o Café em Pasárgada. O projeto, que será sediado na Livraria Casa Café, no bairro de Heliópolis, contará com uma série de saraus, exibição de filmes e um bate-papo com a grande homenageada do FIG 2015, a escritora garanhuense Luzilá Gonçalves, que acontecerá no dia 22/7 (quarta-feira), às 17h.</p>
<p>“Já consolidado no Recife, como parte do calendário de atividades fixas do Espaço Pasárgada, o nosso objetivo, na Livraria Casa Café, é promover um encontro entre a poesia, em especial a de Manuel Bandeira, e o público que circula pela cidade durante o FIG”, disse Carolina Aguiar, que ao lado da gestora do Espaço Pasárgada, Marília Mendes, cuida da programação do Café. Segundo ela, a ação visa gerar uma integração da poesia/literatura com outras linguagens e expressões artísticas, como audiovisual, gastronomia, artes plásticas e teatro, através da obra de Bandeira e outros poetas pernambucanos e brasileiros. “Aproveitamos a estrutura da Casa Café, que possui um cardápio poético – o nome de vários autores batizam os pratos que eles oferecem no menu, para  divulgar/difundir o legado do patrono do Pasárgada, como também oferecer aos artistas e poetas de Garanhuns um espaço em que eles possam, literalmente, soltar a voz”, contou Aguiar.</p>
<p>“Ao lado de Duvinnie Pessôa, vou mediar o <i>Recital Poético</i>, com microfone aberto ao público, programado para acontecer das 16h às 20h, na Casa Café. No repertório, além de Manuel Bandeira, irei apresentar uns textos de Patativa do Assaré, Zé Limeira, Vinicius de Moraes, Cora Coralina e umas canções de Siba, que são verdadeiros poemas musicados”, disse o ator garanhuense Julierne Galindo. Entre os poetas locais já confirmados, estão Carlos Janduy, Maciel Viana e Hélder Hérik, ganhador do 2º Prêmio Pernambuco de Literatura, promovido pela Secult-PE/Fundarpe.</p>
<p>Na seção audiovisual, haverá a exibição do curta-metragem <em>O poeta do Castelo</em> (1959), primeira obra do cineasta carioca Joaquim Pedro de Andrade, que narra o dia a dia de Manuel Bandeira, seu padrinho de crisma; do especial <em>Pasárgada.doc</em>, web programa do <strong>Portal Cultura.PE</strong>, desenvolvido pela Coordenadoria de Literatura da Secult-PE/Fundarpe, que trouxe semanalmente, de fevereiro a maio deste ano, depoimentos de escritores pernambucanos sobre sua trajetória, vida literária e desafios do ofício; e a Mostra Especial Stop Motion, que contará com a exibição de 12 curta-metragens, no dia 24/7.</p>
<p>Confira a programação completa do Projeto Café em Pasárgada, no FIG 2015:<br />
Local:<strong> </strong>Livraria Casa Café – Av. Rui Barbosa. 563 – Heliópolis – Garanhuns-PE.</p>
<p><strong>Recital Poético com Microfone Aberto  </strong><br />
Dias: 18 a 25/7<br />
Horário: 16h às 20h<br />
Equipe: Atores – Julierme Galindo e Duvinnie Pessôa</p>
<p><strong>Cinema no Café</strong><br />
Dias: 22, 23, 24 e 25/7<br />
Horário: 19h às 20h</p>
<p>Programação:<br />
- O Poeta do Castelo, de Joaquim Pedro de Andrade com Manuel Bandeira (Bra, 1959, 9 minutos);<br />
- Exibição do web documentário pasárgada.doc, com entrevistas de escritores pernambucanos sobre literatura e Manuel Bandeira;</p>
<p><strong>Mostra Especial Stopmotion :</strong><br />
Rosa (Esl, 2013, 3’30), de Kolja Saksida<br />
Roubo (Hol, 2013, 2 minutos), de Mascha Halberstad<br />
Ao seu lado [Jap, 2013, 06 minutos], de Tsuneo Goda<br />
Adeus senhor Vrees (Hol, 2012, 06 minutos], de Mascha Halberstad<br />
Super Plunf (Bra/sc, 2014, 09 minutos), de Camila Kauling e Henrique Oliveira<br />
Eu te amo (yo te quiero, arg, 2013, 08 minutos], de Nicolás Conte<br />
Viagem inusitada num dia normal (Jap/Can, 2013, 03 minutos), de Yoshino Aoki<br />
Vida (Bra, 2013, 04 minutos), de Levi Magalhães<br />
Sincronia (Isr, 2013, 04 minutos), de Osherov Sveta e Beny Gross<br />
Colher e faca (Eua, 2013, 02 minutos), de Adina Cohen<br />
Maçãs fritas (Hol, 2013, 02 minutos), de Balder Westein<br />
Condo (Ing, 2013, 03 minutos), de Trevor Hardy</p>
<p><strong>Mostra Especial Animage</strong><br />
Sexta-feira, 24/7<br />
Underwater (Israel, 2014, 5 minutos), de Tamar Akavia<br />
Wedding Cake (Alemanha, 2013, 9 minutos), de Viola Baier<br />
Fuga Animada (Brasil, 2013, 3&#8217;40&#8221;), de Augusto Bicalho Roque<br />
Astronaut K (Suiça, 2014, 5&#8217;40&#8221;), de Daniel Harisberger<br />
Vol Au Vent (Bélgica, 2013, 7&#8217;11&#8221;), de Isabel Bouttens<br />
Click (Espanha, 2013, 4 minutos), de Irene Iborra, Eduard Puertas<br />
Balloon Birds (Suiça, 2013, 1 minuto), de Marjolaine Perreten<br />
Chicken Wings (Alemanha, 2008, 5&#8217;45&#8221;), de Pauline Kortmann<br />
Lucy and the Limbs (Canadá, 2014, 2&#8217;50&#8221;), de Edlyn Capulong<br />
Oktapodi (França, 2007, 2&#8217;55&#8221;), de Thierry Marchand, Olivier Delabarre, Quentin Marmier, François Xavier Chanioux, Emud Mokhberi, Julien Bocabeille<br />
<strong>    </strong><br />
<strong>Bate-papo com a homenageada do FIG 2015, Luzilá Gonçalves</strong><br />
Domingo, 22/7 | Às 17h</p>
<p><strong>Campanha de arrecadação de livros para Biblioteca Waldemar Lopes – especializada em Literatura Brasileira</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Garanhuns e uma fotógrafa</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 01:47:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A família – uma mãe viúva, dois filhos e duas filhas – perseguidos por convicções religiosas, havia deixado São Caetano da Raposa no começo do século.. Tendo liquidado os poucos bens, imagino o que teria sido essa viagem. Em lombo de burro? A pé? Evangélicos, Caetano se empregou nas oficinas do Monitor, e depois do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A família – uma mãe viúva, dois filhos e duas filhas – perseguidos por convicções religiosas, havia deixado São Caetano da Raposa no começo do século.. Tendo liquidado os poucos bens, imagino o que teria sido essa viagem. Em lombo de burro? A pé? Evangélicos, Caetano se empregou nas oficinas do Monitor, e depois do Norte Evangélico, do Gládio, jornais dirigidos por Soriano Furtado, creio, ou um dos Gueiros, não sei se próprio pastor Antonio Gueiros ou Jerônimo Gueiros. Luiz, que chamariam de Luiz Bodinho, se empregou na Deloite e depois na Empresa de luz.</p>
<p>Dona Cecília Rodrigues, uma das diretoras do Colégio Quinze de Novembro, notou a inteligência e a vivacidade da menina E minha mãe, aos dezesseis anos, começou a ensinar no Colégio, a estudar música, para tocar na igreja, a estudar inglês com Mister Neville. Um dia meu pai viu passar a adolescente loura e magrinha, quis saber quem era, disseram. Amor à primeira vista, logo depois estavam casados.</p>
<p>Um dia Esperidião Falcão, o fotógrafo da cidade consultou minha mãe: -Dona Almerinda, quer comprar minha máquina de retrato? Ensinaria a arte. Minha mãe aceitou. São delas as poucas fotos que nos restaram da familia: minha avó Benvinda, de traços severos. Lupércio, meu irmão, rapazinho com inexplicável traje militar, minha irmãs, Neusa e Celme, lindas, de olhares quase medrosos diante da máquina escura onde minha mãe se escondera dizendo “Vaio sair um passarimnho”. tornou-se exímia, a ponto de conseguir comprar a casa onde nasci: a casa da Empresa de Luz, junto ao Tavares Correia. Que terminou vendendo, o Sanatório queria ampliar o jardim do que dali a uns anos seria um hotel. A familia veio para o Recife, os filhos tinham de estudar mais. Mas Garanhuns permanecia viva, na memória, nos corações.</p>
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		<title>Mês das férias leva várias atividades recreativas ao Museu do Estado</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Jul 2015 15:30:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[1º Domingo no Museu]]></category>
		<category><![CDATA[A Cabra Sonhadora]]></category>
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		<category><![CDATA[Museu do Estado de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Oficinas de férias]]></category>
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		<description><![CDATA[De olho nas férias escolares da garotada, o Museu do Estado (MEPE), equipamento cultural que fica no bairro das Graças, no Recife, promove uma série de atividades recreativas voltadas para o público infanto-juvenil. Durante o mês de julho, o MEPE vai receber a primeira edição do projeto Domingo no Museu, evento realizado pela Companhia Editora [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/MEPE.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-19168" alt="Val Lima" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/01/MEPE-607x259.jpg" width="607" height="259" /></a></p>
<p>De olho nas férias escolares da garotada, o Museu do Estado (MEPE), equipamento cultural que fica no bairro das Graças, no Recife, promove uma série de atividades recreativas voltadas para o público infanto-juvenil. Durante o mês de julho, o MEPE vai receber a primeira edição do projeto Domingo no Museu, evento realizado pela Companhia Editora de Pernambuco (CEPE), além de duas semanas com oficinas diversas baseadas no tema ‘Volta ao mundo em 10 dias’, e aulas de pintura em tela com aquarela nas terças-feiras do mês.</p>
<p>A realização do Domingo no Museu será neste domingo (12), das 14h às 17h, e é aberto ao público. &#8220;Além das visitas guiadas pelo acervo histórico do local, o público poderá assistir ao recreador e mágico Rodrigo Mamede, que fará uma contação de história baseada no livro ‘A Cabra Sonhadora’, escrito por Luzilá Gonçalves, homenageada da edição 2015 do Festival de Inverno de Garanhuns&#8221;, explica Tânia Borges, da assessoria do Museu do Estado.</p>
<p>Haverá ainda debate sobre a produção infantil e uma praça de alimentação no estacionamento do Museu do Estado com <i>foodtrucks</i> de pizzas, hambúrgueres e quiosques de doces.</p>
<p><b>Aulas de pintura e oficinas &#8216;Volta ao mundo em 10 dias&#8217;</b></p>
<p>O MEPE recebe também um curso de pintura em tela com aquarela durante todas as terças-feiras de julho, das 14h às 17h. Já as oficinas de férias no museu serão realizadas em duas semanas diferentes, com programações distintas. A primeira semana será de 13 a 17 de julho, enquanto que a segunda de 20 a 24 do mesmo mês.</p>
<p>Pela manhã, das 8h às 11h30, a programação é voltada para crianças de três a seis anos de idade. A ideia é que a cada dia um país seja retratado através de histórias, brincadeiras e outras atividades. À tarde, a garotada dos sete aos 12 anos vai contar com oficinas de fotografia, grafitti, máscaras, aquarela e cerâmica, entre outras.</p>
<p>Tanto no caso do curso de pintura como nas semanas como oficinas a inscrição custa R$ 220 e deve ser feita através do e-mail <a href="mailto:oficinascriativas@hotmail.com">oficinascriativas@hotmail.com</a>, ou presencialmente no Museu do Estado. As vagas são limitadas.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Museu do Estado de Pernambuco<br />
(Av. Rui Barbosa, nº 960, Graças, Recife-PE)<br />
(81) 3184 3178</p>
<p><em>1º Domingo no Museu</em><br />
Domingo (12/07) | 14h às 17h<br />
Gratuito</p>
<p><em>Colônia de férias, com pintura em tela e aquarela</em><br />
Todas as terças-feiras, das 14h às 17h<br />
R$ 220</p>
<p><em>Oficinas de Férias</em><br />
13 a 17 de julho | 20 a 24 de julho<br />
9h às 12h, para crianças de três a seis anos<br />
14h às 17h, para crianças de sete a 12 anos<br />
R$ 220</p>
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		<title>No FIG com Luzilá: Garanhuns, uma cidade de artistas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 17:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[cidade de artistas]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[fig 2015]]></category>
		<category><![CDATA[garanhuns]]></category>
		<category><![CDATA[LUZILÁ GONÇALVES]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha mãe dizia isso: que poucas cidades do interior possuíam, naquele tempo, uma vida cultural tão intensa. Primeiro era o piano, e havia quem tocasse e quem cantasse.  De dia ou nas noites de inverno, quando as ruas ficavam meio desertas, sempre um piano enchia o ar de sons. Uma voz de mulher indagava, através [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Minha mãe dizia isso: que poucas cidades do interior possuíam, naquele tempo, uma vida cultural tão intensa. Primeiro era o piano, e havia quem tocasse e quem cantasse.  De dia ou nas noites de inverno, quando as ruas ficavam meio desertas, sempre um piano enchia o ar de sons. Uma voz de mulher indagava, através de Carlos Gomes: Bem longe, de mim distante, onde irá, onde irá teu pensamento? E colocava dúvidas: quem sabe se és constante?</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/luzila-goncalves-foto-costa-neto.jpg"><img class="size-medium wp-image-27010 aligncenter" alt="Costa Neto/Scult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/07/luzila-goncalves-foto-costa-neto-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>No Colégio Quinze, comemorações cívicas eram ocasião para pequenas apresentações. As meninas tocavam <em>Pour Elise</em> e os estudantes cantavam o traduzido <em>Canto de Saudade e Recordação</em>, voz do pensamento, do meu coração. Minha mãe mesmo, tinha aprendido com sua amiga americana, Nina, filha de seu Thompson ou de mister Neville, não sei, a entoar <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gvr3lbxi1a0" target="_blank"><strong><em>Listen to the Mocking Bird</em></strong></a>, uma canção triste que falava da <em>sweet Hally</em>, sobre cujo túmulo cantava o sabiá.</p>
<p>Mas o grande trunfo de Garanhuns, durante muito tempo, foram as bandas de música. Houve, em 1914, a Banda 2 de  Março, que durou dois anos. Em 1918, um bando de músicos entusiastas fundou a Banda Musical Independente, de que faziam parte, entre outros, Elesbão de Araujo e Alfredo Leite Cavalcanti. Em 1925, o prefeito Euclides Dourado conseguiu recuperar instrumentos e algum membro da 2 de Março criou a Banda Municipal. Parece que foi dessa banda que meu pai tentou fazer parte. Aprendeu as notas, começou a ler a partitura e aprendeu a tirar uns sons de não sei que instrumento. Porém, logo no primeiro ensaio, aconteceu: aluno aplicado e louco por música, tomou o instrumento, começou a ler as notas. Contente e se achando ótimo tocou, tocou. E de repente todos pararam: haviam terminado a execução e meu pai ainda estava no meio da partitura. E minha mãe contava, rindo: foi assim que Garanhuns perdeu um grande músico.</p>
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		<title>No FIG com Luzilá: Garanhuns, um retrato e um tempo que não vivi</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Jun 2015 14:18:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Festival de Inverno]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[fig]]></category>
		<category><![CDATA[garanhuns]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[LUZILÁ GONÇALVES]]></category>

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		<description><![CDATA[por Luzilá Gonçalves Ferreira Tudo começou com um convite e um retrato. Uma tarde de domingo, meu amigo Augusto Jorge de Mendonça Neto me fez um convite tentador: ia visitar umas primas que há muito não via, umas primas de Garanhuns. Perguntou: queres passar umas horas vendo velhas fotografias? Augusto sabe de meu gosto por [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>por Luzilá Gonçalves Ferreira</em></p>
<p>Tudo começou com um convite e um retrato. Uma tarde de domingo, meu amigo Augusto Jorge de Mendonça Neto me fez um convite tentador: ia visitar umas primas que há muito não via, umas primas de Garanhuns. Perguntou: queres passar umas horas vendo velhas fotografias? Augusto sabe de meu gosto por documentos que falam do passado, que atestam a existência de pessoas que a história não registrou – ou quase. Que levaram adiante projetos pessoais de vidas, anônimas, mas que ajudaram a construir cidades.</p>
<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/luzila-print.png"><img class="size-medium wp-image-26747 aligncenter" alt="luzila print" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/06/luzila-print-607x358.png" width="607" height="358" /></a></p>
<p>Em meio a fotografias de gente desconhecida, rostos sérios de crianças, senhoras posando ao lado de maridos sisudos, moças de olhar bem comportado, de repente surgiu a imagem de um belo homem, uma foto com data de 1930. A testa larga, feições familiares, a dedicatória anunciava seu nome, o amigo Lupicínio. Curiosa, já pressentindo o que viria, perguntei quem era? Me informaram: era nosso vizinho, casado com dona Almerinda. Comovida, confessei: é meu pai. As primas de Augusto quase choram, e perguntas jorraram, ele ainda vive?, e dona Almerinda, ainda está bonita? Esse retrato foi ela que tirou, e perguntaram pela família, por meu irmão, pelas meninas. E de repente todo um passado de Garanhuns se fez presente diante de nós, e a sala se encheu de personagens, lembranças se amontoaram, as festas cívicas ou religiosas, com desfiles ou procissões pelas ruas da cidade, e tantas moças estudando e tocando piano. E os missionários diretores do Colégio Quinze e os padres do Diocesano, organizando quermesses e festas de fim de ano com recitações, pequenos textos teatrais, e os cultos na Igreja Presbiteriana, dirigidos pelo reverendo Antonio Gueiros, assistidos por seus tantos filhos. A vida da então pequena cidade revivia, e o incêndio da Associação Garanhunsense de Atletismo, a AGA, cantado pela voz ingênua do povo: “Tô te oiando viu, cuidado, não vá dançar na Aga que tu sai queimado”. E se falou do frio de Garanhuns, da garoa que no inverno cobria as sete colinas, do cheiro das árvores no Parque de Eucaliptos, das dálias e hortênsias do Pau Pombo, do Sanatório então recém criado, onde doutor Tavares Correia medicava a ricos e a pobres, uma instituição que honrava a cidade. E foram lembrados os jornais, tantos e tão variados, O Gládio, O Monitor, O Norte Evangélico, O Sertão, testemunhos da vida cultural de uma cidade de interior, ainda pequena mas já tão importante. Ainda menina e ao longo da vida, eu conhecia parte dessas histórias de Garanhuns, a “pequena história” a petite histoire, como dizem os franceses, aquela que dá conta da vida diária de pessoas comuns ou não, de fatos que marcaram o cotidiano da cidade, detalhes que muita gente considera erradamente desimportantes. Garanhuns vivia na fotografia de meu pai como vive hoje nessas lembranças de uma época que se faz distante, de um tempo de que tenho saudade, mesmo sem o ter vivido. Que continua tão vivo no meu coração.</p>
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