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	<title>Portal Cultura PE &#187; mãe beth de oxum</title>
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		<title>Sambada de Coco do Guadalupe reafirma tradição no Sítio Histórico de Olinda</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Feb 2024 04:27:34 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Sábado de Zé Pereira (10) também foi dia da Sambada de Coco do Guadalupe. O evento, realizado nesta noite no Beco da Macaíba, bairro de Guadalupe, no Sítio Histórico de Olinda, contou com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE), [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Sábado de Zé Pereira (10) também foi dia da Sambada de Coco do Guadalupe. O evento, realizado nesta noite no Beco da Macaíba, bairro de Guadalupe, no Sítio Histórico de Olinda, contou com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE), Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur).</p>
<p>Realizada pelo centro cultural de música e tecnologia Coco de Umbigada, a Sambada de Coco do Guadalupe teve como atrações este ano Afoxé Babá Orixala Funfun, Coco Fulô de Jurema e DJ MK, além, claro, do anfitrião Coco de Umbigada.</p>
<p>O Coco de Umbigada é capitaneado por Mãe Beth de Oxum, ialorixá do Ilê Axé Oxum Karê, mestra coquista, comunicadora e Patrimônio Vivo de Pernambuco que há um quarto de século fundou a Sambada de Coco do Guadalupe.</p>
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		<title>Mãe Beth de Oxum: a primeira ialorixá eleita Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 17:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ialorixá, comunicadora, ativista, artista, mestra da cultura popular. Nascida na antiga maternidade da Praça do Carmo, em Olinda, Maria Elizabeth Santiago de Oliveira atua, há décadas, em várias frentes de luta. No dia 12 de agosto de 2021, Mãe Beth de Oxum, como é mais conhecida, teve essa atuação reconhecida ao ser anunciada como Patrimônio [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_86946" aria-labelledby="figcaption_attachment_86946" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mãe-Beth-de-Oxum-FOTO-JAN-RIBEIRO-SECULT-PE-FUNDARPE.jpg"><img class="size-medium wp-image-86946" alt="Jan Ribeiro Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/08/Mãe-Beth-de-Oxum-FOTO-JAN-RIBEIRO-SECULT-PE-FUNDARPE-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Beth de Oxum, Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco</p></div>
<p>Ialorixá, comunicadora, ativista, artista, mestra da cultura popular. Nascida na antiga maternidade da Praça do Carmo, em Olinda, Maria Elizabeth Santiago de Oliveira atua, há décadas, em várias frentes de luta. No dia 12 de agosto de 2021, Mãe Beth de Oxum, como é mais conhecida, teve essa atuação reconhecida ao ser anunciada como Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p><em>&#8220;O sentimento é de que valeu a pena. Esse título representa um sopro de esperança neste país que é plural, mestiço, onde mais de 50% da população é negra e que não cabe numa caixa fundamentalista”</em>, pontua Beth de Oxum. Há mais de 30 anos, ela está à frente do Ponto de Cultura Coco de Umbigada, no bairro de Guadalupe, em Olinda. O local também abriga o terreiro Ilê Axé Oxum Karê.</p>
<p><em>“Em um País onde ministros são escolhidos e empossados por serem ‘terrivelmente evangélicos’, Pernambuco reconhecer, pela primeira vez, uma ialorixá, uma mulher negra, afrodescendente, como Patrimônio Vivo é um sopro de esperança&#8221;</em>, ressalta.</p>
<p>Junto com o marido, o músico Quinho Caetés, Beth de Oxum mantém o <strong><a href="https://cocodeumbigada.com/" target="_blank">grupo cultural Coco de Umbigada</a></strong>. O trabalho que une cultura e resistência nasceu nas comemorações do São João de 1998. A iniciativa surgiu a partir da intenção do casal, com a ajuda de toda a família e da comunidade, em retomar a tradição do coco outrora mantido por João Amâncio e o irmão dele, Antônio Amâncio &#8211; parentes de Quinho.</p>
<p><em>“São manifestações remanescentes de quilombos urbanos. A morte dos mestres deixou o coco calado por muito tempo, quase 30 anos. Mas, com a construção da nossa família, Quinho me falou que queria resgatar os instrumentos e voltar a fazer a brincadeira”</em>, relembra.</p>
<p>Quando essa ideia surgiu, Beth de Oxum já atuava como ativista cultural, havia participado de afoxés, seguia o candomblé e tocava maracatu de baque virado. <em>“Algo que na época era muito difícil, pois as mulheres não tinham acesso”,</em> conta. Como percussionista, ela tocou nos grupos de Dona Selma do Coco e de Lia de Itamaracá, a nossa rainha da ciranda, também reconhecida como Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>Com a ajuda da família e da comunidade, Beth e Quinho começaram a realizar sambadas, todo primeiro sábado de cada mês. Uma em Olinda, no Guadalupe, e a outra, todo último sábado do mês, em Paratibe.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Live junina Coco de Umbigada realizada em 2021 </strong></span></p>
<p><em id="__mceDel"> <iframe title="YouTube video player" src="https://www.youtube.com/embed/RMpUdQUdCB4?start=565" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></em></p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Coco e resistência cultural</strong></span></p>
<p>Beth de Oxum diz que enfrentou muita resistência por parte de pessoas que não queriam ver essas manifestações na rua. <em>&#8220;Respondi a processos na justiça. E qual foi meu crime? Fazer coco de roda. A gente precisou fazer um trabalho de formiguinha, de educação cultural. É um desafio muito grande manter a tradição&#8221;</em>, diz a coquista.</p>
<p>As origens do coco remontam, de acordo com ela, aos antigos quilombos, no ato da quebra sincopada, rítmica, de frutos das palmeiras. <em>&#8220;A tradição vem desses lugares, do encontro do negro com o indígena. Ela se proliferou pelo Nordeste afora, em diversas vertentes. O coco é uma manifestação do povo simples, humilde e está impregnado na alma pernambucana e nordestina. Para as comunidades, o brinquedo transcende o universo dos ciclos, ele está presente na vida diária das pessoas&#8221;</em>, conta ela.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Terreiro Ilê Axé Oxum Karê</strong></span></p>
<p>Para Mãe Beth de Oxum, <em>&#8220;o terreiro é o lugar onde mais se acolhe a diversidade, seja ela de gênero, de raça ou religiosidade&#8221;</em>. É com esse espírito de abertura que ela acolhe as pessoas que a procuram no Ilê Axé Oxum Karê, conhecido como terreiro da umbigada, por abrigar essa vertente do coco</p>
<p><em>&#8220;No Ilê Axé Oxum Karê Ilê cultuamos a orixá feminina Oxum, que é nossa mãe, a dona da casa. O pai é Babá Ogum. O Ilê é um terreiro de matriz africana que cultua o orixá e também a Jurema sagrada&#8221;</em>, explica.</p>
<p>Para Beth de Oxum, em geral os terreiros em Pernambuco funcionam como espaços de criação, de proteção do coco, do maracatu e dos afoxés. <em>&#8220;São locais de salvaguarda e proteção dessas expressões culturais. Eles mobilizam suas comunidades o ano inteiro&#8221;</em>.</p>
<p>Desde 2005, quando foi reconhecido pelo antigo Ministério da Cultura como Ponto de Cultura, o local onde funciona o Ilê e o Coco de Umbigada também oferece cursos para a juventude negra e periférica do entorno. O Laboratório de Tecnologia e Inovação Cidadã, por exemplo, forma cerca de 150 jovens anualmente, nas áreas de programação, design gráfico, desenvolvimento de softwares e games.</p>
<p>Foi nesse espaço que surgiu o jogo eletrônico “Contos de Ifá&#8221;, fundamentado na mitologia afro-brasileira. <em>&#8220;Estamos há dez anos trabalhando em parceria com quatro universidades locais: UFPE, UNICAP, UFRPE e a UNIAESO. É uma troca de conhecimentos muito rica&#8221;</em>, comemora. Atualmente, o Ilê conta com duas turmas desenvolvendo um novo game inspirado em Iemanjá, com foco em educação socioambiental.</p>
<p><em>&#8220;Também articulamos redes de comunicação, o que resultou na instalação da rádio Amnésia, na frequência FM 89.5. A gente costuma dizer que ela é &#8216;a rádio que esqueceu do seu dinheiro, mas não esqueceu de você&#8217;&#8221;</em>, brinca.</p>
<p><em>&#8220;No Ilê Axé e em outros terreiros ocorrem revoluções silenciosas. São 500 anos resistindo ao preconceito, à intolerância. Se tem um povo que preserva a natureza, é o de terreiro. Porque sem natureza, sem água, sem folha não tem orixá. A natureza para nós é sagrada. Sem ela, não conseguimos ficar de pé sob a terra&#8221;</em>, celebra a multifacetada Mãe Beth de Oxum, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
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		<title>Carta-manifesto em apoio à Mãe Beth de Oxum</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Dec 2019 18:13:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DE PERNAMBUCO]]></category>
		<category><![CDATA[mãe beth de oxum]]></category>

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		<description><![CDATA[CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DE PERNAMBUCO / CEPC-PE CARTA-MANIFESTO AO POVO PERNAMBUCANO-BRASILEIRO EM SOLIDARIEDADE À MÃE BETH D’OXUM “Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DE PERNAMBUCO / CEPC-PE</strong><br />
<strong> CARTA-MANIFESTO AO POVO PERNAMBUCANO-BRASILEIRO EM SOLIDARIEDADE À MÃE BETH D’OXUM</strong></p>
<p style="text-align: right;"><em>“Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas e eu sei que não foi aquela martelada a que conseguiu, mas todas as que vieram antes.” (Jacob Riis)</em></p>
<p>Iniciamos esta carta com as sábias palavras de Jacob Riis, por entendermos que a fala da nossa irmã conselheira Mãe Beth D&#8217;Oxum é mais uma martelada para rachar uma pedra que se mantém firme contra o preconceito, a homofobia, o racismo religioso, institucional, estrutural, epistemológico, cultural, dentre tantos outros.</p>
<p>Assim, nos expressamos solícitos, solidários e parceiros à Yalorixá Mãe Beth D&#8217;Oxum pela sua historicidade religiosa cultural política junto e à frente de movimentos da população negra escravizada pela opressão eurocêntrica que nos persegue e tortura há séculos e séculos, em particular os povos de terreiro.</p>
<p>Como a fala de Mãe Beth D&#8217;Oxum no Festival Lula Livre, que expressa verdades reais as quais enfrentamos e (sobre)vivemos cada dia, pode ser acusada como crime à intolerância religiosa?</p>
<p>Quem conhece a cultura de matriz africana, a cultura popular em geral, conhece a coragem, o compromisso e a sabedoria dessa mulher negra, professora, artista, poeta, musicista que ao tocar seu pandeiro executa obras musicais da cultura popular, como por exemplo: “&#8230; tá na hora do pau comer&#8230;”.</p>
<p>Crime é a acusação judicial recheada de arbitrariedades com evidentes posturas de ódio que desejam e tentam aprisionar e silenciar uma militante vital ao movimento cultural religioso que com coragem vem à público se indignar e denunciar com sapiência os crimes de censuras e intolerâncias religiosas praticados por fundamentalistas que se julgam acima de todos e de tudo com atos e atitudes que criminalizam a nossa cultura a muitas décadas.</p>
<p>O Festival Lula Livre, como diz Mãe Beth D&#8217;Oxum “&#8230;é um festival que clama pela liberdade de expressão de Lula e do povo brasileiro e dos artistas&#8230;” e, portanto, um espaço próprio e propício para voz ao combate às desigualdades sociais. Um espaço público para refletir e levantar questões sobre discussões acerca, como diz Antunes(2019), “&#8230; da dominação ocidental e da formação da ideologia da mestiçagem que funcionam como demarcadores de invisibilidade da população negra&#8230;”</p>
<p>É assim que traduzimos e defendemos a fala de Mãe Beth D&#8217;Oxum. Que inspirada pela forte emoção do momento, com lucidez, empoderamento e dignidade de uma mulher negra guerreira e pautada na pedagogia da indignação, sobe ao palco para denunciar que pastores fundamentalistas “&#8230;por domínio econômico compraram as TVs e Rádios abertas do nosso país para satanizar o que temos de mais sagrado que é nossa religiosidade e criminalizar nossa cultura&#8230;”</p>
<p>Nós, pernambucanos e pernambucanas que constituímos o CEPC-PE, através desta carta manifesto à sociedade brasileira, ao mesmo tempo em que expressamos nossa solidariedade, cumplicidade, camaradagem, amor e respeito à Mãe Beth D&#8217;Oxum, tornamos público nosso posicionamento com exaustiva indignação o veemente repúdio contra a falsa acusação de intolerância religiosa assentada pelo deputado estadual Joel da Harpa à nossa parceira de lutas e construção histórica da diáspora negra no Brasil.<br />
A fala de Mãe Beth D&#8217;Oxum é inspiradora, encorajadora e nos alimenta com uma nutrição solidária por estabelecer trilhas e partilhas à construção de um novo paradigma que amplia e nos ensina a compreender e incorporar nosso lugar de fala de libertação e de (re)descobertas.</p>
<p>Mãe Beth D&#8217;Oxum, estamos aqui, ali, acolá.<br />
Acreditarmos que juntas e juntos somos fortes e que unidas e unidos em nossa diversidade somos imbatíveis.</p>
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