<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; mario filipe cavalcanti</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/mario-filipe-cavalcanti/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Fri, 24 Apr 2026 19:59:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Maestro Forró e Mário Filipe incentivam a criação artística no Outros Palavras</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/maestro-forro-e-mario-filipe-incentivam-a-criacao-artistica-no-outros-palavras/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/maestro-forro-e-mario-filipe-incentivam-a-criacao-artistica-no-outros-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 May 2018 23:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Maestro Forró]]></category>
		<category><![CDATA[mario filipe cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[Orquestra da Bomba do Hemetério]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=60701</guid>
		<description><![CDATA[Por Camila Estephania Cerca de 300 alunos das instituições de ensino EREM Nóbrega, EREM Clóvis Beviláqua, Escola Regueira e ETEPAM se reuniram no auditório da última para participar da edição do Outras Palavras da sexta-feira (11/05), que teve como convidados o escritor Mário Filipe Cavalcanti e o Maestro Forró. Contando com a colaboração dos alunos [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_60702" aria-labelledby="figcaption_attachment_60702" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071695981_e8ae8e5c6b_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60702" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071695981_e8ae8e5c6b_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Cerca de 300 alunos de quatro escolas participaram do Outras Palavras no ETEPAM.</p></div>
<p dir="ltr" style="text-align: right;"><strong><em>Por Camila Estephania</em></strong></p>
<p dir="ltr">Cerca de 300 alunos das instituições de ensino EREM Nóbrega, EREM Clóvis Beviláqua, Escola Regueira e ETEPAM se reuniram no auditório da última para participar da edição do Outras Palavras da sexta-feira (11/05), que teve como convidados o escritor Mário Filipe Cavalcanti e o Maestro Forró. Contando com a colaboração dos alunos da escola anfitriã que comandaram a parte técnica do evento, a edição do projeto, que é uma ação da Secult-PE/Fundarpe, ficou marcada pelo intercâmbio também entre os artistas e os estudantes que participaram ativamente de debates intensos.</p>
<p>O evento foi aberto por Antonieta Trindade, vice-presidente da Fundarpe e idealizadora do projeto. “<em>Como nós achamos que os filhos dos trabalhadores merecem ter o mais amplo acesso ao conhecimento, criamos o Outras Palavras. É uma oportunidade de estar perto daqueles que produzem o que há de melhor na cultura pernambucana</em>”, disse ela na ocasião. “<em>Essa união entre Cultura e Educação já atingiu mais de 300 escolas e é um trabalho reconhecido por vários gestores da Secretaria de Educação, porque tem repercutido postivamente nas instituições. Acredito que essa integração é o que falta para que a gente possa ter uma educação pública de qualidade social e que possa garantir a nossa juventude a chance de ampliar o seu conhecimento e percorrer outros caminhos</em>”, avaliou.</p>
<div id="attachment_60703" aria-labelledby="figcaption_attachment_60703" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071710981_14091aedc5_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60703" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071710981_14091aedc5_k-800x580.jpg" width="800" height="580" /></a><p class="wp-caption-text">A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, destacou o sucesso do projeto entre alunos e gestores de educação.</p></div>
<p>Ex-aluno do EREM Nóbrega, escola que participou desta edição, o escritor premiado Mário Filipe Cavalcanti deu um bom exemplo de como a arte não só contribui com qualquer formação como também pode ser uma alternativa profissional possível. “<em>A vida no ambiente jurídico é uma vida burocrática e trabalha com a vida de outras pessoas, então, é um trabalho pesado que exige muito, mas não me rendo totalmente a isso. Como arte é algo que eu gosto de fazer, eu arrumo tempo . O tempo é elástico e você arruma quando quer. Há uma lista de grandes escritores que também tinham outras profissões. O Guimarães Rosa antes de ser diplomata também foi médico… Ele foi o representante do Brasil na Alemanha Nazista e dava passe para cá para quem o procurasse. Então, também há uma vida além da literatura</em>”, exemplificou ele que, aos 26 anos de idade, também atua como advogado.</p>
<div id="attachment_60704" aria-labelledby="figcaption_attachment_60704" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41351936354_90da628f45_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60704" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/41351936354_90da628f45_k-800x558.jpg" width="800" height="558" /></a><p class="wp-caption-text">Mário Filipe reforçou o incentivo à leitura</p></div>
<p>Questionado pela aluna Lívia, do EREM Nóbrega, sobre o que o inspirou para começar a escrever, o autor lembrou da importância da leitura. “<em>Hoje se fala muito em oficina para escrever. Não tenho nada contra isso, mas o problema do Brasil não é de escrita, é de leitura. A leitura é o combustível da escrita</em>”, observou ele que, durante a conversa, tentou levar novas referências para os alunos e citou vários autores, como Joseph Conrad, Mário Quintana, Tolstói, James Joyce, Machado de Assis, dentre outros, além de diferenciar tipos de narrativas como o romance, o conto e a crônica.</p>
<p>O autor ainda falou sobre as múltiplas interpretações que o mesmo texto pode despertar no interlocutor. “<em>‘Alice no País das Maravilhas’, por exemplo, se você ler aos 5 anos, aos 15 e aos 30, ele vai ser coerente para todas essas idades. Mas também já reli várias vezes outros e fui entendendo mais, como ‘Metamorfose’, de Kafka, e ‘A Paixão segundo G.H.’, de Clarice Lispector</em>”, disse ele. Sobre os seus próprios temas, esclareceu: “<em>muita coisa que escrevo são a partir de experiências que eu passo e depois vou começando a mentir</em>”, brincou ao lembrar de um conto inspirado pelas conversas de uma desconhecida ao celular no ônibus.</p>
<div id="attachment_60705" aria-labelledby="figcaption_attachment_60705" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071701241_57c56e0435_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60705" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071701241_57c56e0435_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Os alunos participaram intensamente com muitas perguntas sobre artes e sociedade.</p></div>
<p>Para responder Taciana, do ETEPAM, sobre a pressão da família, aproveitou para encorajar os alunos: “<em>se você quer muito alguma coisa, tem que fazer independente da vontade da família. A família tem disso, às vezes só reconhece o seu trabalho depois. Acho que a maior dificuldade que o artista pode passar mesmo é furar o balão do ego, porque depois que consegue um editor, produtor, muito artista esquece a arte</em>”, disse ele. “<em>Vir em uma edição em que a escola em que cursei o ensino médio estava presente foi fantástico, porque isso mostra que o artista pode vir de onde for e ir longe”</em>, pontuou ele no final.</p>
<div id="attachment_60706" aria-labelledby="figcaption_attachment_60706" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071699091_331530dae2_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60706" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071699091_331530dae2_k-778x600.jpg" width="778" height="600" /></a><p class="wp-caption-text">Ex-aluno do EREM Nóbrega, Mário Filipe doou livros para sua antiga escola, representada pela diretora Andrea Vieira.</p></div>
<p>Dando continuidade ao debate, o Maestro Forró destacou que é preciso focar em maneiras viáveis de fazer arte e não nas dificuldades. “<em>Muita gente se prende no passado ou no futuro. No passado não temos como mexer e o futuro não dá para prever, mas você pode fazer algo agora. A Bomba do Hemetério é um bairro que tem dificuldades como muita gente, então começamos nosso trabalho estudando e com pouco tempo a gente já era uma diferença naquele lugar. O agora é o mais importante. Escute seu coração e faça</em>”, aconselhou ele, ao falar da experiência ao lado da Orquestra da Bomba do Hemetério, que tem 16 anos de atividade e hoje conta com 27 profissionais da comunidade.</p>
<p>“<em>É difícil tirar alguém das drogas depois que ele já entrou lá, mas é possível evitar que jovens entrem nas drogas através de trabalhos como o da Orquestra, porque estamos oferecendo opções. E é da periferia de onde vem os gênios, como Chico Science e Luiz Gonzaga, por exemplo. Já sofremos preconceito pela nossa origem, mas isso é coisa de quem não conhece o trabalho. Se quiserem evitar o preconceito, não emitam opinião sobre o que vocês não conhecem</em>”, disse ele ao falar sobre a repercussão do trabalho, que é bem aceito por onde passa.</p>
<div id="attachment_60707" aria-labelledby="figcaption_attachment_60707" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42026900512_8ab5a55963_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60707" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42026900512_8ab5a55963_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Maestro Forró também também lembrou de referências como Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal no trompete</p></div>
<p>Entre um assunto e outro, o Maestro tocou no trompete músicas de Luiz Gonzaga e Hermeto Pascoal, além de frevos. “<em>Muita coisa não tem apoio, mas acredito que tudo depende primeiro de você, porque tem gente que tem todos os apoios e não faz nada. Apoio é importante, mas não garante nada, a força está na gente</em>”, falou ele, que disse sempre estar planejando algo para a Orquestra da Bomba do Hemetério, que hoje viaja o mundo inteiro para apresentar o trabalho que mescla cultura popular e erudita. “<em>Seguir essa linha artística foi um caminho que encontrei para superar a falta de oportunidades e a pobreza do lugar onde eu morava. O que eu fiz não foi ser rebelde, mas sim inusitado. Viver de arte é muito melhor, mas viver já é uma arte</em>”, resumiu ele, ao responder sobre o que influenciou a sua “rebeldia artística”.</p>
<div id="attachment_60708" aria-labelledby="figcaption_attachment_60708" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071690221_ca3a39a6ac_k.jpg"><img class="size-large wp-image-60708" alt="Rodrigo Ramos" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/05/42071690221_ca3a39a6ac_k-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">O professor de matemática, Walter, também aproveitou a ocasião para recitar versos.</p></div>
<p>O músico se despediu do evento convidando o professor de matemática Walter, do ETEPAM, para recitar versos autorais, provando que a arte é imprescindível até mesmo para quem se dedica às ciências exatas. “<em>Acho que foi uma experiência incrível trazer os dois artistas para a escola, porque mostra para os estudantes que o artista é uma pessoa comum e que ele também pode ser. A escola influencia muito o estudante, porque estamos aqui para a formação dele, mas ela tanto pode bloquear como pode incentivar o estudante. Esse projeto é um caso de incentivo muito grande, porque mesmo que o aluno não siga nenhuma arte, abre sua visão de mundo</em>”, opinou a gestora do ETEPAM, Sandra Domitília.</p>
<p>“<em>O dia de hoje foi muito especial, porque a gente teve um ex-aluno como convidado. Hoje Mário cresceu como pessoa, principalmente, e tem uma obra que está inspirando outros meninos. Ele está aí como um produto das escolas de referência, da educação interdimensional e é o resultado do nosso trabalho. Fico feliz de ver que hoje ele está contribuindo positivamente com a sociedade. Foi gratificante estar aqui hoje</em>”, concluiu Andrea Vieira, que é diretora do EREM Nóbrega.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/maestro-forro-e-mario-filipe-incentivam-a-criacao-artistica-no-outros-palavras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jovens em conflito com a lei vivenciam arte pernambucana</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/jovens-em-conflito-com-a-lei-vivenciam-arte-pernambucana/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/jovens-em-conflito-com-a-lei-vivenciam-arte-pernambucana/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Dec 2017 21:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Caninos Amarelos]]></category>
		<category><![CDATA[Cannibal]]></category>
		<category><![CDATA[CASE Jaboatão Velho]]></category>
		<category><![CDATA[Devotos]]></category>
		<category><![CDATA[Funase]]></category>
		<category><![CDATA[mario filipe cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=56549</guid>
		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias O previsto para a tarde da última terça-feira (19) era mais uma edição do Outras Palavras com um debate rico e direto com estudantes da rede pública sobre o assunto literatura, numa proposta de desmistificar o tema e aproximar leitores de escritores, além de uma apresentação cultural de uma Patrimônio Vivo ou [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56552" aria-labelledby="figcaption_attachment_56552" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27396833029_11c41c04e1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56552 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/27396833029_11c41c04e1_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Jovens, que nunca haviam lido um livro inteiro na vida, ganharam publicações vencedoras das edições do Prêmio Pernambuco de Literatura</p></div>
<p style="text-align: right;">Por Marcus Iglesias</p>
<p>O previsto para a tarde da última terça-feira (19) era mais uma edição do <strong>Outras Palavras</strong> com um debate rico e direto com estudantes da rede pública sobre o assunto literatura, numa proposta de desmistificar o tema e aproximar leitores de escritores, além de uma apresentação cultural de uma Patrimônio Vivo ou banda pernambucana. Colocar os jovens em contato direto com a arte, desta vez com a presença do autor Mário Filipe Cavalcanti, vencedor do Prêmio Pernambuco de Literatura com <strong>Caninos Amarelados</strong>, e do músico Cannibal, cantor e baixista da Devotos, banda de rock com 30 anos de estrada e muita história pra contar.</p>
<p>Mas, como disse Mário Filipe Cavalcanti num depoimento após a atividade, <em>“naquele dia, a coisa era incerta: o projeto iria para dentro de uma das salas de um dos CASE da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase), onde ficam abrigados adolescentes em conflito com a lei”.</em> Desta vez, para o CASE Jaboatão Velho, que abriga quase 60 garotos, segundo a coordenação do local, com idades entre 12 e 16 anos, a de menor faixa etária do estado.</p>
<div id="attachment_56564" aria-labelledby="figcaption_attachment_56564" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39146917802_9287ae0620_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56564 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39146917802_9287ae0620_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">De acordo com a coordenação do CASE Jaboatão Velho, a casa abriga quase 60 garotos, com idades entre 12 e 16 anos</p></div>
<p><em>&#8220;Aqui temos a parceria com a Escola Frei Jaboatão, que nos atende majoritariamente com professores voltados ao Ensino Fundamental. Mas caso algum adolescente entre no Ensino Médio, a instituição de ensino nos oferece um quadro de professores para atender esta demanda. Caso o jovem ingresse na universidade, também recebe a liberação para estudar o curso escolhido, dependendo do seu comportamento dentro do CASE&#8221;,</em> explicou Normando de Albuquerque, coordenador do Eixo Profissionalização da <a href="http://www.funase.pe.gov.br/" target="_blank">Funase</a>, que contou também haver naquela escola uma oficina de artes plásticas voltada para os jovens.</p>
<p>Após apresentação de uma minibiografia de Mário Filipe Cavalcanti, o jornalista e mediador do bate-papo Marcos Henrique Lopes, perguntou: <em>“Alguém aqui na plateia já havia visto de perto um escritor, autor de livros?”. </em>Ninguém. Perguntou ainda se alguém já haviam lido algum livro inteiro. Ninguém.</p>
<div id="attachment_56553" aria-labelledby="figcaption_attachment_56553" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39146916102_83e37f6760_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56553 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39146916102_83e37f6760_k-607x367.jpg" width="607" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">“Alguém aqui na plateia já havia visto de perto um escritor, autor de livros?”, perguntou o mediador Marcos Henrique Lopes, recebendo uma negativa unânime dos jovens presentes</p></div>
<p><em>“E eu me vi ali, escritor, diante de quarenta adolescentes que nunca viram um livro na vida. Sim, que nunca tocaram em um livro, que nunca cheiraram um livro, que nunca souberam o que era ler. O choque foi automático”,</em> revelou Mário Filipe no depoimento.</p>
<p>Por várias vezes os jovens foram provocados a interagir. Um teve a coragem de pedir a fala e, direcionado a Mário Filipe Cavalcanti, perguntar como é o processo de criar uma história e escrever um livro. <em>“Eu pego uma narrativa que vi ou ouvi por ai e vou mentir para que ela fique um pouco maior. Toda história é uma mistura de verdade e mentira, porque alguns detalhes precisam ser ressaltados e valorizados para dar o drama. Mas isso faz parte da condição humana. Afinal, quem não mente nessa vida?”,</em> respondeu o escritor.</p>
<div id="attachment_56558" aria-labelledby="figcaption_attachment_56558" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173755331_49febad919_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56558 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173755331_49febad919_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mário Filipe Cavalcanti insistiu na importância da leitura para a formação cidadã</p></div>
<p>Como de praxe, quando um aluno faz uma pergunta durante o Outras Palavras, ele ganha um livro. Neste caso, o jovem recebeu a publicação<strong> Todas as coisas sem nome</strong>, de Walther Moreira Santos.</p>
<p><em>“Doamos alguns livros para o lugar, um deles foi de presente para um daqueles rapazes. Um dentre eles que teve a coragem de perguntar algo. Será Natal daqui a pouco, e quantas pessoas não ganharão seus presentes? E o que tínhamos para eles? O livro é uma porta aberta. E receber o livro fez brilhar algo naqueles olhos tão acostumados à violência”,</em> indagou Mário Filipe Cavalcanti depois de processar o que aconteceu naquela tarde. A resposta para a solução do problema veio, para ele, como um estalo.</p>
<div id="attachment_56557" aria-labelledby="figcaption_attachment_56557" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173755071_3adf853100_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56557 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173755071_3adf853100_k-607x399.jpg" width="607" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">Um dos jovens quis saber de Mário Filipe Cavalcanti como ele faz pra escrever um livro e contar uma boa história</p></div>
<p><em>“O que precisamos? De livros. Precisamos que esses jovens saibam quem foi Gavroche (personagem do romance Os Miseráveis, de Victor Hugo) e, como ele, queiram marchar nas ruas para derrubar um tirano. Precisamos que eles entendam a lógica de Macunaíma. Precisamos que eles queiram montar no cavalo de Dom Quixote para dar carona a Sancho. Precisamos que eles emerjam. Emerjam dos lugares infernais onde nós os colocamos”, </em>refletiu o autor de Caninos Amarelados.</p>
<div id="attachment_56556" aria-labelledby="figcaption_attachment_56556" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173753591_c6d54c998e_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56556 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173753591_c6d54c998e_k-607x435.jpg" width="607" height="435" /></a><p class="wp-caption-text">Edição do Outras Palavras na Funase teve sessão do curta &#8216;O xadrez das cores&#8217; (2004), dirigido por Marco Schiavon</p></div>
<p>Após a conversa com o escritor, foi realizada uma sessão do curta <strong>O xadrez das cores</strong> (2004), dirigido por Marco Schiavon, que aborda diretamente a questão do racismo. Silêncio, olhos vidrados na tela.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NavkKM7w-cc" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Ainda sem conhecerem a importância de Cannibal no cenário da música pernambucana &#8211; muito menos da sua proximidade com ídolos como Chico Science e Racionais MCs -, já era grande a expectativa por sua chegada. Falaram de vários outros artistas que gostavam, como Ponto de Equilíbrio e MC Troia, mas quando Cannibal entrou na sala, o rebuliço foi grande. O par de <em>All Star</em>, os dreads e a cara marrenta de roqueiro contribuíram para uma identificação quase que instantânea. Chamar a atenção do artista tornou-se o desafio, a disputa do momento.</p>
<div id="attachment_56555" aria-labelledby="figcaption_attachment_56555" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173751541_6d9ddc0929_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56555 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39173751541_6d9ddc0929_k-607x393.jpg" width="607" height="393" /></a><p class="wp-caption-text">Cannibal, com seu estilo irreverente e roqueiro, com dreads e All Star, chamou a atenção da garotada</p></div>
<p>Ao assumir os microfones, Cannibal falou de como foi assumir o sonho de ter uma banda de rock e levar isso adiante. “<em>Uma das piores coisas que eu acho no ser humano é quando você tem um sonho e tentam atrapalhar isso. Quando eu fiz minha banda eu não tinha dinheiro, não recebia quando tocava, e meus pais me cobravam ‘cadê a grana?’. A gente começou a tocar em 1988, e passamos quase nove anos pra gravar o primeiro disco, sem fazer muitos shows que pagassem bem”,</em> disse o cantor.</p>
<p><em>“Tocar no Alto Zé do Pinho nem pensar, porque do jeito que gente se vestia ninguém queria nem saber da gente. Mas aí um dia Chico Science, quando começou a acontecer o movimento Manguebeat, me falou que tinha uma TV de São Paulo aqui no Recife e ele queria apresentar bandas da capital pernambucana. Foi aí que a parada rolou. Quando ele começou a apresentar a Devotos, e todo mundo viu na TV, passamos a ser chamados para tocar em tudo que era lugar. E todo mundo passou a querer que a gente também tocasse no Alto José do Pinho”,</em> revelou, realizado.</p>
<div id="attachment_56551" aria-labelledby="figcaption_attachment_56551" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Rodrigo Ramos/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24313290677_8d43b96e76_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56551 " alt="Rodrigo Ramos/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/24313290677_8d43b96e76_k-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Na conversa, além de tocar algumas músicas, Cannibal falou sobre o desafio de lutar pelo sonho de trabalhar com música e sua relação com o Alto José do Pinho, comunidade onde vive no Recife</p></div>
<p><em>“Somos muito agradecidos ao Alto José do Pinho, e sabemos que tem muita coisa a ser consertada ainda na comunidade. Mas consideramos que se alguém de lá começa a ter projeção, tem que ficar lá. Ficando lá, fizemos uma ONG chamada Alto Falante, uma rádio comunitária com o mesmo nome, e colocamos as pessoas pra falar dos seus direitos”,</em> contou Cannibal, exibindo depois o documentário <strong>Eu tenho pressa</strong>, que conta a trajetória da Devotos e sua relação com o bairro localizado na Zona Norte do Recife.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/pWpyOpCeQfw" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>O artista aproveitou pra tocar algumas músicas da sua banda, mesmo num ambiente não tão comum a ele, apenas com um baixo acústico. <em>“Eu sou acostumado mesmo é com a barulheira, mas vamos tirar um som aqui pra vocês”</em>, brincou, puxando versos tensos da canção <strong>Futuro Inseguro</strong>, que dizem<em> “Crianças abandonadas / Pedem e roubam na calçada / Sem amor e sem carinho / Os pais morreram, estão sozinhos / Violência sofrida sem razão (&#8230;)</em>”.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/jovens-em-conflito-com-a-lei-vivenciam-arte-pernambucana/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Uma escola com Outras Palavras</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/uma-escola-com-outras-palavras/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/uma-escola-com-outras-palavras/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 May 2017 13:33:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Formação Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[adiel luna]]></category>
		<category><![CDATA[antonieta trindade]]></category>
		<category><![CDATA[mario filipe cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[outras palavras]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=48618</guid>
		<description><![CDATA[Michelle Assumpção O quadro branco da sala de aula ainda está repleto do último assunto de química. Três metros de extensão por um de largura repleto de fórmulas, conceitos, exercícios e recomendação de tarefas para casa. Mas agora há instalado também um projetor e as cadeiras formam um círculo para receber os estudantes para uma [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><em>Michelle Assumpção</em></p>
<p>O quadro branco da sala de aula ainda está repleto do último assunto de química. Três metros de extensão por um de largura repleto de fórmulas, conceitos, exercícios e recomendação de tarefas para casa. Mas agora há instalado também um projetor e as cadeiras formam um círculo para receber os estudantes para uma atividade diferente. Eles vão chegando com o mesmo olhar de quem, horas antes, tentou prestar o máximo de atenção nas informações do professor. Vencendo o cansaço e aquela vontade de checar no celular, mais uma vez, a última postagem. Agora serão Outras Palavras. Sim, nenhum outro nome seria melhor para batizar este projeto que na sexta-feira, 5 de maio, chegou a sua 260ª edição numa escola pública de Pernambuco. Consiste em reunir, numa sala de aula ampla ou auditório, alunos, professores, escritores e artistas. Juntar Cultura e Educação, e sobretudo mostrar que uma empodera a outra. Fazer crer que ler não é nada careta, aliás, pode ser revolucionário. Voltar a fazer da escola o lugar de estímulo às novas descobertas.</p>
<div id="attachment_48619" aria-labelledby="figcaption_attachment_48619" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras.jpg"><img class="size-medium wp-image-48619" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Estudantes de Jaboatão vivenciaram manhã de trocas culturais</p></div>
<p>O convidado da vez, na escola Alzira da Fonseca Breuel, em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes, é o escritor Mário Filipe Cavalcanti, vencedor do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, e também o poeta, coquista e violeiro cantador Adiel Luna. Mário, que estudou todo ensino médio em escola pública, está animado em compartilhar sua experiência criativa com os alunos em fase de decidir que rumo tomar, com relação à sua formação profissional. Ele, que é um leitor voraz, sabe que os livros são decisivos na construção do indivíduo. E que cabe a cada um a decisão, independentemente da escola em que se estuda. “O jovem escolhe se vai chegar em casa e abrir o Youtube, o celular ou o livro. O que é mais fácil?”, provoca.</p>
<div id="attachment_48622" aria-labelledby="figcaption_attachment_48622" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-48622" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-4-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O escritor Mário Filipe Cavalcanti conversou com os alunos</p></div>
<p>Para o escritor, uma obra só se completa quando alguém a lê. O livro vai estimular e aumentar o vocabulário, oferecer exemplos de experiências de vida, suscitar debates políticos e filosóficos e, especialmente no jovem, gerar cidadania e voz ativa. “Nosso papel na vida vai além daquilo que dizem que a gente pode ser. Ler e produzir leitura é uma forma de resistir a tudo que nos oprime que está posto”, reflete. Na conversa com os alunos, Mário deu mais uma real: “literatura boa dá um soco no seu crânio, e potencializa a criação artística”. Para provocar ainda mais, ele pergunta quantos dali leram, pelo menos, um livro. Todos levantam a mão. Depois pergunta quem leu dois, e segue avançando nos números enquanto o número de mãos levantadas vai diminuindo.</p>
<p>Uma menina, porém, foge às estatísticas e diz que perdeu as contas do quanto já leu. Wilyene Venceslau, 17, topa inclusive o desafio de ir lá na frente da sala recitar um de seus poemas, pois além de grande leitora, também poetisa, e vem guardando histórias desde muito cedo. “Sempre tive paixão pelos livros e na adolescência veio a necessidade de escrever. Foi quando comecei a formar meu senso crítico. Passar um dia sem ler era desperdiçar meu tempo”, conta. Wily, como as amigas a chamam, fortaleceu sua identidade de gênero e tem nos temas que envolvem o universo feminino a temática mais forte de suas poesias e contos. Filha de uma mãe que criou sozinha ela e a irmã, Wily diz que o estímulo para a leitura não veio de casa (hoje ela é quem leva livros para a mãe e a irmã lerem), mas da sorte de ter tido alguns professores que a estimularam. Mas também tem certeza de que já nasceu com alguma verve para a literatura.</p>
<div id="attachment_48623" aria-labelledby="figcaption_attachment_48623" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras5.jpg"><img class="size-medium wp-image-48623" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras5-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Estudante recita suas poesias para os colegas</p></div>
<p>Inteligente, ela também reflete sobre a falta de leitura entre a grande maioria dos jovens da sua geração. “Não adianta querer que eles comecem pelos clássicos. Eles tem que começar lendo assuntos e autores que gostam. Porque de primeira é um choque, e ele pode ficar desmotivado se for obrigado a ler uma coisa que não entende. O ser humano é influenciável e tudo é uma questão de saber lidar”, diz. Para Wily, a leitura é uma ferramenta de libertação. “A geração da gente quer mudar tudo, mas tem que ir buscar e não depender somente do professor. Se eu não tivesse buscado estaria no grupo dos que não acreditam (em mudança). Por que tem pessoas cujo interesse é manter a gente numa bolha de ignorância, para poder nos manipular”, reflete.</p>
<p>Os irmãos gêmeos Alexandre e Alexsandro, 17, confessaram que ler nunca foi um hábito entre eles. Mas gostam de mangá, e também leem notícias de jornal. “Para entender o cenário da política e essa bagunça toda que está ai”, diz Alexandre. E por que não leem mais? “Acho interessante, mas a gente vai fazendo outras coisas, quando vê falta tempo, não criamos o hábito”, conta Alexsandro. Quando começa o bate papo com os escritores, os garotos não desviam a atenção. Estão atentos e animados pelas ideias ali lançadas.</p>
<div id="attachment_48620" aria-labelledby="figcaption_attachment_48620" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-48620" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O cantador Adiel Luna também participou do encontro</p></div>
<p>O poeta e violeiro Adiel Luna, atento a toda conversa no fundão da sala, está só esperando sua vez de atuar. Ele encerra a atividade contando causos, poesias, fazendo graça enquanto ensina aos meninos a importância que é viver a cultura que se tem. “Conseguiram colocar na cabeça da gente que tudo que vem do meio rural é pobre, é cafona, feio e não vale a pena. E isso vai afastando muito jovem da cultura tradicional do seu próprio lugar. Meu maior orgulho é ter resistido a isso. Vamos acreditar mais na gente e no que é nosso, principalmente nesse momento político por que passa o país”, conclama Adiel, a esta altura, já com o domínio da sala inteira.</p>
<p>Viu como é fácil o consumo de poesia, Alexandro? Sim, mas ele nunca duvidou que era. Falta só falta fazer da leitura uma prática diária. O escritor Mário Filipe dá o exemplo: “tenho nove livros de cabeceira neste momento”. Ler é combustível de quem escreve, diz ele. E de quem estuda também. Para Mário, é preciso desengessar o ensino. “Os meninos passam de ano, mas não aprendem. Quem está recebendo conteúdo também tem muito o que ensinar”, provoca.</p>
<div id="attachment_48621" aria-labelledby="figcaption_attachment_48621" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribiero/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-48621" alt="Jan Ribiero/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/05/outras-3-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A vice-presidente da Fundarpe, Antonieta Trindade, entregou kit literário para a escola</p></div>
<p>O Outras Palavras serve para isso. Para apresentar, instigar, incentivar, provocar. Dura um dia apenas, mas assim como para plantar basta um só dia, o projeto vai colhendo frutos. Até agora já foram 5.752 mil alunos que participaram, em 260 escolas visitadas, que juntas receberam 3.749 livros para distribuir e promover leituras com seus estudantes. Na escola Alzira da Fonseca, os livros dos autores pernambucanos que foram doados (entre eles, o premiado Caninos Amarelados, de Mário Filipe) ficam na Geladeira Cultural. Uma geladeira desativada feita de móvel que guarda livros que os próprios alunos trazem, levam, devolvem, numa dinâmica de liberdade e confiança que deve permear todo ambiente em que se deseje o progresso.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/uma-escola-com-outras-palavras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Livros vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura serão lançados no fim do mês</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/livros-vencedores-do-3o-premio-pernambuco-de-literatura-serao-lancados-no-fim-do-mes/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/livros-vencedores-do-3o-premio-pernambuco-de-literatura-serao-lancados-no-fim-do-mes/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Mar 2016 17:54:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[caninos amarelados]]></category>
		<category><![CDATA[carlos gomes]]></category>
		<category><![CDATA[cepe]]></category>
		<category><![CDATA[cepe editora]]></category>
		<category><![CDATA[êxodo]]></category>
		<category><![CDATA[josé juva]]></category>
		<category><![CDATA[liteartura]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[luiz coutinho dias filho]]></category>
		<category><![CDATA[manuscritos em grafite]]></category>
		<category><![CDATA[mario filipe cavalcanti]]></category>
		<category><![CDATA[nós os bicos]]></category>
		<category><![CDATA[rejane paschoal]]></category>
		<category><![CDATA[watsu]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=34711</guid>
		<description><![CDATA[Uma epopeia contemporânea, contos e poemas que aprofundam olhares sobre a existência humana e questionam normas do convívio social integram a mais recente coleção da Cepe Editora. São os livros vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, iniciativa do Governo do Estado (Secult, Fundarpe e Companhia Editora de Pernambuco) que serão apresentadas ao público no [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;" align="center">Uma epopeia contemporânea, contos e poemas que aprofundam olhares sobre a existência humana e questionam normas do convívio social integram a mais recente coleção da Cepe Editora. São os livros vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura, iniciativa do Governo do Estado (Secult, Fundarpe e Companhia Editora de Pernambuco) que serão apresentadas ao público no próximo dia 31 de março.</p>
<p style="text-align: left;">O lançamento coletivo das cinco publicações será no Museu do Estado, com a presença dos cinco escritores selecionados: Carlos Gomes (<b><i>êxodo,</i></b>); José Juva (<b><i>Watsu</i></b>); Luiz Coutinho Dias Filho <b>(<i>Nós, os bichos</i></b>); Rejane Paschoal (<b><i>Manuscritos em grafite</i></b>); e Mario Filipe Cavalcanti (<b><i>Caninos amarelados</i></b>).</p>
<div id="attachment_34713" aria-labelledby="figcaption_attachment_34713" class="wp-caption img-width-354 alignright" style="width: 354px"><p class="wp-image-credit alignleft">capa</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_exodo_.jpg"><img class="size-medium wp-image-34713" alt="capa" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_exodo_-354x486.jpg" width="354" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O livro êxodo, de Carlos Gomes, foi o grande vencedor desta edição</p></div>
<p style="text-align: left;">O Secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja comemora a chegada de publicações “tão instigantes e potencialmente transformadoras”, especialmente em tempos como este, “de ameaças à democracia com a fragilização do Estado Democrático de Direito por agentes do próprio aparelho estatal que se autoproclamam redentores da Pátria; e do ressurgimento de intolerâncias e do ideário moralista e conservador”. Ainda para Marcelino, “a literatura e o gosto pela leitura figuram como instrumentos cada vez mais necessários ao pleno exercício da cidadania e à criação de espíritos livres, críticos e conscientes dos desafios sociais que persistem”.</p>
<p>O diretor-presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Ricardo Leitão destaca a importância do certame literário. “O lançamento dos livros dos vencedores deste 3º Prêmio Pernambuco de Literatura confirma dois pontos essenciais: o compromisso do Governo do Estado com a identificação e promoção de novos talentos literários e a integração de esforços da Secult, da Fundarpe e da Cepe, mais uma vez confirmada, com o objetivo de fomentar a cultura em Pernambuco”, assegurou.</p>
<p>Demarcando o papel da literatura como expressão fundante das artes em geral, a continuidade do Prêmio está consolidada no Programa Estadual de Governo para a Cultura. As inscrições para a 4ª edição encerraram-se no dia 11 de março. Mais de duzentos escritores pernambucanos ou residentes do estado estão concorrendo.</p>
<p><b>ESTÍMULO À LEITURA</b></p>
<p>Além da distribuição formal por livrarias e feiras pelo país, as obras do Prêmio também chegam à população por meio de importantes ações da política estadual de literatura, como os projetos <i>Livros Livres</i>, <i>Escambo de Livros</i> e, o mais recente, <i>Outras Palavras</i>. Através de uma parceria com a Secretaria de Educação do Estado, o <i>Outras Palavras</i> já tornou possível a chegada de 1.080 exemplares dos livros selecionados nas duas edições anteriores do Prêmio a 120 escolas públicas de Pernambuco.</p>
<p>Para a Presidente da Fundarpe, Márcia Souto, “a articulação com as políticas de educação e de estímulo a leitura é um norte importante nesse processo permanente de valorização da nossa literatura e dos nossos escritores”. Além da premiação total no valor de R$ 40 mil e publicação de 1.000 exemplares de cada obra, os escritores vencedores do Prêmio Pernambuco de Literatura também vão circular pelo estado, como uma espécie de contrapartida da ação: “Participando de uma roda de diálogo ou facilitando uma oficina literária em um dos eventos realizados pelo Governo do Estado, acreditamos que os escritores podem contribuir com a formação cultural da nossa gente, além de estreitar relações e trocar informações com artistas de outras regiões”, complementa Márcia.</p>
<p><b>AS OBRAS</b></p>
<p style="text-align: left;">Grande vencedor da terceira edição do Prêmio, <b><i>êxodo,</i> </b>é um poema épico e a segunda obra publicada do escritor recifense Carlos Gomes. Em 2012, ele lançou o livro de contos “<i>corto por um atalho em terras estrangeiras</i>”. Carlos também é pesquisador de música popular e crítica cultural, além de editor do <i>Outros Críticos</i>, que atua na produção de revistas, livros e debates culturais na capital pernambucana.</p>
<p style="text-align: left; padding-left: 30px;"><i>êxodo, estrada, margem, caminho, geografia, espaço, tempo, morte, vida, animais, poesia, epopeia, narrativa, história, estórias, poema, sangue, sombra, luz, alegria, fome, cidade, esperança, maravilhas: em trinta e seis cantos e toda a literatura e imaginário que nos aprisiona. versos livres e atenção para a terceira margem do rio, da estrada, da página, do livro. </i><strong>(sinopse)</strong></p>
<p><strong>&#8211;</strong></p>
<p><b><i>Nós, os bichos</i></b><b> </b>é o livro de contos premiado de Luiz Coutinho Dias Filho. O escritor recifense é também professor universitário, neurocirurgião e neurologista.  A obra é sua segunda incursão literária; em 2014 ele publicou o livro <i>A reconquista do Paraíso e outros poemas</i>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_nos-os-bichos_.jpg"><img class="size-medium wp-image-34714 aligncenter" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_nos-os-bichos_-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><i>Podemos encontrar nas pessoas algo de crocodilo, galo, lobo&#8230; Estamos no alto de uma escada que tem os outros degraus ocupados pelos seres que nos acompanharam na arca de Noé; para chegar aí, passamos por todos estes degraus e decerto trazemos resquícios do que há neles. Nas fábulas, os bichos exibem traços humanos; as histórias deste livro são o inverso das fábulas. </i><strong>(sinopse)</strong></p>
<p><strong>&#8211;</strong></p>
<p>Primeira mulher a vencer o Prêmio Pernambuco de Literatura, a escritora recifense Rejane Paschoal reuniu no seu<b> <i>Manuscritos em grafite </i></b>contos que sugerem um mergulho na existência humana. Formada em Direito e em Educação Artística, Rejane também recebeu menções honrosas no 1º Concurso Cepe de Literatura Infantil e Juvenil com o livro <i>Histórias do Encantarerê</i>; e na 1ª edição do Prêmio Pernambuco de Literatura com o livro de contos (inédito) <i>Memórias para o livro de Nina.</i></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_Manuscritos-em-grafite__.jpg"><img class="size-medium wp-image-34715 aligncenter" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_Manuscritos-em-grafite__-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><i>Os contos aqui reunidos se desenvolvem a partir de temas que aprofundam olhares sobre a existência humana. A memória e a morte como um retrato antigo entre escombros, um olhar sensível sobre personagens e narradores que garante a unidade subjacente da seleção. No percurso labiríntico do livro, o leitor e a leitora poderão, por fim, ouvir o que se oculta no silêncio destes manuscritos. </i><strong>(sinopse)</strong></p>
<p><strong>&#8211;</strong></p>
<p>Qual a relação entre o passar do tempo e a consciência de que somos máscaras sociais que perambulam pelas ruas? É um dos muitos questionamentos que ululam em <b>Caninos amarelados</b>, do escritor e advogado recifense Mario Filipe Cavalcanti. Ele é também autor dos livros de contos <i>Comédia de enganos</i> (Penalux, 2013) – semifinalista no Prêmio Sesc de Literatura 2014 –, <i>O circo</i> (EdUFPE, 2015) e <i>Morte e vida e outros contos </i>(EdUFPE, no prelo).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_caninos-amarelados_.jpg"><img class="size-medium wp-image-34716 aligncenter" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_caninos-amarelados_-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><i>Em todos os contos de Caninos amarelados o antagonismo entre “tudo” e “nada” se destrói numa verdadeira fusão. A nadificação dos costumes e construtos sociais se eleva diante do pulsar que existe por trás de cada indivíduo humano. De uma leitura leve e direta, mesclada de reflexões filosóficas, Caninos amarelados desmascara, insinua, ironiza, satiriza e constrói um universo que certamente gerará guinadas nas cabeças dos leitores. </i><strong>(sinopse)</strong></p>
<p><strong>&#8211;</strong></p>
<p>Segundo livro de poemas contemplado nesta edição do Prêmio, <b>Watsu </b>é a quarta obra publicada do olindense José Juva. Jornalista, mestre e doutor em Teoria da Literatura, Juva já lançou os livros <i>Deixe a visão chegar: a poética xamânica de Roberto Piva</i> (2012), <i>Vupa</i> (2013) e <i>Breve breu:</i> <i>escritos sobre literatura e cinema</i> (2014).</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_watsu_.jpg"><img class="size-medium wp-image-34717 aligncenter" alt="" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2016/03/capa_watsu_-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a></p>
<p style="padding-left: 30px;"><i>A água é uma só. E assume todas as formas possíveis. Este livro possui dois oceanos: “Molhai os delírios do hipocampo” e “Visões noturnas da paz aquática.” Os poemas fluem como muitas águas: na calma da circulação dos líquidos no útero, nas idas e vindas de ondas furiosas, nos rios que não cessam de dizer da impermanência, nas chuvas inumeráveis que nos encontram. São poemas da escuta da vida, arranjos contemporâneos para estimularem êxtase e autoconhecimento.  O universo numa gota de água. Poemas para colocar o corpo na água. Uma arte suave e flexível, alegria rebelde do movimento contínuo. </i><strong>(sinopse)</strong></p>
<p><b><span style="text-decoration: underline;">SERVIÇO</span></b></p>
<p><b>Lançamento dos livros vencedores do 3º Prêmio Pernambuco de Literatura</b></p>
<p>Data: Quinta-feira, 31 de março de 2016<br />
Local: Museu do Estado de Pernambuco – Av. Rui Barbosa, 960 – Graças/Recife<br />
Horário: 19h<br />
Entrada gratuita, venda de livros e mesa de autógrafos no local</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/livros-vencedores-do-3o-premio-pernambuco-de-literatura-serao-lancados-no-fim-do-mes/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

