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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mario Helio</title>
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		<title>Mulheres escritoras são homenageadas em agenda da Cepe</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jan 2025 14:49:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Cartum_03-Liz.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-115509" alt="Cepe/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/Cartum_03-Liz-485x486.jpg" width="485" height="486" /></a></p>
<p>Uma agenda com conteúdo literário dedicado às mulheres escritoras, do Brasil e do mundo, acaba de ser lançada pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). Para cada dia do ano há uma sugestão de leitura de livros feitos por mulheres, num total de 365 obras que contemplam os mais variados gêneros e de gerações diversas. “O critério de escolha foi apenas a qualidade literária”, afirma o jornalista e superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, Mário Hélio Gomes de Lima, ao apresentar a Pernambuco: Agenda da Literatura, do Livro e da Leitura.</p>
<p>“O número de livros escolhidos é uma gota d’água. Há muitas autoras do Recife, de Pernambuco, do Brasil e do mundo que merecem ser lidas e divulgadas”, diz Mário Hélio, responsável pela pesquisa, tradução e seleção dos volumes. Além do título, da imagem da capa e de um pequeno trecho de uma obra referencial de cada uma delas, a agenda traz ilustrações de rostos de mais de 180 escritoras (capa e páginas internas), criadas pelo designer multimídia dos periódicos da Cepe, Greg Vieira, e cartuns da caricaturista e cartunista Liz França, que remetem às leitoras e marcam o início de cada mês na agenda 2025.</p>
<p>Entre as autoras selecionadas, estão: Virginia Woolf, Angela Davis, Andrea Nunes, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus, Carol Bensimon, Maria Firmina dos Reis, Nélida Piñon, Luzilá Gonçalves Ferreira, Martha Medeiros, Lily Graham, Colette, Isabel Allende, Conceição Evaristo, Cida Pedrosa, Margaret Atwood, Simone de Beauvoir, Florbela Espanca, Heloísa Buarque de Holanda (Heloísa Teixeira), Jane Jacobs, Toni Morrison, Isabel Lucas, Marileide Alves, Ana Maria Machado, Lygia Fagundes Telles, Jarid Arraes, Vanessa Molnar, Jussara Salazar, Paulina Chiziane e Carla Madeira.</p>
<p>Homenagear as mulheres escritoras, destaca Mário Hélio, é uma ação de grande importância. “Por muito tempo as mulheres foram proibidas de aprender a ler e a escrever, impedidas de exercer livremente a literatura e de mostrar sua capacidade intelectual”, ressalta. “No entanto, o primeiro ser humano a escrever uma obra de arte literária é uma mulher. Quem começou a literatura foi uma mulher, de nome Enheduanna, uma poetisa que viveu 23 séculos antes de Cristo. E isso não é pouca coisa.”</p>
<p>A agenda, com projeto gráfico do superintendente editorial da Cepe, Luiz Arraes, é um subproduto da Pernambuco: Revista de Literatura, do Livro e da Leitura, publicada mensalmente pela Cepe, e pode ser encontrada nas livrarias físicas e virtual da Editora por R$ 50 na venda avulsa. Novos assinantes da Pernambuco e da modalidade sócio de cultura (Pernambuco e revista Continente Multicultural) recebem a agenda de brinde. “A homenagem é também uma forma de incentivar a leitura tendo como porta de entrada a literatura feminina”, acrescenta o jornalista.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Livro do dia (exemplos)</strong></span></p>
<p><strong>15 de janeiro</strong><br />
<strong><em>Folhas novas</em>, de Rosalía de Castro</strong></p>
<p><em>“Que passa ao redor de</em><br />
<em>mim?/ Que passa que eu</em><br />
<em>não sei?/ Tenho medo de</em><br />
<em>uma coisa/ Que vive e que</em><br />
<em>não se vê./ Tenho medo</em><br />
<em>da desgraça traidora/</em><br />
<em>Que vem, e que nunca se</em><br />
<em>sabe de donde vem.”</em></p>
<p><strong>11 de maio</strong><br />
<strong><em>Solidão</em>, de Victor Català (pseudônimo de Caterina Albert)</strong></p>
<p><em>“Muito além de Huerta</em><br />
<em>del Río, encontraram uma</em><br />
<em>carroça que seguia o mesmo</em><br />
<em>caminho que eles e Matías,</em><br />
<em>ansioso por se poupar ao</em><br />
<em>trabalho, perguntou ao</em><br />
<em>carroceiro se queria levá-los</em><br />
<em>para os cerros da serra.”</em></p>
<p><strong>28 de junho</strong><br />
<strong><em>Muito além do corpo</em>, de Luzilá Gonçalves Ferreira</strong></p>
<p><em>“Imagino Penélope</em><br />
<em>verdadeira, relatando,</em><br />
<em>enquanto lavava o</em><br />
<em>corpo do marido, ainda</em><br />
<em>marcado pelas carícias de</em><br />
<em>Circe, o ocorrido em sua</em><br />
<em>ausência, seus amores</em><br />
<em>tão mais extraordinários</em><br />
<em>e reais, posto que</em><br />
<em>passados naquele lugar</em><br />
<em>de nós em que nenhuma</em><br />
<em>censura se processa.”</em></p>
<p><strong>24 de novembro</strong><br />
<strong><em>Motivos para cavar a terra</em>, de Lilian Sais</strong></p>
<p><em>“É segunda-feira, o</em><br />
<em>verão avança./ Vou</em><br />
<em>à janela e observo</em><br />
<em>a fumaça./ Quando</em><br />
<em>ainda menina, via a</em><br />
<em>dança/ de ar cinza</em><br />
<em>que nasce do fogo/</em><br />
<em>e me perguntava</em><br />
<em>logo// onde está a</em><br />
<em>fogueira, quem fez a</em><br />
<em>brincadeira,/ quem</em><br />
<em>brinca com fogo faz</em><br />
<em>xixi na cama.”</em></p>
<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/CAPA_AGENDA_PE_2025.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-115510" alt="Cepe/Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/01/CAPA_AGENDA_PE_2025-333x486.jpg" width="333" height="486" /></a></p>
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		<title>Mario Helio lança o livro &#8220;A história íntima de Gilberto Freyre&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2022 11:23:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Jornalista e escritor, Mario Helio Gomes lança, na próxima terça-feira (21), a partir das 18h, o livro &#8220;A história íntima de Gilberto Freyre&#8221;, na Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre (Rua Jorge Tasso Neto, s/n, Apipucos, 1º portão), antiga residência do casal, que volta a receber visitantes depois de ficar fechada por dois anos. Editada pela [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/A-história-intima-Gilberto-Freyre.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-94163" alt="Capa_A história intima Gilberto Freyre_NOVA FOTO.indd" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2022/05/A-história-intima-Gilberto-Freyre-351x486.jpg" width="351" height="486" /></a></p>
<p>Jornalista e escritor, Mario Helio Gomes lança, na próxima terça-feira (21), a partir das 18h, o livro &#8220;A história íntima de Gilberto Freyre&#8221;, na Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre (Rua Jorge Tasso Neto, s/n, Apipucos, 1º portão), antiga residência do casal, que volta a receber visitantes depois de ficar fechada por dois anos. Editada pela Cepe Editora, a publicação não se trata de uma biografia, mas de um mergulho na obra do intelectual “que considerava a intimidade necessária como veículo para a verdade histórica”, esclarece o autor da obra.</p>
<p>Logo nas primeiras páginas, Mario Helio remete o leitor ao Recife do século 19 e início do 20, com a reprodução de anúncios publicados em jornais para noticiar fuga de escravos, comércio de sítios para moradia na Estrada dos Aflitos, aluguel de amas de leite e transformações na cidade. Esse ambiente rural e de escravidão, avalia o escritor, vai influenciar a vida e a obra de Gilberto Freyre, o famoso historiador e sociólogo pernambucano, nascido em 15 de março de 1900, na citada Estrada dos Aflitos, atual Avenida Conselheiro Rosa e Silva, no alvorecer do século 20.</p>
<p>“História íntima é uma expressão dos escritores franceses Jules (1830-1870) e Edmond de Goncourt (1822-1896) que, por assim dizer, norteou a concepção de história do jovem Gilberto Freyre e da qual não se separou, na prática, ao longo de toda a vida. Consiste em encontrar as camadas mais ocultas e secretas da história, inclusive as mais indiscretas”, explica Mario Helio, doutor em antropologia pela Universidade de Salamanca, na Espanha.</p>
<p>O título provocativo do livro diz muito sobre o sociólogo. “A ambiguidade reforça algo muito característico em Gilberto: é uma história sem intimidações, ou seja, ele não receia em usar a primeira pessoa e ser mais um personagem da história, pois o seu primeiro trabalho intelectual de fôlego &#8211; a dissertação de mestrado &#8211; foi uma tentativa de compreender o Brasil do tempo dos seus avós &#8211; e Casa-Grande &amp; Senzala teve a ambição de ser uma espécie de autobiografia do Brasil. Sim, a expressão é desse jeito mesmo: não mera ‘biografia’ do Brasil, mas ‘autobiografia’ do país e dele, com sua história, inserido na História. Melhor ainda é a definição dele que está na afirmação de Lúcio Cardoso (escritor): ele sabia como nenhum outro inaugurar uma intimidade”, afirma.</p>
<p>Essa relação parcial e apaixonada pela história é narrada pelo autor a partir de uma leitura crítica da produção intelectual de Gilberto Freyre, desde a adolescência. Com 492 páginas, o livro tem origem na dissertação de mestrado em história defendida por Mario Helio na Universidade Federal de Pernambuco, em 1994. “É um desdobramento sem ser uma continuação”, informa. Ele apresenta um Gilberto Freyre romancista, com Dona Sinhá e o Filho Padre e O Outro Amor de Doutor Paulo, e mostra como esses títulos não estão distantes do sociólogo, antropólogo e historiador que aborda a escravidão em Casa-Grande &amp; Senzala, Sobrados e Mucambos e Ordem e Progresso.</p>
<p>No romance e na não ficção, o sociólogo perseguia a verdade histórica, reforça o escritor. Ao ser questionado se esse seria o motivo pelo qual a produção de Gilberto Freyre desperta interesse ainda hoje, Mario Helio responde: “Essa é uma das razões, sim. Não esquecer, porém, de que a busca da verdade num escritor não é maior do que o interesse estético, da imaginação e da linguagem, do vigor e do frescor e certo ar de atemporalidade são feitos os grandes autores, e Freyre é um desses no mundo ibero-americano.”</p>
<p>Para produzir A história íntima de Gilberto Freyre, o jornalista também se debruçou sobre o diário da juventude do sociólogo, que morreu em 1987. “Sexo é uma das palavras mais repetidas no seu diário íntimo e em Casa-Grande &amp; Senzala. Tal importância tinha em sua mente que serve como metáfora da relação do leitor com os livros”, relata no livro.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro &#8220;A história íntima de Gilberto Freyre&#8221; &#8211; Mario Helio<br />
Quando: 21 de junho de 2022 (terça-feira), às 18h<br />
Local: Casa-Museu Magdalena e Gilberto Freyre (Rua Jorge Tasso Neto, s/n, Apipucos, 1º portão)<br />
Preço do livro: R$ 90 (impresso) e R$ 36 (e-book)</p>
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		<item>
		<title>Cepe reúne dez ensaístas para homenagear Clarice Lispector</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jan 2021 10:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_81192" aria-labelledby="figcaption_attachment_81192" class="wp-caption img-width-353 alignright" style="width: 353px"><p class="wp-image-credit alignleft">Cepe/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/O-que-escrevo-continua_ClariceLispector_Site-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-81192 " alt="Cepe/Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/O-que-escrevo-continua_ClariceLispector_Site-1-353x486.jpg" width="353" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">A obra é uma coletânea de ensaios sobre a obra da escritora Clarice Lispector</p></div>
<p>&#8220;O que eu escrevo continua &#8211; Dez ensaios no centenário de Clarice Lispector&#8221; é o título do primeiro lançamento do ano da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). É também o primeiro evento presencial a ser realizado pela editora desde o início da pandemia. Organizado pelo poeta e cronista José Mário Rodrigues, o livro será lançado nesta próxima quinta-feira (14), às 16h, no auditório do Centro Cultural Cais do Sertão, localizado no Recife Antigo. Durante o encontro será transmitido um vídeo de Nadia Battella Gotlib, autora da fotobiografia da escritora, falando sobre a vida e obra de Clarice.</p>
<p>José Mário reuniu ensaios dos seguintes autores: Raimundo Carrero, Lourival Holanda, Cícero Belmar, Mário Helio, Luzilá Gonçalves Ferreira, Ângelo Monteiro, Fátima Quintas, Fernando de Mendonça, Marilene Felinto e texto do próprio organizador, que ciceroneou Clarice na sua última visita ao Recife, em maio de 1976.</p>
<p>Como disse a jornalista Lêda Rivas na apresentação, a escritora emerge entre sombras dramáticas, desafiando os que buscam decodificá-la nesses 100 anos de seu nascimento e 43 de seu encantamento. <em>“Cada autor pinçou uma nuance específica, mergulhou nas suas raízes, perseguiu seus passos, caçou seus segredos. Há depoimentos pessoais, análises críticas, instantâneos inusitados. Labirinto espelhado, caleidoscópico, tudo em Clarice é mistério. Bem que ela avisou: Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo”</em>.</p>
<p>Raimundo Carrero conta como foi designado para ir a um almoço com Clarice.<em> “Um encontro para nunca mais se livrar dele”</em>, diz. O almoço havia sido organizado por José Mário, que aproveitou a visita de Clarice para entrevistá-la e aproveitar sua companhia, sendo o cicerone dela e da assistente, Olga Borelli.</p>
<p>Em seu ensaio sobre a ocasião, o cronista conta, com devoção, como a salvou de uma crise de pânico e como a escritora chegou a fazer previsões sobre sua vida, tão mística que era, chegando a ser chamada de bruxa. <em>“Clarice possuía uma ‘compulsiva intuição’, como afirmou Otto Lara Resende (jornalista e escritor mineiro)”</em>, conta o organizador.</p>
<div id="attachment_81193" aria-labelledby="figcaption_attachment_81193" class="wp-caption img-width-587 aligncenter" style="width: 587px"><p class="wp-image-credit alignleft">Acervo pessoal</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/clarice-lispector-jose-mario-rodrigues-visita-recife-1976.jpg"><img class="size-medium wp-image-81193" alt="Acervo pessoal " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/01/clarice-lispector-jose-mario-rodrigues-visita-recife-1976-587x486.jpg" width="587" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">O poeta José Mario Rodrigues e Clarice Lispector, durante sua visita ao Recife, em 1976</p></div>
<p>Confira abaixo uma entrevista com José Mário Rodrigues sobre o livro de ensaios e sua relação com Clarice Lispector.</p>
<p><strong>1- Você teve um contato interessante com Clarice. Conseguiu perfurar a bolha de timidez em que ela vivia, dissipar o pânico e fazê-la enfrentar o público. Como uma mulher que intimidava o seu interlocutor com sua beleza, mistério e inteligência, poderia ser conduzida tal qual uma criança a falar para uma plateia?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO &#8211; <em>Clarice tomava muitos remédios. Era natural que, diante de uma grande plateia, acontecesse uma crise de pânico. E foi o que aconteceu na entrada do auditório do Bandepe (Banco do Estado de Pernambuco, privatizado em 1998), no Recife antigo, onde ela fez uma palestra ou melhor, leu o texto que havia preparado. O auditório estava lotado. Na época em que ela esteve aqui, 1976, não era um nome tão popular, como ficou depois de sua morte, em 1977. Era conhecida nos meios intelectuais. Sempre aos domingos, à tardinha, ia ao Largo Boticário, no Rio de Janeiro, para uma visita ao pintor e poeta Augusto Rodrigues, o criador das Escolinhas de Arte no Brasil. Eu ainda não conhecia, pessoalmente, a autora de Água Viva. Perguntei a Augusto como era Clarice Lispector? Resposta: “Bonita, sedutoramente atraente, às vezes esquisita, misteriosa, muito inteligente e tem algo de bruxa”</em>.</p>
<p><strong>2- O título refere-se à permanência, à contemporaneidade da obra de Lispector?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO ­-<em> Retirei o título do livro de um texto de Água viva que diz: “Tudo acaba, mas o que escrevo continua. O melhor ainda não está escrito. O melhor está nas entrelinhas”. Toda obra da autora de Laços de família está alicerçada no mistério, na inquietação, no desconhecido. Ela mesma disse em entrevistas: “Escrever é procurar entender, é reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador”</em>.</p>
<p><strong>3- Por que o organizador não prefaciou o título?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO ­- <em>Não prefaciei o livro porque eu também queria escrever sobre os dias em que fui cicerone, juntamente com o escritor Augusto Ferraz, nos quatro dias em que ela estava revendo o Recife e também alguns familiares. Lembro-me que estivemos no apartamento de Samuel Lispector, primo de Clarice, na Avenida Boa Viagem. Sou o único participante do livro que não é ensaísta. Preferi que a conceituada jornalista Lêda Rivas fizesse a apresentação, que, aliás, está muito bem escrita</em>.</p>
<p><strong>4- Clarice era bem mística e, além de lhe prometer o contato da cartomante dela no Rio de Janeiro, ainda fez uma predição para você. Como foi esse momento?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO &#8211; <em>Clarice tinha participado de um Congresso de Bruxaria na Colômbia, como convidada especial. A promessa de me levar para conhecer a cartomante dela e que morava na Zona Norte do Rio de Janeiro, aconteceu na Oficina de Brennand, numa visita que fizemos ao grande pintor. Fiquei surpreso, a princípio. Mas, em outros tempos, eu era chegado às cartas que não mentem jamais. Uma vez, conheci uma cartomante, em Garanhuns, onde vivi parte da minha vida, e que tinha o mesmo nome de minha mãe: Noemia. Tudo que ela disse sobre meu futuro, aconteceu</em>.</p>
<p><strong>5- Quando conheceu Clarice você já tinha lido que títulos dela? Era um de seus muitos admiradores?</strong></p>
<p>JOSÉ MÁRIO &#8211; <em>Antes de conhecer Clarice eu tinha lido, apenas, o livro Água Viva. Fiquei encantado com a leitura. Depois que a conheci, li A Maçã no Escuro, A Paixão Segundo GH, Laços de Família, Hora da Estrela e Felicidade Clandestina. Durante alguns anos, sempre aos sábados, ela escrevia crônicas no Jornal do Brasil. Essas crônicas foram reunidas em um livro A Descoberta no Mundo</em>.</p>
<p><strong>SOBRE O AUTOR -</strong> José Mário Rodrigues é poeta, jornalista e cronista. Pertence à Academia Pernambucana de Letras. Sua mais recente publicação foi a reunião de sua poesia, publicada pela Cepe e que tem como título: O voo da eterna brevidade, premiado pela Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço</strong></span><br />
Lançamento do livro &#8220;O que eu escrevo continua &#8211; Dez ensaios no centenário de Clarice Lispector&#8221; (Organizador: José Mário Rodrigues)<br />
Quando: 14 de janeiro de 2021, quinta-feira, às 16h<br />
Local: Auditório do Centro Cultural Cais do Sertão (Armazém 10, Av. Alfredo Lisboa, s/n)<br />
Valor: livro impresso R$ 30, e-book R$ 12</p>
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