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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mesa de Glosas</title>
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		<title>Primeira Mesa de Glosas do FIG evidencia a poesia oral pernambucana</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Jul 2017 19:41:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por Marcus Iglesias Após um debate sobre políticas culturais que aconteceu na Praça da Palavra neo domingo (23), o polo de literatura do Festival de Inverno de Garanhuns recebeu uma atração até então inédita: a Mesa de Glosas &#124; De Repente uma Glosa, realizada com a presença de cinco poetas do Sertão do Pajeú que foram [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_51395" aria-labelledby="figcaption_attachment_51395" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35999754391_d8578b08e7_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-51395 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35999754391_d8578b08e7_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Participaram da ação os poetas Genildo Santana, Zé Adalberto, Alexandre Morais, Dayanne Rocha e Elenilda Amaral, todos do Sertão do Pajeú</p></div>
<p style="text-align: right;"><em> Por Marcus Iglesias</em></p>
<p>Após um debate sobre políticas culturais que aconteceu na Praça da Palavra neo domingo (23), o polo de literatura do Festival de Inverno de Garanhuns recebeu uma atração até então inédita: a <strong>Mesa de Glosas | De Repente uma Glosa</strong>, realizada com a presença de cinco poetas do Sertão do Pajeú que foram mediados pela recifense Luna Vitrolina, a responsável em dar os motes aos participantes.</p>
<p><em>“Pra quem não sabe, uma Mesa de Glosa é uma modalidade de improviso, de repente, criada lá no Sertão do Pajeú. Foi graças ao empenho da cidade de Tabira que aconteceu a difusão dessa brincadeira. As regras são simples, consistem basicamente no respeito a uma métrica e aos motes que damos antes. Cada poesia tem que terminar com as frases que a gente passa para os poetas”</em>, explica Luna Vitrolina, que revelou que o grupo passou recentemente em Porto Alegre e que já tinha viagem marcada para Salvador.</p>
<div id="attachment_51396" aria-labelledby="figcaption_attachment_51396" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/36092602276_b9cf0199d1_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-51396 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/36092602276_b9cf0199d1_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“No futuro, os estudiosos e antologistas, se forem justos e honestos nas suas pesquisas, vão ter que dar ao Pajeú o título de criador deste estilo poético”, sugere Genildo Santana</p></div>
<p>A mediadora ressalta outro ponto importante a ser destacado na Mesa de Glosas do FIG, que é a presença feminina. “Dos cinco poetas, duas são mulheres. É bom a gente registrar isso, porque temos várias poetas de todo o estado e sabemos que as mesas de glosas são ambientes marcados pela forte presença masculina”. Participaram do evento os poetas Genildo Santana, Zé Adalberto, Alexandre Morais, Dayanne Rocha e Elenilda Amaral.</p>
<div id="attachment_51393" aria-labelledby="figcaption_attachment_51393" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35292314834_27f3817f40_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-51393 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35292314834_27f3817f40_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Público interagiu bastante com os poetas, fosse em respeito ao silêncio pré-poético, fosse nos aplausos em admiração à poesia</p></div>
<p>Para Genildo Santana, os créditos da autoria desta modalidade são todos da região do Sertão do Pajeú. “No futuro, os estudiosos e antologistas, se forem justos e honestos nas suas pesquisas, vão ter que dar ao Pajeú o título de criador deste estilo poético”. Segundo ele, os encontros normalmente contam com no máximo dez participantes, que chegam na brincadeira sem saber ainda quais motes serão dados. Tudo acontece na base do improviso e jogo rápido e certeiro com as palavras.</p>
<div id="attachment_51394" aria-labelledby="figcaption_attachment_51394" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35292317184_6768ce214c_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-51394 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/07/35292317184_6768ce214c_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A presença feminina foi um dos destaques do evento. Elenilda Amaral era uma das duas poetas presentes na Mesa de Glosas, que contou ainda com Luna Vitrolira na mediação</p></div>
<p>Começa então o jogo. Um dos motes que caiu na mesa, feito pelo poeta Giuseppe Mascena, sugeria que as poesias terminassem sempre com “O governo de elite / é contra o trabalhador”. Segue então o silêncio. A plateia presente respeita o espaço dos poetas, que bebem deste momento tranquilo para poderem então despertar o<em> insight</em> poético. Segundo Genildo Santana, o poeta segue nesse momento um rito. &#8220;Primeiro vem a calmaria, a gente precisa desse momento para pensar na construção do texto. Em seguida, quem for dizer sua poesia tem que se levantar antes e soltar o verbo&#8221;, explicou.</p>
<p>A última a declamar nesse mote, a poeta Elenilda Amaral pensou e pensou. O silêncio tomou conta da Praça da Palavra para dar nascimento à palavra encantada. Ela então largou de improviso a poesia que dizia<em> “Defendo aqui nesta praça / O cidadão que trabalha / Que este governo só falha / Com quem trabalha e tem raça / Não vamos perder de graça / O que ganhamos com ardor / Que o povo é trabalhador / E vai lutar sem ter limite / O governo de elite / É contra o trabalhador”</em>, para o delírio da plateia &#8211; que lotou a Praça da Palavra e interagiu bastante com os poetas.<em><br />
</em></p>
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		<title>Peleja da poesia em Belmonte</title>
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		<pubDate>Sat, 26 May 2012 13:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Tiago Montenegro Para espantar o nervosismo, até de reza e sinal da cruz valeram-se os poetas do Pajeú que nessa sexta-feira (25/5) chegaram a São José do Belmonte para realizar a terceira edição da Mesa de Glosas itinerante, uma ação do Festival Pernambuco Nação Cultural no Sertão Central. Mesmo após 16 anos transformando em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7425" aria-labelledby="figcaption_attachment_7425" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7272843604_a40090a1fd_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7425" alt="Mesa de Glosas em São José do Belmonte (Foto: Costa Neto)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7272843604_a40090a1fd_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa de Glosas em São José do Belmonte (Foto: Costa Neto)</p></div>
<p>Por Tiago Montenegro</p>
<p>Para espantar o nervosismo, até de reza e sinal da cruz valeram-se os poetas do Pajeú que nessa sexta-feira (25/5) chegaram a São José do Belmonte para realizar a terceira edição da Mesa de Glosas itinerante, uma ação do Festival Pernambuco Nação Cultural no Sertão Central.</p>
<p>Mesmo após 16 anos transformando em momento solene a brincadeira surgida nos bares do município de Tabira, os artistas do improviso assumem: “Não é fácil encarar uma plateia cheia de expectativas. Como o tempo é curto pra gente criar e decorar os versos, só com muita fé mesmo”, sorri Dudu Moraes, um dos integrantes da mesa.</p>
<p>Ainda pouco conhecida em outras regiões do Estado, a Mesa de Glosas já é tradição no Sertão do Pajeú e, nas palavras de Dedé Monteiro, um dos idealizadores do encontro, “funciona como um desafio aos poetas participantes, que devem criar suas glosas no menor tempo possível e em cima de motes (os dois versos finais da glosa) que são apresentados aos poetas”. Sob os olhares atentos de um público em silêncio e já encantado com os diferentes processos criativos de cada artista, poeta a poeta levanta e, ora confiante, ora ainda buscando aquela rima difícil de atingir, declama os versos, arranca palmas, enche de alegria o lugar.</p>
<div id="attachment_7427" aria-labelledby="figcaption_attachment_7427" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7272846076_f53271c7eb_z.jpg"><img class="size-medium wp-image-7427" alt="Poeta Kerlle Magalhães (Foto: Costa Neto)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/06/7272846076_f53271c7eb_z-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Poeta Kerlle Magalhães (Foto: Costa Neto)</p></div>
<p style="text-align: left;">A noite da literatura em Belmonte ocupou o salão do Castelo Armorial e contou ainda com um recital dos poetas Keyson Pires, Henrique Brandão, Vitória Gabrielle, Cícero Belmonte, Maviael Melo, Kerlle Magalhães, Zé de Mariano e Marcos Passos, que prestaram homenagens ao escritor José Batista de Siqueira (Cancão). Em 2012, o nosso “pássaro poeta” completaria 100 anos.</p>
<p>Confira algumas glosas surgidas no encontro desta sexta-feira, que reuniu em São José do Belmonte os poetas sertanejos Dedé Monteiro, Genildo Santana, Dudu Moraes, Caio Menezes, Adeval Soares, Clécio Rimas, Gonga Monteiro, Zé Adalberto e George Alves:</p>
<p>“Ela diz que me amou<br />
Mas nisso eu não acredito<br />
Não acho nada bonito<br />
A cena do nosso show<br />
Depois que ela me deixou<br />
Eu vivo assim de dar dó<br />
Ela não perde um forró<br />
E eu fico em casa esquecido<br />
Um coração dividido<br />
Na multidão segue só”</p>
<p>(Zé Adalberto)</p>
<p>“A gente se emociona</p>
<p>Querendo e buscando o mote<br />
Amor faz de si transporte<br />
Não pode andar de carona<br />
E quando a emoção é dona<br />
O coração dá um nó<br />
Mas amor é pão de ló<br />
Precisa ser repartido<br />
Um coração divido<br />
Na multidão segue só”</p>
<p>(Genildo Santana)</p>
<p>“Nesse reduto bonito</p>
<p>Voltei a unir as pontes<br />
De São José do Belmonte<br />
E São José do Egito<br />
Quem dorme com o infinito<br />
Sonha com a poesia<br />
Tomara que essa alegria<br />
Tenha batido em vocês<br />
Bateu em nós outra vez<br />
Adeus, até outro dia”</p>
<p>(Caio Menezes)</p>
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		<title>Poetas do Pajeú derramam poesia na terra do maracatu</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/poetas-do-pajeu-derramam-poesia-na-terra-do-maracatu/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 16:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[FPNC MATA NORTE]]></category>
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		<category><![CDATA[Nazaré da Mata]]></category>

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		<description><![CDATA[“Trouxe umbu do pomar de João Paraibano pra Mestre Salustiano saber do gosto de lá. Vim pra plateia escutar o canto do Pajeú para que Mestre Salu nos faça aqui companhia, vim derramar poesia no chão dos maracatus” (Caio Menezes) Como quem se esforça pra fazer bonito em casa alheia, como quem entra pedindo licença [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><img class="  " alt="" src="http://fpnc.org/site/wp-content/uploads/2012/04/6877509186_b7e5d86974_c-e1333999065823.jpg" width="614" height="410" /><p class="wp-caption-text">Mesa de Glosa com poetas do Pajeú em Nazaré da Mata</p></div>
<p><em>“Trouxe umbu do pomar de João Paraibano</em><br />
<em>pra Mestre Salustiano saber do gosto de lá.</em><br />
<em>Vim pra plateia escutar o canto do Pajeú</em><br />
<em>para que Mestre Salu nos faça aqui companhia,</em><br />
<em>vim derramar poesia no chão dos maracatus”</em><br />
<em>(Caio Menezes)</em></p>
<p>Como quem se esforça pra fazer bonito em casa alheia, como quem entra pedindo licença pra contar um pouco da história de seu lugar, o grupo de poetas do Sertão do Pajeú que visitou Nazaré da Mata nesta terça-feira, fez da Mesa de Glosas uma das ações mais emocionantes do Festival Pernambuco Nação Cultural até aqui.</p>
<p>De improviso e sob os olhares atentos do público que lotou o auditório da Universidade de Pernambuco, Alexandre Morais, Genildo Azevedo, Caio Menezes, George Alves, Zé Adalberto, Dudu Morais e Adiel Luna encheram o lugar com um tipo de beleza rara, aquela que a gente sente quando vê assim, bem de perto, o processo criativo de um artista popular.</p>
<p>Mais que um mediador da bela disputa, ou peleja da palavra, o também poeta Dedé Monteiro tratou logo de explicar como funcionaria a Mesa de Glosas: “A gente apresenta um mote aos participantes da mesa, na verdade são dois versos que cada poeta tem que incluir em sua estrofe rimada e feita de improviso”. Informações úteis para Ana Rosa, que como muitos ali, nunca haviam assistido a uma “luta pela poesia” naquele formato, como definiu a estudante de Letras.</p>
<p>Com tradicionais elementos do imaginário sertanejo ou que ressaltavam a riqueza da cultura pernambucana, os motes foram surgindo. Entre eles, versos que lembraram o legado para a poesia popular deixado por João Batista de Siqueira, o poeta Cancão, de São José do Egito. “Uma das nossas motivações para realizarmos este momento aqui em Nazaré da Mata foi também levar a todas as regiões o nome e a poesia deste importante poeta que, se estivesse vivo, faria cem anos em 2012″, comentou Wellington de Melo, coordenador de Literatura da Secretaria de Cultura do Estado. Na ocasião, Wellington anunciou um calendário de outras ações em homenagem ao “pássaro-poeta”, como a Aula Recitativa sobre a obra de Cancão que acontece na próxima sexta (30/03), às 15h, também na UPE de Nazaré da Mata.</p>
<p>Confira algumas glosas surgidas do encontro desta terça-feira, 27/03:</p>
<p>Em itálico estão os motes sugeridos aos poetas.</p>
<p><strong>George Alves</strong><br />
Cancão glosava bonito, feliz de quem o conheceu.<br />
Foi gênio enquanto viveu, faleceu pra virar mito.<br />
De São José do Egito, voou para a imensidão<br />
Onde não tem alçapão, baladeira e espinho.<br />
<em>Na terra é difícil um ninho, mas no céu tem de Cancão.</em></p>
<p><strong>Adiel Luna </strong><br />
Para descrever Cancão o poeta se retorce,<br />
mas por mais que se esforce, todo esforço é em vão.<br />
Cancão é imensidão, é o sabor da água fria,<br />
a força da ventania e nessa mesa dileta,<br />
<em>no peito nu do poeta, Cancão se faz poesia</em>.</p>
<p><strong>Alexandre Morais</strong><br />
A missão é bem pesada nessa mesa se dispor<br />
E a culpa é desse senhor da cabeça esbranquiçada.<br />
Dedé velho camarada está entre os meus gurus,<br />
pra poesia é Jesus e um Deus para quem cria,<br />
<em>vim derramar poesia no chão dos maracatus.</em></p>
<p><strong>Genildo Santana</strong><br />
A minha terra natal é um estado soberano.<br />
Foi aqui que Ariano fez soneto armorial.<br />
Que Ascêncio foi genial, que deu estrela a Cancão.<br />
E de tanta inspiração vocês são o resultado.<br />
<em>Pernambuco é o estado mais cultural dessa nação.</em></p>
<p><strong>Zé Adalberto</strong><br />
Improvisar não é ruim, mas é bom que a gente diga<br />
que dá frio na barriga, pois sempre começa assim.<br />
Eu vim lá de Itapetinga pedindo força a Jesus<br />
pra que ele me dê luz e assim minha mente cria.<br />
<em>Vim derramar poesia no chão dos maracatus.</em></p>
<p><strong>Dudu Morais</strong><br />
Não foi criado em gaiola, nem era branco com preto,<br />
mas Cancão fez do soneto seu caderno de escola.<br />
Também cantou de viola, mas não seguiu profissão.<br />
O gracejo e o baião inventou o do passarinho<br />
<em>Na terra é difícil um ninho, mas no céu tem de Cancão</em></p>
<p><strong>Mesa de Glosas</strong></p>
<p>Só agora itinerante, a Mesa de Glosas de Tabira, no sertão do Pajeú, já acontece na cidade há 16 anos. Sempre no 3º fim de semana de setembro, quando a população local celebra a Festa do Poeta Zé Marcolino, parceiro letrista de Luiz Gonzaga.</p>
<p>Para Genildo Santos, um dos organizadores do projeto no município, a “iniciativa é também uma forma de manter aceso o interesse dos tabirenses pela poesia, pra que as novas gerações também tomem gosto pela rima e não deixem essa marca tão característica da nossa região acabar”.</p>
<p><strong>Mais programação</strong><br />
As atividades de Literatura no Festival Pernambuco Nação Cultural da Mata Norte que estão concentradas em Nazaré da Mata seguem até a próxima sexta-feira.</p>
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