<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Portal Cultura PE &#187; Mestra Gil</title>
	<atom:link href="http://www.cultura.pe.gov.br/tag/mestra-gil/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cultura.pe.gov.br</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Sat, 02 May 2026 14:52:35 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.5.1</generator>
		<item>
		<title>Encontro dos Maracatus de Baque Solto celebra cultura, história e ancestralidade</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-dos-maracatus-de-baque-solto-celebra-cultura-historia-e-ancestralidade/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-dos-maracatus-de-baque-solto-celebra-cultura-historia-e-ancestralidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Feb 2025 16:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[baque solto]]></category>
		<category><![CDATA[Barachinha]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[empetur]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro dos Maracatus]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Norte]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Gil]]></category>
		<category><![CDATA[Nazaré da Mata]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Secult-PE]]></category>
		<category><![CDATA[setur-pe]]></category>
		<category><![CDATA[Zona da mata]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.cultura.pe.gov.br/?p=116379</guid>
		<description><![CDATA[A Prefeitura de Nazaré da Mata (Zona da Mata Norte) divulgou todos os detalhes da programação oficial do Encontro dos Maracatus de Baque Solto, tradição que acontece sempre na segunda-feira e na Terças-Feira de Carnaval. A iniciativa, que conta com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), Fundação [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_116380" aria-labelledby="figcaption_attachment_116380" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-26-at-08.27.27.jpeg"><img class="size-medium wp-image-116380" alt="Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2025/02/WhatsApp-Image-2025-02-26-at-08.27.27-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Maracatu</p></div>
<p>A Prefeitura de Nazaré da Mata (Zona da Mata Norte) divulgou todos os detalhes da programação oficial do Encontro dos Maracatus de Baque Solto, tradição que acontece sempre na segunda-feira e na Terças-Feira de Carnaval. A iniciativa, que conta com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), Secretaria Estadual de Turismo e Lazer (Setur-PE) e Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur), reúne mais de 30 grupos culturais.</p>
<p>Em 2025 a festa, que tem como tema O Som do Maracatu É o Coração de Nazaré, é realizada nos dias 3 e 4 de março. Destaque desta edição é o retorno do evento, após muitos anos, para Praça João XXII, conhecida como Praça da Catedral. A programação é gratuita e aberta ao público.</p>
<p>O evento, que é tradição no calendário estadual de cultura, homenageia este ano o mestre Barachinha, do Maracatu Estrela Brilhante de Buenos Aires; e a mestra Gil, primeira poeta popular de versos de improviso, que ocupou, por décadas, o papel de mestra no Maracatu Feminino Coração Nazareno, da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam).</p>
<p>No Encontro dos Maracatus de Baque Solto 2025 participam mais de 30 grupos de diferentes cidades da região. Além de Nazaré da Mata, integram a programação maracatus rurais dos municípios de Vitória de Santo Antão, Tracunhaém, Timbaúba, Carpina, Aliança, Condado, Lagoa de Itaenga, Buenos Aires, Chã de Alegria, Itambé, Ferreiros, Glória do Goitá, Araçoiaba, Lagoa do Carro e Itaquitinga.</p>
<p>A cultura popular do maracatu rural, segundo relatos históricos, surgiu na região canavieira, em meados do século 19, nos engenhos de cana-de-açúcar da região, pelos povos africanos trazidos à força para o Brasil e que trabalhavam escravizados.</p>
<p>Com a Abolição da Escravatura, em 1888, muitas dessas pessoas foram para a cidade grande. As que ficaram no interior e nas localidades rurais ganharam pequenos pedaços de terra para construírem sua casa, porém, continuaram trabalhando na lavoura de cana-de-açúcar. Os negros, após libertados, passaram a ser, juntamente com índios, caboclos e brancos pobres, protagonistas criadores da história e da cultura brasileiras.</p>
<p>Apesar de todo o sofrimento causado pelas péssimas condições de trabalho e moradia que estão ligadas à escravidão, a população negra contribuiu muito para o desenvolvimento do Brasil e ajudou na formação de nossa cultura, através das suas danças, músicas e costumes, como fazem os bricantes dos grupos de maracatus de baque solto, que resistem até os dias atuais, atravessando várias gerações.</p>
<p>Em Nazaré da Mata há 19 grupos. A brincadeira popular, que surgiu no terreiros dos canais, tem em sua representação figuras e personagens que remetem à cultura africana, indigena e europeia, a exemplo da Corte. Caterina (ou Catita), Mateus e a Burra são os abre-alas da brincadeira.</p>
<p>Em seguida entram em cena dois cordões de Caboclos de Lança, que são comandados pelo Mestre de Caboclaria, juntamente com dois cordões de Baianas (baianal) e os Caboclos a Reamar (também chamados de Caboclo de Pena). Integram o grupo o Estandarte, o Porte-Estandarte e os componentes da Corte. A Dama do Buquê, Rainha e Rei, Escravo com o Palio, Menino da Boneca (ou Dama do Passo) e a Boneca de Pano Preta.</p>
<p>Para além da beleza dos personagens, outra marca registrada é o Mestre, Contramestre e a Orquestra. Essa Orquestra é composta pelo terno, formado pelos instrumentos caixa, ganzá e bombinho, cuíca ou porca, além do gongué.</p>
<p>A Orquestra (ou Terno), também é composta por instrumentos de sopro como saxofone, trompete, trombone, pistão e clarinete.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/encontro-dos-maracatus-de-baque-solto-celebra-cultura-historia-e-ancestralidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maracatu de baque solto se despede de sua primeira mestra</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/maracatu-de-baque-solto-se-despede-de-sua-primeira-mestra/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/maracatu-de-baque-solto-se-despede-de-sua-primeira-mestra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Feb 2024 16:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança]]></category>
		<category><![CDATA[AMUNAM]]></category>
		<category><![CDATA[baque solto]]></category>
		<category><![CDATA[Coração Nazareno]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Eliane Rodrigues]]></category>
		<category><![CDATA[Garganta de Ouro]]></category>
		<category><![CDATA[Maracatu]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Norte]]></category>
		<category><![CDATA[mestra]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Gil]]></category>
		<category><![CDATA[mestre]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Nazaré da Mata]]></category>
		<category><![CDATA[Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Zé Duda]]></category>
		<category><![CDATA[Zona da mata]]></category>

		<guid isPermaLink="false">https://www.cultura.pe.gov.br/?p=108512</guid>
		<description><![CDATA[A cultura popular do maracatu rural de Pernambuco está de luto. Morreu, nesta sexta-feira (16), Mestra Gil, 54 anos, integrante do Maracatu de Baque Solto Coração Nazareno, da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam), na Zona da Mata Norte do Estado. A artista, mulher negra que por mais de 15 anos ecoou seu [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_108513" aria-labelledby="figcaption_attachment_108513" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Chico Ludermir/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/Mestra-Gil.jpg"><img class="size-medium wp-image-108513" alt="Chico Ludermir/Secult-PE/Fundarpe" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/02/Mestra-Gil-607x409.jpg" width="607" height="409" /></a><p class="wp-caption-text">Mestra Gil</p></div>
<p>A cultura popular do maracatu rural de Pernambuco está de luto. Morreu, nesta sexta-feira (16), Mestra Gil, 54 anos, integrante do Maracatu de Baque Solto Coração Nazareno, da Associação das Mulheres de Nazaré da Mata (Amunam), na Zona da Mata Norte do Estado. A artista, mulher negra que por mais de 15 anos ecoou seu talento e voz a favor das mulheres e da cultura de raiz, silenciou seu apito e baixou sua bengala &#8211; importantes ícones de sua trajetória. O falecimento ocorreu no Hospital das Clínicas, no Recife, onde ela estava em tratamento de saúde. Deixa cinco filhos e quatro netos.</p>
<p>Mestra Gil, como era conhecida, foi pioneira na história do maracatu rural ao liderar, pela primeira vez, o Maracatu Feminino Coração Nazareno, fundado em 8 de março (Dia Internacional da Mulher) de 2004. Com ele fez história. Ingressou como bandeirista até ocupar o posto de mestra, no ano seguinte. À frente da agremiação, viajou o Brasil participando de Carnavais, festivais, encontros, sambadas, mostras e eventos culturais, apresentando seus versos de improviso e comunicando a força, o talento e a garra das mulheres pretas e periféricas na cultura popular.</p>
<p>No Maracatu Coração Nazareno, Mestra Gil foi pioneira ao participar da gravação de dois álbuns. No primeiro, em 2004, imprimiu seus primeiros versos registrados na memória cultural do País. Em 2009, com apoio do Ponto de Cultural Engenhos dos Maracatus, coordenado pela Amunam, lançou o segundo, em que buscou dedicar-se às temáticas sociais, ambientais, culturais e de empoderamento feminino.</p>
<p>Mestra Gil também foi fonte de inspiração para pesquisadores, produtores culturais e cineastas, no Brasil e no exterior, contribuindo com sua percepção da importância das mulheres estarem onde elas quiserem. Ao longo de mais de uma década participou de vários documentários, livros, revistas, entrevistas para TVs, jornais, sites e portais.</p>
<p>“Em 2024 o Maracatu Coração Nazareno chega à marca de 20 anos. Nessa jornada Mestra Gil teve uma importante contribuição para todas nós, mulheres da Mata Norte, de Pernambuco e do Nordeste. Ela foi a porta-voz das mulheres e da sociedade levando nossas reflexões aos palcos por onde passou. Mestra Gil estará viva em nossas memórias. Jamais esqueceremos de seu legado cultural”, destacou a coordenadora e idealizadora do Maracatu Feminino Coração Nazareno, Eliane Rodrigues.</p>
<p>Mestra Gil foi casada com Mestre Zé Duda, do Maracatu Rural Estrela de Ouro, de Aliança (Mata Norte), que faleceu em 2 de junho de 2023. O Garganta de Ouro foi responsável por incentivar e apoiar a carreira de Mestra Gil na cultura popular do maracatu rural.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/maracatu-de-baque-solto-se-despede-de-sua-primeira-mestra/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maracatu, palavra feminina</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/maracatu-palavra-feminina/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/maracatu-palavra-feminina/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 29 Mar 2012 15:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Mergulhe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Amunan]]></category>
		<category><![CDATA[Maracatu]]></category>
		<category><![CDATA[maracatu feminino]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Gil]]></category>
		<category><![CDATA[nazaré na mata]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=4329</guid>
		<description><![CDATA[Há oito anos Givanilda Maria da Silva mudou uma tradição e, num universo onde era vedada a participação de mulheres, virou mestra. Desde 2004, por acasos da vida, Mestra Gil está à frente do Coração Nazareno, único maracatu rural feminino de que se tem notícia até hoje. Por acasos da vida, porque tudo aconteceu muito [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2012/03/Coracao-Nazareno.jpg"><img src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2012/03/Coracao-Nazareno.jpg" alt="Chico Ludermir" width="578" height="456" class="alignnone size-full wp-image-11927" /></a></p>
<p>Há oito anos Givanilda Maria da Silva mudou uma tradição e, num universo onde era vedada a participação de mulheres, virou mestra. Desde 2004, por acasos da vida, Mestra Gil está à frente do Coração Nazareno, único maracatu rural feminino de que se tem notícia até hoje.</p>
<p>Por acasos da vida, porque tudo aconteceu muito tarde, quando nem mais ela mesma acreditava que seria possível. Aos 35 anos, depois de cinco filhos criados, ouviu falar de um maracatu, em criação, com caboclas de lança mulheres, o que pro imaginário da brincadeira, chegava a ser revolucionário.</p>
<p>“Então eu vou lá e vou brincar de cabocla, que era meu sonho”, disse ela. Mas, quando chegou lá não tinha mais vaga pra carregar o surrão (sinos) nas costas. Só tinha vaga para bandeirista. “Mas rapaz, que sina. Eu doida pra brincar de cabocla, vou brincar de bandeirista. Mas eu vou querer mesmo assim”, persistiu.</p>
<p>Certo dia, a bandeirista chegou cansada na sede do maracatu e correu pro banho. Sem saber que estava sendo escutada, começou a cantar uma toada do mestre João Paulo, do Leão Misterioso, que dizia:</p>
<p><em>“Em Nazaré, na cultura</em><br />
<em> ninguém quebra seu tabu</em><br />
<em> porque já é batizada</em><br />
<em> terra do maracatu”</em><br />
<em> Mas acabou emendando uma versão:</em></p>
<p><em>“E Amunam, na cultura</em><br />
<em> ninguém quebra seu tabu</em><br />
<em> que Eliane Rodrigues</em><br />
<em> fez um lindo maracatu”</em></p>
<p>Aí todo mundo gostou! E foi um rebuliço. “Próximo ano é ela que vai ser a mestra. Ela sabe cantar”, diziam. Aí juntou o pessoal. Xoxa, Mariinha, Marinalva&#8230;, “agitando” para Gil ser a mestra.</p>
<p>“Eu disse &#8216;eu não vou&#8217;, porque eu não sei cantar”, lembra de sua insegurança. Aí as meninas diziam: “Dá pra você cantar”. “Dá, não dou, dá não dou. Foi aquela cachorrada”, brinca, soltando uma gargalhada, repetida diversas vezes durante a narração.</p>
<p>A Amunam que Mestra Gil cantou é a Associação de Mulheres de Nazaré da Mata, criada em 1988, por Eliane Rodrigues, para tratar de questões do gênero, como violência e educação sexual. Foi de lá que surgiu, há oito anos, a ideia de quebrar o tabu da participação da mulher no maracatu rural.</p>
<p>O espaço destinado às mulheres no baque solto, tradicionalmente, era a cozinha. Mesmo as baianas, no começo, eram homens fantasiados. “Até a criação do Coração Nazareno, só sabemos de uma cabocla de lança. O maracatu de baque solto era um ambiente muito masculino e por isso é uma quebra de paradigma poder tirar a mulher deste lugar”, conta Rosângela Lima, 26 anos, educadora da Amunan. “As mulheres crescem ouvindo que mulher não pode isso, não pode aquilo, mas elas vieram para mostrar que podem, sim”, se orgulha.</p>
<p>Marinalva Freitas, com 49 anos, é a cabocla mais velha do grupo. Com dois tios caboclos, nunca tinha tido oportunidade de brincar e conta que morreu de medo que o maracatu feminino fosse rejeitado. “Disse pro meu marido e ele nem acreditou”, lembra. “Tu vai aguentar?”, perguntou ele. Faz sete anos que ela dá a mesma resposta.</p>
<p>No caso da Mestra Gil, o maracatu trouxe ainda outra novidade. Enquanto aprendia a fazer marcha, samba e galope (toques), com outros mestres, conheceu mestre Zé Duda, do Estrela de Ouro, com quem é casada há cinco anos. Além de companheiro, foi ele, um dos poucos que deixou de lado o preconceito e aceitou passar o que sabia para as mulheres.</p>
<p>Hoje em dia, a mestra tem reconhecimento Brasil afora. Já ganhou prêmio no Rio de Janeiro, foi aplaudida de pé em Brasília e, em Goiana, integrantes de outro maracatu se declaram seus fãs.</p>
<p>“Não vou dizer que me orgulho, não, mas eu me sinto muito feliz. Estou representando todas as mulheres do Brasil. Represento minha mãe e outras mães”, conta com humildade. “Estou honrada em poder cantar maracatu e mostrar que mulher também é capaz. Só me faltava um empurrãozinho para provar que mulher pode ser tudo, inclusive mestra de maracatu”, se alegra Gil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/maracatu-palavra-feminina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com a Mestra Gil</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/entrevista-com-a-mestra-gil-2/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/entrevista-com-a-mestra-gil-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 15:06:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Gil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=2772</guid>
		<description><![CDATA[Enviado em 27/02/2012. Entrevista com a Mestra Gil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Enviado em 27/02/2012. Entrevista com a Mestra Gil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/entrevista-com-a-mestra-gil-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entrevista com a Mestra Gil</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/entrevista-com-a-mestra-gil/</link>
		<comments>https://www.cultura.pe.gov.br/entrevista-com-a-mestra-gil/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 14:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
		<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeos]]></category>
		<category><![CDATA[Mestra Gil]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cultura.pe.gov.br/?p=2769</guid>
		<description><![CDATA[Enviado em 27/02/2012. Entrevista com a Mestra Gil.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Enviado em 27/02/2012. Entrevista com a Mestra Gil.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cultura.pe.gov.br/entrevista-com-a-mestra-gil/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

