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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mestre Aprígio</title>
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		<title>Nota de pesar &#8211; Mestre Aprígio</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2020 20:35:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, em reunião do dia 6 de agosto de 2020, resolve, por unanimidade, aprovar voto de profundo pesar pelo falecimento de José Aprígio Lopes, 79 anos, o Mestre Aprígio, eleito por esse Conselho, em 2019, Patrimônio Vivo de Pernambuco, um dos maiores, na arte do couro, artesãos do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural, em reunião do dia 6 de agosto de 2020, resolve, por unanimidade, aprovar voto de profundo pesar pelo falecimento de José Aprígio Lopes, 79 anos, o Mestre Aprígio, eleito por esse Conselho, em 2019, Patrimônio Vivo de Pernambuco, um dos maiores, na arte do couro, artesãos do Brasil, nascido em Exu, Pernambuco, com ateliê em Ouricuri, sertão pernambucano, que, desde a infância, por sua convivência com vaqueiros, despertou para o gosto em produzir chapéus de couro, gibões, perneiras, sandálias e bolsas, ênfase para a indumentária do vaqueiro, tendo feito, com raro talento, essas peças para artistas consagrados, a exemplo de Luiz Gonzaga, Gonzaguinha e Dominguinhos, quando, na maturidade, na arte do couro,exclamou: “O couro é minha vida!” Essa vida será sempre vida, porque Pernambuco saberá honrar o legado do Mestre Aprígio, enaltecendo a sua arte e o seu talento, sendo fiel ao artesão do couro e à pessoa humana, cujas mãos foram artífices da criatividade da pernambucanidade.</p>
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		<title>Nota de pesar &#8211; Mestre Aprígio, Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2020 02:26:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Secult/Fundarpe lamenta a perda do Patrimônio Vivo de Pernambuco e sertanejo ilustre José Aprígio Feitosa, conhecido como Mestre Aprígio, anunciada nesta segunda-feira (27). Ele ficou famoso pelo trabalho como artesão em couro, que encantou gente como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Tinha 79 anos. Escolhido em 2019 pelo Governo de Pernambuco como Patrimônio Vivo do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_74933" aria-labelledby="figcaption_attachment_74933" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-2-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74933" alt="PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-2-PH-Reinaux-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Aprígio foi eleito como Patrimônio Vivo de Pernmabuco em 2019</p></div>
<p>A Secult/Fundarpe lamenta a perda do Patrimônio Vivo de Pernambuco e sertanejo ilustre José Aprígio Feitosa, conhecido como Mestre Aprígio, anunciada nesta segunda-feira (27).</p>
<p>Ele ficou famoso pelo trabalho como artesão em couro, que encantou gente como Luiz Gonzaga e Dominguinhos. Tinha 79 anos.</p>
<p>Escolhido em 2019 pelo Governo de Pernambuco como Patrimônio Vivo do Estado, Mestre Aprígio possuía um ateliê em Ouricuri, no Sertão do Araripe, terra que escolheu para desenvolver seu trabalho. Chapéus de couro, jibões, perneiras, sandálias e bolsas eram sua especialidade, com destaque para a indumentária do vaqueiro.</p>
<p>Aos familiares, amigos e admiradores, deixamos a nossas condolências e nossos mais sinceros pêsames.</p>
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		<title>O Sertão do vaqueiro nas mãos do Mestre Aprígio</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2020 16:01:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ Por Michelle de Assumpção Fotos: PH Reinaux Quando menino, José Aprígio Lopes passava a maior parte do seu tempo ajudando o pai a cuidar dos animais que criava. Sua função era dar banho, água e levar os bichos para o mato, em busca de algum alimento na vegetação escassa da caatinga. Era um sitiozinho em Exu, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_74919" aria-labelledby="figcaption_attachment_74919" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-1-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74919" alt="Mestre Aprígio está diariamente em seu ateliê, em Ouricuri, no comando das produção de peças artesanais em couro." src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-1-PH-Reinaux-607x386.jpg" width="607" height="386" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Aprígio está diariamente em seu ateliê, em Ouricuri, no comando das produção de peças artesanais em couro.</p></div>
<p style="text-align: right;"><b> </b><strong>Por Michelle de Assumpção</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fotos: PH Reinaux</strong></p>
<p style="text-align: right;">Quando menino, José Aprígio Lopes passava a maior parte do seu tempo ajudando o pai a cuidar dos animais que criava. Sua função era dar banho, água e levar os bichos para o mato, em busca de algum alimento na vegetação escassa da caatinga. Era um sitiozinho em Exu, Sertão do Araripe, onde nasceu. De sol a sol, inclemente, era todo dia a mesma coisa. Os meninos só tinham uma horinha, depois do almoço, que o pai autorizava para que tirassem um descanso. Enquanto todos ficavam por ali, cochilando ou sem terem muito o que fazer, Aprígio pegava um pedacinho de couro, conseguido nos lixos de um sapateiro da vizinhança e, escondido do pai, nos fundos do quintal, desenhava um outro futuro.</p>
<p>Um sapateiro da comunidade costumava jogar fora retalhos de couro e, quem tivesse a sorte de chegar na hora do descarte, levava os melhores pedaços. &#8220;Era um monte de menino saindo com sacolas de restos de couro&#8221;, recorda Aprígio, que estava sempre entre eles. Em casa, tentava as primeiras peças no intervalo da lida na roça. Comprou cola, faquinha, esmeril, compasso. Da primeira vez gastou quase uma lata inteira de cola para fazer uma peça. Ia aprimorando só de observar.</p>
<p>“Eu via as peças de couro feitas por outros: chapéus, enfeites, bainha de faca, de facão, essas coisas que fazendeiro usa, e tentava imitar. A primeira peça boa foi um pé de alpacarta”, conta Mestre Aprígio que, no próximo dia 25 de maio, completará 80 anos de idade. Menino, não teve tempo, nem permissão, de ir à escola. O pai não via futuro nos livros, e só valorizava o trabalho na terra. Por isso foi que, só quando ele morreu, que Aprígio se libertou. Aos 19 pôde se dedicar a seguir com o ofício que escolheu, a partir do aprendizado adquirido apenas no instinto e observação.</p>
<p>Um amigo do seu pai, que sabia de seu trabalho paralelo no fundo do quintal, o levou para trabalhar numa oficina de couro que produz celas, na cidade vizinha do Crato, já Ceará. Alertou que era uma vaga provisória, mas que, se Aprígio trabalhasse bem, tinha chance de ser contratado. O jovem artesão pegou suas poucas roupas e deixou a casa da mãe. Ficou três anos na oficina do seu Juarez, com quem aprendeu a fazer todo tipo de peça de vaqueiro, além das celas.</p>
<div id="attachment_74931" aria-labelledby="figcaption_attachment_74931" class="wp-caption img-width-320 alignright" style="width: 320px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH. Reinaux</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/peças-de-mestre-aprígio-1-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74931 " alt="PH. Reinaux" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/peças-de-mestre-aprígio-1-PH-Reinaux-309x486.jpg" width="309" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Chapéus do mestre Aprígio são correm o Brasil, como objeto que carrega todo simbolismo do homem sertanejo</p></div>
<p>Os anos de aprendizado ao lado de profissionais experientes, como o seu Juarez, não são a única justificativa para Aprígio ter se destacado entre tantos da região, que também trabalhavam com o couro.  Aprígio tinha um dom, uma habilidade manual rara que começava a fazer seu nome por todo Sertão do estado. Estava prestes a mudar mais uma vez de cidade. Serra Talhada foi um convite para terminar uma encomenda. Estimou que ficaria quinze dias na fazenda do contratante, até acabar o serviço dos arreios, ou seja, o conjunto completo de peças usadas numa cavalgada. Passou a ir e voltar, entre o Crato e Serra, em intervalos cada vez menores.</p>
<p>“Quando deixei a oficina de seu Juarez, no Crato, eu comecei a pegar encomendas de vários clientes. O pessoal parava para olhar o que eu desenhava e costurava, e ficava impressionado, perguntando como eu trabalhava com uma delicadeza daquela. Uma coisa bem acabada. Saía um falando pro outro. Agora a gente tem um mestre, eles diziam. Era peça para homem nenhum botar defeito”, orgulha-se. Os trabalhos em Serra Talhada ficaram cada vez mais constantes. E chegou um momento que Aprígio terminou se apaixonando por uma moça em Serra Talhada. Casou, teve filhos, e ficou por longos dezoito anos.</p>
<p>Já conhecido e respeitado em toda região, Aprígio conheceria fama no ano de 1979. Foi numa tarde desse mês de maio, que recebeu a encomenda mais valiosa de toda sua carreira. Luiz Gonzaga queria um gibão novo. Estava cansado de suas indumentárias e queria algo mais vistoso, chique, para usar em suas apresentações. O nome do Mestre Aprígio chegou aos ouvidos de Luiz Gonzaga por intermédio de um sobrinho do artesão, Josseí, que conhecia o Rei do Baião. Luiz Gonzaga foi até Aprígio levando uma peça de couro trazida do Rio de Janeiro, para que o artesão cortasse e fizesse um conjunto completo: perneira, chapéu e gibão. Aprígio passou duas semanas matutando, fazendo e refazendo desenhos, até chegar num molde que achou que seria do agrado do Rei do Baião. Tanto satisfez que lhe rendeu dezenas de outras encomendas, além de uma grande amizade. Luiz Gonzaga, sempre que ia a Exu, passava em Ouricuri, para um dedo de prosa e um cafezinho com Aprígio.</p>
<div id="attachment_74933" aria-labelledby="figcaption_attachment_74933" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-2-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74933" alt="Fama veio depois que Luiz Gnzaga foi pessoalmente encomendar a Aprígio traje completo do vaqueiro. " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Aprígio-2-PH-Reinaux-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Fama veio depois que Luiz Gonzaga foi pessoalmente encomendar a Aprígio traje completo, e de luxo, do vaqueiro.</p></div>
<p>Luiz Gonzaga abriu as portas para que o Mestre Aprígio passasse a receber encomendas de outros artistas famosos, como Dominguinhos, Alcymar Monteiro, Santanna, Waldonys, entre tantos outros. “Para chegar onde cheguei, com esse reconhecimento, foram muitos anos de trabalho com muitos artistas usando o meu trabalho. A batalha foi grande, mas hoje estou aqui, repassando para filhos e netos”, conta o mestre.</p>
<p>Atualmente a oficina de seu Aprígio voltou a ser em Ouricuri. Um salão comprido e estreito. Na parte da frente é a lojinha da família, com os artigos exibidos para venda; na parte de trás ficam as bancadas com as quatorze máquinas de costura. Dois filhos trabalham com ele na oficina: Isídio Lopes faz as miniaturas: chaveiros em formato de chapéus, além de sandálias, bolsas e calçados. Romildo faz as encomendas maiores recebidas pelo pai. Ele conta que seu Aprígio adaptou uma das máquinas para que o equipamento desse o ponto perfeito para seus cortes e desenhos. “Todos os trabalhos passam primeiro por essa máquina criada pelo meu pai. Ela que recorta e perfura o couro. Após a perfuração, o desenho no couro é feito manualmente, na faquinha”, explica Romildo.</p>
<p>Quando a reportagem chegou para entrevistar seu Aprígio, a produção do ateliê estava toda voltada para a festa do Aniversário de Gonzagão, em Exu, que acontece tradicionalmente todo dia 13 de dezembro. É venda na certa: de chapéus, gibãos, e toda indumentária característica do vaqueiro. São compradas, não necessariamente, pelos vaqueiros. Esses representam cerca de 10% dos clientes da oficina. “Quem compra mais são os artistas, políticos, e os admiradores da cultura nordestina, que levam como lembrança, para presentear quem é de Nordeste e vive fora. Recebemos encomendas de todas as partes do país”, conta o mestre.</p>
<p>Na sua simplicidade, Mestre Aprígio representa o sertanejo forte, criativo, generoso e fortalecido pela cultura que carrega e transmite por décadas. &#8220;Meus chapéus serviram de coroa para dois reis que conheci, Luiz Gonzaga e Dominguinhos&#8221;, diz. Além dos filhos, o neto José Joelson Lopes também já segue com dedicação o ofício repassado pelo avô. Os herdeiros fazem seu Aprígio sentir que sua arte está perpetuada. Ele costuma dizer que, quando vê alguém que aprende com ele, cortando o couro, ponteando e montando uma peça, sente-se como se imortal fosse. &#8220;Mesmo quando a minha matéria não mais existir, eu vou estar ali&#8221;, sentencia.</p>
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		<title>Conselho Estadual de Preservação elege seis novos Patrimônios Vivos de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jul 2019 19:18:08 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Numa reunião ordinária, nesta quarta-feira (10), o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural elegeu os seis novos Patrimônios Vivos de Pernambuco &#8211; 2019. São eles: Mestre Saúba (Brinquedos populares e mamulengos, de Jaboatão dos Guararapes); Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira (Nazaré da Mata); Mestre Aprígio (artesão do couro, de Ouricuri); Mestre Nado (artesão [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Numa reunião ordinária, nesta quarta-feira (10), o Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural elegeu os seis novos Patrimônios Vivos de Pernambuco &#8211; 2019. São eles: Mestre Saúba (Brinquedos populares e mamulengos, de Jaboatão dos Guararapes); Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira (Nazaré da Mata); Mestre Aprígio (artesão do couro, de Ouricuri); Mestre Nado (artesão de instrumentos musicais feitos de barro, de Olinda); Assis Calixto (mestre de coco, de Arcoverde); e Tribo Indígena Carijós do Recife (Caboclinho, do Recife).</p>
<p>Os saberes de cada mestre, a contribuição para a formação cultural dentro do seu território, o tempo de existência, histórico e questões como a regionalização foram citadas pelos conselheiros, nos seis votos que deram, cada um, aos candidatos inscritos no Concurso deste ano.</p>
<p>Este foi o 14º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco &#8211; RPV-PE, uma realização do Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). O objetivo do prêmio é reconhecer, estimular e proteger iniciativas que contribuem para o desenvolvimento sociocultural e profissional dos mestres e das mestras e grupos de notório saber, “almejando a transmissão de seus conhecimentos e de suas técnicas para alunos ou aprendizes, através de programas de ensino e aprendizagem apoiados ou executados diretamente pela Secult-PE e Fundarpe”.</p>
<p>Os vencedores passam a receber bolsa vitalícia de R$ 1.600 (um mil e seiscentos reais), no caso de pessoa física, e R$ 3.200 (três mil e duzentos reais) no caso de grupos, pessoas jurídicas.</p>
<p><em>“Com esses novos seis patrimônios, passamos a contar com 63 patrimônios vivos no estado. É sempre uma alegria reconhecer novos mestres e grupos que tanto contribuem para nossa cultura e, a partir do prêmio, passam a ser protegidos dentro do que executam, como também a ter o compromisso com a transmissão de seus saberes. Nas diversas ações que promovemos, os Patrimônios Vivos são uma presença constante, quase obrigatória, levando não apenas seu folguedo, mas também interagindo com novos públicos e ministrando aulas, participando de rodas de diálogo, dinamizando como nunca antes puderam fazer, a produção da sua arte”</em>, avalia o presidente da Fundarpe Marcelo Canuto.</p>
<p>Confira breve perfil dos novos Patrimônios Vivos de Pernambuco:</p>
<div id="attachment_69835" aria-labelledby="figcaption_attachment_69835" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Mestre-Saúba-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-69835" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Mestre-Saúba-3-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Mestre Saúba (José Antônio da Silva)</strong></p></div>
<p>Mestre Saúba tem uma longa vivência no fazer e criar brinquedos populares. Iniciou suas atividades aos 20 anos de idade, quando conheceu a cigana e artesã Maria do Socorro. A produção de brinquedos artesanais é uma prática na família do mestre: participam também seu irmão mais novo, filho e neta de sete anos. Todos participam do ofício do fazer borboletas, ratinhos, carrinhos, rói-rói e manés gostoso confeccionados com movimento e feitos em madeira de imbaúba.<br />
<strong>Local:</strong> Jaboatão dos Guararapes (Região Metropolitana do Recife) | <strong>Categoria:</strong> brinquedos populares e teatro de bonecos</p>
<div id="attachment_69836" aria-labelledby="figcaption_attachment_69836" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">André Sampaio/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Maracatu-Cambinda-Brasileira_Foto-André-Sampaio.jpg"><img class="size-medium wp-image-69836" alt="André Sampaio/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Maracatu-Cambinda-Brasileira_Foto-André-Sampaio-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Sociedade Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira</strong></p></div>
<p>A história do Cambinda Brasileira começou no Engenho Cumbe. A dona da propriedade, conhecida como Dona Rosinha, permitia que os trabalhadores “brincassem maracatu” no domingo de folga. Gostava de ver e pedia que eles se apresentassem na Casa Grande. Em 1918, Nazaré passou por um ano de crise. Sem ter o que comer, a alternativa era pescar. As tarrafas vinham cheias de cambinda e o peixe acabou dando nome ao maracatu. Primeiro se chamou Cambinda Nova e depois Cambinda Amorosa até Dona Rosinha sugerir homenagear o país, mudando para Cambinda Brasileira.“O primeiro dono do maracatu foi o trabalhador do engenho Severino Lotero. Depois ele não quis mais e passou para João Fulosino e em seguida para João Lauro até meu pai, João Padre, e minha mãe, Dona Joaninha, tomarem conta (em 1945). Quando morreu, ele deixou o maracatu pra mim e meus irmãos João e Antônio e disse que Zé de Carro seria o presidente e mestre caboclo e Dona Biu, a madrinha”, conta José Estevão da Silva (Zé Padre), lembrando do pedido do pai debaixo do pé de jaca. “Falar da história de Cambinda é falar da história do baque solto. É um maracatu de tradição, de peso, respeitado”, diz.<br />
<strong>Local:</strong> Nazaré da Mata (Mata Norte) | <strong>Categoria:</strong> maracatu de baque solto</p>
<div id="attachment_69844" aria-labelledby="figcaption_attachment_69844" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Aprigio.jpg"><img class="size-medium wp-image-69844" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Aprigio-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Mestre Aprígio (José Aprígio Lopes)</strong></p></div>
<p>Nascido em Exu, terra de Luiz Gonzaga, no dia 25 de maio de 1941, José Aprígio Lopes continua em plena atividade de artesão, no município de Ouricuri. Ele confecciona peças em couro e, sem nenhuma pretensão ou arrogância, conta que conhece bem o repertório de Luiz Gonzaga. Ele confeccionou, a partir de 1955, os chapéus de couro usados por Luiz Gonzaga. “Meus chapéus serviram de coroa para os dois grandes reis que conheci, Luiz Gonzaga e Dominguinhos”, diz o Mestre Aprígio.<br />
<strong>Local:</strong> Ouricuri (Sertão do Araripe) |<strong> Categoria:</strong> artesanato em couro</p>
<div id="attachment_69837" aria-labelledby="figcaption_attachment_69837" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Arthur Mota/Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Mestre-Nado_Foto-Arthur-Mota_Divulgação-Fenearte.jpg"><img class="size-medium wp-image-69837" alt="Arthur Mota/Divulgação " src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/Mestre-Nado_Foto-Arthur-Mota_Divulgação-Fenearte-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Mestre Nado (Aguinaldo da Silva)</strong></p></div>
<p>Mestre Nado foi criado em meio ao universo do barro e deste se fez homem. A brincadeira com argila vem desde a infância. Aos 10 anos passou a trabalhar como ajudante em uma olaria de quartinhas onde ficou até aos 17 anos. Esse é o local que lhe rende toda qualificação e experiência, mas é em Tracunhaém que o mestre revela toda a força de sua cerâmica figurativa. Já morando em Caixa Dágua, periferia de Olinda, Mestre Nado passa a manter o Centro Cultural Som do Barro, local dedicado à construção de instrumentos musicais a partir do barro.<br />
<strong>Local:</strong> Olinda (Região Metropolitana) |<strong> Categoria:</strong> produção de instrumentos musicais de barro</p>
<div id="attachment_69847" aria-labelledby="figcaption_attachment_69847" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Roberta Guimarães/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/assis-calixto-foto-roberta-guimaraes.jpg"><img class="size-medium wp-image-69847" alt="Roberta Guimarães/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/assis-calixto-foto-roberta-guimaraes-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Assis Calixto (Francisco de Assis Calixto Montenegro)</p></div>
<p>Mestre Assis Calixto é natural de Sertânia, e reside em Arcoverde há 67 anos. O mestre é reconhecido no Estado por suas composições e aglutina em seu currículo turnês nacionais e internacionais difundindo o samba de coco, dentro do grupo Coco Raízes de Arcoverde. As composições do Mestre Assis Calixto retratam a vida do sertanejo, elementos da natureza e dos animais. O mestre também confecciona as tamancas de madeira utilizadas para dançar o coco, bastante difundidas pelos integrantes do Coco Raízes em suas apresentações.<br />
<strong>Local:</strong> Arcoverde (Sertão do Moxotó) | <strong>Categoria:</strong> artesanato e coco de roda</p>
<div id="attachment_69848" aria-labelledby="figcaption_attachment_69848" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jorge Farias//Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/tribo-carijo-do-recife-jorge-farias.jpeg"><img class="size-medium wp-image-69848" alt="Jorge Farias//Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/07/tribo-carijo-do-recife-jorge-farias-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Tribo Carijó do Recife</strong></p></div>
<p>A Tribo Indígena Carijós do Recife ou Caboclinho Carijós do Recife é a tribo mais antiga de Pernambuco, com 122 anos de história dedicada à expressão cultural imaterial do Brasil. Ao longo do ano, a Tribo promove oficinas de fantasias, adereços, instrumentos musicais, ritmo e dança, além de rodas de diálogos sobre a cultura indígena e história do caboclinho como processo de transmissão dos saberes e fazeres ligados a esta manifestação cultural.<br />
<strong>Local:</strong> Recife (Região Metropolitana) | <strong>Categoria:</strong> caboclinhos</p>
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