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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mestre Assis Calixto</title>
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		<title>Resgate histórico e cultural afrodescendente é destaque em Arcoverde</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 13:50:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Projeto Abibiman, a Voz Negra do Sertão Pernambucano, realiza nesta sexta-feira (17), o lançamento da coleção digital do jornal Abibiman e do livro Abibiman: Uma Voz Negra do Sertão Pernambucano. O evento, que conta com a participação de suas autoras e seus autores, acontece a partir das 18h30 no Auditório da Autarquia de Ensino [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O Projeto Abibiman, a Voz Negra do Sertão Pernambucano, realiza nesta sexta-feira (17), o lançamento da coleção digital do jornal Abibiman e do livro <em>Abibiman: Uma Voz Negra do Sertão Pernambucano</em>. O evento, que conta com a participação de suas autoras e seus autores, acontece a partir das 18h30 no Auditório da Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde (Aesa &#8211; Avenida Gumercindo Cavalcante, nº 420, bairro São Cristóvão). Também estão programadas as apresentações culturais de Sertão Maracatu e Povo de Santo, Mestre Assis Calixto e Coco das Irmãs Lopes.<br />
A produção é realizada pela Associação Cultural Urucungo e conta com o apoio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura), do Instituto Itaú Cultural, da Associação de Resgate Histórico e Cultural dos Afrodescendentes de Arcoverde (ARHCA) e da Aesa.<br />
Realizado pelo Projeto Abibiman, a Voz Negra do Sertão de Pernambuco, em parceria com o Projeto Negritos, o evento tem como objetivo valorizar a imprensa negra contemporânea e promover o acesso democrático às vozes negras registradas em textos escritos lutando contra o apagamento da presença negra no Brasil.<br />
A digitalização da coleção do Abibiman faz parte do projeto Abibiman, a Voz Negra do Sertão Pernambucano, apoiado pelo Funcultura e proposta pela escritora Inaldete Pinheiro de Andrade, que busca disponibilizar de forma ampla e gratuita o acervo valioso do jornal no <a title="NEGRITOS" href="https://negritos.com.br/" target="_blank">site</a>. Por meio desse acesso digital, espera-se que o Abibiman se torne uma fonte rica para pesquisas, reflexões e emoções proporcionando um contato mais próximo com a memória negra do Estado.<br />
A digitalização e disponibilização do jornal é também uma homenagem a seu idealizador, Luizão, e um meio de difundir suas valorosas iniciativas. É oferecida como semente para muitas outras rodas de conversas em que as gerações futuras poderão se considerar como negras e negros tendo ao alcance as histórias e o grande legado de Luiz Eloy de Andrade e sua luta negra no Sertão pernambucano.<br />
Neste sentido vale destacar ainda todas as pessoas que somaram esforços e desenvolvimentos para a construção da Associação de Resgate da Cultura Afro de Arcoverde (Arca), que agora é conhecida como Associação de Resgate Histórico e Cultural dos Afrodescendentes (ARCHA), e a todas que fazem parte da luta contínua contra o racismo no município de Arcoverde.</p>
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		<title>Polo Ariano Suassuna leva a cultura popular às ruas de Garanhuns</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 11:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Quem vem ao 31º FIG para conhecer os nomes mais emblemáticos da cultura popular pernambucana encontrará boas oportunidades de celebrá-los neste final de semana. Localizado na Praça Dr. Manoel Jardim, o polo de Cultura Popular Ariano Suassuna já recebeu dezenas de Patrimônios Vivos do Estado, entre outros artistas e folguedos icônicos, e seguirá apresentando o [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr">Quem vem ao 31º FIG para conhecer os nomes mais emblemáticos da cultura popular pernambucana encontrará boas oportunidades de celebrá-los neste final de semana. Localizado na Praça Dr. Manoel Jardim, o polo de Cultura Popular Ariano Suassuna já recebeu dezenas de Patrimônios Vivos do Estado, entre outros artistas e folguedos icônicos, e seguirá apresentando o melhor das nossas tradições e suas releituras modernas. O palco funcionará até o último dia do festival, no domingo (30), iniciando pela manhã e se estendendo até o início da noite.</p>
<p>Os mestres que já passaram por lá, relatam a experiência enriquecedora de poder se conectar com o público do FIG, que pode se juntar aos brincantes durante os desfiles na rua, além de assistir aos shows de vários artistas do segmento mais de perto. “Para mim é valioso tocar aqui e ser reconhecido pela minha arte. Esse palco é importante para não deixar nossa tradição morrer, porque o som do pife é de uma geração para a outra. Assim como eu comecei aos 12 anos, eu quero repassar isso para os mais jovens”, disse João do Pife que, aos 80 anos de idade, é um dos Patrimônios Vivos de Pernambuco que se apresentaram no espaço conquistando espectadores de todas as idades com o repertório que foi do frevo ao baião.</p>
<p>Representando os reisados do Sertão, o Reisado de Inhanhum também abrilhantou a programação reverenciando o mestre Gonzaga de Garanhuns, que é um dos homenageados do 31º FIG. O grupo veio da comunidade quilombola do Inhanhum mostrando o lirismo que também lhe deu o título de Patrimônio Vivo. “O que está acontecendo aqui é mágico. Um palco como esse abre portas para a cultura popular, por isso a gente fica muito feliz de está aqui”, disse a mestra Ana Lúcia.</p>
<p>O Mestre Assis Calixto destaca também a oportunidade que o festival oferece aos artistas de conhecerem melhor o público da cultura popular. &#8220;Estou participando de mais um ano e encantado com a festividade. É bastante satisfatório poder apresentar o meu trabalho e conversar com as pessoas que gostam dele. Sempre sou muito bem recebido aqui, está cada vez melhor pra mim”, disse o Patrimônio, que já veio ao FIG para apresentar as suas composições musicais e, neste ano, também está na programação trazendo seu trabalho em artesanato.</p>
<p><strong>NESTE FINAL DE SEMANA</strong></p>
<p>A pluralidade da cultura nordestina  segue contando com representantes de peso neste final de semana, que terá muito maracatu, coco, afoxé, frevo e ciranda. A folia começa nesta sexta-feira (28) pela manhã, às 11h20, quando o Clube Carnavalesco Vassourinhas de Olinda tomará de conta do polo que, neste dia, ainda terá show de Mestre Anderson Miguel e a Ciranda Raiz da Mata Norte, às 18h, explorando o ritmo através de uma linguagem mais urbana. Neste sábado (29), o destaque será o cortejo do Boi do Macuca, cuja concentração será às 18h, no Relógio das Flores, de onde sairá colorindo as ruas de Garanhuns em homenagem a Zé da Macuca, fundador do brinquedo que hoje dá nome ao antigo Palco Pop do FIG. No domingo (30), o Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante, e Nazaré da Mata, promete agitar o espaço com sua tradição, às 14h. No mesmo dia, às 16h40, o Coco dos Pretos levará muita dança e ancestralidade para encerrar a programação do Polo de Cultura Popular com chave de ouro.</p>
<p>Promovido pelo Governo de Pernambuco, por meio da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), com investimento de R$ 11,6 milhões, o FIG 2023 reforçou a valorização do artista pernambucano, que compõe os 20 polos do festival, que prossegue até o próximo dia 31. São 398 atrações culturais. Desse total, 89,70% (357) selecionados pela convocatória são pernambucanos; e 10,30% (41) são de outros estados.</p>
<p dir="ltr"><strong>PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO POLO ARIANO SUASSUNA NESTE FINAL DE SEMANA:</strong></p>
<p dir="ltr"><strong>SEXTA-FEIRA (28)</strong></p>
<p dir="ltr"><strong></strong>11h20 &#8211; Clube Carnavalesco Vassourinhas de Olinda</p>
<p>12h40 &#8211; Grêmio Recreativo Boi Pavão</p>
<p dir="ltr">14h &#8211; Maracatu Nação Estrela Brilhante de Igarassu</p>
<p dir="ltr">15h20 &#8211; Velho Xaveco</p>
<p dir="ltr">16h40 &#8211; Maracatu Estrela Dourada de Buenos Aires</p>
<p dir="ltr">18h &#8211; Mestre Anderson Miguel e a Ciranda Raiz da Mata Norte</p>
<p><strong>SÁBADO (29)</strong></p>
<p>11h20 &#8211; Maracatu de Baque Virado Nação Encanto da Alegria</p>
<p dir="ltr">12h40 &#8211; Cambinda Velha de Pesqueira</p>
<p dir="ltr">14h &#8211; Cavalo Marinho Estrela Brilhante</p>
<p dir="ltr">15h20 &#8211; Grupo de Coco Negras e Negros do Leitão da Carapuça</p>
<p dir="ltr">16h40 &#8211; Afoxé Oxum Pandá</p>
<p dir="ltr">18h &#8211; Boi da Macuca</p>
<p><strong>DOMINGO (30)</strong></p>
<p>11h20 &#8211; Maracatu Para o Mundo</p>
<p>12h40 &#8211; Boi Maracatu</p>
<p dir="ltr">14h00 &#8211; Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante (Nazaré da Mata)</p>
<p dir="ltr">15h20 &#8211; Samba de Veio da Ilha de Massangano</p>
<p dir="ltr">16h40 &#8211; Grupo Coco dos Pretos</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Artesanato pernambucano tem espaço de destaque no 30º FIG</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2022 15:55:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O artesanato pernambucano, um dos mais ricos e diversos do País, tem lugar de destaque na 30ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns. Entre os dias 21 e 30 julho, o Armazém das Artes e Negócios, instalado no Parque Euclides Dourado, vai abrigar 75 estandes, ocupados por artesãos, artesãs e coletivos de artesanato do [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/Artesanato-Pri-Buhr.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-30614" alt="Foto: Priscila Buhr" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2015/09/Artesanato-Pri-Buhr-607x430.jpg" width="607" height="430" /></a></p>
<p>O artesanato pernambucano, um dos mais ricos e diversos do País, tem lugar de destaque na 30ª edição do <strong>Festival de Inverno de Garanhuns</strong>. Entre os dias 21 e 30 julho, o Armazém das Artes e Negócios, instalado no Parque Euclides Dourado, vai abrigar 75 estandes, ocupados por artesãos, artesãs e coletivos de artesanato do estado. O local funcionará de segunda à quarta-feira, de 13h às 21h, e de quinta a domingo, das 10h às 22h. O espaço conta com parceria do Sebrae e Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adepe).</p>
<p><em>&#8220;No local, o público terá acesso a uma gama bem variada de tipologias bem representativo do que melhor se produz nas quatro macrorregiões de Pernambuco: de acessórios de moda até a clássica arte popular, do nosso artesanato&#8221;</em>, explica Breno Nascimento, assessor de artesanato da Secretaria de Cultura de Pernambuco.</p>
<p>Breno destaca ainda a participação da unidade móvel do Programa do Artesanato de Pernambuco (PAPE), mantida pela Adepe. A loja itinerante é uma carreta transformada em loja climatizada, equipada com elevador para cadeirantes, onde serão comercializadas peças de artesãos e artesãs pernambucanas.</p>
<p>Dos 75 ocupantes, 18 foram selecionados por convocatória pública. Foram escolhidas propostas individuais e coletivas, nas categorias: arte popular, artesanato tradicional, artesanato não-tradicional, manufatura artesanal e artesanato contemporâneo-conceitual.</p>
<p>Além dos expositores, o Armazém contará com a participação de dois mestres Patrimônios Vivos de Pernambuco: Saúba, ligado aos brinquedos populares, e Assis Calixto, artesão, e condutor do Coco Raízes de Arcoverde.</p>
<p><strong>Serviço</strong><br />
Armazém das Artes e Negócios<br />
Parque Euclides Dourado<br />
De 21 e 30 julho</p>
<p>Horário:<br />
Segunda à quarta-feira, de 13h às 21h<br />
Quinta a domingo, das 10h às 22h</p>
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		<title>Mestre Assis Calixto conduz o coco do Raízes de Arcoverde e leva a missão de ensinar</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jan 2020 14:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Mestre Assis Calixto]]></category>
		<category><![CDATA[perfil]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Michelle de Assumpção Fotos: PH Reinaux O calor de Sertânia é uma das primeiras memórias que surgem quando Francisco de Assis Calixto lembra de sua infância. Foi por causa da seca de sua cidade natal, e a consequente falta de emprego, que seu pai deixou a terra, junto com toda família. Era o ano [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_74789" aria-labelledby="figcaption_attachment_74789" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/mestre-assis-calixto-foto-PH-Reinaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74789" alt="PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/mestre-assis-calixto-foto-PH-Reinaux-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Assis Calixto, em sua casa, no Alto do Cruzeiro, conta sua trajetória ao lado das famílias do coco de Arcoverde</p></div>
<p style="text-align: right;"><strong>Por Michelle de Assumpção</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Fotos: PH Reinaux</strong></p>
<p style="text-align: right;">
<p>O calor de Sertânia é uma das primeiras memórias que surgem quando Francisco de Assis Calixto lembra de sua infância. Foi por causa da seca de sua cidade natal, e a consequente falta de emprego, que seu pai deixou a terra, junto com toda família. Era o ano de 1952. O destino foi a cidade de Arcoverde, o “Portal do Sertão”. Também quente, mas menos seca, e mais próspera. Francisco tinha sete anos, o irmão mais próximo, Luis Calixto, o Lula, tinha 8 e Damião, mais novo, cinco. O pai começou a trabalhar no imponente Hotel Magestic, às margens da BR 232. Depois trabalhou na construção do posto, logo em frente.</p>
<p>Os meninos foram para escola, onde Francisco estudou até o terceiro ano, quando parou porque precisava trabalhar. Foi atendente em padaria, funcionário de uma fábrica de café, de uma serralharia, e depois, ajudante de pedreiro. Especializou-se no ramo, até virar um construtor de casas. Levantou várias moradias populares no bairro do Cruzeiro, onde também passou a morar. Trabalhou como pedreiro até 2004, quando se aposentou por conta de problemas no joelho.</p>
<p>O trabalho dos peões da construção civil, nas áreas rurais, naqueles tempos de pouco dinheiro e tecnologia, está intimamente ligado à criação de algumas brincadeiras populares. Entre elas, o coco. Em diversas localidades no Nordeste, existe um tipo de coco nascido de dentro das casas recém construídas, da pisada dos pés dos trabalhadores que precisavam pisar o chão de barro, para que ficasse firme. Além do ritmos feito pela batida dos pés no chão, alguém aparecia com algum instrumento, geralmente um ganzá, ou pandeiro. Quem tinha mais facilidade com os versos, tirava na hora, e os encaixava nas batidas dos pés e dos poucos instrumentos. Estava formada a brincadeira.</p>
<p>Foi assim que Assis Calixto teve seu primeiro contato com o coco que, naquela época de sua juventude, era chamado por seus brincantes de mazurca. Depois, virou coco de trupe. No Sítio dos Coqueiros &#8211; onde hoje é a Cohab 1, em Arcoverde &#8211; foi onde conheceu os primeiros coquistas, gente que tinha vindo de Alagoas e do Maranhão. Depois, mudou-se pro Sítio Coqueiros e conheceu outro grupo, ainda maior.<em> “Eles faziam coco nas casas de barro, para fazer o piso. Vamos para casa de fulano! Faziam uma buchada e tinha cachaça, para o povo ficar esperto. A gente aguava o chão num dia, e pilava no dia seguinte, para ficar duro. Eram mais de cinquenta pessoas, entrava e saía gente o tempo todo. Cada um tinha sua pisada, era muito bonito o coco cantado. Era muito bom”</em>, relata Assis. Ele explica ainda que a brincadeira era chamada de “coco de entrega”, porque um coquista cantava, e passava a vez pro outro, seguindo assim até o dia amanhecer.</p>
<p>Construindo casas com chão de coco pisado. Essa foi portanto a escola do Mestre Assis Calixto, que nunca andou só. É da família Calixto, formada por Lula e Damião. Aprenderam com a família dos Galegos, Zé Gomes, Alfredo Sueca, João Preto, Benedito Guimarães e mais outros tantos. O mais famoso deles foi Ivo Lopes. Com pretensões políticas, Ivo criou uma caravana e levava coquistas para diferentes bairros de Arcoverde, a fim de angariar votos para eleição de vereador. Lula Calixto o acompanhava e, quando Ivo faleceu, era consenso em Arcoverde que Lula deveria ser seu natural sucessor.</p>
<p>Em 1992, Lula fundou então o grupo de Coco Raízes de Arcoverde, que reuniu as mais importantes famílias de coquistas da cidade: os Calixto, os Lopes e os Gomes, de Ciço Gomes. Ciço, um dos melhores cantadores da região, ficou à frente do Coco Raízes. Da parte dos Lopes, foram as irmãs de Ivo que mantiveram seu legado. O grupo ganhou fama a partir de 1996, quando rompeu os limites do Sertão e passou a se apresentar pelo Brasil e exterior. Fizeram turnês na Alemanha, Bélgica, Itália Noruega e França. Também passaram a atrair gente de todo Estado e do Brasil à pequena cidade de Arcoverde, sobretudo em dois importantes eventos: o São João, e o Festival Lula Calixto, que passou a ser feito depois da morte do principal nome da família Calixto, Lula, em 1999.</p>
<div id="attachment_74790" aria-labelledby="figcaption_attachment_74790" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/coco-raizes-de-arcoverde-foto-jan-ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-74790" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/coco-raizes-de-arcoverde-foto-jan-ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Coco Raízes de Arcoverde tem três CDs lançados, um DVD, e algumas turnês internacionais</p></div>
<p>Quando deixou a seca Sertânia e chegou em Arcoverde, Lula Calixto tinha contraído a doença de chagas. Muito provavelmente infectado pelo barbeiro, já que a família morava numa casa de taipa, habitação favorável à proliferação do mosquito. Foi essa doença que o levou, precocemente, aos 57 anos. Lula, que havia dado seguimento ao trabalho de Ivo Lopes, abriu espaço para o irmão, Assis, dar continuidade ao seu trabalho.</p>
<div id="attachment_74786" aria-labelledby="figcaption_attachment_74786" class="wp-caption img-width-324 alignright" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft">PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Assis-Calixto-2-Foto-PH-Renaux.jpg"><img class="size-medium wp-image-74786 " alt="PH Reinaux/Secult-PE/Fundarpe" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/01/Mestre-Assis-Calixto-2-Foto-PH-Renaux-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Além do coco, Mestre Assis Calixto também é artesão</p></div>
<p><em>“Ele vive aqui comigo. Tudo que eu tenho hoje foi através dele. A gente já conversava sobre morte. Se morresse um, era para continuar. A nossa reunião sempre se falava assim, não pode deixar acabar”</em>, conta Assis, que hoje mora com sua família no Alto do Cruzeiro, perto da sede do Coco Raízes, maior atração cultural de Arcoverde, e um dos grupos mais festejados de Pernambuco e do Brasil, quando o assunto é cultura popular. Assis, além de ter assumido as loas do coco, também passou a fazer artesanato. A primeira boneca de madeira, casca de coco, e material reciclado surgiu junto com uma das músicas mais famosas de sua autoria, <i>Andrelina</i>. Assis contabiliza hoje mais de 100 composições.</p>
<p><b>PATRIMÔNIO VIVO</b> &#8211;  Quando Lula era vivo, a função de Assis no grupo era mais responder aos cocos. Depois, as famílias deixaram o grupo. As Irmãs Lopes fizeram seu próprio grupo. Ivo Lopes seguiu o mesmo caminho e se separou. Assis Calixto então se preocupou com o futuro, com as novas músicas, a continuidade. “<em>As músicas eram de Lula, quando ele tava vivo eu só fiz uma música (“No balanço da Canoa”). Eu já tinha cinquenta anos quando comecei a compor. Eu senti a pressão dentro do grupo. Não dava só para viver a música dos outros. Hoje graças a Deus tenho muitas músicas que estão ganhando espaço”</em>, conta Mestre Assis.</p>
<p>O primeiro CD do Coco Raízes, homônimo, é de 2002. O segundo, <i>Godê Pavão</i>, foi lançado em 2004. Foram contemplados com o prêmio Culturas Populares, em 2009, promovido pelo Ministério da Cultura. Em 2011, foi lançado o terceiro disco de trabalho, <i>A Caravana não morreu</i>. Em 2016, lançaram uma coletânea com as principais músicas.</p>
<p>Em 2019, em reconhecimento a todo trabalho de retomada do coco de trupe de Arcoverde, mas também ao repasse dos saberes desta cultura para as novas gerações, Mestre Assis Calixto foi titulado Patrimônio Vivo de Pernambuco. Um dos deveres de um “Patrimônio Vivo” é repassar seus ensinamentos, seus saberes, fazeres, para que contribua com a continuidade da tradição popular que representa. Com Mestre Assis o dever é hoje uma missão de vida, uma tarefa que cumpre cotidianamente. No dia em que a equipe da Secult-PE/Fundarpe esteve em sua casa, para entrevista-lo e fazer as fotos, Mestre Assis Calixto voltava de uma escola do bairro. Tão logo a entrevista começou, chegou em sua casa mais um grupo, de professora e alunos, que queriam confirmar sua participação numa feira de conhecimentos da instituição. O coquista pretende ainda circular bastante com o coco, gravar mais discos, lançar DVDs e continuar atraindo milhares de pessoas para Arcoverde, nos dias de festa. Mas tem ciência de sua principal missão enquanto artista. <em>“Gosto de repassar o que eu aprendi. A vida todinha da gente foi isso”</em>, ensina o mestre.</p>
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