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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mestre Meia-Noite</title>
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		<title>Espetáculo &#8220;Meia Noite&#8221; inicia temporada no Teatro Arraial</title>
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		<pubDate>Wed, 29 May 2019 14:27:47 +0000</pubDate>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_68923" aria-labelledby="figcaption_attachment_68923" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Pietra Amanda</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/Orun-Santana-FOTO-Pietra-Amanda-Pietra-02B.jpg"><img class="size-medium wp-image-68923" alt="Pietra Amanda" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/05/Orun-Santana-FOTO-Pietra-Amanda-Pietra-02B-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Filho do Mestre Meia-Noite, o Bailarino Orun Santana estrela o espetáculo</p></div>
<p>Selecionado através da convocatória púlbica de Ocupação de Pautas do Teatro Arraial Ariano Suassuno, o espetáculo <strong>“Meia Noite”</strong> estreia no equipamento cultural<strong> nesta sexta-feira (31) e fica em cartaz até o dia 6 de julho, com sessões toda sexta e todo sábado, sempre às 20h.</strong> O espetáculo solo passeia pela capoeira como elemento criador e motivador do movimento, sobretudo dos corpos do Mestre Meia-noite, nome artístico de Gilson Santana, e seu filho, o bailarino <strong>Orun Santana</strong>, que estrela a apresentação. Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) e estarão à venda na bilheteria uma hora antes do início do espetáculo.</p>
<p>Ambos brincantes e artistas do <strong>Daruê Malungo</strong>, os dois construíram suas carreiras e sua relação dentro deste universo. A obra explora ainda a capoeira como procedimento de uso de imagens e memória do corpo do dançador como elemento criador, traço marcante na obra de Orun, como artista e pesquisador no assunto. O espetáculo solo dialoga dramaturgicamente sobre a relação entre pai e filho, entre mestre, discípulo e consequente relação com a ancestralidade pessoal, principalmente masculina, na busca de uma conexão com essas energias e possíveis curas e construção de uma nova masculinidade.</p>
<p>As histórias e memórias do imaginário afro-brasileiro atuam direta e indiretamente na construção de imagens na formação do corpo negro que dança. É um diálogo com o reconhecimento de identidade, ora individual, ora coletiva, entendido na relação das limitações (gerenciadas pelo poder hegemônico), com as tentativas de construção e reconhecimento do fazer artístico do artista negro no âmbito cultural brasileiro. Entendendo que o corpo, e suas escolhas, é marcado não só pela memória, mas também pela sua trajetória.</p>
<p>“É possível buscar na história do Brasil os locais em que esses corpos foram destinados a ocupar e, consequentemente, compreender que os mesmos foram e são lugares que fundamentaram e fundamentam alguns caminhos e escolhas, apontando para uma forma de percepção e de afeção particular na arte e na dança”, explica Orun.</p>
<p>Nas décadas de 1970 e 1980, eclodiram no Recife movimentos precursores no promover de práticas de ações afirmativas através da arte e cultura negra, principalmente em comunidades da periferia. Esses movimentos deram cria a uma nova geração de artistas muito ativos na construção de uma nova realidade partindo de referenciais afro-diaspóricos, dentre eles o Mestre Meia-noite. Esse último é um dos responsáveis por criar e manter o Centro de Educação e Cultura Daruê Malungo, no bairro de Chão de Estrelas, na Zona Norte do Recife. Uma casa que acolhe crianças e jovens para transmitir música, dança, cultura brasileira, fincadas nas raízes negras.</p>
<p>O espetáculo solo vem compartilhar com o publico questões e problemáticas de construção identitária através da relação de Orun Santana com a figura do mestre Meia-noite e sobre as relações entre esses corpos. Orun mergulha em seus processos formativos artísticos educacionais, abrindo questões sobre corpo e a memória, enquanto artista, educador, negro, periférico e em constante relação com as de seu pai.</p>
<p>A ideia para a criação do espetáculo “Meia Noite” surgiu como proposta de um “re-enactment” (re-performance) do solo de capoeira do Mestre Meia-noite no espetáculo “Nordeste”, do Balé Popular do Recife, e continuou como pesquisa posterior para a construção da apresentação. “A capoeira é explorada como elemento criador e motivador do movimento, construindo um procedimento de uso da memória corporal, dialogando dramaturgicamente na relação pai e filho, mestre e discípulo. São utilizadas dinâmicas que buscam construções de imagens e estados corporais como via de investigação em cena”, explica o artista.</p>
<p>Orun Santana é ainda responsável por um centro de cultura e vivência em Dança, chamado A CUMBE, onde tem convidado artistas e pesquisadores para se conectar em ações de fruição e exercício do corpo. O bailarino ressalta ser a maior obra de sua trajetória como educador popular e artista da dança. Para ele, “Meia Noite” fala da trajetória de um artista, da sua própria experiência como fazedor da arte, mas que o fazer da dança pode surgir em corpos que queiram falar, contar histórias, como corpos políticos, transformadores e inquietos. No fim, a obra e vida de Orun são parte também do que ele chama de “auto-protagonismo”, onde o artista vê e compreende a ele mesmo como alguém capaz de transformar o meio a partir das suas experiências, dores e vislumbres sobre o mundo que se movimenta.</p>
<p><b>Serviço:<br />
Temporada do espetáculo “Meia noite”, de Orun Santana</b><br />
Quando: De 31 de maio a 6 de julho (sextas e sábados), sempre às 20h<br />
Onde: Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, 457, Boa Vista – Recife)<br />
Ingressos: R$20(inteira) e R$10 (meia)<br />
Classificação Indicativa: 10 anos</p>
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