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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mestre Zé de Bibi</title>
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		<title>Patrimônio Vivo, Zé de Bibi teima no Cavalo Marinho</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jan 2019 19:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias “Sinto uma energia forte, uma atitude que faz com que eu perceba o desenrolar da cultura popular, e me encho de emoção. Eu sambo de cair o cabelo. É isso que eu sinto quando estou numa sambada”. A história de um dos Patrimônios Imateriais do Brasil, o Cavalo Marinho, ainda é contada [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_66521" aria-labelledby="figcaption_attachment_66521" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136628064_1ae01fb511_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66521 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136628064_1ae01fb511_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Eu sou o mais antigo mestre daqui da região. Sou rei do Cavalo Marinho. Não me espanto, não tenho medo e nem fico pra trás na brincadeira. O que vier eu enfrento”, diz Mestre Zé de Bibi, Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Marcus Iglesias</strong></em></p>
<p><em>“Sinto uma energia forte, uma atitude que faz com que eu perceba o desenrolar da cultura popular, e me encho de emoção. Eu sambo de cair o cabelo. É isso que eu sinto quando estou numa sambada”.</em> A história de um dos Patrimônios Imateriais do Brasil, o Cavalo Marinho, ainda é contada com força e vigor por Zé de Bibi, um dos últimos mestres atuantes desta brincadeira na Zona da Mata pernambucana. É ele também o responsável pelo Sítio Histórico do Cavalo Marinho, localizado no Sítio Malícia, zona rural de Glória do Goitá, um espaço aberto para visitantes e pesquisadores.</p>
<p><em>“Eu sou o mais antigo mestre daqui da região. Sou rei do Cavalo Marinho. Não me espanto, não tenho medo e nem fico pra trás na brincadeira. O que vier, eu enfrento”</em>. Aos 19 anos, Zé de Bibi deu início ao seu sonho de ter um brinquedo próprio e, em agosto de 1961, saiu com outros folgazões com o Tira Teima, que completa 58 anos de história em 2019. Motivos não faltam para demostrar porque ele mereceu receber em 2018 o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_66516" aria-labelledby="figcaption_attachment_66516" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896766123_0798a82f0d_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66516 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896766123_0798a82f0d_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Mestre Zé de Bibi é um dos últimos mestres atuantes de Cavalo Marinho e também o responsável pelo Sítio Histórico do Cavalo Marinho, localizado no Sítio Malícia, na zona rural de Glória do Goitá</p></div>
<p>Segundo ele, para ser mestre é necessário saber fazer tudo dentro de uma brincadeira. <em>“Quando precisa, toco rabeca, bombo, ganzá, faço todos os personagens, com toda qualidade. Quem é que bota o Quebra-Pedra? O Perna de Pau? Caboclo de Pena? Zé de Bibi bota! Quem quer quebrar uma garrafa e embolar por cima? Zé de Bibi vai! Faço um pantim tão grande no Cavalo Marinho que o pessoal estranha, acha que tem magia no meio, mas é mentira isso, eu nem gosto dessas coisas. Gosto de confiar no meu trabalho e na fé de que vai dar certo”</em>.</p>
<p><strong>História com o Cavalo Marinho -</strong> José Evangelista de Carvalho (nome de batismo) nasceu no dia 7 de julho de 1942, em Glória do Goitá, e recebeu seu apelido ainda criança. <em>“Meu pai morreu quando eu tinha sete anos, e minha mãe se chamava Bibi. Então qualquer coisa que acontecia, se eu invadisse o açude de alguém pra tomar banho ou qualquer outra traquinagem de criança, era Zé de Bibi que me chamavam. E ficou assim até hoje. Se não tiver na documentação Zé de Bibi, está errado”</em>, brinca o mestre.</p>
<div id="attachment_66518" aria-labelledby="figcaption_attachment_66518" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45732939165_efc755e710_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66518 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45732939165_efc755e710_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;Quando precisa, toco rabeca, bombo, ganzá, faço todos os personagens, com toda qualidade&#8221;, conta o mestre</p></div>
<p>Ainda muito novo, começou a trabalhar como agricultor, ajudando os pais no roçado &#8211; função que o colocou em contato direto com as festividades religiosas ou nos terreiros de sítios vizinhos onde aconteciam apresentações de cavalo marinho e mamulengo. <em>“Eu era muito folião, e quando criança tinha uns primos que brincavam nas sambadas. Acabei crescendo nesse meio e, já grandinho, assisti a uma apresentação do Mestre Zé Anorio, no sítio vizinho. Passei a noite todinha fazendo questão de ficar ali atrás do banco, escutando as toadas e vendo as personagens que apareciam, as glosas”. </em>Com essa história na cabeça, Zé de Bibi prometeu a si mesmo que, quando crescesse, teria seu próprio Cavalo Marinho.</p>
<p>Foi nesse ambiente fértil que teve seu primeiro contato com a brincadeira e aprendeu as tocadas, cantigas e personagens, apenas observando os outros mestres. <em>&#8220;Passei um bom tempo fazendo alguns serviços, apanhando capim. E fazia isso cantando uma loa, criando outra, sempre dizendo aos camaradas que, quando fosse maior, ia ter o meu brinquedo&#8221;</em>.</p>
<div id="attachment_66523" aria-labelledby="figcaption_attachment_66523" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136634164_104952e3b4_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66523 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136634164_104952e3b4_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Aos 19 anos, Zé de Bibi deu início ao seu sonho de ter um brinquedo próprio e, em agosto de 1961, saiu com outros folgazões com o Tira Teima, hoje com 57 anos de história</p></div>
<p>Em 1958, foi convidado pelo Mestre Severino da Cocada para brincar mamulengo, outro Patrimônio Imaterial, e com ele aprendeu o ofício dessa brincadeira lúdica. <em>“Existia um mestre chamado Biu da Cocada, vizinho de um homem que eu trabalhava, que me chamou pra trabalhar com ele com mamulengo. Fui bater triângulo, depois passei para o bombo e, em seguida, fui para a torda (tenda do mamulengo). Foram mais de anos fazendo as personagens lá dentro”</em>, relembra.</p>
<p><em>“Um dia eu cheguei pra Seu Biu e disse que queria mesmo era realizar meu sonho de ter minha brincadeira. Ele me disse assim: ‘Que nada, Zé. Cavalo Marinho é muito complicado e arriscado. Eu só quero brincar com meu mamulengo esse ano e lhe vendo depois. Ai você fica com uma brincadeira mais maneira pra você’</em>”.</p>
<div id="attachment_66515" aria-labelledby="figcaption_attachment_66515" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/32986165478_bfc9375456_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66515 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/32986165478_bfc9375456_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Ao longo dos anos, Mestre Zé de Bibi colecionou histórias, vivências e um acervo de peças e indumentárias antigas que contam a história desse Patrimônio Imaterial do Brasil</p></div>
<p><em>&#8220;Eu disse que não queria mais mamulengo porque era muito calor dentro da torda, a gente não vê ninguém, ninguém vê a gente. Eu queria um Cavalo Marinho porque ele é público, eu vejo o povo, o povo me vê. E mamulengo a gente fica naquele abafado, um calor danado. Ai ele revidou: ‘Cavalo Marinho é brincadeira quente, viu?’</em>. <em>E eu respondi: ‘Pois vou mostrar a todo mundo que vou fazer o meu’”</em>.</p>
<p>Mestre Severino da Cocada acabou vendendo o brinquedo para outra pessoa, enquanto Zé de Bibi seguiu com seu sonho, convidando outros amigos para participar com ele da brincadeira.<em> “E o povo topando. A gente começou a ensaiar numa palhoça de capim, e todo sábado a gente ia lá brincar. E foi aí que o povo acreditou que Zé de Bibi ia fazer seu Cavalo Marinho”</em>.</p>
<div id="attachment_66546" aria-labelledby="figcaption_attachment_66546" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39682623693_057b744991_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66546" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39682623693_057b744991_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Uma média de quinze folgazões acompanha Zé de Bibi durante as sambadas. “Dependendo do tempo, se a gente brincar a noite todinha, nem contamos a quantidade de personagens&#8221;, revela o mestre</p></div>
<p><strong>Nascimento do Tira Teima (57 anos de tradição) &#8211; </strong>A primeira apresentação do espetáculo foi no dia 26 de agosto de 1961, quando Mestre Zé de Bibi tinha 19 anos.<em> “Depois de um ano inteiro treinando e fazendo as fantasias, a gente saiu pra rua. As peças eu comprei com um dinheiro que nem dava pra pagar tudo, mas na primeira sambada a gente pagou o restante com o recolhido na noite”</em>.</p>
<p>Zé de Bibi recorda que na manhã daquele dia o Mateus disse que um colega chamado Zé Pifino queria vender o boi dele. <em>“A gente ia fazer o trabalho sem a personagem do Boi e do Cavalo, porque não tínhamos ainda, por falta de dinheiro. Eu já tinha tudo, bombo, rabeca, ganzá. Mas fiz uma catação com os meninos e depois da vaquinha arrumei o restante do dinheiro pra ir buscar o boi. Trouxe não só ele, mas o Cavalo e a Burra também, só que veio tudo ‘malamaiado’. Quem compra sem vê dá vontade de ser cego. Eu tinha tudo direitinho. Mas a gente brincou mesmo assim e representou a história do Boi e do Cavaleiro”</em>.</p>
<div id="attachment_66517" aria-labelledby="figcaption_attachment_66517" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896791423_35339c9294_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66517 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/39896791423_35339c9294_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Zé de Bibi confecciona as golas, fantasias, chapéus e máscaras dos quatro brinquedos que toma conta: Tira Teima, Barabá, Formigão e Mirim</p></div>
<p>Perfeccionista e jeitoso com seu trabalho desde o começo, no dia seguinte Zé de Bibi foi até Lagoa de Itaenga e comprou vários adereços pra ajeitar o restante das fantasias. <em>“Cobri os bichos com novas roupas e no primeiro sábado de setembro a gente já se apresentou com tudo bonito. E o povo ficava admirado como a gente fazia um trabalho daquele. Ponte-Melindrosa, Guerreiro, Caboclo de Pena, Quebra-Pedra, Quebra-Vidro, eu já tinha minha ideia de fazer e fiz tudo direitinho. Até hoje eu faço o que eu quero dentro do Cavalo Marinho e não levo desvantagem porque eu estou preparado”</em>.</p>
<p>A primeira apresentação aconteceu na própria vila de Zé de Bibi, no Sítio Malícia. Depois, no primeiro sábado de setembro, foi em Massaranduba. <em>“O povo tomou gosto, e tive comigo no começo dois folgazões antigos, que era Zé Mané e Zé de Ciço. Ai foi que a brincadeira bateu forte deu certo. Fomos brincando, brincando, e até hoje a gente segue nessa história. Outros inventaram também de brincar naquela época, mas brincavam meio ano, meia safra. Porque como o cabra me disse lá atrás, ‘Cavalo Marinho é brincadeira quente’”</em>.</p>
<div id="attachment_66520" aria-labelledby="figcaption_attachment_66520" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45947083655_3612c1db43_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66520 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45947083655_3612c1db43_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">O Sítio Histórico possui o único Museu do Cavalo Marinho do Brasil, que conta com dezenas de peças, fantasias e adereços dessa manifestação cultural</p></div>
<p>Hoje em dia, Mestre Zé de Bibi tem quatro brinquedos que farão uma rodada de sambadas em março deste ano na sua vila<em>. “Além do Tira Teima, criamos o Barabá, o Formigão e o Mirim. O Tira Teima é porque o povo dizia que eu não ia conseguir sair com o brinquedo. O Barabá é por conta da história da toada, já o Formigão é porque a cabeça do boi parece uma formiga tanajura”</em>, explica.</p>
<p>Mas uma de suas paixões atuais é o grupo Mirim, no qual brincam mais de 15 crianças, <em>“porque quando os meninos olham querem brincar também. Chama a atenção, viu? Os meninos sambando é bonito que só de ver. E sambar mais do que os meus eu acredito que tenha não. Os meninos fazem cada manobra que nem eu fazia”</em>.</p>
<div id="attachment_66526" aria-labelledby="figcaption_attachment_66526" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46861609171_29bc5d75f3_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66526 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46861609171_29bc5d75f3_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A ação cultural de Zé de Bibi na Zona da Mata pernambucana ganhou força em 2006, quando o mestre foi instrutor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI</p></div>
<p><strong>Sítio Histórico do Cavalo Marinho -</strong> Ao longo dos anos, Mestre Zé de Bibi colecionou histórias, vivencias e um acervo de peças e indumentárias antigas que contam a história desse Patrimônio Imaterial do Brasil. Construiu em seu sítio uma vila batizada de Sítio Histórico do Cavalo Marinho, com a preocupação de preservar esta tradição e de tornar o local um reduto para salvaguardar a brincadeira.</p>
<p>Hoje o Sítio Histórico conta com o único Museu do Cavalo Marinho do Brasil, e é um local que guarda as características dos antigos vilarejos, com capela, biblioteca comunitária, casa de farinha, bodega e pequenas casas, uma verdadeira viagem no tempo. Com este trabalho dedicado à salvaguarda da brincadeira, conquistou em 2009 o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo Iphan.</p>
<div id="attachment_66530" aria-labelledby="figcaption_attachment_66530" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136669994_a7cf1756b8_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66530 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136669994_a7cf1756b8_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Isso vai servir pra limpeza dos meus animais, da brincadeira, comprar as coisas que precisam pra sede”, revela Zé de Bibi sobre o apoio financeiro que receberá com o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p><em>“Eu tenho fantasia demais, todo ano eu faço uma. Comigo é assim, eu gosto de tudo novo, diferente daquela época que a gente passava uns quatro cinco anos vestindo a mesma roupa. A roupa de baiana eu mando fazer, mas as golas, fantasias, chapéus, mascaras, tudo sou eu. E eu aprendi vendo os outros fazendo. Eu não sou bonito, mas só gosto de coisa bonita”</em>, ri o mestre.</p>
<p>Quando começa o período escolar, o Sítio Histórico recebe no mínimo duas escolas todo mês. <em>“Vem gente de Glória, Lagoa de Itaenga, Condado, Jaboatão, de tudo que é canto. Como cada professora gosta que eu conte uma história, eu acabo representando de tudo um pouco. Cavalo Marinho, mamulengo, coco de roda, ciranda. Tenho de tudo. Terno de maracatu, de São Gonçalo, todo tipo de terno eu tenho guardado aqui dentro, sem falar nas dezenas de personagens como Baiana, Galante, Mateus, o Burro, o Cavalo, a Burra, entre outras”</em>.</p>
<div id="attachment_66514" aria-labelledby="figcaption_attachment_66514" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/31920056907_6e318cb260_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66514 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/31920056907_6e318cb260_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">A biblioteca comunitária, de acordo com o mestre, surgiu quandoi “a gente teve a história de criar um ambiente de leitura aqui na redondeza e recebemos muitas doações de livros na época”</p></div>
<p>Com a visita de tantos estudantes, teve também a ideia de construir uma Biblioteca Comunitária na região. “<em>A gente teve a história de criar um ambiente de leitura aqui na redondeza e recebemos muitas doações de livros na época”</em>.</p>
<p>Zé de Bibi detalha que, durante o ano, sua rotina é bastante intensa, tanto na recepção de visitantes no Sítio Histórico como também dando oficinas pelo estado. “<em>Ano passado teve um dia que tinham três escolas aqui, de Lagoa de Itaenga, Glória e Condado, e eu estava na biblioteca de Lagoa de Itaenga dando aula. Quando voltei, a gente teve que ir lá para o cantinho da vila pra poder sambar porque não tinha espaço com tanto ônibus estacionado aqui. É um movimento que quando começa não para. Vem escola particular, da prefeitura, é escola pra todo lado”</em>.</p>
<p>O espaço é hoje mantido pelas suas mãos e as de seus familiares. Ao longo da vida, casou-se três vezes, teve 14 filhos, 19 netos e 4 bisnetos.  “<em>Os filhos foram se casando e eram bons folgazões, mas não brincam mais. Estou agindo com os netos que é pra continuar com a brincadeira viva”</em>.</p>
<div id="attachment_66527" aria-labelledby="figcaption_attachment_66527" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136519284_18b7e246b6_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66527 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136519284_18b7e246b6_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">&#8220;O Tira Teima tem esse nome porque o povo dizia que eu não ia conseguir sair com o brinquedo. Não só consegui sair, como bati um recorde&#8221;, brinca o mestre</p></div>
<p>Essa ação cultural de Zé de Bibi, com a proposta de ensinar sua arte às crianças das cidades vizinhas e levar os jovens a interagir diretamente com esse patrimônio cultural, começou em 2006, quando o mestre foi instrutor do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – PETI.</p>
<p><em>“Como meus filhos foram saindo da brincadeira, acabou que eu não tinha quem doutrinar como fazia com os meus. Mas me agarrei aos netos e às outras crianças daqui. Se você assistir à sambada do Cavalo Marinho Mirim você fica impressionado. Eu botei o Quebra Vidro, chamei e ninguém quis ir pra roda. Mas depois que o primeiro entrou, todo mundo quis ir também. Tem que ter uma doutrinação pra chamar atenção. Foi o que eu fiz e sigo fazendo”</em>.</p>
<div id="attachment_66524" aria-labelledby="figcaption_attachment_66524" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46647665721_19138a916f_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66524 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46647665721_19138a916f_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Para Zé de Bibi, uma boa apresentação de Cavalo Marinho é aquela que começa de noite e vai até o sol raiar</p></div>
<p><strong>Sambadas com o mestre -</strong> Uma média de quinze folgazões acompanha Zé de Bibi durante as sambadas. “<em>Dependendo do tempo, se a gente brincar a noite todinha, nem contamos a quantidade de personagens. Personagem de cavalo marinho é meio ligeiro, cinco ou seis glosas pra cada um está bom demais. E hoje é difícil a gente brincar a noite toda. Fomos a Lagoa de Itaenga, por exemplo, e ficamos até duas horas da madrugada. O povo querendo mais, mas a própria organização pediu pra parar. Ai a gente encerra que é pra não brincar a pulso”</em>, conta, um tanto decepcionado.</p>
<p>Para ele, uma boa apresentação de Cavalo Marinho é aquela que começa de noite e vai até o sol raiar. <em>“A gente tem que fazer a matança do boi, a roda grande, e as personagens são muitas. O objetivo é fazer a história crescer. A gente quer é mostrar a diversidade para o povo ter noção de que temos condições de apresentar muita coisa”</em>.</p>
<div id="attachment_66529" aria-labelledby="figcaption_attachment_66529" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46809459882_47fe9f7161_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66529 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46809459882_47fe9f7161_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Zé de Bibi posa com a roupa do personagem Liberar</p></div>
<p>Zé de Bibi explica o que diferencia um Cavalo Marinho de bombo de outros estilos, com o de bexiga. <em>“Tem diferença nas toadas. As personagens são diferentes também, na forma de dançar, porque a gente vai pela tacada do bombo, que decide o jeito de se sambar. O cara tem que ser bom na sambada de bombo pra desenrolar as pernas e os quadros nas manobras de corpo. Se ficar naquela sambadinha maneira dá certo não. Mas a gente tem também aqui a rabeca, bexiga, ganzá e o pandeiro”</em>.</p>
<p>De acordo com o mestre, antigamente todos os outros cavalos marinhos da Zona da Mata de Pernambuco tocavam com bombo. <em>“Eu conheci vários outros mestres que diziam que nunca houve de bexiga. Ela era usada pelo Mateus pra dar lapada na meninada. Mas eu não gosto disso. Se bater no meu filho eu meto-lhe o pau. E pra dar no filho dos outros eu quero também não. É pra brincar, porque senão pode acabar em confusão. A lapada é no personagem, no Mororó, no Machado, no Sardanha, mas em quem está assistindo, não”</em>.</p>
<div id="attachment_66528" aria-labelledby="figcaption_attachment_66528" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136642344_d0978fc152_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66528 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/46136642344_d0978fc152_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">“Pra mim, João Pixica é o mais experiente dos mestres. São 102 anos de história, e mesmo cego ele ainda faz o que quer e diz o que quer no Cavalo Marinho&#8221;</p></div>
<p>Quando perguntando quem ele considera como um grande mestre de Cavalo Marinho, ele não pensa duas vezes. <em>“Pra mim, João Pixica é o mais experiente dos mestres. São 102 anos de história, e mesmo cego ele ainda faz o que quer e diz o que quer no Cavalo Marinho. É o maior folgazão da história dessa brincadeira. Não há quem diga que ele tem essa idade pela força que carrega”</em>.</p>
<p><em>“Outros nomes que me inspiram são Zé Anorio, Pinto, Mané Martins, do Coco da Cimenteira, Mané Sivino e Zé Sivino, de Chã de Alegria. Eles foram os maiores mestres daquela antiguidade. Mas todos morreram, e o único que tem pra contar história é o João Pixica. Toda brincadeira que realizo eu faço questão de pegar ele em casa. Ele me ajudou muito, e vice-versa, e isso pra mim é uma forma de agradecer ao mestre”</em>.</p>
<div id="attachment_66519" aria-labelledby="figcaption_attachment_66519" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45923418114_874f8ebdeb_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-66519 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/45923418114_874f8ebdeb_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><br />Zé de Bibi explica que o que diferencia um Cavalo Marinho de bombo de outros estilos, com o de bexiga, são as toadas e as personagens, que dançam a partir da tacada do bombo</p></div>
<p><strong>Sobre o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco</strong> &#8211; Além do reconhecimento em si, que para ele é uma valorização por parte do Governo de Pernambuco em relação à sua história, Zé de Bibi acredita que o que muda na sua vida com este título é a ajuda de custo que vai chegar todo mês. <em>“Isso vai servir pra limpeza dos meus animais, da brincadeira, comprar as coisas que precisam pra sede”</em>, revela Zé de Bibi, que ainda quer organizar a biblioteca e construir um escritório para a Associação Cultural Comunitária de Glória do Goitá, cuja sede também fica na sua propriedade.</p>
<p><em>“Quero também cavar um poço, porque aqui não tem água. A gente tem que pegar longe e de burro. E, por fim, ter uma pessoa comigo pra me ajudar a trabalhar e a limpar o local. Porque agora quem me reconhece não sou só eu e o povo, é a lei”</em>, completa o mestre.</p>
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		<title>Sai resultado do 13º Concurso do Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jul 2018 18:51:38 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta quarta-feira, 18 de julho, por meio do 13º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: Gonzaga de Garanhuns (reisado), Mestre Zé de Bibi (cavalo marinho), Cavalo-Marinho Estrela de Ouro (cavalo marinho), Cristina Andrade (ciranda, pastoril, urso), Banda Musical Saboeira (banda filarmônica), e Casa de Xambá (organização religiosa). [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Seis novos Patrimônios Vivos foram eleitos nesta quarta-feira, 18 de julho, por meio do 13º Concurso do Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco. São eles: <strong>Gonzaga de Garanhuns</strong> (reisado), <strong>Mestre Zé de Bibi</strong> (cavalo marinho), <strong>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro</strong> (cavalo marinho),<strong> Cristina Andrade</strong> (ciranda, pastoril, urso), <strong>Banda Musical Saboeira</strong> (banda filarmônica), e <strong>Casa de Xambá</strong> (organização religiosa). A eleição dos mestres e dos grupos aconteceu na sede do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), e, com os novos eleitos, Pernambuco agora conta com 57 titulados.</p>
<p><b>PLEITO -</b> A eleição dos Patrimônios Vivos é composta por várias etapas. Após o período de inscrição, os candidatos passam pela fase de análise documental. Uma vez habilitados, os nome dos inscritos seguem para a Comissão de Análise, que analisa se as candidaturas cumprem os critérios estabelecidos na Lei 12.196/2002 (Registro do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco), como relevância cultural e transmissão de saberes. Nessa edição, 59 mestres e mestras da cultura pernambucana defenderam suas candidaturas em uma série de audiências públicas promovidas pelo CEPPC (órgão responsável pela outorga do título), no antigo Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco.</p>
<p>A titulação será entregue no próximo dia 17/8 (Dia Nacional do Patrimônio Histórico), durante a 11ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco.</p>
<p>Confira um breve histórico dos eleitos:</p>
<div id="attachment_62147" aria-labelledby="figcaption_attachment_62147" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Fer Veríssimo/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Gonzaga-de-Garanuns_Foto-Fer-Verissimo-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62147" alt="Fer Veríssimo/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Gonzaga-de-Garanuns_Foto-Fer-Verissimo-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Gonzaga de Garanhuns</strong><br />No ano que completará 75 anos, Seu Gonzaga de Garanhuns torna-se Patrimônio Vivo de Pernambuco, como um dos ícones do Reisado e da literatura de cordel. Na primeira expressão, que atua desde sua infância, vem ativamente participando do processo de apropriação, difusão e transmissão de saberes, por ininterruptos 63 anos de atividades. Na produção literária atua desde a década de 1970, quando lançou seu primeiro cordel, intitulado “Lampião em Serrinha” (1973). Também é autor e referência de obras sobre a cultura da cidade de Garanhuns. É membro da Academia de Letras do município e reconhecido e premiado mestre do Reisado pernambucano.</p></div>
<div id="attachment_62149" aria-labelledby="figcaption_attachment_62149" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cavalo-Marinho-estrela-de-Ouro_Foto-Jan-Ribeiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62149" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cavalo-Marinho-estrela-de-Ouro_Foto-Jan-Ribeiro-2-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado</strong><br />O Cavalo-Marinho Estrela de Ouro de Condado tem uma história que se confunde com a história de vida da família do mestre Biu Alexandre. O Mestre atua desde os 12/13 anos de idade na brincadeira que herdou de seu pai, o também mestre Pedro de Quina. O grupo Estrela de Ouro foi fundado em 31/07/1979. Toda a família vem mantendo a brincadeira há quatro gerações. Nesse sentido, existe como elementos básicos para transmissão de saberes e fazeres a observação, a participação e reprodução das falas, cantigas e encenações das figuras vivenciadas ativamente pelos integrantes. O grupo possui sede própria e utiliza o espaço como escola de tradição popular, intitulado: &#8220;Centro Àgora de Tradição e Criação”, além de forte atuação em diferentes projetos artísticos que também ajudam na preservação e difusão da expressão cultural.</p></div>
<div id="attachment_62150" aria-labelledby="figcaption_attachment_62150" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cristina-Andrade-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-62150" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Cristina-Andrade-3-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Maria Cristina de Andrade (Cristina Andrade)</strong><br />Representante das manifestações da cultura popular como a ciranda, o pastoril, o urso de Carnaval, a Bandeira de São João, a Lapinha, dentre outras, Cristina Andrade desde criança está ligada à cultura pernambucana. Aos seis anos de idade, começou a dançar pastoril, no bairro do Alto do Pascoal/Recife. Sua mãe teve forte influência para sua interação na cultura popular. Conhecida como Dona Dengosa, a mãe da candidata criou, em 1958, o Pastoril Estrela Brilhante e, dez anos mais tarde, a Ciranda Dengosa, da qual Cristina posteriormente se tornou mestra cirandeira. Cristina também se tornou cantora e organizadora dos corais dos blocos: Após Fun, Bloco do Amor, Diversional da Torre e Urso Cangaçá, colecionando diversos títulos em todos os folguedos que participa. Do mesmo modo, também tem preservado e transmitido seus valores para filhos, netos e bisnetos. Aos 71 anos de idade, a mestra cirandeira e carnavalesca é reconhecida como uma grande liderança dos folguedos.</p></div>
<div id="attachment_62152" aria-labelledby="figcaption_attachment_62152" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Banda-Saboeira-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-62152" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Banda-Saboeira-2-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Sociedade 12 de Outubro (Banda Saboeira)</strong><br />Banda Saboeira, de Goiana, é a segunda mais antiga do Brasil em atividades, com 169 anos ininterruptos de história. É uma entidade reconhecida no Estado, uma referência para a cultura musical de bandas da Zona da Mata Norte. Tem vasta experiência de atuação com a comunidade, formando jovens, transformando-os em músicos profissionais dos mais diversos instrumentos musicais, projetando talentos da música para todo o Estado. Sua atuação contribui diretamente para a preservação das expressões artístico-culturais do universo da música.</p></div>
<div id="attachment_62154" aria-labelledby="figcaption_attachment_62154" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/casa-de-xambá.jpg"><img class="size-medium wp-image-62154" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/casa-de-xambá-607x239.jpg" width="607" height="239" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>Organização Religiosa Africana Santa Bárbara Nação Xambá (Casa Xambá)</strong><br />Nos seus 88 anos de existência, a Nação Xambá modelou o crescimento da comunidade do Quilombo do Portão do Gelo, através de suas ações religiosas (cultos aos orixás de matriz africana) e de suas ações mais representativas como Coco da Xambá, Memorial Severina Paraíso, Afoxé Ylê Xambá, polo afro-carnavalesco, Grupo Bongar, centro cultural bongar, biblioteca xambá, cursos profissionalizantes e campanhas de saúde em geral. Estas ações ajudaram a demarcar o território da Casa Xambá como o primeiro quilombo urbano do norte-nordeste. A importância desta Casa é referendada por ser o único espaço na América Latina de culto xambá, ou seja, temos vários terreiros nagôs, jejes, mas, Xambá, temos apenas o terreiro Santa Bárbara, localizada no Quilombo do Portão do Gelo. Por toda sua história, ações e singularidade, a Nação Xambá se configura hoje como grande guardiã de parte do imaginário afro-brasileiro.</p></div>
<div id="attachment_62155" aria-labelledby="figcaption_attachment_62155" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Ze-do-Bibi-Cavalo-Marinho.jpg"><img class="size-medium wp-image-62155" alt="Jan Ribeiro/Fundarpe/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/07/Mestre-Ze-do-Bibi-Cavalo-Marinho-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text"><strong>José Evangelista de Carvalho (Mestre Zé de Bibi)</strong><br />Representante da cultural do Cavalo-Marinho e do Mamulengo, Mestre Zé de Bibi celebra sua arte há mais de 50 anos. Segundo carta de recomendação do IPHAN, o mestre destaca-se por: manter o Sítio Histórico e Museu do Cavalo-Marinho em Glória do Goitá; foi vencedor do Prêmio Culturas Populares, do MinC, em 2007; detém o título de Construtor da Cultura pelo Conselho de Cultural da Cidade de Recife; conquistou o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade do MINC/IPHAN, no ano de 2009, na categoria salvaguarda de bens de natureza imaterial. A solicitação para sambadas, os convites para participação em eventos em vários municípios, formações, concursos e a manutenção são ações pioneiras de um Museu voltado à difusão do Cavalo-Marinho que estão sob sua responsabilidade.</p></div>
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		<title>Para brincar no chão de mestres da cultura popular</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/para-brincar-no-chao-de-mestres-da-cultura-popular/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Apr 2013 18:04:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Festival Pernambuco Nação Cultural promove sambadas de maracatu em oito cidades da Mata Norte, além de encontros de cavalo-marinho, ciranda, caboclinho, coco e outros Faz 55 anos que Dona Maria Viúva mora no Engenho Thomé, em Glória do Goitá, onde há mais de três décadas foi criado o seu maracatu, o Estrela da Tarde. Um [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5141" aria-labelledby="figcaption_attachment_5141" class="wp-caption img-width-324 aligncenter" style="width: 324px"><p class="wp-image-credit alignleft"></p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/cavalo-marinho-640.jpg"><img class="size-medium wp-image-5141" alt="Cavalo Marinho de Zé de Bibi (Foto: Ricardo Moura)" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/cavalo-marinho-640-324x486.jpg" width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Cavalo Marinho de Zé de Bibi (Foto: Ricardo Moura)</p></div>
<p><em>Festival Pernambuco Nação Cultural promove sambadas de maracatu em oito cidades da Mata Norte,<br />
além de encontros de cavalo-marinho, ciranda, caboclinho, coco e outros</em></p>
<p>Faz 55 anos que Dona Maria Viúva mora no Engenho Thomé, em Glória do Goitá, onde há mais de três décadas foi criado o seu maracatu, o Estrela da Tarde. Um dos mais genuínos em Pernambuco atualmente, o grupo não brinca na cidade. Então, é uma oportunidade bem preciosa visitar o sítio de Dona Maria Viúva, na sambada que acontece no sábado (6/4), às 21h, dentro da programação do Festival Pernambuco Nação Cultural – Mata Norte, realizado pelo Governo do Estado.</p>
<p>Destaque das ações de cultura popular deste FPNC, as sambadas de maracatu serão realizadas em oito cidades da região. A expressividade dessa manifestação popular no festival se dá pela organização do movimento, através da Associação dos Maracatus de Baque Solto de Pernambuco, fundada por Mestre Salustiano. Em convênio com a Fudarpe e Secult-PE , é a associação quem monta a programação. A Coordenadoria de Cultura Popular, através de Alexandra Cavalcanti, defende essa forma de atuar, para “que o poder público não imponha as programações, mas identifique onde essas ações acontecem de maneira natural e potencialize isso”.</p>
<p>Outra oportunidade única é conferir o Encontro de Mestres de Cavalo-marinho, no terreiro do Mestre Zé de Bibi, no domingo (7/4), às 16h, também em Glória do Goitá. Desde 1962, Mestre Zé de Bibi se dedica à divulgação e à preservação da cultura popular, já tendo sido reconhecido por diversos prêmios de entidades de cultura do estado, dentre os quais o prêmio nacional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) pela Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. Ele fundou o Sítio Histórico do Cavalo-marinho, único museu do Brasil dedicado ao folguedo. Além disso, incentiva crianças e jovens da localidade a manter grupos de cavalo-marinho mirim, preservando e perpetuando a tradição.</p>
<p>A programação de cultura popular, que vai de 4 até 7/4, conta ainda com mais dois encontros de cavalo-marinho em Condado; um encontro de rezadeiras, benzedeiras e parteiras e dois encontros de coco de roda e embolada, em Lagoa de Itaenga; dois encontros de caboclinhos, em Goiana; além de encontro de ciranda, viola, boi e mamulengo pelas cidades desta que é uma das regiões mais culturalmente ricas de Pernambuco.</p>
<p>Toda as ações do FPNC têm acesso gratuito.</p>
<p><strong>Confira programação de cultura popular:</strong></p>
<p><strong>GOIANA:<br />
</strong>Encontro de Caboclinhos<br />
Sábado, 6/4<br />
Às 17h, no Engenho Mussungu</p>
<p>Domingo, 7/4</p>
<p>Às 17h, na Rua Direita – Centro de Goiana</p>
<p><strong><br />
ALIANÇA:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Leãozinho de Aliança e Maracatu Beija Flor de Aliança<br />
Local: Terreiro do Maracatu Leãozinho de Aliança</p>
<p><strong><br />
BUENOS AIRES:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Estrela Dourada e Maracatu Leão Mimoso de Buenos Aires<br />
Local: Terreiro do Maracatu Estrela Dourada</p>
<p><strong>CARPINA:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
20h – Encontro de Cultura Popular<br />
Com as duplas Manoel Domingos e Biu Tomás, Severina Bonzinho e Mocinha de Araçoiaba; Mestre João Brasileiro e Ciranda Brasileira de Carpina; Maracatu de Baque Solto Leão Vencedor de Carpina<br />
Local: Terreiro do Maracatu de Baque Solto Leão Vencedor</p>
<p><strong>CHÃ DE ALEGRIA</strong></p>
<p>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com os Maracatus Leão Vencedor, de Chã de Alegria e Leão da Floresta, de Lagoa de Itaenga.<br />
Local: Terreiro do Leão Vencedor.</p>
<p><strong>CONDADO:<br />
</strong>Sexta-feira, 5/4<br />
20h – Encontro de Cavalo Marinho<br />
Com Cavalo Marinho do Mestre Grimário e Cavalo Marinho Estrela Brilhante de Condado (Mestre Antônio Peres)<br />
Local: Terreiro do Cavalo Marinho Estrela Brilhante</p>
<p>Sábado, 6/4<br />
20h – Encontro de Cavalo Marinho<br />
Com Cavalo Marinho de Biu Alexandre e Cavalo Marinho do Mestre Borge Lucas<br />
Local: Terreiro do Mestre Biu Alexandre</p>
<p><strong><br />
FERREIROS:<br />
</strong>Sexta-feira, 5/4<br />
21h – Encontro de Cirandeiros<br />
Com Ciranda do Mestre Anderson de Ferreiros, Ciranda do Mestre Edmilson de Tracunhaém, Ciranda do Mestre Carlos Antônio de Itaquitinga e Ciranda do Mestre Zé Galdino. Participação do Maracatu de Baque Solto Águia de Fogo de Ferreiros.<br />
Local: Terreiro do Maracatu Beija-Flor</p>
<p><strong>GLÓRIA DO GOITÁ:<br />
</strong>Quinta-feira, 4/4<br />
10h – Encontro de Mamulengos<br />
Com Mamulengo Risada de Mestre Tonho e Mamulengo Nova Geração<br />
Local: Escola Municipal Santa Rita</p>
<p>Sexta-feira, 5/4<br />
20h30 – Encontro de Mamulengos<br />
Com Mamulengo do Mestre Zé de Viana e Mamulengo do Mestre Zé Lopes<br />
Local: Museu do Mamulengo</p>
<p>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Estrela da Tarde de Glória do Goitá e Maracatu Leão do Norte de Glória do Goitá<br />
Local: Engenho Thomé<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Camelo da Vila e Maracatu Leão das Cordilheiras de Glória do Goitá<br />
Local: Terreiro do Maracatu Camelo da Vila</p>
<p>Domingo, 7/4<br />
16h às 18h – Encontro de Mestres de Cavalo Marinho<br />
Roda de Conversa e apresentação do Cavalo Marinho do Mestre Bibi<br />
Local: Terreiro do Mestre Bibi</p>
<p><strong><br />
ITAQUITINGA:</strong><br />
Sexta-feira, 5/4<br />
20h – Encontro de Cavalo Marinho<br />
Com Cavalo Marinho Mestre Inácio Nobreza e Cavalo Marinho Mestre Batista<br />
Local: Terreiro do Maracatu Cambinda Estrela<br />
Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Cambinda de Itaquitinga e Maracatu Estrela de Ouro de Condado<br />
Local: Terreiro do Maracatu Cambinda Estrela</p>
<p><strong>LAGOA DE ITAENGA:<br />
</strong>Quinta-feira, 4/4<br />
18h – II Encontro de Rezadeiras, Benzedeiras e Parteiras da Mata Norte<br />
Local: Salão da Juventude<br />
Sábado, 6/4<br />
19h – Encontro de Coco de Roda e Coco de Embolada<br />
Com Coco de Roda Raio de Luz; dupla de embolada Tabogi e Paturi; e Coco de Roda do Mestre Borge Lucas<br />
Local: Centro Cultural Raio de Luz do Açude da Pedra<br />
Domingo, 7/4<br />
15h – Encontro de Coco de Roda e Coco de Embolada<br />
Com dupla de embolada Caju e Caetano; Coco de Roda de Zito Tetê; Coco de Roda do Mestre Pita; e Coco de Roda de Biu Caboclo<br />
Local: Centro Cultural Raio de Luz do Açude da Pedra</p>
<p><strong>LAGOA DO CARRO:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Estrela da Tarde de Lagoa do Carro e Maracatu Águia Formosa de Tracunhaém<br />
Local: Centro da cidade<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Leão Dourado de Lagoa do Carro e Maracatu Leão Tucano de Nazaré da Mata<br />
Local: Terreiro do Maracatu Leão Dourado</p>
<p><strong>NAZARÉ DA MATA:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Cambinda Brasileira de Nazaré da Mata e Maracatu Leão Formoso de Tracunhaém<br />
Local: Parque dos Lanceiros</p>
<p><strong><br />
TIMBAÚBA:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
19h – II Encontro de Bois em Timbaúba<br />
Local: Praça do Centenário</p>
<p><strong>TRACUNHAÉM:<br />
</strong>Sábado, 6/4<br />
21h – Sambada de Maracatu<br />
Com Maracatu Leão Formoso e Maracatu Pavão Misterioso de Tracunhaém<br />
Local: Terreiro do Maracatu Pavão Misterioso<br />
<strong>VICÊNCIA:<br />
</strong>Apresentações de violeiros<br />
Sexta-feira, 5/4 – às 16h – no Mercado das Artes<br />
Mocinha de Araçoiaba e Severina Bonzinho<br />
Sábado, 6/4 – às 9h – na Feira Livre<br />
<em id="__mceDel">Manoel Domingues e Bia Tomaz</em></p>
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