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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mostra de cinema</title>
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		<title>Mostra de cinema infantil Cine Piaba, em Petrolina, está com inscrições abertas</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Nov 2024 15:08:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Pipa Produções estreia em dezembro mais um projeto, o Cine Piaba. Será uma mostra de cinema infantil com curta-metragens de realizadores pernambucanos. As inscrições para a seleção de filmes estão abertas até o dia 30 de novembro e podem ser feitas através da internet. O link com a convocatória e a ficha de inscrição [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Foto-por-Fernando-Pereira.jpeg"><img class="alignnone size-medium wp-image-114689" alt="Foto: Fernando Pereira/ Divulgação" src="https://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2024/11/Foto-por-Fernando-Pereira-607x404.jpeg" width="607" height="404" /></a></p>
<p>A Pipa Produções estreia em dezembro mais um projeto, o Cine Piaba. Será uma mostra de cinema infantil com curta-metragens de realizadores pernambucanos. As inscrições para a seleção de filmes estão abertas até o dia 30 de novembro e podem ser feitas através da internet. O link com a convocatória e a ficha de inscrição está disponível no <a href="https://www.instagram.com/pipa.producoes/" target="_blank">perfil da produtora </a>nas redes sociais.</p>
<p>O Cine Piaba será realizado no Cine-Teatro Massangano, localizado no Céu das Águas, em Petrolina (PE). A proposta é unir a exibição de filmes com um programa de mediação cultural para escolas da rede pública e instituições sociais. “É mais um de nossos investimentos em aproximar os nossos pequenos cidadãos da arte, propondo atividades lúdicas e afetivas”, diz a coordenadora de produção Nilzete Miranda.</p>
<p>Para participar, os filmes devem ter a linguagem adequada ao público infantil e ter duração entre 5 e 20 minutos. Pode ser ficção, animação, aventura, comédia ou outro estilo que se adeque ao tipo de evento. Cada selecionado receberá R$ 1.000,00 pela participação e os direitos de exibição.</p>
<p>A curadoria pautará principalmente obras que discutem temas sociais de forma lúdica, como bullying, racismo, questões de sustentabilidade e meio ambiente, aquelas que contribuam na formação de uma sociedade mais consciente. Obras que já possuam recursos de acessibilidade comunicacional, como Libras, LSE e audiodescrição, também serão priorizadas.</p>
<p>Este projeto foi contemplado nos Editais da Lei Paulo Gustavo Pernambuco e tem apoio financeiro do Governo do Estado de Pernambuco, através da Secretaria de Cultura do Estado via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura &#8211; Governo Federal.</p>
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		<title>Sesc abre inscrições para sua mostra de cinema</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Apr 2022 23:49:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Inscrições abertas]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra de cinema]]></category>
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		<description><![CDATA[Produtores audiovisuais de Pernambuco já podem se inscrever na quinta edição da Mostra Sesc de Cinema, projeto nacional que objetiva fortalecer a produção audiovisual, aproximando o público de novas obras e fortalecendo o setor audiovisual no Brasil. A iniciativa acontece em todas as regiões brasileiras e vai selecionar curtas, médias e longas metragens. As inscrições [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Produtores audiovisuais de Pernambuco já podem se inscrever na quinta edição da Mostra Sesc de Cinema, projeto nacional que objetiva fortalecer a produção audiovisual, aproximando o público de novas obras e fortalecendo o setor audiovisual no Brasil. A iniciativa acontece em todas as regiões brasileiras e vai selecionar curtas, médias e longas metragens. As inscrições vão até o dia <strong>14 de abril</strong>.</p>
<p>Para inscrever o filme, é necessário acessar o site <strong><a href="http://www.sesc.com.br/mostradecinema" target="_blank" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=http://www.sesc.com.br/mostradecinema&amp;source=gmail&amp;ust=1649354608916000&amp;usg=AOvVaw0TiY1HNHUNP9tw-648yCQV">www.sesc.com.br/mostradecinema</a></strong><wbr />, ler o regulamento completo e enviar os dados. Entre os requisitos, o candidato deve residir em Pernambuco, disponibilizar o acesso à plataforma de vídeo onde está hospedada a obra, que deve ter sido finalizada a partir de 1º de janeiro de 2020 e não ter entrado em exibição nos circuitos comerciais. Cada pessoa pode inscrever até dois trabalhos.</p>
<p>As obras serão analisadas por uma comissão técnica coordenada pelo Sesc e poderão ser indicadas para os panoramas Estadual, com exibição local; e Brasil e Infantojuvenil, que acontecerão somente de forma online ainda em 2022, mas que serão licenciados para exibição nas unidades do Sesc em todo Brasil, ao longo do ano 2023. O resultado será divulgado em agosto e as obras selecionadas vão integrar a Mostra Sesc de Cinema, que vai acontecer entre os meses de outubro e dezembro deste ano.</p>
<p>Além de ter a produção circulando pelas cidades, os indicados ao Panorama Brasil e Infantojuvenil receberão premiação de até R$ 5 mil e licenciamento da obra. “A Mostra Sesc é nossa principal ponte de diálogo com a produção nacional independente. Nesse momento, garantir incentivos e espaços qualificados de exibição, presencial e virtualmente, é fundamental. Estamos de pé mais uma vez e queremos conhecer e difundir ainda mais a produção audiovisual do nosso estado”, comenta Naruna Freitas, instrutora de Atividades Artísticas do Sesc PE. Em 2021, 21 produções pernambucanas foram selecionadas para compor a Mostra Sesc de Cinema local. Uma delas, “O bem virá”, de Uilma Queiroz, foi escolhida para o recorte nacional.</p>
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		<title>Mostra Cinema do Presente reúne curtas sobre questões sociais e políticas</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2021 22:46:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Aldir Blanc]]></category>
		<category><![CDATA[6º Festival de Cinema de Triunfo]]></category>
		<category><![CDATA[curta-metragem]]></category>
		<category><![CDATA[lei aldir blanc]]></category>
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		<description><![CDATA[A primeira edição da Mostra Cinema do Presente reúne curtas-metragens brasileiros que abordam questões sociais, políticas e crises do mundo contemporâneo. Após etapas de inscrições e curadoria, a Mostra apresenta 20 filmes selecionados. Todos os curtas são disponibilizados por streaming de 10 a 13 de março através do site www.cinemadopresente.com, no qual é possível conferir [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_82703" aria-labelledby="figcaption_attachment_82703" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/O-Jardim-Fantástico-01.jpg"><img class="size-medium wp-image-82703" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/O-Jardim-Fantástico-01-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a><p class="wp-caption-text">Cena de &#8220;O Jardim Fantástico&#8221;</p></div>
<p>A primeira edição da Mostra Cinema do Presente reúne curtas-metragens brasileiros que abordam questões sociais, políticas e crises do mundo contemporâneo. Após etapas de inscrições e curadoria, a Mostra apresenta 20 filmes selecionados. Todos os curtas são disponibilizados por streaming de 10 a 13 de março através do site <a href="http://www.cinemadopresente.com/">www.cinemadopresente.com</a>, no qual é possível conferir as sinopses de cada filme. A programação audiovisual tem acesso gratuito e conta com apoio da Lei Aldir Blanc.</p>
<p>A iniciativa pretende possibilitar ao público reflexões e debates sobre o passado, futuro e presente. “A seleção orientou-se pelo desejo de trazer filmes que &#8211; a partir de diferentes gêneros e linguagens &#8211; trazem à tona tanto inquietações com o cenário atual do país e do mundo, quanto vislumbres sobre um futuro possível”, explica Juliana Soares.</p>
<p><b>Procura</b></p>
<p>Os títulos da mostra foram selecionados entre 428 filmes inscritos. São obras de várias partes do Brasil e uma coprodução com Portugal. A programação inclui filmes de realizadores da Bahia, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Norte, Paraná, Distrito Federal, Minas Gerais, Amazonas e Ceará.</p>
<p>“São filmes que questionam, tensionam, problematizam olhares e situações. Alguns deles conseguem subverter a própria arte do fazer cinematográfico, propondo narrativas e linguagens muito particulares de seus realizadores”, destaca Enock Carvalho.</p>
<p>“Apresentamos algumas obras realizadas durante este período de isolamento social e caos devido à pandemia do Coronavírus. É o caso de &#8220;Um Filme de Quarentena&#8221;, de Jessica Linhares e Miguel Chaves (RJ), e &#8220;Célio&#8217;s Circle&#8221;, de Diego Lisboa (BA), filmes provocadores que nos fazem enxergar a pandemia pelos olhos de outras pessoas”, detalha Carvalho.</p>
<p><b>Diversidade</b></p>
<p>A Mostra Cinema do Presente também traz diversidade temática, de gêneros e linguagens. A pauta indígena e questões LGBTQIA+, por exemplo, estão presentes nos curtas selecionados. “A causa indígena é abordada nos filmes “O Jardim Fantástico”, de Fábio Baldo e Tico Dias (SP), e “A Tradicional Família Brasileira Katu”, de Rodrigo Sena (RN)”, destaca Juliana Soares.</p>
<p>“Os corpos e questões LGBTQIA+ estão na seleção da Mostra. Essas pautas fazem parte das discussões do hoje e do agora, e os filmes contemplam uma grande diversidade de representações, corpos, cores e vozes. Como exemplo, destaco as performances das personagens de &#8220;Perifericu&#8221;, de Nay Mendl, Rosa Caldeira, Stheffany Fernanda e Vita Pereira (SP), a denúncia da homofobia em “Bicha-bomba&#8221;, de Renan de Cillo (PR), e a reconstrução das memórias de infância em “Valdira”, de Filipe Marcena (PE)”, aponta Matheus Farias.</p>
<p><b>Técnicas</b></p>
<p>Farias também pontua que vários filmes da mostra trazem o gênero cinematográfico como parte fundamental da narrativa. “Curtas como “Os Últimos Românticos do Mundo”, de Henrique Arruda (PE), e “Preces precipitadas de um lugar sagrado que não existe mais”, de Rafael Luan e Mike Dutra (CE), se utilizam dos instrumentos da ficção científica para imaginar o fim do mundo ou resolver questões do passado, por exemplo. Há uma certa tendência na produção de curtas-metragens brasileiros de se utilizarem cada vez mais desses signos para fortalecer suas histórias”, explica.</p>
<p><b>Formação</b></p>
<p>O festival também promove a Oficina de Críticas Urgentes, ministrada por Carol Almeida. Ao longo da oficina, os participantes produzirão críticas sobre filmes da mostra. Os textos serão publicados no site ao final da mostra. As inscrições para a oficina já foram encerradas, 23 participantes foram selecionados.</p>
<p>A Mostra Cinema do Presente é uma produção da Gatopardo Filmes. A curadoria foi realizada por Juliana Soares, Enock Carvalho e Matheus Farias.</p>
<p><b>Serviço</b><br />
Mostra Cinema do Presente<br />
10 a 13 de março<br />
20 filmes por streaming no site www.cinemadopresente.com<br />
Acesso gratuito<br />
Acompanhe no Instagram @cinemadopresente</p>
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		<title>Realizadores pernambucanos se encontram em Garanhuns</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Jul 2013 21:28:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mostra de cinema do FIG é encerrada com debate inédito e resultados positivos Por André Dib Pela primeira vez em nove anos, a Mostra de Cinema do FIG foi encerrada com um encontro de realizadores pernambucanos. A decisão tomada pela coordenadora de Audiovisual da Secul/ Fundarpe, Carla Francine, foi mais do que acertada. Até então, [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Mostra de cinema do FIG é encerrada com debate inédito e resultados positivos</p>
<p><a href="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-01.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-3982" alt="FIG - 01" src="http://200.238.112.169/wp-content/uploads/2014/05/FIG-01-607x341.jpg" width="607" height="341" /></a></p>
<p dir="ltr">Por André Dib</p>
<p dir="ltr">Pela primeira vez em nove anos, a Mostra de Cinema do FIG foi encerrada com um encontro de realizadores pernambucanos. A decisão tomada pela coordenadora de Audiovisual da Secul/ Fundarpe, Carla Francine, foi mais do que acertada. Até então, cada diretor vinha a Garanhuns apresentar seu filme, para no dia seguinte voltar para a capital. Reuni-los para refletir e ventilar ideias foi rico e produtivo; se a bonança dos últimos tempos rendeu uma produção ímpar na história do estado, é preciso pensar estratégias para a sua continuidade.</p>
<p dir="ltr">O evento começou logo após a exibição de “O Som ao Redor”, de Kléber Mendonça Filho, com a presença do diretor, que começou a conversa confidenciando ao mediador, Cláudio Assis, que ter assistido “Amarelo Manga” o motivou a fazer o próprio longa. “Foi um impacto ver o Recife em tela grande, cinemascope”.</p>
<p dir="ltr">Gabriel Mascaro, diretor de “Doméstica”, disse o mesmo com relação a Assis: “pensei que se um cara como ele está fazendo cinema, eu também posso”, brincou, reforçando o clima de amizade, compartilhado pelo produtor João Vieira Jr. (REC Produtores Associados) e o cineasta Jura Capela (“Filme Jardim Atlântico”).</p>
<p dir="ltr">Olhar para a cidade tem sido a tônica não só do atual cinema feito em Pernambuco: desde sua origem, o Recife está nos filmes, representado em suas contradições. A dimensão estético/ política, no entanto, pode ser considerada tão inédita quanto o prestígio acumulado pela filmografia recente.</p>
<p dir="ltr">Os convidados enumeram os motivos. “É uma modalidade de cinema diferente do sudeste, que é feito pela elite”, disse Mascaro, que elogiou o apoio do edital de audiovisual (Funcultura Audiovisual) mantido pelo Governo do Estado, uma produção “fora da lógica comercial perversa que rege os filmes no mundo inteiro. Precisamos oficializar isso como política cultural de longo prazo”.</p>
<p dir="ltr">Cláudio foi taxativo ao tratar do poder público: “ele só faz o seu dever”. Sobre a ótima fase financiada por patrocínio estatal, Jura disse que “por mais anárquico que seja o cinema pernambucano, vivemos um momento sério, real e lúcido. Pernambuco não tem cineasta feliz, auto-suficiente. Vejo todos batalhando diariamente, e quando precisa, pedindo ajuda para os amigos”.</p>
<p dir="ltr">Kléber Mendonça ressaltou o equilíbrio individual x coletivo. “Somos uma comunidade, de canais separados, onde é importante a presença do outro fazendo filmes. Isso gera energia criativa. Ao mesmo tempo em que há uma completa independência, forma-se um conjunto muito rico”.</p>
<p dir="ltr">Cláudio Assis abriu o encontro rejeitando qualquer recorte geográfico que possa aprisionar a produção de filmes. “Cinema não é de nenhum lugar, cinema é do mundo e não da tapioca ou do acarajé”.</p>
<p dir="ltr">Responsável pela produção de filmes essenciais como “Cinema, Aspirinas e urubus” e “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, João Vieira Jr. disse que o cinema feito em Pernambuco superou qualquer conotação regionalista. “A produção contemporânea é marcada por obras críticas, feitas sob um espírito comunitário. Não estamos mais sob aquele conceito que nos apequenava. Hoje temos lugar no cenário nacional”.</p>
<p dir="ltr">Jura confirma: “Criamos uma marca que, se ao mesmo tempo pode ser desconfortável, se tornou um carimbo de qualidade”. Kléber concorda: “Se virou um rótulo, é um rótulo positivo. Ninguém quer ser sucesso comercial, não fazemos pesquisa de mercado para procurar nichos de público. O cinema pernambucano é bem sucedido dentro dos seus próprios termos, tem o público dele, sem a neura de querer ser grande sucesso, como faz a Globo Filmes”.</p>
<p dir="ltr">Sedento por informações, o público interagiu e fez perguntas sobre a obra de cada diretor e curiosidades sobre fazer cinema. Foi o mote para cada um falar sobre os filmes que vem por aí: Kléber prepara dois longas: “Bacurau” (“se tudo der certo, um filme experimental e de ficção científica”) e “Aquarius” (“um filme menor, filhote de O Som ao Redor”); Mascaro está prestes a rodar um documentário sobre a vaquejada (“estou procurando locações inclusive em Garanhuns”) e na sequência, uma ficção “em homenagem a Cláudio Assis”.</p>
<p dir="ltr">Em agosto, João Jr. irá lançar “Tatuagem”, dirigido por Hilton Lacerda, está na competição do Festival de Gramado, e em breve deve lançar “O homem das multidões”, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães; e Jura Capela desenvolve “Cartografia”, panorama nacional sobre as artes plásticas, e a adaptação de uma peça de Nelson Rodrigues, “A Serpente”, com interpretações de Mateus Nachtergaele, Mariana Lira e Alessandra Negrini.</p>
<p>Conhecido pelo comportamento arredio, Cláudio Assis se mostrou um mediador exemplar, sóbrio e elegante, tanto na apresentação dos realizadores quanto na lida com o público. Críticas, somente à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura, com quem protagonizou batalha recente envolvendo o edital para filmes de baixo orçamento. “Um edital castrado, miserável. Não quero esse dinheiro”. Seus próximos projetos são “Big Jato”, adaptação do livro de Xico Sá, e “Piedade”, construído em torno do clima de tensão gerado por ataques de tubarão nas praias do Recife e Jaboatão dos Guararapes.</p>
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