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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mostra Moinho 2021</title>
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		<title>Mostra salgueirense encara desafios de se fazer teatro em tempos de pandemia</title>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2021 19:42:19 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Antes de março de 2020, quem imaginaria dissociar o artista de teatro da sua plateia? Os risos, aplausos, as interjeições de surpresa ou terror, o levantar da cadeira e até as vaias são o termômetro do ator em palco, mas nos 5 dias de programação da Mostra Moinho 2021 (27/4 a 1º/5), atores e técnicos [...]]]></description>
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<p>Antes de março de 2020, quem imaginaria dissociar o artista de teatro da sua plateia? Os risos, aplausos, as interjeições de surpresa ou terror, o levantar da cadeira e até as vaias são o termômetro do ator em palco, mas nos 5 dias de programação da Mostra Moinho 2021 (27/4 a 1º/5), atores e técnicos enfrentaram o desafio de adequarem seu trabalho às exigências de tempos pandêmicos.</p>
<p>Há bastante tempo sem atuarem, os grupos salgueirenses apresentaram-se ao vivo do Estúdio Moinho Criativo para o YouTube, com acesso gratuito ao público. Além de Chapeuzinho Vermelho (Togarma), O Titanic do Nordeste (Grupo de Teatro Popular de Salgueiro), Maria Colombina e Zé Pierrot (Soul Dance), O Príncipe Miúdo (Argus), O Homem e a Morte (Tengolengo), a Mostra contou, ainda, com Autômato – Programado para Divertir (Coletivo Dona Zefinha), transmitido de Itapipoca (CE). Todos os vídeos dos espetáculos podem ser vistos aqui: <a href="https://www.youtube.com/channel/UCzIEkwweC1ez9QKdnFX2cyQ/videos" target="_blank"><strong>www.youtube.com/channel/UCzIEkwweC1ez9QKdnFX2cyQ/videos</strong></a>.</p>
<p>Os vídeos Vísceras, Pele e Crueldade (Coletivo Cínicas) e Lady Macbeth (Josival Alves) reforçaram a integração das linguagens de música, dança e audiovisual, num esforço de uma estrutura quase cinematográfica até então nova para as artes cênicas.</p>
<p>O projeto teve a realização do Moinho Estúdio Criativo e foi contemplado pelos recursos da Lei Aldir Blanc em Pernambuco, que entenderam a impossibilidade do artista contar com a bilheteria durante o distanciamento social. <em>“Colocar esse projeto em prática depois de tanto tempo parado é muito gratificante porque a gente que trabalha com arte e cultura não consegue ficar longe”</em>, explicou o produtor da mostra, Bruno Feitosa.</p>
<p>Se a problemática do distanciamento do público é relevante, a da propagação do vírus requer cuidados para os trabalhadores. Feitosa contou que o planejamento do evento foi feito no formato home office, via aplicativos de reuniões on-line, bate-papos e redes sociais e os ensaios, sempre em locais abertos: <em>“Foram feitos 28 testes de Covid, todos negativaram, e o espaço foi higienizado com o mesmo produto usado na limpeza de hospitais e de locais com altos índices de contaminação para dar uma maior segurança a quem estava trabalhando”</em>.</p>
<p><strong>&#8220;Pequeno Príncipe&#8221; ganha versão salgueirense -</strong> Como resultado de um projeto de pesquisa sobre os aspectos culturais do sertão pernambucano, um trecho da peça &#8220;O Príncipe Miúdo&#8221; foi encenado pela Companhia de Teatro Argus, na terceira noite da Mostra Moinho 2021.</p>
<p>O texto, escrito por Raquel Rocha, foi livremente inspirado na obra de Saint-Exupéry, &#8220;O Pequeno Príncipe&#8221;, e traz elementos locais como a poesia popular, o cordel e as xilogravuras. O deserto do Saara dá espaço à caatinga em processo de desertificação, o piloto de avião dá espaço ao vaqueiro desbravador na lida com o gado e a rosa do Pequeno Príncipe é autoprojetada na flor de mandacaru. Nesse sentido, tanto o cenário quanto o figurino trouxeram elementos em couro e que remetem à estética do cordel.</p>
<p>A diretora de &#8220;O Príncipe Miúdo&#8221; explicou a metodologia da coleta de conteúdo: <em>“Todo o elenco estudou sobre a cultura pernambucana, já imprimindo o material identificado nos figurinos e no cenário, desde a criação até a fabricação, e está sendo um processo bastante intenso”</em>. Ela explicou, ainda, que o trabalho continua mesmo depois da apresentação na mostra: <em>“Fizemos apenas uma esquete de 10 minutos para deixar as pessoas na expectativa de assistir o espetáculo inteiro”</em>.</p>
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