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	<title>Portal Cultura PE &#187; Mulheres que Tecem Pernambuco</title>
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		<title>Site &#8220;Mulheres que Tecem Pernambuco&#8221; ganha nova versão</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2020 18:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<description><![CDATA[Em respeito às medidas sanitárias preventivas contra o novo Coronavírus, o site &#8220;Mulheres que Tecem Pernambuco&#8221;, incentivado pelo Funcultura, ganha lançamento virtual n​a próxima quarta (2) e sexta-feira (4)​, às 15h, no canal do projeto no YouTube onde serão transmitidas duas lives-debate. Para esta segunda edição, foram mapeados os municípios de Macaparana, na Zona da [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_80224" aria-labelledby="figcaption_attachment_80224" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/site-mulheres-que-tecem-pernambuco-funcultura.jpeg"><img class="size-medium wp-image-80224" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2020/11/site-mulheres-que-tecem-pernambuco-funcultura-607x396.jpeg" width="607" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">O site mapeia histórias e bordadeiras de várias cidades pernambucanas, como Macaparana, Passira, Lagoa do Carro e Poção</p></div>
<p>Em respeito às medidas sanitárias preventivas contra o novo Coronavírus, o site &#8220;Mulheres que Tecem Pernambuco&#8221;, incentivado pelo Funcultura, ganha lançamento virtual n​a próxima quarta (2) e sexta-feira (4)​, às 15h, no canal do projeto no YouTube onde serão transmitidas duas <em>lives</em>-debate. Para esta segunda edição, foram mapeados os municípios de Macaparana, na Zona da Mata Norte, e Passira, no Agreste, com personagens e suas narrativas registradas em texto, vídeo e fotos.</p>
<p>Enquanto a primeira recebeu o título de “capital estadual do crochê”, a segunda é conhecida como “a terra do bordado manual”. Clara Nogueira, coordenadora e pesquisadora da pesquisa cultural, conta que a ideia inicial era apresentar as histórias por trás desses títulos: <em>“chegamos e encontramos algumas dessas fazedoras de cidade, como eu as chamo. Felizmente, conhecemos e conversamos com elas que fizeram e sustentam esses títulos”</em>.</p>
<p>A primeira <em>live</em>-debate, na quarta (2), às 15h, se trata de um bate-papo com a equipe que esteve em campo nesta edição, formada por Laura Melo (fotógrafa e videomaker), Clarissa Machado (artista visual e pesquisadora), Lucyana Azevedo (pesquisadora), Rose Lima (produtora executiva), Laura Morgado (designer) e Célia Menezes (webdesigner) e Clara Nogueira, também idealizadora do projeto realizado pela Linhas de Fuga e Experimento Produções.<em> &#8221;Algumas das mulheres da equipe também têm envolvimento com a linguagem têxtil como poética&#8221;</em>, conta Clara,<em> &#8220;e esse enlace entre suas funções no projeto e seus projetos pessoais com os têxteis trouxeram pro resultado da pesquisa um diálogo importante&#8221;</em>.</p>
<p>Em nova leva de entrevistas com mulheres artesãs do município de Passira e Macaparana, os textos presentes na plataforma virtual contam um pouco sobre a vida dessas personagens, bem como suas práticas de crochê e bordado, além de trazer um pouco da história dessas cidades a partir de suas narrativas. Uma das histórias é a da macaparanense Kátia Milene: <em>“Achei interessante o projeto Mulheres que Tecem Pernambuco pelo fato de dar importância ao processo criativo do artesanato. Digamos que aqui, na região onde a gente mora, a gente não tem a devida visibilidade. Nós, que fazemos artesanato. O trabalho vai embora. E muita gente que compra e que recebe não sabe nem a pessoa que fez. Achei ótimo as meninas terem esse cuidado de fazer foto, vídeo, registrar as nossas falas”</em>, diz ela, que participa também da ​​live da sexta-feira (4), também às 15h, com a passirense Lúcia, em conversa mediada por Clara Nogueira.</p>
<p>Assim como no primeiro ano do projeto, quando foram publicadas as narrativas políticas e criativas das &#8221;Mulheres que Tecem Pernambuco&#8221;, nos municípios de Lagoa do Carro, Poção e Tacaratu, no ar desde 2018 no endereço: <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.mulheresquetecempe.com.br/">www.mulheresquetecempe.com.br</a></span></strong>, em 2020 outras treze mulheres das localidades de Macaparana e Passira têm as suas falas amplificadas, em primeira pessoa, totalizando assim 31 mulheres contempladas desde a primeira edição do projeto em 2018.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><b>Serviço</b></span><br />
<em>Lives</em> de lançamento do site &#8220;Mulheres que tecem Pernambuco&#8221;<br />
<strong> &#8211; LANÇAMENTO 2ª EDIÇÃO MULHERES QUE TECEM PERNAMBUCO</strong>, com a equipe: Laura Melo, Clarissa Machado, Lucyana Azevedo, Rose Lima, Laura Morgado, Célia Menezes e Clara Nogueira. Mediação: Kalor. ​Quarta-feira (2), às 15h<br />
<strong>- CONVERSA COM AS MULHERES QUE TECEM:</strong> D. Lúcia Firmino (Passira) e Katia Milene (Macaparana). Mediação: Clara Nogueira. ​Quinta-feira (4), às 15h<br />
Endereço: <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="https://www.youtube.com/channel/UCPD5DjVeWBQV0t4q1doNQ_w">www.youtube.com/channel/UCPD5DjVeWBQV0t4q1doNQ_w</a></span></strong></p>
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		<title>Protagonismo feminino na produção têxtil de Pernambuco é tema de site</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/protagonismo-feminino-na-producao-textil-de-pernambuco-e-tema-de-site/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 21:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Administrador</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[Tapeçaria]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_59509" aria-labelledby="figcaption_attachment_59509" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/foto_Laís-Domingues_-Divulgação-4.jpg"><img class="size-large wp-image-59509" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/foto_Laís-Domingues_-Divulgação-4-800x531.jpg" width="800" height="531" /></a><p class="wp-caption-text">Equipe do projeto Mulheres que Tecem Pernambuco na casa de Maria Janira, em Lagoa do Carro</p></div>
<p style="text-align: right;"><em><strong>Por Camila Estephania</strong></em></p>
<p>Com a proposta de revelar o protagonismo feminino nos bastidores da produção têxtil do Estado, o projeto “Mulheres que Tecem Pernambuco” será lançado em forma de site neste sábado (14), às 14h, no Centro do Artesanato de Pernambuco, situado no Marco Zero (Recife). Idealizada pela arquiteta Clara Nogueira, a inciativa, que tem incentivo do Governo de Pernambuco, através do Funcultura, conta as narrativas de 18 mulheres artesãs de três cidades do interior do Estado, sendo elas Lagoa do Carro, conhecida pela sua tapeçaria; Poção, famosa pela renda renascença; e Tacaratu, que se destaca pela sua tecelagem.</p>
<p>“<em>Todo mundo foca no artesanato enquanto produto e eu quis focar na prática cultural e evidenciar justamente a mulher, porque esse artesanato não existiria se não fosse pela mão delas, pelo contexto de vida, pela realidade. São mulheres que constroem cidades através dessa prática, porque elas dão títulos às cidades, que são chamadas como a ‘terra do tapete’, o ‘berço da renascença’ e a ‘capital da rede de dormir’. Eu queria entender o processo, quem são elas, como se dá esse trabalho, se elas fazem como trabalho</em>”, explica Clara Nogueira, que é também a coordenadora geral do projeto e foi responsável por transcrever e editar todas as entrevistas realizadas em 2017.</p>
<div id="attachment_59510" aria-labelledby="figcaption_attachment_59510" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Rudivânia-Sítio-Olho-DÁgua-do-Bruno-Tacaratu.jpg"><img class="size-large wp-image-59510" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/Rudivânia-Sítio-Olho-DÁgua-do-Bruno-Tacaratu-800x533.jpg" width="800" height="533" /></a><p class="wp-caption-text">Rudivânia com o tear manual em Sítio Olho D&#8217;Água do Bruno, em Tacaratu</p></div>
<p>Com introdução feita pela pesquisadora Luiza Maretto e imagens feitas pela fotógrafa Laís Domingues, que acompanharam Clara nas viagens e durante as entrevistas, o material sobre a vida das artesãs manteve o uso da primeira pessoa. “<em>É para o espectador ter o privilégio de ler elas</em>”, esclarece Clara, que não pode usar o nome e fotos de algumas das entrevistadas, que preferiram o anonimato para evitar conflitos dentro do seu contexto político.</p>
<p>“<em>Cada cidade tem suas particularidades e suas divisões. O que achei mais gritante é que todas são mulheres. Elas que são responsáveis pelo fazer, pelo resistir e por passar o conhecimento para outras mulheres. A questão de gênero está muito ligada à prática têxtil e esse é um dos meus votos nessa pesquisa e nos trabalhos de vida mesmo. Algumas desistiram, porque cada cidade tem um contexto de valorização e desvalorização do trabalho. Em Lagoa do Carro, estão um pouco mais organizadas do que nas outras, porque elas têm uma associação. Nas demais elas estão sozinhas e estão na base do capitalismo ferrenho. Quem monopoliza o mercado em Poção, por exemplo, são as fábricas com os atravessadores, e em Itacaratu, são as fábricas com o tear elétrico operado pelos homens, que produzem muitas redes, enquanto as mulheres comandam o tear manual. É uma divisão bem sexista, mas elas estão lá disputando e amam o que fazem, a grande maioria</em>”, observa Clara, que também nutre uma paixão pelo bordado e pelo crochê, através do seu trabalho com o projeto “Linhas de Fuga”.</p>
<div id="attachment_59511" aria-labelledby="figcaption_attachment_59511" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Laís Domingues</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/1523568969515714129af7cdf2ff41d53512f0bbf6.jpg"><img class="size-full wp-image-59511" alt="Laís Domingues" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/04/1523568969515714129af7cdf2ff41d53512f0bbf6.jpg" width="640" height="427" /></a><p class="wp-caption-text">Carla e Alexandra fazem renda Renascença em Poção</p></div>
<p>O site ainda contará com textos sobre as cidades e os tipos explorados de artesanato, para que o leitor possa compreender a complexidade e as sutilezas que envolvem cada produção. O formato para a internet foi escolhido para que o maior número de pessoas possa ter acesso ao material e conhecer o trabalho praticado pelas mulheres nas cidades estudadas. “<em>Essa prática está diminuindo em alguns lugares porque não há tanto interesse das mais novas fazerem esse trabalho, tem um contexto bem amplo por trás disso. Que isso seja só o começo de um entendimento de uma cadeia de produção e da legitimação do trabalho</em>”, torce Clara.</p>
<p><b>SERVIÇO</b><br />
<i>Lançamento do site “Mulheres que Tecem Pernambuco”</i><br />
Quando: Neste sábado (14), às 14h<br />
Onde: Centro do Artesanato de Pernambuco (Marco Zero)<br />
Entrada Gratuita</p>
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