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	<title>Portal Cultura PE &#187; nação xambá</title>
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		<title>Exposição na Fundaj celebra memórias da Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2023 16:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma história de tradição, resistência e heranças será celebrada na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio do Museu do Homem do Nordeste. Na próxima quinta-feira (2), a exposição Memórias da Nação Xambá &#8211; 20 anos do Memorial Severina Paraíso da Silva “Mãe Biu” será aberta na Galeria Massangana, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_99268" aria-labelledby="figcaption_attachment_99268" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-11.51.23.jpeg"><img class="size-medium wp-image-99268" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-11.51.23-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A exposição Memórias da Nação Xambá &#8211; 20 anos do Memorial Severina Paraíso da Silva “Mãe Biu” será aberta na Galeria Massangana, no campus Gilberto Freyre da Fundaj</p></div>
<p dir="ltr">Uma história de tradição, resistência e heranças será celebrada na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), por meio do Museu do Homem do Nordeste. Na próxima quinta-feira (2), a exposição Memórias da Nação Xambá &#8211; 20 anos do Memorial Severina Paraíso da Silva “Mãe Biu” será aberta na Galeria Massangana, no campus Gilberto Freyre da Fundaj, em Casa Forte. A mostra é um mergulho na história do Terreiro Santa Bárbara, o Terreiro Xambá, das tradições religiosas e de Mãe Biu e é fruto de uma parceria entre a instituição federal e a Casa Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<p>Marcada para começar às 16h, a abertura da mostra contará com uma apresentação do Afoxé Ylê Xambá, ritmo que representa as raízes afro-brasileiras. O evento será gratuito e aberto ao público.</p>
<p dir="ltr">“A exposição é um convite à exploração de elementos de identificação, de memória e resistência de um povo que luta pela preservação dos ritos e das tradições religiosas da Nação Xambá, fundando o que hoje é considerado o primeiro quilombo urbano do Norte e Nordeste e o segundo do país. Receber o Terreiro de Santa Bárbara &#8211; Nação Xambá na casa do abolicionista Joaquim Nabuco Nação e possibilitar que fique visível para outros públicos, é, realmente, motivo de celebração”, destaca  a socióloga e coordenadora de Exposições e Difusão cultural do Museu do Homem do Nordeste,  Silvana Araújo.</p>
<div id="attachment_99267" aria-labelledby="figcaption_attachment_99267" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-11.51.23-1.jpeg"><img class="size-medium wp-image-99267" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-11.51.23-1-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">A mostra está dividida em três núcleos: Fundação, Repressão e Resistência; Origem da ancestralidade Xambá na África; e Memorial Severina Paraíso da Silva &#8211; Mãe Biu</p></div>
<p>A exposição está dividida em três núcleos: Fundação, Repressão e Resistência; Origem da ancestralidade Xambá na África; e Memorial Severina Paraíso da Silva &#8211; Mãe Biu. Estarão dispostos pela sala uma representação do Trono utilizado por Mãe Biu, documentos, fotografias, objetos e indumentárias que revelam o universo sagrado do Candomblé e da comunidade de Xambá. A mostra conta com a participação da equipe do Museu do Homem do Nordeste, desde a curadoria à montagem.</p>
<p>“A exposição foi toda concebida com parte da equipe do Museu do Homem do Nordeste junto com a comunidade do Xambá, então é uma curadoria compartilhada. Após essa exposição, os painéis de textos e fotografias, elaborados e impressos pela Fundaj, serão doados ao memorial. É uma forma do Muhne ajudar um museu comunitário de Pernambuco”, explica Henrique de Vasconcelos, museólogo e um dos curadores da mostra.</p>
<p>O Terreiro de Santa Bárbara &#8211; Nação Xambá tem destaque pelo trabalho sociocultural que desenvolve, por meio da inclusão da música ancestral e da manifestação do coco de roda, e por manter a tradição oral, o compromisso com a memória e a identidade cultural e religiosa.</p>
<div id="attachment_99266" aria-labelledby="figcaption_attachment_99266" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-11.51.29.jpeg"><img class="size-medium wp-image-99266" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2023/02/WhatsApp-Image-2023-02-27-at-11.51.29-607x455.jpeg" width="607" height="455" /></a><p class="wp-caption-text">Parte do acervo do Memorial Severina Paraíso da Silva que será exposto passou por restauros no Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte) da Fundaj</p></div>
<p><strong>A Nação  - </strong>O início dos trabalhos da Nação Xambá no Recife aconteceu por volta da década de 1920 e essa história se mistura com a de resistência do Candomblé no Brasil. Segundo a tradição oral, o terreiro começou com a vinda do Babalorixá Artur Rosendo de Alagoas para a capital pernambucana. Ele fundou a Seita Africana São João, no bairro de Campo Grande, e foi responsável por iniciar vários filhos e filhas nas tradições da Nação Xambá.</p>
<p>A trajetória do terreiro seguiu com Severina Paraíso da Silva, a Mãe Biu, personagem fundamental na conexão com a ancestralidade negra e na preservação dos ritos no espaço. A matriarca lutou contra a repressão policial quando a Nação Xambá ainda precisava de licença da polícia para funcionar &#8211; obrigação que deixou de ser necessária com a Lei estadual nº 7.669, de 1978, que isenta de licença a prática de Cultos Afro-Brasileiros.</p>
<p>Por isso, mergulhar na história de Mãe Biu é entender também a profundidade do terreiro, que dedicou um museu com o seu nome para celebrar essa memória. O Memorial Severina Paraíso da Silva foi criado em 2002 com recursos da própria comunidade e tem como objetivo resgatar, preservar e divulgar o Terreiro Santa Bárbara e suas expressões, desde o culto aos orixás às festividades que lhes são dedicadas.</p>
<p>“Completamos 20 anos de funcionamento e somos uma referência pois somos o único terreiro em Pernambuco que tem um museu, então atraímos escolas e pesquisadores. Essa exposição é uma vitória. Que esses 20 anos não passem em branco”, celebra Hildo Leal da Rosa, um dos curadores da exposição, historiador e filho de Santo.</p>
<p>Parte do acervo do Memorial Severina Paraíso da Silva que será exposto passou por restauros no Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte) da Fundaj. Os restauradores recuperaram documentos e objetos por meio de técnicas como desinfestação, higienização e laminação. Um desses objetos é a miniatura do barco utilizado por um fiel em uma promessa para os Santos Cosme e Damião em 1957.</p>
<p>“O barco estava bastante frágil e danificado, por isso, pra que ele tivesse condições de ser exposto, foi realizada uma conservação curativa e algumas etapas de restauro, que consistiu em: higienização, planificação de parte do suporte, refixação da camada pictórica, preenchimento de lacunas, recomposição de partes faltantes, colagem, nivelamento e reintegração cromática. Apesar de tudo o que foi realizado, ainda há muito trabalho a ser feito pra que ele volte à sua forma original”, explicou Cecília Sátiro, restauradora e chefe do Laborarte.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Serviço:</strong></span><br />
Exposição Memórias da Nação Xambá &#8211; 20 anos do Memorial Severina Paraíso da Silva “Mãe Biu”<br />
Local: Galeria Massangana, Campus Gilberto Freyre da Fundaj (Avenida 17 de Agosto, 2187, Casa Forte, Recife-PE)<br />
Data: 2 de março<br />
Horário: 16h<br />
Visitação gratuita</p>
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		<title>Guitinho da Xambá se encanta, mas deixa legado ancestral para Pernambuco</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 12:53:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias “Nosso querido Guitinho da Xambá se encantou. Guitinho eternamente!”. Com essas palavras, o Grupo Bongar, com 20 anos de trajetória, se despediu nas redes sociais do seu vocalista, vítima de problemas decorrentes de um AVC, aos 38 anos de idade. Com o Bongar, Guitinho foi um dos principais porta-vozes da cultura afro-brasileira [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_82144" aria-labelledby="figcaption_attachment_82144" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Grupo-Bongar-Pré-Carnaval-Bora-Pernambucar-2020_Foto-Jan-Ribeiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-82144" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Grupo-Bongar-Pré-Carnaval-Bora-Pernambucar-2020_Foto-Jan-Ribeiro-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Uma das últimas apresentações do Bongar promovidas pela Secult-PE e Fundarpe foi durante a programação do Bora Pernambucar, em fevereiro do ano passado, no Cais do Sertão, enchendo a plateia com fãs e admiradores</p></div>
<p style="text-align: right;"><em>Por Marcus Iglesias</em></p>
<p>“Nosso querido Guitinho da Xambá se encantou. Guitinho eternamente!”. Com essas palavras, o Grupo Bongar, com 20 anos de trajetória, se despediu nas redes sociais do seu vocalista, vítima de problemas decorrentes de um AVC, aos 38 anos de idade. Com o Bongar, Guitinho foi um dos principais porta-vozes da cultura afro-brasileira e da <a href="http://www.cultura.pe.gov.br/territorio-da-ancestralidade-africana-nacao-xamba-e-patrimonio-vivo-de-pernambuco/" target="_blank"><strong>Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco</strong></a>, para a valorização e afirmação da nossa ancestralidade negra. Foi também um dos responsáveis pela criação do Centro Cultural Grupo Bongar, espaço que oferece no Terreiro do Portão do Gelo &#8211; quilombo urbano reconhecido pela Fundação Palmares em 2006 &#8211; aulas gratuitas de arte e empreendedorismo para os jovens da região e produziu diversos projetos culturais, alguns deles com incentivo do Funcultura. Por essas e outras razões, a morte precoce do músico, nesta quarta-feira (17), gerou uma forte comoção em toda a cena cultural do Estado, que reconhecia no artista uma liderança na defesa da cultura popular e na luta por políticas públicas voltadas para as religiões de matriz africana.</p>
<p>Com vários discos lançados, como o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yrBKAMMakIw&amp;t=1345s" target="_blank"><strong><i>Samba de Gira</i> (2016)</strong></a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nTIMkqQmrGE" target="_blank"><strong><i>Chão Batido Coco Pisado</i> (2010),</strong></a> disponíveis nas principais plataformas de streaming, além de dezenas de parcerias com outros artistas, o grupo Bongar é um dos principais representantes da música contemporânea afro-brasileira, tendo levado o nome de Pernambuco e do País em diversos festivais internacionais, como o Womex, realizado em Budapeste, na Hungria, em 2013; e o Festival Dele Caribe &#8211; Fiesta Del Fuego, em Santiago de Cuba, em 2010. Neste último caso, Pernambuco era um dos homenageados daquela edição do festival, e a Fundação do Patrimônio Histórico de Pernambuco (Fundarpe) levou o Bongar, junto a uma delegação com uma centena de artistas, para representar o Estado.</p>
<div id="attachment_82143" aria-labelledby="figcaption_attachment_82143" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Juarez Ventura/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Grupo-Bongar-no-Palco-Pop-Fig-2016.jpg"><img class="size-medium wp-image-82143" alt="Juarez Ventura/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Grupo-Bongar-no-Palco-Pop-Fig-2016-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Em 2016, o grupo Bongar fez um show memorável no Palco Pop do FIG, ao lado do músico Juliano Holanda</p></div>
<p>Ao longo da carreira artística, Guitinho e o Bongar estiveram presentes em várias edições de atividades e festivais promovidos pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundarpe, como o Festival Pernambuco Nação Cultural e o Observa e Toca – projeto que agregava um conjunto de ações para o desenvolvimento da música em Pernambuco, dentre elas a realização de shows e documentários sobre artistas do estado. Gravado em 2012, no Studio Casona, o show do Grupo Bongar está disponível na íntegra no Youtube (confira abaixo).</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/W8ThpRHsuTI" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Uma das últimas apresentações do Bongar promovidas pela Secult-PE e Fundarpe foi durante a programação do Bora Pernambucar, em fevereiro do ano passado, no Cais do Sertão, enchendo a plateia com fãs e admiradores. Outra memorável apresentação do Bongar foi no Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), em 2016. Diante de um Palco Pop lotado, e ao lado do cantor e compositor Juliano Holanda – que, assim como centenas de fazedores de cultura amigos do artista, prestou homenagens a Guitinho nas redes sociais – eles transformaram o Parque Euclides Dourado num templo para celebrar a força encantada dos orixás.</p>
<div id="attachment_82141" aria-labelledby="figcaption_attachment_82141" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Eduardo Queiroga/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Grupo-Bongar-no-Palco-Guadalajara-Fig-2011_Foto-Eduardo-Queiroga-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-82141" alt="Eduardo Queiroga/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Grupo-Bongar-no-Palco-Guadalajara-Fig-2011_Foto-Eduardo-Queiroga-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Outro show do grupo Bongar durante o Festival de Inverno de Garanhuns foi em 2011, no Palco Mestre Dominguinhos (quando ainda se chamava Palco Guadalajara)</p></div>
<p>Defensor do registro histórico dos povos tradicionais, Guitinho esteve, por exemplo, em 2016, na Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, durante um encontro sobre educação patrimonial e museus comunitários, para falar do trabalho desenvolvido na Nação Xambá. Em 2012, integrou a programação do Seminário de Cultura Popular, promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Iphan-PE) em parceria com a Secult-PE e Fundarpe.</p>
<p>Ao lado do Bongar, o artista também participou de vários projetos incentivados pelo Funcultura, como o lançamento da revista Outros Críticos e uma turnê com o Som Na Rural, entre outros. Produziu também a gravação do DVD <i>Festa de Terreiro</i> (2015), do disco <i>Samba de Gira</i> (2016), a realização do projeto <i>Tem Preto na Tela</i> (2015) e uma oficina sobre patrimônio cultural, estes últimos promovidos pelo próprio Centro Cultural Grupo Bongar.</p>
<div id="attachment_82148" aria-labelledby="figcaption_attachment_82148" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Semana-do-Patrimônio-2016_Educação-Patrimonial-e-Museus-Comunitários_-Foto-Jan-Ribeiro.jpg"><img class="size-medium wp-image-82148" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Semana-do-Patrimônio-2016_Educação-Patrimonial-e-Museus-Comunitários_-Foto-Jan-Ribeiro-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">No campo do debate de ideias, Guitinho esteve, por exemplo, em 2016, na Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, durante um debate sobre educação patrimonial e museus comunitários, para falar do trabalho desenvolvido na Nação Xambá</p></div>
<p>Sobre o DVD <i>Festa de Terreiro</i> (gravado no Nascedouro de Peixinhos), em entrevista ao Portal Cultura.PE em 2015, o artista Jr. Black, um dos amigos que prestou homenagens ao cantor nas suas redes sociais, resume bem o significado da potência da obra artísticas produzida por Guitinho e seus primos do Bongar:</p>
<p><i>“É peça obrigatória em qualquer estante ou rack de quem aprecia a música brasileira e pernambucana em sua mais pura essência, carregada de ancestralidade, envolta no mosaico da religiosidade e do profano, como bem é este coco feito por pessoas amigas, apaixonadas, devotadas e ligadas uterinamente à Nação Xambá, um centro de resistência, fé e cultura ancestral, com uma linda história de mais de 80 anos”</i>.</p>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/0ISTGLxmTzQ" height="315" width="560" allowfullscreen="" frameborder="0"></iframe></p>
<p>Em nota, a Secretaria Estadual de Cultura e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco lamentaram profundamente a morte de Guitinho de Xambá.</p>
<p>Segundo o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto, essa é uma perda muito sentida para o Estado. <i>“Apesar da pouca idade, Guitinho sempre foi uma referência na cultura popular pernambucana e na defesa e no registro de nossa ancestralidade africana. Destaco não apenas seu trabalho no Grupo Bongar, mas também sua participação atuante na luta por uma política pública de cultura para o setor. Deixo minhas condolências aos familiares e a todos que fazem a Nação Xambá”,</i> declarou Canuto.</p>
<div id="attachment_82133" aria-labelledby="figcaption_attachment_82133" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Renato Spencer/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Carnaval-2010-em-PetroLina_Foto-Renato-Spencer.jpg"><img class="size-medium wp-image-82133" alt="Renato Spencer/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/Carnaval-2010-em-PetroLina_Foto-Renato-Spencer-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Guitinho também se apresentou no Carnaval de Pernambuco, como em 2010, quando se apresentou com o Bongar em Petrolina</p></div>
<p>Para o secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, ficará sempre na memória o talento e a energia que emanavam de Guitinho. <i>“Será sempre lembrado pela grande contribuição que deu na retomada do Terreiro de Xambá. Foi uma liderança jovem, com um talento incrível para a música. Está marcado para sempre na cultura de Pernambuco. Desejo muita força à família e aos que integram o Grupo Bongar e a Nação Xambá nesse momento de dor. Que ele siga seu caminho de luz”,</i> disse o gestor.</p>
<div id="attachment_82174" aria-labelledby="figcaption_attachment_82174" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/49506675437_ba3c6d08f4_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-82174" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2021/02/49506675437_ba3c6d08f4_k-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Viva Guitinho e todo o seu legado deixado para a cultura pernambucana</p></div>
<p>O Conselho Estadual de Política Cultural, por meio do seu presidente Jocimar Gonçalves, também publicou nota lamentando a passagem do artista. <i>&#8220;Admirado por sua trajetória, Guitinho representou com muito respeito e maestria, a força e os ensinamentos de seus ancestrais, seja no terreiro, nas ruas e nos palcos! Guitinho da Xambá desencantou, mas nunca deixará de ser guerreiro de nosso povo&#8221;,</i> escreveu ele.</p>
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		<title>Alunos da rede pública conversam com Patrimônios Vivos no mês outubro</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Oct 2019 18:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Projeto de integração entre cultura e educação promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico (Fundarpe), o Outras Palavras conta com quatro edições neste mês de outubro. A primeira delas, no Recife, será realizada no próximo dia 17, às 9h, na EREM Pompéia [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_56348" aria-labelledby="figcaption_attachment_56348" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k.jpg"><img class="size-medium wp-image-56348" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2017/12/39056484621_68acb11c2b_k-607x401.jpg" width="607" height="401" /></a><p class="wp-caption-text">Voltado para estudantes da rede pública estadual de ensino, em quatro anos de existência o programa já atingiu mais de 600 escolas pernambucanas</p></div>
<p>Projeto de integração entre cultura e educação promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico (Fundarpe), o Outras Palavras conta com quatro edições neste mês de outubro. A primeira delas, no Recife, será realizada no próximo dia 17, às 9h, na EREM Pompéia Campos, e contará com a presença do Pai Ivo da Nação Xambá (Patrimônio Vivo) e da escritora Clarice Freire, autora do blog <strong><a href="https://www.facebook.com/podelua/" target="_blank">Pó de Lua</a></strong>.</p>
<p>Para o secretário de Cultura, Gilberto Freyre Neto, este é um dos programas mais relevantes, voltado aos jovens estudantes da rede pública. “Até o final do ano, este projeto circulará por várias escolas e regiões do Estado, sempre em parceria com a Secretaria de Educação, que tem dado um suporte fundamental para a realização das atividades”, disse o secretário da Secult-PE.</p>
<div id="attachment_64921" aria-labelledby="figcaption_attachment_64921" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/nacao-xamba.jpg"><img class="size-medium wp-image-64921" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/nacao-xamba-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Nação Xambá recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco no ano passado</p></div>
<p>“O projeto traz para esses jovens das escolas públicas o contato com as manifestações diversas da nossa cultura, de Patrimônios Vivos a Pontos de Cultura, e de grupos que trabalham com as expressões do patrimônio cultural imaterial de Pernambuco”, detalha.</p>
<p><strong>Interior -</strong> No dia 23 de outubro, os estudantes da Escola Técnica Estadual Jornalista Cyl Gallindo, em Buíque, vão conversar de perto com o Mestre Assis Calixto, que este ano recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, e a escritora Ezter Liu, vencedora do V Prêmio Pernambuco de Literatura, com o livro “Das tripas coração”.</p>
<p>No dia 25, Arcoverde recebe duas edições simultâneas. Uma delas será a participação de Ezter Liu na Feira Literária do Sertão, realizada pelo Coletivo Cultural de Arcoverde (Cocar) e pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). A outra será uma oficina de rimas promovida pelo Ponto de Cultura Eco da Periferia na Funase, com a presença de Maggo MC.</p>
<div id="attachment_72188" aria-labelledby="figcaption_attachment_72188" class="wp-caption img-width-539 aligncenter" style="width: 539px"><p class="wp-image-credit alignleft">Divulgação</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/Clarice-Freire_foto.jpg"><img class="size-medium wp-image-72188" alt="Divulgação" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/10/Clarice-Freire_foto-539x486.jpg" width="539" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Clarice Freire é criadora dos perfis “Pó de Lua”, nos quais escreve e desenha sua poesia visual &#8211; e conquistou mais de 1 milhão e 500 mil seguidores no Facebook e no Instagram</p></div>
<p>O balanço das ações, divulgado no final do ano passado, mostra que foram realizados mais de cem atividades, incluindo oficinas, espetáculos de teatro, ópera, visitas guiadas a exposições, ações em parceria com o Programa Mãe Coruja, exibição de filmes e participações em eventos, literários.</p>
<p>Voltado para estudantes da rede pública estadual de ensino, em quatro anos de existência o programa já atingiu mais de 600 escolas pernambucanas, beneficiou cerca de 20 mil estudantes e distribuiu mais de seis mil livros nas bibliotecas por onde passou.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;"><strong>Confira a programação de outubro do Outras Palavras:</strong></span></p>
<p><strong>17/10</strong><br />
EREM Pompéia Campos (Av. Norte Miguel Arraes de Alencar – Apipucos, Recife)<br />
Nação Xambá (Patrimônio Vivo) e Clarice Freire (Recife)</p>
<p><strong>23/10</strong><br />
Escola Técnica Estadual Jornalista Cyl Gallindoc (Beco do Abrigo, 457, Buíque)<br />
Assis Calixto (Patrimônio Vivo) e Ezter Liu (Carpina)</p>
<p><strong>25/10</strong><br />
Participação na Feira Literária do Sertão (Arcoverde),<br />
Ezter Liu (Carpina)<br />
Maggo MC (Recife)</p>
<p><strong>25/10</strong><br />
Oficina de Rimas na Funase (Arcoverde), com o Maggo MC (Recife)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>IV Seminário de Educação Patrimonial discute alternativas para o ambiente escolar</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Aug 2019 15:08:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fundarpe]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Secretaria de Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco]]></category>
		<category><![CDATA[Capoeira]]></category>
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		<category><![CDATA[secretaria de cultura de pernambuco]]></category>
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		<description><![CDATA[Numa parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), a 12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, realizou nesta última quarta-feira (14), no Memorial da Medicina (Recife), o IV Seminário de Educação Patrimonial &#8211; que este ano teve como tema “Práticas Educativas e Patrimônio Imaterial: saberes e diálogos”. [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_70914" aria-labelledby="figcaption_attachment_70914" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-3.jpg"><img class="size-medium wp-image-70914 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-3-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">A Capoeira, Patrimônio Imaterial do Brasil (IPHAN) e Patrimônio da Humanidade (UNESCO), foi um dos patrimônios imateriais tratados durante o Seminário</p></div>
<p>Numa parceria com a Secretaria Estadual de Educação (SEE), a 12ª Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco, promovida pela Secretaria de Cultura e Fundarpe, realizou nesta última quarta-feira (14), no Memorial da Medicina (Recife), o IV Seminário de Educação Patrimonial &#8211; que este ano teve como tema “Práticas Educativas e Patrimônio Imaterial: saberes e diálogos”. A conferência de abertura foi feita pelo professor Dr. Hugo Menezes Neto (UFPE), na presença de 70 professores da rede pública, com a proposta de levantar questões sobre como abordar a educação patrimonial em sala de aula.</p>
<p>“O Seminário de Educação Patrimonial é a culminância de todo um trabalho que a Unidade de Educação Patrimonial da Fundarpe faz ao longo do ano. A ideia é estimular os professores para que esse trabalho não seja algo pontual, mas contínuo”, explica Amanda Paraíso, coordenadora de Educação Patrimonial da  Fundarpe.</p>
<div id="attachment_70913" aria-labelledby="figcaption_attachment_70913" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-70913 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-2-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Hugo Menezes é vice-chefe do Departamento em Antropologia e Museologia, e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFPE</p></div>
<p style="text-align: left;">Hugo Menezes é vice-chefe do Departamento em Antropologia e Museologia (DAM), e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). É também Doutor em Antropologia pela UFRJ e dedica-se a pesquisas nas áreas de Cultura Popular, Patrimônio Imaterial, Antropologia Urbana e Antropologia Visual, entre outros assuntos.</p>
<p>Na ocasião, Hugo Menezes apresentou uma conferência intitulada “O Patrimônio e a desobediência epistêmica”. “Minha proposta é partir de uma lógica que seja desobediente a uma visão eurocêntrica. A ideia de valor patrimônio foi desenvolvida ao longo do século XX e em determinado momento houve uma escolha feita pelos governantes, ligados à elite brasileira”.</p>
<div id="attachment_70916" aria-labelledby="figcaption_attachment_70916" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-5.jpg"><img class="size-medium wp-image-70916 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-5-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Conversa com os professores teve a proposta de levantar questões sobre como abordar a educação patrimonial em sala de aula</p></div>
<p style="text-align: left;">Dentre alguns exemplos de concepção do que é patrimônio, o professor citou a cultura ianomâmi, na qual todos os bens de um ente falecido são destruídos. “O que é guardado são as narrativas sobre aquela pessoa, repassadas de geração em geração”.</p>
<p>“A educação patrimonial é uma garantia de direitos, deve ser emancipadora e desobedecer a essa lógica, ainda mais num no nosso país onde existem patrimônios dos mais diversos, de origem indígena e africana”, concluiu o professor, que depois conversou com os professores sobre o tema.</p>
<div id="attachment_70912" aria-labelledby="figcaption_attachment_70912" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-1.jpg"><img class="size-medium wp-image-70912 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-1-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Durante o Eixo 1, que tratou da capoeira, a apresentação trouxe um dos aspectos mais importantes deste patrimônio imaterial, que é a música</p></div>
<p>Após a conferência, o grupo foi dividido em duas turmas, que discutiram dois eixos temáticos: (1) Educação e ações de salvaguarda; (2) Racismo, antirracismo e as manifestações culturais. O Eixo 1 contou com a participação da professora Drª Izabel Cordeiro, mais conhecida como Mestra Bel, e Ricardo Pires, o Mestre Mago, ambos do Centro de Capoeira São Salomão.</p>
<p>A apresentação trouxe um dos aspectos mais importantes da capoeira, que é a música. “É nesse ambiente que contamos histórias antigas, de luta e de dor, e levamos essa poesia para vários lugares. Quando falamos da capoeira falamos da herança de povos que vieram escravizados para o Brasil”, disse Mestra Bel. A Capoeira é Patrimônio Imaterial do Brasil pelo IPHAN e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.</p>
<div id="attachment_70917" aria-labelledby="figcaption_attachment_70917" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-6.jpg"><img class="size-medium wp-image-70917 " alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-6-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Quem também participou do Seminário foi o babalorixá Pai Ivo Xambá, representante da Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p style="text-align: left;">Já o eixo 2 teve a presença do mestrando do Programa de Pós graduação em Educação da UFPE, Emerson Nascimento e o babalorixá Ivo de Xambá. Para Pai Ivo da Xambá, representante da Nação Xambá, Patrimônio Vivo de Pernambuco, é importante que se discuta com profundidade em sala de aula a história e a cultura do povo negro brasileiro. “Mandela já dizia: ninguém nasce racista, é a sociedade quem constrói isso. Se dentro do ambiente escolar a gente quebrar essa ideia, vamos conseguir mudar esse quadro”.</p>
<p>O IV Seminário de Educação Patrimonial contou ainda com uma exposição de banners da EREM José Vilela, coordenado pelo professor Anselmo Cabral com o tema “Patrimônio Imaterial de Pernambuco: pesquisas históricas e afetivas em torno dos nossos saberes e fazeres”.</p>
<div id="attachment_70915" aria-labelledby="figcaption_attachment_70915" class="wp-caption img-width-607 aligncenter" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/Secult-PE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-4.jpg"><img class="size-medium wp-image-70915" alt="Jan Ribeiro/Secult-PE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2019/08/Seminário-Educação-Patrimonial_JanRibeiro-4-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">O Seminário também contou com a mostra &#8220;Patrimônio Imaterial de Pernambuco: pesquisas históricas e afetivas em torno dos nossos saberes e fazeres&#8221;, elaborada por estudantes da rede pública do estado</p></div>
<p><strong>Rede de Educadores Patrimoniais de Pernambuco –</strong> De acordo com Amanda Paraíso, em maio deste ano foi criada a Rede de Educadores Patrimoniais de Pernambuco, numa parceria entre a Secult-PE/Fundarpe, SEE e Iphan. Na ocasião, professores representantes de cada Gerência Regional de Pernambuco participaram de uma formação para estimular um trabalho contínuo sobre o tema em sala de aula. Alguns educadores envolvidos nesta Rede participaram do Seminário e vão realizar, ao longo deste segundo semestre, uma série de atividades com seus alunos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Território da ancestralidade africana, Nação Xambá é patrimônio vivo de Pernambuco</title>
		<link>https://www.cultura.pe.gov.br/territorio-da-ancestralidade-africana-nacao-xamba-e-patrimonio-vivo-de-pernambuco/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2018 13:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcus Iglesias</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura popular e artesanato]]></category>
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		<category><![CDATA[patrimônio vivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Marcus Iglesias “Toda história misteriosa é envolvente. Quanto mais segredos ela tem mais ficamos curiosos e persistentes na busca de informações e respostas aos nossos questionamentos. A história da nação Xambá e do terreiro da Mãe Biu no Portão do Gelo, subúrbio de Olinda, ainda desconhecida da maioria do povo pernambucano, é assim: toda [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Por Marcus Iglesias</strong></p>
<p><i>“Toda história misteriosa é envolvente. Quanto mais segredos ela tem mais ficamos curiosos e persistentes na busca de informações e respostas aos nossos questionamentos. A história da nação Xambá e do terreiro da Mãe Biu no Portão do Gelo, subúrbio de Olinda, ainda desconhecida da maioria do povo pernambucano, é assim: toda cheia de mistérios”.</i> Assim começa a introdução do livro <b>Nação Xambá, do terreiro aos palcos</b>, da pesquisadora e jornalista Marileide Alves. Uma definição perfeita para descrever o misticismo e envolvimento a girar em torno do único terreiro de nação Xambá na América Latina, o primeiro quilombo urbano do Brasil que, sob a liderança do Pai Ivo (filho de Mãe Biu), conquistou este ano o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco.</p>
<div id="attachment_64921" aria-labelledby="figcaption_attachment_64921" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/nacao-xamba.jpg"><img class="size-medium wp-image-64921" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/nacao-xamba-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Nação Xambá recebendo o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco</p></div>
<p>Para Pai Ivo, existe um significado nas entrelinhas por trás deste título, o primeiro concedido a uma casa de candomblé de Pernambuco. <i>“Curiosamente, completamos 80 anos do fechamento dos terreiros em Pernambuco, durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. </i><em>Esse título de Patrimônio Vivo de Pernambuco nós já perseguimos ele há dez anos, não só pela questão econômica, mas pela questão política. Num momento em que vários terreiros estão sendo invadidos por outras religiões, é uma maneira do Estado reconhecer a religião de matriz africana. Para nós, que fazemos o terreiro Xambá &#8211; e isso é extensivo para as outras nações também -, é o Estado reconhecendo o trabalho cultural e religioso do candomblé em Pernambuco&#8221;.</em></p>
<p><b>História da Nação Xambá em Pernambuco –</b> Essa memória viva tem origem na região localizada ao norte dos Ashanti e limites da Nigéria com Camarões, nos montes Adamaua, no vale do rio Benué. É lá que diversos historiadores identificaram a origem do povo Xambá ou Tchambá, que foram trazidos como escravos para o Brasil durante séculos.</p>
<p>No início da década de 1920, o babalorixá Artur Rosendo Pereira, fugindo da repressão policial às casas de culto Afro-brasileiro, deixa Maceió e passa a morar no Recife. Na capital de Pernambuco, no bairro de Água Fria, por volta de 1923, reinicia suas atividades de zelador dos orixás. Na época, o babalorixá iniciou muitos filhos de santo e vários deles abriram terreiros posteriormente. Dentre eles, estava Maria das Dores da Silva, conhecida como Maria Oyá, que fez sua iniciação em 1927 e, posteriormente, assumiu o terreiro.</p>
<div id="attachment_64919" aria-labelledby="figcaption_attachment_64919" class="wp-caption img-width-593 alignnone" style="width: 593px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Pereira/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/pai-ivo.jpg"><img class="size-medium wp-image-64919 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/pai-ivo-593x486.jpg" width="593" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">Pai Ivo narrou a trajetória e apresentou itens do acervo histórico do terreiro</p></div>
<p>Uma violenta repressão policial fecha a Casa de Xambá em 1938, que manteve o culto religioso a portas fechadas. Em 1939, Maria Oyá falece em decorrência de depressão e o terreiro segue com as práticas às escondidas até 16 de junho de 1950, quando Mãe Biu reabre seu terreiro na estrada do Cumbe. Um ano depois, em 7 de abril de 1951, muda-se para o atual endereço, na antiga Rua Albino Neves de Andrade, hoje Severina Paraíso da Silva, nº 65, no Portão do Gelo, Olinda.</p>
<p>Após 54 anos dirigindo e mantendo as tradições e rituais da Nação Xambá, Mãe Biu falece aos 78 anos, no dia 27 de janeiro de 1993. Donatila Paraíso do Nascimento, Mãe Tila, iniciada em 1932 por Artur Rosendo, sucede a irmã como Yalorixá, tendo como babalorixá seu sobrinho (filho de Mãe Biu), Pai Ivo. Em 2003, Mãe Tila falece, e Pai Ivo assume a direção da casa.</p>
<p><b>Memorial Severina Paraíso da Silva (Mãe Biu) –</b> O primeiro ato do Xambá após a morte de Mãe Biu foi a criação deste espaço voltado para a difusão do conhecimento, iniciando uma intensa organização do acervo histórico e documental da casa.</p>
<p>&#8220;<i>Nós fizemos aqui uma revolução. Quando assumimos, com o falecimento da minha Mãe (Biu), o Xambá praticamente não existia mais. Alguns historiadores chegaram a dizer que ele estava extinto. Então, o primeiro trabalho que nós fizemos foi optar pelo caminho da comunicação. Começamos a abrir as portas para as universidades, escolas, professores, alunos, e daí fomos atraindo todo tipo de sociólogo e historiador pra cá. Com isso, fizemos o Memorial (Severina Paraíso da Silva – Mãe Biu). A ideia foi minha, mas Antônio Albino, Hildo Leal e João Monteiro (seus filhos de santo) foram quem organizaram tudo”.<br />
</i></p>
<div id="attachment_64925" aria-labelledby="figcaption_attachment_64925" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Pereira/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xxamba-mae-biu.jpg"><img class="size-medium wp-image-64925 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xxamba-mae-biu-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Mãe Biu é figura presente no cotidiano da Nação</p></div>
<p>No conjunto documental do Memorial, o mais importante é o acervo fotográfico com mais de 800 fotografias, quase todas da coleção particular de Mãe Biu. São registros de festividades religiosas, comemorações e fatos da vida familiar &#8211; registros datados dos anos 30 aos 90. Documentos pessoais da yalorixá e do terreiro (atas, registros de filiados, de yaôs, de obrigações religiosas, de nomes de Orixás), além de artigos de jornais, revistas e impressos diversos, complementam o acervo.</p>
<p>Há também um acervo bibliográfico, composto de publicações referentes ao universo cultural afro-brasileiro, especialmente sobre religião, história e artes. Quem quiser visitar o local precisa fazer um agendamento prévio pelo telefone (81) 3499 2021, ou enviar um e-mail para <a href="mailto:terreiroxamba@gmail.com" target="_blank">terreiroxamba@gmail.com</a>.</p>
<p>Pai Ivo reflete sobre como entende o empenho de sua mãe em não ter deixado a cultura do Xambá se perder. “<i>Eu não me formei na Universidade, mas ela, na minha visão, é coletora de conhecimento. O conhecimento está na periferia, no povo, e minha mãe foi uma autodidata. Maria Oyá teve pouco tempo de sobrevivência, porque o terreiro começou em 1932 e em 38 veio o fechamento deles com a Ditadura Vargas, através dos mandos de Dom Sebastião Lemos. Em 1939, Maria Oyá morreu de desgosto e minha mãe, junto às minhas tias, fez a grande resistência, tudo às escondidas, porque ainda era algo proibido. Quando veio a década de 50, ela abriu as portas”.<br />
</i></p>
<div id="attachment_64928" aria-labelledby="figcaption_attachment_64928" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Caranguejo/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/DSC9537-29.jpg"><img class="size-medium wp-image-64928 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/DSC9537-29-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">Pai Ivo relembra a todo instante o legado de Mãe Biu</p></div>
<p>Para ele, mais do que qualquer coisa, a importância de Mãe Biu nesta questão é <i>“porque foi ela quem guardou toda essa documentação. Esse memorial só existe por causa disso. Se não, a gente não teria como contar nossa história. E um povo sem história é um povo sem memória”.</i></p>
<p><i>“Através do Memorial, atraímos os estudiosos e deixamos de inventar a roda. Em qualquer terreiro que você chegue é natural que você veja os cantos para os orixás, e você tem que respeitar a religião, não necessariamente acreditar. A partir do momento que nós fizemos um Memorial contando a vida de mulheres, como minha mãe, negra, divorciada (separou-se do meu pai quando nasci), com pouca condição cultural, e daí trazer uma tradição até nossos dias, para nossos filhos e netos, isso começou a atrair uma curiosidade maior nas pessoas”,</i> relembra Pai Ivo, que cita algumas iniciativas que surgiram no Xambá a partir daí.</p>
<div id="attachment_64922" aria-labelledby="figcaption_attachment_64922" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Reprodução/Elimar Pereira</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xamba-acervo.jpg"><img class="size-medium wp-image-64922 " alt="Reprodução/Elimar Caranguejo" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xamba-acervo-607x398.jpg" width="607" height="398" /></a><p class="wp-caption-text">Acervo de fotografias está à disposição de pesquisadores e demais interessados</p></div>
<p>Algumas delas são o primeiro Museu Afro do Brasil e o título de 1º Quilombo Urbano do País (concedido pela Fundação Cultural Palmares em 2007). <i>“Veio também o Terminal Integrado (Xambá), que na época as pessoas não entenderam a minha visão, alguns até da família. Meu pensamento é que conseguimos demarcar um território. Em pleno século 21, mudamos o nome do bairro. Outra coisa que vale ressaltar é que a primeira escola técnica de Olinda vai se chamar Escola Técnica Estadual Severina Paraíso da Silva, e foi também uma luta nossa porque temos que empoderar o nosso povo com a nossa cultura”.</i></p>
<p><b>Valorização da cultura do povo negro – </b>A história do povo africano trazido ao Brasil, conta Pai Ivo, é contada de forma errada do começo ao fim. <i>“Os escravos que vieram na África não eram escravos, eram reis, príncipes e princesas, guerreiros, que foram escravizados nessa terra. Nós não somos descendentes de escravos. Escravo não é descendência, é submissão. Nossa ancestralidade é africana. Quando a gente vê essa questão da cultura começamos a contá-la de forma diferente. A mudar essa ideia sobre as religiões de matriz africana no estado e no Brasil”, </i>ressalta.</p>
<p><i>“Se você pega um livro de Armando Souto Maior, está escrito lá. &#8216;O Quilombo de Palmares foi destruído pelo grande bandeirante Domingos Jorge Velho&#8217;. O homem que destruiu o quilombo em troca de recompensa e perdão de seus crimes, e ainda recebeu a cidade do Paulista de presente. Por isso que se diz ‘do Paulista’. Enquanto Zumbi dos Palmares, quando chegou a Portugal, não estava bonito de se ver. Com a mão decepada, o olho arrancado, o pênis na boca. Foi difícil reconhecer que aquela carcaça era Zumbi dos Palmares. E essa é a forma que querem contar nossa história. Fazer da Princesa Isabel nossa redentora”,</i> opina o sacerdote do Xambá, para provocar uma reflexão, em seguida. <i>“Sabia que a primeira grande obra de engenharia desse País, as docas de Dom Pedro I, foi feita por dois engenheiros negros, os Irmãos Rebouças?”,</i> conta.</p>
<div id="attachment_64923" aria-labelledby="figcaption_attachment_64923" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Pereira/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xamba-fachada.jpg"><img class="size-medium wp-image-64923 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xamba-fachada-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">A fachada do Memorial expõe os principais títulos conquistados pela Nação até o momento</p></div>
<p>Para ele, as pessoas ainda têm uma visão equivocada sobre a cultura afro-brasileira. <i>“E tem gente que acha que a África é um país. A africanidade é desprezada pela sociedade, e tivemos todo um cuidado com a nossa memória e nosso povo. Aqui é uma nova África. Cada terreiro pra mim é um quilombo”.</i></p>
<p><b>Respeito aos povos de terreiro – </b>Pai Ivo olha com orgulho e respeito para o que foi construído no que diz respeito à autoestima dos povos de terreiro, bem como a preservação de suas práticas. <i>“Hoje estamos redescobrindo uma nova África e nossa religião, assim como todo povo tem a sua. Quando invadem um terreiro de candomblé, como muitas vezes os evangélicos fazem, estão invadindo a vida de uma pessoa. É o mesmo que você estar tirando um negro da África mais uma vez. Tirá-lo do seu habitat natural”, </i>afirma o babalorixá, que já participou de diversas audiências da Comissão de Igualdade Racial na Assembleia Legislativa de Pernambuco.</p>
<p><span style="color: #000000;"><i>“Segundo a ONU, países que vivem na miséria ou são ditaduras militares, civis ou fundamentalistas. Eu acho que todas as religiões precisam ser respeitadas. As casas religiosas precisam ser respeitadas e se comportar como oficinas de diálogo com a sociedade, porque a religião tem um poder enorme”,</i> criticou Pai Ivo.</span></p>
<p><i>“Tem crianças pobres aqui na comunidade que o primeiro brinquedo que receberam foi aqui. E tem mais. Essas pessoas quando entram aqui pra se alimentar, ninguém pergunta sua orientação sexual, a religião da família, essas coisas. É um trabalho filantrópico que a sociedade não reconhece. É essa mudança que o Xambá está fazendo aqui dentro”,</i> reforça o filho de Mãe Biu, que ano passado recebeu a Medalha Leão do Norte, título concedido pela Alepe. <i>“Fui o primeiro pai de santo a receber essa medalha”,</i> destaca.</p>
<div id="attachment_64920" aria-labelledby="figcaption_attachment_64920" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Elimar Pereira/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xamba-acervo-2.jpg"><img class="size-medium wp-image-64920 " alt="Elimar Caranguejo/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/xamba-acervo-2-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O acervo inclui ainda peças de porcelana, artefatos e imagens de santos</p></div>
<p><b>Portão do Gelo -</b> Ao escolher o bairro de São Benedito para construir seu novo terreiro, Mãe Biu uniu em torno de si toda a família. <i>“Isso aconteceu também porque o interventor Agamenon Magalhães fez a Liga Social contra os Mocambos, que era basicamente tirar o povo negro do centro e levar para as periferias e subúrbios. Minha mãe veio para cá, que antes era um sítio, e fez essa primeira casa de taipa. Teve na época a visão da união, típica de um quilombo. E trouxe todos os seus familiares para seu entorno, que vieram também pelo estômago, porque era uma época bem difícil. Daí veio toda essa fortaleza. A gente tem uma religião que vem de uma relação familiar. Aqui no terreiro mais de 40% da população é formada por familiares”, </i>ressalta Pai Ivo.</p>
<p>Com vários primos músicos na formação, o Bongar é um exemplo dessa força familiar no quilombo. Considerados como os principais ‘garotos-propagandas’ do Xambá, o atual babalorixá da casa explica que os músicos são enxergados como o grupo que levou a cultura da nação na sua musicalidade, na maneira como se canta, para vários lugares do mundo. Seis jovens integrantes do terreiro fundaram o Bongar em 2001 com o propósito de levar aos palcos a tradicional festa do Coco da Xambá. Os integrantes do grupo herdaram toda essa musicalidade desde a infância, ouvindo os mais velhos e aprendendo com eles os toques, as loas e as danças, durante as festas.</p>
<div id="attachment_64926" aria-labelledby="figcaption_attachment_64926" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Pri Buhr/Secult-PE/Fundarpe</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/bongar-pri-buhr.jpg"><img class="size-medium wp-image-64926" alt="Pri Buhr/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/bongar-pri-buhr-607x404.jpg" width="607" height="404" /></a><p class="wp-caption-text">O grupo Bongar leva as tradições do terreiro para os palcos</p></div>
<p>Sobre a batida específica, com a alfaia deitada, Pai Ivo conta como surgiu, mais uma vez uma lembrança que envolve Mãe Biu. <i>“Quando mamãe completou 50 anos, fez uma festa e uma menina morreu afogada numa cacimba. Ela ficou aperreada e fez uma promessa de, no ano seguinte, fazer um coco em homenagem aos mestres da jurema. Então a festa começou em 1965 e seguiu sem parar até o falecimento dela, em 1993. Foi nessa celebração que surgiu a alfaia deitada. Depois que Mãe Biu faleceu, comprei uma granja e fizemos a festa lá durante um ano. Mas no outro ano trouxemos de volta pra cá pro Xambá. Daí em diante, não paramos mais. Já estou passando pras novas gerações e hoje eu quero ficar simplesmente observando”.</i></p>
<p><strong>Centro Cultural Bongar – Nação Xambá - </strong>O espaço funciona na própria comunidade, quase em frente ao terreiro, no prédio que deu nome ao Quilombo, Portão do Gelo. <i>“A conquista deste espaço é fruto de uma luta da juventude negra de terreiro, mediante o nosso entendimento de que o Xambá é uma comunidade quilombola e tem suas particularidades de praticar os cultos aos orixás”,</i> afirma Guitinho, vocalista do Bongar.</p>
<p>Em 2016 eles receberam o equipamento e passaram a oferecer várias ações com a proposta de preservar a própria cultura. <i>“Damos oficinas de capoeira, percussão, leitura direcionada ao universo afro-brasileiro e cinema. Na música, temos o Bongar como principal elemento condutor desse processo. A gente é muito claro no sentido de que aquilo é uma casa que trabalha a identidade do povo negro, e nosso objetivo é manter viva a memória da Xambá”,</i> reforça Guitinho.</p>
<div id="attachment_64927" aria-labelledby="figcaption_attachment_64927" class="wp-caption img-width-607 alignnone" style="width: 607px"><p class="wp-image-credit alignleft">Jan Ribeiro/CulturaPE</p><a href="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/guitinho-bongar.jpg"><img class="size-medium wp-image-64927" alt="Jan Ribeiro/CulturaPE" src="http://www.cultura.pe.gov.br/wp-content/uploads/2018/11/guitinho-bongar-607x402.jpg" width="607" height="402" /></a><p class="wp-caption-text">Guitinho da Xambá representa o grupo em rodas de conversa e seminários pelo país</p></div>
<p>As crianças que desejarem participar de alguma oficina precisam estar em dia com a escola. Já para o público em geral, de outras idades, não tem tantos critérios. <i>“A única coisa que a gente exige é que o espaço seja visto como um ponto de referência de ambiente de lazer, familiar, educativo. Não é uma espaço de festa, mas de formação, voltado para conhecimento”,</i> pontua o vocalista do Bongar.</p>
<p>Guitinho conta que dentro do Xambá o Bongar está construindo um ambiente cultural fora do centro da cidade. <i>“Criando uma agenda fora do eixo para as pessoas através de iniciativas como o Quilombo Cultural, que conta com incentivo do Funcultura. Nós temos um anfiteatro, pra que as pessoas venham aqui também assistir aos shows produzidos pelas pessoas da comunidade. Que as pessoas se sintam pertencentes e mantenedoras daquela ação”.</i> Para outras informações sobre a programação do espaço, os interessados podem entrar em contato pelo telefone (81) 81 9927 6258 ou no e-mail <a href="mailto:bongar@uol.com.br" target="_blank">bongar@uol.com.br</a>.</p>
<p>Outra manifestação cultural nascida deste caldeirão cultural foi o Afoxé Ilê Xambá, que continua saindo nas festas de Momo. <i>“Afoxé quer dizer terreiro na rua, e em 2004 o arrastão da Gigantes do Samba fez uma homenagem pra mim. Nesse ano saímos com o afoxé e, desde então, ele não parou mais”,</i> detalha Pai Ivo, que também criou o primeiro Polo Afro de Pernambuco, realizado até ano passado no Carnaval de Olinda.</p>
<p>O encerramento deste texto pede um resgate histórico do povo desta nação. No final da Festa do Coco da Xambá, celebrado no dia 29 de junho, Mãe Biu sempre cantava uma loa, mantida até hoje pelos filhos, netos e bisnetos no ritual.</p>
<p><i>“Meu chiqueiro de capim,</i></p>
<p><i>Meu curral de bode, </i></p>
<p><i>Com a dona de casa ninguém pode”</i></p>
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